Entrevista a: Alexandre Soares dos Santos
Desculpai intrometer-me
Eu explico a minha experiencia:
Trabalho numa empresa têxtil de origem Japonesa. Em Portugal havia muitas empresas a produzir o mesmo produto. Actualmente existem duas ou três e 90% delas fecharam.
Após a abertura da nossa empresa várias de origem Portuguesa com tecnologia mais moderna começaram a funcionar mas entretanto fecharam.
Com a experiencia de 15 anos posso dizer que considero a falta de capacidade de gestão e organização a principal causa do fecho dessas empresas. Muito provavelmente outros sectores da actividade economica sofrem do mesmo mal.
Está a ser dada muita formação profissional mas talvez, muita dela precisasse de ser dirigida aos responsáveis e quadros superiores das empresas embora, muitos deles achem que não precisem.
e
a Pata tem muita razão, pessoas motivadas têm muito melhor produtividade.
Eu explico a minha experiencia:
Trabalho numa empresa têxtil de origem Japonesa. Em Portugal havia muitas empresas a produzir o mesmo produto. Actualmente existem duas ou três e 90% delas fecharam.
Após a abertura da nossa empresa várias de origem Portuguesa com tecnologia mais moderna começaram a funcionar mas entretanto fecharam.
Com a experiencia de 15 anos posso dizer que considero a falta de capacidade de gestão e organização a principal causa do fecho dessas empresas. Muito provavelmente outros sectores da actividade economica sofrem do mesmo mal.
Está a ser dada muita formação profissional mas talvez, muita dela precisasse de ser dirigida aos responsáveis e quadros superiores das empresas embora, muitos deles achem que não precisem.
e
a Pata tem muita razão, pessoas motivadas têm muito melhor produtividade.
Devagar se vai ao longe
Não me estou a contradizer, pelo contrário, ando sempre a bater na mesma tecla , a tal tecla em que a educação é uma opção nacional e que é a única forma de sairmos do ciclo vicioso em que estamos e de invertermos o nosso maior handicap. Estou também a dizer que quem consegue safar-se academicamente no meio do nosso caos educacional, é por natureza um vencedor e tem à partida provas dadas de capacidade.
A organização também vem da educação. Temos empresários cultos e capazes e temos empresários à imagem da nossa população: pouco educados em gestão, em organização, em melhores técnicas de gestão de meios, de pessoal, financeira. Têm no entanto o tal mérito que muitos insistem em ignorar: geram empregos e geram riqueza através dos riscos que correm. Que é um mérito que os empregados não têm: não correm riscos pessoais, aceitam apenas os empregos oferecidos pelos empresários sendo no entanto livres de não o fazerem.
Aliás, fica o repto a quem tão facilmente critica os empresários: tornem-se empresários e criem o vosso próprio emprego (eu suspeito que pondo as coisas nessa perspectiva seja mais fácil começar a ver os méritos dos empresários).
A organização também vem da educação. Temos empresários cultos e capazes e temos empresários à imagem da nossa população: pouco educados em gestão, em organização, em melhores técnicas de gestão de meios, de pessoal, financeira. Têm no entanto o tal mérito que muitos insistem em ignorar: geram empregos e geram riqueza através dos riscos que correm. Que é um mérito que os empregados não têm: não correm riscos pessoais, aceitam apenas os empregos oferecidos pelos empresários sendo no entanto livres de não o fazerem.
Aliás, fica o repto a quem tão facilmente critica os empresários: tornem-se empresários e criem o vosso próprio emprego (eu suspeito que pondo as coisas nessa perspectiva seja mais fácil começar a ver os méritos dos empresários).
Editado pela última vez por Pata-Hari em 8/12/2007 21:52, num total de 1 vez.
Pata-Hari Escreveu:MAV, temos dois tipos de emigrantes. Os com formação e os que não a têm. Os tradicionais e a que te referes têm grande sucesso e eu explico-te porquê: porque são trabalhadores (quem se aguenta lá fora é à partida um lutador e com vontade de trabalhar e vencer) e porque estão dispostos a fazer trabalhos que lá fora já ninguém queria fazer (esta era a nossa emigração). É por isso que ainda hoje em França quando falas de portugueses te respondem que conhecem vários: a empregada, o pedreiro, o pintos, o mecanico. Os que se aguentaram lá fazem/faziam trabalhos que poucos franceses queriam fazer pelos ordenados que são pagos. Tal e qual como hoje em dia está a suceder em Portugal com os imigrantes de leste.
Os emigrantes educados sim, têm sucesso. Porque gente com formação académica e com vontade tem valor em qualquer parte do mundo. E como a nossa população não é mais burra que os outros, quando lhes é dada a oportunidade e o acesso à educação de qualidade, têm tanto sucesso quanto os outros. Para ajudar, como em Portugal tudo é uma luta, quem lá chega já passou por tanto que é por natureza um vencedor.
Os emigrantes educados sim, têm sucesso. Porque gente com formação académica e com vontade tem valor em qualquer parte do mundo. - Se são emigrantes educados, foi prque alguém lhes deu educação e formação de qualidade, parece que te estás a contradizer um bocadinho, mas tudo bem. Eu aceito a minha quota parte de responsabilidade na péssima educação portuguesa, mas quero que os Srs que passaram pelo ministério da educação, nos últimos 33 anos, como responsáveis máximos da mesma se assumam como responsáveis também em vez de criticarem e mandarem abaixo quem executa as suas decisões pouco acertadas e sem nexo com as anteriores.
Já agora, aproveito e fico também com a minha parte de responsabilidade na educação dos tais emigrantes com formação académica e que são grandes lá fora, mas que se continuassem por cá, muitos deles provavelmente seriam pequeninos, pois como eu digo sem organização não aparece valor.[/b]
MAV8
Carteira 69
Carteira 69
MAV, temos dois tipos de emigrantes. Os com formação e os que não a têm. Os tradicionais e a que te referes têm grande sucesso e eu explico-te porquê: porque são trabalhadores (quem se aguenta lá fora é à partida um lutador e com vontade de trabalhar e vencer) e porque estão dispostos a fazer trabalhos que lá fora já ninguém queria fazer (esta era a nossa emigração). É por isso que ainda hoje em França quando falas de portugueses te respondem que conhecem vários: a empregada, o pedreiro, o pintos, o mecanico. Os que se aguentaram lá fazem/faziam trabalhos que poucos franceses queriam fazer pelos ordenados que são pagos. Tal e qual como hoje em dia está a suceder em Portugal com os imigrantes de leste.
Os emigrantes educados sim, têm sucesso. Porque gente com formação académica e com vontade tem valor em qualquer parte do mundo. E como a nossa população não é mais burra que os outros, quando lhes é dada a oportunidade e o acesso à educação de qualidade, têm tanto sucesso quanto os outros. Para ajudar, como em Portugal tudo é uma luta, quem lá chega já passou por tanto que é por natureza um vencedor.
Os emigrantes educados sim, têm sucesso. Porque gente com formação académica e com vontade tem valor em qualquer parte do mundo. E como a nossa população não é mais burra que os outros, quando lhes é dada a oportunidade e o acesso à educação de qualidade, têm tanto sucesso quanto os outros. Para ajudar, como em Portugal tudo é uma luta, quem lá chega já passou por tanto que é por natureza um vencedor.
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Então não percebo como é que os nossos emigrantes são tão produtivos em países como a França, Luxemburgo e outros mais.
