Caldeirão da Bolsa

Documentário - SICKO

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Sei lá » 8/11/2007 12:43

Não estavam sozinhos...
O mercado cega... nem uma ida a Cuba resolve. Cuba?!? :shock: Phone-ix!! Eles são socialistas pá!!!!
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 942
Registado: 19/7/2007 0:21
Localização: 14

por Cardoso » 8/11/2007 12:41

Também não sei qual a solução, mas ao reler este tópico cheguei à conclusão que estou a ficar velho... muito velho...

é um sentimento normal quando nos começamos a aperceber da inutilidade da maioria das coisas que fazemos...

um abraço


ps. vou parar a minha intervenção neste tópico por aqui. De qq forma já só nós os 2 é que "aqui estávamos". qq coisa manda mp.
 
Mensagens: 181
Registado: 19/12/2002 14:11
Localização: Leiria

por Keyser Soze » 8/11/2007 12:32

Cardoso Escreveu:teríamos de ter informação disponível, cidadãos com capacidade para a interpretar, jornalistas que pudessem ser realmente independentes...


não temos, qual a solução?

um déspota iluminado ?
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3299
Registado: 8/2/2006 17:32

por Cardoso » 8/11/2007 12:27

Sim Keyser,


mas para o "um cidadão, um voto" funcionar não é fácil...

teríamos de ter informação disponível, cidadãos com capacidade para a interpretar, jornalistas que pudessem ser realmente independentes...



cada vez mais se cai em "estudos" patrocinados por privados, cuja isenção é logo à partida questionável...


Mas como é que se muda isto?...
 
Mensagens: 181
Registado: 19/12/2002 14:11
Localização: Leiria

por Keyser Soze » 8/11/2007 12:04

Cardoso Escreveu:Ou seja, na prática, admitir-se como perfeitamente legítimo que quem tem dinheiro mande na restante população.


o dinheiro qt muito pode mandar em alguns politicos, mas quem escolhe os politicos continua a ser a população...um cidadão, um voto

em Portugal a tx de abstenção anda nos 60%, os cidadãos demitem-se das suas responsabilidades
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3299
Registado: 8/2/2006 17:32

por Cardoso » 8/11/2007 11:50

Keyser Soze Escreveu:
Cardoso Escreveu:E, já agora, a última frase aplica-se como uma luva ao que eles têm feito em termos de aquecimento global (sob o patrocínio das petrolíferas)


há muita gente na Europa qtb tem dúvidas quanto ás causas e consequências do aquecimento global

(já agora, as maiores "petrolfieras" são chinesas russas, sauditas, venezuelanas, brasileiras..)



Keyser, parece que eu ainda não me expliquei bem. O meu problema não é com os americanos. Para mim o verdadeiro problema é das grandes empresas a terem influência suficiente para guiarem as políticas dos estados. Ou seja, na prática, admitir-se como perfeitamente legítimo que quem tem dinheiro mande na restante população.

Foi por isso que incluí o excerto do blog do SOL onde se alude a possíveis influências do grupo BES na escolha da localização do novo aeroporto.

Um abraço
 
Mensagens: 181
Registado: 19/12/2002 14:11
Localização: Leiria

por Keyser Soze » 8/11/2007 11:43

Cardoso Escreveu:E, já agora, a última frase aplica-se como uma luva ao que eles têm feito em termos de aquecimento global (sob o patrocínio das petrolíferas)


há muita gente na Europa qtb tem dúvidas quanto ás causas e consequências do aquecimento global

(já agora, as maiores "petrolfieras" são chinesas russas, sauditas, venezuelanas, brasileiras..)



Imagem
Bjorn Lomborg

Um Prémio Nobel da Paz inconveniente

O Prémio Nobel da Paz deste ano recompensa, a justo título, os milhares de cientistas do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), criado pelas Nações Unidas. Estes cientistas têm vindo a realizar um trabalho minucioso e de alta qualidade, que determina exactamente aquilo que o mundo deve esperar das alterações climáticas.

O outro laureado, o antigo vice-presidente norte-americano, Al Gore, dedicou muito mais tempo a dizer-nos aquilo que devemos recear. Ao passo que as estimativas e conclusões do IPCC se fundamentam em estudos rigorosos, Gore não parece seguir as mesmas orientações.

No seu filme galardoado com dois Óscares da Academia (recentemente criticado por um juiz britânico, que o considerou “parcial” e com “erros científicos”), Gore disse ao mundo que o nível dos mares deverá subir em torno dos seis metros ainda neste século. Ele ignora os dados fornecidos pelos co-laureados do IPCC, que dizem que essa subida irá situar-se entre 15 e 60 centímetros ao longo deste século, sendo que as suas expectativas apontam para cerca de 30 centímetros. Essa subida equivale à constatada nos últimos 150 anos.

