Millennium BPI...
BCP e BPI fazem teste decisivo à flexibilidade negocial
Os últimos dias foram decisivos para o BPI e o BCP perceberem qual a linha negocial do seu interlocutor face a uma eventual fusão entre as duas instituições. Nos próximos dias terão lugar os testes finais à flexibilidade de cada uma das instituições.
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Maria João Gago
mjgago@mediafin.pt
Os últimos dias foram decisivos para o BPI e o BCP perceberem qual a linha negocial do seu interlocutor face a uma eventual fusão entre as duas instituições. Nos próximos dias terão lugar os testes finais à flexibilidade de cada uma das instituições.
No mercado, admite-se que, até ao final da próxima semana, ocorra o desfecho destas conversações, seja no sentido negativo - apontado como o mais provável -, seja no sentido positivo.
Os últimos dias foram decisivos para o BPI e o BCP perceberem qual a linha negocial do seu interlocutor face a uma eventual fusão entre as duas instituições. Nos próximos dias terão lugar os testes finais à flexibilidade de cada uma das instituições.
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Maria João Gago
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Os últimos dias foram decisivos para o BPI e o BCP perceberem qual a linha negocial do seu interlocutor face a uma eventual fusão entre as duas instituições. Nos próximos dias terão lugar os testes finais à flexibilidade de cada uma das instituições.
No mercado, admite-se que, até ao final da próxima semana, ocorra o desfecho destas conversações, seja no sentido negativo - apontado como o mais provável -, seja no sentido positivo.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
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Re: Caro Paulo Godinho
A partir do momento em que a opt for aceite pelo bpi o bcp passará a incorporar todas as sinergias resultantes dessa operação, segundo os analistas as acções do novo banco milennium passariam a valer 3.6 euros ,isto apos as novas acçoes serem colocadas em bolsa ,mas ate la as acçoes do bcp tem que valorizar o valor dessa incorporaçãomaster blaster Escreveu:Gostei da sua opinião (até porque tenho BCP em carteira).O que não entendo é porque é que raio a acção do bcp pode chegar a esses valores: 5.8???
são "só" 84% de subida... eu gostava mas parece-me exagerado
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Caro Paulo Godinho
Gostei da sua opinião (até porque tenho BCP em carteira).
O que não entendo é porque é que raio a acção do bcp pode chegar a esses valores: 5.8???
são "só" 84% de subida... eu gostava mas parece-me exagerado 
"Master Blaster is the Owner of the City Fair" - Citação de Tina Turner em "Mad Max 3 - Beyond the Thunderdome"
Fusão do BCP com o BPI sem avanços na primeira semana
As relações de força no futuro Millennium BPI são a principal divergência.
Sílvia de Oliveira
Ao final da primeira semana de negociações sobre a fusão, BCP e BPI continuam longe de um acordo e as expectativas das fontes contactadas pelo Diário Económico sobre o sucesso do projecto não são grandes. O rácio de troca e a relação de forças nos órgãos sociais da futura instituição são, como tem vindo a ser antecipado pela generalidade dos analistas, os pontos onde persistem as maiores divergências. “Tudo o que seja menos de ‘1 para 3’ [um BPI para três do BCP] é impensável. A fusão é um nado morto, uma perda de tempo, dificilmente será aprovada em assembleia geral, disse uma fonte contactada pelo Diário Económico. E aquela relação de ‘1 para 3’, acrescenta, é válido para o preço, que determinaria a estrutura accionista do futuro Millennium BPI, mas também para as presenças no conselho de administração e na comissão executiva da instituição. Outro responsável, que também considera muito difícil que a fusão seja bem sucedida, adiantou ainda que é impensável que, tal como o BPI propôs, a comissão executiva do futuro banco não seja liderada pelo BCP. Este tem sido, segundo esta fonte, outro do ponto de embate entre as equipas dos dois bancos sempre que se sentam à mesa para negociar. Na sua opinião, faz todo o sentido que o BCP, muito maior que o BPI, assegure a gestão da futura instituição. E, acrescentou o mesmo responsável, não deve ser o BPI a entidade integrante, ou seja, numa fusão, deverá ser o BCP, o maior banco privado português, a incorporar o BPI.
Estas divergências sobre pontos fulcrais suscitam cada vez mais dúvidas sobre um entendimento entre os dois bancos. “Qualquer acordo só será possível se o BPI ceder e muito em relação à proposta inicial de fusão”, defendeu uma das fontes ouvidas.
Cepticismo à parte – o resultado final das negociações terá de ser comunicado ao mercado sem demora –, mesmo que BPI e BCP se entendessem, o projecto teria de ser aprovado, em assembleia geral, pelos accionistas dos dois bancos. E, no caso do BCP, os estatutos exigem a aprovação por uma maioria de 75% dos votos emitidos. Uma barreira que dificilmente será ultrapassada.
Instruções sobre BFA só podem partir da tutela
O Banco Nacional de Angola garantiu não ter dado qualquer instrução às empresas públicas para cortarem as suas relações com o Banco de Fomento de Angola (BFA), controlado a 100% pelo BPI. “Isso seria interferir numa relação exclusiva entre banco e cliente. Nós preocupamo-nos com aquilo que põe em risco a boa gestão da actividade bancária: se o banco conceder créditos em condições que põem em risco os seus rácios de segurança; se tiver créditos concentrados num só cliente... Esta é a nossa preocupação, disse ao “Jornal de Angola” o governador do banco central. Em entrevista, publicada na sexta-feira, Amadeu Maurício acrescentou que “poderia uma empresa ter instrução de um organismo que a tutelasse, isto para falar numa hipótese.” As empresas estatais em Angola estão sob tutela da Secretaria de Estado para o Sector Empresarial Público, uma espécie de ministério que depende directamente da Presidência da República.
