Ai esta a esperada-Fusao BCP_BPI
Imagina que tens uma empresa A que vale 100 milhões de euros. Com 100 milhões de acções cotadas a 1 euro. E outra empresa B que vale 400 milhões de euros, com 100 000 milhões de acções cotadas a 4 euros.
Imaginemos que as cotações têm evoluido linearmente nos últimos e que esta relação nem sequer é posta em causa por nenhuma das partes. E ambos querem fazer uma fusão tendo por base o valor de mercado das empresas no último ano.
Qual achas que deve ser o rácio de troca para a fusão?
Um abraço,
Ulisses
Imaginemos que as cotações têm evoluido linearmente nos últimos e que esta relação nem sequer é posta em causa por nenhuma das partes. E ambos querem fazer uma fusão tendo por base o valor de mercado das empresas no último ano.
Qual achas que deve ser o rácio de troca para a fusão?
Um abraço,
Ulisses
Caro Ulisses
Não percebi a sua explicação.
Importa-se de me explicar mais detalhadamente ?
Cumprimentos.
Importa-se de me explicar mais detalhadamente ?
Cumprimentos.
Quem não sabe o que quer, obtém o que não deseja, OU MELHOR, para barco sem rumo não há vento favorável.
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Caros Ulisses Pereira e Nuno Faustino
A V. análise sobre o "rácio de troca" é "enviesada" porque as cotações dos títulos dependem TAMBÉM do seu número.
Seria bem mais acertado fazer a análise com base nas capitalizações bolsistas...pois esse é o valor que o mercado atribui, em cada momento, às entidades.
Cumprimentos.
Seria bem mais acertado fazer a análise com base nas capitalizações bolsistas...pois esse é o valor que o mercado atribui, em cada momento, às entidades.
Cumprimentos.
Quem não sabe o que quer, obtém o que não deseja, OU MELHOR, para barco sem rumo não há vento favorável.
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Esqueci-me de referir um aspecto... antes da OPA do BCP ao BPI, o rácio era bem menor... andava na casa dos 1.8, com as médias mais longas na casa dos 1.6X...
Um abr
Nuno
Um abr
Nuno
Editado pela última vez por nunofaustino em 26/10/2007 13:33, num total de 1 vez.
Pluricanal... não obrigado. Serviço péssimo e enganador!!!
Exactamente, Nuno. Eu acho que o que está a levar as pessoas a dizerem que a relação de troca é injusta (alguns até se riem em directo e num tom jocoso como reputados editores de economia) é estarem a olhar para esta fusão como se fosse uma OPA na qual o BCP teria que receber um prémio. Mas aqui não há prémio nenhum, há uma fusão.
E, tal como disse há pouco, aposto que se fosse o BCP a propor esta fusão com este rácio de troca, diriam que o BCP ofereceu pouco
Um abraço,
Ulisses
E, tal como disse há pouco, aposto que se fosse o BCP a propor esta fusão com este rácio de troca, diriam que o BCP ofereceu pouco
Um abraço,
Ulisses
Surpresa ou não surpresa, a proposta para uma fusão está na mesa...
Há dois pontos essenciais que devemos responder agora...
1. Será que há uma maioria de 75% de votos a favor desta posição no BCP?
2. Será que o rácio 2/1 é o mais correcto?
A minha resposta à questão 1 é que não há, pois há alguns entalados a preços acima destes valores e especuladores que estão para ganhar dinheiro rapidamente que estão a contar com uma OPA para sairem deste negócio a ganhar bem mais do que o proposto, mas esta é a mho...
A resposta à minha questão 2, é que sim, este é o valor correcto. E porquê? Eu dividi o valor da cotação do BPI pela cotação do BCP desde 2000. Este valor oscilou entre 0.4X no fim de 2001 e 2.7 em Abril deste ano. Ontem esse valor era de 2.04, muito perto dos 2 propostos, o que faz com que seja o valor que o mercado previa para um negócio deste estilo. O valor da média simples de 15 (azul), 50 (preto) e 200 dias (verde) também estão muito perto do valor proposto (entre 2.02 e 1.95), o que me faz crer que este é o valor que o mercado esperava para esta proposta e, uma vez que não se trata de uma operação efectuada para beneficiar mais os membros de um banco relativamente a outro, o valor de 2 parece-me correcto e justo.
Deixo os gráficos relativos ao racio BPI/BCP que referi (de longo, médio e curto prazo).
Um abr
Nuno
Há dois pontos essenciais que devemos responder agora...
1. Será que há uma maioria de 75% de votos a favor desta posição no BCP?
2. Será que o rácio 2/1 é o mais correcto?
A minha resposta à questão 1 é que não há, pois há alguns entalados a preços acima destes valores e especuladores que estão para ganhar dinheiro rapidamente que estão a contar com uma OPA para sairem deste negócio a ganhar bem mais do que o proposto, mas esta é a mho...
A resposta à minha questão 2, é que sim, este é o valor correcto. E porquê? Eu dividi o valor da cotação do BPI pela cotação do BCP desde 2000. Este valor oscilou entre 0.4X no fim de 2001 e 2.7 em Abril deste ano. Ontem esse valor era de 2.04, muito perto dos 2 propostos, o que faz com que seja o valor que o mercado previa para um negócio deste estilo. O valor da média simples de 15 (azul), 50 (preto) e 200 dias (verde) também estão muito perto do valor proposto (entre 2.02 e 1.95), o que me faz crer que este é o valor que o mercado esperava para esta proposta e, uma vez que não se trata de uma operação efectuada para beneficiar mais os membros de um banco relativamente a outro, o valor de 2 parece-me correcto e justo.
