OT - Políticas para Portugal
Re: OT - Políticas para Portugal
Parte do crescimento de alguns países resulta de substâncias que, noutras circunstâncias, seriam ilícitas.
Um verdadeiro doping económico, injeta-se a bazuca, anunciam-se recordes e depois aldrabam-se as contas usando as calças do pai.
Veja-se o caso de dois campeões da prova:
Itália
Subsídios: 71,8 mil milhões €
Empréstimos: 122,6 mil milhões €
Total: 194,4 mil milhões €
Equivalente a ~9,3% do PIB
Espanha
Subsídios: 79,9 mil milhões €
Empréstimos: 83,2 mil milhões €
Total: 163,0 mil milhões €
Equivalente a ~11,1% do PIB
Com esta dosagem, qualquer economia corre os 100 metros em tempo olímpico.
O problema é que o efeito passa, a dívida fica, e quando o estimulante acabar volta-se a andar de calções curtos.
Um verdadeiro doping económico, injeta-se a bazuca, anunciam-se recordes e depois aldrabam-se as contas usando as calças do pai.
Veja-se o caso de dois campeões da prova:
Itália
Subsídios: 71,8 mil milhões €
Empréstimos: 122,6 mil milhões €
Total: 194,4 mil milhões €
Equivalente a ~9,3% do PIB
Espanha
Subsídios: 79,9 mil milhões €
Empréstimos: 83,2 mil milhões €
Total: 163,0 mil milhões €
Equivalente a ~11,1% do PIB
Com esta dosagem, qualquer economia corre os 100 metros em tempo olímpico.
O problema é que o efeito passa, a dívida fica, e quando o estimulante acabar volta-se a andar de calções curtos.
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Re: OT - Políticas para Portugal
Crescimento do PIB real em 2024 – países europeus
• Portugal: 1,9 % (INE / PortugalGlobal)
• Espanha: 3,2 % (INE Espanha / Reuters)
• Irlanda: 2,6 % (Banco Mundial / TradingEconomics)
• Alemanha: 0 % (EuroNews)
• França: 1,1 % (EuroNews)
• Itália: 0,7 % (EuroNews)
Por que Portugal depende de Espanha
• Proximidade geográfica: é natural que vizinhos troquem mais bens e serviços.
• Mercado grande e acessível: Espanha é muito maior que Portugal, com consumo elevado e logística fácil.
• Histórico económico: muitas indústrias e cadeias produtivas portuguesas foram criadas com foco no mercado espanhol.
• Turismo: muitos visitantes vêm de Espanha, especialmente em Algarve, Lisboa e Porto.
Ou seja, a dependência é uma consequência natural de fatores geográficos, culturais e históricos.
Como Portugal poderia reduzir a dependência
1. Diversificar exportações
• Abrir mais mercados fora da Península Ibérica (França, Alemanha, EUA, Brasil, Ásia).
• Investir em setores tecnológicos e serviços que possam competir globalmente.
2. Incentivar inovação e tecnologia
• Empresas menos dependentes do mercado ibérico podem crescer através da exportação de produtos de alto valor agregado.
3. Turismo internacional
• Atrair turistas de outros países (Alemanha, Reino Unido, EUA, Ásia), reduzindo a quota espanhola.
4. Integração na cadeia global
• Tornar Portugal menos centrado apenas na Península Ibérica e mais inserido em cadeias industriais e logísticas globais.
Limites
• Mesmo com medidas estratégicas, Portugal sempre terá algum nível de dependência de Espanha, devido à proximidade e custo logístico baixo.
• A redução significativa de dependência é um processo de décadas, envolvendo educação, tecnologia, investimento e diversificação de mercados.
Re: OT - Políticas para Portugal
Em 2024, o PIB da Coreia do Norte cresceu cerca de 3,7%, sem imigração.
No mesmo ano, a Zona Euro cresceu apenas cerca de 0,9%, apesar de receber milhões de imigrantes.
A imigração pode gerar ganhos numa fase inicial, mas com o tempo deixa de trazer essencialmente trabalhadores e passa a envolver custos sociais elevados,
e muitos problemas .
Neste modelo, a imigração é claramente económica, controlada e benéfica para o país recetor, pois fornece mão-de-obra sem criar encargos permanentes com habitação, saúde, educação ou prestações sociais
No mesmo ano, a Zona Euro cresceu apenas cerca de 0,9%, apesar de receber milhões de imigrantes.
