Caldeirão da Bolsa

Alunos portugueses abaixo da média em todas as competências

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por 1963 » 5/12/2007 19:08

ducklete Escreveu:1963, mas isso também é, em parte, verdade! nos outros paises europeus (frança excluida), as cargas horárias são menores e as crianças saem da escola já com o trabalho de casa feito. Após 8 horas de escola, não há razão para ainda terem muitos trabalhos de casa. Vide sistema finlandês.

Entretanto, os outros paises já entenderam como é que o mundo funciona e o que têm que mudar:

French President Sarkozy was interviewed by Arlette Chabot and Patrick Poivre d'Arvor. Talking about professional training and the need for those who are unemployed to have access, he said: “Professional training works well for those who don’t need it. That is to say, if you went to HEC and you want to go to INSEAD, you'll certainly find an important company to finance you. On the other hand, if you work in a textile company, your company closes, you can’t afford to learn another profession. And this is what I want to change”.



Completamente de acordo, essa é a escola que eu também ambiciono.

Mas o que eu procurei transmitir é a total desresponsabilização dos pais relativamente à educação dos seus educandos, consideram que isso é um problema da Escola, os professores que resolvam. Não pode ser assim, pelo menos enquanto tivermos este modelo de escola. Isto, para já não falar do nível cultural, obviamente.

Quanto ao ordenado dos professores, ser bom, tendo em conta os padrões europeus, bem dá vontade de rir...
Obstáculos é aquilo que aparece quando desviamos a atenção do problema principal.
 
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por Sei lá » 5/12/2007 15:16

PataHari, tens por acaso o link? Agradecido.

Já agora, ironizando um pouco :mrgreen: Acho que deveriam mostrar esses dados aos homens do grupo VAG ou da Continental, porque me parece que andam completamente enganadinhos nos investimentos que fizeram cá em Portugal. :mrgreen: Ou andam enganadinhos ou sabem mais que muitos de nós sobre o problema da falta de produtividade.
O mercado cega... nem uma ida a Cuba resolve. Cuba?!? :shock: Phone-ix!! Eles são socialistas pá!!!!
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por Pata-Hari » 5/12/2007 14:21

O keyser já meteu os dados aqui no fórum várias vezes. Isso são os números.

Pra os casos práticos, basta falares com qualquer empresa que se esteja a deslocalizar, eles explicam-te que é mais simples explicar a um operário da europa de leste como funcionam as coisas, como devem ser feitas e com que padrão de qualidade do que a um empregado semi-analfabeto português, que muitas vezes mal sabe ler, outras não percebe instruções a não ser em português e por ai fora.... E ainda por cima vão pagar o mesmo ou menos a um empregado da europa de leste.
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por Sei lá » 5/12/2007 13:27

Lá vamos nós voltar à questão da produtividade... isto começa a ser uma discussão estéril.

Se alguém souber de algum trabalho onde, de forma bem detalhada, se perceba onde perde Portugal produtividade, com casos concretos, faça o favor de o disponibilizar, porque tenho um enorme interesse em perceber onde está o nosso problema e penso que não serei o único a ter esse interesse.

Já sei que existem causas de uma forma geral, mas eu gostaria de ver até que ponto essas causas se aplicam na prática e nos prejudicam na prática.
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por ducklete » 5/12/2007 13:07

Se produzimos menos do que toda a europa, vide GDP per capita, como queres ganhar o mesmo que o resto da Europa? de onde achas que cresce o dinheiro?
 
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por MAV8 » 5/12/2007 12:18

Pata-Hari Escreveu:MAV, mas é exactamente assim que se fazem e devem fazer as contas. Se os alemães ganhassem 7000 euros em média, seria normal que os profs ganhassem a mesma proporção. Se cá a média são 700 euros, é anormal que os professores portugueses ganhem ordenado alemão! do mesmo modo que os profs no zimbabue ganharam ao nível so zimbabue e não ao nível alemão. O mesmo na china. Se querem ganhar um ordenado alemão, terão mesmo que ir para a Alemanha. Nem estou a entender o teu comentário.

Alunos portugueses na cauda da Europa


Jorge Paula

Os alunos portugueses de 15 anos têm resultados abaixo da média em Ciências, Leitura e Matemática, quando comparados com os colegas de mais 56 países.

