Solbes recomenda aos espanhóis prudência no inv. em Bolsa
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Caro D1as,
Penso que dá sempre muito jeito falar de coisas que se viveram e que, portanto, se percebem melhor.
Penso que já foi tudo dito mas é importante referir que O solbes tem toda a razão naquilo que referiu, foi comedido nas palavras e teve cuidado com o que disse.
Era o que faltava que não fosse importante ouvir opiniões altamente relavantes e apoiadas como as que ele fez.
Em tudo, é preciso ser modesto e estar pronto a apreender e ter bom senso. Quanto mais se sabe, "menos se sabe"!
Em suma, toda a informação credível é bem vinda.
Just a thought...
Cumprimentos
Comentador
Penso que dá sempre muito jeito falar de coisas que se viveram e que, portanto, se percebem melhor.
Penso que já foi tudo dito mas é importante referir que O solbes tem toda a razão naquilo que referiu, foi comedido nas palavras e teve cuidado com o que disse.
Era o que faltava que não fosse importante ouvir opiniões altamente relavantes e apoiadas como as que ele fez.
Em tudo, é preciso ser modesto e estar pronto a apreender e ter bom senso. Quanto mais se sabe, "menos se sabe"!
Em suma, toda a informação credível é bem vinda.
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Ainda hoje me lembro bem de 87... tinha 22 anos e acabado de comprar as minhas primeiras acções: 3 Celulose do Caima a 79.500$00 cada uma. Ou melhor dito, tinha-as comprado em 86 e acabei por vendê-las uns meses depois pelo mesmo preço. Entretanto fui acompanhando aqueles loucos aumentos de capital por incorporação de reservas, aquelas loucas valorizações diárias de 15% (era o máximo permitido) até o Professor ter aberto a boca. Pode ter doído a muita gente mas ele só disse a grande verdade: andava-se a comprar «gato por lebre»!
Que saudades, Ulisses, daquele tempo em que tínhamos papel na mão. Cheguei a fazer uma pequena colecção das mais baratinhas para depois encaixilhar... havia algumas bem bonitas. Hei-de procurar, porque acho que ainda devo ter por aqui umas da Arbofil ou da CISF.
um abraço
armando
p.s. - aquelas 3 meninas (tivesse eu ficado com elas e vendido no «pico») podiam ter valido qualquer coisa como 10 ou 12 mil contos!!!
Que saudades, Ulisses, daquele tempo em que tínhamos papel na mão. Cheguei a fazer uma pequena colecção das mais baratinhas para depois encaixilhar... havia algumas bem bonitas. Hei-de procurar, porque acho que ainda devo ter por aqui umas da Arbofil ou da CISF.
um abraço
armando
p.s. - aquelas 3 meninas (tivesse eu ficado com elas e vendido no «pico») podiam ter valido qualquer coisa como 10 ou 12 mil contos!!!
Ainda bem que estás cá tu para interpretar o valor justo de cada acção.D1as Escreveu:Porque raio é que os investidores ocasionais poderiam interpretar muito melhor o valor das acções? Eles não pescam puto disto! E os analistas também, for that matter! LOL
O valor de cada acção reflecte a expectativa que os investidores tem nela, logo o teu comentário é redundante.D1as Escreveu:O mercado não tem a ver com Valor, mas sim Expectativas...
Eu não escrevi nada disso. Escrevi que os investidores ocasionais (pessoas que não acompanham os mercados diariamente) em cenários de subida generalizada das acções, entram e normalmente são pouco cuidadosos com as compras que fazem. Basicamente compram aquilo que ouvem dizer que vai subir...D1as Escreveu:Queres tu dizer que os investidores até agora compraram "à toa" e agora já não o fazem? Conscientemente, ninguém o faz. Tu não conheces ninguém e eu muito menos. O que não quer dizer que não o façam... só que não é conscientemente
Já que tens cães dedica-te a eles.D1as Escreveu:Olha Sky, gosto do teu Nick. A sério; um dos meus Pastores Alemães (uma cadela) chamo-lhe Sky. O outro é o Fox. Mas por gostar doi teu nick não significa que só disseste coisas sem sentido. Ou melhor, fazem todo o sentido, para me dar razão no cerne da questão.
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Ulisses Pereira Escreveu:Entre 50 a 60% do volume diário era feito pela corretora dele, segundo o próprio.
Um abraço,
Ulisses
Eu lembro-me de ler que o BCP na altura tinha 2/3 dias no processamento dos movimentos do homem.
Ha tb a estoria do pintor que enquanto pintava o escritorio do Caldeira fez um quico (barrete) com uma accao de 10 cts ou algo assim.
