Caldeirão da Bolsa

Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por BearManBull » 30/3/2026 12:46

Portanto se alguém começar a bloquear navios no atlântico a UE não tem nada que ver.

Pagamos impostos para que quando um estado terrorista bloqueia o comercio internacional ficarem todos cagadinhos cheios de medo. :wall:
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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por Neftis » 30/3/2026 11:39

BearManBull Escreveu:
Neftis Escreveu:O Irão está a expor estas debilidades e a provar que os EUA não têm capacidade para enfrentar uma grande guerra.


Mas onde é que estão essas debilidades? Quantas unidades perderiam os USA?

Pois os USA não são a Ucrânia que tinha 0 baixas, só que depois passados uns anos já havia dezenas de milhares de perdas humanas,

Quem também não tem debilidades é a UE. Ainda bem porque quando a Rússia avançar aqui os heróis do universo vão estar todos prontos a lutar contra russos que vêm com paus e pedras. De certeza que sim. Aliás com as energias renováveis está preparadíssima para choques no preço do oil&gas como se vê. Brilhante tudo.


Os EUA não têm a coesão política e social para efectuar intervenções militares em que possam ser severamente atingidos pelo inimigo. Não têm capacidade industrial para produzir em massa e a preços que não sejam proibitivos, num país muito endividado e cada vez com mais dificuldades em encontrar quem o financie (por causa da hostilização à Europa e a outros "aliados"). Não têm resiliência para aguentar muitas baixas entre os militares. Deixaram de ter um consenso bipartidário quando estão em guerra, desde que Trump ordenou aos Republicanos que bloqueassem a acção de Joe Biden no apoio à Ucrânia. Agora os Democratas fazem o mesmo a Trump.

A UE não é para aqui chamada, porque não tem nada de mimetizar os EUA, nem limpar a porcaria que os americanos fazem. Embora seja verdade que os europeus terão de assumir mais responsabilidades para assegurar a liberdade de navegação, uma vez que a UE tem apostado em acordos de comércio livre por todo o mundo para diminuir a sua dependência relativamente ao mercado norte-americano. Ou os europeus colocam as suas marinhas a fazer esse trabalho, ou serão chantageados por Trump para pagarem o couro e o cabelo.

Mas isso não implica que os europeus tenham de ir agora para o Estreito de Ormuz, porque seria uma declaração de guerra ao Irão. O Trump torpedeou os esforços diplomáticos dos europeus quanto ao Irão, agora que se desenmerde. Quer ficar para a história como tendo acabado com o regime dos Ayatollahs e com regime cubano, mas caminha para ser o "Jimmy Carter" dos Republicanos.
 
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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por PMP69 » 30/3/2026 10:04

Trump a ser Trumpo, não há uma estratégia, é tudo feito em cima do joelho e uma submissão perante Putin.

Trump says 'no problem' for Russian tanker to deliver oil to Cuba


https://www.euronews.com/2026/03/30/trump-says-no-problem-for-russian-tanker-to-deliver-oil-to-cuba

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por PMP69 » 30/3/2026 8:36

Só o E-3 Sentry custa 300 milhões de dólares, e os EUA têm poucos.

A Rússia está a fornecer drones e informações que estão a destruir equipamentos e a matar/ferir americanos, e o que faz Trump?

BREAKING; US officials warn President PUTIN: Stop Indirect Military Support to IRAN After Loss of E-3 AWACS Radar Plane and Refueling Tankers

US officials have warned Russia against providing indirect military support to Iran amid an ongoing US-Israeli conflict with Tehran, following recent Iranian strikes that damaged or destroyed key American aircraft, including refueling tankers and an E-3 Sentry AWACS (Airborne Warning and Control System) radar plane.


https://x.com/Globalsurv/status/2038499973285745084

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por BearManBull » 30/3/2026 2:08

macau5m Escreveu:A ruzzia conquista território todos os dias, são milhares e milhares, mas curiosamente tem menos território agora que tinha no final de 2022.

Será que os tanques da ww2 se esgotaram?

Com essas conquistas de terreno todos os dias, como ainda não conquistaram o Donbass e tudo fazem para que o agente secreto do KGB, agora presidente da América, faça pressão junto do Zelensky para que este ceda o território, já que o ex agente do KGB e agora presidente da ruzzia não consegue.


A guerra infelizmente nao acabou, a mis+eria continua e por este andar pode demorar mas Putin ainda vai conseguir os objectos todos a que se propos.

Mais que tenho a impressao que agora que a NATO esta destruida, é bem possivel que a Russia abra outra frente no Baltico.