O estudo PISA 2006, realizado pela OCDE e que avaliou os conhecimentos e competências de 400 mil alunos (5109 portugueses) de 57 países (30 da OCDE mais 27 desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento), coloca Portugal num pouco honroso 37.º lugar, “significativamente abaixo da média”, no que respeita às competências em Ciências. Mas em Leitura e Matemática os resultados também ficam aquém da média.

Os alunos portugueses ‘conseguiram’ 474 pontos a Ciências – a média OCDE é 500 e a global, 491. Apesar do resultado pobre, sempre é melhor do que nos anteriores estudos: 459 em 2000 e 468 em 2003. Curioso é verificar que 38,8 por cento dos alunos portugueses pretende seguir carreira científica, o valor mais elevado na OCDE.

Em Matemática, os estudantes portugueses obtiveram 466 pontos, menos 32 do que a média da OCDE e igual aos valores de 2003. Já em Leitura, 472 pontos, vinte abaixo da OCDE. Em comparação com os outros dois estudos PISA, houve melhoria em relação a 2000 mas não em comparação com 2003.

O impacto da origem sócio-económica dos alunos e da posse de bens culturais em casa no desempenho escolar é maior em Portugal do que na média da OCDE. A diferença entre os resultados dos alunos de meios mais favorecidos e os mais pobres atinge uma média de 93 pontos em Portugal (92 na OCDE). Os estudantes que têm acesso a mais bens culturais têm, em média, mais 71 pontos do que os de menos posses (64 na média da OCDE).

A ‘culpa’ dos resultados do PISA 2006 é da taxa de retenção. Essa é a visão do secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, que considera “não haver ainda a percepção dos professores que a retenção é apenas a última solução, não é eficaz na recuperação dos jovens”. No estudo participaram alunos portugueses, dos 7.º ao 11.º anos de escolaridade, de 172 escolas. Em Ciências, os alunos do 10.º obtiveram 528 pontos e os do 7.º ficaram-se pelos 352. Resultados “aquém do desejável”. Já o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Nuno Crato, defendeu “alterações profundas” nos currículos.

PISA 2006

ACIMA DA MÉDIA

1-Finlândia: 563

2-Hong Kong: 542

3-Canadá: 534

4-Taipé: 532

5-Estónia: 531

6-Japão: 531

7-Nova Zelândia: 530

8-Austrália: 527

9-Holanda: 525

10-Liechestein: 522

11-Coreia do Sul: 522

12-Eslovénia: 519

13-Alemanha: 516

14-Reino Unido: 515

15-Rep. Checa: 513

16-Suíça: 512

17-Macau: 511

18-Áustria: 511

19-Bélgica: 510

20-Irlanda: 508

DENTRO DA MÉDIA

21-Hungria: 504

22-Suécia: 503

23-Polónia: 498

24-Dinamarca: 496

25-França: 495

ABAIXO DA MÉDIA

26-Croácia : 493

27-Islândia: 491

28-Letónia: 490

29-EUA: 489

30-Eslováquia: 488

31-Espanha: 488

32-Lituânia : 488

33-Noruega: 487

34-Luxemburgo: 486

35-Rússia: 479

36-Itália: 475

37-PORTUGAL: 474

38-Grécia: 473

39-Israel: 454

40-Chile: 438

41-Sérvia: 436

42-Bulgária: 434

43-Uruguai: 428

44-Turquia: 424

45-Jordânia: 422

46-Tailândia: 421

47-Roménia: 418

48-Montenegro: 412

49-México: 410

50-Indonésia: 393

51-Argentina: 391

52-Brasil: 390

53-Colômbia: 388

54-Tunísia: 386

55-Azerbaijão: 382

56-Qatar: 349

57-Quirguizistão: 322

Fonte: OCDE

- O PISA 2006 foca a competência dos alunos de 15 anos a Ciências. A tabela vai de 0 a 1000, mas os dados são trabalhados de modo a que a média da OCDE seja 500 e dois terços dos países se situem entre 400 e 600 pontos.