Deixo os gráficos relativos ao racio BPI/BCP que referi (de longo, médio e curto prazo).
Um abr
Nuno
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Editado pela última vez por nunofaustino em 26/10/2007 13:36, num total de 1 vez.
Pluricanal... não obrigado. Serviço péssimo e enganador!!!
Para mim era óbvio, tal como disse ontem mal soube da notícia. Esta é a única forma dos "históricos" do BCP - aqueles que estão há largos anos com o Banco e que sempre o estiveram numa perspectiva de longo prazo - conseguirem manter-se dentro do Banco e continuar o seu projecto de longo prazo. Caso não surgisse este género de solução, acabariam por ser engolidos.
E quem irá estar contra são aqueles que, nos últimos meses, se tornaram accionistas de referência do banco numa óptica especulativa de curto prazo. A esses este negócio não será interessante, já que eles preferiam uma OPA que lhes desse, no imediato, uns 25%.
Por outras palavras, foi isto que ontem à tarde escrevi mal foi conhecida a notícia. À medida que vão saindo mais pormenores, mais estou convicto deste cenário. Assim como estou convicto que Joe Berardo (que quer neste caso quer no caso da PT tem sempre um discurso demagógico, dizendo que está preocupado com a criação de valor de longo prazo das empresas, quando não é isso que o move) liderá a rebelião dos que não estarão contentes.
Um abraço,
Ulisses
E quem irá estar contra são aqueles que, nos últimos meses, se tornaram accionistas de referência do banco numa óptica especulativa de curto prazo. A esses este negócio não será interessante, já que eles preferiam uma OPA que lhes desse, no imediato, uns 25%.
Por outras palavras, foi isto que ontem à tarde escrevi mal foi conhecida a notícia. À medida que vão saindo mais pormenores, mais estou convicto deste cenário. Assim como estou convicto que Joe Berardo (que quer neste caso quer no caso da PT tem sempre um discurso demagógico, dizendo que está preocupado com a criação de valor de longo prazo das empresas, quando não é isso que o move) liderá a rebelião dos que não estarão contentes.
Um abraço,
Ulisses
Fusão BPI/BCP 2007-10-26 08:51
Jardim Gonçalves apoia proposta de fusão com o BPI
O presidente do Conselho Geral e de Supervisão do Millennium bcp está a apoiar a proposta de Fernando Ulrich para a união do banco com o BPI, tendo já começado a efectuar contactos com os accionistas para que estes aceitem a proposta de Fernando Ulrich, noticia a Reuters.
Pedro Duarte
Segundo uma fonte anónima citada pela agência Reuters, "o Presidente do Millennium, Jardim Gonçalves, telefonou a um accionista para lhe pedir para apoiar a proposta de fusão do BPI".
Às 8h50, o BCP subia 6,58% para os 3,40€, depois de ter sido já cotado nos 3,54€, enquanto o BPI progredia 2,30% para os 6,66€.
Segundo os termos da fusão proposta pelo BPI, cada acção deste banco será trocada por duas do BCP, o que, aos preços actuais, significa que a instituição liderada por Fernando Ulrich propõe a troca
Jardim Gonçalves apoia proposta de fusão com o BPI
O presidente do Conselho Geral e de Supervisão do Millennium bcp está a apoiar a proposta de Fernando Ulrich para a união do banco com o BPI, tendo já começado a efectuar contactos com os accionistas para que estes aceitem a proposta de Fernando Ulrich, noticia a Reuters.
Pedro Duarte
Segundo uma fonte anónima citada pela agência Reuters, "o Presidente do Millennium, Jardim Gonçalves, telefonou a um accionista para lhe pedir para apoiar a proposta de fusão do BPI".
Às 8h50, o BCP subia 6,58% para os 3,40€, depois de ter sido já cotado nos 3,54€, enquanto o BPI progredia 2,30% para os 6,66€.
Segundo os termos da fusão proposta pelo BPI, cada acção deste banco será trocada por duas do BCP, o que, aos preços actuais, significa que a instituição liderada por Fernando Ulrich propõe a troca
As decisões fáceis podem fazer-nos parecer bons,mas tomar decisões difíceis e assumi-las faz-nos melhores.
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BCP
[Lisboa Moeda: EUR Out 25 16:39:42]
Último Dif. Var% Qtd Tot. Abt Min Max Ant
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1 100 Abertura
10 2,108,600 3.50
1 10,000 3.49
2 75,100 3.46
Venda Quantidade Ofertas
ao Melhor 1,500 1
3.50 1,061,096 354
3.51 18,890 8
3.52 8,250 4
3.53 10,530 5
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Os factos apontam para o BCP ter sido ´formalmente´ informado um dia antes da CMVM... isto penso que devia dar que falar........
O BCP, vai pensar, portanto não rejeitou a proposta...
Continuo a pensar que o BCP, só está, para já a ganhar tempo e eventualmente a fugir de uma Opa estranjeira...
Quando o BCP lançou a Opa ao BPI, as acções do BPI estavam a quatro euros e qualquer coisa... Que me parecia um valor razoável, portanto e para mim fazendo as contas com este valor o accionista do BCP só recebe dois euros por acção...
volto a referir que quer a Opa quer esta OPT, parecem ter sido bem conversadas entre JJG e Artur Santos Silva...
