Caldeirão da Bolsa

Al Gore ganha Nobel da Paz

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Keyser Soze » 14/12/2007 18:43

Paquistão refere ameaças de sanções comerciais
Países em desenvolvimento queixam-se de pressões em Bali
14.12.2007 - 13h14 Ricardo Garcia, em Bali
Os países em desenvolvimento dizem que estão a ser pressionados, na conferência climática da ONU em Bali, Indonésia, a aceitarem limites de emissões de gases com efeito de estufa.

“Foi-nos dito que nos poderíamos juntar ao barco [dos países com metas de redução de emissões] de uma forma positiva, mas que se não houver um acordo aqui, outras formas poderiam ser usadas”, disse Munir Akram, representante permanente do Paquistão na ONU e porta-voz do grupo G77 mais China, que negoceia em conjunto nas conferências climáticas.

Questionado sobre que tipo de pressões foram feitas, Akram disse: “Ouvi o termo ‘sanções comerciais’ ser mencionado.”

A introdução de compromissos sobre as emissões de gases com efeito de estufa para os países em desenvolvimento é um dos pontos que está a bloquear a conclusão de um acordo em Bali. Munir Akran considerou que limitar as emissões seria “essencialmente injusto”. Akran chegou a dizer que seria uma tentativa de desacelerar a economia e a competitividade de detereminados países.

O G77 está-se a opor à ideia de um novo tratado climático, dizendo que o que é necessário é pôr integralmente em prática a Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas.

Apesar das posições do G77, Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas disse, às 22h00 (14h00 em Lisboa), que as negociações estavam "à beira de um acordo, e não bloqueadas".
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por maverick » 5/12/2007 23:37

Por acaso é verdade isso... das maiores responsáveis pelo aquecimento global são mesmo as vacas :P

Até tem piada, mas é verdade e não tem nenhum tempo de antena quando se fala no ambiente e no aquecimento global.
Cumprimentos
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Re: é,

por Woodhare » 5/12/2007 19:21

macumba Escreveu:mas este Sr continua de certeza a comer uns valentes bifes!

ou seja,lutar contra o principal problema do planeta,e criar condições de luta contra os poderosissimos lobys do sector(muito mais fortes do que por ex os dos automóveis)é mentira!

fala no aquecimento do planeta,mas nunca referiu por ex,que apenas 1% DA FLORESTA AMAZÓNICA É DESTRUIDA PARA VIAS DE COMUNICAÇÃO,sendo a principal causa de destruição,a implementação de culturas agricolas para alimentar gado(quase integralmente bovino).

enfim,de uma forma tão simples se acabava com quase todos os males do planeta,mas essa forma não dá fama nem votos ,nem dinheiro,nem protagonismo(principalmente por culpa dos média,e dos pseudo especialistas)...

este é o mundo que as pessoas querem ter!


Ei eu sou vegetariano, para ser sincero, vegan a maior parte do tempo. Mas nunca vou ganhar o nobel nem o tal milhãozito...Concordo absolutamente.
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por Keyser Soze » 5/12/2007 16:10

Reduzir poluição pode ser um «desastre»

2007/12/05 | 12:26
Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa, em Denpasar

Especialista defende que medidas para combater poluição podem ser piores do que alterações climáticas

O economista malaio Martin Khor alertou hoje em Bali que as medidas para reduzir as emissões poluentes podem significar para os países em desenvolvimento um «desastre» ainda maior do que as próprias alterações climáticas.

«Os países do Sul tiveram o desastre do desenvolvimento, têm agora o desastre das alterações climáticas e correm o risco de sofrer um desastre criado pelas próprias medidas para reduzir as emissões de gases», explicou Martin Khor na conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas.

O novo roteiro climático que começou a ser negociado na conferência de Bali «pode ser para os países em desenvolvimento um desastre análogo ao reajustamento estrutural», defendeu ainda o economista.

O economista malaio, director da Rede do Terceiro Mundo (TWN), com sede em Penang, Malásia, analisou as consequências das diferentes medidas de redução de emissões propostas, em geral, pelos países desenvolvidos.