A imigração pode gerar ganhos numa fase inicial, mas com o tempo deixa de trazer essencialmente trabalhadores e passa a envolver custos sociais elevados,
e muitos problemas .
Um modelo diferente existe em vários países árabes, onde a imigração é tratada como migração laboral temporária:
• o imigrante vem sozinho,
• não traz família,
• tem direito apenas a trabalhar,
• se não cumpre regras, é repatriado,
• quando a obra termina, regressa ao país de origem.
Neste modelo, a imigração é claramente económica, controlada e benéfica para o país recetor, pois fornece mão-de-obra sem criar encargos permanentes com habitação, saúde, educação ou prestações sociais
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Re: OT - Políticas para Portugal
Foreign workers a key driver of euro zone growth, say ECB economists
https://www.reuters.com/business/foreig ... 05-08/?utm
Re: OT - Políticas para Portugal
A antiga assessora, Inês Bichão, afirmou que, durante o tempo em que trabalhou com Cotrim de Figueiredo no grupo parlamentar da Iniciativa Liberal, vivenciou episódios de assédio sexual e comentários de teor sexual feitos por ele.
Ela relatou que teria sido alvo de frases como:
• “Excelente trabalho, só falta abrires as pernas comigo”
• “De que tipo de homens gostas?”
• “Mais grossa ou mais comprida?”
A publicação descrevia o ambiente de trabalho como “condenável” e dizia que causou nela bloqueio e desconforto.
Notas importantes sobre a publicação:
• O post foi inicialmente feito publicamente no Instagram, mas depois foi apagado/privado pela própria autora. 
• Na mensagem, ela reconheceu inteligência e competência de Cotrim mas relatou experiências que considerou assédio.
Resposta de Cotrim de Figueiredo:
• O candidato classificou as acusações como “completamente falsas” e anunciou que irá avançar com uma queixa por difamação contra a ex-assessora.
Re: OT - Políticas para Portugal
Cada um pode verificar por si próprio , os dados oficiais de autorizações de residência em França mostram a realidade.
Em 2012, apenas 6,6 % eram para trabalho, enquanto 93,4 % correspondiam a motivos sociais ou familiares. Com o tempo, a situação melhorou, mas os trabalhadores continuam sendo uma minoria clara. Olhem os gráficos, vejam bem e abram os olhos para os factos, não para as mentiras.
O cor azul é do trabalho ( economique)

Aqui pode ainda ver melhor :
Residence permits by reasons for admission - International Migration - France - Data - Ined - Institut national d’études démographiques https://www.ined.fr/en/everything_about ... hatgpt.com
Em 2012, apenas 6,6 % eram para trabalho, enquanto 93,4 % correspondiam a motivos sociais ou familiares. Com o tempo, a situação melhorou, mas os trabalhadores continuam sendo uma minoria clara. Olhem os gráficos, vejam bem e abram os olhos para os factos, não para as mentiras.
O cor azul é do trabalho ( economique)

Aqui pode ainda ver melhor :
Residence permits by reasons for admission - International Migration - France - Data - Ined - Institut national d’études démographiques https://www.ined.fr/en/everything_about ... hatgpt.com
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Re: OT - Políticas para Portugal
"Governo de Giorgia Meloni, com um discurso anti-imigração, passou a permitir a entrada de descendentes italianos.
A administração de Meloni deu, de facto, um passo atrás no que diz respeito à política migratória. Em Novembro, aprovou um decreto-lei para permitir a entrada de descendentes italianos vindos de sete países: Argentina, Brasil, Uruguai, Venezuela, Estados Unidos, Canadá e Austrália.
Esta medida pretende aumentar a entrada de descendentes italianos para trabalhar, ao permitir que pessoas nascidas nestes sete países possam obter vistos de trabalho sem limitações de número por país. Antes, vigorava um sistema de quotas que limitava a entrada de trabalhadores de fora da União Europeia (UE).
In Público, 2025/12/16
A administração de Meloni deu, de facto, um passo atrás no que diz respeito à política migratória. Em Novembro, aprovou um decreto-lei para permitir a entrada de descendentes italianos vindos de sete países: Argentina, Brasil, Uruguai, Venezuela, Estados Unidos, Canadá e Austrália.
