Off Topic - Socorro!
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Re: Off Topic - Socorro!
marcolopes Escreveu:Fumar nos cafés e restaurantes é coisa do passado?
Antes fosse...
Lamentavelmente os fumadores não respeitam sequer as zonas definidas como de não fumadores (por exemplo nos centros comerciais).
Mais do que provocar o cancro (em que fuma e em quem não fuma) o tabaco é um verdadeiro cancro da sociedade.
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: Off Topic - Socorro!
luiz22 Escreveu:26/11/2007
Socorro!
Verdade: fumar em cafés ou restaurantes é hoje coisa do passado e os fumantes resistentes são vermes que a sociedade européia contempla com inevitável nojo. Como os leprosos na Antiguidade.
Fumar nos cafés e restaurantes é coisa do passado??? Terão de me dizer ONDE, porque CÁ em Portugal não é concerteza.
Este é um artigo de opiniões, e como tal, divide. Quando se limita ou proíbe algo, abrem-se portas ás consequências. Em Espanha, o FUMO do cigarro passou a ser insuportável NAS RUAS. Exactamente. É TANTA gente a fumar fora de portas que em certas ruas é inevitável sentir o cheiro em qualquer lado que seja.
As leis, são como tudo o resto: não agradam a toda a gente. Por mim, toda a gente poderia fumar, nicotina, erva, ou qualquer OUTRA DROGA, DESDE que o fizesse em LOCAIS APROPRIADOS. NÃO nos cafés, não nos restaurantes, e MUITO MENOS nas RUAS. Que fossem criadas SALAS DE FUMO, assim todos conviveriam em paz e harmonia! E já agora, um espaço para cada TIPO DE FUMO, para não serem feitas misturas bombásticas... Ou então, QUE fumem EM CASA!
valhamedeus...
Crise? Qual crise?
pescanha Escreveu:na televisão, penso que 3 semanas atrás ou coisa assim, estavam a ensinar como lavar as mãos... . ainda agora estou de queixo no chão.
pescanha,
Se calhar porque o número de pessoas que não lava as mãos antes das refeições, após ir ao quarto-de-banho é assustadoramente elevada em muitos países da UE... Ou como diria melhor um colega do meu pai após ir à casa-de-banho urinar. Segundo ele, não era preciso lavar as mãos porque a pila era dele...
Um abraço,
MozHawk
Re: Off Topic - Socorro!
artigo colocado pelo luiz22 Escreveu:Trocar o Brasil pela gaiola européia? Não sejam loucos. E, se me permitem, socorro!
Mas eles continuam a vir. Porque na gaiola ganham mais a trabalhar menos do que no Brasil. Porque na gaiola têm um nível mais elevado de segurança do que no Brasil.
Porque na gaiola, mesmo sendo imigrantes ilegais que não pagam impostos, têm direito a serviços de saúde públicos (pagos por nós) melhores do que aqueles a que, como cidadãos, têm no Brasil.
E o estranho é que, se esta é uma gaiola, tenham liberdade para falar mal dela. E que outros tenham liberdade para os apoiar. Será que no Brasil têm assim tanta liberdade?
HappyFather
http://caprichosdebolsa.blog.pt/ (inactivo)
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Off Topic - Socorro!
26/11/2007
Socorro!
Eu sei que existem brasileiros que sonham com a Europa. Não falo de Paris e de férias na Torre Eiffel. Falo de viver na Europa, trabalhar na Europa, quem sabe casar e envelhecer na Europa.
Por favor, mudem de idéias. Qualquer europeu sensato, com dois neurónios em razoável funcionamento, trocaria a Europa pelo Brasil. Existe insegurança nos trópicos? Pois existe. Mas na Europa existe segurança a mais e, com uma União Européia que todos os dias aumenta os seus poderes legislativos sobre a vida do mais insignificante cidadão, a coisa começa a ganhar contornos fantasmagóricos.
Pior: de acordo com a revista alemã "Der Spiegel", o cenário vai piorar. A União Européia é liderada por 27 comissários (não eleitos, entendam) e os 27 competem entre si pelo troféu definitivo: como produzir o maior número de regulamentos idiotas para transformar um adulto europeu numa criança de 4 anos?
A paranóia legislativa ataca todas as áreas da vida humana, do trabalho à intimidade, sem esquecer aquilo que os europeus devem comer, beber, respirar, ouvir, olhar, fazer ou não fazer. Conta o artigo que o maior recordista de imbecilidades por dia (repito: por dia) dá pelo nome de Markos Kyprianou, um cipriota que lidera a área da Saúde. Agora, o grande desafio de Kyprianou é fazer ao álcool o que a Europa fez ao tabaco. Ou seja, acabar com a podridão.
Verdade: fumar em cafés ou restaurantes é hoje coisa do passado e os fumantes resistentes são vermes que a sociedade européia contempla com inevitável nojo. Como os leprosos na Antiguidade. Mas os fumantes terão companhia para breve: quando Kyprianou conseguir colocar no rótulo de cada bebida alcoólica as palavras sacramentais de que beber mata, arruina matrimônios, queima massa cinzenta etc. etc. etc. Não excluo que a figura elegante de Johnny Walker em seus passeios campestres seja substituída por um fígado em putrefação cirrótica. Por que não?
