Ibersol - Tópico Geral
Vale mais alocar o dinheiro numa empresa com bons fundamentais do que comprar obrigações a 7% por 3 ou 4 anos, ou manter o dinheiro num deposito a prazo com juros de 4 ou 5% brutos.
Isto porque uma empresa ao preço correcto tem um valor intrinseco que se vai alterando à medida que as prespectivas dos investidores se vão alterando em relação à economia mesmo que esta pior!!!
Um juros que se mantenha acima da inflação e que ainda assim recompense algum retorno do capital ficando amplamente acima de qualquer obrigação ou deposito a prazo.
Isto porque uma empresa ao preço correcto tem um valor intrinseco que se vai alterando à medida que as prespectivas dos investidores se vão alterando em relação à economia mesmo que esta pior!!!
Um juros que se mantenha acima da inflação e que ainda assim recompense algum retorno do capital ficando amplamente acima de qualquer obrigação ou deposito a prazo.
A partir de amanhã os grandes estabelecimentos comerciais de retalho alimentar estão sujeitos a uma nova taxa. É a “taxa de segurança alimentar mais”, anunciada em Abril, mas que só hoje teve o regulamento publicado em “Diário da República”.
Criada como uma “contrapartida da garantia da segurança e qualidade alimentar”, esta taxa foi fixada, segundo o diploma publicado em “Diário da República”, entre os cinco e os oito euros por metro quadrado da área de venda de um estabelecimento comercial.
No presente ano, dado que a taxa entrada em vigor apenas já no segundo semestre, há uma redução dos montantes a pagar por cada mês que já passou. “Neste sentido, o valor da taxa é fixado, para os anos 2012 e 2013, respectivamente, em 4,08 euros e 7 euros por metro quadrado da área de venda do estabelecimento comercial”, indica o diploma assinado pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e pela ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas.
“Isto representa para os associados da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), para 2012, cerca de 7 milhões de euros e, em 2013, cerca de 13 milhões de euros”, disse hoje à agência Lusa Ana Isabel Trigo Morais, directora-geral daquela associação. A taxa incide sobre “estabelecimentos de comércio alimentar de produtos de origem animal e vegetal, frescos ou congelados, transformados ou crus, a granel ou pré - embalados.
Taxa é “injusta” e “discriminatória”
Para a APED, a taxa hoje criada, que isenta estabelecimentos nos Açores e na Madeira e, em Portugal Continente, espaços com menos de 2 mil metros quadrados de área de venda ou pertencentes a microempresas, é “injusta, discriminatória, inoportuna e vai trazer um agravamento de condições a todo o sector”, de acordo com as declarações à Lusa.
A associação já avisou que a taxa irá reflectir-se no consumidor, tendo sido já alertado, pelos seus críticos, que é, na prática, um novo imposto, como defendeu o director da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), António Saraiva. A criação desta taxa arrecadou críticas não só da APED, que reúne marcas como Lidl, Minipreço, Continente e Pingo Doce, como também da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, que junta comerciantes independentes.
A taxa deverá, de acordo com a portaria, "ser paga em duas prestações de montante igual, até ao final, respectivamente, dos meses de Maio e Outubro de cada ano". “A falta de pagamento, no prazo estabelecido, da primeira prestação do ano, implica o vencimento da seguinte, devendo o operador económico ser notificado para proceder ao pagamento, no prazo de 10 dias, do montante anual da taxa”, indica o documento assinado por Cristas e Gaspar.
A taxa é usada como contrapartida da garantia da segurança alimentar porque será “receita própria” do fundo sanitário e de segurança alimentar mais, fundo cujo objectivo passa por financiar “projectos, acções e iniciativas, no quadro da protecção da segurança alimentar e da saúde do consumidor e do cumprimento das normas europeias em matéria de qualidade alimentar”.
Criada como uma “contrapartida da garantia da segurança e qualidade alimentar”, esta taxa foi fixada, segundo o diploma publicado em “Diário da República”, entre os cinco e os oito euros por metro quadrado da área de venda de um estabelecimento comercial.
