CoronaVirus, panico justificado...?
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
miguellene Escreveu:Não se trata de ser a minha vida ou dos outros, ou insensibilidade. Trata-se de uma situação estatística. Podemos entrar num hospital e ver pessoas a morrer. Infelizmente as pessoas morrem e isso é normal. Por isso não entremos em histeria por haverem pessoas de 80 anos a morrer de covid, e ainda por cima com comorbidades.
Além disso o que estou sempre a dizer é que em Portugal só aconteceu disso...
Não só aconteceu isso, mas dando-te isso de barato, convém não esquecer que aconteceu isso com medidas restritivas severas, achas que sem elas seria a mesma coisa? Mais, tens a certeza que seria a mesma coisa?
miguellene Escreveu:De qualquer forma há um ponto que me parece importante. Se eu acreditasse que tinhamos contido a disseminação do virus atempadamente tal como se fez com o Ebola, então JAMAIS diria para abrir a economia pois haveria uma nova vaga. Isso é precisamente o problema da china e singapura.
Não percebo?!
miguellene Escreveu:O que digo é que, por razões mal explicadas, não houve vaga alguma e ele esteve em contacto com uma fração muito apreciavel da população. Por isso podemos abrir a economia e deviamos abri-la o quanto antes, para chegarmos a maio e ter tudo aberto.
Acho que só começar em maio é tarde. Porquê esperar?
Eu nem tenho grande opinião sobre o quando abrir, mas para já tenho de confiar em quem estudo a fundo o caso e toma decisões... e posso ter opiniões, mas certezas como tu tens, por exemplo em relação à BCG, isso não tenho... só tu tens!
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Qualnhick Escreveu:As medidas tomadas não tiveram efeito nenhum e até, pelo contrario, tiveram precisamente o efeito contrario, amplificaram a pandemia, como eu até já tinha referido (apesar de eu não perceber nada sobre o assunto) como está explicado no video:
Ok, então desde que haja alguém com um video no youtube que defenda o mesmo que tu, só podes estar certo... não interessa se a generalidade dos maiores especialistas na área pensam o contrário?! E não só achas que estás certo como tens a certeza, caso contrário não escreverias da forma que escreves... isto ao mesmo tempo que dizes que não percebes nada do assunto (não sei se era irónico?!)
O que não consegues explicar é porque é que a generalidade dos países que tomou medidas restritivas mais cedo, tem, na generalidade menos menos casos, menos mortos, etc... não consegues explicar porque é que a Rep Checa, por exemplo, tem tão poucos casos e mortos e já está a levantar as medidas restritivas... assim como não consegues explicar porque é que a Itália, que foi apanhada de surpresa e tomou medidas muito tarde é o provavelmente o país do mundo a que a pandemia causou mais danos, tanto na saúde pública como na economia...
E estou a responder-te por exceção... não te estiques que ficas a falar sozinho!
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
miguellene Escreveu:O que digo é que, contrariamente ao que aqui se disse, todas as pessoas que fizeram a tropa e que agora têm 70anos levaram várias BCG.
E também todo o setor publico também levou, já adulta.
A população mais velha (com mais de 70 anos) pode ou não ter sido vacinada consoante foi à tropa ou esteve no setor publico.
MiguelLené.
Qual a fonte para essa informação?
Toda a gente com quem falo com mais de 70 e foi à tropa e do setor público dizem que nunca levaram a vacina BCG , e já perguntei a muitos.
E dizes que levaram várias? Interessante....
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Qualnhick Escreveu:As medidas tomadas não tiveram efeito nenhum e até, pelo contrario, tiveram precisamente o efeito contrario, amplificaram a pandemia, como está explicado no video:
https://www.youtube.com/watch?v=BDQJw5FqgY4
A generalidade dos países que (e locais onde) introduziram medidas de mitigação atingiram o pico em sensivelmente duas/três semanas, após introdução das medidas, de forma sistemática ao longo do globo. A generalidade dos epidemiologistas defendem que as medidas estão a funcionar/impactar a epidemia e a mitigar o seu efeito (isto para contrabalançar a opinião do autor do video, não é por estarem em maioria que estão certos, mas é importante apontar que a generalidade dos PhD desta área não concordam com ele, tanto quanto é possível perceber).
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
artista_ Escreveu:Mas eu concordo que na situação atual teremos de ir reativando setores da economia, mas não tenho grandes dúvidas que se não for com muito cuidado corremos sérios riscos de voltar a fechar tudo e ter uma situação muito pior que a que tivémos até aqui... basta ver o que aconteceu em Singapura e noutros casos idênticos...
As medidas tomadas não tiveram efeito nenhum e até, pelo contrario, tiveram precisamente o efeito contrario, amplificaram a pandemia, como eu até já tinha referido (apesar de eu não perceber nada sobre o assunto) como está explicado no video:
https://www.youtube.com/watch?v=BDQJw5FqgY4
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
miguellene Escreveu:
Marco
A forma de dizeres "O impacto é bastante moderado em Portugal" assume que ele existe.
Que ele existe nas infecções ok. Nas mortes: é a vida... Infelizmente todos nós teremos de morrer de alguma coisa. Covid é mais uma delas que em Portugal não é nada demais (não é moderado; não existe de diferente das gripes por exemplo).
Por que é que insisto: porque se achares que ninguém esteve infectado, e ainda não temos 70% das pessoas infectadas, inevitavelmente teriamos o problema quando pusermos a economia a mexer. É a segunda vaga.