Por mais que ninguém ligue eu gostaria de referir que o BCP já tem mais de 400 balcões na Polónia e mais de 500 funcionários na Roménia, sem aumentos de capital... eu acredito que isto não está incorporado no preço do BCP...
vamos ver a abertura e depois falamos...
O BCP, vai pensar, portanto não rejeitou a proposta...
Continuo a pensar que o BCP, só está, para já a ganhar tempo e eventualmente a fugir de uma Opa estranjeira...
Quando o BCP lançou a Opa ao BPI, as acções do BPI estavam a quatro euros e qualquer coisa... Que me parecia um valor razoável, portanto e para mim fazendo as contas com este valor o accionista do BCP só recebe dois euros por acção...
volto a referir que quer a Opa quer esta OPT, parecem ter sido bem conversadas entre JJG e Artur Santos Silva...
Por mais que ninguém ligue eu gostaria de referir que o BCP já tem mais de 400 balcões na Polónia e mais de 500 funcionários na Roménia, sem aumentos de capital... eu acredito que isto não está incorporado no preço do BCP...
vamos ver a abertura e depois falamos...
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Fico sem saber qual a percentagem dos outros
, a escalada do BCP adivinha-se penosa, continuo a pensar que o futuro ditará uma opa hostil, esta fusão é só para consumo interno, quanto mais roupa suja lavada melhor, é o que penso, desculpem mas para descontrair fica aqui o percurso que se avizinha invernoso
ainda não sei se compre por enquanto......se calhar arrependo-me...mas vou aguardar outros valores se não acontecerem paciência, mas no actual estado destes sucessivos volt faces não arrisco
ainda não sei se compre por enquanto......se calhar arrependo-me...mas vou aguardar outros valores se não acontecerem paciência, mas no actual estado destes sucessivos volt faces não arrisco
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Cumpt
só existe um lado do mercado, nem é o da subida nem o da descida, é o lado certo
só existe um lado do mercado, nem é o da subida nem o da descida, é o lado certo
Perdoem-me se vou aqui espécular sobre o que se passa ou passou, mas a ideia com que fiquei nas ultimas semanas foi que o Berardo e a Teixeira Duarte não queriam a fusão e tentaram lançar uma espécie de ultimo tiro com a divida do filho de JG, apercebendo-se eles do possivel acordo entre JG e BPI.
será plausivel este cenário que aqui introduzo?
Assim JG continuava com grande parte do controlo do novo Banco e protegia o BCP - BCP/BPI de possiveis opas, enquanto que Berardo poderá estar a estudar outra possibilidade, pois neste cenário não ganharia tanto dinheiro como quereria, e sabe-se que ele não está no BCP por amor á camisola mas sim por amor ao $$.

será plausivel este cenário que aqui introduzo?
Assim JG continuava com grande parte do controlo do novo Banco e protegia o BCP - BCP/BPI de possiveis opas, enquanto que Berardo poderá estar a estudar outra possibilidade, pois neste cenário não ganharia tanto dinheiro como quereria, e sabe-se que ele não está no BCP por amor á camisola mas sim por amor ao $$.
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EMPRESAS Publicado 26 Outubro 2007 0:01
O que vai acontecer às minhas acções do BPI ou do BCP? Esta é a pergunta que estarão a fazer os milhares de accionistas que têm acções dos dois bancos. A curto prazo, não se esperam grandes alterações patrimoniais, mas a longo prazo a operação poderá não ser neutral.
--------------------------------------------------------------------------------
Patrícia Silva Dias
patriciadias@mediafin.pt
Pedro Carvalho
pc@mediafin.pt
O que vai acontecer às minhas acções do BPI ou do BCP? Esta é a pergunta que estarão a fazer os milhares de accionistas que têm acções dos dois bancos. A curto prazo, não se esperam grandes alterações patrimoniais, mas a longo prazo a operação poderá não ser neutral.
Na fusão, o BPI propõe uma relação de troca de dois para um. Assim, e para exemplificar, quem tenha em carteira 1.000 títulos do BCP tem um património avaliado em 3.190 euros (as acções valem 3,19 euros). Num cenário de fusão, e considerando a constância dos preços, este accionista vai receber 500 acções do BPI avaliadas em 6,51 euros.
O património seria de 3.255 euros, ou seja, conseguiria um prémio ligeiro de 2%. Para os actuais accionistas do BPI, a operação, tal como está montada, será neutral do ponto de vista financeiro, mas se se concretizar a fusão, o peso na estrutura accionista do novo banco dilui-se.
Assim, do ponto de vista financeiro, e ao contrário de uma OPA onde normalmente há lugar ao pagamento de um prémio, a fusão será praticamente neutral do ponto de vista patrimonial, embora hoje e no início da próxima semana ainda se possa assistir a oscilações acentuadas de preços.
No entanto, como o BPI já fixou os termos de troca, será natural que a partir de agora as cotações de ambos se movimentem de forma idêntica, caso contrário, criam-se oportunidades de arbitragem. A longo prazo, a operação poderá não ser assim tão neutral.
"O bom desta proposta é que os bancos partilham o valor das sinergias. O problema é que as acções dos dois bancos já valorizaram muito, e na equação da proposta não há prémio para nenhum dos lados", afirma António Ramirez, do Keefe, Bruyette&Woods. "Há um risco de queda das acções muito alto que acaba por não compensar as sinergias da fusão."
