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Não estou inteirado do caso, mas assim que o bt teve conhecimento que havia um doente urgente tinha de o mandar seguir de imediato.
Um dia se eu for com os quatro piscas ligados levar a minha mulher de urgência para o hospital ter um filho eles que não me mandem parar.
Ainda me custa acreditar como podem reter uma ambulância, no código da estrada está que não podemos estorva-las, e eles podem parar-las?
São os moderadores da estrada, não são os reis.
Contudo compreendo que ser bt é uma profissão de alto risco e muito desgastante, e que são eventualmente muito mal pagos para o serviço que é, pois é o nosso triste país, mas.. Parar uma ambulância? Inacreditável.
Um dia se eu for com os quatro piscas ligados levar a minha mulher de urgência para o hospital ter um filho eles que não me mandem parar.
Ainda me custa acreditar como podem reter uma ambulância, no código da estrada está que não podemos estorva-las, e eles podem parar-las?
São os moderadores da estrada, não são os reis.
Contudo compreendo que ser bt é uma profissão de alto risco e muito desgastante, e que são eventualmente muito mal pagos para o serviço que é, pois é o nosso triste país, mas.. Parar uma ambulância? Inacreditável.
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Estamos perante mais um original " desenrascanso " tão tipico de Portugal e ao qual a BT até é a parte com menos culpas a assacar.
Vamos lá por partes:
1 - A emergência pré-hospitalar, por lei, em Portugal está atribuida ao Instituto Nacional de Emergência Médica, INEM, entidade dependente do Ministério da Saúde e paga por todos nós via taxa cobrada sobre o seguro automóvel. Nos últimos anos, pasme-se, as receitas são superiores ás despesas e há estornos para o orçamento do ministério.
2 - O INEM procura a organização e garante os meios materiais: Estruturas nacionais, distritais e especiais, formação, e, nos meios, 2 helicópteros, 41 viaturas médicas de emergência e reanimação, vulgo VMERS tripuladas por médico e enfermeiro e adstritas aos hospitais e ambulâncias de socorro, adstritas à PSP nos perimetros urbanos das grandes cidades e aos Bombeiros na restante quadricula nacional.
3 - Em Portugal, as ambulâncias que fazem emergência - e este caso é exemplo da emergência - são as ambulâncias de socorro e para tal estão dotadas de muito equipamento, algumas até por lei são consideradas medicalizadas ( dotadas de desfibrilhador, etç , ). Ambulâncias de socorro são as do INEM e algumas dos Bombeiros. Estas normalmente são consideradas reserva INEM e foram pagas em grande percentagem, senão na totalidade, pelo INEM, embora não tenham o " estatuto " de ambulância INEM ( substituição, reposição de consumiveis, subsídio para a tripulação, etç ).
4 - Perante uma situação tal como esta, este doente só pode e deve - para seu bem e segurança e salvaguarda de quem ordenou o transporte - ser transportado por helicóptero ( à ordem do centro de ordenamento de doentes urgentes - CODU ) ou ambulância medicalizada e acompanhado por médico ou, em último caso, por ambulância de socorro.
5 - Este doente é emergência pura, deve ser considerado com tal e os meios do Estado ou sob a responsabilidade do Estado devem estar para si dirigidos.
6 - Agora entramos no improviso. Pior ainda com responsabilidades de pessoas e entidades que conhecem bem como tudo isto funciona e vão no " nacional porreirismo ". Se a coisa correr mal, havemos de achar um qualquer responsável, que não sejamos nós, e neste caso querem que seja a Brigada de Trânsito. Digo: A culpa da BT é relativa.
7 - É importante esclarecer que o transporte foi feito pela empresa " Ambulâncias Arcuenses ". Estas empresas são privadas e não podem ser detentoras de ambulâncias de socorro. São quase empresas de táxi que se destinam a explorar, em concorrência com os táxis, o transporte de doentes para consultas, hemodiálise, fisioterapia. Possuem ambulâncias de transporte ( não de socorro ) e grande parte da sua frota é até constituida por carrinhas adaptadas para pessoas com deficiências.
8 - Logo: quem é que mete um doente emergente numa ambulância de transporte?
9 - Qualquer ambulância destas empresas - e há muitas - que assinale a sua marcha com sinais sonoros é abusivo, excepto em casos muito excepcionais tal como se o doente não emergente de repente se sentir mal e isso pode acontecer até no nosso carro.
10 - O entendimento é que uma ambulância de transporte é um veículo corrente, que transporta doentes não emergentes e que, como tal, se sinalizar a sua marcha como urgente duas situações podem ocorrer: um transportado teve problemas súbitos e aceita-se, ou há abuso por parte da tripulação e compete às autoridades ( BT e não só ) pôr cobro a isso.