ALGUNS DADOS DO PISA 2006

- 0,1 por cento dos alunos portugueses atingiu o nível mais elevado em Ciências

- 352 pontos obtidos pelos estudantes portugueses que estudam no 7.º ano, em Ciências

- 466 pontos em Matemática, 32 abaixo da média da OCDE e igual à pontuação de 2003

- 472 pontos em Leitura, vinte abaixo da média da OCDE e menos cinco do que em 2003

- 93,8 por cento dos pais considera que os professores são competentes, a mais alta taxa em dez países da OCDE



Então eu explico:

Como é obvio os professores na alemanha não ganham os tais 10000,00, se em inicio de carreira ganharem 2000,00, isso quer dizer que na proporção os portugueses só deveriam ganhar 200,00 e deviam ficar contetes e felizes por ganharem o mesmo que os alemães...

Volto a lembrar que deves fazer uma proporção identica para o teu salário, pois como eu tinha dito este não é um problema da função pública mas sim de todo o país. Aliás os gestores portugueses, esses sim têm remunerações nominais muito acima da média Europeia e eu a esses não vejo pedir sacrificios.

Se as regras económicas são iguais para toda a União Europeia como poderiamos sobreviver com um decimo de vencimento?

Abraço
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por ducklete » 5/12/2007 11:05

1963, mas isso também é, em parte, verdade! nos outros paises europeus (frança excluida), as cargas horárias são menores e as crianças saem da escola já com o trabalho de casa feito. Após 8 horas de escola, não há razão para ainda terem muitos trabalhos de casa. Vide sistema finlandês.

Entretanto, os outros paises já entenderam como é que o mundo funciona e o que têm que mudar:

French President Sarkozy was interviewed by Arlette Chabot and Patrick Poivre d'Arvor. Talking about professional training and the need for those who are unemployed to have access, he said: “Professional training works well for those who don’t need it. That is to say, if you went to HEC and you want to go to INSEAD, you'll certainly find an important company to finance you. On the other hand, if you work in a textile company, your company closes, you can’t afford to learn another profession. And this is what I want to change”.

 
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por 1963 » 5/12/2007 9:44

Enquanto isto acontecer caros amigos... :( :(
Anexos
m%C3%A3e_hoje_h%C3%A1_t_p_c_JPG_.jpg
m%C3%A3e_hoje_h%C3%A1_t_p_c_JPG_.jpg (65.79 KiB) Visualizado 1436 vezes
Obstáculos é aquilo que aparece quando desviamos a atenção do problema principal.
 
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por Pata-Hari » 5/12/2007 9:16

MAV, mas é exactamente assim que se fazem e devem fazer as contas. Se os alemães ganhassem 7000 euros em média, seria normal que os profs ganhassem a mesma proporção. Se cá a média são 700 euros, é anormal que os professores portugueses ganhem ordenado alemão! do mesmo modo que os profs no zimbabue ganharam ao nível so zimbabue e não ao nível alemão. O mesmo na china. Se querem ganhar um ordenado alemão, terão mesmo que ir para a Alemanha. Nem estou a entender o teu comentário.

Alunos portugueses na cauda da Europa


Jorge Paula


Os alunos portugueses de 15 anos estão abaixo da média entre 57 países a Ciências, Matemática e Leitura. Ainda assim, registaram-se algumas melhorias.







Os alunos portugueses de 15 anos têm resultados abaixo da média em Ciências, Leitura e Matemática, quando comparados com os colegas de mais 56 países.

O estudo PISA 2006, realizado pela OCDE e que avaliou os conhecimentos e competências de 400 mil alunos (5109 portugueses) de 57 países (30 da OCDE mais 27 desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento), coloca Portugal num pouco honroso 37.º lugar, “significativamente abaixo da média”, no que respeita às competências em Ciências. Mas em Leitura e Matemática os resultados também ficam aquém da média.

Os alunos portugueses ‘conseguiram’ 474 pontos a Ciências – a média OCDE é 500 e a global, 491. Apesar do resultado pobre, sempre é melhor do que nos anteriores estudos: 459 em 2000 e 468 em 2003. Curioso é verificar que 38,8 por cento dos alunos portugueses pretende seguir carreira científica, o valor mais elevado na OCDE.

Em Matemática, os estudantes portugueses obtiveram 466 pontos, menos 32 do que a média da OCDE e igual aos valores de 2003. Já em Leitura, 472 pontos, vinte abaixo da OCDE. Em comparação com os outros dois estudos PISA, houve melhoria em relação a 2000 mas não em comparação com 2003.