Obrigado socialistas por destuirem a Europa com o radicalismo ultra.
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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por BearManBull » 30/3/2026 2:03

Resumo ataque a bases americanas.

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por macau5m » 29/3/2026 20:08

BearManBull Escreveu:Ah sim claro o argumento de sempre a Ucrania domina em todas as frentes!!! Só que continua a perder território todos os dias, contea uma Russia que há 4 anos tinha de lutar com tanques da WW2! Mais os soldados passavam fome há 4 anos e ainda estão vivos!!!! Milagre!

Quem está mal mesmo são os USA que estão prestes a capitular.

Só para os leitores entenderem a qualidade das fontes…


Estás com a narrativa totalmente errada, há 4 anos a ruzzia conquistava Kiev em 3 dias. Tens que te atualizar e deixar de seguir os videos do participante Sertório.

A ruzzia conquista território todos os dias, são milhares e milhares, mas curiosamente tem menos território agora que tinha no final de 2022.

Será que os tanques da ww2 se esgotaram?

Com essas conquistas de terreno todos os dias, como ainda não conquistaram o Donbass e tudo fazem para que o agente secreto do KGB, agora presidente da América, faça pressão junto do Zelensky para que este ceda o território, já que o ex agente do KGB e agora presidente da ruzzia não consegue.

Um país que se dizia ser uma grande potência militar não consegue derrotar a Ucrânia, a maior potência militar do mundo, não consegue derrotar o Irão, aceito apostas.

Derrota do Irão, mudança de regime e o nome do estreito de Ormuz passar a ser estreito Cabeça de Cenoura. :shame:

Bem o cabeça de cenoura já disse que houve mudança de regime, é tão burro que nem sabe o que significa mudança de regime. :wall: :wall: :wall:

A qualidade das fontes, por muito má que seja não pode ser pior que as que disseram que a Ucrânia só durava 3 dias e agora o Cabeça de cenoura disse que a guerra durava 2 a 4 semanas. Andam a beber em fontes das Furnas, têm que passar a beber em fontes de Trás os Montes
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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por Abade19 » 29/3/2026 15:23

Nunca li, no Caldeirão, quaisquer argumentos a declarar que a Ucrânia domina em todas as frentes. O que leio frequentemente é, num tópico sobre a guerra no Irão, duas ou três palavras sobre a mesma e depois várias afirmações descontextualizadas sobre a guerra na Ucrânia.
 
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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por PMP69 » 29/3/2026 10:40

niceboy Escreveu:E ao lançar esses misseis interceptores de milhões quantas vidas humanas (e animais) se salvam? Qual o preço de uma vida humana (no ocidente)?
E ao lançar esses misseis interceptores de milhões quantas infraestruturas críticas e salvam?


O problema é que é insustentável, são os americanos que dizem que vão demorar 15 anos a repor os stocks de 1 mês.

Volto a dizer, estrangulem financeiramente o Irão, que é o oposto do que têm feitos nos últimos 11 anos.

O JCPOA (Joint Comprehensive Plan of Action) e a libertação dos fundos iranianos é que nos trouxeram até aqui.

Aprendam, não comentam os mesmos erros constantemente.

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por niceboy » 29/3/2026 10:31

E ao lançar esses misseis interceptores de milhões quantas vidas humanas (e animais) se salvam? Qual o preço de uma vida humana (no ocidente)?
E ao lançar esses misseis interceptores de milhões quantas infraestruturas críticas e salvam?
 
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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por PMP69 » 29/3/2026 8:37

Imagens da Planet Labs, mostram a destruição de um E-3 Sentry, no ataque à base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita.

Os EUA tinham 16, sendo que apenas metade estão operacionais e o programa E-7 está em "banho maria".

À semelhança da Rússia, os EUA meteram-se numa guerra, sem estarem preparados para ela, e mais grave, sem um plano.

Trump achou que os bombardeamentos faziam cair o regime, ignorando as informações dos seus serviços e o passado, a partir daí perdeu a iniciativa e navega à vista.

A Ucrânia, hoje está na vanguarda de drones interceptores, capaz de produzir 10 mil mês.

A Wild Hornets produz o STING, que custa 2 mil dólares, mas há muitas outras, como a Sky Fall....

A guerra da Ucrânia mudou o panorama, não se pode destruir um drone de 200 mil dólares, com um míssil de 2 milhões, ou lançar 7 mísseis de 3 milhões de dólares para interceptar um míssil balístico.