Pois eu não acredito nisso PORQUE nem a 1ª vaga tivemos!
Não temos, mas somos o 10º país da europa com mais casos... e não temos mais porque se fechou quase tudo o não essencial. Mas acho engraçado dizeres, «nas mortes, é a vida, todos nós temos de morrer de alguma coisa.»...suponho que desde que não seja a tua vida está tudo bem!
Mas eu concordo que na situação atual teremos de ir reativando setores da economia, mas não tenho grandes dúvidas que se não for com muito cuidado corremos sérios riscos de voltar a fechar tudo e ter uma situação muito pior que a que tivémos até aqui... basta ver o que aconteceu em Singapura e noutros casos idênticos...
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Se releres o teu post, perceberás que respondeste a ti próprio. Eu não disse que era maior ou menor do que o impacto de uma gripe (na verdade, estou certo que houve gripes sazonais em Portugal que no passado recente tiveram mais impacto).
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3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Qualnhick Escreveu:Em Portugal nada se passa ... perfeitamente na media dos anos anteriores, bastante abaixo de, por exemplo, 2015, 2018 ou 2019 ...
Eu já tenho acompanhado a evolução em Portugal, aqui no tópico. O impacto é bastante moderado em Portugal, como já tenho apontado de forma sistemática, isso está fora de discussão, é o que os números indicam (o impacto existe porém, começa a surgir em meados de Março e nesse período até agora, é o ano com mais óbitos desde 2009 quando vinha de uma tendência geral de Dezembro a Fevereiro abaixo da média).
Porque é que está a ser moderado, isso agora está para debate. Existem diversas hipóteses/teorias/especulações. Testes serológicos deverão ajudar a compreender melhor.
A minha opinião (se interessa para alguma coisa que eu não tomo decisões para o país) é que estamos numa situação relativamente boa e também numa situação vantajosa em relação a uma abertura progressiva da economia.
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2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Marco Martins Escreveu:Não houve mortes para justificar, porque foram evitadas
Se não tivesse havido contenção, certamente haveriam muitas mais mortes, porque simplesmente os hospitais não conseguiriam num curto espaço de tempo ter condições para ter tantas pessoas acamadas e em UCI.
Mas temos exemplos claros de países considerados dos mais avançados (USA e UK) que seguiram a abordagem de que o vírus não seria nada mais de especial.... e porque motivo mudaram as regras e opiniões? Terá sido apenas porque o vento mudou, ou porque na realidade o vírus causa muitos mais estragos do que aquilo que pensavam?
Vê o video de quem sabe o que está a falar:
https://www.youtube.com/watch?v=BDQJw5FqgY4
O não houve mortes porque foram evitadas pelas medidas tambem está explicado no video ! Politicos !
Editado pela última vez por Qualnhick em 17/4/2020 23:36, num total de 1 vez.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:Alguns exemplos (só agora os óbitos começam a surgir nos sistemas de vigilância).
Em Portugal nada se passa ... perfeitamente na media dos anos anteriores, bastante abaixo de, por exemplo, 2009, 2015, 2018 ou 2019 ...
Mas pronto ... há que fechar o pais, provocar uma crise economica avassaladora (que já seria gravissima se não fechassemos), os impostos vao subir até ao ceu, salarios cortados, etc (mas o nosso primeiro ministro já disse que nada disso se vai fazer e o presidente garantiu que ninguem ia mentir, portanto estou só a inventar ...)
Editado pela última vez por Qualnhick em 17/4/2020 23:27, num total de 1 vez.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
miguellene Escreveu:Finalmente já somos dois a dizer que anda tudo doido.
O mais incrivel é que para o caso português nem mortes nunca chegou a haver para justificar tudo isto! Nada.
MiguelLené.
Não houve mortes para justificar, porque foram evitadas
Se não tivesse havido contenção, certamente haveriam muitas mais mortes, porque simplesmente os hospitais não conseguiriam num curto espaço de tempo ter condições para ter tantas pessoas acamadas e em UCI.
Mas temos exemplos claros de países considerados dos mais avançados (USA e UK) que seguiram a abordagem de que o vírus não seria nada mais de especial.... e porque motivo mudaram as regras e opiniões? Terá sido apenas porque o vento mudou, ou porque na realidade o vírus causa muitos mais estragos do que aquilo que pensavam?
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Carrancho_ Escreveu:Fiquei curioso por saber o que se terá passado na Holanda no inicio de 2018.
Uma temporada de gripe bastante forte. Segundo o instituto que monitoriza a mortalidade na Holanda, essa tinha sido a temporada mais forte pelo menos desde 2009 (nota: muitos países começaram a monitorizar a mortalidade a partir dessa altura, em virtude do H1N1 de 2009).
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:Alguns exemplos (só agora os óbitos começam a surgir nos sistemas de vigilância).
Holanda:
Fiquei curioso por saber o que se terá passado na Holanda no inicio de 2018.
Um abraço,
Carrancho
Carrancho
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Em video:
https://www.youtube.com/watch?v=BDQJw5FqgY4
Artigo:
https://eco.sapo.pt/opiniao/um-seculo-d ... tra-coisa/
Seria tempo de usar o conhecimento de cem anos de epidemiologia na gestão desta epidemia, em vez de adoptar medidas extremas e que seguramente terão um grande impacto negativo na nossa vida.