«O Sul ainda não poluiu o suficiente para ter as infra-estruturas, as estradas, a indústria, o conhecimento, a tecnologia, a capacidade, os recursos financeiros, tudo o que possibilita ao Norte enfrentar o desafio da redução e que foi obtido... poluindo até chegarmos ao cenário global actual», frisou Martin Khor.

Neste contexto, «o remédio pode causar um mal maior do que o problema em si já está a causar», declarou o economista malaio numa das apresentações mais aguardadas na agenda de eventos paralelos à 13ª Conferência Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC).

«Talvez o Norte esteja disposto a mudar de vida, mas no Sul a situação corresponde a forçar a uma mudança de dieta alguém que tem a barriga vazia», declarou o director da TWN.

Para o economista, mesmo permitindo um aumento de emissões poluentes nos países do Sul nos próximos anos, não será justo forçar as nações menos desenvolvidos a reduzir drasticamente ao nível global pretendido.

«Estou muito, muito assustado com este problema», sublinhou.
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por Keyser Soze » 30/10/2007 7:33

Imagem
Bjorn Lomborg

Um Prémio Nobel da Paz inconveniente

O Prémio Nobel da Paz deste ano recompensa, a justo título, os milhares de cientistas do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), criado pelas Nações Unidas. Estes cientistas têm vindo a realizar um trabalho minucioso e de alta qualidade, que determina exactamente aquilo que o mundo deve esperar das alterações climáticas.

O outro laureado, o antigo vice-presidente norte-americano, Al Gore, dedicou muito mais tempo a dizer-nos aquilo que devemos recear. Ao passo que as estimativas e conclusões do IPCC se fundamentam em estudos rigorosos, Gore não parece seguir as mesmas orientações.

No seu filme galardoado com dois Óscares da Academia (recentemente criticado por um juiz britânico, que o considerou “parcial” e com “erros científicos”), Gore disse ao mundo que o nível dos mares deverá subir em torno dos seis metros ainda neste século. Ele ignora os dados fornecidos pelos co-laureados do IPCC, que dizem que essa subida irá situar-se entre 15 e 60 centímetros ao longo deste século, sendo que as suas expectativas apontam para cerca de 30 centímetros. Essa subida equivale à constatada nos últimos 150 anos.

Além disso, Gore inquieta-se com o acelerado degelo dos glaciares da Gronelândia e com o que isso implica para o planeta, sobrestimando os dados do IPCC, segundo os quais o actual ritmo de derretimento – caso se mantenha inalterado – terá acrescentado apenas nove centímetros ao nível dos mares no final do século. Gore também parece não ter em conta os estudos que demonstram que as temperaturas na Gronelândia eram mais elevadas em 1941 do que actualmente.

Gore mostra-se igualmente preocupado com o futuro dos ursos polares, afirmando que eles estão a afogar-se à medida que o “habitat” glaciar desaparece. No entanto, o único estudo científico que refere algo desse género indica que quatro ursos polares morreram afogados devido a uma tempestade.

O político que se tornou cineasta perde o sono com o previsto aumento do número de mortes devido ao calor. Há um outro lado da história que é inconveniente mencionar: o aumento das temperaturas vai reduzir o número das vagas de frio, bem mais mortíferas do que o calor. O melhor estudo mostra que, em 2050, o calor terá sido responsável por mais 400 mil mortes, mas que menos 1,8 milhões de pessoas terão sucumbido ao frio. Com efeito, de acordo com o primeiro estudo completo das repercussões económicas das alterações climáticas no mundo, o aquecimento global irá, na verdade, salvar vidas.

O IPCC declarou, magnanimemente, que teria ficado contente se Gore tivesse recebido o Prémio Nobel sozinho. Fico contente por assim não ter sido e por o trabalho do IPCC ter sido merecidamente reconhecido.

Gore ajudou o mundo a preocupar-se. Lamentavelmente, a nossa atenção desviou-se dos aspectos que realmente importam. As alterações climáticas não são o único problema com que o planeta se depara. O ênfase dado a essa questão – em detrimento de outros desafios à escala planetária – saiu reforçado com a atribuição do Nobel da Paz a Gore.

