Caldeirão da Bolsa

Petróleo - Tópico Geral

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Nyk » 8/12/2008 11:11

Petróleo volta aos ganhos apões declarações da OPEP e medidas de Obama
Os preços do petróleo regressaram aos ganhos acentuados, depois do presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter dito que o cartel pode efectuar um corte significante na produção e do presidente dos EUA ter anunciado o maior pacote de gastos em infraestruturas nos EUA desde os anos 50.

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Sara Antunes
saraantunes@mediafin.pt


Os preços do petróleo regressaram aos ganhos acentuados, depois do presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter dito que o cartel pode efectuar um corte “significante” na produção e do presidente dos EUA ter anunciado o maior pacote de gastos em infraestruturas nos EUA desde os anos 50.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganhava 5,07% para os 42,88 dólares e, em Londres, o “Brent” subia 3,76% para os 41,97 dólares por barril.

Os ganhos do petróleo reflectem dois factores: um possível corte da produção da OPEP, que é responsável pelo fornecimento de petróleo de 40% de todo o mundo, e um pacote de investimento em infraestruturas dos EUA que têm como objectivo estimular o crescimento económico.

O presidente da OPEP, Chakib Khelil, afirmou durante o fim-de-semana, que poderá ser efectuado um “severo” corte da produção dos países membros devido à queda acentuada dos preços da matéria-prima. Em Julho, altura em que o petróleo atingiu o valor mais elevado da sua história, chegou a negociar acima dos 140 dólares, menos 100 dólares do valor actual.
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por Nyk » 6/12/2008 10:02

Petróleo a cotar abaixo dos 40 dólares pela primeira vez desde 2005
00h30m
O preço do barril de petróleo, em Londres, desceu para menos de 40 dólares pela primeira vez em quatro anos.

O Brent, o crude que serve de referência para a Europa, esteve a cotar nos 39,5 dólares a meio da tarde de ontem, um valor que foi atingido pela última vez a 3 de Janeiro de 2005.

A queda abrupta das cotações mantem-se, igualmente, em Nova Iorque, fazendo com que a descida de preço do petróleo registem a piro queda semanal desde a invasão do iraque, em Março de 2003.

Ontem , o West Texas Intermediate, para entrega em Janeiro, cotou abaixo dos 41 dólares, com uma desvalorização de 6,3%, para 40,88 dólares. Desde os máximos históricos de 11 de Julho, em que o crude esteve a cotar acima dos 147 dólares o barril, as cotações já caíram perto de 70%, devido á recessão da economia a nível mundial.

Os receios de uma redução significativa do consumo de combustível estão a aumentar de dia para dia, e tornam-se cada vez mais evidentes perante os indicadores de evolução da actividade económica. Um relatório do governo-norte americano revelou, ontem, que as empresas nos EUA cortaram postos de trabalho, no mês de Novembro, ao ritmo mais acelerado desde 1974.

A descida do consumo a nível global, levou a Agência Internacional de Energia (AIE) a reduzir as previsões de procura de petróleo para 2008 e 2009. Este ano, a AIE estima que sejam consumidos menos 40 mil barris de crude por dia e, em 2009, a procura deverá cair para menos 170 mil barris diários, para um total de 86,73 milhões de barris por dia.
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por MarcoAntonio » 5/12/2008 19:14

Nyk Escreveu:As cotações do petróleo seguiam em forte queda, atingindo valores que não se viam desde 3 de Janeiro de 2005. Em Londres, o crude de referência quebrou a barreira dos 40 dólares e em Nova Iorque está abaixo dos 41 dólares.


E pronto. Depois de quebrados os 50, chegar aos 40 foi um tirinho...

Faço notar que todos os comentários que tenho feito bem como a análise que actualizo aqui e especialmente no tópico dos índices é sempre sobre o Light Sweet Crude Oil (ou WTI, cotado no NYMEX). Este é o Petróleo mais procurado para a produção de combustíveis devido à sua composição (embora para a Europa se use bastante o Brent - com origem no Mar do Norte - como referência dado que é o mais usado por cá).

As diferenças de preço justificam-se pelas diferentes densidades/composições, daí que o Brent esteja sistematicamente mais barato.

Já agora, o Brent está em "vias de extinção", é um tipo de petróleo cujas reservas estão a acabar...
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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por Nyk » 5/12/2008 18:41

Maior queda semanal desde Março de 2003
Brent abaixo dos 40 dólares pela primeira vez em quatro anos
As cotações do petróleo seguiam em forte queda, atingindo valores que não se viam desde 3 de Janeiro de 2005. Em Londres, o crude de referência quebrou a barreira dos 40 dólares e em Nova Iorque está abaixo dos 41 dólares.

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Carla Pedro
cpedro@mediafin.pt


As cotações do petróleo seguiam em forte queda, atingindo valores que não se viam desde 3 de Janeiro de 2005. Em Londres, o crude de referência quebrou a barreira dos 40 dólares e em Nova Iorque está abaixo dos 41 dólares.

Os receios de um agravar da diminuição do consumo de combustível intensificaram-se depois de um relatório do governo norte-americano ter revelado que as entidades patronais dos EUA reduziram postos de trabalho em Novembro ao ritmo mais acelerado desde 1974.

O West Texas Intermediate para entrega em Janeiro está já abaixo dos 41 dólares, seguindo a cair 6,3% em Nova Iorque, para 40,88 dólares por barril. Desde sexta-feira passada, o WTI cedeu 23%.