Os dados iniciais de surtos infecciosos são essencialmente ruído, com muito pouco para tirar de sinal. Primeiro, porque durante algumas semanas não há agente identificado, depois, não há teste especifico para o agente, depois, só há testes virológicos (onde estamos agora) e, só bastante mais tarde, aparecem testes serológicos/ anticorpos.
Os testes virológicos só podem ser feitos numa janela temporal muito curta ou dão negativo, daí induzirem um ruído gigantesco. Os serológicos indicam se alguma vez houve contacto com o vírus, logo podem ser feitos em amostragem populacional e permitem dados estatisticamente significativos.
Neste momento (escrito a 23 de Março), não há nenhuns dados fiáveis para estimar a letalidade da covid19, pode ser 0,001% ou 5%. Tudo isso é ruído. O número de infectados pode ser o que conhecemos ou dez mil vezes maior (sim, dez mil vezes).
Só com chegada de testes serológicos se começa a ter real imagem da doença na sociedade. A Holanda anunciou ter conseguido um teste marcador de anticorpos, mas são desconhecidos quaisquer resultados até agora.
Por exemplo, a gripe Suína começou com estimativas de 30% — literalmente extinção humana em poucos meses — e acabou abaixo de 1%, abaixo da gripe sazonal e não fez dano nenhum.
Este é o tipo de ruído com que estamos a lidar.
Os únicos dados minimamente fiáveis que temos de testes virológicos são do cruzeiro Diamond Princess, porque toda a gente foi testada num intervalo relativamente curto. Indicam 1% de letalidade numa população muito envelhecida, em ambiente confinado e a partilhar cantina. Podemos ter certeza estatística de que o mundo fora do cruzeiro terá taxas bem mais baixas. Adicionalmente, menos de 20% das pessoas foram infectadas e não há ainda explicação para tal.
Como não se pode sequer estimar no início a letalidade, todo o medo e pânico são irracionais.
É preciso um cuidado extremo, extremo, paranoico, com a divulgação de dados iniciais de surtos em particular com a letalidade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) devia responder criminalmente por não controlar esses dados e não assegurar que indica a ordem de grandeza do ruído. Foi só e apenas isso que fez este “surto”.
Olhando para http://www.euromomo.eu algo é imediatamente visível: A temporada de gripe 2018/19 foi incrivelmente leve e a de 2010/20 ainda mais leve, até agora.
Também digno de nota nos gráficos detalhados dos países é que todos os picos anteriores, causados principalmente pela gripe sazonal, estão encerrados na semana 19 do ano (primeira semana de Maio) e atingem o pico máximo antes da semana 12. A linha de base da mortalidade cruza a média nessa altura e representa o impacto inicial da mortalidade de doenças pulmonares no Inverno.
Há quase uma certeza de que a covid19 terá o mesmo comportamento e deixará de ter relevância em breve, pelo menos até ao próximo Outono/ Inverno.
As pessoas mais vulneráveis, que morriam em casa, lares, cuidados paliativos, são agora enviados para hospitais centrais por medo de os cuidadores se infectarem e porque, sendo uma doença de notificação obrigatória, têm de ir para hospitais de referência.
O Serviço Nacional de Saúde colapsa todos os Invernos com a gripe, a covid 19 é clinicamente mais complicada e ocupa as camas de cuidados intensivos mais tempo, mas o medo e os processos burocráticos associados à doença explicam parte relevante da sobrecarga dos serviços.
Foi o mesmo medo que fez colapsar os serviços funerários em Bergamo e Madrid e agora Nova Iorque. Os corpos têm de ser cremados por ser doença formalmente contagiosa de notificação, e os funcionários são obrigados a medidas de protecção total que diminuem a produtividade.
Aliado a essa descida da capacidade dos crematórios, os doentes são concentrados nas cidades e as famílias não os podem levar, uma vez mais por ser doença contagiosa, dando origem ao colapso.
Bergamo é uma das cidades mais envelhecidas da Itália, dois anos acima da média. Na região de influência do hospital central há 300 000 pessoas. Em picos de gripe, morrem em média cinquenta pessoas por semana por cada 100 000 habitantes. É normal esperar 100 mortos por dia em alguns dias de pico. As notícias referiam que o crematório só conseguia lidar com 24. Há muito que teria entrado em colapso ou foi a necessidade de cremar todos com a lentidão inerente às normas para esta doença que obrigou aos camiões, não foi uma mortalidade excepcional actual. A gripe também tem epicentros.
A comparação com anos anteriores em janelas apertadas como agora circula “quatro vezes mais mortalidade em Março, em Madrid e Bergamo” apenas indica que os surtos de gripe deslizam muito dentro da época gripal. São maioritariamente em Dezembro e Fevereiro. Haver um surto em Março deste ano, com a covid19, não tem significado nenhum.
É banal um aumento de 140% de mortalidade, em Bergamo, em relação ao ano passado, dada a época amena de gripe. Provavelmente a mortalidade ficará várias vezes ainda abaixo de 2014 quando morreram 54 000 em excesso por todas causas em Itália, um aumento de três vezes mesmo em relação a picos de gripe. Nesse pico de 54 000 mortos não se fechou uma única escola, nem na verdade houve investigação relevante para determinar as causas.