Além disso, Gore inquieta-se com o acelerado degelo dos glaciares da Gronelândia e com o que isso implica para o planeta, sobrestimando os dados do IPCC, segundo os quais o actual ritmo de derretimento – caso se mantenha inalterado – terá acrescentado apenas nove centímetros ao nível dos mares no final do século. Gore também parece não ter em conta os estudos que demonstram que as temperaturas na Gronelândia eram mais elevadas em 1941 do que actualmente.

Gore mostra-se igualmente preocupado com o futuro dos ursos polares, afirmando que eles estão a afogar-se à medida que o “habitat” glaciar desaparece. No entanto, o único estudo científico que refere algo desse género indica que quatro ursos polares morreram afogados devido a uma tempestade.

O político que se tornou cineasta perde o sono com o previsto aumento do número de mortes devido ao calor. Há um outro lado da história que é inconveniente mencionar: o aumento das temperaturas vai reduzir o número das vagas de frio, bem mais mortíferas do que o calor. O melhor estudo mostra que, em 2050, o calor terá sido responsável por mais 400 mil mortes, mas que menos 1,8 milhões de pessoas terão sucumbido ao frio. Com efeito, de acordo com o primeiro estudo completo das repercussões económicas das alterações climáticas no mundo, o aquecimento global irá, na verdade, salvar vidas.

O IPCC declarou, magnanimemente, que teria ficado contente se Gore tivesse recebido o Prémio Nobel sozinho. Fico contente por assim não ter sido e por o trabalho do IPCC ter sido merecidamente reconhecido.

Gore ajudou o mundo a preocupar-se. Lamentavelmente, a nossa atenção desviou-se dos aspectos que realmente importam. As alterações climáticas não são o único problema com que o planeta se depara. O ênfase dado a essa questão – em detrimento de outros desafios à escala planetária – saiu reforçado com a atribuição do Nobel da Paz a Gore.

Gore concentra-se, acima de tudo, em apelar aos líderes mundiais para que reduzam as emissões de dióxido de carbono, mas há outras políticas que fariam muito mais pelo planeta. Ao longo do próximo século, os países em desenvolvimento serão cada vez mais dependentes da importação de alimentos provenientes dos países desenvolvidos. Esta evolução não estará directamente associada ao aquecimento global, mas sim ao crescimento demográfico e à diminuição de terras aráveis no mundo em desenvolvimento.

O número de pessoas com fome depende muito mais de factores demográficos e económicos do que do clima. A redução das emissões de dióxido de carbono, de concretização extremamente dispendiosa, poderá significar mais pessoas desnutridas. Se o nosso objectivo é combater a desnutrição, então a existência de políticas que proporcionem nutrientes aos que deles precisam será cinco mil vezes mais eficaz a salvar vidas do que o dispêndio de milhares de milhões de dólares na redução das emissões de dióxido de carbono.

Por outro lado, é provável que o aquecimento global aumente ligeiramente o número de casos de paludismo, mas as reduções de CO2 serão muito menos eficazes no combate a esta doença do que os mosquiteiros e a medicação, que podem – com muito menos dinheiro – salvar 850 mil vidas por ano. Em contrapartida, o dispendioso Protocolo de Quioto só irá evitar 1.400 mortes anuais derivadas do paludismo.

Enquanto nos preocupamos com os efeitos longínquos das alterações climáticas, não fazemos nada para enfrentar as questões que actualmente afectam o planeta. Este ano, a desnutrição vai matar perto de quatro milhões de pessoas. Três milhões de vidas perder-se-ão devido ao VIH/SIDA. Dois milhões e meio de pessoas morrerão devido à contaminação ambiental dentro e fora de portas. A falta de micronutrientes e de água potável cobrará dois milhões de vidas de cada lado.

Uma vez que os recursos financeiros e a solicitude são limitados, aquilo que importa é começar por atacar os problemas com as melhores soluções, agindo da melhor forma possível ao longo do século. Se nos concentrarmos na resolução dos problemas actuais, fortaleceremos as comunidades, dinamizaremos as economias e solidificaremos as infra-estruturas. Isso permitirá que essas sociedades enfrentem muito melhor os problemas futuros – incluindo o aquecimento global. O compromisso de redução maciça das emissões de dióxido de carbono só contribuirá para deixar as futuras gerações mais pobres e menos capazes de se adaptarem aos desafios.

Gore acredita convictamente que as alterações climáticas são o maior desafio com que o mundo se depara actualmente. Para ser justo, ele merece um certo reconhecimento pela paixão tão resoluta com que se dedicou a esta causa. No entanto, o contraste entre os laureados deste ano com o Nobel da Paz não poderia ser mais acentuado. O IPCC realizou estudos meticulosos, em que os factos se sobrepõem a tudo o resto. A abordagem de Gore é muito diferente.


Bjørn Lomborg é o organizador do Consenso de Copenhaga, professor-adjunto na Copenhagen Business School e autor de “Cool It” e “The Skeptical Environmentalist”.