Se o problema está nesses trabalhadores como conseguem ser tidos como grandes profissionais nos países estrangeiros - eu continuo a achar que as empresas lá fora têm melhores estruturas acima deles que promovem uma maior produção apesar da menor formação dos trabalhadores que se encontram na base.
Temos de admitir de uma vez por todas que somos pouco organizados por natureza e históricamente e que se não melhorarmos nesse aspecto nunca vamos ser tão produtivos como outros países.
Só quando admitirmos e nos auto-proposermos a resolver o problema é que vamos melhorar.
Errar não chega, é necessário asumir o erro sem o atirar para cima dos outros que não têm voz activa.
Então não percebo como é que os nossos emigrantes são tão produtivos em países como a França, Luxemburgo e outros mais.
Se o problema está nesses trabalhadores como conseguem ser tidos como grandes profissionais nos países estrangeiros - eu continuo a achar que as empresas lá fora têm melhores estruturas acima deles que promovem uma maior produção apesar da menor formação dos trabalhadores que se encontram na base.
Temos de admitir de uma vez por todas que somos pouco organizados por natureza e históricamente e que se não melhorarmos nesse aspecto nunca vamos ser tão produtivos como outros países.
Só quando admitirmos e nos auto-proposermos a resolver o problema é que vamos melhorar.
Errar não chega, é necessário asumir o erro sem o atirar para cima dos outros que não têm voz activa.
MAV8
Carteira 69
Carteira 69
Mav, respondo-te com o que disse o gestor de uma empresa ao deslocalizar uma fábrica de cá para a europa de leste: "é muito complicado ensinar um operário analfabeto a funcionar com uma máquina complexa com instruções escritas em inglês. Na europa de leste é mais fácil treinar um empregado a trabalhar com a mesma máquina". A nossa população não está preparada para fazer o que a tecnologia hoje exige. O problema existe exactamente no extracto da população em que isto é uma realidade. Não é para os jovens com formação avançada (melhores ou piores). Esses safam-se sempre, sobretudo se tiverem vontade de trabalhar e forem responsaveis. O nosso drama é que a estrutura educacional da nossa população (o keyser tb já colocou cá essas estatisticas) é uma piramide muito larga.
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A principal questão aqui é saber qual o motivo de as empresas serem menos produtivas, pois é através desses dados que se conclui que o profissional é menos produtivo e não ao contrário como nos querem fazer crer:
- Porque é que a empresa produz menos se:
As máquinas são iguais (aqui e lá fora).
O trabalhador coloca as peças na maquina aà velocidade que esta permite (aqui e lá fora).
Os trabalhadores empilham à velocidade que as máquinas produzem(aqui e lá fora).
- Então como é possivel a produção ser menor
Parece que o problema está ao nível dos quadros superiores, que criam ou deveriam criar, (pois só assim estarão a produzir - ex: logistica), processos pre produção e pós produção mais eficazes.
Outro factor importante é a não criação de valor, duas empresas fazem o mesmo produto, uma usa uma marca reconhecida no mercado outra não, as produtividades são obviamente diferentes pois esta última é medida em ultima analise emvalor monetario.
Continuamos a verificar que quem deveria aumentar a sua produtividade são os quadros superiores e não quem está na base. Estes últimos trabalham à velocidade e ritmo que lhes é permitido.
O extremo disto podemos encontrar neste caso:
O pedreiro faz 4 metros quadrados de parede por hora, mas o seu superior quando vai buscar material (tijolos, areia e cimento), bebe sempre duas minis com o fornecedor e atrasa-se 1 hora - no final do dia estão 4 m quadrados a menos na produção daquele funcionário que esteve parado à espera do seu superior e quem tem de receber pouco no final do mês é o pedreiro porque se generalizou que quem é responsável pela produção é o trabalhador primário e não os seus directores que são pagos para criar os devido processos que evitem situações como as descritas.
A principal questão aqui é saber qual o motivo de as empresas serem menos produtivas, pois é através desses dados que se conclui que o profissional é menos produtivo e não ao contrário como nos querem fazer crer:
- Porque é que a empresa produz menos se:
- Então como é possivel a produção ser menor
Continuamos a verificar que quem deveria aumentar a sua produtividade são os quadros superiores e não quem está na base. Estes últimos trabalham à velocidade e ritmo que lhes é permitido.
O extremo disto podemos encontrar neste caso:
O pedreiro faz 4 metros quadrados de parede por hora, mas o seu superior quando vai buscar material (tijolos, areia e cimento), bebe sempre duas minis com o fornecedor e atrasa-se 1 hora - no final do dia estão 4 m quadrados a menos na produção daquele funcionário que esteve parado à espera do seu superior e quem tem de receber pouco no final do mês é o pedreiro porque se generalizou que quem é responsável pela produção é o trabalhador primário e não os seus directores que são pagos para criar os devido processos que evitem situações como as descritas.
Editado pela última vez por MAV8 em 8/12/2007 20:41, num total de 1 vez.
MAV8
Carteira 69
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Jam, eu interpreto a entrevista exactamente do mesmo modo que o Happy Guy, devo dizer-te. E não compreendo como interpretas de outro modo o que é dito de modo directo (sem azo a interpretação).
Foi dito que os empregados são ineficientes e que se pode fazer mais com menos empregados. Que havendo flexibilidade do mercado de trabalho e podendo despedir os menos eficientes e formando os melhores, que se pode pagar mais aos produtivos. Ou seja, os estudos na empresa estão feitos, a empresa sabe exactamente quem é eficiente e o que seria ideal fazer permitindo mesmo aumentar ordenados. Tu chegas a conclusões e fazes deduções além do que é dito e que, a meu ver, deturpam completamente o sentido do que foi dito.
É engraçado criticar a gestão e falar em má gestão. Boa ou má, tem sempre um mérito que os empregados sempre tão criticos não reconhecem (sem entenderem sequer o tiro nos pés que se estão a infligir) : enquanto a empresa durar, gerou emprego e pagou ordenados. No dia em que não houver condições para essa gestão e essa empresa se manter, não haverá emprego. Nem para os produtivos, nem para os não produtivos. É incrivel como a nossa cultura continua a não valorizar quem empreende e quem corre riscos de capital, quem gera emprego e riqueza : critica e tenta extorquir ao máximo as unicas galinha de ovos que tem.
Bem, não vou insistir mais. Já argumentei como pude e estou a tornar-me repetitiva (estes temas terminam todos nos mesmo problemas de base). E não tenho qualquer esperança de te fazer mudar de opinião.
Foi dito que os empregados são ineficientes e que se pode fazer mais com menos empregados. Que havendo flexibilidade do mercado de trabalho e podendo despedir os menos eficientes e formando os melhores, que se pode pagar mais aos produtivos. Ou seja, os estudos na empresa estão feitos, a empresa sabe exactamente quem é eficiente e o que seria ideal fazer permitindo mesmo aumentar ordenados. Tu chegas a conclusões e fazes deduções além do que é dito e que, a meu ver, deturpam completamente o sentido do que foi dito.
É engraçado criticar a gestão e falar em má gestão. Boa ou má, tem sempre um mérito que os empregados sempre tão criticos não reconhecem (sem entenderem sequer o tiro nos pés que se estão a infligir) : enquanto a empresa durar, gerou emprego e pagou ordenados. No dia em que não houver condições para essa gestão e essa empresa se manter, não haverá emprego. Nem para os produtivos, nem para os não produtivos. É incrivel como a nossa cultura continua a não valorizar quem empreende e quem corre riscos de capital, quem gera emprego e riqueza : critica e tenta extorquir ao máximo as unicas galinha de ovos que tem.