Esta medida pretende aumentar a entrada de descendentes italianos para trabalhar, ao permitir que pessoas nascidas nestes sete países possam obter vistos de trabalho sem limitações de número por país. Antes, vigorava um sistema de quotas que limitava a entrada de trabalhadores de fora da União Europeia (UE).
In Público, 2025/12/16
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Re: OT - Políticas para Portugal
"A maior economia da Europa vai precisar de milhares de trabalhadores do estrangeiro para conseguir crescer.
O mercado de trabalho alemão dependerá fortemente dos imigrantes estrangeiros nos próximos anos, segundo um relatório independente.
De acordo com o estudo da Fundação Bertelsmann, a força de trabalho da Alemanha poderá diminuir 10% até 2040 sem uma imigração "substancial". São necessários cerca de 288.000 trabalhadores internacionais para manter a força de trabalho alemã.
Sem a entrada de mais trabalhadores internacionais no mercado de trabalho, o número de trabalhadores na Alemanha cairia dos atuais 46,4 milhões para 41,9 milhões."
O mercado de trabalho alemão dependerá fortemente dos imigrantes estrangeiros nos próximos anos, segundo um relatório independente.
De acordo com o estudo da Fundação Bertelsmann, a força de trabalho da Alemanha poderá diminuir 10% até 2040 sem uma imigração "substancial". São necessários cerca de 288.000 trabalhadores internacionais para manter a força de trabalho alemã.
Sem a entrada de mais trabalhadores internacionais no mercado de trabalho, o número de trabalhadores na Alemanha cairia dos atuais 46,4 milhões para 41,9 milhões."
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Re: OT - Políticas para Portugal
BearManBull Escreveu:Opcard33 Escreveu:Promessas ou mentiras só responsabilizam quem nelas acredita.
Quem se guia por dados e factos percebe claramente o impacto real a longo prazo, como se vê no exemplo francês e nas consequências do caos gerado.
Não vale a pena perderes tempo com argumentos quando alguém diz: "é verdade porque o fulano diz que sim".
Como disse anteriormente, quem dá este tipo de argumentos diz coisas tão descabidas como: "somos todos iguais mas só os brancos é que são racistas" ou "somos todos iguais mas só os homens é que são machistas".
Sempre lutei para abrir os olhos dos que se deixam seduzir pelo socialismo, pelo wokismo e pelo globalismo, mostrando que um mundo sem fronteiras pode ser o maior dos infernos.
É uma luta árdua , muitos crentes permanecem cegos às realidades do mundo, agarrados a utopias, e ainda vejo amigos jurarem lealdade ao conforto ilusório da antiga URSS.
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Re: OT - Políticas para Portugal
Abade19 Escreveu:"Imigrantes ocupam diversos postos de trabalho (1 em cada 10 na França)"
Quantos imigrantes estão no desemprego em percentagem?
Quantos imigrantes recebem subsídios em percentagem (sem contar pensionistas?
Quantos imigrantes ocupam habitação social em percentagem?
Quantos imigrantes estão na cadeia em percentagem?
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
― Leon C. Megginson
Re: OT - Políticas para Portugal
Opcard33 Escreveu:Promessas ou mentiras só responsabilizam quem nelas acredita.
Quem se guia por dados e factos percebe claramente o impacto real a longo prazo, como se vê no exemplo francês e nas consequências do caos gerado.
Não vale a pena perderes tempo com argumentos quando alguém diz: "é verdade porque o fulano diz que sim".
Como disse anteriormente, quem dá este tipo de argumentos diz coisas tão descabidas como: "somos todos iguais mas só os brancos é que são racistas" ou "somos todos iguais mas só os homens é que são machistas".
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
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Re: OT - Políticas para Portugal
A França está falida financeiramente, socialmente e politicamente, com os seus melhores filhos em fuga por uma razão: muitos compram o que é fácil sem calcular as responsabilidades futuras.
Repito Promessas ou mentiras só responsabilizam quem nelas acredita.
Um relatório do Observatory of Immigration and Demography (OID) citado na imprensa afirma que a imigração pode estar a custar cerca de 3,4 % do PIB anual em França, baseado num cálculo que relaciona emprego relativamente baixo entre imigrantes e uma “falta” de contribuição fiscal comparada com o consumo de serviços públicos.