A posição é partilhada por outros analistas contactados, que sublinham o facto de os dois bancos já serem dos mais caros na Europa. "Tanto o BCP como o BPI estão a negociar com PER de 11 vezes, enquanto o sector europeu transacciona em 8,7 vezes. Esta diferença explica-se porque os bancos estavam há algum tempo a negociar com a percepção de uma fusão. Mas agora este prémio desaparece e o risco de queda das suas acções é alto", explica outro analista.
O que vai acontecer às minhas acções do BPI ou do BCP? Esta é a pergunta que estarão a fazer os milhares de accionistas que têm acções dos dois bancos. A curto prazo, não se esperam grandes alterações patrimoniais, mas a longo prazo a operação poderá não ser neutral.
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Patrícia Silva Dias
patriciadias@mediafin.pt
Pedro Carvalho
pc@mediafin.pt
O que vai acontecer às minhas acções do BPI ou do BCP? Esta é a pergunta que estarão a fazer os milhares de accionistas que têm acções dos dois bancos. A curto prazo, não se esperam grandes alterações patrimoniais, mas a longo prazo a operação poderá não ser neutral.
Na fusão, o BPI propõe uma relação de troca de dois para um. Assim, e para exemplificar, quem tenha em carteira 1.000 títulos do BCP tem um património avaliado em 3.190 euros (as acções valem 3,19 euros). Num cenário de fusão, e considerando a constância dos preços, este accionista vai receber 500 acções do BPI avaliadas em 6,51 euros.
O património seria de 3.255 euros, ou seja, conseguiria um prémio ligeiro de 2%. Para os actuais accionistas do BPI, a operação, tal como está montada, será neutral do ponto de vista financeiro, mas se se concretizar a fusão, o peso na estrutura accionista do novo banco dilui-se.
Assim, do ponto de vista financeiro, e ao contrário de uma OPA onde normalmente há lugar ao pagamento de um prémio, a fusão será praticamente neutral do ponto de vista patrimonial, embora hoje e no início da próxima semana ainda se possa assistir a oscilações acentuadas de preços.
No entanto, como o BPI já fixou os termos de troca, será natural que a partir de agora as cotações de ambos se movimentem de forma idêntica, caso contrário, criam-se oportunidades de arbitragem. A longo prazo, a operação poderá não ser assim tão neutral.
"O bom desta proposta é que os bancos partilham o valor das sinergias. O problema é que as acções dos dois bancos já valorizaram muito, e na equação da proposta não há prémio para nenhum dos lados", afirma António Ramirez, do Keefe, Bruyette&Woods. "Há um risco de queda das acções muito alto que acaba por não compensar as sinergias da fusão."
A posição é partilhada por outros analistas contactados, que sublinham o facto de os dois bancos já serem dos mais caros na Europa. "Tanto o BCP como o BPI estão a negociar com PER de 11 vezes, enquanto o sector europeu transacciona em 8,7 vezes. Esta diferença explica-se porque os bancos estavam há algum tempo a negociar com a percepção de uma fusão. Mas agora este prémio desaparece e o risco de queda das suas acções é alto", explica outro analista.
As decisões fáceis podem fazer-nos parecer bons,mas tomar decisões difíceis e assumi-las faz-nos melhores.
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Fusão entre BCP e BPI 2007-10-26 00:05
Accionistas do BCP hesitam em aceitar BPI
Ulrich paga 11,8 mil milhões em acções do BPI. Fusão dará lugar ao sexto maior banco ibérico.
Sílvia de Oliveira
O feitiço virou-se contra o feiticeiro. Há mais de ano e meio, o BCP lançou uma OPA, atacou o BPI e fracassou; ontem, o maior banco privado português tornou-se no alvo e acabou por ser atacado pelo próprio BPI. O banco liderado pela dupla Artur Santos Silva e Fernando Ulrich aproveitou a grave crise que atravessa o seu rival e atirou uma proposta de fusão amigável – o CEO do BPI prefere chamá-la de “construtiva”, porque, na sua opinião, as “amizades existem entre pessoas”. O BCP limitou-se a dizer, ao início da noite, que irá analisar a proposta de fusão.
O objectivo é criar um dos maiores bancos ibérico, o Millennium BPI, e, para convencer os accionistas do BCP, uma tarefa árdua – é necessário o ‘sim’ de 75% do capital –, o BPI começa por tentar seduzir, primeiro, Jardim Gonçalves. Na proposta que faz e que seguiu ontem por carta para os órgãos competentes do BCP, o BPI “oferece” a cadeira de ‘chairman’ ao “engenheiro”. Desta forma, Santos Silva e Ulrich esperam conseguir a abertura para negociar e evitar um redondo “não”. “Sabemos que os accionistas que estão representados nos órgãos competentes do BCP [conselho geral e de supervisão] não chegam para assegurar os 75% necessários à viabilização da fusão, mas, nesta fase, não vamos fazer mais nada”, disse ontem Fernando Ulrich. Ainda assim, o CEO do BPI diz estar confiante no sucesso da operação, sublinhando as suas vantagens para os accionistas do BCP.