<object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Dtbn9zBfJSs"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Dtbn9zBfJSs" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object>

http://www.ted.com

Economist Bjorn Lomborg makes a persuasive case for prioritizing the world's biggest problems, asking "If we had $50 billion to spend over the next four years to do good in the world, where should we spend it?" His recommendations - based on the findings of the 2004 Copenhagen Consensus - controversially place global warming at the bottom of the list (and AIDS prevention at the top). Lomborg was named one of the 100 Most Influential People by Time magazine after the publication of his controversial book, The Skeptical Environmentalist which challenged widely-held beliefs that the environment is getting worse. Now the Danish economist is taking on the world's biggest problems with his Copenhagen Consensus.

(Recorded February 2005 in Monterey, CA. Duration: 17:27)
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3299
Registado: 8/2/2006 17:32

por Keyser Soze » 8/11/2007 11:38

Cardoso Escreveu:Keyser,

a força que as empresas têm na definição de políticas nos EUA é incrível. O dinheiro que elas fazem movimentar para aprovação de leis é conhecido (pelo menos em parte).

Os interesses em jogo são brutais. É natural que apareçam muitas opiniões como esta que sejam contra medidas que vão reduzir muito os lucros destas empresas.

Mas, alterando a situação para um modelo mais "europeu" quem são as empresas que ganham? O que me parece o maior problema nesta discussão é o facto de não haver empresas a ganhar tanto quanto se ganha agora... e por isso (e porque são as empresas que pagam aos políticos) isto tem andado enrolado.



o sistema actual nos states é péssimo para muitas empresas, é uma das razões do descalabro da indutria automovel americana por ex, e tipos, como o CEO da Starbucks, até vêem com bons olhos o sistema universal



Health Costs Screw Business, Too
The victim Sicko won't acknowledge.

By Timothy Noah
Posted Monday, July 2, 2007, at 2:01 AM ET

Because he's a documentary filmmaker and not a politician, Michael Moore isn't obliged to pretend that fixing America's health-care system is a mere matter of realigning market forces. Moore's new film, Sicko, makes a straightforward case for "socialized medicine." Most other industrialized democracies have adopted some form of socialized medicine—Sicko visits France, Britain, and Canada—and while Moore can be faulted for depicting these health-care systems as flawless, the truth is that in most respects they are superior to the American system. Sicko tells story after heartbreaking story about ordinary people getting screwed out of the health-care benefits they thought they had coming. Yet one significant victim of America's market-based health-care system is left out: market capitalism itself.

I refer not to health insurers, nor to health-maintenance organizations, nor to for-profit hospitals, but rather to businesses outside the health-care sector that are saddled with the growing cost of providing health insurance to their employees. This obligation puts American companies at a disadvantage with respect to foreign competitors whose governments provide health care. The most obvious victim, ironically, is a company Moore knows very well: General Motors. Because of health-care obligations, the automaker that Moore pilloried in his first film, Roger and Me, is fighting for its life.

As Jonathan Cohn relates in his recent book Sick, private health insurance first came into being during the Great Depression, when doctors realized they had priced themselves out of the market. In the United States, health-insurance plans were organized on a nonprofit basis by hospitals working through fraternal organizations like the Elks and the Shriners. These were sufficiently successful that for-profit insurance companies got into the act. Businesses started displacing the Elks, et al., as dispensers of health-care insurance during the 1940s. It was a way for companies to get around wartime wage controls in a tight labor market. The government further accelerated the trend by exempting company and individual expenses for health insurance from the income tax. Pretty soon, health insurance was a routine part of the pay package offered by all but the very smallest employers.

You know what happened next. Medical inflation (and, to be fair, an enormous improvement in the quality of health-care itself) drove up the price of health insurance. By 2004, the New York Times was reporting that the cost of providing employee health insurance, which averaged $3,000 per worker, was impeding a jobs recovery. Because employment remained virtually the only avenue to acquiring health insurance, businesses did not, in the aggregate, cut back on the proportion of the work force (about 75 percent) offered health insurance. Instead, they held back costs by offering employees health-insurance policies that cost the employees more and covered less. Moore is shrewd to focus Sicko more on this problem than on the growing number of uninsured, because it more vividly demonstrates how the system is unraveling. Even when you "have" health insurance, you can't count on it.

It's tempting to demonize business for whittling away at health-care benefits, but over the past two decades the cost to business of providing those benefits has roughly doubled, to a great extent because health insurers and hospitals now employ vast bureaucratic armies to fight over medical bills. Health-care costs are now outrunning income gains by about 3 percentage points. This means that for the typical worker, raises are, for the foreseeable future, an artifact of the past. That's terrible news for labor, but it's terrible news for bosses, too, because it robs them of a necessary tool to get employees to perform good work.