No presente ano, dado que a taxa entrada em vigor apenas já no segundo semestre, há uma redução dos montantes a pagar por cada mês que já passou. “Neste sentido, o valor da taxa é fixado, para os anos 2012 e 2013, respectivamente, em 4,08 euros e 7 euros por metro quadrado da área de venda do estabelecimento comercial”, indica o diploma assinado pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e pela ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas.
“Isto representa para os associados da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), para 2012, cerca de 7 milhões de euros e, em 2013, cerca de 13 milhões de euros”, disse hoje à agência Lusa Ana Isabel Trigo Morais, directora-geral daquela associação. A taxa incide sobre “estabelecimentos de comércio alimentar de produtos de origem animal e vegetal, frescos ou congelados, transformados ou crus, a granel ou pré - embalados.
Taxa é “injusta” e “discriminatória”
Para a APED, a taxa hoje criada, que isenta estabelecimentos nos Açores e na Madeira e, em Portugal Continente, espaços com menos de 2 mil metros quadrados de área de venda ou pertencentes a microempresas, é “injusta, discriminatória, inoportuna e vai trazer um agravamento de condições a todo o sector”, de acordo com as declarações à Lusa.
A associação já avisou que a taxa irá reflectir-se no consumidor, tendo sido já alertado, pelos seus críticos, que é, na prática, um novo imposto, como defendeu o director da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), António Saraiva. A criação desta taxa arrecadou críticas não só da APED, que reúne marcas como Lidl, Minipreço, Continente e Pingo Doce, como também da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, que junta comerciantes independentes.
A taxa deverá, de acordo com a portaria, "ser paga em duas prestações de montante igual, até ao final, respectivamente, dos meses de Maio e Outubro de cada ano". “A falta de pagamento, no prazo estabelecido, da primeira prestação do ano, implica o vencimento da seguinte, devendo o operador económico ser notificado para proceder ao pagamento, no prazo de 10 dias, do montante anual da taxa”, indica o documento assinado por Cristas e Gaspar.
A taxa é usada como contrapartida da garantia da segurança alimentar porque será “receita própria” do fundo sanitário e de segurança alimentar mais, fundo cujo objectivo passa por financiar “projectos, acções e iniciativas, no quadro da protecção da segurança alimentar e da saúde do consumidor e do cumprimento das normas europeias em matéria de qualidade alimentar”.
Esse indice é o Ibex!!! É o indice Europeu mais parecido com o dito padrão. Se assim for, o Ibex já fez o fundo, até provar o contrário, a ideia mantém-se válida.
CAC e Dax e outros, nem de perto nem de longe estão parecidos ao Ibex, nem o próprio PSI...
Às vezes começo a pensar que tenho uma enorme inspiração em vir desencantar comparações entre gráficos que não têm nada a ver um com o outro, mas que têm um padrão igual em épocas tão tão distintas, mas em duração tão exacta.
Outras empresas a preços mais acessiveis? Buffett disse que é preferivel pagar melhor por uma excelente empresa, do que pagar um preço barato por uma média empresa! Isso tem sido válido.
Continuo a achar que os hábitos das pessoas no futuro não vão alterar o valor intrinseco da Ibersol, mantendo-a como um bem de primeirissima necessidade.
Outras empresas a preços mais acessiveis? Buffett disse que é preferivel pagar melhor por uma excelente empresa, do que pagar um preço barato por uma média empresa! Isso tem sido válido.
Continuo a achar que os hábitos das pessoas no futuro não vão alterar o valor intrinseco da Ibersol, mantendo-a como um bem de primeirissima necessidade.
EuroVerde Escreveu:sky_above_you Escreveu:EuroVerde Escreveu:Já viste o PER da Jeronimo Martins? e o PBV?
já.. e não entrei... são modos de investimento..mas a jeronimo martins há a perspectiva de crescimento "garantido" durante uns anos que poderá justificar que daqui a uns anos esteja cotada bem mais acima . No caso da Ibersol não é tão certo pelos motivos que expliquei acima. Embora, admito, no caso da Ibersol, para estar barata bastava que voltasse aos niveis pré troika. A questão é que o ajustamento em Portugal (e possivelmente acontecerá o mesmo em espanha) tem como base a diminuição do poder de compra de forma sustentada para equilibrar a balança comercial, sendo a restauração dos primeiros a sofrer com isso. Daí retiro que nos próximos anos a Ibersol não volta aos lucros de um passado recente não sendo certo que lá volte
Mas se abri este tópico é obviamente porque é uma empresa que me chamou a atenção
Sim é uma empresa dos modelos de Buffett..