Gore concentra-se, acima de tudo, em apelar aos líderes mundiais para que reduzam as emissões de dióxido de carbono, mas há outras políticas que fariam muito mais pelo planeta. Ao longo do próximo século, os países em desenvolvimento serão cada vez mais dependentes da importação de alimentos provenientes dos países desenvolvidos. Esta evolução não estará directamente associada ao aquecimento global, mas sim ao crescimento demográfico e à diminuição de terras aráveis no mundo em desenvolvimento.

O número de pessoas com fome depende muito mais de factores demográficos e económicos do que do clima. A redução das emissões de dióxido de carbono, de concretização extremamente dispendiosa, poderá significar mais pessoas desnutridas. Se o nosso objectivo é combater a desnutrição, então a existência de políticas que proporcionem nutrientes aos que deles precisam será cinco mil vezes mais eficaz a salvar vidas do que o dispêndio de milhares de milhões de dólares na redução das emissões de dióxido de carbono.

Por outro lado, é provável que o aquecimento global aumente ligeiramente o número de casos de paludismo, mas as reduções de CO2 serão muito menos eficazes no combate a esta doença do que os mosquiteiros e a medicação, que podem – com muito menos dinheiro – salvar 850 mil vidas por ano. Em contrapartida, o dispendioso Protocolo de Quioto só irá evitar 1.400 mortes anuais derivadas do paludismo.

Enquanto nos preocupamos com os efeitos longínquos das alterações climáticas, não fazemos nada para enfrentar as questões que actualmente afectam o planeta. Este ano, a desnutrição vai matar perto de quatro milhões de pessoas. Três milhões de vidas perder-se-ão devido ao VIH/SIDA. Dois milhões e meio de pessoas morrerão devido à contaminação ambiental dentro e fora de portas. A falta de micronutrientes e de água potável cobrará dois milhões de vidas de cada lado.

Uma vez que os recursos financeiros e a solicitude são limitados, aquilo que importa é começar por atacar os problemas com as melhores soluções, agindo da melhor forma possível ao longo do século. Se nos concentrarmos na resolução dos problemas actuais, fortaleceremos as comunidades, dinamizaremos as economias e solidificaremos as infra-estruturas. Isso permitirá que essas sociedades enfrentem muito melhor os problemas futuros – incluindo o aquecimento global. O compromisso de redução maciça das emissões de dióxido de carbono só contribuirá para deixar as futuras gerações mais pobres e menos capazes de se adaptarem aos desafios.

Gore acredita convictamente que as alterações climáticas são o maior desafio com que o mundo se depara actualmente. Para ser justo, ele merece um certo reconhecimento pela paixão tão resoluta com que se dedicou a esta causa. No entanto, o contraste entre os laureados deste ano com o Nobel da Paz não poderia ser mais acentuado. O IPCC realizou estudos meticulosos, em que os factos se sobrepõem a tudo o resto. A abordagem de Gore é muito diferente.


Bjørn Lomborg é o organizador do Consenso de Copenhaga, professor-adjunto na Copenhagen Business School e autor de “Cool It” e “The Skeptical Environmentalist”.



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http://www.ted.com

Economist Bjorn Lomborg makes a persuasive case for prioritizing the world's biggest problems, asking "If we had $50 billion to spend over the next four years to do good in the world, where should we spend it?" His recommendations - based on the findings of the 2004 Copenhagen Consensus - controversially place global warming at the bottom of the list (and AIDS prevention at the top). Lomborg was named one of the 100 Most Influential People by Time magazine after the publication of his controversial book, The Skeptical Environmentalist which challenged widely-held beliefs that the environment is getting worse. Now the Danish economist is taking on the world's biggest problems with his Copenhagen Consensus.

(Recorded February 2005 in Monterey, CA. Duration: 17:27)
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por scpnuno » 12/10/2007 21:55

Dwer Escreveu:
Até aí a minha carola ainda dá. Uma das maiores fontes de gases com efeito de estufa, são os gases expelidos pelos bovinos (arrotos e traques para quem se ponha a imaginar), principalmente metano, produzidos pela ruminação.