The old, large, unionized Rust Belt industries are hit especially hard by health-care costs. As of two years ago, health insurance was calculated to add between $1,100 and $1,500 to the price of each automobile manufactured by General Motors—a cost not borne by its foreign competitors. In 2005*, GM lost $10.4 billion on its North American operations, and the business press began speculating that the automaker might go bankrupt. Business Week pointed out that if this happened, it would likely be the largest Chapter 11 filing in history. Two years later, GM has laid off 34,000 workers, yet its North American operations are still losing money—$85 million during the first quarter of this year. The company is still, Business Week says, "on a glide path to disaster." Health-care costs are a principal reason why, which is why GM's chairman, Rick Wagoner, has begged Congress to tackle the problem.

Not even Wagoner is ready yet to join Moore in his call for socialized medicine. But it's clear that business desperately wants to get out of the health-insurance business, and as the health insurance it offers employees gets steadily crappier, that's in essence what it is starting to do. But it's a painfully gradual process, and for GM, there's a real chance union concessions won't come fast enough to save the company. What I'd have liked to see in Sicko is Michael Moore sidling up to Rick Wagoner and offering him a deal. Rick, he'd say, I know there's bad blood between your company and me, but let's let bygones be bygones. You want GM to be in business five years from now. I want the government to guarantee every American decent health care. Join me in demanding national health care in the United States, just like they have in Britain, France, and Canada.

Sure, Wagoner might refuse. But then what would he tell his stockholders?

Correction, July 2, 2007: An earlier version of this article misstated the year of GM's $10.4 billion loss as 1985. (Return to the corrected sentence.)
Timothy Noah is a senior writer at Slate.

Article URL: http://www.slate.com/id/2169131/
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3299
Registado: 8/2/2006 17:32

por Cardoso » 8/11/2007 11:35

Já agora, e porque para mim o importante não é tanto o estado da saúde nos EUA, mas a influência das empresas na definição das políticas aproveito para colocar aqui um excerto de um blog do jornal "SOL" acerca do novo aeroporto...


«Entre a OTA e Alcochete, venha o LNEC e escolha», disse acertadamente Baptista-Bastos, na sua crónica do DN, deixando a frase mais acertada que sobre a matéria tem surgido por aí. Para ficarmos descansados, só fazia falta garantir que, na escolha do LNEC, não haveria influência deste Governo nem de entitades demasiado influentes como o grupo BES.
 
Mensagens: 181
Registado: 19/12/2002 14:11
Localização: Leiria

por lemor » 8/11/2007 11:27

Noto que as pessoas fazem uma certa confusão entre o sistema de Saúde dos EUA com a qualidade da medicina praticada nos EUA...

Tanto os pró-EUA, quanto os contra-EUA...
 
Mensagens: 279
Registado: 8/3/2007 15:37
Localização: Europa

por Cardoso » 8/11/2007 11:20

Keyser,

a força que as empresas têm na definição de políticas nos EUA é incrível. O dinheiro que elas fazem movimentar para aprovação de leis é conhecido (pelo menos em parte).

Os interesses em jogo são brutais. É natural que apareçam muitas opiniões como esta que sejam contra medidas que vão reduzir muito os lucros destas empresas.

Mas, alterando a situação para um modelo mais "europeu" quem são as empresas que ganham? O que me parece o maior problema nesta discussão é o facto de não haver empresas a ganhar tanto quanto se ganha agora... e por isso (e porque são as empresas que pagam aos políticos) isto tem andado enrolado.


quanto ao facto de o senhor ser professor of economics at Harvard isso não invalida o facto de ser consultor do Bush e de ser provavelmente um dos benificiados com a situação actual (como serão quase todos os políticos e consultores dos EUA).


E, já agora, a última frase aplica-se como uma luva ao que eles têm feito em termos de aquecimento global (sob o patrocínio das petrolíferas)
 
Mensagens: 181
Registado: 19/12/2002 14:11
Localização: Leiria

por Keyser Soze » 8/11/2007 10:53

Cardoso Escreveu:A última linha diz tudo... é conselheiro do Bush...


foi

e o facto de ser professor of economics at Harvard é completamente irrelevante....


não vou tar aqui a defender o sistema norte americano, tb acho que não é perfeito, mas fazem-se muitas generalizações e clichés que não correspondem totalmente á realidade

como diz o artigo, na última frase:

As we look at reform plans, we should be careful not to be fooled by statistics into thinking that the problems we face are worse than they really are.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3299
Registado: 8/2/2006 17:32

por Camisa Roxa » 8/11/2007 10:47

mas quem é que ainda dá importância ao que o lunático do Michael Moore diz?

O gajo quando foi operado foi a Cuba? Não, foi a uma das melhores clínicas dos EUA, isso diz tudo quanto à hipocrisia do sr.!
Imagem
Free Minds and Free Markets
... forecasting exchange rates has a success rate no better than that of forecasting the outcome of a coin toss - Alan Greenspan (2004)
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 2475
Registado: 5/11/2002 11:27
Localização: Leiria

por Cardoso » 8/11/2007 10:45

A última linha diz tudo... é conselheiro do Bush...
 