O Diário Económico contactou ontem alguns accionistas de referência do BCP e encontrou alguma resistência da parte de alguns. Sob anonimato, criticaram os termos de troca, bem como outros aspectos do projecto de fusão. Apenas João Rendeiro, presidente do BPP, deu a cara, mas a favor de uma fusão entre as duas instituições: “Parece-me uma oferta extremamente razoável e, para além disso, faz todo o sentido em termos estratégicos. Os termos de troca parecem-me aceitáveis porque, embora não haja um prémio muito elevado em relação ao preço das acções do BCP, as sinergias da operação serão repartidas pelos accionistas de ambos os bancos”, defendeu o banqueiro.
As posições da Eureko e do Sabadell, accionistas da órbita de Jardim Gonçalves, deverão ser de apoio à fusão. Mas não é certo que a Teixeira Duarte, Joe Berardo, Manuel Fino e outros dos contestatários da gestão façam o mesmo, a avaliar por alguns contactos feitos pelo Diário Económico. E basta apenas 25% do capital para chumbar a operação em assembleia geral do banco.
O BPI cede, de forma estratégica, o lugar de ‘chairman’ a Jardim Gonçalves, mas fica claro, no seu projecto, que não prescinde do poder. A comissão executiva será liderada pelo BPI e se, como tudo indicam, for Ulrich a assumir o cargo de CEO, caberá a este responsável escolher a sua equipa de oito elementos, que poderá ir buscar aos actuais conselhos de administração e alta direcção das duas instituições.
Antes de entregar a proposta de fusão ao BCP, através de carta, o BPI informou, na última semana, o primeiro-ministro José Sócrates, o ministro das Finanças e o governador do Banco de Portugal. “Não fomos pedir autorização, apenas informar, mas não vou dar conta do que foi falado nestes encontros”, disse ontem Fernando Ulrich. No entanto, o CEO do BPI não antecipa qualquer oposição política e acredita que o Governo irá deixar o mercado funcionar. Tanto mais que, conforme sublinhou na conferência de imprensa de ontem, nenhum accionista terá uma posição preponderante no capital do novo banco, caso a fusão seja aprovada. O La Caixa, principal accionista do BPI com 25%, seria o principal accionista do novo Millennium BPI, com cerca de 8%, enquanto a Eureko, maior parceiro do BCP, ficaria com uma participação ligeiramente inferior.
A fusão entre BCP e BPI, há muito antecipada pelo mercado, está longe de ser uma certeza. O que Ulrich garante é que, se este projecto não for aceite pelo seu rival, não pretende avançar com uma OPA hostil. Esta arma só será utilizada, explica Ulrich, caso surja uma ofensiva adversária. “Nesse caso, admitimos reagir”, adiantou.
Depois do fracasso da fusão “entre iguais” com o BES, o BPI aponta baterias para o BCP. “Quem não aguenta perder, não consegue ganhar porque não tenta”, justifica Ulrich.
BES disponível para solução alternativa
Ricardo Salgado diz que o BES estará sempre disponível para encontrar uma solução alternativa para o futuro do BCP, mas que não será o seu banco a tomar qualquer iniciativa “para comprar o BCP”. O banqueiro frisou que a disposição existirá, desde que “a solução seja positiva para o país e para o próprio BES”.
O presidente do BES sublinhou ontem que não está a participar, neste momento, em conversas com outras entidades para procurar uma alternativa. Na sua opinião, a melhor solução para o BCP seria “continuar a ser independente e nacional. Vamos ver o que acontece”.
Em relação ao cenário de uma fusão entre o BCP e o BPI, o presidente do BES diz que, se tal ocorresse, Portugal perderia porque “passaria a ter o maior banco privado português detido por
Accionistas do BCP hesitam em aceitar BPI
Ulrich paga 11,8 mil milhões em acções do BPI. Fusão dará lugar ao sexto maior banco ibérico.
Sílvia de Oliveira
O feitiço virou-se contra o feiticeiro. Há mais de ano e meio, o BCP lançou uma OPA, atacou o BPI e fracassou; ontem, o maior banco privado português tornou-se no alvo e acabou por ser atacado pelo próprio BPI. O banco liderado pela dupla Artur Santos Silva e Fernando Ulrich aproveitou a grave crise que atravessa o seu rival e atirou uma proposta de fusão amigável – o CEO do BPI prefere chamá-la de “construtiva”, porque, na sua opinião, as “amizades existem entre pessoas”. O BCP limitou-se a dizer, ao início da noite, que irá analisar a proposta de fusão.
O objectivo é criar um dos maiores bancos ibérico, o Millennium BPI, e, para convencer os accionistas do BCP, uma tarefa árdua – é necessário o ‘sim’ de 75% do capital –, o BPI começa por tentar seduzir, primeiro, Jardim Gonçalves. Na proposta que faz e que seguiu ontem por carta para os órgãos competentes do BCP, o BPI “oferece” a cadeira de ‘chairman’ ao “engenheiro”. Desta forma, Santos Silva e Ulrich esperam conseguir a abertura para negociar e evitar um redondo “não”. “Sabemos que os accionistas que estão representados nos órgãos competentes do BCP [conselho geral e de supervisão] não chegam para assegurar os 75% necessários à viabilização da fusão, mas, nesta fase, não vamos fazer mais nada”, disse ontem Fernando Ulrich. Ainda assim, o CEO do BPI diz estar confiante no sucesso da operação, sublinhando as suas vantagens para os accionistas do BCP.