“A política de imigração de França custou aos contribuintes quase 54 mil milhões de euros em 2023 (mais de 5 vezes o orçamento da Justiça).
https://observatoire-immigration.fr/cou ... economies/
Até o o tribunal de contas um órgão tão politicamente correcto ‘
“ Numa avaliação de 150 páginas sobre a política de combate à imigração irregular, o Tribunal de Contas examinou os recursos financeiros atribuídos pelo Estado. O relatório, divulgado esta quinta-feira de manhã, sugere vários ajustes, dado que o Conselho Constitucional deverá pronunciar-se sobre a lei da imigração até 26 de janeiro.”
Um documento exaustivo para com contas .
https://contribuablesassocies.org/2023/ ... n-en-2023/
Repito Promessas ou mentiras só responsabilizam quem nelas acredita.
Um relatório do Observatory of Immigration and Demography (OID) citado na imprensa afirma que a imigração pode estar a custar cerca de 3,4 % do PIB anual em França, baseado num cálculo que relaciona emprego relativamente baixo entre imigrantes e uma “falta” de contribuição fiscal comparada com o consumo de serviços públicos.
“A política de imigração de França custou aos contribuintes quase 54 mil milhões de euros em 2023 (mais de 5 vezes o orçamento da Justiça).
https://observatoire-immigration.fr/cou ... economies/
Até o o tribunal de contas um órgão tão politicamente correcto ‘
“ Numa avaliação de 150 páginas sobre a política de combate à imigração irregular, o Tribunal de Contas examinou os recursos financeiros atribuídos pelo Estado. O relatório, divulgado esta quinta-feira de manhã, sugere vários ajustes, dado que o Conselho Constitucional deverá pronunciar-se sobre a lei da imigração até 26 de janeiro.”
Um documento exaustivo para com contas .
https://contribuablesassocies.org/2023/ ... n-en-2023/
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Re: OT - Políticas para Portugal
"Imigrantes ocupam diversos postos de trabalho (1 em cada 10 na França), contribuindo significativamente para a receita tributária e cobrindo os gastos públicos adicionais gerados por sua chegada"
In OCDE
In OCDE
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Re: OT - Políticas para Portugal
O candidato presidencial Cotrim Figueiredo insistiu esta segunda-feira que o seu "cenário base" é ir à segunda volta e caso não aconteça, algo de que duvida, não exclui apoiar nenhum candidato, incluindo André Ventura, ou mesmo não apoiar ninguém.
Não é surpresa para ninguém. A "utilidade" da candidatura de Cotrim de Figueiredo tem sido apenas sabotar Marques Mendes. É óbvio que as viúvas de Passos Coelho preferem Ventura ao candidato da actual direcção do PSD.
O "Almirante" anda em campanha desde a vacinação contra a COVID-19. Prova disso é que o militar que lhe sucedeu, o Coronel Penha Gonçalves, nunca mais teve intervenção pública, enquanto o "Almirante" continuou a cultivar a sua presença nos media regularmente. Sabendo que se preparava esta candidatura com apoios de personalidades do PSD, Luís Montenegro evitou ter de a apoiar contrariado (como aconteceu com o apoio do PS a António José Seguro, por falta de opções) com a moção de estratégica de 2024, que estipulava que o candidato apoiado pelo PSD teria de ser militante do partido, excluindo assim à partida o apoio a Gouveia e Melo.
Muita coisa se vai jogar nestas presidenciais, especialmente à direita. Marcelo Rebelo de Sousa tentou mandar no PSD a partir de Belém. Gouveia e Melo tentará criar um partido político a partir de Belém, à imagem de Ramalho Eanes. Cotrim de Figueiredo quer recompor a direita à imagem do PàF. Se não poder ter Marques Mendes em Belém, para Luís Montenegro o mal menor será António José Seguro, pois com qualquer dos outros candidatos terá os dias contados como líder do PSD e Primeiro-ministro.
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Re: OT - Políticas para Portugal
Promessas ou mentiras só responsabilizam quem nelas acredita.
Quem se guia por dados e factos percebe claramente o impacto real a longo prazo, como se vê no exemplo francês e nas consequências do caos gerado.
Eu nem quero abordar outras consequências finamente tratadas por
Garett Jones, o economista autor do livro "The Culture Transplant",
Quem se guia por dados e factos percebe claramente o impacto real a longo prazo, como se vê no exemplo francês e nas consequências do caos gerado.