O Brent, crude de referência para a Europa transaccionado em Londres, seguia a perder 6,2%, para 39,66 dólares por barril.

Os preços do petróleo caminham assim para a sua pior queda semanal desde a invasão do Iraque, em Março de 2003.

Desde os máximos históricos de 11 de Julho, acima dos 147 dólares por barril, as cotações de crude já caíram cerca de 70%, com o agravar da recessão nos Estados Unidos, Europa e Japão.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deseja ver os preços num intervalo entre os 70 e os 80 dólares, pelo que se espera que anuncie um novo corte do seu "plafond" de produção na reunião agendada para 17 de Dezembro na Argélia.
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Continua a haver especulação no petróleo ????

por lmmj » 5/12/2008 2:12

:shock:

FORTUNE MAGAZINE Commodities desk
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Oil speculation: It's back
There's more of it today than there ever was this summer. And this time around, it really is making oil more expensive.
By Jon Birger, senior writer
December 1, 2008
: 9:22 AM ET


No more gas-price spikes

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NEW YORK (Fortune) -- With oil now at $50 a barrel, you no longer hear Congress complaining about oil speculators. The irony is there's probably more real speculation going on today than there ever was back in June and July.

I'm talking about the type of speculation that involves hoarding oil today so it can be sold for more down the road. Today's speculators are actually buying oil. They're not merely flipping futures contracts without taking delivery - which is what hedge funds and commodities index funds were doing when they were in the crosshairs of Congress this summer. As I've argued before, investors who trade futures but never take delivery of actual oil can't have a material impact on oil prices because their trading affects neither supply nor demand.

What's different now is the structure of the futures market, which is giving big investors an incentive to buy and hold huge sums of crude. Specifically, the November 2009 price of oil is considerably higher ($12 a barrel higher, to be precise) than the spot price - a scenario futures traders call a "contango" market. (The opposite scenario - spot prices higher than futures prices - is known as "backwardation.")

"The steepening of the contango has opened up carry-trade arbitrage opportunities that are slow to be closed due to constrained credit conditions," Goldman Sachs wrote in a recent research report. Translation: this is a great time for investors to be hoarding oil.

Today's market is giving Goldman clients and other well-heeled investors an opportunity to buy oil in the spot market for $50 a barrel, sell it forward in the futures market for $62, and then pocket the $12-a-barrel difference, less storage costs.

This type of oil investing was quite popular in 2005 and 2006 when, like today, the price of oil one year out was much higher than the spot price. Back then, contango trades were so popular that one of Morgan Stanley's top energy traders, Olav Refvik, leased so much oil storage that he earned the nickname "the King of New York Harbor."

There's no question the investing strategies pursued by Refvik and others were pushing up oil prices. By putting large sums of oil into storage, they reduced the supply available to consumers. By 2007, however, the gap between spot prices and futures vanished, and so did the opportunity to profit from that difference. And the amount of oil held in inventory began to fall.

Nevertheless, Congress needed a scapegoat for rising oil prices and an easy target proved to be hedge funds and other investors dabbling in oil futures. But these pseudo-speculators were simply making a bet on the direction of prices; they weren't driving them. Their gains (or losses) came out of the hides of the investors or airlines or oil companies on the other sides of their trades, not the oil-consuming public. Moreover, a lot of commodities hedge funds were actually making the wrong bets: According to Merrill Lynch, the average commodities hedge fund had a negative trailing 12-month return through June.

Unlike futures flippers, contango traders really do impact oil prices, yet they're getting a free pass. According to the U.S. Energy Information Agency, domestic oil inventories have risen 9% since oil prices peaked in early July. While some of that is attributable to the weak economy and slack energy demand, gasoline consumption declined only 5% over the same period and gasoline inventories have risen only 4%. (If you're wondering why contango traders would target crude oil but not gasoline, vaporization issues make gasoline harder to store.)

Demand for oil storage is so keen today that some big investors who can't secure storage on land have resorted to leasing supertankers and using them as floating oil tanks. For example, the U.S. oil trading firm Koch Suppy & Trading recently leased the 2-million-barrel-capacity Dubai Titan, a Koch spokesperson confirms, the third supertanker Koch has leased this year.

It's hard to quantify exactly much lower gas prices might be were it not for the current speculation. In the United States alone, crude oil inventories have increased by 27 million barrels since early July, the equivalent of about 200,000 barrels a day being pulled off the market. Based on the estimates I've seen, a 200,000 barrel-a-day decrease in supply could raise gasoline prices by anywhere from 20 to 40 cents a gallon.

For the average consumer, that's real money. But I bet you a barrel or two that actual oil speculators like Koch never get targeted by Congress the same way the hedge funds and index funds did this past summer.

After all, who needs a scapegoat when gas is $1.90 a gallon?
 
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por lmmj » 5/12/2008 1:57

Comentários :shock: ?

Last contango in oil optimism
Web posted at: 12/5/2008 1:47:33
Source ::: FINANCIAL TIMES
By Javier Blas

In the energy market, the price of crude oil is not the only value that is falling.

The difference between the price of oil for immediate delivery and the one-year forward contract - a key indicator - yesterday widened to -$13.50 per barrel, the largest spread since US oil futures started trading 25 years ago. The magnitude of the spread, known as a contango because future prices are higher than spot prices, is shocking the industry as it reflects the current extraordinarily weak state of demand.

But it appears that other factors are also contributing to this record spread.