O Diário Económico contactou ontem alguns accionistas de referência do BCP e encontrou alguma resistência da parte de alguns. Sob anonimato, criticaram os termos de troca, bem como outros aspectos do projecto de fusão. Apenas João Rendeiro, presidente do BPP, deu a cara, mas a favor de uma fusão entre as duas instituições: “Parece-me uma oferta extremamente razoável e, para além disso, faz todo o sentido em termos estratégicos. Os termos de troca parecem-me aceitáveis porque, embora não haja um prémio muito elevado em relação ao preço das acções do BCP, as sinergias da operação serão repartidas pelos accionistas de ambos os bancos”, defendeu o banqueiro.
As posições da Eureko e do Sabadell, accionistas da órbita de Jardim Gonçalves, deverão ser de apoio à fusão. Mas não é certo que a Teixeira Duarte, Joe Berardo, Manuel Fino e outros dos contestatários da gestão façam o mesmo, a avaliar por alguns contactos feitos pelo Diário Económico. E basta apenas 25% do capital para chumbar a operação em assembleia geral do banco.
O BPI cede, de forma estratégica, o lugar de ‘chairman’ a Jardim Gonçalves, mas fica claro, no seu projecto, que não prescinde do poder. A comissão executiva será liderada pelo BPI e se, como tudo indicam, for Ulrich a assumir o cargo de CEO, caberá a este responsável escolher a sua equipa de oito elementos, que poderá ir buscar aos actuais conselhos de administração e alta direcção das duas instituições.
Antes de entregar a proposta de fusão ao BCP, através de carta, o BPI informou, na última semana, o primeiro-ministro José Sócrates, o ministro das Finanças e o governador do Banco de Portugal. “Não fomos pedir autorização, apenas informar, mas não vou dar conta do que foi falado nestes encontros”, disse ontem Fernando Ulrich. No entanto, o CEO do BPI não antecipa qualquer oposição política e acredita que o Governo irá deixar o mercado funcionar. Tanto mais que, conforme sublinhou na conferência de imprensa de ontem, nenhum accionista terá uma posição preponderante no capital do novo banco, caso a fusão seja aprovada. O La Caixa, principal accionista do BPI com 25%, seria o principal accionista do novo Millennium BPI, com cerca de 8%, enquanto a Eureko, maior parceiro do BCP, ficaria com uma participação ligeiramente inferior.
A fusão entre BCP e BPI, há muito antecipada pelo mercado, está longe de ser uma certeza. O que Ulrich garante é que, se este projecto não for aceite pelo seu rival, não pretende avançar com uma OPA hostil. Esta arma só será utilizada, explica Ulrich, caso surja uma ofensiva adversária. “Nesse caso, admitimos reagir”, adiantou.
Depois do fracasso da fusão “entre iguais” com o BES, o BPI aponta baterias para o BCP. “Quem não aguenta perder, não consegue ganhar porque não tenta”, justifica Ulrich.
BES disponível para solução alternativa
Ricardo Salgado diz que o BES estará sempre disponível para encontrar uma solução alternativa para o futuro do BCP, mas que não será o seu banco a tomar qualquer iniciativa “para comprar o BCP”. O banqueiro frisou que a disposição existirá, desde que “a solução seja positiva para o país e para o próprio BES”.
O presidente do BES sublinhou ontem que não está a participar, neste momento, em conversas com outras entidades para procurar uma alternativa. Na sua opinião, a melhor solução para o BCP seria “continuar a ser independente e nacional. Vamos ver o que acontece”.
Em relação ao cenário de uma fusão entre o BCP e o BPI, o presidente do BES diz que, se tal ocorresse, Portugal perderia porque “passaria a ter o maior banco privado português detido por
As decisões fáceis podem fazer-nos parecer bons,mas tomar decisões difíceis e assumi-las faz-nos melhores.
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Millennium BPI será o terceiro maior banco ibérico e terá 190 mil accionistas
26/10/2007
O Banco Millennium BPI, que surgirá com a fusão do BPI com o BCP, ficará com uma quota de mercado superior a 30% em quase todos os segmentos de actividade e passará a ser o terceiro maior da Península Ibérica em capitalização bolsista.
O novo banco ultrapassará a concorrência em vários outros indicadores, ainda que Fernando Ulrich não tenha ontem querido explicitar a dimensão da futura instituição.
O futuro banco também subirá no 'ranking' ibérico em termos de capitalização bolsista.
O BCP vale actualmente em bolsa 11,5 mil milhões de euros, encontrando-se na quarta posição depois do Banco Popular. Já a instituição liderada por Fernando Ulrich ocupa o oitavo posto, valendo 4,9 mil milhões de euros. A capitalização bolsista do Millennium BPI ultrapassaria, assim, os 16,4 mil milhões de euros, ficando apenas atrás dos gigantes Santander e BBVA.
A nova instituição distanciar-se-ia ainda do seu principal rival cotado, o Banco Espírito Santo, que está avaliado em 8,2 mil milhões de euros, e passaria assim a valer metade do Millennium BPI.
Bpionline
26/10/2007
O Banco Millennium BPI, que surgirá com a fusão do BPI com o BCP, ficará com uma quota de mercado superior a 30% em quase todos os segmentos de actividade e passará a ser o terceiro maior da Península Ibérica em capitalização bolsista.
O novo banco ultrapassará a concorrência em vários outros indicadores, ainda que Fernando Ulrich não tenha ontem querido explicitar a dimensão da futura instituição.