Irreal!
"The market can stay irrational longer than you can stay solvent." - Keynes
Ulisses Pereira Escreveu:A esmagadora maioria do mercado português era controlada pelo Pedro Caldeira.
Heia... ó Ulisses, isto não será um bocado exagerado? Eu na altura tinha 12 anos e lembro-me que "tava tudo na bolsa", mas o senhor controlaria quê? Uns 10% do mercado?
Havia mais corretoras, e bancos e tal... mas realmente tava tudo parvo. Lembro-me de haver cafés a pensarem transformar-se em S.A.R.L. para poderem vender o capital no mercado secundário.
Um dia essa história ainda tem que ser contada, para prazer das gerações futuras
However elegant the method we should occasionally look at the results.
Excatamente, Charlie. E não era apenas isso. A esmagadora maioria do mercado português era controlada pelo Pedro Caldeira. O dinheiro ia chegando às mãos dele e ele ia continuando a comprar e o mercado a subir, a subir. Até ao dia em que o dinheiro parou de entrar (E aí o Prof. Cavaco deu uma ajuda) e não havia compradores e a porta demasiado pequena para sair.
As acções (eram em papel) amontoavam-se pelo escritório de Pedro Caldeira e quando digo amontoar era mesmo amontoar, em sítios imprevisíveis. PER`s? Os de algumas acções roçavam os 1000...
Acho que a situação é incomparável.
Se compararmos com 2000, eu discordo mas aceito a hipótese de comparação. Agora com 1987 acho um erro enorme dada a completa disparidade das situações.
Um abraço,
Ulisses
As acções (eram em papel) amontoavam-se pelo escritório de Pedro Caldeira e quando digo amontoar era mesmo amontoar, em sítios imprevisíveis. PER`s? Os de algumas acções roçavam os 1000...
Acho que a situação é incomparável.
Se compararmos com 2000, eu discordo mas aceito a hipótese de comparação. Agora com 1987 acho um erro enorme dada a completa disparidade das situações.
Um abraço,
Ulisses
Só uma achega de alguém que viveu a euforia de 1987 e que tinha um pouco mais de 9 anos nessa época
.
Em 1987, qualquer acção, título representativo de aumento de capital com entrada em bolsa passados 6 meses ou quejando era comprado! E de empresas tão poderosas na época como Gregório & Cª, Finagra, Fisipe, Triunfo, etc., etc. etc..
E qualquer notícia aparentemente positiva servia para fazer disparar cotações - fosse do que fosse!
A educação/formação dos intervenientes - todos - no mercado nessa época, bem como os meios de que dispunham para intervir estavam a anos-luz de hoje.
Abraço,
Charlie
Em 1987, qualquer acção, título representativo de aumento de capital com entrada em bolsa passados 6 meses ou quejando era comprado! E de empresas tão poderosas na época como Gregório & Cª, Finagra, Fisipe, Triunfo, etc., etc. etc..
E qualquer notícia aparentemente positiva servia para fazer disparar cotações - fosse do que fosse!
A educação/formação dos intervenientes - todos - no mercado nessa época, bem como os meios de que dispunham para intervir estavam a anos-luz de hoje.
Abraço,
Charlie
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LOL
Eu não me estou a rir de ti, a sério. Estou a rir-me é dos argumentos, o que é bastante diferente.
Comecemos pelo fim:
Os analistas e os próprios investidores ocasionais agora sabem interpretar muito melhor o valor das acções?
É pá, nem sei o que te diga...
Fico extremamente constrangido a ler isto. Podes até não acreditar mas subiu-me um arrepio pela espinha acima quando li o que escreveste.
Porque raio é que os investidores ocasionais poderiam interpretar muito melhor o valor das acções? Eles não pescam puto disto! E os analistas também, for that matter! LOL
O mercado não tem a ver com Valor, mas sim Expectativas...
Voltando ao teu post:
Queres tu dizer que os investidores até agora compraram "à toa" e agora já não o fazem? Conscientemente, ninguém o faz. Tu não conheces ninguém e eu muito menos. O que não quer dizer que não o façam... só que não é conscientemente
Get it?
Olha Sky, gosto do teu Nick. A sério; um dos meus Pastores Alemães (uma cadela) chamo-lhe Sky. O outro é o Fox. Mas por gostar doi teu nick não significa que só disseste coisas sem sentido. Ou melhor, fazem todo o sentido, para me dar razão no cerne da questão.
Espero que me tenha feito entender...
Abraço
Eu não me estou a rir de ti, a sério. Estou a rir-me é dos argumentos, o que é bastante diferente.