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por BearManBull » 28/3/2026 22:50

Ah sim claro o argumento de sempre a Ucrania domina em todas as frentes!!! Só que continua a perder território todos os dias, contea uma Russia que há 4 anos tinha de lutar com tanques da WW2! Mais os soldados passavam fome há 4 anos e ainda estão vivos!!!! Milagre!

Quem está mal mesmo são os USA que estão prestes a capitular.

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por PMP69 » 28/3/2026 22:37

Zelensky sai do Médio Oriente com acordos militares de longa duração com a Arábia Saudita, EAU e Catar.

Ukraine

Russia took satellite images of U.S. airbase in days before Iranian attack, Ukraine's Zelenskyy says


https://www.nbcnews.com/world/ukraine/russia-us-base-american-troops-zelenskyy-rcna265612

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por PMP69 » 28/3/2026 21:30

Opcard33, a Axios fala no telefonema, muito pouco amigável com o provável futuro presidente dos EUA e que representa uma boa parte do MAGA que não quer envolvimento em guerras no exterior.

O próprio Trump já deu a entender que vai sair, ou ter uma participação residual na Nato.

Só têm 2 porta-aviões para enviar, o USS George HW Bush, que deve ir para a semana e o USS Nimitz, que ia ser desmantelado em maio, mas viu a sua vida prolongada mais 1 ano, mas para já, não deve ir.

Os EUA nunca vão ganhar esta guerra, é impossível, as guerras não se ganham nos céus.

Ia durar uns dias, vai num mês e agora vai durar mais 3/4 semanas .....

Os EUA só podem fazer o que Nixon fez, bombardear, negociar e sair.

Alguém vai ocupar esse espaço, a China.

O Irão estava preparado para esta guerra, ao contrário dos EUA, e bloqueando o Estreto de Ormuz e o Estreito de Bab el-Mandeb, vai transportar o conflito para fora da região.

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por Sertorio » 28/3/2026 19:58

Vejam este vídeo do Carpatos no minuto 33 , em que um trader da Goldman tem uma opinião muito curiosa .

Acha que a situação não está descontrolada , e que a data 4 de Abril , coincide com a chegada de mais dois porta - aviões ao estreito .

https://www.youtube.com/watch?v=ys2YzaBGa5w

Pedro , como estás mais atualizado em relação este cenário de guerra , faz algum sentido as afirmações do Trader.
 
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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por Opcard33 » 28/3/2026 17:45

Estás a exagerar bastante , nem Donald Trump “destruiu” os EUA, nem a relação EUA–Israel criada e consolidada por Henry Kissinger colapsou, e a Arabia continua a equilibrar-se entre Washington e Pequim sem “fugir” para a China.

Quem está em destruição são certos países :

“ Com quase 37.000 habitantes, 107 nacionalidades, uma taxa de desemprego de 25% e mais de 50% de habitações sociais, Creil, a terceira maior cidade do departamento de Oise, está entre as mais pobres de França. “Um ambiente muito urbano, com um forte sentido de comunidade, é o perfil perfeito para estudar o voto em Mélenchon”, observa Lucas Jakubowicz, autor de *Voto Religioso, um Tabu Francês*. “Creil, e particularmente o bairro do Plateau, é um lugar onde o Islão é especialmente visível. Na assembleia de voto 8, no coração do Plateau, o apoio a Jean-Luc Mélenchon atingiu um pico de 75% na primeira volta das eleições presidenciais de 2022.”

Isto está a acontecer em França : não nos USA

“ Purga anunciada, polícia desarmada, Gaza… Cidades na hora da resistência.”


http://www.lefigaro.fr/faits-divers/ils ... s-20260326

La mairie de Fresnes saccagée par une vingtaine d’individus cagoulés, Laurent Nunez dénonce une «atteinte à notre République»

Um câmara que passou para o centro direita destruída :

https://www.lefigaro.fr/faits-divers/la ... e-20260328




 
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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por PMP69 » 28/3/2026 14:26

Já o tinha dito à vários meses, Trump vai destruir os EUA, como os conhecemos há 80 ano, e mais impressionante, destruir a relação EUA/Israel, que Henry Kissinger construiu e dura à mais de meio século.

A Arábia Saudita vai fugir para os braços da China.

Curioso, a importância que a Ucrânia começa a ter para alguns países do Médio Oriente.

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por bigest » 28/3/2026 14:09

Trump tem que descobrir uma narrativa este fim de semana, para salvar os mercados!
 
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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por PMP69 » 28/3/2026 10:46

O USS George HW Bush CSG vai para a região e ficar sob o comando do CENTCOM, os Hutis anunciaram a sua entrada na guerra e a Axios diz que JD Vance teve um telefonema caloroso com Netanyahu, em que o acusou de ter vendido a ideia que era fácil derrotar o Irão e depor o regime.