Sim? ok, fechemos então todas as empresas com maus gestores. Deve ser porreiro como solução para os empregados. Vamos então permitir que só empresas modernas e de valor acrescentado (competitivas, portanto) abram. Claro que vai ser chato importar os trabalhadores para poderem trabalhar em estruturas complexas e pagar-lhes a eles. Sim, porque os nossos só aprenderam a fazer as tais tarefas simples e que competem com os emergentes. Se calhar a solução passa por mandar os nossos para a china, não?Não estou a ver um gestor afirmar que a empresa faliu porque ele errou, ou porque não se modernizou em tempo util. Normalmente o gestor refugia-se nos subsidios que não vieram, nos salários que são altos e no facto de estarmos a concorrer com economias emergentes.
Manda lá os factos e os números, porque os que nós conehcemos demonstram o oposto do que afirmas. As tuas fontes são diferentes das nossas.Eu defendo a minha posição com factos, não somos trabalhadores pouco produtivos
Isso é efectivamente um problema. Acreditar que os ordenados e os empregos são um direito adquirido pelo facto de se ter nascido é uma crença muito inculcada na nossa cultura. Que o mundoé uma árvore das patacas que nos cai nas mãos pelo simples facto de termos nascido.só não vê quem não quer
de onde foste buscar essa ideia....?? isso foi verdade há 50 anos quando o mundo era pequenino e eram os paises à nossa volta. Esse modelo económico terminou.Temos mão de obra suficientemente barata para permitir Às empresa serem competitivas
Sim, acabe-se com os gestores e as empresas, lol. Não entendes as implicações do que dizes?!Por outro lado temos a carrada de gestores incompetentes que passam a vida a falar em flexibilidade, mas fazem-no por uma maifesta incapacidade em gerir e organizar as suas empresas.
Exacto, é fechar as empresas e acabar com os gestores que nos vai fazer ficar mais ricos....Claro que o caminho mais fácil é sempre falar em flexibilidade. Gerir e reorganizar dá trabalho, despedir indiscriminadamente não dá trabalho nenhum, se a lei deixar.
Permite-me que te pergunte em que área trabalhas e que realidade conheces das empresas e das suas contas para ter as tuas opiniões tão inflexiveis? tenho dificuldade em conseguir imaginar que realidade conheces.Eu continuo sem ver razões para mudar de opinião, aliás, com o que leio percebo cada vez mais que os opinadores falam sem conhecimento do mercado de trabalho e da realidade funcional das empressas.
Bem, não vou insistir mais. Já argumentei como pude e estou a tornar-me repetitiva (estes temas terminam todos nos mesmo problemas de base). E não tenho qualquer esperança de te fazer mudar de opinião.
Re: Não podia deixar de realçar
HappyGuy Escreveu:Enquanto o JAM continuar com esta má atitude de desrespeito e de deselegância, muito dificilmente poderá alguma vez vir a ser levado a sério. Note que muitas vezes, tão importante como as ideias, é a capacidade de viver em sociedade. E tal passa pelo respeito. Aquele que, pelo menos comigo, não teve.
Caro HappyGuy, se lhe faltei ao respeito, peço publicamente desculpas pelo facto. Não é minha intenção faltar ao respeito às pessoas, seja aqui, seja em que local for, em comunicação virtual ou pessoal.
Mas ainda bem que mencionou duas coisas: respeito e vida em sociedade. A minha "batalha" nestas discussões assenta no respeito para quem trabalha e numa sociedade equilibrada.
A nova ordem mundial, para a qual estamos a caminhar, assenta no capitalismo desenfreado, assenta em não respeitar (e até ignorar) os direitos das pessoas (que melhor exemplo do que a China para nos mostrar isso?), assenta em não ter qualquer preocupação no equilíbrio social.
Penso que o parágrafo anterior não deixa dúvidas, e se elas existem, basta olhar para a cada vez maior distância entre ricos e pobres dentro das mesmas sociedades. Passa-se isso na China, passa-se na Europa, no Leste, na América Latina. Passa-se nas "novas" e nas "velhas" economias. Se isto é respeito e equilíbrio social...
Quando me bato pelo que tenho aqui defendido, faço-o por ter plena consciência que em Portugal falar em flexibilidade laboral e flexisegurança é falar em despedir indiscriminadamente pessoas, em explorá-las para além do limite do razoável. Elas já são exploradas sem a tal flexibilidade...
Como sei, e sendo o happyGuy uma pessoa conhecedora como quer dar a entender, também saberá, que os gestores nacionais têm graves problemas estruturais e organizacionais nas suas empresas, entendo que primeiro devemos aceitar o desafio de melhorar a organização e eficiência dos processos e da organização na empresas. Não se pode defender apenas na tal flexibilidade, já que esta fará baixar custos com salários e consequentemente far-nos-á lutar pelos salários baixos.
Continuo a achar que os bons exemplos provam não ser indispensável a flexibilidade laboral para as empresas vingarem no actual nível salarial, e aquelas que alegam que de outra forma não sobrevivem, dou o concelho que me deram quando critiquei a abertura livre dos mercados: fechem as portas porque a economia mudou e há áreas que não têm lugar nos paises europeus.
Quanto ao meu currículo, apenas lhe digo que lido há 15 anos com organização de empresas, já mudei muito em termos de processos produtivos e em termos de fluxo de informação, optimizando-os, e acredito que ainda posso mudar mais, porque é sempre possível melhorar. Mas o meu contacto com esta realidade, por vezes faz-me levar as mãos à cabeça e questionar como conseguem algumas empresas trabalhar mergulhadas numa completa desorganização.
Na realidade que eu conheço, esta desorganização é a principal causa da falta de produtividade, e posso somar também a falta de formação das pessoas que as torna incapazes de perceberem certas realidades e até de serem autosuficientes na tomada de certas decisões. Haverá melhor exemplo do que o nosso estado para exemplificar o que tenho escrito?
Querem ganhar produtividade? Organizem-se, olhem para dentro, reestruturem e maximizem o que têm, só depois desse passo estar dado, é que podem pensar em despedir livremente, até porque o estado não está preparado para suportar os despedimentos dessa forma. Defender esta flexibilidade no presente é criar um problema social maior do que aquele que já temos. Os paises que a implementam, estão num estágio de evolução social e industrial bem superior ao nosso.
Já agora, eu não sou sindicalista nem sequer estou filiado em nenhum sindicato
O mercado cega... nem uma ida a Cuba resolve. Cuba?!?
Phone-ix!! Eles são socialistas pá!!!!
Não podia deixar de realçar
Eu tenho optado por postar coisas e não voltar a comentar os tópicos, mas neste caso não podia deixar de responder.
Ignorando tudo o resto que o JAM disse, desejo realçar esta frase:
Eu não sei qual é o seu currículo. Eu sei o meu e sei do que falo. Independentemente de saber ou não, o certo é que é patente a maneira como o JAM menospreza todos os seus interlocutores. E como, no fundo, acaba por os desrespeitar ao dizer que "não sabem do que falam" só porque têm opiniões diferentes das suas.
Enquanto o JAM continuar com esta má atitude de desrespeito e de deselegância, muito dificilmente poderá alguma vez vir a ser levado a sério. Note que muitas vezes, tão importante como as ideias, é a capacidade de viver em sociedade. E tal passa pelo respeito. Aquele que, pelo menos comigo, não teve.