In normal circumstances, the price gap will narrow slowly as traders arbitrage physical barrels - buying spot crude oil and putting it into storage while, at the same time, selling a forward contract to lock in a profit. As such trades support spot prices (traders buying oil for immediate delivery) and depress forward prices (traders selling futures), the spread should narrow until it hits a level where the cost of storage and capital is larger than the contango. However, the energy market is not in normal circumstances. The credit crunch has distorted the arbitrage process as market participants - from traditional physical traders and oil companies to private equity groups and hedge funds - cannot secure loans to finance oil storage. Michael Wittner, head of oil research at Société Générale in London, says the ability of the small players in the physical market to secure credit is an issue contributing to the contango widening.

Edward Morse, chief economist at LCM Commodities, a New York-based brokerage, says the financial crisis means that it requires a larger contango than was the case historically to encourage market participants to put oil in storage. “The credit crunch looms very large,” Morse says. The abrupt drop in oil prices is also making the process of raising finance more difficult.

Traditionally, stored oil was pledged as a guarantee - collateral - for a loan. However, banks are nervous about taking oil as guarantee after witnessing crude prices collapsing to $45 a barrel from July’s record of $147.27. Where market participants are able to raise finance, it is at a much higher cost, traders say. Finance is not the only constraint, according to Amanda Lee, an oil analyst at Deutsche Bank in Hong Kong, who points to costlier storage capacity.

“We believe that, when the oil market is oversupplied, incremental or marginal storage tends to come from floating storage [vessels], which is costlier than fixed storage,” she said.

Ms Lee estimates inland storage costs at about 40-70 cents a barrel with floating storage costs at up to $1.60 per barrel. In spite of these difficulties, there are signs that storage is filling up, both inland and floating, in response to the record contango.

Nauman Barakat, at Macquarie in New York, says companies have an incentive to build inventories before the end of the year to minimise their US tax liabilities. Oil inventories in Cushing, Oklahoma, the delivery point for West Texas Intermediate, have increased 58 percent in the past three months to 22.9m barrels and traders say more is on the way.

Oil stockpiles at other key locations - the Caribbean, Rotterdam in the Netherlands, Ashkelon in Israel and Singapore - are also rising, analysts say.

Companies such as Shell and BP and big traders such as US-based Koch are also starting to store oil in tankers, with shipping brokers reporting the hire of several supertankers as floating storage in the past few days.
 
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por Nyk » 4/12/2008 22:15

Petróleo em forte queda já negoceia abaixo dos 42 dólares
Os preços do petróleo acentuaram a tendência de queda e reforçaram os mínimos com o Brent a tocar em valores inferiores a 42 dólares. Esta é já a quinta sessão consecutiva em que o petróleo desvaloriza penalizado pelos receios de uma redução da procura devido à crise económica.

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Lara Rosa
lararosa@mediafin.pt


Os preços do petróleo acentuaram a tendência de queda e reforçaram os mínimos com o Brent a tocar em valores inferiores a 42 dólares. Esta é já a quinta sessão consecutiva em que o petróleo desvaloriza penalizado pelos receios de uma redução da procura devido à crise económica.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, seguia a desvalorizar 7,05% para os 43,49 dólares e, em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia portuguesa, negoceia nos 41,95 dólares, ao acumular uma queda de 7,68%.

Os dois mercados de referência reforçaram os seus valores mínimos que são, em ambos os casos, de Janeiro de 2005, acumulando já uma desvalorização superior a 70% desde que atingiu os máximos históricos superiores a 147 dólares no dia 11 de Julho deste ano.

Os receios de uma recessão global e de uma redução do consumo petrolífero continuam a ser o principal factor a pesar nas cotações da matéria-prima, sendo também este o motivo da sua desvalorização na sessão de hoje.

“A figura macroeconómica está fraca, o motor do capitalismo está parado neste momento” afirmou Stephen Schork, presidente do Schrok Group, citado pela Bloomberg.

“Não existe nenhuma razão para o petróleo não poder ir para baixo dos 40 dólares nos próximos seis meses”, acrescentou Schork.

A ideia de que a procura continue a diminuir devido à actual conjuntura económica levaram a Merrill Lynch afirmar que os preços do petróleo poderão fixar-se abaixo dos 25 dólares por barril no próximo ano.

A casa de investimento refere que esta situação será provável caso a recessão que está a reduzir fortemente a procura de combustível em todo o mundo se alastre à China.
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por Nyk » 4/12/2008 21:46

Merrill Lynch: Petróleo pode cair para 25 dólares em 2009


Os preços do petróleo poderão cair para os 25 dólares por barril no próximo ano, caso a recessão global atinja de forma significativa a China, indica um relatório do banco de investimento Merrill Lynch divulgado esta quinta-feira.
Em Outubro, quando os preços se encontravam nos 100 dólares, o banco estimava que poderiam recuar para os 50 dólares.

«Uma quebra temporária abaixo dos 25 dólares é possível se a recessão global atingir a China e cortes na produção de países fora da OPEP forem necessários», indica o documento.

O petróleo não negoceia abaixo dos 25 dólares no New York Mercantile Exchange (Nymex) desde Novembro de 2002.

O Merrill Lynch reitera, contudo, a estimative de um preço médio de 50 dólares por barril para o próximo ano.
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por Nyk » 4/12/2008 21:12

Petróleo fecha em queda perto de mínimos de quatro anos


Os preços do petróleo recuaram esta quinta-feira, tendo tocado os valores mais baixos em quase quatro anos.
Em Londres, o barril de Brent para entrega em Janeiro cederam 2,94 dólares, ou 6,5%, para os 42,50 dólares. Antes, o crude tocou os 42,04 dólares, mínimo desde 6 de Janeiro de 2005.