Se esta trapalhada podia ficar pior? Podia e vai.

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por PMP69 » 28/3/2026 8:33

O Irão atingiu vários (3?) reabastecedores (KC-135), fazendo ainda 10 feridos, na base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita e os Hutis lançaram mísseis balísticos que atingiram o sul de Israel.

Trump tem que agradecer à Russia e à China, que estão a fornecer drones Shahed, localização dos alvos e o sistema BDS (BeiDou Navigation Satellite System).

O Irão preparou-se para esta guerra, a Trump resta uma saída à Nixon, bombardear, negociar e sair.

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por m-m » 27/3/2026 17:47

Iran trolls Trump with AI clip of Trump being interrogated by an IRGC officer

https://www.themirror.com/news/politics/breaking-iranian-trolls-trump-ai-1761192
 
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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por PMP69 » 27/3/2026 16:01

Provavelmente a caminho da Base Naval de Norfolk, onde ficará 12/14 meses, e de onde tinha saído em junho de 2025, para render o USS Nimitz.

Com ele regressam 4 destróieres de mísseis guiados (USS Mitscher, o USS Mahan, o USS Bainbridge e o USS Forrest Sherman).

Quase 10 meses destacado com vários desdobramentos.

USS Ford has departed Naval Support Activity Souda Bay in Crete, Greece.


https://x.com/NemicoNetwork/status/2037539242264469985

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por PMP69 » 27/3/2026 15:42

Em 30 dias a marinha dos EUA lançou 850 mísseis de cruzeiro Tomahawk de um total de 3.000/4.000.

Repor estes 850 mísseis, que têm um custo unitário de 1,5/2 milhões de dólares, vai levar 8 anos.

Usaram ainda, mais de 1.000 interceptores através dos sistemans MIM-104 Patriot e THAAD (Terminal High Altitude Area Defense) do Exército e mísseis SM-3 e SM-6 (Standard Missile) da marinha.

Inside the White House, aides say Trump is already mentally moving on from the Iran conflict.

A senior official said:

“[Trump] is getting a little bored with Iran. Not that he regrets it or something — he’s just bored and wants to move on.”

Source: MS NOW


https://x.com/clashreport/status/2037522103386190122

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por PMP69 » 27/3/2026 13:11

O segundo cenário envolve a presença de tropas no terreno, uma opção mais complexa e arriscada. Nos últimos dias, o Pentágono mobilizou cerca de 3.000 paraquedistas da 82.ª Divisão Aerotransportada e posicionou duas unidades expedicionárias de fuzileiros navais, cada uma com cerca de 5.000 militares, apoiadas por navios de assalto anfíbio. Paralelamente, o aumento do movimento de aviões militares de transporte sugere a possível mobilização de forças especiais, incluindo unidades de elite como a Delta Force e os Navy SEAL.


Uma Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais tem cerca de 2.500 homens, e não os 5.000 mencionados.

Estas unidades estão a ser reformuladas ao abrigo do Force Design 2030, tendo como objectivo dar-lhes mobilidade para actuar no Indo-Pacífico, nomeadamente através de operações anfíbias mais leves.

Por exemplo, deixaram de usar os M1 Abrams, passando o poder de fogo para os M142 HIMARS.

Os marines apoiam os Navy SEALs, nesta caso o DEVGRU, como o 75º Regimento Ranger apoia 1st SFOD-D.

Para tomar as ilhas do Golfo Pérsico/Estreito Ormuz, são precisos 3.000/3.500 homens, incluindo marines, MARSOC, DEVGRU, 160.º SOAR....

Não vejo a razão de mobilizarem a 82.ª Divisão Aerotransportada (AA).

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Re: Irão–EUA: fim do regime dos Aiatolas?

por BearManBull » 27/3/2026 12:43

Afinal o Pentágono e a cúpula militar apresentam planos. :shock:

O Pentágono apresentou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um conjunto de opções militares para intensificar o conflito com o Irão, incluindo bombardeamentos em larga escala e o eventual envio de tropas para território inimigo. A informação foi avançada pelo portal Axios, que cita fontes próximas das discussões, indicando que o plano contempla diferentes cenários de intervenção num contexto de crescente tensão no Médio Oriente.