Ignorando tudo o resto que o JAM disse, desejo realçar esta frase:
JAM Escreveu:Eu continuo sem ver razões para mudar de opinião, aliás, com o que leio percebo cada vez mais que os opinadores falam sem conhecimento do mercado de trabalho e da realidade funcional das empressas.
Eu não sei qual é o seu currículo. Eu sei o meu e sei do que falo. Independentemente de saber ou não, o certo é que é patente a maneira como o JAM menospreza todos os seus interlocutores. E como, no fundo, acaba por os desrespeitar ao dizer que "não sabem do que falam" só porque têm opiniões diferentes das suas.
Enquanto o JAM continuar com esta má atitude de desrespeito e de deselegância, muito dificilmente poderá alguma vez vir a ser levado a sério. Note que muitas vezes, tão importante como as ideias, é a capacidade de viver em sociedade. E tal passa pelo respeito. Aquele que, pelo menos comigo, não teve.
HappyFather
http://caprichosdebolsa.blog.pt/ (inactivo)
http://caprichosdebolsa.blog.pt/ (inactivo)
HappyGuy Escreveu:Quanto ao JAM, é engraçado ver que está tão ansioso por forçar a sua opinião a toda a gente como sendo a correcta que não repara que às vezes cita os exemplos incorrectos.
Li e reli as afirmações na entrevista e o que eu depreendi (não exclui que o meu handicap possa ser o facto eventualmente ser uma pessoa limitada) não é aquilo que o HappyGuy afirma.
O que eu depreendi foi a necessidade de haver um estudo de empresa para racionalizar. Não vi ali explicito que é necessária legislação flexivel no âmbito laboral para o fazer. O que eu li, e repito, é que é necessário analisar a gestão, e esse é que é o ponto fraco das empresas portuguesas: a gestão.
Por isso não vejo onde está o meu erro. Uma coisa é lermos o que está escrito, onde explicitamente está uma posição com a qual eu concordo. Outra coisa é lermos e imaginarmos que implicitamente poderá estar um conceito que na extensa entrevista não é nenhuma vez referido.
Camisa Roxa Escreveu:quantas e quantas empresas neste país já faliram porque não se puderam despedir parte dos funcionários?
E quantas faliram por má gestão? Quantas faliram por não se terem modernizado por comodismo da gestão? Quantas faliram por incapacidade de concorrerem no mercado pelas razões que eu referi?
Não estou a ver um gestor afirmar que a empresa faliu porque ele errou, ou porque não se modernizou em tempo util. Normalmente o gestor refugia-se nos subsidios que não vieram, nos salários que são altos e no facto de estarmos a concorrer com economias emergentes.
Eu defendo a minha posição com factos, não somos trabalhadores pouco produtivos, e temos exemplos de sobra para o provar, só não vê quem não quer. Temos mão de obra suficientemente barata para permitir Às empresa serem competitivas. Por outro lado temos a carrada de gestores incompetentes que passam a vida a falar em flexibilidade, mas fazem-no por uma maifesta incapacidade em gerir e organizar as suas empresas.
Claro que o caminho mais fácil é sempre falar em flexibilidade. Gerir e reorganizar dá trabalho, despedir indiscriminadamente não dá trabalho nenhum, se a lei deixar.
Eu continuo sem ver razões para mudar de opinião, aliás, com o que leio percebo cada vez mais que os opinadores falam sem conhecimento do mercado de trabalho e da realidade funcional das empressas.
A tendência mundial é a flexisegurança? E a solução para a paz no mundo não era a invasão do Iraque? Esta ultima era, mas depende é da perspectiva, tal como a flexibilidade laboral.
O mercado cega... nem uma ida a Cuba resolve. Cuba?!?
Phone-ix!! Eles são socialistas pá!!!!
o happy guy já disse tudo: quantas e quantas empresas neste país já faliram porque não se puderam despedir parte dos funcionários?
adiando o problema as empresas declaram falência e vão todos para a rua
é evidente que se as empresas puderem despedir, livram-se dos funcionários menos produtivos e mais acomodados, tornam-se mais competitivas e é possível melhorar os salários dos que ficam, ou seja: no regime actual os bons funcionários são prejudicados pelo facto de não se poder despedir os maus funcionários pois o possível aumento de remuneração dos bons funcionários é dispendido na manutenção dos maus trabalhadores...
adiando o problema as empresas declaram falência e vão todos para a rua
é evidente que se as empresas puderem despedir, livram-se dos funcionários menos produtivos e mais acomodados, tornam-se mais competitivas e é possível melhorar os salários dos que ficam, ou seja: no regime actual os bons funcionários são prejudicados pelo facto de não se poder despedir os maus funcionários pois o possível aumento de remuneração dos bons funcionários é dispendido na manutenção dos maus trabalhadores...
Free Minds and Free Markets
... forecasting exchange rates has a success rate no better than that of forecasting the outcome of a coin toss - Alan Greenspan (2004)
ainda o CEO da Jeronimo Martins...
Permita-me que dê nota de um sentimento com que fiquei, na sequência de conversas que mantivemos a título pessoal. Tenho-o sentido bastante desencantado com a situação em que o País está. O senhor é um homem de fé, mas parece que a perdeu em relação aos portugueses. É de facto assim?
Não é exactamente isso. Não estou desiludido com Portugal, mas com determinados aspectos que já há vários anos marcam o País. Um país para andar para a frente, o nosso não tem andado, precisa de ânimo, de força e de ambição. Mas as estas condições não se criam de um dia para o outro. As pessoas têm que ser motivadas. Tem de ser feito um trabalho profundo que leve o povo a sentir que quer andar para a frente. Temos um mundo político em Portugal que é incapaz de transmitir esta imagem com seriedade. Por exemplo, sabe-se que o Serviço Nacional de Saúde é muito caro e que os custos tendem a crescer, porque a população está cada vez mais velha. Há que fazer determinados cortes financeiros, mas há também que dizer às pessoas o que se pretende de um Serviço Nacional de Saúde, assim como explicar-lhes quais as medidas que têm de ser tomadas e porquê.
As pessoas têm igualmente de saber que os impostos têm de subir, por causa do famoso défice, mas é preciso que lhes seja explicado por que existe o défice. Se estes factores não são explicados, as pessoas não "jogam". Nas empresas, se não dissermos claramente o que pretendemos, quais são os nossos objectivos, como vamos caminhar e quais são as dificuldades que nos esperam, as pessoas participam se for tudo claro. Se me disserem exactamente por que pago impostos, pago-os com prazer se me derem algo de volta. Aquilo que está a acontecer é que nós pagamos impostos e não nos dão nada em troca.
Faltam pedagogos ou responsáveis em Portugal?
Aquilo que falta é coragem aos políticos para dizerem ao povo a verdadeira situação do País, quais são os verdadeiros problemas e como vamos atacá-los. Cada vez que os políticos aparecem na televisão, ninguém acredita no que nos estão a dizer. Mesmo que estejam a dizer a verdade, partimos logo do princípio que estão a mentir.
Numa reunião à porta fechada, promovida pelo Jornal de Negócios, entre os presidentes das empresas cotadas e o primeiro-ministro, há precisamente dois anos, o senhor foi das primeiras pessoas a intervir e começou com críticas muito contundentes ao engenheiro José Sócrates e à classe política em geral, muito na linha do que anteriormente afirmou. No entanto, ficou a sensação de que ao fim de três horas de discussão, lhe tinha dado o benefício da dúvida. Sentiu bastante bem impressionado pela determinação do primeiro-ministro. Ele tem feito por merecer esse benefício da dúvida?