Precisamente: é tudo para o nosso bem. A União Européia proíbe o dono de uma vaca de vender leite tirado da vaca a um consumidor ocasional? É tudo para o nosso bem. A União Européia proíbe qualquer alimento com excesso de sal, gordura ou açúcar de proclamar as suas virtudes nutritivas? É tudo para o nosso bem. A União Européia está disposta a arruinar a tradição centenária dos produtores de queijo alpino porque as instalações não têm tecnologia fabril? É tudo para o nosso bem.
E é tudo para o meu bem. Leio as proibições, os regulamentos, os aconselhamentos e o paternalismo de Bruxelas e não posso deixar de pensar que, no curto prazo, metade da minha dieta estará proibida por um burocrata qualquer. Já imagino esse dia bem triste, e bem civilizado, em que sairei de casa com gabardine e óculos escuros, disposto a comer, numa catacumba qualquer, os pratos que a minha avó fazia na maior das inocências.
Claro que alguns resistentes ainda perguntam se um mundo crescentemente securitário será um mundo crescentemente livre: um mundo onde os seres humanos podem viver suas vidas e serem responsabilizados por suas escolhas. A dúvida deixa de fazer qualquer sentido. Os delírios regulamentares de Bruxelas não acabam apenas com modos de vida úteis e benignos que foram resistindo aos testes do tempo. Os delírios de Bruxelas arruinam também o sentido mais básico da liberdade individual: esse espaço onde eu posso atuar sem a interferência de terceiros. E sem interferir com a vida de terceiros.
Trocar o Brasil pela gaiola européia? Não sejam loucos. E, se me permitem, socorro!
João Pereira Coutinho, 31, é colunista da Folha. Reuniu seus artigos para o Brasil no livro "Avenida Paulista" (Ed. Quasi), publicado em Portugal, onde vive. Escreve quinzenalmente, às segundas-feiras, para a Folha Online.
Socorro!
Eu sei que existem brasileiros que sonham com a Europa. Não falo de Paris e de férias na Torre Eiffel. Falo de viver na Europa, trabalhar na Europa, quem sabe casar e envelhecer na Europa.
Por favor, mudem de idéias. Qualquer europeu sensato, com dois neurónios em razoável funcionamento, trocaria a Europa pelo Brasil. Existe insegurança nos trópicos? Pois existe. Mas na Europa existe segurança a mais e, com uma União Européia que todos os dias aumenta os seus poderes legislativos sobre a vida do mais insignificante cidadão, a coisa começa a ganhar contornos fantasmagóricos.
Pior: de acordo com a revista alemã "Der Spiegel", o cenário vai piorar. A União Européia é liderada por 27 comissários (não eleitos, entendam) e os 27 competem entre si pelo troféu definitivo: como produzir o maior número de regulamentos idiotas para transformar um adulto europeu numa criança de 4 anos?
A paranóia legislativa ataca todas as áreas da vida humana, do trabalho à intimidade, sem esquecer aquilo que os europeus devem comer, beber, respirar, ouvir, olhar, fazer ou não fazer. Conta o artigo que o maior recordista de imbecilidades por dia (repito: por dia) dá pelo nome de Markos Kyprianou, um cipriota que lidera a área da Saúde. Agora, o grande desafio de Kyprianou é fazer ao álcool o que a Europa fez ao tabaco. Ou seja, acabar com a podridão.
Verdade: fumar em cafés ou restaurantes é hoje coisa do passado e os fumantes resistentes são vermes que a sociedade européia contempla com inevitável nojo. Como os leprosos na Antiguidade. Mas os fumantes terão companhia para breve: quando Kyprianou conseguir colocar no rótulo de cada bebida alcoólica as palavras sacramentais de que beber mata, arruina matrimônios, queima massa cinzenta etc. etc. etc. Não excluo que a figura elegante de Johnny Walker em seus passeios campestres seja substituída por um fígado em putrefação cirrótica. Por que não?
Precisamente: é tudo para o nosso bem. A União Européia proíbe o dono de uma vaca de vender leite tirado da vaca a um consumidor ocasional? É tudo para o nosso bem. A União Européia proíbe qualquer alimento com excesso de sal, gordura ou açúcar de proclamar as suas virtudes nutritivas? É tudo para o nosso bem. A União Européia está disposta a arruinar a tradição centenária dos produtores de queijo alpino porque as instalações não têm tecnologia fabril? É tudo para o nosso bem.
E é tudo para o meu bem. Leio as proibições, os regulamentos, os aconselhamentos e o paternalismo de Bruxelas e não posso deixar de pensar que, no curto prazo, metade da minha dieta estará proibida por um burocrata qualquer. Já imagino esse dia bem triste, e bem civilizado, em que sairei de casa com gabardine e óculos escuros, disposto a comer, numa catacumba qualquer, os pratos que a minha avó fazia na maior das inocências.
Claro que alguns resistentes ainda perguntam se um mundo crescentemente securitário será um mundo crescentemente livre: um mundo onde os seres humanos podem viver suas vidas e serem responsabilizados por suas escolhas. A dúvida deixa de fazer qualquer sentido. Os delírios regulamentares de Bruxelas não acabam apenas com modos de vida úteis e benignos que foram resistindo aos testes do tempo. Os delírios de Bruxelas arruinam também o sentido mais básico da liberdade individual: esse espaço onde eu posso atuar sem a interferência de terceiros. E sem interferir com a vida de terceiros.
Trocar o Brasil pela gaiola européia? Não sejam loucos. E, se me permitem, socorro!
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As decisões fáceis podem fazer-nos parecer bons,mas tomar decisões difíceis e assumi-las faz-nos melhores.
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