Eu nem quero abordar outras consequências finamente tratadas por
Garett Jones, o economista autor do livro "The Culture Transplant",
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Re: OT - Políticas para Portugal
.
Editado pela última vez por Opcard33 em 12/1/2026 16:24, num total de 1 vez.
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Re: OT - Políticas para Portugal
"Contribuição dos imigrantes para o crescimento económico e a sustentabilidade fiscal tem sido muito clara e significativa”, declarou o governante espanhol, num evento com o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.
O ministro referiu que, ao falar da questão da imigração, devemos “fugir ao fosso que existe entre a realidade e a perceção que se espalha através das redes sociais e da desinformação”.
In Forbes
O ministro referiu que, ao falar da questão da imigração, devemos “fugir ao fosso que existe entre a realidade e a perceção que se espalha através das redes sociais e da desinformação”.
In Forbes
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- Registado: 23/6/2021 2:17
Re: OT - Políticas para Portugal
Não era necessário ser conhecedor da Tese de Habakkuk para perceber :
O mito “demografia = crescimento” é um disparate económico
A abundância de mão-de-obra não gera progresso; bloqueia-o.
O progresso nasce da escassez de trabalho, não da sua abundância.
Trabalho barato elimina o incentivo à inovação.
Trabalho caro obriga a inovar.
A produtividade aumenta quando o trabalho é escasso e caro.
A escassez força a substituição de trabalho por capital, tecnologia e organização.
Mão-de-obra abundante gera produção extensiva, não produtividade.
A história económica é clara: o crescimento vem da escassez que obriga a inovar.
O mito “demografia = crescimento” é um disparate económico
A abundância de mão-de-obra não gera progresso; bloqueia-o.
Se população fosse crescimento, África seria a economia mais avançada do mundo.
O progresso nasce da escassez de trabalho, não da sua abundância.
Trabalho barato elimina o incentivo à inovação.
Trabalho caro obriga a inovar.
A produtividade aumenta quando o trabalho é escasso e caro.
A escassez força a substituição de trabalho por capital, tecnologia e organização.
Mão-de-obra abundante gera produção extensiva, não produtividade.
A história económica é clara: o crescimento vem da escassez que obriga a inovar.
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Re: OT - Políticas para Portugal
Claramento ao lado do teu pensamento.
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Re: OT - Políticas para Portugal
Opcard33 Escreveu:Empresas adaptaram-se com menos pessoal mas mais eficiência
A imigração é positiva quando traz pessoas qualificadas; o restante só deve vir se conseguirmos garantir condições dignas de vida.
Olha que aqui se contradiz a hipótese de escassez provocar avanço e se fosse tão linear Africa era o berço da inovação.
Há muita boa gente que imigra mas também há muita gente que só vem causar problemas.
No geral estou alinhado que esta imigração no geral só prejudica. Trazer quem produz 5 e gasta 10 dá saldo negativo.
Pior é no longo prazo que se cria uma bomba relógio de conflitos e divergências sociais.
Nem vou falar do paradoxo: todos somos iguais mas só os brancos é que são racistas.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
― Leon C. Megginson
Re: OT - Políticas para Portugal
Opcard33 Escreveu:A história é inequívoca , as sociedades só avançam quando o trabalhador se torna caro porque é escasso .
Podemos ver a Peste Negra, nos campos ingleses, na Revolução Industrial e ao longo do século XX, ao COVID , sempre que a mão de obra foi escassa , os salários subiram, nasceu inovação e a produtividade disparou
Hmm eu vejo de outra perspectiva.
O avanço surge do aumento da produtividade não da escassez de mão de obra.
A melhoria do arado (heavy plow) na idade média foi um dos grandes catalisadores tal como o motor a vapor na revolução industrial.
Pode-se é alegar que a escassez de mão de obra estimula a criatividade mas não é em si mesma o que provoca o progresso social.
Mas atenção que há muitos casos na história de grande progresso social sem escassez de mão de obra: internet, PCs, GPS, SW, SOs...
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― Leon C. Megginson
― Leon C. Megginson
Re: OT - Políticas para Portugal
Abade19 Escreveu:E eu que pensava que o Japão apresentava défices públicos crónicos e detinha a maior dívida do mundo.