Mensagens: 181
Registado: 19/12/2002 14:11
Localização: Leiria

por Keyser Soze » 8/11/2007 9:25

November 4, 2007
Economic View
Beyond Those Health Care Numbers
By N. GREGORY MANKIW

WITH the health care system at the center of the political debate, a lot of scary claims are being thrown around. The dangerous ones are not those that are false; watchdogs in the news media are quick to debunk them. Rather, the dangerous ones are those that are true but don’t mean what people think they mean.

Here are three of the true but misleading statements about health care that politicians and pundits love to use to frighten the public:

STATEMENT 1 The United States has lower life expectancy and higher infant mortality than Canada, which has national health insurance.

The differences between the neighbors are indeed significant. Life expectancy at birth is 2.6 years greater for Canadian men than for American men, and 2.3 years greater for Canadian women than American women. Infant mortality in the United States is 6.8 per 1,000 live births, versus 5.3 in Canada.

These facts are often taken as evidence for the inadequacy of the American health system. But a recent study by June and Dave O’Neill, economists at Baruch College, from which these numbers come, shows that the difference in health outcomes has more to do with broader social forces.

For example, Americans are more likely than Canadians to die by accident or by homicide. For men in their 20s, mortality rates are more than 50 percent higher in the United States than in Canada, but the O’Neills show that accidents and homicides account for most of that gap. Maybe these differences have lessons for traffic laws and gun control, but they teach us nothing about our system of health care.

Americans are also more likely to be obese, leading to heart disease and other medical problems. Among Americans, 31 percent of men and 33 percent of women have a body mass index of at least 30, a definition of obesity, versus 17 percent of men and 19 percent of women in Canada. Japan, which has the longest life expectancy among major nations, has obesity rates of about 3 percent.

The causes of American obesity are not fully understood, but they involve lifestyle choices we make every day, as well as our system of food delivery. Research by the Harvard economists David Cutler, Ed Glaeser and Jesse Shapiro concludes that America’s growing obesity problem is largely attributable to our economy’s ability to supply high-calorie foods cheaply. Lower prices increase food consumption, sometimes beyond the point of optimal health.

Infant mortality rates also reflect broader social trends, including the prevalence of infants with low birth weight. The health system in the United States gives low birth-weight babies slightly better survival chances than does Canada’s, but the more pronounced difference is the frequency of these cases. In the United States, 7.5 percent of babies are born weighing less than 2,500 grams (about 5.5 pounds), compared with 5.7 percent in Canada. In both nations, these infants have more than 10 times the mortality rate of larger babies. Low birth weights are in turn correlated with teenage motherhood. (One theory is that a teenage mother is still growing and thus competing with the fetus for nutrients.) The rate of teenage motherhood, according to the O’Neill study, is almost three times higher in the United States than it is in Canada.

Whatever its merits, a Canadian-style system of national health insurance is unlikely to change the sexual mores of American youth

The bottom line is that many statistics on health outcomes say little about our system of health care.

STATEMENT 2 Some 47 million Americans do not have health insurance.

This number from the Census Bureau is often cited as evidence that the health system is failing for many American families. Yet by masking tremendous heterogeneity in personal circumstances, the figure exaggerates the magnitude of the problem.

To start with, the 47 million includes about 10 million residents who are not American citizens. Many are illegal immigrants. Even if we had national health insurance, they would probably not be covered.

The number also fails to take full account of Medicaid, the government’s health program for the poor. For instance, it counts millions of the poor who are eligible for Medicaid but have not yet applied. These individuals, who are healthier, on average, than those who are enrolled, could always apply if they ever needed significant medical care. They are uninsured in name only.

The 47 million also includes many who could buy insurance but haven’t. The Census Bureau reports that 18 million of the uninsured have annual household income of more than $50,000, which puts them in the top half of the income distribution. About a quarter of the uninsured have been offered employer-provided insurance but declined coverage.

Of course, millions of Americans have trouble getting health insurance. But they number far less than 47 million, and they make up only a few percent of the population of 300 million.

Any reform should carefully focus on this group to avoid disrupting the vast majority for whom the system is working. We do not nationalize an industry simply because a small percentage of the work force is unemployed. Similarly, we should be wary of sweeping reforms of our health system if they are motivated by the fact that a small percentage of the population is uninsured.

STATEMENT 3 Health costs are eating up an ever increasing share of American incomes.

In 1950, about 5 percent of United States national income was spent on health care, including both private and public health spending. Today the share is about 16 percent. Many pundits regard the increasing cost as evidence that the system is too expensive.