No mercado nova-iorquino, os contratos de West Texas Intermediate fecharam nos 43,59 dólares, uma queda de 3,20 dólares ou 6,8%. Durante a sessão, os preços tocaram o valor mais baixo desde 6 de Janeiro de 2005, nos 43,51 dólares.
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por Nyk » 4/12/2008 19:04

Petróleo acentua queda e toca em valores inferiores a 43 dólares em Londres
Os preços do petróleo acentuaram a tendência de queda e reforçaram os mínimos com o Brent a tocar em valores inferiores a 43 dólares. Esta é já a quinta sessão consecutiva em que o petróleo desvaloriza penalizado pelos receios de uma redução da procura devido à crise económica.

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Lara Rosa
lararosa@mediafin.pt


Os preços do petróleo acentuaram a tendência de queda e reforçaram os mínimos com o Brent a tocar em valores inferiores a 43 dólares. Esta é já a quinta sessão consecutiva em que o petróleo desvaloriza penalizado pelos receios de uma redução da procura devido à crise económica.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, seguia a desvalorizar 4,7% para os 44,58 dólares e, em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia portuguesa, negoceia nos 43,67 dólares, ao acumular uma queda de 4,67%, depois de já ter tocado nos 42,90 dólares.

Os dois mercados de referência reforçaram os seus valores mínimos que são, em ambos os casos, de Fevereiro de 2005, acumulando já uma desvalorização superior a 70% desde que atingiu os máximos históricos superiores a 147 dólares no dia 11 de Julho deste ano.



Os receios de uma recessão global e de uma redução do consumo petrolífero continuam a ser o principal factor a pesar nas cotações da matéria-prima, sendo também este o motivo da sua desvalorização na sessão de hoje.

“A figura macroeconómica está fraca, o motor do capitalismo está parado neste momento” afirmou Stephen Schork, presidente do Schrok Group, citado pela Bloomberg.

“Não existe nenhuma razão para o petróleo não poder ir para baixo dos 40 dólares nos próximos seis meses”, acrescentou Schork.

A ideia de que a procura continue a diminuir devido à actual conjuntura económica levaram a Merrill Lynch afirmar que os preços do petróleo poderão fixar-se abaixo dos 25 dólares por barril no próximo ano.

A casa de investimento refere que esta situação será provável caso a recessão que está a reduzir fortemente a procura de combustível em todo o mundo se alastre à China.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
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por MarcoAntonio » 4/12/2008 17:17

Pata-Hari Escreveu:estão a ver? agora já há quem seja da minha opinião!


Isto o pessoal vai baixando à medida que o petróleo vai caindo...
:lol:

Para já, a tendência é de baixa e não há qq sinal de inversão. Uns ressaltozinhos discretos e a coisa fica por aí.

Para aqueles que argumentam com a OPEP, eu insisto: a OPEP não tem, nem pouco mais ou menos, o poder que lhe atribuem na determinação do preço do petróleo. Não se deixem enganar/iludir pelas notícias diárias que referem a OPEP sistematicamente como se fosse o único factor que faz o petróleo mexer.

Para já, tecnicamente, temos o crude abaixo dos 50USD e o próximo target são os 40USD. Penso que vamos ver o petróleo por esses valores em breve. Depois, logo se verá...
Anexos
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CrudeOil081204.png (23.2 KiB) Visualizado 11142 vezes
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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por Pata-Hari » 4/12/2008 17:01

estão a ver? agora já há quem seja da minha opinião!

Petróleo deve quebrar barreira dos 25 dólares por barril em 2009


04/12/2008


Os preços do petróleo poderão fixar-se abaixo dos 25 dólares por barril no próximo ano, caso a recessão que está a reduzir fortemente a procura de combustível em todo o mundo se alastre à China, segundo a Merrill Lynch.

A procura mundial de crude vai diminuir em 2009, acompanhando a desaceleração do crescimento económico para o seu mais fraco nível desde 1982, afirmou Francisco Blanch, estratega do departamento de matérias-primas da Merrill Lynch, citado pela Bloomberg.

Em Outubro, quando o petróleo negociava em torno dos 100 dólares por barril, esta casa de investimento previu que as cotações poderiam cair para os 50 dólares, o que veio a acontecer. Neste momento, os contratos de Janeiro do Brent cotado em Londres e do WTI transaccionado em Nova Iorque estão abaixo desse patamar. O Brent, que serve de referência às importações europeias, já esteve hoje abaixo dos 44 dólares por barril. Ambos os crudes estão nos níveis mais baixos desde Fevereiro de 2005.

“É possível que se registe uma queda temporária, abaixo dos 25 dólares por barril, caso a recessão global se estenda à China, pelo que serão necessários substanciais cortes de produção por parte da OPEP” para reverter a situação, comentou Blanch. “Com a procura de combustível a diminuir em todas as regiões-chave de consumo de petróleo, as cotações dos crudes de referência a nível mundial vão continuar em queda”, acrescentou o mesmo responsável.

A Merrill reiterou a sua previsão feita no passado dia 26 de Novembro de que os futuros do crude negociado em Nova Iorque se fixarão numa média de 50 dólares por barril em 2009. “Os preços poderão atingir um fundo no final do primeiro trimestre e recuperar modestamente na segunda metade do ano, à medida que a actividade económica for fortalecendo”, indicou o estratega da área de “commodities”.