Está mais uma vez a lado , já ouvi-o falar de credores líquidos ?
países sem imigrantes que são os maiores credores líquidos do mundo .
Japão – US$ 3,49 trilhões , depois ac China US$ 3,30 trilhões. 
Depois a dívida interna nas mãos dos japoneses, mais de 250% do PIB , mas 100% dessa dívida está nas mãos de residentes japoneses, isso altera tudo porque não é dívida do exterior como da França ou Portugal .
Depois um dia explico-lhe qual foi a diferença consciente do Japão quando teve falta de mão de obra ou da Coreia do Sul , agora valores mais altos se levantam o meu almoço .
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Re: OT - Políticas para Portugal
E eu que pensava que o Japão apresentava défices públicos crónicos e detinha a maior dívida do mundo.
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Re: OT - Políticas para Portugal
Abade19 Escreveu:Então, segundo percebi da tua tese, sem os imigrantes Portugal seria excedentário.
Sem dúvida .
Onde sobra trabalhador, falta respeito. Onde falta trabalhador, surgem direitos.
Mão de obra abundante e barata garante uísque na piscina… o único problema é que a maioria está a servi-lo.
A minha vida profissional foi passado fora Portugal em diversos países de cultura próxima mas , onde chegava era mais romano que os habitantes de Roma, a imigração não qualificada é um desastre para quem está e para quem chega , Portugal vai ter uma factura que não pode pagar .
A história é inequívoca , as sociedades só avançam quando o trabalhador se torna caro porque é escasso .
Podemos ver a Peste Negra, nos campos ingleses, na Revolução Industrial e ao longo do século XX, ao COVID , sempre que a mão de obra foi escassa , os salários subiram, nasceu inovação e a produtividade disparou
O estado social sem ganhos de produtividade vai morrer .
Vou-lhe deixar exemplos históricos:
Século XIV — Peste Negra
A Peste Negra foi uma tragédia humana, mas também um ponto de viragem. A escassez de mão de obra valorizou o trabalho e obrigou à modernização de muitos setores. Foi um exemplo brutal, mas claro, de como a falta de gente pode gerar mais progresso do que o excesso — uma lição ignorada por muitos decisores hoje.
Força da falta de mão de obra é imparavel foj aprovada a Statute of Labourers (1351), uma lei que proibia o aumento de salários mas falhou .
Séculos XVI–XVIII — Agricultura Inglesa
Ha escassez de mão de obra no campo , surge a necessidade de mecanizar: arado de ferro, rotação de culturas, sementes mecanizadas de Jethro Tull.
Séculos XVIII–XIX — Revolução Industrial
Como demonstrou Robert C. Allen, foi precisamente porque os salários eram elevados que valia economicamente a pena inventar e adotar máquinas a vapor e teares mecânicos.
Regiões com salários mais altos (Midlands, Lancashire) investiram em máquinas a vapor, teares mecânicos e organização fabril para elevar produtividade.
Onde o trabalho era barato, a mecanização não avançou.
Século XX — Europa e Japão pós-guerra
Salários valorizados + formação técnica + investimento e empresarial → produtividade crescente, exportações competitivas e Estado Social sólido.
Japão década de 1990
População envelhecida, baixa natalidade → escassez de trabalhadores jovens.
Resposta não abre fronteiras faz:
Investimento maciço em automação e robótica industrial.
O Japão tornou-se líder em robôs por trabalhador.
Reformas nas empresas para aproveitar cada trabalhador ao máximo.
Exemplo: Toyota implementou processos de produção “lean” (eficientes e com menos mão de obra).
Pandemia de COVID-19 (2020–2022)
Escassez de trabalhadores em vários sectores. Consequência:
Aceleração da automação, teletrabalho, inteligência artificial e digitalização de processos…
Empresas adaptaram-se com menos pessoal mas mais eficiência
A imigração é positiva quando traz pessoas qualificadas; o restante só deve vir se conseguirmos garantir condições dignas de vida.
O que vi ontem durante o meu passeio à tarde dói de ver: não tem habitação , não há acesso à saúde …, e trazer mais gente para esta situação é arrastar todos para a miséria, porque os recursos simplesmente não chegam.
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Re: OT - Políticas para Portugal
Então, segundo percebi da tua tese, sem os imigrantes Portugal seria excedentário.
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