But increasing expenditures could just as well be a symptom of success. The reason that we spend more than our grandparents did is not waste, fraud and abuse, but advances in medical technology and growth in incomes. Science has consistently found new ways to extend and improve our lives. Wonderful as they are, they do not come cheap.

Fortunately, our incomes are growing, and it makes sense to spend this growing prosperity on better health. The rationality of this phenomenon is stressed in a recent article by the economists Charles I. Jones of the University of California, Berkeley, and Robert E. Hall of Stanford. They ask, “As we grow older and richer, which is more valuable: a third car, yet another television, more clothing — or an extra year of life?”

Mr. Hall and Mr. Jones forecast that the share of income devoted to health care will top 30 percent by 2050. But in their model, this is not a problem: It is the modern form of progress.

Even if the rise in health care spending turns out to be less than they forecast, it is important to get reform right. Our health care system is not perfect, but it has been a major source of advances in our standard of living, and it will be a large share of the economy we bequeath to our children.

As we look at reform plans, we should be careful not to be fooled by statistics into thinking that the problems we face are worse than they really are.


N. Gregory Mankiw is a professor of economics at Harvard. He was an adviser to President Bush and is advising Mitt Romney, the former governor of Massachusetts, in the campaign for the Republican presidential nomination.

http://www.nytimes.com/2007/11/04/business/04view.html
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3299
Registado: 8/2/2006 17:32

por rmachado » 5/11/2007 20:07

Não vi o doc. mas vindo do Michael Moore tb devemos dar algum desconto... ;).
O que não quer dizer que o que lá apareça não seja verdade, mas é mais fácil e médiatico mostrar o mau do que o bom.

Quanto a comparação do cá com o lá, nem vale a pena... e pq, são realidade diferentes com pessoas diferentes com mêtodos diferentes. Deve com certeza ter do melhor e do pior como aqui temos.

Se se fizesse um doc num hospital público portugês de certeza que teriamos histórias de horror mas tb teriamos histórias maravilhosas.

Aqui precisavamos era de uma consciência médica mais elaborada e não ter medo de expôr o erro e de tentar corrigir o que está mal.

Gostei do recente acontecimento no Hospital de Faro, pois mostra preocupação com a dignidade do doente e é o doente que devia estar em primeiro. Coisa que muitas vezes não acontece.

E muito mais podiamos dizer aqui...
 
Mensagens: 2125
Registado: 24/8/2004 10:42
Localização: Carregado

por Sei lá » 5/11/2007 15:30

Gostava que ficasse claro que não digo que o SNS é bom e o sistema americano de seguros é mau. Nada disso. São os dois maus na forma como actualmente funcionam, forma essa que certamente não respeita a ideia original que presidiu à sua criação.

É verdade que nos EUA pode-se morrer por não ter dinheiro, mas se repararmos isso também acontece em Portugal. Querem um exemplo? Oncologia.

Infelizmente tenho uma pessoa próxima que está com uma reincidência de uma doença de foro oncológico, pessoa essa a quem chaamo C. Como sabemos, em oncologia a rapidez pode representar a diferença entre salvar uma vida ou condená-la. Pois no caso da C, depois de 3 semanas à espera do resultado de um exame, terá de esperar 1 mês para que haja vaga para efectuar outro exame, este que obriga a pequena cirurgia, tudo isto no IPO do Porto.

Estamos a falar de uma pessoa que tem visto os sintomas da doença serem cada vez maiores e mais notórios (sinal da progressão rápida da doença), mas que por falta de capacidade do IPO do Porto tem de esperar.

Resta referir que, na primeira vez que a C teve de lutar contra a doença, viu uma amiga morrer durante os tratamentos apenas pelo facto da doença lhe ter sido detectada tardiamente. O "detectada tardiamente" significa que só foi detectada quando certos sintomas se tornaram visíveis... pois são esses sintomas que a C começa a sentir nestes ultimos dias.

Isto não é deixar as pessoas morrer? Acho que só mudam as razões. Se a C tivesse meios suficientes, podem crer que já estaria em Espanha a ser tratado numa unidade privada, ou até em Portugal. referi Espanha por causa de um caso algarvio que recentemente foi noticiado na TV, onde o SNS era criticado, mas as unidades de saúde privadas nacionais também.

Isto de discutir a saúde meus amigos, é para quem passa por elas, não é para quem está à distância dos dramas do dia a dia que afectam milhares de pessoas. Lembram-se da história da Ex-ministra da saúde Manuel Arcanjo ter mandado renovar uma sala de espera do IPO?
O mercado cega... nem uma ida a Cuba resolve. Cuba?!? :shock: Phone-ix!! Eles são socialistas pá!!!!
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 942
Registado: 19/7/2007 0:21
Localização: 14

por longBlackCandle » 5/11/2007 14:44

Branc0 Escreveu:Não vou defender um sistema sobre o outro porque não os conheço ao pormenor, apenas quis alertar para algumas reduções simplistas que estavam a ser feitas.


