Caldeirão da Bolsa

Ai esta a esperada-Fusao BCP_BPI

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Ulisses Pereira » 29/10/2007 22:41

O nível (e não estou a falar da linguagem porque já conhecemos as dificuldades com a língua portuguesa) do discurso de hoje de Joe Berardo está a ser das coisas mais baixas que vi nos últimos tempos, puxando assuntos e pormenores apenas para meter veneno e levar a discussão para a lama.

Há quem goste. Eu não.

Um abraço,
Ulisses
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por Enslaved » 29/10/2007 21:49

Hoje nos Prós e contras vão falar da fusão do BPI com o BCP e vai lá estar o Berardo e o Ulrich 8-) .
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sdf

por luislobs » 29/10/2007 21:43

EMPRESAS Publicado 29 Outubro 2007 20:24
Fundador não será "chairman"
Jardim abdica de cargos no BCP se fusão com BPI avançar
Jorge Jardim Gonçalves disse hoje aos seus pares no BCP que apoia fenómenos de concentração na banca e ajudará a estudar a proposta de fusão feita pelo BPI. Mas acrescentou que está indisponível para ocupar qualquer função em qualquer cargo do futuro banco.
Pedro Santos Guerreiro
psg@mediafin.pt


A informação foi avançada esta noite no Telejornal da RTP, tendo já sido confirmada pelo Jornal de Negócios. Jardim Gonçalves não será, portanto, nem "chairman" nem terá qualquer outra função no banco que venha a resultar da fusão entre o BCP e o BPI, caso a proposta tornada pública na semana passada por Fernando Ulrich tenha sucesso.

Segundo a RTP, a posição de Jardim Gonçalves foi revelada numa reunião conjunta do Conselho Geral e de Supervisão (que Jardim preside) e do Conselho de Administração do BCP (liderado por Filipe Pinhal).

Nessa reunião, Jorge Jardim Gonçalves terá afirmado "que é, como sempre foi, a favor de fenómenos de concentração na banca" e também que está disponível para ajudar a estudar a proposta de fusão apresentada pelo BPI.

No entanto, acrescentou, o fundador do BCP não está disponível para ocupar qualquer cargo nem estar em qualquer órgão social do banco que venha a resultar da fusão entre BCP e BPI.

Recorde-se que a proposta do BPI é de que o futuro presidente do Millennium BPI seja nomeado pelo BPI (o que coloca Fernando Ulrich como CEO) sendo o presidente do Conselho de Administração nomeado pelos accionistas do BCP. Jardim Gonçalves exclui-se voluntariamente dessa possibilidade.


Alguem que tinha duvidas sobre que o Jardineiro terá orquestrado está fusao?

eu nao..contudo o primeiro lance nao será aceite. :lol:
.

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Tanta asneira...

por JAS » 29/10/2007 21:16

Pata-Hari Escreveu:
Administração do BCP rejeita condições propostas pelo BPI
A gestão do BCP inclinava-se ontem para rejeitar a proposta de fusão do BPI. A decisão final só será tomada esta manhã e terá de ser confirmada pelo conselho de supervisão, liderado por Jardim Gonçalves.

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Maria João Gago
mjgago@mediafin.pt



A gestão do BCP inclinava-se ontem para rejeitar a proposta de fusão do BPI. A decisão final só será tomada esta manhã e terá de ser confirmada pelo conselho de supervisão, liderado por Jardim Gonçalves.

Mesmo que a equipa de Filipe Pinhal aceite conversas exploratórias com Fernando Ulrich, nunca aceitará as condições actuais do BPI.



A "gestão do BCP" deve ser a Administração do BCP...

A Administração só se pronuncia amanhã, como a própria notícia indica, pelo que não rejeitou nada.

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O BPI pode ir até um preço implícito de até 3,5 a 3,6 euros por cada acção do Millennium bcp sem destruir valor na sua proposta de fusão, contra os 3,26 euros oferecidos inicialmente, refere a Lehman Brothers numa nota de análise citada pela agência Reuters.

Tiago Figueiredo Silva


O BPI até pode ir a um preço implícito de 10,00 se a sua própria cotação for 20,00.

Estes tipos não perceberam que foi proposto um rácio de troca de 2:1 e nada mais do que isso?