Jardim Gonçalves não consegue estancar oposição
O fundador do maior banco privado português conseguiu afastar Paulo Teixeira Pinto da presidência do BCP, conduziu a escolha do seu substituto, Filipe Pinhal, mas ainda não foi capaz de calar a oposição. Em pleno processo negocial sobre a fusão com o BPI, fica, mais uma vez, clara a divisão entre accionistas do BCP. Neste momento, já se começam a sentir algumas movimentações e fontes contactadas pelo Diário Económico admitem que, dentro de não muito tempo, poderá ser convocada uma assembleia geral para eleger novos corpos sociais. Para alguns, o objectivo de afastar Jardim Gonçalves continua em cima da mesa
As relações de força no futuro Millennium BPI são a principal divergência.
Sílvia de Oliveira
Ao final da primeira semana de negociações sobre a fusão, BCP e BPI continuam longe de um acordo e as expectativas das fontes contactadas pelo Diário Económico sobre o sucesso do projecto não são grandes. O rácio de troca e a relação de forças nos órgãos sociais da futura instituição são, como tem vindo a ser antecipado pela generalidade dos analistas, os pontos onde persistem as maiores divergências. “Tudo o que seja menos de ‘1 para 3’ [um BPI para três do BCP] é impensável. A fusão é um nado morto, uma perda de tempo, dificilmente será aprovada em assembleia geral, disse uma fonte contactada pelo Diário Económico. E aquela relação de ‘1 para 3’, acrescenta, é válido para o preço, que determinaria a estrutura accionista do futuro Millennium BPI, mas também para as presenças no conselho de administração e na comissão executiva da instituição. Outro responsável, que também considera muito difícil que a fusão seja bem sucedida, adiantou ainda que é impensável que, tal como o BPI propôs, a comissão executiva do futuro banco não seja liderada pelo BCP. Este tem sido, segundo esta fonte, outro do ponto de embate entre as equipas dos dois bancos sempre que se sentam à mesa para negociar. Na sua opinião, faz todo o sentido que o BCP, muito maior que o BPI, assegure a gestão da futura instituição. E, acrescentou o mesmo responsável, não deve ser o BPI a entidade integrante, ou seja, numa fusão, deverá ser o BCP, o maior banco privado português, a incorporar o BPI.
Estas divergências sobre pontos fulcrais suscitam cada vez mais dúvidas sobre um entendimento entre os dois bancos. “Qualquer acordo só será possível se o BPI ceder e muito em relação à proposta inicial de fusão”, defendeu uma das fontes ouvidas.
Cepticismo à parte – o resultado final das negociações terá de ser comunicado ao mercado sem demora –, mesmo que BPI e BCP se entendessem, o projecto teria de ser aprovado, em assembleia geral, pelos accionistas dos dois bancos. E, no caso do BCP, os estatutos exigem a aprovação por uma maioria de 75% dos votos emitidos. Uma barreira que dificilmente será ultrapassada.
Instruções sobre BFA só podem partir da tutela
O Banco Nacional de Angola garantiu não ter dado qualquer instrução às empresas públicas para cortarem as suas relações com o Banco de Fomento de Angola (BFA), controlado a 100% pelo BPI. “Isso seria interferir numa relação exclusiva entre banco e cliente. Nós preocupamo-nos com aquilo que põe em risco a boa gestão da actividade bancária: se o banco conceder créditos em condições que põem em risco os seus rácios de segurança; se tiver créditos concentrados num só cliente... Esta é a nossa preocupação, disse ao “Jornal de Angola” o governador do banco central. Em entrevista, publicada na sexta-feira, Amadeu Maurício acrescentou que “poderia uma empresa ter instrução de um organismo que a tutelasse, isto para falar numa hipótese.” As empresas estatais em Angola estão sob tutela da Secretaria de Estado para o Sector Empresarial Público, uma espécie de ministério que depende directamente da Presidência da República.
Jardim Gonçalves não consegue estancar oposição
O fundador do maior banco privado português conseguiu afastar Paulo Teixeira Pinto da presidência do BCP, conduziu a escolha do seu substituto, Filipe Pinhal, mas ainda não foi capaz de calar a oposição. Em pleno processo negocial sobre a fusão com o BPI, fica, mais uma vez, clara a divisão entre accionistas do BCP. Neste momento, já se começam a sentir algumas movimentações e fontes contactadas pelo Diário Económico admitem que, dentro de não muito tempo, poderá ser convocada uma assembleia geral para eleger novos corpos sociais. Para alguns, o objectivo de afastar Jardim Gonçalves continua em cima da mesa
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bcp-bpi
Continuo a pensar que esta fusao nao tem pernas para andar, quanto a uma opa ,a ser feita é aonde todos menos esperam ,pelo que a minha aposta vai para o bes .Isto a acontecer vai obrigar o bcp a agir , ou seja o bcp fará uma opt ao bpi , deixando o CEO do bpi satisfeito ,pois deste modo pode finalmente oferecer aos accionistas aquilo que disse que o banco valia na opa (8.35-8.41).Por outro lado o bcp nao terá de fazer nenhum aumento de capital ,o que levará o banco a valorizar-se em bolsa ate a completa imcorporação do bpi. O bcp consegue assim formar um nucleo duro , trazendo para dentro do bcp os accionistas de referencia do bpi , desde o momento em que essa operação seja aceite ate a incorporação total do bpi o bcp devera ver a sua cotação atingir os valores que o amigo Berardo diz (5.8).Bom meus caros amigos esta e apenas a minha modesta opinião que vale o que vale , no fim todos ficam a ganhar , é que o amigo Berardo raramente se engana
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BCP deve pagar dividendo intercalar em Novembro
O Banco Comercial Português diz ter dado início aos procedimentos necessários à aprovação de distribuição do dividendo antecipado (intercalar) relativo ao exercício de 2007. O banco vai remunerar cada acção com 0,037 euros, valor idêntico ao primeiro dividendo interino relativo às contas de 2006.
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Pedro Carvalho
pc@mediafin.pt
O Banco Comercial Português diz ter dado início aos procedimentos necessários à aprovação de distribuição do dividendo antecipado (intercalar) relativo ao exercício de 2007. O banco vai remunerar cada acção com 0,037 euros, valor idêntico ao primeiro dividendo interino relativo às contas de 2006.