OPEP deve reduzir produção

A Organização dos Países Exportadores de Pe tróleo, que fornece cerca de 44% do crude mundial, decidiu - em Outubro - reduzir a sua produção global em 1,5 milhões de barris por dia, mas o cumprimento das novas quotas não está a ser integral por parte dos membros do cartel. No sábado passado, a organização esteve reunida, mas manteve inalterado “plafond” de produção. No entanto, na reunião agendada para 17 de Dezembro poderá decidir-se por novo corte, segundo as estimativas de grande parte dos analistas inquiridos pela Bloomberg.

O presidente da OPEP, Chakib Khelil, instou esta semana a Rússia, Noruega e México a aderirem ao cartel ou, pelo menos, a unirem-se aos seus esforços de corte de produção de forma a mostrarem solidariedade com o grupo.

Entretanto, segundo a Bloomberg, os produtores canadianos poderão reduzir em perto de 800 mil barris a sua produção se os preços quebrarem a fasquia dos 35 dólares por barril.

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por lmmj » 4/12/2008 3:12

OPEC Will ‘Definitely’ Cut Output Dec. 17, Qatar Says (Update1)
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By Anthony DiPaola and Arif Sharif

Dec. 3 (Bloomberg) -- OPEC, supplier of more than 40 percent of the world’s oil, will “definitely” cut output at its next meeting in Algeria on Dec. 17 after postponing a decision last month, Qatar’s oil minister said.

Abdullah bin Hamad al-Attiyah said he doesn’t know by how much the Organization of Petroleum Exporting Countries will reduce output. The group wants crude oil prices at between $70 and $80 a barrel “because this is the range at which you can invest,” al-Attiyah said at a conference in Dubai today. “$70 is the minimum price at which we can invest.”

Ministers from OPEC postponed debate on a second cut in output in as many months during meetings in Cairo on Nov. 29. OPEC members said they would wait to gauge the effect of a 1.5 million-barrel cut agreed to on Oct. 24.

OPEC is likely to lower output as it seeks oil at $75 a barrel, Secretary General Abdalla el-Badri said Dec. 1.

OPEC members aren’t yet complying with existing cutbacks that started a month ago, according to PetroLogistics Ltd. The Geneva-based tanker-tracking consultant estimates that the 11 OPEC states subject to output quotas produced 27.8 million barrels a day in November, which is 500,000 barrels a day in excess of their official limit of 27.3 million barrels a day.

Crude oil rebounded from a three-year low today on speculation OPEC will cut production further this month to check the collapse in prices.

Crude rises

Oil for January delivery rose as much as $1.14, or 2.4 percent, to $48.10 a barrel in after-hours electronic trading on the New York Mercantile Exchange.

Yesterday, futures fell 4.7 percent to $46.96 a barrel, the lowest settlement since May 20, 2005. Oil has tumbled 67 percent from a record $147.27 a barrel hit on July 11 and is set to decline 50 percent this year, snapping six years of gains.

OPEC President Chakib Khelil said the group will need six months to remove excess crude oil from the market and push prices up, the Algerian newspaper El Moudjahid reported today.

Oil industry inventories should ideally be equal to about 52 days worth of demand, Saudi Arabia Oil Minister Ali al-Naimi said on Nov. 29 in Cairo. Stockpiles exceeded that level in the third quarter, reaching about 55 days of forward demand, according to the International Energy Agency.

Oil ministers including al-Attiyah are concerned that demand may weaken further, perhaps at a faster rate than they can curb supply, as a slowing global economy cuts consumption.

“The main determinant will be how the global economy performs,” Fatih Birol, the IEA’s chief economist said in an interview in Warsaw last week. “If the economy continues to slow down, this will put downward pressure on demand and also have an impact on prices.”

To contact the reporter on this story: Anthony DiPaola in Dubai at adipaola@bloomberg.net. Arif Sharif in Dubai at asharif2@bloomberg.net

Last Updated: December 3, 2008 06:53 EST
 
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por EuroVerde » 4/12/2008 2:34

Em minha opinião, o petróleo tem todas as condições de a curto prazo ir até aos 65dolar ou um pouco mais. E a bolsa também, subir.

Acredito piamente nisso.

Porquê?

Porque o mercado está demasiado sobrevendido e necessita de respirar umas semanas.

Mas, atenção se isso se confirmar, as próximas quedas (já em 2009) poderão ser bastante duras, a fazermos novos mínimos no SP500.

A economia vai estar de rastos.
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por Nyk » 3/12/2008 21:05

quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008 | 19:55 Imprimir Enviar por Email

Petróleo fecha em queda apesar de quebra nas reservas dos EUA


Os preços do petróleo terminaram a sessão de quarta-feira em queda, apesar da descida inesperada nas reservas petrolíferas dos EUA.
Em Londres, o barril de Brent para entrega em Janeiro cedeu 10 cêntimos, para os 45,34 dólares. Durante o dia, o crude tocou os 44,87 dólares, mínimo desde 14 de Fevereiro de 2005.

No mercado nova-iorquino, o barril de West Texas Intermediate recuou 23 cêntimos, para os 46,73 dólares. Antes, os preços marcaram o valor mais baixo desde 20 de Maio de 2005, nos 46,26 dólares.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
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por Nyk » 3/12/2008 17:08

OPEP também impulsiona
Petróleo recupera com queda inesperada das reservas nos EUA
As cotações do petróleo seguiam em alta, impulsionadas pela inesperada diminuição das reservas de crude norte-americanas na semana passada e também pelo facto de se esperar que a OPEP reduza de novo a sua produção na reunião agendada para 17 de Dezembro.