-----------------------

E para acabar, o mercado está-me a dar razão: coef. 1,85:1.

Será que ainda vai a 1,80:1?

JAS
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Fusão com o BCP pode levar S&P a melhorar o “outlook” do

por FRAGON » 29/10/2007 16:13

(in JNonline,hoje)
"Relatório da Standard & Poor’s
Fusão com o BCP pode levar S&P a melhorar o “outlook” do BPI
A fusão do BCP com o Banco BPI poderá levar a Standard & Poor’s (S&P) a melhorar o "outlook" da dívida do BPI de "estável" para "positivo". A notação de "A" para a dívida de longo prazo de ambos os bancos foi reafirmada, mas a definição de "uma boa estratégia" para o Banco Millennium BPI e uma "suave" integração das equipas de gestão poderá levar a notação até "A+".

--------------------------------------------------------------------------------

Pedro Carvalho
pc@mediafin.pt


A fusão do BCP com o Banco BPI poderá levar a Standard & Poor’s (S&P) a melhorar o "outlook" da dívida do BPI de "estável" para "positivo". A notação de "A" para a dívida de longo prazo de ambos os bancos foi reafirmada, mas a definição de "uma boa estratégia" para o Banco Millennium BPI e uma "suave" integração das equipas de gestão poderá levar a notação até "A+".

Num relatório publicado hoje, a Standard & Poor’s diz que, após as notícias de uma eventual fusão entre o Banco BPI [Cot] e o Banco Comercial Português (BCP) [Cot], reafirmou, para ambos, a notação de "A" para a dívida de longo prazo e de "A-1" para a dívida de curto prazo.

Para a instituição liderada por Filipe Pinhal, a S&P tem um "outlook" "positivo" e para o banco liderado por Fernando Ulrich de "estável".

"Se ambos os bancos acordarem uma fusão, vamos rever em alta o ‘outlook’ do BPI para ‘positivo’, para reflectir a eventualidade do surgimento de uma forte instituição financeira, do ponto de vista financeiro e de negócio", diz a equipa de analistas liderada por Elena Iparraguirre.

A S&P poderá mesmo vir a rever em alta a notação financeira para a dívida de longo prazo, mas alerta para os "elevados riscos de integração".

No entanto, se for definido uma "boa estratégia" para o banco que resultar da fusão e se "houver uma integração suave de ambas as equipas de gestão", então o "rating" para a dívida de longo prazo poderá aumentar de "A" para "A+".

Na proposta de fusão do BPI, será o próprio a definir o presidente executivo e caberá a este escolher os restantes oito membros da administração: quatro vindos da administração do BPI e quatro da administração do BCP. Caberá a este último escolher o nome do presidente do conselho de administração.
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Re: fusao

por luislobs » 29/10/2007 15:30

paulo godinho Escreveu:Segundo o publico o bcp prepara uma contra proposta para apresentar ao bpi ate ao dia 15 , e quanto a mim nesta contr proposta o bcp passa a ser a cabeça do negocio e a dar um premio simpatico aos acçionistas do bpi vamos esperar para ver mas a festa ainda agora começou



hum, a administraçao nao está em condicçoes para comandar nem o proprio Bcp :mrgreen:

Desculpem lá o meu ponto de vista, mas o Bpi está super
inflaccionado a muito tempo, tanto para se defender de Opas, como do aumento progressivo dos principais accionistas.Por isso acho que o posiçao longa no Bpi nao está no meu ponto de vista bem posicionada.

A bola esta do lado do Bcp.. :lol:
.

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fusao

por paulo godinho » 29/10/2007 15:16

Segundo o publico o bcp prepara uma contra proposta para apresentar ao bpi ate ao dia 15 , e quanto a mim nesta contr proposta o bcp passa a ser a cabeça do negocio e a dar um premio simpatico aos acçionistas do bpi vamos esperar para ver mas a festa ainda agora começou
 
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por Ulisses Pereira » 29/10/2007 15:05

Bem, eu estou atónito com este comunicado da ATM!

Que os accionistas preferissem uma OPA a uma fusão é compreensível. Agora que a ATM diga que " a operação deveria ser revestida de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), na medida em que uma fusão tem menos mecanismos de defesa de protecção dos interesses minoritários que uma OPA" acho inacrediável.