Desafio qualquer um para fazer um resumo tão bom quanto o meu no mesmo número de palavras.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 304
Registado: 2/6/2005 13:54
Localização: 16

por Branc0 » 5/11/2007 14:01

Parece-me que os problemas que estão aqui a ser postos em causa são maioritariamente contra os seguros que não respeitam o que está contratualizado. Não poderia estar mais de acordo.

No entanto, o que eu admiro, é a simples ideia de passar para o sector privado este custo através do seguro e da obrigatoriedade de segurar os empregados pela entidade patronal.

Na prática, pelos vistos, há problemas. Mas esses problemas surgem não por esta ideia ser má mas pelas seguradoras deturparem a ideia - coisa que poderia talvez ser resolvida com umas coimas apertadas.

Não sou expert em sistemas de saúde nem médico. Nunca precisei de cuidados hospitalares nem cá nem nos EUA apesar de não estar muito contente com os cuidados que a minha mãe tem recebido por cá no SNS.

Não vou defender um sistema sobre o outro porque não os conheço ao pormenor, apenas quis alertar para algumas reduções simplistas que estavam a ser feitas.
Be Galt. Wear the message!

The market does not beat them. They beat themselves, because though they have brains they cannot sit tight. - Jesse Livermore
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 2558
Registado: 8/8/2007 14:38
Localização: Lisboa

por MarcoAntonio » 5/11/2007 13:55

Sobre o Sicko vale a pena ver o que dizem os americanos do Documentário. São eles que estão em condições de dizer se o Documentário é bom ou mau e se descreve correctamente os problemas dos americanos...

Para quem conhece o IMDB e o tipo de votos que costuma ter, a classificação de 8.3 que obtém dos votantes americanos é simplesmente muito alta.

http://imdb.com/title/tt0386032/ratings

Na opinião deles o Documentário é muito bom (8.3 de pontuação média entre os americanos).

Os comentários (ordenado pelos autores mais prolíficos):

http://imdb.com/title/tt0386032/usercom ... r=prolific



Já agora, o top dos documentários:
http://imdb.com/chart/documentary
.
Imagem

FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 41948
Registado: 4/11/2002 22:16
Localização: Porto

por MarcoAntonio » 5/11/2007 13:47

Este Report já é datado de 2000 portanto poderá não estar muito actualizado. Coloca os Estados Unidos em 37º lugar (Portugal surge em 12º):

http://www.photius.com/rankings/who_wor ... ranks.html

Nós por cá temos bastante má opinião do nosso sistema de saúde mas como eu sempre digo neste tipo de situações estamos muito susceptíveis à realidade que nos está próxima, sentimos directamente os nossos problemas e não estamos bem conscientes dos problemas dos outros. Assim, torna-se fácil dizer que «o nosso é que é mau»...

Do lado de lá «eles» dizem que o deles é que é mau.

Para quem diz que o sistema americano (um sistema essencialmente privado) é que é bom, o sistema de saúde americano é fonte de polémicas e de dicussão pública há bastante tempo. Muitos americanos queixam-se (e muito) do sistema que têm...

A título de exemplo: as seguradoras têm departamentos próprios para tratar de casos passados para fazer as pessoas pagar por tratamentos passados que foram aprovados. Isto para além de os funcionários terem instruções para inicialmente recusar os tratamentos, mesmo que as pessoas tenham direito a eles.

Isto não se trata de anti-americanismo nem nada que o valha, são eles próprios que se queixam numa base diária das coisas que por lá acontecem. É simplesmente o sistema que têm, um sistema privado onde as entidades ligadas à saúde têm como objectivo o lucro.

E o lucro vem de recusar um transplante do pancreas a um fulano que pagou um seguro toda a vida que suportava todo o tipo de transplantes mas outra clausula qualquer do contracto dá-lhes cobertura para recusarem.

O lucro da empresa vem da morte do tipo. Puro e simples...

Pessoalmente sou a favor de sistemas semi-privados. Um sistema que tem sido adoptado cá em Portugal nos últimos anos e os Hospitais onde o sistema tem vindo a ser aplicado têm tido boas prestações.
Imagem

FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 41948
Registado: 4/11/2002 22:16
Localização: Porto

por hokie » 5/11/2007 13:28

Branc0 Escreveu:
longBlackCandle Escreveu:O "sistema" de sáude norte americano é muito simples e resume-se ao seguinte:

Quem tem (muito) dinheiro tem acesso ao melhor que há em termos de saúde, quem não tem: azar do caraças, que morra (longe de preferencia). É triste mas é verdade.


