Caldeirão da Bolsa

Economia portuguesa com o pior desempenho da UE

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por mcarvalho » 16/11/2007 1:43

Juros e subsídios aceleram crescimento da despesa pública


15/11/2007

n bpi
O défice do subsector Estado baixou em 939,4 milhões de euros nos primeiros dez meses deste ano, para 4,911 mil milhões de euros, com o crescimento das receitas a mitigar o efeito da aceleração do aumento das despesas.

De acordo com os dados hoje divulgados pela Direcção Geral do Orçamento (DGO), a despesa do subsector Estado situou-se em 36,03 mil milhões de euros entre Janeiro e Outubro, um valor que corresponde a um crescimento homólogo de 4,1% face ao mesmo período de 2006.

Este valor representa uma forte aceleração face ao verificado nos primeiros nove meses do ano (período durante o qual a despesa cresceu 2,6%), o que a DGO explica com o comportamento das despesas com juros da dívida pública, com subsídios e com capital.

Com juros e outros encargos o Estado gastou 4,47 mil milhões de euros nos primeiros 10 meses do ano, um crescimento de 6,5% que se explica com o aumento dos juros nos últimos meses, em resultado da crise no mercado do crédito. Até Setembro as despesas com juros estavam a crescer a um ritmo homólogo bem inferior, de 3%. Ainda assim, a DGO assinala que nas previsões para a totalidade de 2007 está inscrito um crescimento de 8,6%.

A contribuir também para o aumento da despesa esteve o "crescimento muito significativo dos subsídios, explicado pelo facto da Resolução de Conselho de Ministros que procedeu à distribuição das indemnizações compensatórias pela prestação de serviço público para o ano de 2007 ter sido publicada dois meses mais cedo do que o verificado em 2006".

Contudo, as receitas do Estado continuam a crescer a um ritmo bem superior à da despesa, possibilitando a descida do défice orçamental, que o Governo estima ficar já nos 3% este ano.

A receita registou uma taxa de variação homóloga acumulada de 8,2% para 31,11 mil milhões de euros, com as receitas fiscais a crescerem ao mesmo ritmo. A DGO assinala que para este resultado contribuiu o crescimento da receita dos impostos directos em 14,3% e a dos impostos indirectos em 4,5%.

Com o IVA o Estado arrecadou mais 5,8%, enquanto os crescimentos no IRC e no IRS totalizaram 26,1% e 8,1%, respectivamente.

A DGO destaca ainda que a receita do mês de Outubro do imposto sobre o tabaco evidencia uma inversão da tendência de recuperação observada no mês de Setembro, pelo que a taxa de variação homóloga acumulada desceu para os 4% negativos.
 
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mas o pinóquio

por mcarvalho » 14/11/2007 16:04

Sócrates diz que Portugal pode crescer 2% este ano, mais do que o previsto pelo Governo
14 de Novembro de 2007, 12:52

Lisboa, 14 Nov (Lusa) - O primeiro-ministro, José Sócrates, disse hoje que os dados dos primeiros nove meses do ano indiciam que Portugal pode crescer em 2007 mais do que previsto pelo Governo e chegar a 2 por cento.

"É possível" que o crescimento de Portugal no final do ano atinja os 2 por cento, ficando 0,2 pontos percentuais acima da previsão do Governo, afirmou José Sócrates, na cerimónia de entrega de computadores e-Escolas e em que a Toshiba Europe entregou ao Estado português o prémio para o melhor projecto europeu no âmbito da sociedade da informação.

A economia portuguesa cresceu 1,8 por cento no terceiro trimestre deste ano, face a igual período de 2006, em desaceleração, mas depois de o INE ter revisto em alta o ritmo de expansão nos dois primeiros trimestres.

A estimativa rápida do Produto Interno Bruto (PIB), hoje divulgada, mostra que a economia cresceu mais rapidamente do que se pensava nos primeiros seis meses, tendo o Instituto Nacional de Estatística (INE) revisto em alta os valores estimados.

Assim, a economia portuguesa cresceu 2,1 por cento nos primeiros três meses do ano, o que traduz uma revisão em alta de 0,1 pontos percentuais, e expandiu-se a um ritmo de 1,9 por cento no segundo trimestre, o que representa uma revisão em alta de 0,3 pontos percentuais.

Na evolução em cadeia, o PIB português estagnou no terceiro trimestre, face ao trimestre imediatamente anterior, depois de ter crescido 0,7 por cento nos primeiros três meses e 0,6 no segundo trimestre.

Estes dados "deixam o Governo na esperança" de que o crescimento económico português no final do ano possa atingir os 2 por cento, acrescentou o primeiro-ministro, lembrando que eles "demonstram a sustentabilidade e a robustez do crescimento da economia portuguesa".

Sócrates voltou a dizer que espera que o défice cumpra todas as regras internacionais, o que, aliado à expectativa de Portugal vir a crescer mais do que o esperado, "são duas grandes notícias" para a economia portuguesa.

Questionado sobre a desaceleração económica no terceiro trimestre em Portugal, Sócrates respondeu que "é um padrão já conhecido", sublinhando que é importante verificar que desde o início do ano não houve trimestres com taxas de crescimento abaixo das previsões do Governo.

A média de crescimento dos três trimestres ascendeu a 1,93 por cento, valor que é superior às previsões do Governo, acrescentou o primeiro-ministro, e que se aproxima muito de um crescimento de 2,0 por cento, ritmo que Portugal já não tinha desde 2001.

O chefe de Governo disse estar "muito satisfeito" com estes dados, já que são "sinais muito positivos" para a economia portuguesa.

ABI/IRE.
 
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Economia portuguesa com o pior desempenho da UE

por luiz22 » 14/11/2007 12:32

Economia portuguesa com o pior desempenho da UE


14/11/2007


A actividade económica portuguesa surpreendeu pela negativa no terceiro trimestre, ao revelar um crescimento nulo face aos três meses anteriores, e de 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação europeia, nenhum país fez pior.

De acordo com dados, ainda preliminares e parciais, hoje divulgados pelo Eurostat, a Zona Euro terá registado uma aceleração significativa, contrariando a expectativa de alguma travagem decorrente da crise nos mercados financeiros. Tomando por base os valores dos nove países para os quais já existem dados disponíveis, a Zona Euro cresceu 0,7% no terceiro trimestre face ao anterior, e 2,5% por comparação com o mesmo período do ano passado, evidenciando uma aceleração quer homóloga quer, e sobretudo, em cadeia.

No trimestre anterior, a área do euro havia crescido 0,3% por comparação com os três primeiros meses do ano e 2,5% face ao mesmo período de 2006.

Destaque para a Alemanha, a maior economia europeia, cujo PIB acelerou em cadeia (de 0,3% para 0,7%) e manteve o mesmo ritmo homólogo (2,5%).

Já Espanha, o principal destino das exportações portuguesas, sofreu uma ligeira desaceleração: de 0,9% para 0,7% entre o segundo e o terceiro trimestres, e de 4% para 3,8% por comparação com os períodos homólogos.

No conjunto dos 27 países da União Europeia, a aceleração foi ainda mais marcada do que na Zona Euro, com o PIB a crescer 0,8% face ao trimestre anterior (em que tinha crescido 0,3% por comparação com os três meses precedentes), e a acelerar de 2,8% para 2,9% na evolução homóloga.

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