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Carla Pedro
cpedro@mediafin.pt


As cotações do petróleo seguiam em alta, impulsionadas pela inesperada diminuição das reservas de crude norte-americanas na semana passada e também pelo facto de se esperar que a OPEP reduza de novo a sua produção na reunião agendada para 17 de Dezembro.

O West Texas Intermediate para entrega em Janeiro seguia a ganhar 0,6% em Nova Iorque, para 47,26 dólares por barril. Antes da divulgação dos dados sobre as reservas, estabelecia-se nos 46,42 dólares por barril.

O Brent, crude de referência para a Europa transaccionado em Londres, seguia a subir 0,09%, para 45,48 dólares por barril, depois de já ter estado a cair 1,25% para 44,87 dólares. De acordo com os dados do Departamento norte-americano da Energia (DoE), os “stocks” de crude caíram em 456 mil barris, para 320,4 milhões, quando os analistas apontavam para um acréscimo de um milhão de barris.

Os inventários da gasolina registaram uma queda de 1,534 milhões de barris, quando as previsões dos analistas inquiridos pela Bloomberg estimavam um aumento de um milhão de barris.

Quanto às reservas de produtos destilados – que incluem gasóleo e combustível para aquecimento – desceram em 1,721 milhões de barris, contra a previsão de uma subida de 700 mil barris.

OPEP vai cortar produção este mês

Os preços também estão a ganhar terreno depois de o ministro do Petróleo do Qatar ter afirmado que a OPEP vai “decididamente” cortar o seu “plafond” de produção na sua próxima reunião, marcada para o dia 17 de Dezembro na Argélia. Abdullah al-Attiyah referiu, citado pela Bloomberg, que não sabe em que proporção é que o cartel irá reduzir a sua produção.

A OPEP, que é responsável por mais de 40% da oferta mundial de crude, pretende que os preços do petróleo oscilem num intervalo compreendido entre os 70 e os 80 dólares por barril, “porque 70 dólares é o preço mínimo para podermos investir”, declarou o mesmo responsável.

Ontem, o presidente da organização, Chakib Kheli, instou a Rússia, Noruega e México a aderirem à OPEP ou, pelo menos, a unirem-se aos seus esforços de corte de produção de forma a mostrarem solidariedade com o grupo.
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por MarcoAntonio » 3/12/2008 12:44

Entre os quatro países integrantes do BRIC, em 2007, o Brasil aparecia à frente com 12,7 mil milhões de barris produzidos, contra 5,5 mil milhões dos indianos. A China encontra-se na segunda posição com 15,5 milhões de barris.


Estes números não estão bem (claramente contêm erros, basta olhar para os valores e ordem apresentada). Além disso, segundo o CIA World Factbook 2008, a China produz 3.7 milhões por dia, o que perfaz 1.35 mil milhões por ano (em 6º lugar a nível mundial).


Aqui ficam os números diarios para os BRIC e mais a Russia, citada na notícia (entre parentisis os anuais):


2º Russia 9,677,000 (3.5 mil milhões)
(...)
6º China 3,710,000 (1.3 mil milhões)
(...)
18º Brazil 1,590,000 (0.6 mil milhões)
(...)
24º India 834,600 (0.3 mil milhões)

Fonte: CIA World Factbook 2008.
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
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3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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por Nyk » 3/12/2008 12:16

Produção de petróleo no Brasil superará a da Rússia em 2014
A produção de petróleo no Brasil em 2014, ano em que o país será o palco do Mundial de Futebol, já deverá ter ultrapassado a da Rússia, um dos maiores produtores da matéria-prima do mundo, estima o consultor da Petrobrás, José Carlos Vidal.

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negocios@mediafin.pt


A produção de petróleo no Brasil em 2014, ano em que o país será o palco do Mundial de Futebol, já deverá ter ultrapassado a da Rússia, um dos maiores produtores da matéria-prima do mundo, estima o consultor da Petrobrás, José Carlos Vidal.

Segundo o especialista, citado pela “Gazeta Mercantil” e baseando-se em dados de 2007, devido à descoberta do pré-sal, as reservas provadas de petróleo do Brasil superarão os 79,4 mil milhões de barris pelos russos no ano passado.

“Não sabemos precisar qual será a produção, mas aquilo ali é uma imensidão”, considera Vidal, sem no entanto, arriscar uma estimativa.

Entre os quatro países integrantes do BRIC, em 2007, o Brasil aparecia à frente com 12,7 mil milhões de barris produzidos, contra 5,5 mil milhões dos indianos. A China encontra-se na segunda posição com 15,5 milhões de barris.

O consultor prevê ainda potencial de cooperação do Brasil com os demais integrantes do BRIC em pelo menos outras cinco esferas: produção de biocombustíveis, como etanol e biodísel; eficiência energética no combate ao desperdício; exploração e produção de petróleo e gás natural em águas profundas; captura e armazenamento de carbono; e na universalização do acesso à energia eléctrica.

“A cooperação é o ingrediente para aumentar as possibilidades de crescimento sustentável, principalmente nas condições do fundamentalismo do mercado”, assinalou Vidal, acrescentando que “é preciso adoptar um paradigma de crescimento económico diferente do modelo que nos conduziu à crise actual”.
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por MarcoAntonio » 3/12/2008 1:57

MarcoAntonio Escreveu:(...)