O impacto da origem sócio-económica dos alunos e da posse de bens culturais em casa no desempenho escolar é maior em Portugal do que na média da OCDE. A diferença entre os resultados dos alunos de meios mais favorecidos e os mais pobres atinge uma média de 93 pontos em Portugal (92 na OCDE). Os estudantes que têm acesso a mais bens culturais têm, em média, mais 71 pontos do que os de menos posses (64 na média da OCDE).

A ‘culpa’ dos resultados do PISA 2006 é da taxa de retenção. Essa é a visão do secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, que considera “não haver ainda a percepção dos professores que a retenção é apenas a última solução, não é eficaz na recuperação dos jovens”. No estudo participaram alunos portugueses, dos 7.º ao 11.º anos de escolaridade, de 172 escolas. Em Ciências, os alunos do 10.º obtiveram 528 pontos e os do 7.º ficaram-se pelos 352. Resultados “aquém do desejável”. Já o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Nuno Crato, defendeu “alterações profundas” nos currículos.

PISA 2006

ACIMA DA MÉDIA

1-Finlândia: 563

2-Hong Kong: 542

3-Canadá: 534

4-Taipé: 532

5-Estónia: 531

6-Japão: 531

7-Nova Zelândia: 530

8-Austrália: 527

9-Holanda: 525

10-Liechestein: 522

11-Coreia do Sul: 522

12-Eslovénia: 519

13-Alemanha: 516

14-Reino Unido: 515

15-Rep. Checa: 513

16-Suíça: 512

17-Macau: 511

18-Áustria: 511

19-Bélgica: 510

20-Irlanda: 508

DENTRO DA MÉDIA

21-Hungria: 504

22-Suécia: 503

23-Polónia: 498

24-Dinamarca: 496

25-França: 495

ABAIXO DA MÉDIA

26-Croácia : 493

27-Islândia: 491

28-Letónia: 490

29-EUA: 489

30-Eslováquia: 488

31-Espanha: 488

32-Lituânia : 488

33-Noruega: 487

34-Luxemburgo: 486

35-Rússia: 479

36-Itália: 475

37-PORTUGAL: 474

38-Grécia: 473

39-Israel: 454

40-Chile: 438

41-Sérvia: 436

42-Bulgária: 434

43-Uruguai: 428

44-Turquia: 424

45-Jordânia: 422

46-Tailândia: 421

47-Roménia: 418

48-Montenegro: 412

49-México: 410

50-Indonésia: 393

51-Argentina: 391

52-Brasil: 390

53-Colômbia: 388

54-Tunísia: 386

55-Azerbaijão: 382

56-Qatar: 349

57-Quirguizistão: 322

Fonte: OCDE

- O PISA 2006 foca a competência dos alunos de 15 anos a Ciências. A tabela vai de 0 a 1000, mas os dados são trabalhados de modo a que a média da OCDE seja 500 e dois terços dos países se situem entre 400 e 600 pontos.

ALGUNS DADOS DO PISA 2006

- 0,1 por cento dos alunos portugueses atingiu o nível mais elevado em Ciências

- 352 pontos obtidos pelos estudantes portugueses que estudam no 7.º ano, em Ciências

- 466 pontos em Matemática, 32 abaixo da média da OCDE e igual à pontuação de 2003

- 472 pontos em Leitura, vinte abaixo da média da OCDE e menos cinco do que em 2003

- 93,8 por cento dos pais considera que os professores são competentes, a mais alta taxa em dez países da OCDE
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Re: ...

por Sei lá » 4/12/2007 14:52

MAV8 Escreveu:...

Os professores portugueses são dos que mais ganham em relação ao PIB, o que como é lógico leva a enganos.

Se o PIB Português for 10 vezes inferior ao alemão, (não faço ideia), teriamos que para um vencimento de 1000,00 em Portugal na alemanha tria de ser de 10000,00 para estar ao mesmo nível.

Quase que aposto, que nestes termos somos dos mais bem pagos em todas as profissões e não só no estado como se quer fazer crer com essas noticias.


Tchiuu.... fala baixo. Há gente que não gosta de ver isso, ignorar isso e atacar os professores é mais fácil e cómodo.
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...

por MAV8 » 4/12/2007 14:34

...

Os professores portugueses são dos que mais ganham em relação ao PIB, o que como é lógico leva a enganos.

Se o PIB Português for 10 vezes inferior ao alemão, (não faço ideia), teriamos que para um vencimento de 1000,00 em Portugal na alemanha tria de ser de 10000,00 para estar ao mesmo nível.