O Banco Comercial Português (BCP) [Cot] diz ter dado início aos procedimentos necessários à aprovação de distribuição de dividendo antecipado (intercalar) relativo ao exercício de 2007, no valor unitário ilíquido de 0,037 euros por acção.
Segundo o banco, num comunicado enviado à CMVM, é expectável que tal dividendo seja posto à disposição dos accionistas até ao final do corrente mês de Novembro.
O valor de 0,037 euros por acção é idêntico ao primeiro dividendo intercalar relativo às contas de 2006 que o banco pagou no ano passado. No segundo intercalar, o BCP pagou 0,048 euros.
Esta distribuição "enquadra-se na política iniciada no ano de 2004, em linha com as melhores práticas internacionais nesta matéria, e visa, através da distribuição mais frequente de rendimentos, reforçar a remuneração" dos accionistas.
As acções do BCP [Cot] fecharam em alta de 1,29% para os 3,13 euros.
O Banco Comercial Português diz ter dado início aos procedimentos necessários à aprovação de distribuição do dividendo antecipado (intercalar) relativo ao exercício de 2007. O banco vai remunerar cada acção com 0,037 euros, valor idêntico ao primeiro dividendo interino relativo às contas de 2006.
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Pedro Carvalho
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O Banco Comercial Português diz ter dado início aos procedimentos necessários à aprovação de distribuição do dividendo antecipado (intercalar) relativo ao exercício de 2007. O banco vai remunerar cada acção com 0,037 euros, valor idêntico ao primeiro dividendo interino relativo às contas de 2006.
O Banco Comercial Português (BCP) [Cot] diz ter dado início aos procedimentos necessários à aprovação de distribuição de dividendo antecipado (intercalar) relativo ao exercício de 2007, no valor unitário ilíquido de 0,037 euros por acção.
Segundo o banco, num comunicado enviado à CMVM, é expectável que tal dividendo seja posto à disposição dos accionistas até ao final do corrente mês de Novembro.
O valor de 0,037 euros por acção é idêntico ao primeiro dividendo intercalar relativo às contas de 2006 que o banco pagou no ano passado. No segundo intercalar, o BCP pagou 0,048 euros.
Esta distribuição "enquadra-se na política iniciada no ano de 2004, em linha com as melhores práticas internacionais nesta matéria, e visa, através da distribuição mais frequente de rendimentos, reforçar a remuneração" dos accionistas.
As acções do BCP [Cot] fecharam em alta de 1,29% para os 3,13 euros.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
ser
Grande novidade estes senhores apresentam...toda gente defende os seus interesses, ninguem se preocupa com com
a instituiçao, apenas os interesses pessoais.
O Berardo anda caladinho..as negociaçoes devem andar a agradar-lhe..
.
a instituiçao, apenas os interesses pessoais.
O Berardo anda caladinho..as negociaçoes devem andar a agradar-lhe..
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.
É preciso viver..nao apenas existir.
É preciso viver..nao apenas existir.
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Fusão BPI/BCP
Mexia diz que solução tem que defender accionistas do BCP
O presidente da Energias de Portugal diz que no processo de uma eventual fusão entre o Millennium BCP e o BPI a "solução tem que defender os accionistas do BCP". António Mexia não se pronuncia, no entanto, favoravelmente nem contra a fusão.
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Celso Filipe
cfilipe@mediafin.pt
O presidente da Energias de Portugal diz que no processo de uma eventual fusão entre o Millennium BCP e o BPI a "solução tem que defender os accionistas do BCP". António Mexia não se pronuncia, no entanto, favoravelmente nem contra a fusão.
"A nossa prioridade é maximizar o valor da nossa participação", disse o CEO da EDP na conferência de imprensa para apresentação dos resultados trimestrais.
Mexia não se pronuncia favoravelmente nem contra a fusão mas diz que "a solução tem que defender os accionstas do BCP".
A EDP tem uma participação, directa e indirecta, de 4,34% no capital do BCP.
Mexia diz que solução tem que defender accionistas do BCP
O presidente da Energias de Portugal diz que no processo de uma eventual fusão entre o Millennium BCP e o BPI a "solução tem que defender os accionistas do BCP". António Mexia não se pronuncia, no entanto, favoravelmente nem contra a fusão.
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Celso Filipe
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O presidente da Energias de Portugal diz que no processo de uma eventual fusão entre o Millennium BCP e o BPI a "solução tem que defender os accionistas do BCP". António Mexia não se pronuncia, no entanto, favoravelmente nem contra a fusão.
"A nossa prioridade é maximizar o valor da nossa participação", disse o CEO da EDP na conferência de imprensa para apresentação dos resultados trimestrais.
Mexia não se pronuncia favoravelmente nem contra a fusão mas diz que "a solução tem que defender os accionstas do BCP".
A EDP tem uma participação, directa e indirecta, de 4,34% no capital do BCP.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
hotgrowth Escreveu:nunoand99 Escreveu:Pelo sim pelo não vou deixar uma ordem para fechar o "short" nos 2,97€-2,98€, mas só para hoje
Estás bastante optimista!!!
Ainda não foi hoje que foi lá, mas tentar não custa...
Pelo menos a zona "cinzenta" dos 3,16€-3,21€ aparenta ter sido vencida.
De qualquer modo este tópico está a precisar de um gráfico.
Duplo fundo nos 3,06€ poderá indiciar um pequeno "rebound" técnico, mas com o SPX (a esta hora) a quebrar os 1460 em baixa vai ser complicado...
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- Registado: 16/5/2005 21:38
Pata-Hari Escreveu:alguém mete aqui o link para o gato fedorento e o episodio da entrevista do berardo/Fu?
Será isto ?
http://www.caldeiraodebolsa.com/forum/v ... hp?t=58701
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CGD lucra mais do que o BCP e o Banco BPI juntos
Os resultados líquidos consolidados da Caixa Geral de Depósitos (CGD) aumentaram 21,8% até Setembro , totalizando 675,6 milhões de euros, contra 554,7 milhões no período homólogo do ano anterior, anunciou o banco público em comunicado.