Hummm

Sendo assim, não há premio nobel da Paz para o Norte enquanto houver feijoada e tripas á moda do porto (que provocam efeitos secundarios iguais a esses dos ruminantes, só com a agravante de acontecerem dentro de restaurantes). A "ruminação" aconteçe muito ao fim de semana, quando os resultados não são o que se espera (este calor dos ultimos dias deve ser devido á ruminação do jogo com o Fatima, agora percebo)

Mas podem, por favor, deixar andar os bifinhos por aí? é que sem eles, eu não sou nada...e nem quero premio nobel nenhum...

Agora que já devo ter dado cabo do topico, deixo-vos com o Hitler (raio de companhia para o fim de semana - eu ainda prefiro o Al Gore cujo maior defeito é ser advogado (pimba, agora levo com os advogados, além dos portistas)

Venham todos! Quantos são?

Abraços ( um grande para o Dwer e um verde para o LS)
Esta é a vantagem da ambição:
Podes não chegar á Lua
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por Dwer » 12/10/2007 21:27

scpnuno Escreveu:Deixa lá, Dwer, que eu 6 ou 7 horas depois ainda estou por perceber o que é que os bifes têm a ver com o caso e o porquê se os comer aumentar o aquecimento global (pelo sim, pelo não, antes que os suprimam, fui comer um, por isso tenho estado caladinha)


Até aí a minha carola ainda dá. Uma das maiores fontes de gases com efeito de estufa, são os gases expelidos pelos bovinos (arrotos e traques para quem se ponha a imaginar), principalmente metano, produzidos pela ruminação.
Abraço,
Dwer

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por LS » 12/10/2007 21:23

scpnuno Escreveu:
E deixem os frangos em paz!!!



Frangos ????!!!!?????
Ah, já percebi.


Ricardo, volta !!!!! Estás perdoado.
Os teus franguinhos têm outro sabor.
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por scpnuno » 12/10/2007 20:46

Dwer Escreveu:Estranho, no mínimo. É difícil perceber o que têm os dois assuntos em comum. O facto de Adolph Hitler ter sido nomeado, algures antes da guerra, para o mesmo prémio? Bom, acho que até eu ou palhaço Bozo podemos ser nomeados. Confesso que não percebo a conexão.
Mas o meu QI é para aí de 55. Alguém mais esperto que explique.


Deixa lá, Dwer, que eu 6 ou 7 horas depois ainda estou por perceber o que é que os bifes têm a ver com o caso e o porquê se os comer aumentar o aquecimento global (pelo sim, pelo não, antes que os suprimam, fui comer um, por isso tenho estado caladinha)

Abraços

P.S. Tenham calma, que ainda falta entrar o Sadam e o Bin Ladinho na discussão
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Re: Para o ano é O BUSH......

por afonsinho » 12/10/2007 19:24

migrod Escreveu:
migrod Escreveu:
afonsinho Escreveu:
migrod Escreveu:
A utilização do Hitler é no sentido de dizer quão ridicula é esta atribuição pelo facto de ser entregue a alguém que já foi vice-presidente da pseu-mais forte nação do mundo e que quando lá estava só destruiu e agora quer construir quando está de fora. Bush tb destruiu e destroi e o Hitler idem.



Por o Al Gore e o Hitler no mesmo "balde" é para lá de ridículo... se tu não vês isso, não vou ser eu a convencer-te.

migrod Escreveu:E mais não digo.


Pois talvez seja melhor.

:twisted:


Realmente a palavra dos idiotas ridiculos é criticar as opiniões com falta de educação.
Eu compreendo que uma criança como tu, que na altura provavelmente não seguia a conjectura politica, pois a preocupação fundamental era "o que posso pedir aos meus pais para me comprarem" pois os outros é que tem que construir, comente aquilo que não faz a mínima ideia do que é!!!! :shock: :shock:

Se não tens a minima capacidade de analisar opiniões sem retirares as palas que te impedem de ver mais além, segue o teu conselho e cala-te e continua a mastigar a cenora. :wink:


Realmente acabei por fazer aquilo a que respondi. Utilizei a injuria na critica, em resposta a acto igual, acção que controlo e critico dia à dia, por questões comportamentais.

Peço desculpa aos outros elementos do forum por fazer baixar o nivel dum topico com um nivel de cultura geral de valorar.