Quase que aposto, que nestes termos somos dos mais bem pagos em todas as profissões e não só no estado como se quer fazer crer com essas noticias.
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por majomo » 4/12/2007 14:25

ducklete Escreveu:JAM, a contenção dos custos nada tem a ver com os resultados. Afinal de contas, a mesma OCDE demonstra que os nossos professores estão no topo da escala europeia no que concerne a ordenados relativamente aos seus congéneres europeus.



Podes apresentar esses mesmos resultados que falas...

Agradeço.
É que não tenho essa informação mas o contrário...
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por Sei lá » 4/12/2007 13:25

Caro artista

Se és professor sabes o peso que a burocracia tem cada vez mais no horário dos professores. Conheço a realidade, porque a minha namorada é professora de 2º ciclo e tem esse problema.

Nesta discussão tocaram noutro ponto que, não o referi anteriormente, mas é a base de tudo isto: A motivação dos alunos e exigência dos pais.

Gente desmotivada existe em doses industriais, alguns por serem assim por natureza, outros porque os pais nunca lhes exigiram nada, e outros porque simplesmente nunca perceberam que é necessário ter formação.

Voltamos à questão da mentalidade que é o factor mais prejudicial que o país tem em todos os seus quadrantes.

Nós de facto somos diferentes do nossos congéneres europeus, a resolução dos nossos problemas passa por adaptar os modelos internacionais de sucesso à nossa realidade e esperar que resulte.

Esta questão do ensino é de resolução altamente complexa, mas o aumento da carga de trabalho dos professores com burocracia e a redução do nível de exigência aos alunos, está longe de ajudar a resolver o que quer que seja. Em conclusão os passos recentes não foram positivos.
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Re: Alunos portugueses abaixo da média em todas as competênc

por artista_ » 4/12/2007 13:12

ducklete Escreveu:"Portugal consegue ter um resultado acima da média entre os alunos que têm um percurso escolar normal [que nunca chumbaram]. Nos outros, a situação é dramática", sublinhou Jorge Pedreira, adiantando que o estudo mostra que a retenção não está a funcionar em Portugal como um mecanismo de recuperação dos estudantes.


Dentro de um problema com muita complexidade neste parágrafo parece-me que está algo muito importante, eu dou aulas no 3º ciclo e secundário e quanto a mim o maior desafio das escolas e do políticos seria encontrar forma de resolver os problemas ligados à desmotivação e abandono escolar... ás vezes também penso que a não retenção dos alunos até ao 9º ano poderia funcionar bem mas se não funcionar será um desastre de consequências imprevisiveis!

Enfim isto dava pano para mangas... as escolas são muito complexas e vivem-se situações das quais há mais perguntas que respostas! Nem as pessoas ligadas há muitos anos à educação conseguem dar essas respostas, a sugestão é para que haja constantemente reflexões sobre os assuntos para que se consiga fazer o melhor possível...

Enfim podia estar aqui a escrever sobre isto um dia inteiro mas tenho mais que fazer... :wink:
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por ducklete » 4/12/2007 12:54

Duarte, não me admiraria nada se isso fosse um dos factores explicativos do mau acompanhamento dos alunos.
 
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por Duarte » 4/12/2007 12:47

Eu acho que um dos principais problemas é o facto de não existir um quadro de professores no ensino publico. Os professores saltam de escola em escola todos os anos e não conseguem planificar um trabalho a médio prazo para além da obvia falta de motivação. Nas escolas/colegios semi-publicos onde existe um quadro de professores fixo as coisas funcionam muito melhor, independentepente do tipo de alunos que apresentam.
 
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por Camisa Roxa » 4/12/2007 12:42

Branc0 Escreveu:Depois quero-te dizer que não há cheque-ensino que vá resolver o problema de os pais não ligarem nenhuma aos progressos escolares dos filhos.


concordo em absoluto!

atenção que o cheque-ensino não é privatizar as escolas nem quer dizer que as escolas públicas são más e que as privadas são boas.

o cheque-ensino vai provocar 1 afluxo de alunos às melhores escolas (públicas e privadas) e dar incentivos a que surjam escolas privadas que concorram com as escolas públicas. Desta forma serão as próprias escolas públicas com piores resultados que terão de aumentar os seus padrões e exigências de ensino caso contrário correm o risco de fechar por falta de financiamento (como já ocorre no privado: maus resultados-->perda de alunos-->insuficiência de financiamento-->escola fecha)...
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por Branc0 » 4/12/2007 12:28

Camisa Roxa Escreveu:Cheque-ensino já! Do que o ensino precisa em Portugal é de concorrência entre escolas para aumentar os padrões!