O engenheiro Sócrates foi para mim uma agradável surpresa. Contudo, neste momento denota o cansaço de alguém que tem de olhar pelos negócios de Portugal e pela presidência da União Europeia. Para um País pequeno e com falta de recursos humanos como temos, é exigir-se de mais. Nota-se cansaço.
Ainda precisamos do "homem providencial"? O que referiu não é abonatório para a estrutura que deveria estar montada para que o líder fosse dispensável num determinado período de tempo.
Quando se fala com políticos em particular fica-se agradavelmente surpreendido com a capacidade de julgamento, com o bom senso, com a preparação, mas quando os vemos actuar em público, em representação do Governo ou dos próprios partidos, fica-se surpreendido porque a pessoa que conhecemos não é a mesma.
A que atribui isso?
Não sei! Falta de coragem. Uma incapacidade de se perceber que as pessoas estão ávidas da verdade. Os políticos têm medo dos opinion makers e de perder votos no dia seguinte. Não perdem.
Isso significa também que a percepção que eles têm da sociedade portuguesa é que a mesma não está preparada para se confrontar com a realidade.
Porque vivem muito longe da sociedade. Os políticos, como os empresários, vivem em círculos fechados e não sabem o que se passa à volta. É como uma empresa. Se você não vai ao mercado, se não viaja, se não tem noção do que faz a concorrência, se não se apercebe do que se passa no mundo, a sua empresa vai perdendo ritmo e capacidade de inovação. O mesmo se passa com os políticos. Quando estive doente, via as sessões do Canal Parlamento. Ficava horrorizado. "Então é para fazer aquilo que se reúnem!?". Depois, lamento ver jovens de 19, 20 anos, que podiam estar recenseados e não o fazem porque simplesmente não acreditam na política.
Tem casos desses na sua família? Os seus netos não querem participar nesse direito de cidadania?
Querer, querem, mas dizem que não vale a pena. Estão desiludidos. Mas não são apenas os meus netos, fala-se com muitos jovens e é a mesma coisa.
Permita-me que dê nota de um sentimento com que fiquei, na sequência de conversas que mantivemos a título pessoal. Tenho-o sentido bastante desencantado com a situação em que o País está. O senhor é um homem de fé, mas parece que a perdeu em relação aos portugueses. É de facto assim?
Não é exactamente isso. Não estou desiludido com Portugal, mas com determinados aspectos que já há vários anos marcam o País. Um país para andar para a frente, o nosso não tem andado, precisa de ânimo, de força e de ambição. Mas as estas condições não se criam de um dia para o outro. As pessoas têm que ser motivadas. Tem de ser feito um trabalho profundo que leve o povo a sentir que quer andar para a frente. Temos um mundo político em Portugal que é incapaz de transmitir esta imagem com seriedade. Por exemplo, sabe-se que o Serviço Nacional de Saúde é muito caro e que os custos tendem a crescer, porque a população está cada vez mais velha. Há que fazer determinados cortes financeiros, mas há também que dizer às pessoas o que se pretende de um Serviço Nacional de Saúde, assim como explicar-lhes quais as medidas que têm de ser tomadas e porquê.
As pessoas têm igualmente de saber que os impostos têm de subir, por causa do famoso défice, mas é preciso que lhes seja explicado por que existe o défice. Se estes factores não são explicados, as pessoas não "jogam". Nas empresas, se não dissermos claramente o que pretendemos, quais são os nossos objectivos, como vamos caminhar e quais são as dificuldades que nos esperam, as pessoas participam se for tudo claro. Se me disserem exactamente por que pago impostos, pago-os com prazer se me derem algo de volta. Aquilo que está a acontecer é que nós pagamos impostos e não nos dão nada em troca.
Faltam pedagogos ou responsáveis em Portugal?
Aquilo que falta é coragem aos políticos para dizerem ao povo a verdadeira situação do País, quais são os verdadeiros problemas e como vamos atacá-los. Cada vez que os políticos aparecem na televisão, ninguém acredita no que nos estão a dizer. Mesmo que estejam a dizer a verdade, partimos logo do princípio que estão a mentir.
Numa reunião à porta fechada, promovida pelo Jornal de Negócios, entre os presidentes das empresas cotadas e o primeiro-ministro, há precisamente dois anos, o senhor foi das primeiras pessoas a intervir e começou com críticas muito contundentes ao engenheiro José Sócrates e à classe política em geral, muito na linha do que anteriormente afirmou. No entanto, ficou a sensação de que ao fim de três horas de discussão, lhe tinha dado o benefício da dúvida. Sentiu bastante bem impressionado pela determinação do primeiro-ministro. Ele tem feito por merecer esse benefício da dúvida?
O engenheiro Sócrates foi para mim uma agradável surpresa. Contudo, neste momento denota o cansaço de alguém que tem de olhar pelos negócios de Portugal e pela presidência da União Europeia. Para um País pequeno e com falta de recursos humanos como temos, é exigir-se de mais. Nota-se cansaço.
Ainda precisamos do "homem providencial"? O que referiu não é abonatório para a estrutura que deveria estar montada para que o líder fosse dispensável num determinado período de tempo.
Quando se fala com políticos em particular fica-se agradavelmente surpreendido com a capacidade de julgamento, com o bom senso, com a preparação, mas quando os vemos actuar em público, em representação do Governo ou dos próprios partidos, fica-se surpreendido porque a pessoa que conhecemos não é a mesma.
A que atribui isso?
Não sei! Falta de coragem. Uma incapacidade de se perceber que as pessoas estão ávidas da verdade. Os políticos têm medo dos opinion makers e de perder votos no dia seguinte. Não perdem.
Isso significa também que a percepção que eles têm da sociedade portuguesa é que a mesma não está preparada para se confrontar com a realidade.
Porque vivem muito longe da sociedade. Os políticos, como os empresários, vivem em círculos fechados e não sabem o que se passa à volta. É como uma empresa. Se você não vai ao mercado, se não viaja, se não tem noção do que faz a concorrência, se não se apercebe do que se passa no mundo, a sua empresa vai perdendo ritmo e capacidade de inovação. O mesmo se passa com os políticos. Quando estive doente, via as sessões do Canal Parlamento. Ficava horrorizado. "Então é para fazer aquilo que se reúnem!?". Depois, lamento ver jovens de 19, 20 anos, que podiam estar recenseados e não o fazem porque simplesmente não acreditam na política.
Tem casos desses na sua família? Os seus netos não querem participar nesse direito de cidadania?
Querer, querem, mas dizem que não vale a pena. Estão desiludidos. Mas não são apenas os meus netos, fala-se com muitos jovens e é a mesma coisa.
Pata, antes de mais o meu agradecimento por ter colocado aqui esta interessante entrevista.
Quanto ao JAM, é engraçado ver que está tão ansioso por forçar a sua opinião a toda a gente como sendo a correcta que não repara que às vezes cita os exemplos incorrectos.
O ASS, na parte do texto que o JAM citou, está precisamente a defender a flexibilidade dos postos de trabalho. Cito a sua citação e acrescento o bold:
A flexisegurança, como deve saber, de tanto discutir o assunto, consiste na fusão de dois conceitos: 1) a flexibilidade do emprego, permitindo uma mais fácil contratação e despedimento e 2) um sistema de apoio aos desempregados mais eficaz para cobrir o risco acrescido derivado da flexibilidade.
Ora o que o ASS defendeu foi precisamente poder despedir parte da força para ficar com os melhores e a esses, que produzem bem, pagar mais.