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Maria João Babo
mbabo@mediafin.pt
Os resultados líquidos consolidados da Caixa Geral de Depósitos (CGD) aumentaram 21,8% até Setembro , totalizando 675,6 milhões de euros, contra 554,7 milhões no período homólogo do ano anterior, anunciou o banco público em comunicado.
Os lucros da CGD nos primeiros nove meses do ano ultrapassaram, assim, os resultados líquidos obtidos pelo Millennium BCP (403,7 milhões de euros) e BPI (249,4 milhões de euros) juntos.
Para os resultados, a Caixa-Seguros concorreu com um montante de 131,8 milhões de euros, valor que equivale a um crescimento de 15,7% face a Setembro de 2006.
De acordo com o comunicado, os resultados incluem o impacto integral, no Grupo CGD, da crise do mercado "subprime" americano, bem como as desvalorizações nas carteiras de títulos resultantes do alargamento dos "spreads".
Para a obtenção desse resultado contribuiu o aumento do produto da actividade bancária e de seguros em 13,7% nestes nove meses, para 2 450,1 milhões de euros.
O crescimento da margem financeira alargada foi de 20,1% e os rendimentos de serviços e comissões líquidas aumentaram 8,2%.
Também a rendibilidade bruta dos capitais próprios (ROE) subiu para 23,3%, contra 21,9% em Setembro de 2006, e, após impostos, para 18,7% (17,3% em Setembro de 2006).
O rácio de eficiência ("cost-to-income") melhorou 1,2 pontos percentuais, baixando de 52,7% para 51,5%. Na actividade bancária este indicador baixou de 48,7% para 48,4%.
O activo líquido ascendeu a 102,4 mil milhões de euros, crescendo 11,9%.
Os recursos totais captados pelo grupo somaram 89,6 mil milhões de euros, aumentando 10,4%. Os recursos de retalho de balanço somaram 60 mil milhões, com um aumento de 4%.
O crédito bruto a clientes cresceu 16,9% para 64,4 mil milhões de euros, tendo o crédito à habitação em Portugal aumentado 5,5% elevando-se a 30,3 mil milhões de euros. O rácio de crédito vencido, por seu lado, registou uma redução para 2,25% enquanto a cobertura de crédito vencido por provisões fixou-se em 118,1%.
Os custos operativos cifraram-se em 1 267,1 milhões de euros, mais 5,9% que no período homólogo de 2006, variação resultante das rubricas de custos com pessoal (+4%), outros gastos administrativos (+7,3%) e de amortizações (+13,2%).
A CGD salienta, no entanto, que os custos com pessoal incluem, em 2007, uma nova contribuição para a CGA relativa a encargos com pensões de sobrevivência de cerca de 4,3 milhões de euros, bem como um montante de 10,6 milhões de euros de contribuições relativas ao plano médico, cujo valor correspondente em 2006 apenas foi reconhecido contabilisticamente como custo no final do ano. Excluindo este efeito, refere, a progressão dos custos com pessoal seria de cerca de 1,7%.
Os resultados em empresas associadas foram de 11 milhões de euros, contra 115,9 milhões em Setembro de 2006, traduzindo este último o ganho extraordinário obtido pela REN com a venda da sua participação na Galp.
O resultado antes de impostos e de interesses minoritários da CGD subiu para os 874 milhões de euros, ou seja uma progressão de 20,5% face ao alcançado em Setembro de 2006.
O total dos impostos sobre lucros ascendeu a 171 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 19,9 milhões de euros (+13,2%) e representa uma taxa de tributação de cerca de 20,2%, no período em apreço.
Os resultados líquidos consolidados da Caixa Geral de Depósitos (CGD) aumentaram 21,8% até Setembro , totalizando 675,6 milhões de euros, contra 554,7 milhões no período homólogo do ano anterior, anunciou o banco público em comunicado.
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Maria João Babo
mbabo@mediafin.pt
Os resultados líquidos consolidados da Caixa Geral de Depósitos (CGD) aumentaram 21,8% até Setembro , totalizando 675,6 milhões de euros, contra 554,7 milhões no período homólogo do ano anterior, anunciou o banco público em comunicado.
Os lucros da CGD nos primeiros nove meses do ano ultrapassaram, assim, os resultados líquidos obtidos pelo Millennium BCP (403,7 milhões de euros) e BPI (249,4 milhões de euros) juntos.
Para os resultados, a Caixa-Seguros concorreu com um montante de 131,8 milhões de euros, valor que equivale a um crescimento de 15,7% face a Setembro de 2006.
De acordo com o comunicado, os resultados incluem o impacto integral, no Grupo CGD, da crise do mercado "subprime" americano, bem como as desvalorizações nas carteiras de títulos resultantes do alargamento dos "spreads".
Para a obtenção desse resultado contribuiu o aumento do produto da actividade bancária e de seguros em 13,7% nestes nove meses, para 2 450,1 milhões de euros.
O crescimento da margem financeira alargada foi de 20,1% e os rendimentos de serviços e comissões líquidas aumentaram 8,2%.
Também a rendibilidade bruta dos capitais próprios (ROE) subiu para 23,3%, contra 21,9% em Setembro de 2006, e, após impostos, para 18,7% (17,3% em Setembro de 2006).
O rácio de eficiência ("cost-to-income") melhorou 1,2 pontos percentuais, baixando de 52,7% para 51,5%. Na actividade bancária este indicador baixou de 48,7% para 48,4%.
O activo líquido ascendeu a 102,4 mil milhões de euros, crescendo 11,9%.
Os recursos totais captados pelo grupo somaram 89,6 mil milhões de euros, aumentando 10,4%. Os recursos de retalho de balanço somaram 60 mil milhões, com um aumento de 4%.
O crédito bruto a clientes cresceu 16,9% para 64,4 mil milhões de euros, tendo o crédito à habitação em Portugal aumentado 5,5% elevando-se a 30,3 mil milhões de euros. O rácio de crédito vencido, por seu lado, registou uma redução para 2,25% enquanto a cobertura de crédito vencido por provisões fixou-se em 118,1%.