Liberdade às escolas para escolherem os seus programas, os seus professores e os seus alunos; liberdade aos pais para escolherem as suas escolas.


Primeiro que tudo quero dizer que também sou a favor do cheque-ensino.

Depois quero-te dizer que não há cheque-ensino que vá resolver o problema de os pais não ligarem nenhuma aos progressos escolares dos filhos.

Ainda me lembro quando tive dificuldades (foi a Física no 12º ano) e tive que anular a cadeira e tentar o exame porque a coisa estava a correr mal demais para ser verdade.

A minha mãe e o meu pai basicamente obrigaram-se a ir 2 horas por semana para casa de um explicador (que também era professor) resolver exercicios e tentar perceber alguma coisa daquilo. Passei o exame, graças ao esforço que fiz mas sobretudo porque os meus pais se preocuparam.

Infelizmente não é isto que se passa na maior parte dos agregados familiares, há muito aquela cultura de "Oh filho, não sabes fazer contas? Deixa lá... o pai também era mau a matemática" e deixa-se andar até se chumbar.

Se as escolas privadas têm muito melhor desempenho do que as escolas publicas penso que a isso não está alheado o facto de os pais dos alunos destas escolas se preocuparem muito mais com o progresso académico dos filhos do que nas escolas publicas (quantos pais nem sequer aparecem nas reuniões de fim de trimestre quanto mais aparecer esporadicamente na escola para falar com a directora de turma e saber como vão as coisas).
Be Galt. Wear the message!

The market does not beat them. They beat themselves, because though they have brains they cannot sit tight. - Jesse Livermore
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por maverick » 4/12/2007 12:26

Camisa Roxa Escreveu:Cheque-ensino já! Do que o ensino precisa em Portugal é de concorrência entre escolas para aumentar os padrões!

Liberdade às escolas para escolherem os seus programas, os seus professores e os seus alunos; liberdade aos pais para escolherem as suas escolas.


Também sou apologista desta medida, uma ideia já muito falada, pricipalmente no ensino superior.
Cumprimentos
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por Camisa Roxa » 4/12/2007 12:17

Cheque-ensino já! Do que o ensino precisa em Portugal é de concorrência entre escolas para aumentar os padrões!

Liberdade às escolas para escolherem os seus programas, os seus professores e os seus alunos; liberdade aos pais para escolherem as suas escolas.
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por ducklete » 4/12/2007 12:07

JAM, a contenção dos custos nada tem a ver com os resultados. Afinal de contas, a mesma OCDE demonstra que os nossos professores estão no topo da escala europeia no que concerne a ordenados relativamente aos seus congéneres europeus.
 
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por Sei lá » 4/12/2007 12:01

Ora aqui está a resposta que faltava para justificar uma afirmação que eu uso muitas vezes: Os portugueses são diferentes dos europeus, os modelos utilizados na Europa podem não funcionar em Portugal.

Isto, da forma que é apresentado, não é fácil de resolver. A prioridade do actual ministério da educação é avaliar os professores para ver os que pode encostar (e poupar) ou limitar a progressão na carreira (e poupar), sobrecarregá-los com trabalho administrativo e burocrático para ficarem com menos tempo para se focalizar no ensino e, por ultimo a cereja em cima do bolo, melhorar Portugal no ranking da educação facilitando a passagem de ano e não priveligiando o mérito dos alunos.

Assim não vamos lá não.
O mercado cega... nem uma ida a Cuba resolve. Cuba?!? :shock: Phone-ix!! Eles são socialistas pá!!!!
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Alunos portugueses abaixo da média em todas as competências

por ducklete » 4/12/2007 11:33

O desempenho dos alunos portugueses de 15 anos é mais baixo do que a média dos seus colegas de 57 países a Ciências, Matemática e Leitura, de acordo com um estudo da OCDE publicado hoje.