Uma das grandes vantagens deste conceito de flexibilidade é o facto de que em alturas em que sejam necessários mais funcionários, uma empresa facilmente recrutaria para suprir a necessidade pontual (em vez de "forçar" os que tem a fazerem horas extra). Terminado esse período de excepção, despediria os que estavam a mais, que até poderiam ser alguns mais antigos, caso os novos fossem melhores. A todos estaria a pagar um ordenado mais alto como prémio pela boa produtividade.
O trabalho é um bem negociável como outro qualquer. A liberalização do mercado de trabalho, tal como a liberalização de qualquer mercado de bens, é um dos passos necessários para o desenvolvimento.
A ansia de controlo desmedido do mercado de trabalho e sua regulamentação é um restício das economias de planeamento central de caris comunista ou socialista que, pela experiência dos países de leste, ficou mais do que provado que não funciona.
Aconselhava vivamente a leitura do "A Era da Turbulência", do Alan Greenspan, especificamente o capítulo 13 denominado "Os Modelos de Capitalismo". Neste é feito um estudo comparativo dos vários tipos de capitalismo existentes na europa e onde existem ainda excessos de planeamento central e o quanto isso penaliza os países europeus, o seu crescimento e riqueza. Portugal não é um dos países estudados, mas o paralelismo com a França ou Itália é por demais evidente.
Quanto ao JAM, é engraçado ver que está tão ansioso por forçar a sua opinião a toda a gente como sendo a correcta que não repara que às vezes cita os exemplos incorrectos.
O ASS, na parte do texto que o JAM citou, está precisamente a defender a flexibilidade dos postos de trabalho. Cito a sua citação e acrescento o bold:
JAM Escreveu:"Os salários poderiam ser mais altos?
Na maior parte dos casos poderia, se houvesse um estudo de empresa, que a racionalizasse, tornando-a mais eficiente e, eventualmente, reduzindo o número de pessoas, mas melhorando o nível salarial das restantes.
A flexisegurança, como deve saber, de tanto discutir o assunto, consiste na fusão de dois conceitos: 1) a flexibilidade do emprego, permitindo uma mais fácil contratação e despedimento e 2) um sistema de apoio aos desempregados mais eficaz para cobrir o risco acrescido derivado da flexibilidade.
Ora o que o ASS defendeu foi precisamente poder despedir parte da força para ficar com os melhores e a esses, que produzem bem, pagar mais.
Uma das grandes vantagens deste conceito de flexibilidade é o facto de que em alturas em que sejam necessários mais funcionários, uma empresa facilmente recrutaria para suprir a necessidade pontual (em vez de "forçar" os que tem a fazerem horas extra). Terminado esse período de excepção, despediria os que estavam a mais, que até poderiam ser alguns mais antigos, caso os novos fossem melhores. A todos estaria a pagar um ordenado mais alto como prémio pela boa produtividade.
O trabalho é um bem negociável como outro qualquer. A liberalização do mercado de trabalho, tal como a liberalização de qualquer mercado de bens, é um dos passos necessários para o desenvolvimento.
A ansia de controlo desmedido do mercado de trabalho e sua regulamentação é um restício das economias de planeamento central de caris comunista ou socialista que, pela experiência dos países de leste, ficou mais do que provado que não funciona.
Aconselhava vivamente a leitura do "A Era da Turbulência", do Alan Greenspan, especificamente o capítulo 13 denominado "Os Modelos de Capitalismo". Neste é feito um estudo comparativo dos vários tipos de capitalismo existentes na europa e onde existem ainda excessos de planeamento central e o quanto isso penaliza os países europeus, o seu crescimento e riqueza. Portugal não é um dos países estudados, mas o paralelismo com a França ou Itália é por demais evidente.
HappyFather
http://caprichosdebolsa.blog.pt/ (inactivo)
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O homem nao pediu mais flexibilidade laboral.
Tocou na questão da organização, no defeito de ver a organização pelo lucro duro e questionou se poderá uma pessoa sentir-se motivada a trabalhar por 400 Euros mensais.
Tocou na questão da organização, no defeito de ver a organização pelo lucro duro e questionou se poderá uma pessoa sentir-se motivada a trabalhar por 400 Euros mensais.
O mercado cega... nem uma ida a Cuba resolve. Cuba?!?
Phone-ix!! Eles são socialistas pá!!!!
JAM Escreveu:
Tiro o chapéu ao homem, porque é empresário e tem a coragem de colocar o "dedo na ferida". Ele nem fala em flexisegurança.
Gostria de ver o que dizem os defensores da flexosegurança, os tais com quem me tenho envolvido em discussões.
Eu não sou defensor da flexigurança, sou só defensor da flexibilidade laboral. Porque Portugal não tem o nível de riqueza da Dinamarca que permita sustentar um modelo desses.
Mas para mim é simples: França e Japão, duas sombras do que foram, e porquê? Rigidez do mercado de trabalho.
Nos EUA um operário ganha mais do que em Portugal, mas o custo unitário de produção é mais baixo que em Portugal ou na maioria dos paises da UE, porque a produtividade nos EUA é maior. Mas também é mais fácil despedir nos EUA.
A rigidez do mercado de trabalho só serve para alimentar o regime desigual em que vivemos, uns têm emprego vitalicio e outros sujeitam-se a emprego precário.
Além disso ainda há os licenciados que não podem sujar as mãos mas os trolhas, os cavalos de arado deste país, podem pagar a bolsa do aluno, o subsídio de desemprego e o tacho no Estado depois de descobrir que tirou o curso errado e não se pode rebaixar a algo que não seja digno do seu estatuto.
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JAM.. o que está a ser dito é que as pessoas precisam de ser mais produtivas para poderem render mais e, consequentemente, ganhar mais. Nada do que foi aqui defendido e que era que os patrões deveriam plantar mais árvores das patacas e pagar mais para se fazer o pouco que se faz. Acho absolutamente impressionante que não consigam entender o que é dito de modo TÂO claro e explicito. Produtividade, produção, ordenado equivalente. E não, ordenado alto por obra e graça independentemente do que se faz ou deixa de fazer. De onde achas tu que a riqueza e os ordenados altos crescem? não, a resposta não é das cunhas...
O que o ASS diz é que isso pode ser ajudado pelas próprias empresas (o que até é uma ideia curiosa porque a JMT nunca sponsorizou muitos os seus empregados, pelo contrário, eles saem da empresa para fazerem formação adicional por sua conta e risco e a JMT mais tarde volta a contratar os mesmos por mais dinheiro - ou assim foi no passado!). Não diz que vamos todos continuar a produzir pouco e mal mas vamos pagar mais a todos para que consumam mais cenouras do pingo doce.
O que o ASS diz é que isso pode ser ajudado pelas próprias empresas (o que até é uma ideia curiosa porque a JMT nunca sponsorizou muitos os seus empregados, pelo contrário, eles saem da empresa para fazerem formação adicional por sua conta e risco e a JMT mais tarde volta a contratar os mesmos por mais dinheiro - ou assim foi no passado!). Não diz que vamos todos continuar a produzir pouco e mal mas vamos pagar mais a todos para que consumam mais cenouras do pingo doce.
Pata, estás a ver como aquilo que eu tenho defendido em releção à produtividade está correcto? Em Portugal o problema não está nos trabalhadores, pelos menos nos simples e modestos trabalhadores, está nos que estão acima.
Eu não me canso de martelar nisto, porque sei que tenho razão pelo que eu conheço do mercado. Não estou sentado numa secretaria a ver os numeros, passei muitas horas em ambientes laborais, sei do que falo.