Os custos operativos cifraram-se em 1 267,1 milhões de euros, mais 5,9% que no período homólogo de 2006, variação resultante das rubricas de custos com pessoal (+4%), outros gastos administrativos (+7,3%) e de amortizações (+13,2%).
A CGD salienta, no entanto, que os custos com pessoal incluem, em 2007, uma nova contribuição para a CGA relativa a encargos com pensões de sobrevivência de cerca de 4,3 milhões de euros, bem como um montante de 10,6 milhões de euros de contribuições relativas ao plano médico, cujo valor correspondente em 2006 apenas foi reconhecido contabilisticamente como custo no final do ano. Excluindo este efeito, refere, a progressão dos custos com pessoal seria de cerca de 1,7%.
Os resultados em empresas associadas foram de 11 milhões de euros, contra 115,9 milhões em Setembro de 2006, traduzindo este último o ganho extraordinário obtido pela REN com a venda da sua participação na Galp.
O resultado antes de impostos e de interesses minoritários da CGD subiu para os 874 milhões de euros, ou seja uma progressão de 20,5% face ao alcançado em Setembro de 2006.
O total dos impostos sobre lucros ascendeu a 171 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 19,9 milhões de euros (+13,2%) e representa uma taxa de tributação de cerca de 20,2%, no período em apreço.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
marcohvm Escreveu:nunoand99 Escreveu:Para quem está fora do BPi e BCP, comprar BPI e vender BCP parece agora uma excelente opção (BPI a 5,50€ e BCP a 3,20€)
Bom dia a todos,
Em caso de insucesso da fusão acham que o BPI recupera aos valores a que estava antes da proposta ao BCP??
É que isto está a ser mau demais, ontem ainda me pareceu que fosse "o inverter da tendência", mas hoje....
Cmps,
Marco
Boas Marco,
A minha afirmação nada tnha a ver com a fusão e possiveis racios de troca.
De qualquer modo, a meu ver, o BPI não volta tão cedo aos valores anteriores (de forma consistente) pela simples razão de que os resultados foram uma desgraça e implicam uma tx de crescimento bastante inferior aquela que estava implicita com a cotação acima dos 6,00€ (principalmente por volta dos 6,50€)
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- Registado: 16/5/2005 21:38
Interessante a notícia JAS. Soube-o ontem, no decorrer de uma reunião com o PCA de um banco da concorrência. Nem queria acreditar. Aliás, não posso deixar de estranhar este verdadeiro tiro no pé por parte do BFA. É de notar que os últimos 2 anos deste banco em Angola têm sido algo perturbados pela fuga de quadros para a concorrência feroz que se faz sentir no sector, sendo de destacar o Banco BIC do anterior PCA do BFA, Fernando Teles. Apesar de tudo isto, continua a ser o maior banco privado de Angola.
Da parte angolana, é perfeitamente legítima a decisão. Não é o que faria uma empresa?! E não adianta tentar juntar a este processo a questão da nacionalidade. É perfeitamente legítima e natural a decisão. Também já o fiz em defesa dos interesses da minha empresa, relativamente a outros bancos (cerca de 17 actualmente em Angola).
De qualquer maneira, fica aqui o link para o R&C 2006 do BFA, caso haja algum interesse lol.
Relatório e Contas 2006 do BFA
Um abraço,
MozHawk
Da parte angolana, é perfeitamente legítima a decisão. Não é o que faria uma empresa?! E não adianta tentar juntar a este processo a questão da nacionalidade. É perfeitamente legítima e natural a decisão. Também já o fiz em defesa dos interesses da minha empresa, relativamente a outros bancos (cerca de 17 actualmente em Angola).
De qualquer maneira, fica aqui o link para o R&C 2006 do BFA, caso haja algum interesse lol.
Relatório e Contas 2006 do BFA
Um abraço,
MozHawk
nunoand99 Escreveu:Para quem está fora do BPi e BCP, comprar BPI e vender BCP parece agora uma excelente opção (BPI a 5,50€ e BCP a 3,20€)
Bom dia a todos,
Em caso de insucesso da fusão acham que o BPI recupera aos valores a que estava antes da proposta ao BCP??
É que isto está a ser mau demais, ontem ainda me pareceu que fosse "o inverter da tendência", mas hoje....
Cmps,
Marco
"Saber esperar é uma virtude"
Itaú reforça posição no BPI antes das negociações de fusão com o BCP
Os brasileiros do Itaú estão a reforçar a sua posição accionista no Banco BPI. Ontem, dia em que se iniciaram as negociações entre o grupo de Fernando Ulrich e o BCP tendo em vista uma possível fusão, o grupo sediado no Brasil já controlava 18,3% do BPI, mais 0,8 pontos percentuais do que no final do ano, de acordo com a apresentação que a instituição nacional fez ontem em Nova Iorque.
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Maria João Gago
mjgago@mediafin.pt
Os brasileiros do Itaú estão a reforçar a sua posição accionista no Banco BPI. Ontem, dia em que se iniciaram as negociações entre o grupo de Fernando Ulrich e o BCP tendo em vista uma possível fusão, o grupo sediado no Brasil já controlava 18,3% do BPI, mais 0,8 pontos percentuais do que no final do ano, de acordo com a apresentação que a instituição nacional fez ontem em Nova Iorque.
O reforço do Itaú permitirá aumentar o seu peso relativo na estrutura accionista do Millennium BPI, caso a fusão se concretize. Se mantivesse os 17,5% que controlava em Janeiro, o grupo brasileiro ficaria com 5,29% do "novo" banco, tendo em conta os termos de troca propostos pelo BPI. Tendo em conta a sua participação actual, o Itaú passa a ter acesso a 5,5% da "futura" instituição.
Os brasileiros do Itaú estão a reforçar a sua posição accionista no Banco BPI. Ontem, dia em que se iniciaram as negociações entre o grupo de Fernando Ulrich e o BCP tendo em vista uma possível fusão, o grupo sediado no Brasil já controlava 18,3% do BPI, mais 0,8 pontos percentuais do que no final do ano, de acordo com a apresentação que a instituição nacional fez ontem em Nova Iorque.