MR


:shock:

Toma um calmante. Usei o ridículo porque também usaste no teu comentário... só por isso, não leves as coisas tão pessoalmente. Tiraste as coisas de proporção... a segunda foi uma piada... Jasus... tanta sensibilidade...



E já agora... na altura em que o Hitler era assunto político... eu nem era um espermatezoide quanto mais andar a pedir por brinquedos. Tu viveste essa conjectura?
Se estás a falar do Gore... ele foi vice-presidente, que é uma voz secundária do cenário político americano, para além da administração do Clinton nem ter sido assim muito mazinha. E vivi mais de perto essa realidade do que tu... disso podes ter a certeza.


Como diz um amigo meu françês: "Faz calma!"
Editado pela última vez por afonsinho em 13/10/2007 1:47, num total de 1 vez.
 
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por rmachado » 12/10/2007 17:41

A discussão (com alguma história a mistura) centrava-se na parcialidade do comité.

E na "politiquice" das escolhas para o prémio.

O que não deixe de ser verdade, é que o Al Gore (embora alertando para o tema desde 1987 ou 1988), teve oportunidade de fazer pelo tema mais que qq um de nós mas de forma mais clara... isto mexendo na maneira como os EUA vêm estas questões.

Basta ver que um dos fenomenos mais recentes nos EUA (digo recente pois não sei precisar a data) é o terrorismo ambiental (como eles chamam) que tem uma vertente de "queima" de stands de SUV.

Mas tb podemos dizer que quando poderia fazer mais... ficou apeado...
 
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por Cartago » 12/10/2007 17:01

Dwer Escreveu:Realmente, a capacidade que os portugueses têm de se abster do essencial para se concentrarem no acessório é fantástica.

O tópico introduzido foi o Al Gore e o prémio Nobel da Paz que lhe foi atribuído. Pelo Keyser, que para não variar, pega fogo ao circo e pira-se.

A discussão acaba a centrar-se à volta da estrutura militar da Alemanha na 2ª guerra.

Estranho, no mínimo. É difícil perceber o que têm os dois assuntos em comum. O facto de Adolph Hitler ter sido nomeado, algures antes da guerra, para o mesmo prémio? Bom, acho que até eu ou palhaço Bozo podemos ser nomeados. Confesso que não percebo a conexão.
Mas o meu QI é para aí de 55. Alguém mais esperto que explique.


... ver o meu post colocado alguns instantes antes do teu:

O tópico fugiu um bocado do rumo original.

Eu penso que a eleição do Al Gore não foi nada imparcial.

Elegeram um senhor que, quando detinha o poder, não arriscou nada para que o seu país mudasse a visão que tinha acerca da questão do aquecimento global.

Elegeram um senhor cujo programa de governo nesta matéria não diferia em muito do programa do Bush, o que nos faz supor que, caso tivesse ganho, não teria feito nada daquilo que tanto proclama hoje.

E, finalmente, elegeram um senhor que se baseia em hipóteses científicas e as trata como se fossem verdades absolutas e comprovadas.

Não há nenhum dado científico capaz de provar que as alterações climáticas são decorrentes da acção do homem e o aumento da concentração de CO2 na atmosfera é um processo natural e cíclico que se repete desde há pelo menos 400 mil anos (de facto deve ter sido sempre assim mas os dados mediram "apenas" este período da história).

Ou seja, premiram um senhor que no período de 7 anos mudou radicalmente de posição (de cordeirinho burocrata seguidor de políticas anti-ambientais ele passou a "O" defensor do ambiente) e que baseia o seu discurso em teorias científicas não comprovadas.

Enfim... é por isso que tenho uma opinião negativa quanto a este prêmio.
"Es gibt keine verzweifelten Lagen, es gibt nur verzweifelte Menschen" - Heinz Guderian

Trad. "Não existem situações desesperadas, apenas pessoas desesperadas"

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por Dwer » 12/10/2007 16:59

Realmente, a capacidade que os portugueses têm de se abster do essencial para se concentrarem no acessório é fantástica.

O tópico introduzido foi o Al Gore e o prémio Nobel da Paz que lhe foi atribuído. Pelo Keyser, que para não variar, pega fogo ao circo e pira-se.

A discussão acaba a centrar-se à volta da estrutura militar da Alemanha na 2ª guerra.