11 - Já agora e só para remate, respeitante a abusos no uso de alarmes sonoros e infração às regras do código de estrada, gostava de chamar a atenção dos amigos do fórum para o que se passa com as carrinhas celulares dos Serviços Prisionais. Não há preso que vá a qualquer tribunal que, em hora de ponta, não passe pela faixa da direita a apitar. Eu vejo isto todos os dias, sem excepção na A5. Nos outros lados deve ser igual. Quando se põr cobro a isto?
Cumprimentos,
Vamos lá por partes:
1 - A emergência pré-hospitalar, por lei, em Portugal está atribuida ao Instituto Nacional de Emergência Médica, INEM, entidade dependente do Ministério da Saúde e paga por todos nós via taxa cobrada sobre o seguro automóvel. Nos últimos anos, pasme-se, as receitas são superiores ás despesas e há estornos para o orçamento do ministério.
2 - O INEM procura a organização e garante os meios materiais: Estruturas nacionais, distritais e especiais, formação, e, nos meios, 2 helicópteros, 41 viaturas médicas de emergência e reanimação, vulgo VMERS tripuladas por médico e enfermeiro e adstritas aos hospitais e ambulâncias de socorro, adstritas à PSP nos perimetros urbanos das grandes cidades e aos Bombeiros na restante quadricula nacional.
3 - Em Portugal, as ambulâncias que fazem emergência - e este caso é exemplo da emergência - são as ambulâncias de socorro e para tal estão dotadas de muito equipamento, algumas até por lei são consideradas medicalizadas ( dotadas de desfibrilhador, etç , ). Ambulâncias de socorro são as do INEM e algumas dos Bombeiros. Estas normalmente são consideradas reserva INEM e foram pagas em grande percentagem, senão na totalidade, pelo INEM, embora não tenham o " estatuto " de ambulância INEM ( substituição, reposição de consumiveis, subsídio para a tripulação, etç ).
4 - Perante uma situação tal como esta, este doente só pode e deve - para seu bem e segurança e salvaguarda de quem ordenou o transporte - ser transportado por helicóptero ( à ordem do centro de ordenamento de doentes urgentes - CODU ) ou ambulância medicalizada e acompanhado por médico ou, em último caso, por ambulância de socorro.
5 - Este doente é emergência pura, deve ser considerado com tal e os meios do Estado ou sob a responsabilidade do Estado devem estar para si dirigidos.
6 - Agora entramos no improviso. Pior ainda com responsabilidades de pessoas e entidades que conhecem bem como tudo isto funciona e vão no " nacional porreirismo ". Se a coisa correr mal, havemos de achar um qualquer responsável, que não sejamos nós, e neste caso querem que seja a Brigada de Trânsito. Digo: A culpa da BT é relativa.
7 - É importante esclarecer que o transporte foi feito pela empresa " Ambulâncias Arcuenses ". Estas empresas são privadas e não podem ser detentoras de ambulâncias de socorro. São quase empresas de táxi que se destinam a explorar, em concorrência com os táxis, o transporte de doentes para consultas, hemodiálise, fisioterapia. Possuem ambulâncias de transporte ( não de socorro ) e grande parte da sua frota é até constituida por carrinhas adaptadas para pessoas com deficiências.
8 - Logo: quem é que mete um doente emergente numa ambulância de transporte?
9 - Qualquer ambulância destas empresas - e há muitas - que assinale a sua marcha com sinais sonoros é abusivo, excepto em casos muito excepcionais tal como se o doente não emergente de repente se sentir mal e isso pode acontecer até no nosso carro.
10 - O entendimento é que uma ambulância de transporte é um veículo corrente, que transporta doentes não emergentes e que, como tal, se sinalizar a sua marcha como urgente duas situações podem ocorrer: um transportado teve problemas súbitos e aceita-se, ou há abuso por parte da tripulação e compete às autoridades ( BT e não só ) pôr cobro a isso.
11 - Já agora e só para remate, respeitante a abusos no uso de alarmes sonoros e infração às regras do código de estrada, gostava de chamar a atenção dos amigos do fórum para o que se passa com as carrinhas celulares dos Serviços Prisionais. Não há preso que vá a qualquer tribunal que, em hora de ponta, não passe pela faixa da direita a apitar. Eu vejo isto todos os dias, sem excepção na A5. Nos outros lados deve ser igual. Quando se põr cobro a isto?