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Maria João Gago
mjgago@mediafin.pt
Os brasileiros do Itaú estão a reforçar a sua posição accionista no Banco BPI. Ontem, dia em que se iniciaram as negociações entre o grupo de Fernando Ulrich e o BCP tendo em vista uma possível fusão, o grupo sediado no Brasil já controlava 18,3% do BPI, mais 0,8 pontos percentuais do que no final do ano, de acordo com a apresentação que a instituição nacional fez ontem em Nova Iorque.
O reforço do Itaú permitirá aumentar o seu peso relativo na estrutura accionista do Millennium BPI, caso a fusão se concretize. Se mantivesse os 17,5% que controlava em Janeiro, o grupo brasileiro ficaria com 5,29% do "novo" banco, tendo em conta os termos de troca propostos pelo BPI. Tendo em conta a sua participação actual, o Itaú passa a ter acesso a 5,5% da "futura" instituição.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
"Accionistas do BCP estudam bloqueio da fusão"
"Accionistas do BCP estudam bloqueio da fusão
Poucos assumem o conflito mas têm decorrido contactos com o objectivo de acertar posições contra o negócio. Só grandes mudanças na proposta podem viabilizá-la.
Tiago Freire e Sílvia de Oliveira
Não existe ainda um projecto completo nem um documento oficial, mas continuam a reunir-se nuvens negras sobre a eventual fusão entre BPI e BCP. A discussão entre as administrações começou ontem mas, enquanto as “altas patentes” discutem nos gabinetes, os accionistas do BCP estão cada vez mais descontentes com a forma como o processo está a ser conduzido. A primazia do BPI na gestão executiva, o rácio de troca avançado inicialmente e, sobretudo, a forma de escolha dos dirigentes, são elementos que estão a provocar uma forte resistência por parte de vários accionistas qualificados do BCP.
Ao que o Diário Económico apurou junto de vários accionistas, têm sido mantidos contactos informais entre alguns deles, com vista a estudar uma oposição ao negócio. Apesar de ninguém falar oficialmente destes contactos, do grupo que se opõe ao negócio nas bases actuais constam accionistas como Joe Berardo, Manuel Fino, Caixa Geral de Depósitos, Sogema, Sonangol, Teixeira Duarte e João Pereira Coutinho, entre outros. Segundo um destes, há várias questões que justificam a oposição, que pode resultar num chumbo à operação, caso esta chegue à assembleia geral. Se para a Caixa Geral de Depósitos o principal problema é dar, “de bandeja”, a liderança do mercado a um concorrente, para outros, como Joe Berardo, o principal entrave é a falta de um prémio aos accionistas do BCP. Do lado da Sonangol, a questão é sobretudo de ordem política, uma vez que o Governo angolano ainda não “perdoou” a quebra do compromisso assumido pelo BCP através de Paulo Teixeira Pinto. A negociação, quase do zero, que o BCP quis fazer após a saída do anterior CEO não agradou às autoridades de Luanda, que ainda por cima acabam de declarar uma “guerra fria” ao BFA – que pertence ao BPI. Ou seja, este duplo ressentimento pode provocar uma recusa ao negócio, a não ser que algo muito bom seja dado em troca, o que não é certo que possa acontecer.
Outros accionistas, como a Teixeira Duarte, não vêem com agrado que esta proposta tenha interrompido os trabalhos de melhoria do governo societário do BCP. Outra crítica recorrente é a forma de designação dos órgãos sociais do Millennium BPI, já que os accionistas dariam luz verde à operação mas não elegeriam, num primeiro momento, os dirigentes – o que seria feito através de uma espécie de ajuste directo dentro de cada uma das duas administrações. Por último, ressurgem algumas das fracturas não saradas da luta pelo poder no BCP. A legitimidade do actual conselho de administração executivo do BCP, com Filipe Pinhal à cabeça, é posta em causa por alguns accionistas qualificados, que também continuam a defender a saída de Jardim Gonçalves do banco, mesmo sem fusão. A exigente maioria – 75% dos votos presentes, excluindo abstenções – requerida pelos estatutos do BCP para que a fusão seja aprovada mostra que um desfecho positivo é, por agora, tudo menos certo. As negociações entre BPI e BCP, com melhoria das condições dadas aos accionistas deste último, poderão ajudar a convencer alguns accionistas, mas para outros as objecções não se resumem a uma questão financeira ou de liderança da nova instituição.
‘Rating’ do BPI deverá melhorar com sucesso da fusão
Em termos de ‘rating’ – classificação do risco da dívida – o BPI é quem mais tem a ganhar com a fusão, segundo uma análise da Moody’s, ontem divulgada. Em caso de sucesso, a notação financeira do BPI deverá ser melhorada para o nível de que o BCP actualmente desfruta. A agência referiu ainda que não espera qualquer oposição da AdC ao negócio, mas alertou para os riscos de aprovação, uma vez que “uma minoria relativamente pequena dos accionistas do BCP poderá bloquear a integração”. Por outro lado, ainda segundo a agência, “contra-ofertas não podem ser excluídas, embora sejam menos prováveis”. Se a racionalidade económica do negócio é elogiada, a Moody’s não se coíbe de lembrar a dificuldade de integração de instituições que cresceram com base em outras. Pela positiva, a agência destaca a maior possibilidade de uma estabilização societária do BCP."
(in DEonline, hoje)
Poucos assumem o conflito mas têm decorrido contactos com o objectivo de acertar posições contra o negócio. Só grandes mudanças na proposta podem viabilizá-la.
Tiago Freire e Sílvia de Oliveira
Não existe ainda um projecto completo nem um documento oficial, mas continuam a reunir-se nuvens negras sobre a eventual fusão entre BPI e BCP. A discussão entre as administrações começou ontem mas, enquanto as “altas patentes” discutem nos gabinetes, os accionistas do BCP estão cada vez mais descontentes com a forma como o processo está a ser conduzido. A primazia do BPI na gestão executiva, o rácio de troca avançado inicialmente e, sobretudo, a forma de escolha dos dirigentes, são elementos que estão a provocar uma forte resistência por parte de vários accionistas qualificados do BCP.