Estranho, no mínimo. É difícil perceber o que têm os dois assuntos em comum. O facto de Adolph Hitler ter sido nomeado, algures antes da guerra, para o mesmo prémio? Bom, acho que até eu ou palhaço Bozo podemos ser nomeados. Confesso que não percebo a conexão.
Mas o meu QI é para aí de 55. Alguém mais esperto que explique.
Abraço,
Dwer

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por Cartago » 12/10/2007 16:59

rmachado Escreveu:Era mesmo uma provocação...

De qualquer maneira sei perfeitamente a diferença, mas agradeço a lição. E já agora para a complementar as SS só se tornaram no que se tornaram devido ao "afastamento" das SA na famosa noite das facas longas.

Só queira realçar era que a nomeação é muito aberta visto que muitas pessoas podem nomear. E que embora eles sejam parciais, tb visto bem quem não o é?

Era mais esta questão que queria realçar.


Ok... no problem. ;)

O tópico fugiu um bocado do rumo original.

Eu penso que a eleição do Al Gore não foi nada imparcial.

Elegeram um senhor que, quando detinha o poder, não arriscou nada para que o seu país mudasse a visão que tinha acerca da questão do aquecimento global.

Elegeram um senhor cujo programa de governo nesta matéria não diferia em muito do programa do Bush, o que nos faz supor que, caso tivesse ganho, não teria feito nada daquilo que tanto proclama hoje.

E, finalmente, elegeram um senhor que se baseia em hipóteses científicas e as trata como se fossem verdades absolutas e comprovadas.

Não há nenhum dado científico capaz de provar que as alterações climáticas são decorrentes da acção do homem e o aumento da concentração de CO2 na atmosfera é um processo natural e cíclico que se repete desde há pelo menos 400 mil anos (de facto deve ter sido sempre assim mas os dados mediram "apenas" este período da história).

Ou seja, premiram um senhor que no período de 7 anos mudou radicalmente de posição (de cordeirinho burocrata seguidor de políticas anti-ambientais ele passou a "O" defensor do ambiente) e que baseia o seu discurso em teorias científicas não comprovadas.

Enfim... é por isso que tenho uma opinião negativa quanto a este prêmio.
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por pvg80713 » 12/10/2007 16:52

o Al Gore, não devia ser presidente dos EUA ? Afinal ele ganhou as eleições....
 
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por rmachado » 12/10/2007 16:48

Era mesmo uma provocação...

De qualquer maneira sei perfeitamente a diferença, mas agradeço a lição. E já agora para a complementar as SS só se tornaram no que se tornaram devido ao "afastamento" das SA na famosa noite das facas longas.

Só queira realçar era que a nomeação é muito aberta visto que muitas pessoas podem nomear. E que embora eles sejam parciais, tb visto bem quem não o é?

Era mais esta questão que queria realçar.
 
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Re: Para o ano é O BUSH......

por TheKuby » 12/10/2007 16:46

migrod Escreveu:
afonsinho Escreveu:
migrod Escreveu:
A utilização do Hitler é no sentido de dizer quão ridicula é esta atribuição pelo facto de ser entregue a alguém que já foi vice-presidente da pseu-mais forte nação do mundo e que quando lá estava só destruiu e agora quer construir quando está de fora. Bush tb destruiu e destroi e o Hitler idem.



Por o Al Gore e o Hitler no mesmo "balde" é para lá de ridículo... se tu não vês isso, não vou ser eu a convencer-te.

migrod Escreveu:E mais não digo.


Pois talvez seja melhor.

:twisted:


Realmente a palavra dos idiotas ridiculos é criticar as opiniões com falta de educação.
Eu compreendo que uma criança como tu, que na altura provavelmente não seguia a conjectura politica, pois a preocupação fundamental era "o que posso pedir aos meus pais para me comprarem" pois os outros é que tem que construir, comente aquilo que não faz a mínima ideia do que é!!!! :shock: :shock:

Se não tens a minima capacidade de analisar opiniões sem retirares as palas que te impedem de ver mais além, segue o teu conselho e cala-te e continua a mastigar a cenora. :wink:


Realmente acabei por fazer aquilo a que respondi. Utilizei a injuria na critica, em resposta a acto igual, acção que controlo e critico dia à dia, por questões comportamentais.