As estimativas actuais (1 de Abril) da letalidade colocam a covid19 no nível da gripe. O número de mortos por infectados, IFR (infected fatility rate), de 0,26% é perfeitamente banal para picos de gripe. Os números que tem circulado são de médias da letalidade de gripe de muitas décadas que esbatem os picos, sendo banais picos com letalidades de 1%.
Não faltam epidemiologistas a vir a público, desde o primeiro dia, a dizer que isto é uma loucura. Alguns falam em nome do Helmholtz Gesellschaft, um colosso de ciência médica, onde cerca de 20 000 pessoas fazem epidemiologia. A maioria foi insultada.
A equipa do Imperial College que fez previsões catastrofistas tem um historial macabro de indicação para abate de centenas de milhares de animais por causa da ‘foot and mouth disease’. Verificou-se na altura que o modelo estava errado, sendo, no essencial, o mesmo usado agora. Numa audição parlamentar, Neil Ferguson reviu as estimativas do Imperial College, sem qualquer justificação plausível além de “medidas” que não especificou, passando de 500 000 para 20 000 mortos!
As medidas de contenção não demonstram a mais remota efectividade. Todos os países, com excepção da Coreia do Sul agora, apresentam curvas teóricas perfeitas com 12 a 15 dias até ao pico de casos novos, depois de entrar em exponencial, que é o padrão representativo de infecções pulmonares sem controlo.
Em Portugal, há muito que passaram quinze dias de estado de emergência, a propósito de uma doença que tem 14 dias da infecção até ao diagnóstico e só abrandou com o mesmo padrão de todos os outros países.
Há indicadores de que a taxa de infectados é muito superior ao que se julga. Se assim for, não só o confinamento não ajudou o sistema de saúde como acelerou a infecção — sem importância, mas irónico.
As escolas nunca deveriam ter sido fechadas. As crianças correm um risco praticamente nulo com esta infecção, e ficam imunes rapidamente, sem sintomas na maioria. Transformam-se em vassouras de vírus a recolher vírus das superfícies que nada lhe fazem e que deixam de estar disponíveis para infectar pessoas vulneráveis.
Seria razoável pedir o distanciamento crianças-avós durante uma semana para evitar a fase mais activa de contágio. Eventualmente poderia ser razoável enviar os funcionários e professores em grupos de risco para casa e reduzir a carga lectiva com actividades de maior contacto físico.
Provavelmente terá sido a qualidade do ar em Wuhan que terá espoletado os alertas de surto da OMS e o governo chinês entrou à bruta. As imagens criaram pânico no mundo… depois, há novo alerta no vale do Pó, também com uma qualidade do ar miserável.
Toda a monitorização de epidemias é feita computacionalmente, com recolha de dados. Até haver esse alerta, a OMS não foi procurar nada.
Os políticos foram apenas atrás da população com medo. A grande excepção é Marke Rutte, da Holanda, que faz um discurso exemplar de estadista, metade do tempo a falar do medo ser real e reconhecer que não se pode negar esse medo, mas que a vida vai continuar como se nada fosse.
Mesmo que fosse muito mau, os vírus pulmonares são sempre lentos, nunca infectam mais de 30% das pessoas por ano, não importa o “como” e “onde”. Os vírus rápidos são os vírus que estão disponíveis na pele ou secreções, que têm proteção do ambiente até ao momento de infectar um novo hospedeiro.
Os vírus pulmonares têm de estar expostos ao ambiente hostil algum ou muito tempo, que lhes reduz dramaticamente a capacidade de infecção — por exemplo são destruídos pelos raios ultravioleta – o que os torna muito mais lentos e muito influenciados pelos pequenos aumentos de imunidade de grupo.
Havia muito tempo para tomar decisões, observar como evoluía a epidemia e decidir de acordo com essa evolução, racionalmente e em conta peso e medida.
A gripe tem sempre estirpes com imunização zero. A OMS faz previsão das estirpes e falha muitas vezes, ficando uma ou duas estirpes de fora da vacina para as quais a imunidade é zero.
Seria tempo de usar o conhecimento de cem anos de epidemiologia na gestão desta epidemia, em vez de adoptar medidas extremas, que nunca foram testadas em lado nenhum, e que seguramente terão um grande impacto negativo na nossa vida.
Nota: Por opção própria, o autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico
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Curiosamente ou não bate tudo certo com o que digo desde o inicio
https://www.youtube.com/watch?v=BDQJw5FqgY4
Artigo:
https://eco.sapo.pt/opiniao/um-seculo-d ... tra-coisa/
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Os dados iniciais de surtos infecciosos são essencialmente ruído, com muito pouco para tirar de sinal. Primeiro, porque durante algumas semanas não há agente identificado, depois, não há teste especifico para o agente, depois, só há testes virológicos (onde estamos agora) e, só bastante mais tarde, aparecem testes serológicos/ anticorpos.
Os testes virológicos só podem ser feitos numa janela temporal muito curta ou dão negativo, daí induzirem um ruído gigantesco. Os serológicos indicam se alguma vez houve contacto com o vírus, logo podem ser feitos em amostragem populacional e permitem dados estatisticamente significativos.
Neste momento (escrito a 23 de Março), não há nenhuns dados fiáveis para estimar a letalidade da covid19, pode ser 0,001% ou 5%. Tudo isso é ruído. O número de infectados pode ser o que conhecemos ou dez mil vezes maior (sim, dez mil vezes).
Só com chegada de testes serológicos se começa a ter real imagem da doença na sociedade. A Holanda anunciou ter conseguido um teste marcador de anticorpos, mas são desconhecidos quaisquer resultados até agora.