O futuro banco também subirá no 'ranking' ibérico em termos de capitalização bolsista.
O BCP vale actualmente em bolsa 11,5 mil milhões de euros, encontrando-se na quarta posição depois do Banco Popular. Já a instituição liderada por Fernando Ulrich ocupa o oitavo posto, valendo 4,9 mil milhões de euros. A capitalização bolsista do Millennium BPI ultrapassaria, assim, os 16,4 mil milhões de euros, ficando apenas atrás dos gigantes Santander e BBVA.
A nova instituição distanciar-se-ia ainda do seu principal rival cotado, o Banco Espírito Santo, que está avaliado em 8,2 mil milhões de euros, e passaria assim a valer metade do Millennium BPI.
Bpionline
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EMPRESAS Publicado 25 Outubro 2007
La Caixa e Eureko serão os maiores accionistas do Millennium BPI
O banco espanhol La Caixa e a seguradora Eureko serão os dois maiores accionistas do Banco Millennium BPI, se o banco presidido por Jardim Gonçalves aceitar a oferta do BPI. O La Caixa, que agora detém 25% do capital do BPI, ficaria com 7,41%, enquanto a Eureko reduziria o seu peso para 7,01%. Veja aqui a lista dos 20 maiores accionistas do novo banco.
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José Pedro Luís
jpluis@mediafin.pt
O banco espanhol La Caixa e a seguradora Eureko serão os dois maiores accionistas do Banco Millennium BPI, se o banco presidido por Jardim Gonçalves aceitar a oferta do BPI. O La Caixa, que agora detém 25% do capital do BPI, ficaria com 7,41%, enquanto a Eureko reduziria o seu peso para 7,01%. Veja aqui a lista dos 20 maiores accionistas do novo banco.
Nos termos propostos ao Conselho de Administração Executivo do Banco Comercial Português, o BPI propõe que se entregue 0,5 acções do novo banco por cada acção do Millennium bcp. Cada acção do BPI corresponderá a um título do Banco Millennium BPI. Assim, a nova instituição terá 2.565.664.784 acções, 760 milhões provenientes do BPI e 1.805.664.784 do Millennium bcp (metade do número actual).
Assim, o La Caixa, que detém 190.182.268 acções do BPI, ficará com o mesmo número no novo banco, mas diluirá o seu peso na instituição portuguesa de 25% para 7,41%. Já a Eureko, que detém 9,96%, ou 359.688.425 acções, do Millennium bcp, verá esse número reduzido para metade (cerca de 179,8 milhões) e a posição reduzida para 7,01%. Em terceiro lugar aparece o Itaú, com 5,21% do capital. Actualmente detém 17,6% do BPI.
Joe Berardo e a Teixeira Duarte serão os maiores accionistas portugueses do Banco Millennium BPI, com o comendador a ficar com 123,1 milhões de acções (4,80%) da instituição a criar, e a Teixeira Duarte com 115,6 milhões de títulos, ou uma posição de 4,50%.
Futura estrutura accionista do Millennium BPI
La Caixa
7,41%
Eureko
7,01%
Itaú
5,21%
Joe Berardo
4,80%
Teixeira Duarte
4,50%
Comprador da posição do BPI no BCP
5,17%
JP Morgan
3,58%
Sonangol
3,51%
Fundo de pensões do Banco Millennium BPI
3,36%
Sabadell
3,17%
EDP
3,05%
Comprador da posição do BCP no BPI
2,96%
Allianz
2,61%
Moniz da Maia
1,90%
BPP
1,76%
Goes Ferreira
1,52%
UBS
1,51%
CGD
1,49%
Manuel Fino
1,43%
JP Morgan
1,19%
Crédit Suisse
1,04%
Arsopi
0,87%
HVF
0,73%
Outros do Banco Millennium BPI
30,22%
Total
100,00%
Não considera estinção de acções nem posição do La Caixa no BCP
La Caixa e Eureko serão os maiores accionistas do Millennium BPI
O banco espanhol La Caixa e a seguradora Eureko serão os dois maiores accionistas do Banco Millennium BPI, se o banco presidido por Jardim Gonçalves aceitar a oferta do BPI. O La Caixa, que agora detém 25% do capital do BPI, ficaria com 7,41%, enquanto a Eureko reduziria o seu peso para 7,01%. Veja aqui a lista dos 20 maiores accionistas do novo banco.
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José Pedro Luís
jpluis@mediafin.pt
O banco espanhol La Caixa e a seguradora Eureko serão os dois maiores accionistas do Banco Millennium BPI, se o banco presidido por Jardim Gonçalves aceitar a oferta do BPI. O La Caixa, que agora detém 25% do capital do BPI, ficaria com 7,41%, enquanto a Eureko reduziria o seu peso para 7,01%. Veja aqui a lista dos 20 maiores accionistas do novo banco.
Nos termos propostos ao Conselho de Administração Executivo do Banco Comercial Português, o BPI propõe que se entregue 0,5 acções do novo banco por cada acção do Millennium bcp. Cada acção do BPI corresponderá a um título do Banco Millennium BPI. Assim, a nova instituição terá 2.565.664.784 acções, 760 milhões provenientes do BPI e 1.805.664.784 do Millennium bcp (metade do número actual).