Por esta lógica, nunca haveria nenhuma fusão. Se uma empresa não quer comprar outra, mas sim fundir-se com ela, é a ATM que diz que deveria era comprar a outra?

Acho muito bem que se defenda os interesses dos pequenos accionistas, mas acho que há limites para tudo. Mais... a ATM deve defender os interesses de todos os accionistas e, neste caso, não há apenas os accionistas do BCP, também há os accionistas do BPI...

Um abraço,
Ulisses
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sfd

por luislobs » 29/10/2007 14:58

ATM considera fusão justa para accionistas mas defende operação em forma de OPA
A Associação de Investidores e analistas técnicos do mercado de capitais (ATM) considerou hoje que a fusão proposta pelo BPI sobre o BCP parece "justa para os accionistas de ambas as partes", mas defende que a operação deveria ser "revestida de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), na medida em que uma fusão tem menos mecanismos de defesa de protecção dos interesses minoritários que uma OPA".

Tiago Figueiredo Silva

Em comunicado hoje emitido, a ATM inicia a sua análise ao considerar que a nova instituição que venha a ser criada vai ganhar uma dimensão internacional, o "que é francamente positivo quer para os investidores, para o mercado ou para o país".

A Associação alerta para o facto da operação resultar na perda de receita combinada esperada na ordem dos 3%, bem como, da perda de quota de mercado, apesar de poder vir a originar uma poupança de custos acima dos dois dígitos percentuais, com um aproveitamento de sinergias anuais na ordem dos 200 milhões de euros.

"Por isso, pese embora a insuficiência de informação sobre os moldes em que se vai desenhar a operação de fusão e se esta integrará ou não um aumento de capital, que nos permita aferir a bondade da proposta, aparentemente o negócio parece-nos justo para os accionistas de ambas as partes", adianta a ATM.

A Associação não descarta a possibilidade do aparecimento de uma Oferta concorrente (com uma contrapartida em dinheiro ou mista), uma vez que o modelo de fusão não exige um prémio de controlo, o que seria um forte incentivo aos accionistas para que aceitam essa eventual nova proposta.

"Somos da opinião que os accionistas do BCP deveriam ter alternativa de uma contrapartida em dinheiro, revestindo a operação da forma de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), na medida em que uma fusão tem menos mecanismos de defesa de protecção dos interesses minoritários que uma OPA", considera a ATM.

A Associação sublinha estar preocupada com o risco de integração das duas instituições, face às dimensões das duas instituições no mercado nacional, e "embora seja oportuna e justa para os accionistas de ambas as instituições, não é positiva para o mercado de capitais português na medida em que se vê subtraído de uma das mais líquidas empresas cotadas".

Por último, a ATM refere fazer "todo o sentido estratégico que os accionistas do BPI, que acreditem que a operação de fusão terá sucesso, vendam as suas acções para comprarem acções do BCP".

Recorde-se que o Conselho de Administração do BPI propôs à Administração do BCP uma fusão dos dois bancos, com uma relação de troca que a cada acção do BCP corresponderão 0,5 acções do BPI pelo que o capital deste subirá para os 2,56 mil milhões de euros face aos anteriores 760 milhões de euros.
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Caro JTsamouris

por FRAGON » 29/10/2007 14:54

Até se pode chamar idiotice, não é ?
É mesmo "chato" (e ás vezes perdemos dinheiro!) quando a realidade não segue as nossas previsões...
Cumprimentos.
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Re: Rácio de troca de acções do BCP por títulos do BPI

por JTsamouris » 29/10/2007 14:35

FRAGON Escreveu:"Rácio de troca de acções do BCP por títulos do BPI degradou-se em 7,5% desde quinta-feira


Chama-se manipulação.
 
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Rácio de troca de acções do BCP por títulos do BPI

por FRAGON » 29/10/2007 14:24

"Rácio de troca de acções do BCP por títulos do BPI degradou-se em 7,5% desde quinta-feira
O rácio de troca de acções do BCP por títulos do BPI degradou-se em 7,5% desde a apresentação da proposta de fusão, devido à valorização do banco liderado por Filipe Pinhal, enquanto a instituição presidida por Fernando Ulrich perdeu valor.