Por exemplo, a gripe Suína começou com estimativas de 30% — literalmente extinção humana em poucos meses — e acabou abaixo de 1%, abaixo da gripe sazonal e não fez dano nenhum.
Este é o tipo de ruído com que estamos a lidar.
Os únicos dados minimamente fiáveis que temos de testes virológicos são do cruzeiro Diamond Princess, porque toda a gente foi testada num intervalo relativamente curto. Indicam 1% de letalidade numa população muito envelhecida, em ambiente confinado e a partilhar cantina. Podemos ter certeza estatística de que o mundo fora do cruzeiro terá taxas bem mais baixas. Adicionalmente, menos de 20% das pessoas foram infectadas e não há ainda explicação para tal.
Como não se pode sequer estimar no início a letalidade, todo o medo e pânico são irracionais.
É preciso um cuidado extremo, extremo, paranoico, com a divulgação de dados iniciais de surtos em particular com a letalidade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) devia responder criminalmente por não controlar esses dados e não assegurar que indica a ordem de grandeza do ruído. Foi só e apenas isso que fez este “surto”.
Olhando para http://www.euromomo.eu algo é imediatamente visível: A temporada de gripe 2018/19 foi incrivelmente leve e a de 2010/20 ainda mais leve, até agora.
Também digno de nota nos gráficos detalhados dos países é que todos os picos anteriores, causados principalmente pela gripe sazonal, estão encerrados na semana 19 do ano (primeira semana de Maio) e atingem o pico máximo antes da semana 12. A linha de base da mortalidade cruza a média nessa altura e representa o impacto inicial da mortalidade de doenças pulmonares no Inverno.
Há quase uma certeza de que a covid19 terá o mesmo comportamento e deixará de ter relevância em breve, pelo menos até ao próximo Outono/ Inverno.
As pessoas mais vulneráveis, que morriam em casa, lares, cuidados paliativos, são agora enviados para hospitais centrais por medo de os cuidadores se infectarem e porque, sendo uma doença de notificação obrigatória, têm de ir para hospitais de referência.
O Serviço Nacional de Saúde colapsa todos os Invernos com a gripe, a covid 19 é clinicamente mais complicada e ocupa as camas de cuidados intensivos mais tempo, mas o medo e os processos burocráticos associados à doença explicam parte relevante da sobrecarga dos serviços.
Foi o mesmo medo que fez colapsar os serviços funerários em Bergamo e Madrid e agora Nova Iorque. Os corpos têm de ser cremados por ser doença formalmente contagiosa de notificação, e os funcionários são obrigados a medidas de protecção total que diminuem a produtividade.
Aliado a essa descida da capacidade dos crematórios, os doentes são concentrados nas cidades e as famílias não os podem levar, uma vez mais por ser doença contagiosa, dando origem ao colapso.
Bergamo é uma das cidades mais envelhecidas da Itália, dois anos acima da média. Na região de influência do hospital central há 300 000 pessoas. Em picos de gripe, morrem em média cinquenta pessoas por semana por cada 100 000 habitantes. É normal esperar 100 mortos por dia em alguns dias de pico. As notícias referiam que o crematório só conseguia lidar com 24. Há muito que teria entrado em colapso ou foi a necessidade de cremar todos com a lentidão inerente às normas para esta doença que obrigou aos camiões, não foi uma mortalidade excepcional actual. A gripe também tem epicentros.
A comparação com anos anteriores em janelas apertadas como agora circula “quatro vezes mais mortalidade em Março, em Madrid e Bergamo” apenas indica que os surtos de gripe deslizam muito dentro da época gripal. São maioritariamente em Dezembro e Fevereiro. Haver um surto em Março deste ano, com a covid19, não tem significado nenhum.
É banal um aumento de 140% de mortalidade, em Bergamo, em relação ao ano passado, dada a época amena de gripe. Provavelmente a mortalidade ficará várias vezes ainda abaixo de 2014 quando morreram 54 000 em excesso por todas causas em Itália, um aumento de três vezes mesmo em relação a picos de gripe. Nesse pico de 54 000 mortos não se fechou uma única escola, nem na verdade houve investigação relevante para determinar as causas.
As estimativas actuais (1 de Abril) da letalidade colocam a covid19 no nível da gripe. O número de mortos por infectados, IFR (infected fatility rate), de 0,26% é perfeitamente banal para picos de gripe. Os números que tem circulado são de médias da letalidade de gripe de muitas décadas que esbatem os picos, sendo banais picos com letalidades de 1%.
Não faltam epidemiologistas a vir a público, desde o primeiro dia, a dizer que isto é uma loucura. Alguns falam em nome do Helmholtz Gesellschaft, um colosso de ciência médica, onde cerca de 20 000 pessoas fazem epidemiologia. A maioria foi insultada.
A equipa do Imperial College que fez previsões catastrofistas tem um historial macabro de indicação para abate de centenas de milhares de animais por causa da ‘foot and mouth disease’. Verificou-se na altura que o modelo estava errado, sendo, no essencial, o mesmo usado agora. Numa audição parlamentar, Neil Ferguson reviu as estimativas do Imperial College, sem qualquer justificação plausível além de “medidas” que não especificou, passando de 500 000 para 20 000 mortos!