Eles apenas opinam (e a opinião deles é de que o preço certo anda pelos 70~80). E como players deste mercado, apenas controlam parte da produção.

(...)

E depois há (certamente) dentro da OPEP quem queira vender aos valores actuais porque precisa de ver o dinheiro entrar e não lhe "serve" estar a fechar a torneira. Se é $50 que pagam agora, lá terá de ser. E quando é assim, não te adianta muito dizer que não vendes a este preço se o teu vizinho vende, porque então vende o teu vizinho e ao preço que queres vender ficas tu com o teu...

E depois ainda há bastante petróleo não OPEP também.



Quando olhamos para os 17 países com maiores reservas de petróleo, 7 deles não são OPEP representando mais de 300 mil milhões de barris em reservas. A saber:

> Canada
> Russia
> Casaquistão
> Estados Unidos
> China
> Brasil
> México

Estes 7 países não pertencem à OPEP e são países com importantes reservas (há mais para além destes, aliás quase todos os restantes são não OPEP). Nesta lista os Estados Unidos são pouco importantes pois não têm que chegue para eles (note-se que são o maior consumidor do mundo de longe portanto não há que estranhar). Mas temos uma série de países que são grandes exportadores, não fazendo parte da OPEP, e alguns deles até têm vindo a escalar no ranking das reservas como a Russia, a China ou o Brasil...

A OPEP não controla estes países.

Depois, também como já sublinhei, mesmo dentro da OPEP, não podemos assumir que estão todos interessados no mesmo.

Portanto, antes de passarmos a discutir o estado da economia, o poder dos consumidores via consumo, a concorrência das energias alternativas (veja-se por exemplo o crescimento de soluções híbridas no mercado automóvel e energia eólica como fornecedora de energia eléctrica para não falar da nuclear), etc, etc, temos de ver qual a real importância da OPEP em si. Que diga-se, parece-me até que tem vindo a perder importância pois importantes players deste mercado não são OPEP e estão mais a subir no ranking do que a descer...

Mas depois ainda há todas as questões que lancei, que são pertinentes para a decisão do preço.


Já se sabe que todos os dias somos "bombardeados" com notícias da OPEP como se fosse a única coisa que contasse para o preço e para o rumo do mercado. Enfim, é a informação que temos (a tal que diz que os combustíveis não acompanham o preço do petróleo fazendo dos cálculos mais errados que podemos imaginar).


Há um ano atrás só se falava do peak-oil.

São modas...
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por MarcoAntonio » 3/12/2008 1:35

Aliás, repara no seguinte e como os "consumidores" também "têm culpa" e são parte activa na formação do preço: a quebra forte de consumo deu-se já bastante depois do petróleo ter começado a cair. Em valores bem acima os consumidores não se tinham retraído...

O que é que isso quer dizer?

Que há um ano atrás, os consumidores estavam (bem) mais disponíveis para pagar $100 do que hoje estão disponíveis para gapar $50...

A OPEP não controla isto e mais uma data de coisas e tudo isto é importante para a definição do preço.

Não é uma decisão unilateral do tipo, ok, agora vamos deixar cair porque sim. É antes, isto agora tem de ir para baixo porque as pessoas pagavam 150 há 4 meses e pagavam 100 há um ano mas hoje, mesmo abaixo dos 70 continuam a retrair-se no consumo.

Também não controlam o surgimento crescente de energias alternativas (nomeadamente automóveis híbridos que começam a ter significativo sucesso comercial).

E depois há (certamente) dentro da OPEP quem queira vender aos valores actuais porque precisa de ver o dinheiro entrar e não lhe "serve" estar a fechar a torneira. Se é $50 que pagam agora, lá terá de ser. E quando é assim, não te adianta muito dizer que não vendes a este preço se o teu vizinho vende, porque então vende o teu vizinho e ao preço que queres vender ficas tu com o teu...

E depois ainda há bastante petróleo não OPEP também.

É assim que funciona o mercado, com uma data de intervenientes a formar o preço, incluindo os próprios consumidores.
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por MarcoAntonio » 3/12/2008 1:26

EuroVerde Escreveu:Eu não acredito a curto médio prazo que o petróleo vá mesmo ser mais caro. A OPEP controla muita coisa, manipulam o petróleo como querem e bem entendem.
Perante a debilidade economica, o petróleo tem vindo a cair mas nunca mais depressa do que a bolsa. últimamete, bolsa e petróleo têm andado mais ou menos de mão dada.

O petróleo vem a cair, mas se acelera a queda, a bolsa deixa de cair e valoriza, depois o petróleo vê a bolsa a valorizar e valoriza também, vai para cima, empurra para baixo. Lá vem a bolsa de novo em queda, e o petróleo últimamente a segue. Se a bolsa cai em demasia, o petróleo acelera a queda e faz aliviar a bolsa, e assim por diante. Ambos têm andado de mãos dadas.


Hmm...

A correlação tem sido de facto mais positiva do que negativa (com períodos de correlação negativa contudo) mas em termos gerais o petróleo começou a subir antes das Bolsas e começou a descer depois das Bolsas.

Isto o que quer dizer?

Que, pelo menos aparentemente, o rumo dos mercados só explica parte da evolução do preço do petróleo.

A relação está longe de ser exacta, consistente e em sintonia/sincronismo...