Diario Económico Online

O BPI anunciou a 25 de Outubro que enviou ao conselho de administração executivo do Banco Comercial Português (BCP) uma
proposta de fusão dos dois bancos, oferecendo uma acção sua por cada duas do BCP.

No dia de apresentação da proposta, cada acção do BPI valia 6,51 euros e cada título do BCP cotava a 3,19 euros, pelo que, a fusão representava uma ganho de 2% para os accionistas do Millennium bcp.

Só que, na segunda sessão de bolsa, depois de apresentada a proposta de fusão, o rácio já desceu das 2 acções do BCP por cada uma do BPI, para 1,85 títulos do banco presidido por Filipe Pinhal por cada um da instituição liderada por Ulrich.

Assim, se os accionistas do BCP trocassem as suas acções agora, em vez de um ganho de 2%, como era registado a 25 de Outubro, perderiam 7,39% do valor dos títulos.

Esta evolução quer dizer que o mercado aposta na alteração dos termos de troca propostos pelo BPI, mas em favor dos accionistas do BCP, valorizando os títulos deste banco.

Amanhã, a gestão do BCP deverá defender que o rácio de troca proposto não reflecte o valor real do banco. “Filipe Pinhal deverá optar por um sim, mas... É esse o seu papel, como representante de todos os accionistas do banco”, disse uma fonte contactada pelo Diário Económico. Esta posição do BCP será sustentada, sobretudo, na avaliação técnica que está a ser feita pelos assessores financeiros do grupo.

Em declarações ao Diário Económico, João Pereira Coutinho, presidente da SAG e accionista do BCP, disse ter “total confiança em Filipe Pinhal e que irá prevalecer o bom-senso”. Na sua opinião, “as condições apresentadas pelo BPI são um primeiro passo e não deverão vingar. Se os investidores estiverem atentos, duvido que o que está em cima da mesa seja aprovado”.

Também João Rendeiro, presidente do BPP, que já se mostrou favorável à fusão, acredita ser natural que o BCP queira melhorar as condições. “Acho que é papel dos órgãos sociais do BCP exercer o seu dever fiduciário e tentar sempre melhorar as condições”, frisou ao Diário Económico o banqueiro. (...)".
(in DEonline, hoje"
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por luiz22 » 29/10/2007 13:57

Fusão BPI/BCP 2007-10-29 13:33
BCP contrata Citibank e Merrill Lynch para analisar oferta do BPI
O Conselho de Administração do Banco Comercial Português (BCP) contratou o Citibank e a Merrill Lynch para o assessorarem na análise à proposta de fusão apresentada pelo BPI, informou hoje à Lusa fonte da instituição financeira.

Cristina Barreto

O Banco BPI anunciou na passada quinta-feira que enviou directamente ao Conselho de Administração Executivo do BCP, liderado por Filipe Pinhal, uma proposta de incorporação do Millennium bcp no BPI, tendo oferecido uma acção sua por cada duas acções do BCP.

Caso o Conselho de Administração do BCP, que se irá pronunciar amanhã pela primeira vez sobre as condições deste negócio, aceite a referida proposta, a fusão terá posteriormente que ser aprovada pelos accionistas das duas instituições em Assembleia Geral.

Às 13h22 na Euronext Lisbon, as acções do BCP sobem 0,58% para os 3,44 euros, enquanto que as
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Re: dfg

por Roooy » 29/10/2007 13:01

luislobs Escreveu:
luiz22 Escreveu:Na nota, o analista Daragh Quinn considera ...


Deve ser anedota, não??? Coitado do homem....Quem é que não leu "Drag Queen" logo à primeira????? :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:
 
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dfg

por luislobs » 29/10/2007 12:52

luiz22 Escreveu:Nota de Análise 2007-10-29 10:52

O BPI pode ir até um preço implícito de até 3,5 a 3,6 euros por cada acção do Millennium bcp sem destruir valor na sua proposta de fusão, contra os 3,26 euros oferecidos inicialmente, refere a Lehman Brothers numa nota de análise citada pela agência Reuters.