Comecemos pelo fim:
Os analistas e os próprios investidores ocasionais agora sabem interpretar muito melhor o valor das acções?
É pá, nem sei o que te diga...
Fico extremamente constrangido a ler isto. Podes até não acreditar mas subiu-me um arrepio pela espinha acima quando li o que escreveste.
Porque raio é que os investidores ocasionais poderiam interpretar muito melhor o valor das acções? Eles não pescam puto disto! E os analistas também, for that matter! LOL
O mercado não tem a ver com Valor, mas sim Expectativas...
Voltando ao teu post:
Queres tu dizer que os investidores até agora compraram "à toa" e agora já não o fazem? Conscientemente, ninguém o faz. Tu não conheces ninguém e eu muito menos. O que não quer dizer que não o façam... só que não é conscientemente
Get it?
Olha Sky, gosto do teu Nick. A sério; um dos meus Pastores Alemães (uma cadela) chamo-lhe Sky. O outro é o Fox. Mas por gostar doi teu nick não significa que só disseste coisas sem sentido. Ou melhor, fazem todo o sentido, para me dar razão no cerne da questão.
Espero que me tenha feito entender...
Abraço
A recomendação do Ministro da Economia é justificável e transmitida na altura certa e dirigida às pessoas certos. Não creio que façam moça nos indices. Apenas os pequenos accionistas poderão, com estas declarações, ter mais cuidado e não comprar "à toa". No limite, estas declarações podem conter um crescimento artificial dos indices que normalmente acontece quando o comum dos mortais entra na bolsa porque ouve dizer que está a subir...
Não há comparação possível com "o gato por lebre". Os tempos eram outros, em 1987 a Bolsa estava de facto super-empolada e hoje os analistas e os próprios investidores ocasionais sabem interpretar muito melhor o valor das acções.
Não há comparação possível com "o gato por lebre". Os tempos eram outros, em 1987 a Bolsa estava de facto super-empolada e hoje os analistas e os próprios investidores ocasionais sabem interpretar muito melhor o valor das acções.
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Solbes recomenda aos espanhóis prudência no inv. em Bolsa
O vice-presidente do Governo espanhol e Ministro da Economia e das Finanças, recomendou hoje à população espanhola que efectue os seus investimentos na bolsa espanhola com "prudência", já que as acções estão nesta altura a negociar em níveis históricos.
Os investidores devem pensar que "o risco de que se tenha chegado ao topo de crescimento é agora maior", disse o antigo comissário europeu, num programa da Tele 5, cadeia de televisão espanhola.
O IBEX espanhol está a negociar em máximos históricos e acumula uma valorização de superior a 5% em 2007. No ano passado o índice de acções espanhol apreciou 31,79%.
O mesmo responsável considerou que, à excepção "dos que conhecem muito bem o mercado financeiro, que encontram sempre um activo para investir", para o cidadão normal, "que não presta atenção às suas finanças, o mais lógico é que seja mais prudente hoje nos seus investimentos do que noutros momentos".
"Na economia o mais importante é diversificar bem", disse Solbes, considerando que o importante é encontrar um "mix" nos investimentos a efectuar: imobiliário, rendimentos de taxa fixa e variável.
Em relação às taxas de juro, Solbes aconselhou os espanhóis a pensarem seriamente entre a escolha de taxas fixas ou variáveis para o seu crédito à habitação. O governante lembrou que as taxas de juro na Zona Euro estão nos 3,5% e não devem subir muito mais.
http://www.jornaldenegocios.pt/default. ... tId=291067
Os investidores devem pensar que "o risco de que se tenha chegado ao topo de crescimento é agora maior", disse o antigo comissário europeu, num programa da Tele 5, cadeia de televisão espanhola.
O IBEX espanhol está a negociar em máximos históricos e acumula uma valorização de superior a 5% em 2007. No ano passado o índice de acções espanhol apreciou 31,79%.
O mesmo responsável considerou que, à excepção "dos que conhecem muito bem o mercado financeiro, que encontram sempre um activo para investir", para o cidadão normal, "que não presta atenção às suas finanças, o mais lógico é que seja mais prudente hoje nos seus investimentos do que noutros momentos".
"Na economia o mais importante é diversificar bem", disse Solbes, considerando que o importante é encontrar um "mix" nos investimentos a efectuar: imobiliário, rendimentos de taxa fixa e variável.
Em relação às taxas de juro, Solbes aconselhou os espanhóis a pensarem seriamente entre a escolha de taxas fixas ou variáveis para o seu crédito à habitação. O governante lembrou que as taxas de juro na Zona Euro estão nos 3,5% e não devem subir muito mais.
http://www.jornaldenegocios.pt/default. ... tId=291067
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