Assim, o La Caixa, que detém 190.182.268 acções do BPI, ficará com o mesmo número no novo banco, mas diluirá o seu peso na instituição portuguesa de 25% para 7,41%. Já a Eureko, que detém 9,96%, ou 359.688.425 acções, do Millennium bcp, verá esse número reduzido para metade (cerca de 179,8 milhões) e a posição reduzida para 7,01%. Em terceiro lugar aparece o Itaú, com 5,21% do capital. Actualmente detém 17,6% do BPI.
Joe Berardo e a Teixeira Duarte serão os maiores accionistas portugueses do Banco Millennium BPI, com o comendador a ficar com 123,1 milhões de acções (4,80%) da instituição a criar, e a Teixeira Duarte com 115,6 milhões de títulos, ou uma posição de 4,50%.
Futura estrutura accionista do Millennium BPI
La Caixa
7,41%
Eureko
7,01%
Itaú
5,21%
Joe Berardo
4,80%
Teixeira Duarte
4,50%
Comprador da posição do BPI no BCP
5,17%
JP Morgan
3,58%
Sonangol
3,51%
Fundo de pensões do Banco Millennium BPI
3,36%
Sabadell
3,17%
EDP
3,05%
Comprador da posição do BCP no BPI
2,96%
Allianz
2,61%
Moniz da Maia
1,90%
BPP
1,76%
Goes Ferreira
1,52%
UBS
1,51%
CGD
1,49%
Manuel Fino
1,43%
JP Morgan
1,19%
Crédit Suisse
1,04%
Arsopi
0,87%
HVF
0,73%
Outros do Banco Millennium BPI
30,22%
Total
100,00%
Não considera estinção de acções nem posição do La Caixa no BCP
As decisões fáceis podem fazer-nos parecer bons,mas tomar decisões difíceis e assumi-las faz-nos melhores.
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Eu como accionista do BCP ver que os accionistas do BPI levam 2 acções do BCP por cada 1 do BPI consideroo um excelente dividendo para os accionistas do BPI.
Isto é o mesmo que eu ter uma casa de 100.000€ e porque me divorcio exista uma pessoa com uma casa de 50.000€ que propõe ficar com a minha casa e dar-me 75.000€ de participação pelas duas casas. Grande negócio pro fulano
Isto é o mesmo que eu ter uma casa de 100.000€ e porque me divorcio exista uma pessoa com uma casa de 50.000€ que propõe ficar com a minha casa e dar-me 75.000€ de participação pelas duas casas. Grande negócio pro fulano
Ulisses escreveu:
Está na altura do Berardo mostrar o que quer e o que vale.
Acho que se tivesse mais coragem, juntava-se ao BBVA ou a outro gigante da banca europeia e fazia uma proposta de OPA ao BCP.
Assim, até lhe batia palmas.

E é por isso que aposto que amanhã ouviremos o Berardo aos berros...
Está na altura do Berardo mostrar o que quer e o que vale.
Acho que se tivesse mais coragem, juntava-se ao BBVA ou a outro gigante da banca europeia e fazia uma proposta de OPA ao BCP.
Assim, até lhe batia palmas.

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Seja como for o rumor reinstalou-se e pode movimentar as coisas
A bola rola a grande velocidade novamente...
Mas acredito que esta hipotese de fusão apresse outras instituições que estavam interessadas numa eventual OPA. Claro que é muito mais fácil opar o BCP que o novo banco que resultar da eventual fusão BCP/BPI. Logo, se houver interessados, devem manisfestar-se um dia destes...
isto sou eu a
Uma empresa que deve beneficiar bastante em qualquer dos casos será a Teixeira Duarte pois trata-se de um antigo parceiro do BCP com uma perspectiva a longo prazo em que o seu interesse será manter os lucros a elevados níveis e, se possível,penetrar noutros patamares de investimento...
Acredito agora que a Teixeira Duarte suba fortemente.
Por outro lado, a posição do Berardo é totalmente oposta à da Teixeira pois, trata-se de um modo de estar especulador e de curto prazo, visando o lucro fácil e rápido, estando-se marimbando para as rentabilidades do banco. Este Senhor, estou certo, não deixará de de exercer as suas influências e fomentar uma OPA por bancos interessados no nosso mercado de capitais.
Amanhã e nos dias seguintes as coisas podem aquecer
Um abraço
Uma empresa que deve beneficiar bastante em qualquer dos casos será a Teixeira Duarte pois trata-se de um antigo parceiro do BCP com uma perspectiva a longo prazo em que o seu interesse será manter os lucros a elevados níveis e, se possível,penetrar noutros patamares de investimento...
Acredito agora que a Teixeira Duarte suba fortemente.
Por outro lado, a posição do Berardo é totalmente oposta à da Teixeira pois, trata-se de um modo de estar especulador e de curto prazo, visando o lucro fácil e rápido, estando-se marimbando para as rentabilidades do banco. Este Senhor, estou certo, não deixará de de exercer as suas influências e fomentar uma OPA por bancos interessados no nosso mercado de capitais.
Amanhã e nos dias seguintes as coisas podem aquecer
Um abraço
Eu posso considerar que a relação de 0,8 acções BPI para 1 BCP ser mais justa do que a proposta de 0,5. Quando falo em preço é nesta razão.
Pois é, só que, quando se fala num preço, fala-se num valor fixo, e aqui o que é fixado é a relação e não o preço. Podes ter montes de preços com a mesma relação.
Abraços e BN,
Alien
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- Registado: 8/9/2006 1:02