Ora, o petróleo não entra em Bolha Especulativa sempre que o mercado está em Bull Market. Isso aconteceu durante este último Bull Market mas não é sistemático. Esta correcção violenta terá de ser vista, na minha opinião, à luz dessa bolha especulativa. Que pelo menos a mim parece-me claramente identificável.

Nos mercados há sempre uma bolha qualquer, vamos saltando de bolha em bolha, ora as dotcoms, ora o imobiliário, ora o ouro, ora o petróleo, ora os cereais (e por vezes mais do que uma ao mesmo tempo).

Quanto a acelerar na queda, não é lá muito plausível. A queda no petróleo já vem sendo de uma violência brutal, é difícil imaginar que venha a cair mais depressa...

A questão é mais saber quando vai parar de cair.

Mas em relação a isso a OPEP tem pouco poder, como tinha pouco poder relativamente a quando o petróleo ia deixar de subir (isto é, até onde ia a bolha do petróleo).


Eu insisto: o poder da OPEP na definição do preço do petróleo é reduzido. Eles controlam parte da produção mas não controlam uma data de outras coisas que já enumerei. O processo da formação do preço não é definido de forma unilateral pelos produtores/vendedores (e ainda menos por apenas uma parte deles). É mais um processo de encontro entre compradores e vendedores e à luz de determinadas circunstâncias de mercado...


EuroVerde Escreveu:Até parece mesmo que Há Manipulação!
(é necessário andarmos atentos).

Agora o petróleo está a cair demais...



O petróleo tinha subido de mais.

Agora anda à procura do "preço certo", coisa que nem a OPEP sabe qual é. Têm uma opinião quanto a isso mas os outros players do mercado também têm uma palavra a dizer...

É assim que se formam os preços. No petróleo e no resto!
Editado pela última vez por MarcoAntonio em 3/12/2008 2:01, num total de 1 vez.
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por EuroVerde » 3/12/2008 1:09

Eu não acredito a curto médio prazo que o petróleo vá mesmo ser mais caro. A OPEP controla muita coisa, manipulam o petróleo como querem e bem entendem.
Perante a debilidade economica, o petróleo tem vindo a cair mas nunca mais depressa do que a bolsa. últimamete, bolsa e petróleo têm andado mais ou menos de mão dada.

O petróleo vem a cair, mas se acelera a queda, a bolsa deixa de cair e valoriza, depois o petróleo vê a bolsa a valorizar e valoriza também, vai para cima, empurra para baixo. Lá vem a bolsa de novo em queda, e o petróleo últimamente a segue. Se a bolsa cai em demasia, o petróleo acelera a queda e faz aliviar a bolsa, e assim por diante. Ambos têm andado de mãos dadas.

Até parece mesmo que Há Manipulação!
(é necessário andarmos atentos).

Agora o petróleo está a cair demais...
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por MarcoAntonio » 3/12/2008 0:52

EuroVerde Escreveu:"Eles" estão a deixar até agora cair o petróleo, pois a bolsa vai dar um bom impulso a curto prazo, pelo menos em Dezembro. É esse o feito da OPEP. 8-)


Eu não acho que "eles" estejam a deixar cair na medida em que não considero de todo que seja a OPEP só por si que decide o valor do petróleo.

Nem tão pouco foram "eles" que levaram o petróleo para cima dos 145 usd. Pelo menos não foram eles sozinhos (em minha opinião até tiveram pouco peso nessa evolução, tendo sido ela mais fruto de especulação nos derivados e uma onda nos mass-media em torno do Peak Oil, estremamente exagerada - e volto a dizer, não estou a dizer isto agora, eu já defendia isto com o petróleo muito mais em cima como já mostrei).

O que estou a dizer é que o petróleo tem claros sinais de bolha especulativa. Uma bolha que já rebentou e agora já poucos questionam isso...

E nesta matéria a OPEP dita pouco. Não são eles que "estão a deixar cair". O petróleo está a cair porque tem/tinha de cair pois como todas as bolhas, inevitavelmente rebentou!

Agora, o petróleo anda à procura do "preço certo", coisa que ninguém sabe bem qual é. Nem a OPEP...

Eles apenas opinam (e a opinião deles é de que o preço certo anda pelos 70~80). E como players deste mercado, apenas controlam parte da produção.

Não controlam as reservas (o que existe e o que se vai descobrindo), não controlam o time-span do petróleo, não controlam a economia em geral e o consumo, não controlam o investimento em energias alternativas nem a evolução técnica nas energias alternativas...

A OPEP não controla muita coisa. Por isso, a sua capacidade para ditar o preço do petróleo é reduzida. Como se tem visto, de resto!


Julgo que já tinha discutido isto mais atrás neste tópico ou então no outro meu sobre os índices, mas reforço estas ideias. Não se sobrevalorize a importância e a capacidade de mexer no preço por parte da OPEP.



Deixo de novo o gráfico de 20 anos do petróleo onde se vê a bolha especulativa dos últimos anos com a escalada exponencial típica das bolhas:

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por EuroVerde » 3/12/2008 0:44

"Eles" estão a deixar até agora cair o petróleo, pois a bolsa vai dar um bom impulso a curto prazo, pelo menos em Dezembro. É esse o feito da OPEP. 8-)
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por José_P. » 2/12/2008 23:28

ah... bons velhos tempos! o petroleo a 10$... :D

bom, mas agora voltando à realidade, o que será estranho é se o petroleo não voltar aos 75-80$ nos proximos 6 meses.

lá para abril logo veremos.
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