Peço desculpa aos outros elementos do forum por fazer baixar o nivel dum topico com um nivel de cultura geral de valorar.

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por Cartago » 12/10/2007 16:34

rmachado Escreveu:E já agora, desculpe a provocação, se é assim tão contra o Nobel (ou a academia) por este facto, pq uma assinatura com uma frase do Guderian? Certo que foi um grande estratega militar... mas.. colaborou num regime que encabeçado por o Hitler. Não parece um contra senso?



LOL :mrgreen:

Ok... respondendo à tua provocação:

Já ouviste falar em Wehrmacht? E nas SS?

A Wehrmatch, também conhecido como exército alemão, era a organização à qual pertencia Guderian. Um soldado que, como qualquer outro combatente, jurou fidelidade à Hitler e à Alemanha.

A SS (Schutzstaffel) foi originalmente criada para servir de guarda costas dos líderes do partido (Hitler e os seus amiguinhos malucos). A SS evoluiu a tal ponto de criarem a Waffen-SS que combateu em diversas frentes, principalmente na frente leste.

Os campos de extermínio eram geridos pelas SS e não pela Wehrmacht. O genocídio foi planeado e levado a cabo por oficiais da SS e não por oficiais da Wehrmacht.

Há indícios que comprovam a participação da Wehrmacht em actos de assassinato colectivo mas, regra geral, a maior parte dos seus generais era avesso a tais prácticas. Houve sempre uma forte rivalidade entre as SS e a Wehrmacht.

Pronto... fim da minha resposta à tua provocação. Espero que este momentinho de história no estilo professor Saraiva tenha servido para clarificar a tua visão acerca daquele período. ;)

PS.: Já agora, não consigo ver o tal contrasenso que apontas no facto de ter na minha assinatura a citação de um general alemão da segunda guerra mundial e o facto de não acreditar na imparcialidade dos organizadores do Prêmio Nobel da Paz. :?:
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por rmachado » 12/10/2007 16:21

Mas caro Cartago

Aqui encontra as condições para ser Nomeador:
http://nobelprize.org/nomination/peace/nominators.html

Logo qq deputado do Reichstag entre 1933-1939 (ou antes) podia nomear o Sr.

e aqui o processo de nomeação:
http://nobelprize.org/nomination/peace/process.html

O que significa que mesmo nomeado terá de ser aceite o que no caso dele não foi, e o Sr que o nomeou retirou a nomeação a 1 de Feb de 1939.

Logo, continuo a dizer que está a comparar o incomparavel... não é a academia que nomeia... é a academia que escolhe...

E já agora, desculpe a provocação, se é assim tão contra o Nobel (ou a academia) por este facto, pq uma assinatura com uma frase do Guderian? Certo que foi um grande estratega militar... mas.. colaborou num regime que encabeçado por o Hitler. Não parece um contra senso?
 
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por rmachado » 12/10/2007 16:13

afonsinho Escreveu:Não sou grande conhecedor do Third Reich... até fiquei admirado quando descobri que o partido Nazi era "National Socialist German Workers' Party"... eram socialistas?... mas até me admira não haver tantos anti-germânicos como anti-americanos então... Mas como já disse foi nomeado e não ganhou. Nomeações e vitórias são coisas muito diferentes.

Para ti comparar o Al ao Hitler em termos de destruição foi bem conseguido... tudo bem. Porque foi isso a que eu me opus.

Este prémio é muito subjectivo como todos deste tipo. Como é que ha consenso em termos de arte, literatura ou política? Admira-me é esta indignação toda.


Não eram socialistas era nacional-socialistas, o que é diferente...
 
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Re: Para o ano é O BUSH......

por TheKuby » 12/10/2007 16:13

afonsinho Escreveu:
migrod Escreveu:
A utilização do Hitler é no sentido de dizer quão ridicula é esta atribuição pelo facto de ser entregue a alguém que já foi vice-presidente da pseu-mais forte nação do mundo e que quando lá estava só destruiu e agora quer construir quando está de fora. Bush tb destruiu e destroi e o Hitler idem.