Ao que o Diário Económico apurou junto de vários accionistas, têm sido mantidos contactos informais entre alguns deles, com vista a estudar uma oposição ao negócio. Apesar de ninguém falar oficialmente destes contactos, do grupo que se opõe ao negócio nas bases actuais constam accionistas como Joe Berardo, Manuel Fino, Caixa Geral de Depósitos, Sogema, Sonangol, Teixeira Duarte e João Pereira Coutinho, entre outros. Segundo um destes, há várias questões que justificam a oposição, que pode resultar num chumbo à operação, caso esta chegue à assembleia geral. Se para a Caixa Geral de Depósitos o principal problema é dar, “de bandeja”, a liderança do mercado a um concorrente, para outros, como Joe Berardo, o principal entrave é a falta de um prémio aos accionistas do BCP. Do lado da Sonangol, a questão é sobretudo de ordem política, uma vez que o Governo angolano ainda não “perdoou” a quebra do compromisso assumido pelo BCP através de Paulo Teixeira Pinto. A negociação, quase do zero, que o BCP quis fazer após a saída do anterior CEO não agradou às autoridades de Luanda, que ainda por cima acabam de declarar uma “guerra fria” ao BFA – que pertence ao BPI. Ou seja, este duplo ressentimento pode provocar uma recusa ao negócio, a não ser que algo muito bom seja dado em troca, o que não é certo que possa acontecer.
Outros accionistas, como a Teixeira Duarte, não vêem com agrado que esta proposta tenha interrompido os trabalhos de melhoria do governo societário do BCP. Outra crítica recorrente é a forma de designação dos órgãos sociais do Millennium BPI, já que os accionistas dariam luz verde à operação mas não elegeriam, num primeiro momento, os dirigentes – o que seria feito através de uma espécie de ajuste directo dentro de cada uma das duas administrações. Por último, ressurgem algumas das fracturas não saradas da luta pelo poder no BCP. A legitimidade do actual conselho de administração executivo do BCP, com Filipe Pinhal à cabeça, é posta em causa por alguns accionistas qualificados, que também continuam a defender a saída de Jardim Gonçalves do banco, mesmo sem fusão. A exigente maioria – 75% dos votos presentes, excluindo abstenções – requerida pelos estatutos do BCP para que a fusão seja aprovada mostra que um desfecho positivo é, por agora, tudo menos certo. As negociações entre BPI e BCP, com melhoria das condições dadas aos accionistas deste último, poderão ajudar a convencer alguns accionistas, mas para outros as objecções não se resumem a uma questão financeira ou de liderança da nova instituição.
‘Rating’ do BPI deverá melhorar com sucesso da fusão
Em termos de ‘rating’ – classificação do risco da dívida – o BPI é quem mais tem a ganhar com a fusão, segundo uma análise da Moody’s, ontem divulgada. Em caso de sucesso, a notação financeira do BPI deverá ser melhorada para o nível de que o BCP actualmente desfruta. A agência referiu ainda que não espera qualquer oposição da AdC ao negócio, mas alertou para os riscos de aprovação, uma vez que “uma minoria relativamente pequena dos accionistas do BCP poderá bloquear a integração”. Por outro lado, ainda segundo a agência, “contra-ofertas não podem ser excluídas, embora sejam menos prováveis”. Se a racionalidade económica do negócio é elogiada, a Moody’s não se coíbe de lembrar a dificuldade de integração de instituições que cresceram com base em outras. Pela positiva, a agência destaca a maior possibilidade de uma estabilização societária do BCP."
(in DEonline, hoje)
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"Banca 2007-11-07 00:05
Angola corta com BPI e ameaça fusão com BCP
Luanda deu instruções às empresas estatais para fecharem as suas contas no BFA, o banco do BPI em Angola. Uma decisão hostil que compromete o processo de fusão com o BCP, de que a Sonangol é um dos principais accionistas.
Sílvia de Oliveira e Pedro Marques Pereira
As relações entre o Governo angolano e os bancos portugueses estão cada vez mais azedas. O episódio mais recente da tensão, que parece crescer de dia para dia, passou-se, há menos de uma semana, com o maior banco privado do país, o Banco de Fomento de Angola (BFA), controlado pelo BPI. Esta instituição, que contribui com 30% para o lucro do BPI, desistiu, à última da hora, segundo disse ao Diário Económico uma fonte do Executivo de Fernando Piedade Dias dos Santos, de ser ‘co-leader’ de uma emissão de dívida para o Estado angolano, o que causou um enorme mal estar e motivou “uma recomendação serena” para que as empresas de capitais públicos cortassem as suas relações bancárias com o BFA. O recuo da participada do BPI, à beira da assinatura do acordo, foi justificada, segundo a mesma fonte, com a vontade de rever em alta o ‘spread’ previamente negociado. O Governo angolano não gostou e retaliou. “Não se trata de uma lei, mas sim de uma recomendação serena, que foi prontamente cumprida. Em 48 horas, a maioria das empresas angolanas de capitais públicos fecharam as suas contas no banco”, acrescentou outra fonte contactada. A Sonangol, accionista de referência do BCP, à cabeça. A petrolífera terá uma palavra importante a dizer no âmbito do processo de fusão com o BPI, cujas negociações arrancaram hoje.
A saída de recursos, num montante significativo – o peso do Estado na economia angolana é enorme – é motivo de preocupação para as administrações do BFA e do BPI, mas, contactados pelo Diário Económico, os dois bancos recusaram fazer qualquer comentário sobre o assunto. Não foi, por isso, possível apurar várias informações, como o volume de recursos perdidos para a concorrência, sobretudo, para o BAI (Banco Africano de Investimento), uma instituição de capitais angolanos e que tem como principal accionista a Sonangol.