Tiago Figueiredo Silva


Na nota, o analista Daragh Quinn considera que "estrategicamente o 'deal' faz sentido dado o potencial de sinergias de custos em Portugal" e realça que "põe uma baixa probabilidade de um 'bid' rival".


"Acreditamos que o BPI pode pagar até 3,5-3,6 euros por acção antes do 'deal' destruir valor. Isto assume a estimativa de 'net income' como base, sinergias de 220 milhões de euros e um crescimento de 1,5% na perpetuidade", refere Daragh Quinn.


Recorde-se que BPI propôs à Administração do Millennium bcp uma fusão dos dois bancos, com uma relação de troca que a cada acção do BCP corresponderão 0,5 acções do BPI pelo que o capital deste subirá dos actuais 760 milhões de euros para os 2,56 mil milhões de euros.


O Conselho de Administração Executivo (CAE) do BCP já iniciou a análise da proposta de fusão e vai esclarecer a sua posição a 30 de Outubro, afirmando o Diário Económico só deverá aprová-la se as condições forem melhoradas pois o rácio de troca proposto não reflecte o valor real do BCP.


A Lehman Brothers acrescenta igualmente que mantém o Banco Espírito Santo (BES) como o banco preferido em Portugal.



Eu vendo as minhas a 4 euros :lol:

Certo é que o Berardo ja deve mexer os cordelinhos para bloquear a proposta caso nao lhe agrade o preço.

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por luiz22 » 29/10/2007 11:21

EMPRESAS Publicado 29 Outubro 2007 9:36
Jardim na posse de um relatório do Citibank que aprova a fusão
O presidente do conselho geral e de supervisão do BCP, Jardim Gonçalves, estará na posse de um relatório do Citibank que aprova a fusão entre o maior banco privado nacional e o Banco BPI. Quem o diz é Marcelo Rebelo de Sousa na RTP1.

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Eva Gaspar
egaspar@mediafin.pt


Pedro Carvalho
pc@mediafin.pt



O presidente do conselho geral e de supervisão do BCP, Jardim Gonçalves, estará na posse de um relatório do Citibank que aprova a fusão entre o maior banco privado nacional e o Banco BPI. Quem o diz é Marcelo Rebelo de Sousa na RTP1.

O fundador do banco e presidente do conselho geral e de supervisão (CGS) do Banco Comercial Português (BCP) [Cot] terá em sua posse um relatório do banco norte-americano Citibank que apoia a fusão com o Banco BPI [Cot].

Esta informação foi ontem desvendada por Marcelo Rebelo de Sousa num programa no canal televisivo RTP.

O banco liderado por Fernando Ulrich anunciou no final da semana passada uma proposta de fusão com o BCP. Os termos da proposta têm implícito um rácio de troca de um acção do BPI por cada duas acções do BCP.

No final da semana, a imprensa chegou a avançar que Jardim Gonçalves estaria a recomendar a accionistas a aceitação da proposta, uma informação que foi prontamente desmentida pelo banco.

A administração do banco poderá pronunciar-se amanhã sobre as condições da proposta, aquando da conferência da apresentação dos resultados trimestrais.

A edição de hoje do Jornal de Negócios avança que a gestão do BCP estava ontem inclinada para rejeitar as condições avançadas pelo BPI.

As acções do BCP valorizavam 0,29% para os 3,43 euros e o BPI caía 2,31% para os 6,35 euros.
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por ppferreira » 29/10/2007 11:16

Segundo a imprensa nacional, Jardim Gonçalves estará de posse de um relatório do Citibank que dá luz verde ao projecto de fusão com o BPI.

Por outro lado, segundo as mesmas fontes, Fernando Ulrich terá espaço de manobra para valorizar a parte do BCP até mais 10.6% sem comprometer valor na oferta.
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por luiz22 » 29/10/2007 11:13

Nota de Análise 2007-10-29 10:52

O BPI pode ir até um preço implícito de até 3,5 a 3,6 euros por cada acção do Millennium bcp sem destruir valor na sua proposta de fusão, contra os 3,26 euros oferecidos inicialmente, refere a Lehman Brothers numa nota de análise citada pela agência Reuters.