Por o Al Gore e o Hitler no mesmo "balde" é para lá de ridículo... se tu não vês isso, não vou ser eu a convencer-te.

migrod Escreveu:E mais não digo.


Pois talvez seja melhor.

:twisted:


Realmente a palavra dos idiotas ridiculos é criticar as opiniões com falta de educação.
Eu compreendo que uma criança como tu, que na altura provavelmente não seguia a conjectura politica, pois a preocupação fundamental era "o que posso pedir aos meus pais para me comprarem" pois os outros é que tem que construir, comente aquilo que não faz a mínima ideia do que é!!!! :shock: :shock:

Se não tens a minima capacidade de analisar opiniões sem retirares as palas que te impedem de ver mais além, segue o teu conselho e cala-te e continua a mastigar a cenora. :wink:
Cumprimentos

MigRod
 
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por Cartago » 12/10/2007 16:06

Sim, rmachado, ele foi "nomeado" (o nome dele consta na lista oficial da instituição Nobel como nomeado) mas não ganhou, assim como o Stalin.

E, como bem mencionaste, seria uma aberração tremenda a vitória de Churchill para um Prêmio Nobel da Paz. Era mesmo a pá de cal! :)

Afonsinho, quanto ao "socialista" no nome do partido, haviam imensas discussões no seio do partido nazi sobre o que vinha primeiro, se era o nacionalismo ou se era o socialismo. O partido surgiu como uma forma de "defender" o povo alemão do avanço comunista que, na sua essência, é muito semelhante ao socialismo (são irmãos, apesar de alguns afirmarem que são apenas primos).

Clinico, Hitler foi citado com o objectivo de mostrar o quão susceptível e "parcial" é a organização do Prêmio Nobel da Paz.
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Trad. "Não existem situações desesperadas, apenas pessoas desesperadas"

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por Quico » 12/10/2007 16:05

afonsinho Escreveu:Não sou grande conhecedor do Third Reich... até fiquei admirado quando descobri que o partido Nazi era "National Socialist German Workers' Party"... eram socialistas?...


Se reparares não é assim tanto de admirar: em ambas as doutrinas (nacional-socialista e socialista/comunista) advoga-se a insignificância do individuo perante, no primeiro caso, o estado/raça, e no segundo, o estado/povo e que este pode ser sacrificado para o bem comum.
As doutrinas democráticas, e sobretudo as liberais, centram-se sobretudo no indivíduo e na sua liberdade. Às vezes as pessoas esquecem-se disto. Os extremos tocam-se. Ou então, as etiquetas clássicas esquerda-direita não fazem muito sentido.

afonsinho Escreveu: Este prémio é muito subjectivo como todos deste tipo. Como é que ha consenso em termos de arte, literatura ou política? Admira-me é esta indignação toda.

Eu não estou indignado, nem vejo grande mal no facto. Também obviamente não advogo que é bom poluir-se o ambiente a torto e a direito. Só me irritam alguns alarmismos ecologistas, politicamente dirigidos, sem fundamento científico, e que um dia ainda vão acabar por descredibilizar qualquer genuína e válida luta ecológica. Alguém se lembra do buraco do ozono? Um destes dias já ninguém se lembra que abriu e voltou a fechar por causas, segundo muitos, perfeitamente naturais. E o alarmismo que se criou?
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Nobel

por Clinico » 12/10/2007 15:58

Desculpem-me lá: para para que é chamado o hitler para aqui???
Estamos a discutir quem concorda ou não, com a atribuiução do Nobel ao Al Gore! Não os regimes fascistas do séc. XX...
É que a conversa, que até é interessante, acaba por se perder...
Abraços
Clinico
 
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por afonsinho » 12/10/2007 15:48

Não sou grande conhecedor do Third Reich... até fiquei admirado quando descobri que o partido Nazi era "National Socialist German Workers' Party"... eram socialistas?... mas até me admira não haver tantos anti-germânicos como anti-americanos então... Mas como já disse foi nomeado e não ganhou. Nomeações e vitórias são coisas muito diferentes.

Para ti comparar o Al ao Hitler em termos de destruição foi bem conseguido... tudo bem. Porque foi isso a que eu me opus.

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