Off Topic: Protocolo de Kioto
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Off Topic: Protocolo de Kioto
Austrália ratifica o Protocolo de Quioto relativo a alterações climáticas
Alan Porritt, EPA
Primeiro-ministro australiano Kevin Rudd na primeira reunião ministerial, em Camberra
No primeiro acto como primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd anuncia que o país ratificou o protocolo de Quioto sobre alterações climáticas. Os EUA tornam-se assim a única nação desenvolvida do Mundo a recusar assinar o pacto.
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O novo chefe do Governo australiano, que hoje tomou posse, cumpriu a promessa eleitoral de que o clima será uma prioridade.
“Este é o primeiro acto oficial do novo Governo australiano, o que demonstra o empenho do Executivo em lidar com as alterações climáticas”, disse Kevin Rudd, poucas horas depois de tomar posse como primeiro-ministro.
A ratificação terá efeito 90 dias após o documento ser entregue nas Nações Unidas. A Austrália será um membro do Protocolo de Quioto antes do final de Março de 2008.
"A declaração oficial da Austrália de que será um membro do protocolo de Quioto é um passo significativo no esforço do nosso país no combate às alterações climáticas", disse o primeiro-ministro australiano.
Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas
A notícia de que a Austrália assinou o protocolo de Quioto foi recebida com largos sorrisos em Bali, na Indonésia, onde começou hoje a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas. Os vários países envolvidos vão analisar o que fazer após Quioto expirar, em 2012.
A nova posição australiana vem dar mais força ao pacto e colocar ainda mais pressão sobre os EUA.
Cerca de 10 mil conferencistas, activistas do ambiente e jornalistas de 190 países estão reunidos em Bali para assistir às conversações lideradas pelas Nações Unidas sobre o futuro do planeta. Isto numa altura em que vários relatórios científicos concluem que o Mundo tem a tecnologia para parar o aquecimento global se actuar imediatamente.
O objectivo primordial da Conferência de Bali será o de lançar negociações sobre os passos seguintes ao final do Protocolo de Quioto, em 2012. Um novo acordo que todos esperam que esteja concluído em 2009.
Durante o encontro serão realizadas novas tentativas para trazer os EUA para o processo. Os norte-americanos continuam a recusar ratificar o Protocolo de Quioto alegando que tal passo será prejudicial à economia e colocando em causa os estudos sobre o aquecimento global.
Quercus em Bali
Francisco Ferreira, da Quercus, está em Bali para acompanhar a Conferência, onde, diz, há “um misto de esperança e cepticismo”.
“As quatro áreas que têm vindo a ser discutidas ao nível da Conferência continuarão a constituir pilares fundamentais de discussão – a mitigação (a redução de emissões de gases de efeito de estufa), a adaptação, a tecnologia e as finanças”, escreve Francisco Ferreira num blog onde vai relatando o que se passa em Bali.
O ambientalista é crítico sobre “os maus actores em Bali” – os EUA, o Canadá e o Japão. “Quanto ao primeiro não se espera nada de novo e o importante é negociar um acordo pós-2012 que lhes deixe a porta aberta, mas sem o processo ficar refém de qualquer decisão. O Canadá insiste que são necessárias metas de redução vinculativas para os países em desenvolvimento para o ano de 2020. O Japão, para atrair os EUA, defende metas voluntárias para 2020, que se sabe terem pouco impacte face às necessidades do clima”, escreve Francisco Ferreira.
RTP
2007-12-03 09:22:30
Alan Porritt, EPA
Primeiro-ministro australiano Kevin Rudd na primeira reunião ministerial, em Camberra
No primeiro acto como primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd anuncia que o país ratificou o protocolo de Quioto sobre alterações climáticas. Os EUA tornam-se assim a única nação desenvolvida do Mundo a recusar assinar o pacto.
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O novo chefe do Governo australiano, que hoje tomou posse, cumpriu a promessa eleitoral de que o clima será uma prioridade.
“Este é o primeiro acto oficial do novo Governo australiano, o que demonstra o empenho do Executivo em lidar com as alterações climáticas”, disse Kevin Rudd, poucas horas depois de tomar posse como primeiro-ministro.
A ratificação terá efeito 90 dias após o documento ser entregue nas Nações Unidas. A Austrália será um membro do Protocolo de Quioto antes do final de Março de 2008.
"A declaração oficial da Austrália de que será um membro do protocolo de Quioto é um passo significativo no esforço do nosso país no combate às alterações climáticas", disse o primeiro-ministro australiano.
Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas
A notícia de que a Austrália assinou o protocolo de Quioto foi recebida com largos sorrisos em Bali, na Indonésia, onde começou hoje a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas. Os vários países envolvidos vão analisar o que fazer após Quioto expirar, em 2012.
A nova posição australiana vem dar mais força ao pacto e colocar ainda mais pressão sobre os EUA.
Cerca de 10 mil conferencistas, activistas do ambiente e jornalistas de 190 países estão reunidos em Bali para assistir às conversações lideradas pelas Nações Unidas sobre o futuro do planeta. Isto numa altura em que vários relatórios científicos concluem que o Mundo tem a tecnologia para parar o aquecimento global se actuar imediatamente.
O objectivo primordial da Conferência de Bali será o de lançar negociações sobre os passos seguintes ao final do Protocolo de Quioto, em 2012. Um novo acordo que todos esperam que esteja concluído em 2009.
Durante o encontro serão realizadas novas tentativas para trazer os EUA para o processo. Os norte-americanos continuam a recusar ratificar o Protocolo de Quioto alegando que tal passo será prejudicial à economia e colocando em causa os estudos sobre o aquecimento global.
Quercus em Bali
Francisco Ferreira, da Quercus, está em Bali para acompanhar a Conferência, onde, diz, há “um misto de esperança e cepticismo”.
“As quatro áreas que têm vindo a ser discutidas ao nível da Conferência continuarão a constituir pilares fundamentais de discussão – a mitigação (a redução de emissões de gases de efeito de estufa), a adaptação, a tecnologia e as finanças”, escreve Francisco Ferreira num blog onde vai relatando o que se passa em Bali.
O ambientalista é crítico sobre “os maus actores em Bali” – os EUA, o Canadá e o Japão. “Quanto ao primeiro não se espera nada de novo e o importante é negociar um acordo pós-2012 que lhes deixe a porta aberta, mas sem o processo ficar refém de qualquer decisão. O Canadá insiste que são necessárias metas de redução vinculativas para os países em desenvolvimento para o ano de 2020. O Japão, para atrair os EUA, defende metas voluntárias para 2020, que se sabe terem pouco impacte face às necessidades do clima”, escreve Francisco Ferreira.
RTP
2007-12-03 09:22:30
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