Tiago Figueiredo Silva


Na nota, o analista Daragh Quinn considera que "estrategicamente o 'deal' faz sentido dado o potencial de sinergias de custos em Portugal" e realça que "põe uma baixa probabilidade de um 'bid' rival".


"Acreditamos que o BPI pode pagar até 3,5-3,6 euros por acção antes do 'deal' destruir valor. Isto assume a estimativa de 'net income' como base, sinergias de 220 milhões de euros e um crescimento de 1,5% na perpetuidade", refere Daragh Quinn.


Recorde-se que BPI propôs à Administração do Millennium bcp uma fusão dos dois bancos, com uma relação de troca que a cada acção do BCP corresponderão 0,5 acções do BPI pelo que o capital deste subirá dos actuais 760 milhões de euros para os 2,56 mil milhões de euros.


O Conselho de Administração Executivo (CAE) do BCP já iniciou a análise da proposta de fusão e vai esclarecer a sua posição a 30 de Outubro, afirmando o Diário Económico só deverá aprová-la se as condições forem melhoradas pois o rácio de troca proposto não reflecte o valor real do BCP.


A Lehman Brothers acrescenta igualmente que mantém o Banco Espírito Santo (BES) como o banco preferido em Portugal.
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por luiz22 » 29/10/2007 8:51

DJ PREVISÃO: BCP Lucro Líq 9 Meses -23% nos EUR427,6M

LISBOA (DJ Bolsa)-

Millennium BCP (BCP.LB): Resultados 9 Meses Até Final de Setembro

A divulgar: 30 de Outubro após fecho do mercado

Consulta da Dow Jones Newswires a 5 analistas

Média Lucro Líq: EUR427,6M, -23% (EUR557M Homólogos)

Média Margem Financeira: EUR1,17mM, +9,3% (EUR1,07mM Homólogos)

Nota: Os resultados do BCP nos três primeiros trimestre do ano devem ser prejudicados por custos extraordinários relacionados com a OPA falhada sobre o Banco BPI (BPI.LB) e pela instabilidade interna. Os analistas estão atentos à resposta do BCP sobre a proposta de fusão lançada pelo BPI.

Produzido para a Dow Jones Newswires pela Webtexto (+351 21 319 18 78)



(END) Dow Jones Newswires

October 26, 2007 12:47 ET (16:47 GMT)

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por Pata-Hari » 29/10/2007 8:07

Administração do BCP rejeita condições propostas pelo BPI
A gestão do BCP inclinava-se ontem para rejeitar a proposta de fusão do BPI. A decisão final só será tomada esta manhã e terá de ser confirmada pelo conselho de supervisão, liderado por Jardim Gonçalves.

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por luiz22 » 29/10/2007 6:41

Fusão entre BPI e BCP 2007-10-29 00:05
BCP vai pedir mais para aprovar fusão
Conselho de administração reúne amanhã e só deverá aprovar operação se as condições forem melhoradas.

Sílvia Oliveira

Amanhã à tarde, Filipe Pinhal, presidente do conselho de administração executivo do BCP, vai dizer de sua justiça e, ao abrigo do dever fiduciário que tem para com todos os accionistas do maior banco privado português, deverá criticar os termos da oferta do BPI. Ainda que admita a racionalidade do projecto de fusão, que daria lugar ao terceiro maior banco da Península Ibérica, a gestão do BCP deverá defender que o rácio de troca proposto não reflecte o valor real do banco. “Filipe Pinhal deverá optar por um sim, mas... É esse o seu papel, como representante de todos os accionistas do banco”, disse uma fonte contactada pelo Diário Económico. Esta posição do BCP será sustentada, sobretudo, na avaliação técnica que está a ser feita pelos assessores financeiros do grupo. Ao contrário do que é habitual, não coube à UBS, que também é accionista do banco, a tarefa de assessorar o BCP na análise técnica da proposta de fusão com o BPI.

A tomada de posição do conselho de administração executivo do BCP, prevista para amanhã à tarde, dia da conferência de imprensa de apresentação de resultados do terceiro trimestre, é um marco importante, que ditará o próximo passo do BPI. “O anúncio [quinta-feira passada] do BPI foi apenas o início da caçada, de um processo negocial, que não se sabe como irá terminar”, acrescentou outra fonte.