As medidas de contenção não demonstram a mais remota efectividade. Todos os países, com excepção da Coreia do Sul agora, apresentam curvas teóricas perfeitas com 12 a 15 dias até ao pico de casos novos, depois de entrar em exponencial, que é o padrão representativo de infecções pulmonares sem controlo.
Em Portugal, há muito que passaram quinze dias de estado de emergência, a propósito de uma doença que tem 14 dias da infecção até ao diagnóstico e só abrandou com o mesmo padrão de todos os outros países.
Há indicadores de que a taxa de infectados é muito superior ao que se julga. Se assim for, não só o confinamento não ajudou o sistema de saúde como acelerou a infecção — sem importância, mas irónico.
As escolas nunca deveriam ter sido fechadas. As crianças correm um risco praticamente nulo com esta infecção, e ficam imunes rapidamente, sem sintomas na maioria. Transformam-se em vassouras de vírus a recolher vírus das superfícies que nada lhe fazem e que deixam de estar disponíveis para infectar pessoas vulneráveis.
Seria razoável pedir o distanciamento crianças-avós durante uma semana para evitar a fase mais activa de contágio. Eventualmente poderia ser razoável enviar os funcionários e professores em grupos de risco para casa e reduzir a carga lectiva com actividades de maior contacto físico.
Provavelmente terá sido a qualidade do ar em Wuhan que terá espoletado os alertas de surto da OMS e o governo chinês entrou à bruta. As imagens criaram pânico no mundo… depois, há novo alerta no vale do Pó, também com uma qualidade do ar miserável.
Toda a monitorização de epidemias é feita computacionalmente, com recolha de dados. Até haver esse alerta, a OMS não foi procurar nada.
Os políticos foram apenas atrás da população com medo. A grande excepção é Marke Rutte, da Holanda, que faz um discurso exemplar de estadista, metade do tempo a falar do medo ser real e reconhecer que não se pode negar esse medo, mas que a vida vai continuar como se nada fosse.
Mesmo que fosse muito mau, os vírus pulmonares são sempre lentos, nunca infectam mais de 30% das pessoas por ano, não importa o “como” e “onde”. Os vírus rápidos são os vírus que estão disponíveis na pele ou secreções, que têm proteção do ambiente até ao momento de infectar um novo hospedeiro.
Os vírus pulmonares têm de estar expostos ao ambiente hostil algum ou muito tempo, que lhes reduz dramaticamente a capacidade de infecção — por exemplo são destruídos pelos raios ultravioleta – o que os torna muito mais lentos e muito influenciados pelos pequenos aumentos de imunidade de grupo.
Havia muito tempo para tomar decisões, observar como evoluía a epidemia e decidir de acordo com essa evolução, racionalmente e em conta peso e medida.
A gripe tem sempre estirpes com imunização zero. A OMS faz previsão das estirpes e falha muitas vezes, ficando uma ou duas estirpes de fora da vacina para as quais a imunidade é zero.
Seria tempo de usar o conhecimento de cem anos de epidemiologia na gestão desta epidemia, em vez de adoptar medidas extremas, que nunca foram testadas em lado nenhum, e que seguramente terão um grande impacto negativo na nossa vida.
Nota: Por opção própria, o autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico
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Curiosamente ou não bate tudo certo com o que digo desde o inicio
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Alguns exemplos (só agora os óbitos começam a surgir nos sistemas de vigilância).
Holanda:

Espanha (os dias depois disto ainda estão a sofrer actualizações):

Reino Unido:

Holanda:
Espanha (os dias depois disto ainda estão a sofrer actualizações):
Reino Unido:
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:Os dados do Euromomo, que já mencionei aqui uma série de vezes, chegam a ter (várias) semanas de atraso até traduzir números actualizados.
Países como Reino Unido, Espanha, Holanda, já começam a mostrar os números a disparar nos sistemas de vigilância da mortalidade (além disso, o impacto não se fica pela mortalidade per se, não se pode ignorar as hospitalizações e todas as ocupações em unidades de cuidados intensivos, muito para lá das taxas de ocupação da gripe sazonal nos países mais afectados).
No video o Andre explica que inclusive faltam dados nesse site europeu, o que em nada invalida o que ele diz:
https://www.youtube.com/watch?v=BDQJw5F ... siVr1YaONw
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Numero de mortes estimadas por gripe no worldmeters ate hoje: 144k
Numeros de Mortes Reais mas ainda muitas por contar, ate hoje de covid-19, no worldmeters: 153k (atencao que as primeiras mortes foram em Fevereiro).
Ter atenção que estamos em casa...
Numeros de Mortes Reais mas ainda muitas por contar, ate hoje de covid-19, no worldmeters: 153k (atencao que as primeiras mortes foram em Fevereiro).
Ter atenção que estamos em casa...
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Os dados do Euromomo, que já mencionei aqui uma série de vezes, chegam a ter (várias) semanas de atraso até traduzir números actualizados.
Países como Reino Unido, Espanha, Holanda, já começam a mostrar os números a disparar nos sistemas de vigilância da mortalidade (além disso, o impacto não se fica pela mortalidade per se, não se pode ignorar as hospitalizações e todas as ocupações em unidades de cuidados intensivos, muito para lá das taxas de ocupação da gripe sazonal nos países mais afectados).