Este anti-americanismo é fantastico. Já os estou a imaginar do outro lado do atlântico: "O sistema de saude europeu é muito simples: vão os pobres e os ricos todos para o mesmo hospital e morrem juntos na fila de espera" :roll:

Não sendo o sistema de saúde americano realmente o melhor que há no mundo esta posição redutora aqui apresentada deixa muito a desejar. Existem sistemas de apoio como o "MediCare" e uma coisa bastante interessante que é a obrigação das médias e grandes empresas fornecerem seguros de saúde aos seus empregados para que possam ter acesso a cuidados de saúde mesmo que sejam mal pagos. É uma solução interessante, à maneira americana, de passar os custos de saúde para o sector privado.

Volto a dizer que não é perfeito e temos (na minha opinião) melhores sistemas na Europa. Mas esta redução do "são uns porcos fascizoides, só quem é rico é que não morre com uma constipação" não é de todo a realidade.


eu afirmo, com conhecimento de causa, que prefiro 1000 vezes o SNS ao Sistema Americano!!!
Mesmo com seguro de saúde, quem tiver a infelicidade de ter um problema de saúde, pode facilmente ir à falência...
Conheço um caso de um casal de classe média, com seguro, em que a senhora preferiu vir ser operada a Portugal pois ficava bem mais barato meter-se no avião, ser operada no privado em Portugal, e regressar ao trabalho depois de recuperar totalmente!
O sistema Americano é a completa desgraça e não é verdade dizer que basta ter seguro e estás safo! As coberturas são verdadeiros desafios para advogados e as seguradoras conseguem muitas vezes esquivar-se às suas responsabilidades.
 
Mensagens: 80
Registado: 19/9/2006 0:01
Localização: Porto

por Sei lá » 5/11/2007 12:14

Branc0 Escreveu:
longBlackCandle Escreveu:O "sistema" de sáude norte americano é muito simples e resume-se ao seguinte:

Quem tem (muito) dinheiro tem acesso ao melhor que há em termos de saúde, quem não tem: azar do caraças, que morra (longe de preferencia). É triste mas é verdade.


Este anti-americanismo é fantastico. Já os estou a imaginar do outro lado do atlântico: "O sistema de saude europeu é muito simples: vão os pobres e os ricos todos para o mesmo hospital e morrem juntos na fila de espera" :roll:

Não sendo o sistema de saúde americano realmente o melhor que há no mundo esta posição redutora aqui apresentada deixa muito a desejar. Existem sistemas de apoio como o "MediCare" e uma coisa bastante interessante que é a obrigação das médias e grandes empresas fornecerem seguros de saúde aos seus empregados para que possam ter acesso a cuidados de saúde mesmo que sejam mal pagos. É uma solução interessante, à maneira americana, de passar os custos de saúde para o sector privado.

Volto a dizer que não é perfeito e temos (na minha opinião) melhores sistemas na Europa. Mas esta redução do "são uns porcos fascizoides, só quem é rico é que não morre com uma constipação" não é de todo a realidade.


É preferivel teres um SNS com listas de espera mas que está ali para uma grande emergência, existindo alternativas, do que não teres SNS e teres um seguro que quando te surge um grande azar, e após serem feitas algumas contas, decidem que tu não interessas. Nesta segunda situação o tal seguro manda-te pela janela fora e se tiveres de morrer morres sem que ninguém se aperceba.

Eu posso ver defeitos no nosso SNS, mas ainda vejo uma utilidade social, e isso vale mais do que qualquer outra coisa... mas isto é a minha opinião.

Sou ser humano e percebo que nem todos podem pagar a saúde, até porque o "pagar a saude" depende da sorte: sorte na vida para se ter bons rendimentos e sorte na saude para que não surja nenhum imbróglio grave daqueles que podem custar meio milhão de euros a curar. Se custa meio milhão de Euros a curar o seguro vai tentar arranjar forma de não pagar...

A saude não pode ser vista só como um negócio.
O mercado cega... nem uma ida a Cuba resolve. Cuba?!? :shock: Phone-ix!! Eles são socialistas pá!!!!
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 942
Registado: 19/7/2007 0:21
Localização: 14

por Cardoso » 5/11/2007 11:32

Aconselho mesmo a que vejam o documentário... a mim impressionou-me bastante
 
Mensagens: 181
Registado: 19/12/2002 14:11
Localização: Leiria

por longBlackCandle » 5/11/2007 10:06

Branc0 Escreveu:
Este anti-americanismo é fantastico. Já os estou a imaginar do outro lado do atlântico: "O sistema de saude europeu é muito simples: vão os pobres e os ricos todos para o mesmo hospital e morrem juntos na fila de espera" :roll:


Não se trata de anti-americanismo meu caro, até porque não sou.

Mas a minha opinião sobre o "sistema de saúde" deles mantem-se. Nesse aspecto os americanos estão muito atrasados em relação à Europa.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 304
Registado: 2/6/2005 13:54
Localização: 16

Próximo

Quem está ligado:
Utilizadores a ver este Fórum: @nmv!, GamesOver, Google [Bot], m-m, Minsk, tami e 92 visitantes
cron