O PISA 2006 (Programme for International Student Assessment) avaliou no ano passado os conhecimentos e competências dos estudantes que estão a terminar ou já concluíram o ensino obrigatório, comparando os resultados dos vários países envolvidos (30 da Organização e 27 parceiros).

A nível dos conhecimentos científicos, os mais testados nesta terceira edição do PISA, os alunos portugueses alcançaram uma pontuação de 474, o que corresponde ao 37º lugar entre os 57 países que participaram no estudo. Os países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) registaram uma média de 500 pontos, enquanto a média global foi de 491.

Mais de metade dos estudantes portugueses (53,3 %) só demonstraram conhecimentos básicos neste domínio, não indo além do nível dois em seis níveis de complexidade.

Por oposição, só 0,1% conseguiu atingir o nível mais elevado, o pior resultado entre os países da OCDE. Apesar de negativo, o desempenho nacional em Ciências melhorou face a 2003 e 2000, quando os alunos alcançaram uma pontuação de 468 e 459, respectivamente.

Já no que diz respeito aos conhecimentos matemáticos, o desempenho dos estudantes portugueses de 15 anos ficou 32 pontos abaixo da média da OCDE (466 contra 498) e 18 abaixo da média total, fixada nos 484. Também nesta área, mais de metade dos estudantes (55,8%) ficou-se pelos níveis um e dois e só 0,8% demonstrou conhecimentos correspondentes ao patamar mais alto. O desempenho dos portugueses não sofreu alterações face a 2003 no que diz respeito à Matemática, o mesmo acontecendo ao nível da Leitura, em que a variação registada não é estatisticamente significativa (menos cinco pontos do que em 2003, mas mais dois do que em 2000).

A nível global, os alunos obtiveram 472 pontos nas competências associadas à Leitura, menos 12 do que a média global e menos 20 do que a média da OCDE. Para o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, "os resultados estão aquém do que seria desejável", evidenciando uma "disfunção" do sistema educativo português.

Isto porque se tivermos apenas em conta o desempenho dos alunos portugueses do 10º ano, o normal para frequentar aos 15 anos, o resultado nacional estaria acima da média da OCDE nas três competências avaliadas.

O problema, explicou, é que o país apresenta taxas de retenção muito acima da média, pelo que, aos 15 anos, há alunos ainda a frequentar o terceiro ciclo do ensino básico (7º, 8º e 9º anos) e que, por isso, não demonstram um nível de conhecimentos que seria expectável para a sua idade.

"Portugal consegue ter um resultado acima da média entre os alunos que têm um percurso escolar normal [que nunca chumbaram]. Nos outros, a situação é dramática", sublinhou Jorge Pedreira, adiantando que o estudo mostra que a retenção não está a funcionar em Portugal como um mecanismo de recuperação dos estudantes.

"O nosso sistema tem uma disfunção. Apesar de todas as orientações que existem, nomeadamente para a aplicação de planos de recuperação, não há ainda a percepção [por parte dos professores] de que a retenção é um fenómeno extremo e apenas de último recurso", frisou, explicando que em países como a Finlândia, que lidera a tabela, os chumbos são meramente residuais, uma vez que os potenciais repetentes são objecto de um plano de acompanhamento especial e seguidos por um tutor.

De acordo com o estudo, a percentagem de repetentes no terceiro ciclo atinge os 12,8% em Portugal e sobe para 16,9% no secundário, enquanto a média entre os países da Organização não vai além dos 2,7% e 3,9%, respectivamente.

Reiterando que a retenção não está a ser eficaz, o secretário de Estado lamentou o "discurso generalizado" de que os chumbos são...





Fonte: bpionline

Nunca iremos ganhar competitividade enquanto isto for uma realidade. Estaremos cada vez mais a competir com os chineses necessitanto no entanto de gerar rendimentos a nível europeu porque os nossos custos são europeus. A equação é simples, ou competimos com a china na produção com pouco valor acrescentado (que é a unica que conseguimos fazer dado a fraca preparação dos nossos trabalhadores) e cobramos preços baixos, conseguindo portanto viver com ordenados de chinês (coisa impossivel dado que estamos na Europa), ou conseguimos alterar este estado das coisas, formando gente que possa tornar-se fornecedor da china (em tecnologia) e podemos aspirar a não ser para todo sempre muito pobres. Outros milagres, infelizmente, não existem. Pelo menos até que se descubra modo de fazer o dinheiro crescer das arvores.
 
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