Filipe Pinhal, eterno aliado de Jardim Gonçalves, teve conhecimento da proposta de fusão amigável no mesmo dia do fundador do BCP, sabe da simpatia deste pelo projecto do BPI, mas também tem consciência dos seus deveres, enquanto presidente do conselho de administração. É, precisamente por isso, que alguns accionistas antecipam que o conselho de administração executivo do BCP venha, pelo menos, a “chumbar” os termos de troca apresentados pelo BPI. Em declarações ao Diário Económico, João Pereira Coutinho, presidente da SAG e accionista do BCP, disse ter “total confiança em Filipe Pinhal e que irá prevalecer o bom-senso”. Na sua opinião, “as condições apresentadas pelo BPI são um primeiro passo e não deverão vingar. Se os investidores estiverem atentos, duvido que o que está em cima da mesa seja aprovado”. Também João Rendeiro, presidente do BPP, que já se mostrou favorável à fusão, acredita ser natural que o BCP queira melhorar as condições. “Acho que é papel dos órgãos sociais do BCP exercer o seu dever fiduciário e tentar sempre melhorar as condições”, frisou ao Diário Económico o banqueiro. Este responsável considera que, ainda que as condições apresentadas pelo BPI sejam “sérias e equilibradas, se forem melhoradas, tanto melhor”.

Joe Berardo, um dos principais accionistas do BCP, a seguir à Eureko e Teixeira Duarte, também já mostrou o seu desagrado em relação aos termos de troca, que considera não reflectirem o valor do banco. O investidor critica ainda a forma como o processo está a ser conduzido: “Os conselhos de administração dos dois bancos já deveriam ter chegado a acordo. Esse esforço terá que ser feito a partir de agora. Como é que isto traduz uma proposta de fusão amigável”, questionou ontem Berardo, em declarações ao Diário Económico.

Outros accionistas do BCP foram contactados, mas, nesta fase, optaram por não fazer comentários. “É muito cedo, ainda estamos a fazer contas e é muito importante esperar pela posição do banco”, defendeu um dos accionistas ouvidos pelo Diário Económico.

Fernando Ulrich disse, na quinta-feira, que se o BCP recusasse a proposta, não avançaria com uma OPA hostil, mas isso não afasta, na opinião dos analistas, que os dois bancos partam para um processo negocial com o objectivo de chegar a um acordo sobre os termos de troca e oputros aspectos da oferta. Nesse âmbito, poderá verificar-se uma revisão das condições fixadas inicialmente, nomeadamente, a introdução de uma contrapartida em dinheiro. No limite, o BPI até poderá avançar com uma OPA, na sequência de um acordo com o BCP. Este último cenário poderia satisfazer os accionistas que encaram o seu investimento numa perspectiva de curto prazo e que, como tal, privilegiam a liquidez.

É que, mesmo com a concordância do BCP, a fusão só será aprovada se merecer o ‘sim’ de 75% dos accionistas presentes, ou representados em assembleia geral. Uma fasquia elevada, atendendo ao nível de presenças das últimas reuniões magnas do banco. “A minoria de bloqueio é relativamente fácil de atingir, sobretudo, se os termos da proposta se mantiverem inalterados”, defendeu uma das fontes contactadas.

Em declarações ao Diário Económico, Artur Santos Silva, ‘chairman’ do BPI voltou a frisar que é absolutamente falso que tenham existido conversações e combinações prévias com o BCP. O banqueiro disse ter tido uma conversa, curta, na quarta-feira ao início da tarde, com Jardim Gonçalves, não tendo sido dados, nessa altura, quaisquer detalhes sobre a operação. Aliás, acrescentou Santos Silva, “o engenheiro Jardim Gonçalves não fez, na altura, quaisquer comentários. Pedi-lhe, apenas, que indicasse uma hora no dia seguinte [quinta-feira], para que, depois da operação ser aprovada pelo conselho do BPI [durante a manhã de quinta-feira], eu me reunisse com o engenheiro Jardim Gonçalves e o presidente da comissão executiva. Foi isso que aconteceu”, sublinhou. Artur Santos Silva adiantou ainda que “nenhum dos dois ficou a conhecer os termos durante a reunião, uma vez que não abriram os envelopes que lhes eram dirigidos. Esta operação é uma intenção unilateral do BPI”.