Luanda aperta o cerco à banca portuguesa e este caso do BFA surge, na sequência do intrincado processo de negociações entre o BCP e a Sonangol, como a gota de água. “O Governo angolano entendeu esta tentativa do BFA de aumento do ‘spread’ como uma falta de respeito e de seriedade, atendendo ao nível dos ‘spreads’ praticados pela instituição no financiamento de projectos de empresas portuguesas em Angola. Será que o BFA considera que a República de Angola tem um pior ‘rating’ que muitas das empresas portuguesas?”, adiantou uma das fontes contactadas pelo Diário Económico.
O clima de desconfiança instalou-se e, agora, Luanda dá provas que intervirá sempre que entender, o que torna o quadro de investimento menos colorido para os bancos portugueses. Este empréstimo, no valor global de 3,5 mil milhões de dólares, destinava-se a financiar o Gabinete de Reconstrução Nacional, que depende directamente do Presidente José Eduardo dos Santos, responsável pelo programa de reconstrução nacional em curso no país. O BFA saiu e deixou a liderança da operação entregue ao BAI e ao BES Angola. Na quarta-feira passada, data da assinatura do acordo, o ministro angolano das Finanças, José Pedro de Morais, citado pela “Lusa”, foi claro na sua mensagem e disse que Angola precisa de bancos que acreditem no futuro do país, financiando actividades económicas e subscrevendo títulos do Tesouro a taxas de juro e prazos “competitivos” em comparação com o mercado internacional. Ou seja, frisou uma fonte em Luanda, com esta retaliação ao BFA, Governo angolano quer mostrar que os bancos portugueses são bem-vindos num mercado financeiro florescente, mas que não podem utilizar as poupanças que captam no país apenas para sei próprio proveito, que também devem apoiar o desenvolvimento da economia do país.
A investida das autoridades angolanas sobre a banca portuguesa não é de hoje. Ainda nada foi decidido, mas é intenção do Governo impor a presença de empresas angolanas no capital dos bancos estrangeiros a operarem no país, até um limite que poderá chegar aos 49%."
(DEonline , hoje)
Angola corta com BPI e ameaça fusão com BCP
Luanda deu instruções às empresas estatais para fecharem as suas contas no BFA, o banco do BPI em Angola. Uma decisão hostil que compromete o processo de fusão com o BCP, de que a Sonangol é um dos principais accionistas.
Sílvia de Oliveira e Pedro Marques Pereira
As relações entre o Governo angolano e os bancos portugueses estão cada vez mais azedas. O episódio mais recente da tensão, que parece crescer de dia para dia, passou-se, há menos de uma semana, com o maior banco privado do país, o Banco de Fomento de Angola (BFA), controlado pelo BPI. Esta instituição, que contribui com 30% para o lucro do BPI, desistiu, à última da hora, segundo disse ao Diário Económico uma fonte do Executivo de Fernando Piedade Dias dos Santos, de ser ‘co-leader’ de uma emissão de dívida para o Estado angolano, o que causou um enorme mal estar e motivou “uma recomendação serena” para que as empresas de capitais públicos cortassem as suas relações bancárias com o BFA. O recuo da participada do BPI, à beira da assinatura do acordo, foi justificada, segundo a mesma fonte, com a vontade de rever em alta o ‘spread’ previamente negociado. O Governo angolano não gostou e retaliou. “Não se trata de uma lei, mas sim de uma recomendação serena, que foi prontamente cumprida. Em 48 horas, a maioria das empresas angolanas de capitais públicos fecharam as suas contas no banco”, acrescentou outra fonte contactada. A Sonangol, accionista de referência do BCP, à cabeça. A petrolífera terá uma palavra importante a dizer no âmbito do processo de fusão com o BPI, cujas negociações arrancaram hoje.
A saída de recursos, num montante significativo – o peso do Estado na economia angolana é enorme – é motivo de preocupação para as administrações do BFA e do BPI, mas, contactados pelo Diário Económico, os dois bancos recusaram fazer qualquer comentário sobre o assunto. Não foi, por isso, possível apurar várias informações, como o volume de recursos perdidos para a concorrência, sobretudo, para o BAI (Banco Africano de Investimento), uma instituição de capitais angolanos e que tem como principal accionista a Sonangol.
Luanda aperta o cerco à banca portuguesa e este caso do BFA surge, na sequência do intrincado processo de negociações entre o BCP e a Sonangol, como a gota de água. “O Governo angolano entendeu esta tentativa do BFA de aumento do ‘spread’ como uma falta de respeito e de seriedade, atendendo ao nível dos ‘spreads’ praticados pela instituição no financiamento de projectos de empresas portuguesas em Angola. Será que o BFA considera que a República de Angola tem um pior ‘rating’ que muitas das empresas portuguesas?”, adiantou uma das fontes contactadas pelo Diário Económico.
O clima de desconfiança instalou-se e, agora, Luanda dá provas que intervirá sempre que entender, o que torna o quadro de investimento menos colorido para os bancos portugueses. Este empréstimo, no valor global de 3,5 mil milhões de dólares, destinava-se a financiar o Gabinete de Reconstrução Nacional, que depende directamente do Presidente José Eduardo dos Santos, responsável pelo programa de reconstrução nacional em curso no país. O BFA saiu e deixou a liderança da operação entregue ao BAI e ao BES Angola. Na quarta-feira passada, data da assinatura do acordo, o ministro angolano das Finanças, José Pedro de Morais, citado pela “Lusa”, foi claro na sua mensagem e disse que Angola precisa de bancos que acreditem no futuro do país, financiando actividades económicas e subscrevendo títulos do Tesouro a taxas de juro e prazos “competitivos” em comparação com o mercado internacional. Ou seja, frisou uma fonte em Luanda, com esta retaliação ao BFA, Governo angolano quer mostrar que os bancos portugueses são bem-vindos num mercado financeiro florescente, mas que não podem utilizar as poupanças que captam no país apenas para sei próprio proveito, que também devem apoiar o desenvolvimento da economia do país.
A investida das autoridades angolanas sobre a banca portuguesa não é de hoje. Ainda nada foi decidido, mas é intenção do Governo impor a presença de empresas angolanas no capital dos bancos estrangeiros a operarem no país, até um limite que poderá chegar aos 49%."
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