Quando me falam em flexisegurança, au bato logo o pé, porque sei que nem todos os empresarios pensam como Alexandre Soares dos Santos quando ele diz isto:
"Os salários poderiam ser mais altos?
Na maior parte dos casos poderia, se houvesse um estudo de empresa, que a racionalizasse, tornando-a mais eficiente e, eventualmente, reduzindo o número de pessoas, mas melhorando o nível salarial das restantes. Não consigo ver de que modo se motiva uma pessoa que no final do mês leva para casa 400 euros. Nada justifica que tenha ânimo para ir trabalhar. À mínima razão, ela falta.
(...)
Em Portugal, de uma forma geral, existe falta de formação. Essa falta de formação é culpa do ensino actual. No passado, embora não fosse massificado, o ensino era melhor. O de hoje não tem objectivos, o que é grave. Há um problema que se coloca, o empresário pode ter capacidade de dar a formação que falta e que a Escola não seu às pessoas. Seja para lugares mais baixos, seja para os quadros. Considero que com salários baixos não há hipótese alguma de motivar as pessoas.
Os salários poderiam ser mais altos?
Na maior parte dos casos poderia, se houvesse um estudo de empresa, que a racionalizasse, tornando-a mais eficiente e, eventualmente, reduzindo o número de pessoas, mas melhorando o nível salarial das restantes. Não consigo ver de que modo se motiva uma pessoa que no final do mês leva para casa 400 euros. Nada justifica que tenha ânimo para ir trabalhar. À mínima razão, ela falta.
Tiro o chapéu ao homem, porque é empresário e tem a coragem de colocar o "dedo na ferida". Ele nem fala em flexisegurança.
Gostria de ver o que dizem os defensores da flexosegurança, os tais com quem me tenho envolvido em discussões.
Pensem nisto, porque é verdadeiramente a luz para se perceber o problema com transparência, sentido humano e responsável.
Eu não me canso de martelar nisto, porque sei que tenho razão pelo que eu conheço do mercado. Não estou sentado numa secretaria a ver os numeros, passei muitas horas em ambientes laborais, sei do que falo.
Quando me falam em flexisegurança, au bato logo o pé, porque sei que nem todos os empresarios pensam como Alexandre Soares dos Santos quando ele diz isto:
"Os salários poderiam ser mais altos?
Na maior parte dos casos poderia, se houvesse um estudo de empresa, que a racionalizasse, tornando-a mais eficiente e, eventualmente, reduzindo o número de pessoas, mas melhorando o nível salarial das restantes. Não consigo ver de que modo se motiva uma pessoa que no final do mês leva para casa 400 euros. Nada justifica que tenha ânimo para ir trabalhar. À mínima razão, ela falta.
(...)
Em Portugal, de uma forma geral, existe falta de formação. Essa falta de formação é culpa do ensino actual. No passado, embora não fosse massificado, o ensino era melhor. O de hoje não tem objectivos, o que é grave. Há um problema que se coloca, o empresário pode ter capacidade de dar a formação que falta e que a Escola não seu às pessoas. Seja para lugares mais baixos, seja para os quadros. Considero que com salários baixos não há hipótese alguma de motivar as pessoas.
Os salários poderiam ser mais altos?
Na maior parte dos casos poderia, se houvesse um estudo de empresa, que a racionalizasse, tornando-a mais eficiente e, eventualmente, reduzindo o número de pessoas, mas melhorando o nível salarial das restantes. Não consigo ver de que modo se motiva uma pessoa que no final do mês leva para casa 400 euros. Nada justifica que tenha ânimo para ir trabalhar. À mínima razão, ela falta.
Tiro o chapéu ao homem, porque é empresário e tem a coragem de colocar o "dedo na ferida". Ele nem fala em flexisegurança.
Gostria de ver o que dizem os defensores da flexosegurança, os tais com quem me tenho envolvido em discussões.
Pensem nisto, porque é verdadeiramente a luz para se perceber o problema com transparência, sentido humano e responsável.
O mercado cega... nem uma ida a Cuba resolve. Cuba?!?
Phone-ix!! Eles são socialistas pá!!!!
É um não executivo bastante activo.
Principalmente preocupado com aqueles aspectos importantes das relações humanas. Recursos humanos dentro da companhia e estratégia. O resto das coisas vai bem. Compreendendo as pessoas por que razão há um determinado tipo de organização e por que motivo se tomam determinadas decisões, as pessoas cumprem. Os meus filhos, acima de tudo, estão interessados em que a Jerónimo Martins cresça. Não estão interessados em brigas. A briga não dá lucro a ninguém.
Não tem tido dificuldade em descolar-se do dia-a-dia? Não sente a falta dessa adrenalina que esteve presente nos últimos 40 anos da sua vida profissional?
Se não tivesse tão doente quanto estive o ano passado, talvez esse problema se tivesse posto. Mas não há dúvida que o ter estado doente me retirou força e ânimo. Neste momento estou virado para outras coisas. Adoro a estratégia. Neste campo, nada acontece que não passe por mim.
Como pessoa, hoje em dia o que é que o motiva mais? Participar na educação dos seus netos? Sei que o tema educação lhe é muito caro.
É difícil dar uma resposta curta. Apesar da doença que tenho, por grande sorte, talvez graças a Deus, estou bem. Estas doenças dão-nos sempre uma visão sempre mais de curto prazo do que de médio e longo prazo. Já tenho 73 anos, pelo que a minha visão é sempre de curto prazo. Estou fundamentalmente interessado em ter um fim de vida feliz, mantendo a unidade familiar, de que tenho grande, grande orgulho. Tenho um gozo enorme em dar-me com os meus filhos e com os meus netos. Ainda não estou mentalmente preparado, mas comecei agora a discutir dentro da nossa sociedade familiar como poderemos fazer algo pela sociedade.
Tem algum modelo que o inspire? O senhor veio há pouco tempo dos Estados Unidos, que também vive um momento de crise económica, onde esteve uma temporada. Conseguiu recolher lá alguma força que nos inspire, porque as crises americanas são diferentes das portuguesas. O "ar" que se respira numa crise americana é menos poluído. Aquela sociedade é mais liberta. É de acreditar que esta sociedade vai colocar o cidadão no centro e não o político, o burocrata, o chefe?
Os Estados Unidos sempre funcionaram para mim como uma mola impulsionadora de entusiasmo. É um país absolutamente extraordinário. Lamento imenso que em Portugal exista uma esquerda que passa o tempo a dizer mal dos Estados Unidos. Creio que nunca lá devem ter ido ou então não são sérios. Uma coisa é a política externa dos Estados Unidos, outra é o país. É um país que dá formação a todos. Que dá oportunidades a todos. Não é nada de graça. Nos Estados Unidos, tudo se conquista. Quem quiser obter um bom lugar tem que lutar para o conseguir. Não é por nomeação, nem por compadrio que o atinge. Estive num congresso importantíssimo da distribuição e os empresários norte-americanos quando se reúnem não é para dizerem mal do Governo. É para falarem nos problemas deles e de como hão-de melhorar a qualidade dos serviços e dos produtos. Olham para a frente. Aqui passamos a vida a queixar-nos. Só falamos na segurança do emprego e esquecemo-nos do resto. Nos Estados Unidos, um professor de uma universidade ou de uma escola particular não funcionou bem, não deu boas aulas, simplesmente não é mais professor daquela escola. Aqui ficam.
Mesmo noutros sectores da sociedade, a ética da responsabilização nos Estados Unidos é muito forte.