Países como Reino Unido, Espanha, Holanda, já começam a mostrar os números a disparar nos sistemas de vigilância da mortalidade (além disso, o impacto não se fica pela mortalidade per se, não se pode ignorar as hospitalizações e todas as ocupações em unidades de cuidados intensivos, muito para lá das taxas de ocupação da gripe sazonal nos países mais afectados).
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
André Dias, PhD., Doutorado em Modelação de Doenças Pulmonares pela Universidade de Tromso, Noruega.
https://www.youtube.com/watch?v=BDQJw5F ... siVr1YaONw
http://euromomo.eu/
https://evm.min-saude.pt/
https://www.youtube.com/watch?v=BDQJw5F ... siVr1YaONw
http://euromomo.eu/
https://evm.min-saude.pt/
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Numeros de hoje da Alemanha:
Infectados: + 2 565 (total: 139 134)
Óbitos: + 260 (total: 4 203)
Casos activos: -3 668 (total 56 020)
O numero de casos activos continua a descer e já sao menos 17 000 que o numero maximo (73 555) q foi atingido a 5 de Abril.
O valor de reproducao "R" de acordo com o RKI é estimado actualmente em 0,7.
Vamos ver a evolucao nas proximas semanas visto q a partir de 2a feira algumas medidas vao mudar e passar ser menos restritivas, passado a haver mais contacto entre pessoas.
Em Franca no porta avioes Charles de Gaulle de 2 300 tripulantes estao 1 041 infectados, mais de 500 com sintomas, 24 no hospital e 1 em cuidados intensivos.
Infectados: + 2 565 (total: 139 134)
Óbitos: + 260 (total: 4 203)
Casos activos: -3 668 (total 56 020)
O numero de casos activos continua a descer e já sao menos 17 000 que o numero maximo (73 555) q foi atingido a 5 de Abril.
O valor de reproducao "R" de acordo com o RKI é estimado actualmente em 0,7.
Vamos ver a evolucao nas proximas semanas visto q a partir de 2a feira algumas medidas vao mudar e passar ser menos restritivas, passado a haver mais contacto entre pessoas.
Em Franca no porta avioes Charles de Gaulle de 2 300 tripulantes estao 1 041 infectados, mais de 500 com sintomas, 24 no hospital e 1 em cuidados intensivos.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
artista_ Escreveu:MarcoAntonio Escreveu:Actualização/Espanha
Casos activos confirmados: +6738 (total:95627)
Recuperados: -1834 (total:72963)
Óbitos: +348 (total:19478)
Espanha a determinada altura parecia caminhar para algo pior que Itália, mas a realidade é que desde há uns dias para cá dá mostras de estar a controlar melhor a situação que os Italianos, apesar de terem menos cerca de 3 semanas de confinamento... um bocado estranho, até sou levado a pensar que em Itália as coisas são ainda bem pior do que os números mostram, serão em todos, mas ali o descontrole deverá ter atingido proporções bem mais dramáticas, e terá sido esse facto que fez com que a situação da Espanha parecesse comparável, quando na realidade nunca terá sido... enfim, estou a especular um bocado, obviamente... desfaz o coração de qualquer um pensar no que estarão a passar os italianos!
Edit: quando citei isto era para falar do aumento significativo de hoje nos casos ativos, nota-se bem no gráfico, embora o número de mortos tenha caído bastante... parece ter havido um acerto qualquer hoje, não sei se alguém sabe de alguma coisa?
A minha opiniao sobre isso é o q referi aqui já há algumas semanas:
A Italia quando comecou com o confinamento já estava com o sistema de saude em colapso.
A Espanha quando comecou com o confinamento ja tinha bastantes casos mas o sistema de saude (ainda) nao estava em colapso.
Portugal e Alemanha quando comecaram com o confinamento tinham relativamente poucos casos.
A partir do dia em que o confinamento é decreto, a grande maioria das pessoas parou de circular e por isso o contacto social é mt menor e o contagio será mt menor. Obviamente que durante as 2 semanas seguintes os numeros continuaram a subir exponencialmente (refletem a situacao antes do confinamento e foi nessa altura q o sistema de saude espanhol colapsou). A partir do momento que os infectados apos essas 2 semanas ficam curados, entao o pico é atingido e a situacao comecara a melhorar.
A semana do pico é determinada pelo inicio do confinamento. Nao depende do numero de casos antes. Claro q o numero de casos é relevante para saber a altura (numero maximo de casos) do pico, mas nao é relevante para a altura temporal (semana) em q será atingido o pico.
P.S.- Em Italia a situacao foi/´e bastante drastica em algumas regioes. Noutras regioes foi bastante mais calma. Eles tiveram o azar de serem o primeiro pais da Europa. Provavelmente se Espanha tivesse sido o primeiro pais, teria sido ainda mais grave. A Italia tem um maior numero de camas de cuidados intensivos por 100 000 habitantes do que a Espanha.
https://www.ft.com/content/5a2ffc78-6550-11ea-b3f3-fe4680ea68b5
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
artista_ Escreveu:Espanha a determinada altura parecia caminhar para algo pior que Itália, mas a realidade é que desde há uns dias para cá dá mostras de estar a controlar melhor a situação que os Italianos, apesar de terem menos cerca de 3 semanas de confinamento... um bocado estranho, até sou levado a pensar que em Itália as coisas são ainda bem pior do que os números mostram, serão em todos, mas ali o descontrole deverá ter atingido proporções bem mais dramáticas, e terá sido esse facto que fez com que a situação da Espanha parecesse comparável, quando na realidade nunca terá sido... enfim, estou a especular um bocado, obviamente... desfaz o coração de qualquer um pensar no que estarão a passar os italianos!