Eu acredito que está barata, tem valor intrinseco, as pessoas têm sempre que comer... e é um bem de primeira necessidade.
Ficar sem electricidade, ou ficar sem cimento, ou ficar sem telecomunicações, vive-se na mesma. Agora, ficar sem alimentação é impossivel viver... lógico!
A empresa está a expandir para Luanda! e conta agora com um mercado cheio de consumo para o futuro.
Traçando uma LTA pelos minimos desde a sua intrudução em bolsa, constatamos que é uma empresa que tem tido um crescimento sustentado pela sua actividade, visivel nessa LTA de longo prazo.
comer em estabelecimentos de fast food não é exactamente um bem de primeira necessidade... e a expansão para Angola pode funcionar, mas por enquanto é só uma possibilidade. Parece-me que a electricidade e as comunicações são mais de primeira necessidade do que os restaurantes da Ibersol... que têm uma vantagem importante na localização mas uma desvantagem no facto de serem franchises
ps: os gráficos estão bonitos e parecidos de facto... só é pena eunão perceber nada desses gráficos
ps2: estou a ser um bocado do contra mas mantenho a minha opinião que no mercado atual há oportunidades bem melhores a preços mais acessiveis
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sky_above_you Escreveu:EuroVerde Escreveu:Já viste o PER da Jeronimo Martins? e o PBV?
já.. e não entrei... são modos de investimento..mas a jeronimo martins há a perspectiva de crescimento "garantido" durante uns anos que poderá justificar que daqui a uns anos esteja cotada bem mais acima . No caso da Ibersol não é tão certo pelos motivos que expliquei acima. Embora, admito, no caso da Ibersol, para estar barata bastava que voltasse aos niveis pré troika. A questão é que o ajustamento em Portugal (e possivelmente acontecerá o mesmo em espanha) tem como base a diminuição do poder de compra de forma sustentada para equilibrar a balança comercial, sendo a restauração dos primeiros a sofrer com isso. Daí retiro que nos próximos anos a Ibersol não volta aos lucros de um passado recente não sendo certo que lá volte
Mas se abri este tópico é obviamente porque é uma empresa que me chamou a atenção
Sim é uma empresa dos modelos de Buffett..
Eu acredito que está barata, tem valor intrinseco, as pessoas têm sempre que comer... e é um bem de primeira necessidade.
Ficar sem electricidade, ou ficar sem cimento, ou ficar sem telecomunicações, vive-se na mesma. Agora, ficar sem alimentação é impossivel viver... lógico!
A empresa está a expandir para Luanda! e conta agora com um mercado cheio de consumo para o futuro.
Traçando uma LTA pelos minimos desde a sua intrudução em bolsa, constatamos que é uma empresa que tem tido um crescimento sustentado pela sua actividade, visivel nessa LTA de longo prazo.
EuroVerde Escreveu:Já viste o PER da Jeronimo Martins? e o PBV?
já.. e não entrei
Mas se abri este tópico é obviamente porque é uma empresa que me chamou a atenção
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EuroVerde Escreveu:No problem! Acho que a empresa já vinha incorporando grande parte do panorama futuro da Espanha.
O PBV é como digo, actualmente é 0,62 o mais baixo de sempre...
o lucro estimado para este ano é 0,27 por acção e para 2013 >0,19
juntando isso ao CP por acção dará uma valor positivo e muito crescente em relação ao preço actual.