A prova está nos que não cumprem a lei e que, por isso, vão parar à cadeia e por muitos anos.
Já não ia tão longe, estava a pensar, por exemplo, no facto de os nossos médicos se recusarem a picar o ponto. Acham que não têm de ser sujeitos a esse tipo de controlo.
Em Janeiro, numa cidade americana, não me senti bem e tive de chamar um médico. O médico veio, viu-me e depois entregou-me um papel para eu preencher. O papel era a avaliação do médico pelo paciente. O Hospital onde ele trabalhava queria saber se ele chegou à hora que tinha dito a que chegava; se me explicou convenientemente o que pensava que eu tinha; se, na minha opinião, me medicou bem; entre muitos outros aspectos. No fim puxou de uma máquina, pediu-me o cartão de crédito, dei-lhe o cartão de crédito e procedeu ao pagamento. O médico viu o paciente, medicou-o, foi avaliado e recebeu. Agora veja em Portugal o que se passa só com o marcar o ponto. Em qualquer empresa com meios tecnológicos avançados, qualquer um, desde a primeira à última pessoa da companhia, todos têm que marcar o ponto.
É algo que nos falta para podermos dar o salto?
A elite tem a responsabilidade de dar o exemplo. Não tem o direito de ser considerada uma excepção.
Sei que se envolve bastante nas questões sobre a ética dos negócios. Se um gestor seu lhe dissesse que no fim do mês para pagar o IVA ao Estado não poderia pagar salários, o que é que lhe aconselhava?
Pagava os salários e informava o Governo que não tinha condições para pagar o IVA naquele momento.
Mesmo sujeitando-se às sanções penais que a lei prevê?
Exacto.
Falência do grupo nunca foi cenário próximo
07/12/2007
O senhor é um lutador. Tem vencido as doenças. Não desiste, porque tem gosto pela vida. Numa fase prolongada de hospitalização, que coincidiu com o momento crítico da Jerónimo Martins, tinha a percepção dos problemas que estavam a acontecer cá fora?
Só tive percepção quando saí.
Assustou-se?
Não. O problema não é assustar-me. É ter a noção exacta do que se passou, analisar por que se passou e tomar as medidas rapidamente. Não se pode ficar a discutir eternamente. É naquele momento que o comandante do navio tem de tomar a decisão.
Esse sentido de urgência deu-lhe mais forças para ultrapassar essa fase menos fácil da sua vida?
Em todas as fases da nossa vida particular e profissional existem ciclos bons e menos bons. Momentos de grande felicidade, de depressão, etc. O essencial é que, quando acordamos, de manhã, consigamos passar os problemas para o lado, assumir a responsabilidade que temos e actuar.
Chegou a temer o cenário de falência?
Nunca esteve próximo sequer. As operações que estavam mal, não eram o core business. Este estava em Portugal. Havia a Polónia que estava a andar bem, mas era deficitária, e havia que ter a coragem de sair do Brasil.
...
...
Cara Pata, se vires bem, é a isso mesmo que ele se está a referir - ao BCP.
Aliás a noticia começa com a sua opinião em relação ao BCP. Claro que essa de entrar no Pingo Doce e pagar a conta foi uma indirecta aos administradores do BCP que como é obvio também não deviam ter sido beneficiados nos seus negócios com o banco.
Quanto a parte da educação concordo 100%, mas se vires bem não o vejo a falar dos profissionais da área mas sim a comparar o ensino de uns anos com o de agora que é massificado: O que ele diz é que quando só estudavam os melhores - os outros iam trabalhar aos 10 anos, ou mais cedo - o sistema funcionava, agora com todos ao "barulho" e com os politicos a "pedirem" para não reprovar os alunos não se pode ser exigente como é vontade dos professores.
Ou seja, no meu ponto de vista a critica é ao sistema e não aos professores.
Cara Pata, se vires bem, é a isso mesmo que ele se está a referir - ao BCP.
Aliás a noticia começa com a sua opinião em relação ao BCP. Claro que essa de entrar no Pingo Doce e pagar a conta foi uma indirecta aos administradores do BCP que como é obvio também não deviam ter sido beneficiados nos seus negócios com o banco.
Quanto a parte da educação concordo 100%, mas se vires bem não o vejo a falar dos profissionais da área mas sim a comparar o ensino de uns anos com o de agora que é massificado: O que ele diz é que quando só estudavam os melhores - os outros iam trabalhar aos 10 anos, ou mais cedo - o sistema funcionava, agora com todos ao "barulho" e com os politicos a "pedirem" para não reprovar os alunos não se pode ser exigente como é vontade dos professores.
Ou seja, no meu ponto de vista a critica é ao sistema e não aos professores.
Editado pela última vez por MAV8 em 7/12/2007 22:22, num total de 1 vez.
MAV8
Carteira 69
Carteira 69
-O centro de decisão do Grupo Jerónimo Martins será sempre em Portugal-
07/12/2007
O centro de decisão da Jerónimo Martins (JM) estará sempre em Portugal, garante Alexandre Soares dos Santos, presidente do conselho da administração do grupo. Prevendo que em 2010 mais de 60% das vendas da JM sejam provenientes da Polónia, Soares dos Santos acredita que a Ucrânia e a Rússia são trajectos de expansão. Mas afirma que o grupo só entrará no país de Putin quando "o problema corrupção" não estiver resolvido.
Foi um dos subscritores do "Manifesto dos 40", que defendia uma série de princípios que consagravam aquilo que ficou conhecido como os centros de decisão nacional. Na última deslocação à Polónia, no final de Setembro, admitiu, fruto da formidável expansão que a companhia tem tido no Leste, que a Polónia poderia ser o centro do Grupo dentro de dez anos. Inclusive, admitia a hipótese de deslocar para lá a comissão executiva. Mudou de ideias em relação aos centros de decisão nacionais?
O centro de decisão do Grupo Jerónimo Martins será sempre em Portugal, porque as decisões pertencem ao accionista. É este quem tem o direito de dizer o que quer da companhia.
É a nacionalidade do accionista que define o centro de decisão?
A nacionalidade do accionista é muito importante no centro de decisão. Porque, se ele for, por exemplo, holandês - sei de que falo por experiência própria -, é para favorecer a Holanda e não um país ao lado. Relativamente à Jerónimo Martins, o centro de decisão será sempre em Portugal, porque o accionista maioritário é português. Uma coisa é o accionista estar aqui, outra é a maioria da comissão executiva estar noutro país. Olhando aos números previstos para 2010, mais de 60% das nossas vendas e 70% da criação de valor vão estar na Polónia. A lógica implica que, dentro de três a cinco anos, estejamos a ir para a Rússia ou para a Ucrânia. Estando o core business nessa região, é lógico que também lá estejam os membros da comissão executiva. Mas nunca deixaremos de ter o conselho de administração sentado em Lisboa. Este conselho é constituído não só pela comissão executiva, mas também pelos seus membros não executivos.
O senhor sempre recusou internacionalizar para países que implicam esquemas, como envelopes debaixo da mesa, e que estejam contaminados pela corrupção. Vai abrir essa excepção, indo para Rússia?
Não! Enquanto o problema da Rússia não estiver resolvido em termos de corrupção, e estivemos lá em Agosto a estudar, haverá dificuldade em entrar naquele país. É fundamental que haja um respeito total pela lei. Não só por parte dos do país, como da nossa parte. Não queremos estar misturados em qualquer tipo de negociação menos clara.
É uma pré-condição?
Absolutamente.
Se não se verificar, prejudica o negócio?
Prejudica.
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