Segundo o jornal El Confidencial, o relatório confidencial descreve quatro possíveis operações estratégicas: a invasão da ilha de Kharg, principal centro de exportação petrolífera iraniana; a ocupação da ilha de Larak, dotada de infraestruturas militares essenciais para o controlo do estreito de Ormuz; a tomada da ilha de Abu Musa, território estratégico disputado com os Emirados Árabes Unidos; e o bloqueio ou interceção de navios que transportem petróleo iraniano. Apesar destas opções, Trump ainda não tomou uma decisão definitiva, num momento em que as trocas de declarações entre Washington e Teerão continuam tensas — com o líder norte-americano a afirmar que os ayatolás “estão a implorar por um acordo”, enquanto o regime iraniano responde que não tem “intenção de negociar por agora”.




Dois cenários estratégicos com riscos elevados
Os analistas apontam dois cenários principais para a atuação dos Estados Unidos. O primeiro passa por uma campanha de bombardeamentos seguida de retirada, solução que poderá permitir ao Irão reivindicar uma vitória política e retomar, a médio prazo, o seu programa militar e nuclear. Apesar de operações anteriores, como a ofensiva “Midnight Hammer”, em que bombardeiros B-2 lançaram dezenas de munições de precisão sobre instalações nucleares, os especialistas consideram difícil eliminar completamente essa capacidade apenas através de ataques aéreos.

O segundo cenário envolve a presença de tropas no terreno, uma opção mais complexa e arriscada. Nos últimos dias, o Pentágono mobilizou cerca de 3.000 paraquedistas da 82.ª Divisão Aerotransportada e posicionou duas unidades expedicionárias de fuzileiros navais, cada uma com cerca de 5.000 militares, apoiadas por navios de assalto anfíbio. Paralelamente, o aumento do movimento de aviões militares de transporte sugere a possível mobilização de forças especiais, incluindo unidades de elite como a Delta Force e os Navy SEAL.

Dúvidas sobre eficácia de operações terrestres e controlo estratégico
Apesar da mobilização militar, vários analistas questionam a utilidade estratégica de ocupar pequenas ilhas no estreito de Ormuz sem um plano mais abrangente. O especialista militar Jesús Pérez Triana alertou que experiências recentes, como a guerra na Ucrânia, demonstram que posições isoladas podem tornar-se alvos fáceis para ataques constantes, dificultando a logística e a defesa. Nesse sentido, a manutenção de forças no terreno exigiria sistemas robustos de defesa aérea e antidrones, cuja eficácia tem sido limitada noutros conflitos recentes.

Como alternativa, os Estados Unidos poderão optar por ataques cirúrgicos a infraestruturas militares e económicas críticas do regime iraniano. No entanto, esses alvos encontram-se fortemente protegidos, tornando qualquer operação de assalto altamente arriscada. Alguns observadores consideram que a Casa Branca poderá procurar uma ação de grande impacto para encerrar rapidamente o conflito, ainda que isso implique riscos elevados.

Pressão internacional e divergências sobre o desfecho da guerra
Entretanto, Benjamin Netanyahu parece assumir que os Estados Unidos procuram uma saída para o conflito, tendo ajustado a estratégia militar de Israel para atacar infraestruturas industriais e militares iranianas, em vez de focar a liderança política. Fontes citadas pelo The Wall Street Journal indicam que Telavive pretende maximizar danos antes de um eventual cessar-fogo.

O conflito, que dura há quase quatro semanas, já terá envolvido cerca de 18.000 ataques, ultrapassando as previsões iniciais de Trump, que apontavam para uma resolução em quatro a seis semanas. Perante este cenário, analistas como Nadim Koteich alertam para a falta de clareza estratégica dos EUA, sublinhando que objetivos como mudança de regime, neutralização nuclear e acordo diplomático são incompatíveis entre si.

Países do Golfo exigem desfecho definitivo para o conflito
Nos países do Golfo, cresce a preocupação com um eventual recuo dos Estados Unidos sem resultados concretos. O embaixador dos Emirados Árabes Unidos em Washington, Youssef Al Otaiba, defendeu publicamente a necessidade de um desfecho decisivo, afirmando que “não podemos deixar que o Irão mantenha reféns os Estados Unidos, os Emirados Árabes Unidos e a economia global”, acrescentando que “um simples cessar-fogo não é suficiente” e que é necessário “um resultado conclusivo”.

A posição reflete a preocupação das potências regionais com a continuidade da instabilidade, defendendo medidas que vão desde o fim do programa nuclear iraniano até alterações profundas no regime. No entanto, especialistas alertam que alcançar esses objetivos exigiria uma operação militar de grande escala, com custos e riscos ainda imprevisíveis.


A decisão parece-me que já está definida há uns meses. Aliás aposto que na visita saudita á casa branca já se tinha falado em alguns detalhes da operação.
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