Cumprimentos,
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- Registado: 23/8/2006 18:53
- Localização: Alcabideche
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è mesmo ridiculo, digno do 3º mundo:
O Condutor da ambulancia certamente que não estava identificado e como tal poderia fugir.
Já o ministro que certamente nem precisou de tirar o BI para se identificar não fugiria de certeza.
Uma vez que o sr. não vai fugir, quero ver quanto tempo irá estar inibido da prática de condução
Espero que as leis propostas pelos conselhos de ministros não sejam só para o povo.
E o ministro nem deve ter soprado no balão porque todos sabemos que ministros só bebem Água, ou estarei a confudir com abstemicos
O Condutor da ambulancia certamente que não estava identificado e como tal poderia fugir.
Já o ministro que certamente nem precisou de tirar o BI para se identificar não fugiria de certeza.
Uma vez que o sr. não vai fugir, quero ver quanto tempo irá estar inibido da prática de condução
E o ministro nem deve ter soprado no balão porque todos sabemos que ministros só bebem Água, ou estarei a confudir com abstemicos
MAV8
Carteira 69
Carteira 69
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CASO 1
Arcos de Valdevez: Homem morre após ambulância ter estado parada por ordem da BT
15 de Setembro de 2007, 12:37
Viana do Castelo, 15 Set (Lusa) - Um homem morreu quinta-feira "poucos minutos" após entrar no hospital de Ponte de Lima, depois da ambulância que o transportava ter estado parada "perto de 20 minutos" à ordem da Brigada de Trânsito, denunciou hoje um seu familiar.
"É uma situação simplesmente incrível e revoltante e garanto que a família não vai ficar parada nem vai descansar enquanto não forem apuradas todas as responsabilidades", disse à Lusa Cesário Gomes, cunhado da vítima, garantindo que o caso vai parar a tribunal.
Segundo Cesário Gomes, o cunhado, de 54 anos, morador em Cabreiro, Arcos de Valdevez, sentiu uma "forte" dor no peito na quinta-feira e foi transportado pela mulher ao Centro de Saúde daquele concelho.
Face ao seu estado, foi chamada uma ambulância, para o transferir para o hospital de Ponte de Lima, numa viagem que, em condições normais, "nunca demorará mais de 15 minutos".
"O problema é que, em plena A-28, a Brigada de Trânsito da GNR mandou parar a ambulância, alegadamente por circular com as luzes de emergência ligadas. Pediram documentos, fizeram o teste de alcoolémia por duas vezes ao condutor e perderam-se em formalidades, retendo ali a ambulância cerca de 20 minutos", criticou.
"O meu cunhado morreu poucos minutos após entrar no hospital. Não sei se foi ou não por causa da demora. O que sei é que esta é uma situação revoltante e impensável", referiu Cesário Gomes, acrescentando que a vítima, que hoje vai a sepultar, era pai de uma filha de 15 anos, com paralisia cerebral.
A agência Lusa contactou a Brigada de Trânsito (BT), que remeteu quaisquer explicações para um comunicado a emitir "mais tarde".
Contactada pela Lusa, fonte da empresa "Ambulâncias arcuenses" que assegurava o transporte da vítima, garantiu à Lusa que o motorista alertou a BT para o facto de na viatura seguirem dois "doentes urgentes".
Apesar disso, a ambulância ficou ali retida "algum tempo", para "cumprimento de formalidades de trânsito", nomeadamente dois testes de alcoolémia, após o que a BT terá então dado ordem para a viatura seguir para o hospital.
"A Brigada seguiu a ambulância para se assegurar, junto do hospital, se o caso era urgente ou não e decidir se autuava ou não pela utilização das luzes de emergência. Acabou por não autuar", disse a mesma fonte.
Acrescentou que as horas registadas da saída da ambulância de Arcos de Valdevez e a sua entrada em Ponte de Lima são, respectivamente, 16:00 e 16:50, mas ressalvou que isto não quer dizer que este tenha sido o tempo que demorou a viagem, uma vez que "pelo meio há várias formalidades a cumprir".
VCP.
Lusa/fim
CASO 2
Manuel Pinho apanhado na A1 a 212 km/hora
O ministro da Economia, Manuel Pinho, foi apanhado no sábado na A1 em excesso de velocidade, a 212 km/hora, informa hoje o Diário de Notícias.
O titular da pasta da Economia estava atrasado para uma reunião com o presidente da Câmara de Matosinhos, com quem ia discutir a Exponor e o IKEA, refere o jornal.
A Brigada de Trânsito da GNR mandou Manual Pinho parar depois de o radar identificar um automóvel entre as 11:00 e as 12:00 horas, próximo à área de serviço de Leiria.