Edit: quando citei isto era para falar do aumento significativo de hoje nos casos ativos, nota-se bem no gráfico, embora o número de mortos tenha caído bastante... parece ter havido um acerto qualquer hoje, não sei se alguém sabe de alguma coisa?
A situação de Espanha é pior do que a da Italia seja olhando para o numero de mortos por milhão 418 vs 377 seja olhando para a % de população infetada 0.4007% vs 0.2857%
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:Actualização/Espanha
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Recuperados: -1834 (total:72963)
Óbitos: +348 (total:19478)
Espanha a determinada altura parecia caminhar para algo pior que Itália, mas a realidade é que desde há uns dias para cá dá mostras de estar a controlar melhor a situação que os Italianos, apesar de terem menos cerca de 3 semanas de confinamento... um bocado estranho, até sou levado a pensar que em Itália as coisas são ainda bem pior do que os números mostram, serão em todos, mas ali o descontrole deverá ter atingido proporções bem mais dramáticas, e terá sido esse facto que fez com que a situação da Espanha parecesse comparável, quando na realidade nunca terá sido... enfim, estou a especular um bocado, obviamente... desfaz o coração de qualquer um pensar no que estarão a passar os italianos!
Edit: quando citei isto era para falar do aumento significativo de hoje nos casos ativos, nota-se bem no gráfico, embora o número de mortos tenha caído bastante... parece ter havido um acerto qualquer hoje, não sei se alguém sabe de alguma coisa?
Sugestões de trading, análises técnicas, estratégias e ideias http://sobe-e-desce.blogspot.com/
http://www.gamesandfun.pt/afiliado&id=28
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
State Department cables warned of safety issues at Wuhan lab studying bat coronaviruses
Two years before the novel coronavirus pandemic upended the world, U.S. Embassy officials visited a Chinese research facility in the city of Wuhan several times and sent two official warnings back to Washington about inadequate safety at the lab, which was conducting risky studies on coronaviruses from bats. The cables have fueled discussions inside the U.S. government about whether this or another Wuhan lab was the source of the virus — even though conclusive proof has yet to emerge.
Ler a totalidade do artigo
https://www.washingtonpost.com/opinions ... naviruses/
Two years before the novel coronavirus pandemic upended the world, U.S. Embassy officials visited a Chinese research facility in the city of Wuhan several times and sent two official warnings back to Washington about inadequate safety at the lab, which was conducting risky studies on coronaviruses from bats. The cables have fueled discussions inside the U.S. government about whether this or another Wuhan lab was the source of the virus — even though conclusive proof has yet to emerge.
Ler a totalidade do artigo
https://www.washingtonpost.com/opinions ... naviruses/
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Xacal Escreveu:miguellene Escreveu:
Em particular em Portugal os mais velhos foram vacinados pelo menos duas vezes para a bcg (coisa que não aconteceu em França).
MiguelLené.
Onde viste isso?
O programa de vacinação universal BCG esteve ativo durante 60 anos, deixando a vacina de ser obrigatória em 2017.
As pessoas mais velhas com mais de 65 anos nunca foram vacinadas, poderá haver exceções, mas todas as pessoas com que falei me confirmam isso.
Em Portugal a BCG foi introduzida no plano nacional de vacinação em 1965. algumas pessoas levavam 2 doses outras uma, os meus filhos e eu levámos uma dose, a minha mulher levou duas doses, tinha a ver com o facto de ter anti corpos ou não.
Mas antes de ser introduzida no PNV já existia a vacina, e algumas pessoas terão levado, principalmente aquelas que nasciam em hospitais/maternidades, como a minha irmã, que apesar de ter nascido em 1961 tem a vacina.
Assim em Portugal poderás encontrar pessoas com mais de 65 anos vacinadas mas não de uma forma universal, diria mesmo que deve ser uma minoria já que a maior parte dos nascimentos na década de 50 e antes era feito em casa.
Como já referi anteriormente a afirmação que o miguellene faz em relação a França não é verdadeira.
En France
En France, le vaccin est d'abord rendu obligatoire, par voie de circulaire, en 1947 pour certains groupes professionnels (élèves infirmières ou assistantes sociales, étudiants en biologie et en médecine et pupilles de l’État). En 1949 des projets de loi, gouvernementaux puis parlementaires évoquent la généralisation de l'obligation. Celle-ci intervient en 1950 (Loi no 50-7 du 5 janvier 1950). De 1950 à 2007 pour les enfants scolarisés56. L’obligation de vaccination par le BCG chez l’enfant et l’adolescent a été suspendue officiellement au cours de l'été 2007 (décret no 2007-1111 du 17 juillet 2007), au profit d’une recommandation de vaccination d'une population plus ciblée57.
https://fr.wikipedia.org/wiki/Vaccin_bi ... #En_France
O decreto lei que institui a obrigatoriedade da BCG em França:
https://www.legifrance.gouv.fr/affichTe ... rieLien=id
A BCG foi obrigatória em França desde 1950, ou seja os"velhos" franceses estão vacinados, os nossos não.... é o mais provável.
"Só duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana. Mas no que respeita ao universo ainda não tenho a certeza" Einstein
“Com os actuais meios de acesso à informação, a ignorância não é uma fatalidade, mas uma escolha pessoal" Eu
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