“BES não alterou agenda, nem vai reagir”
Mesmo depois do BPI ter anunciado a sua proposta de fusão amigável com o BCP, o BES mantém o seu desinteresse em relação à operação. “O BES não tomou nenhuma iniciativa para estudar internamente o processo, não alterou a sua agenda, não está interessado, nem se prepara para reagir”, garantiu ao Diário Económico fonte oficial do banco presidido por Ricardo Salgado. Este responsável nega, desta forma, os rumores recorrentes, que se acentuaram nos últimos dois dias, de que o BES não ficaria parado a assistir a uma tentativa de fusão entre o BPI, cujo principal accionista é o La Caixa, e o BCP. Já, no âmbito da OPA hóstil que o BCP lançou há mais de um ano e meio, o BES poderia ter-se constituído como parte interessada e ter acedido a informação relevante sobre os seus dois rivais, tendo optado por não o fazer.

Fonte do gabinete de Ricardo Salgado remete ainda qualquer esclarecimento adicional para as declarações do CEO do BES na manhã do dia do anúncio da proposta de fusão amigável (quinta-feira passada). Nessa altura, o banqueiro garantiu que o BES não tomará qualquer iniciativa para comprar o BCP: “Do BES, não sairá nenhuma iniciativa para comprar este ou aquele banco em Portugal, mas o BES está sempre pronto a estudar soluções positivas para o país, desde que façam sentido para o BES”, disse Salgado.

Na quinta-feira de manhã, poucas horas antes de Fernando Ulrich ter tornado público o projecto de fusão com o BCP, o presidente da comissão executiva do BES voltou a justificar o desinteresse do banco no BCP. O programa de racionalização seria “fortíssimo” e teria custos enormes
As decisões fáceis podem fazer-nos parecer bons,mas tomar decisões difíceis e assumi-las faz-nos melhores.
 
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Depois da fusão não existe BPI nem BCP e o prémio é igual!

por gorgo » 27/10/2007 16:54

Tenho acções do BPI e do BCP para colocar dois chapeus:

Como accionista do BCP recebo o justo valor das cotações de mercado, uma equipa mais capaz e a valorização do banco após fusão, que vi PT´s a dizer que vale 4,20, se o BCP tivesse comprado o BPI a € 7.00
Relativamente à OPA compro o BPI mais barato e fico com uma gestão melhor.

Como accionista é indiferente quem manda desde que seja a melhor gestão.

Como accionista do BPI, recebo o justo valor das acções, a equipa de sempre e a valorização do banco com as sinergias.

Conclusão: Numa fusão não há venda nem maioria de controlo, nem prémio para um dos lados. Todos ficam no banco que resulta e ganham o que a gestão for capaz de construir.

Os actuais accionista do BCP ficam em maioria logo podem controlar as decisões estratégicas em assembleias gerais, logo continuam com a maioria de controlo, mas quando for formada a fusão novos arranjos de accionistas se formarão diferentes dos actuais.

Para um accionista o nome só tem importancia se criar valor, logo Millenium BPI é feliz.
 
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por bertoluci » 27/10/2007 15:36

Alterar a relação de troca, implica uma queda do BPI.
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por pvg80713 » 27/10/2007 14:02

pois....... pode rejeitar a proposta....... mas pode levar uma OPA maior de seguida de um banco espanhol...
 
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Qual será a resposta do CA do BCP?

por G.Tato » 27/10/2007 11:51

Tendo em conta as informações disponíveis, parece-me que neste momento se podem admitir,com algum grau de razoabilidade, 3 cenários possíveis:
1- CA recusa em qualquer circunstância a proposta de fusão (e o processo deverá morrer);
2- CA aceita analisar a proposta mas propõe um ratio mais de acordo com o desejo dos seus accionistas;
3- CA aceita a proposta e o ratio.

Apesar da 2º ser talvez a mais provável,penso que não é de excluir a 1ª: o peso de JG já não deverá ser o mesmo de outrora e os elementos do actual CA ficam claramente a perder no jogo de cadeiras ao passo que JG não.

Abraço
Captain
 
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