O ministro foi reconhecido e mandado seguir, com as autoridades a justificarem que as figuras públicas não fogem e o auto é sempre feito e encaminhado para a Direcção Geral de Viação (DGV).
11-09-2006 8:35:34
Diario digital
SOLUÇÂO
NESTE MESMO CALDEIRÂO DENTRO DE 100 ANOS...
QUANDO O NETO DO MORTO FOR MINISTRO E O NETO DO MINISTRO FOR NA AMBULANCIA
Arcos de Valdevez: Homem morre após ambulância ter estado parada por ordem da BT
15 de Setembro de 2007, 12:37
Viana do Castelo, 15 Set (Lusa) - Um homem morreu quinta-feira "poucos minutos" após entrar no hospital de Ponte de Lima, depois da ambulância que o transportava ter estado parada "perto de 20 minutos" à ordem da Brigada de Trânsito, denunciou hoje um seu familiar.
"É uma situação simplesmente incrível e revoltante e garanto que a família não vai ficar parada nem vai descansar enquanto não forem apuradas todas as responsabilidades", disse à Lusa Cesário Gomes, cunhado da vítima, garantindo que o caso vai parar a tribunal.
Segundo Cesário Gomes, o cunhado, de 54 anos, morador em Cabreiro, Arcos de Valdevez, sentiu uma "forte" dor no peito na quinta-feira e foi transportado pela mulher ao Centro de Saúde daquele concelho.
Face ao seu estado, foi chamada uma ambulância, para o transferir para o hospital de Ponte de Lima, numa viagem que, em condições normais, "nunca demorará mais de 15 minutos".
"O problema é que, em plena A-28, a Brigada de Trânsito da GNR mandou parar a ambulância, alegadamente por circular com as luzes de emergência ligadas. Pediram documentos, fizeram o teste de alcoolémia por duas vezes ao condutor e perderam-se em formalidades, retendo ali a ambulância cerca de 20 minutos", criticou.
"O meu cunhado morreu poucos minutos após entrar no hospital. Não sei se foi ou não por causa da demora. O que sei é que esta é uma situação revoltante e impensável", referiu Cesário Gomes, acrescentando que a vítima, que hoje vai a sepultar, era pai de uma filha de 15 anos, com paralisia cerebral.
A agência Lusa contactou a Brigada de Trânsito (BT), que remeteu quaisquer explicações para um comunicado a emitir "mais tarde".
Contactada pela Lusa, fonte da empresa "Ambulâncias arcuenses" que assegurava o transporte da vítima, garantiu à Lusa que o motorista alertou a BT para o facto de na viatura seguirem dois "doentes urgentes".
Apesar disso, a ambulância ficou ali retida "algum tempo", para "cumprimento de formalidades de trânsito", nomeadamente dois testes de alcoolémia, após o que a BT terá então dado ordem para a viatura seguir para o hospital.
"A Brigada seguiu a ambulância para se assegurar, junto do hospital, se o caso era urgente ou não e decidir se autuava ou não pela utilização das luzes de emergência. Acabou por não autuar", disse a mesma fonte.
Acrescentou que as horas registadas da saída da ambulância de Arcos de Valdevez e a sua entrada em Ponte de Lima são, respectivamente, 16:00 e 16:50, mas ressalvou que isto não quer dizer que este tenha sido o tempo que demorou a viagem, uma vez que "pelo meio há várias formalidades a cumprir".
VCP.
Lusa/fim
CASO 2
Manuel Pinho apanhado na A1 a 212 km/hora
O ministro da Economia, Manuel Pinho, foi apanhado no sábado na A1 em excesso de velocidade, a 212 km/hora, informa hoje o Diário de Notícias.
O titular da pasta da Economia estava atrasado para uma reunião com o presidente da Câmara de Matosinhos, com quem ia discutir a Exponor e o IKEA, refere o jornal.
A Brigada de Trânsito da GNR mandou Manual Pinho parar depois de o radar identificar um automóvel entre as 11:00 e as 12:00 horas, próximo à área de serviço de Leiria.
O ministro foi reconhecido e mandado seguir, com as autoridades a justificarem que as figuras públicas não fogem e o auto é sempre feito e encaminhado para a Direcção Geral de Viação (DGV).
11-09-2006 8:35:34
Diario digital
SOLUÇÂO
NESTE MESMO CALDEIRÂO DENTRO DE 100 ANOS...
QUANDO O NETO DO MORTO FOR MINISTRO E O NETO DO MINISTRO FOR NA AMBULANCIA
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