A questão é que se considerares que os lucros normalizados sejam de 0,27 por acção tendo em conta que este ano é mau mas pela frente vêm anos piores e outros espera-se melhores continuas a ter um P/E de 13.7 (tendo em conta a cotação de fecho de hoje em 3,7€). É como digo estou atento porque sei o que a empresa conseguiu em 2009 e 2010 e acredito que dentro de uns anos possam voltar a aproximar-se desses valores. Mas a verdade é que há contratos que expiram entretanto por isso é necessária uma boa margem de segurança que com um P/E de 13,7 não existe..eu sei que é em tempos de incerteza que se conseguem os melhores negocios mas parece-me incerteza a mais...espero que baixe dos 2-3€ ou mudem as expectativas futuras para voltar a analisar
mas acredito que possa estar a perder uma valorização potencial muito alta, a questão é em quantos anos...
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No problem! Acho que a empresa já vinha incorporando grande parte do panorama futuro da Espanha.
O PBV é como digo, actualmente é 0,62 o mais baixo de sempre...
o lucro estimado para este ano é 0,27 por acção e para 2013 >0,19
juntando isso ao CP por acção dará uma valor positivo e muito crescente em relação ao preço actual.
O PBV é como digo, actualmente é 0,62 o mais baixo de sempre...
o lucro estimado para este ano é 0,27 por acção e para 2013 >0,19
juntando isso ao CP por acção dará uma valor positivo e muito crescente em relação ao preço actual.
EuroVerde Escreveu:O minimo que a Ibersol esteve desde o seu histórico em bolsa do PBV foi de 1,34x
Neste momento ao preço de 3,9eur o seu PBV é de 0,66x, ou seja, o valor mais baixo de sempre...
O máximo PBV foi de 3,9x no Verão2007
com o reavivar deste tópico fui rever os dados que tenho desta empresa que tinha em vista quando ela estava a cair mas que como nos ultimos tempos até andava a recuperar nunca entrei já que nunca chegou a um preço que considerasse atractivo...
então os meus dados são bem diferentes...
o price/tangible book é de 1.73 (isto antes da distribuição de dividendos entretanto efetuada)
o price/earnings 12m é de 14,17 segundo a reuters... como julgo que eles não entram com as acções proprias ajusto para 13.23
Mas:
- há que ter em conta que estes dados incluem meses pré troika e pre retração do consumo... com futuras retrações a ser esperadas e uma recuperação do consumo que não se espera nos próximos anos este panorama pode agravar.
- Para além disso há concessoes que expiram em 2015 e por aí fora... a menos que a ibersol vá garantindo a renovação destas concessoes corre-se o risco de quando o consumo começar a dar sinais de vida já não seja a Ibersol a aproveitar
- há que ter em conta também que em espanha o IVA vai também aumentar e espera-se um ajustamento do poder de compra em linha com o nosso... sendo assim o mercado espanhol também pode ter mais surpresas.
Em resumo:
-más perspetivas nos próximos anos em termos de lucros
-book value tangível muito inferior à cotação e o valor intangivel a degradar-se rapidamente com o ajustamento em portugal e espanha
-com estas perspetivas julgo ainda não ter caído o suficiente para se tornar atrativa
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Pelo seu histórico a valor minimo de sempre do seu PBV foi de 1,34 no fim do bear de 2002 e o máximos PBV de 3,9x no Verão de 2007.
Actualmente a empresa está no PBV mais baixo de sempre Preço face aos capitais próprios de 0,65.
O capital próprio por acção é de 5,9 euros e lucro estimado de 0,273euros.
O ROE nunca foi negativo desde a sua actividade, excepto em 2001.
Empresas como a Ibersol e Brisa que têm elevado cash-flow pouco precisam de remodelar equipamentos e isso deixa-nos disponiveis para prosseguir com negocios que gerem mais valor para o grupo. Veja-se que a Brisa hoje arrancou de baixo e gap o mesmo pode acontecer com a Ibersol.
Actualmente a empresa está no PBV mais baixo de sempre Preço face aos capitais próprios de 0,65.
O capital próprio por acção é de 5,9 euros e lucro estimado de 0,273euros.
O ROE nunca foi negativo desde a sua actividade, excepto em 2001.
Empresas como a Ibersol e Brisa que têm elevado cash-flow pouco precisam de remodelar equipamentos e isso deixa-nos disponiveis para prosseguir com negocios que gerem mais valor para o grupo. Veja-se que a Brisa hoje arrancou de baixo e gap o mesmo pode acontecer com a Ibersol.
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