Agora percebo porque sobraram tantos professores ...
LS Escreveu:Sobraram professores? Que estranho?
O meu filho mais velho vai começar as aulas sem disciplina de Português porque não há professor(a). Foi hoje anunciado na aula de apresentação.
Aqui, bem no centro de Lisboa, não se arranjou um professor de Português. Fora os que faltam noutras turmas.
Estranho ...
Coitadito...
Lá continua ele sem professor(a) de Português.
Os professores portugueses não são assim tão maus!
O nosso Presidente da República referiu nas primeiras horas de 2007
que queria resultados imediatos na educação... pois, mas não vai ter enquanto tivermos um governo que hostiliza os professores, a escola pública e os trabalhadores do estado em geral. E ele também não faz nada para melhorar a situação.
O relatório OCDE sobre ensino revela o que o ministério da educação sabe mas esconde cobardemente de forma a virar os portugueses menos esclarecidos contra os que labutam dia a dia por um ensino público de melhor qualidade.
Consulte a última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE. Em http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf . Se for à *página 58*, verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro não é assim.
Nesse estudo é apresentado o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses,luxemburgueses, checos, islandeses e noruegueses. Se considerarmos apenas países da União Europeia, Portugal ocupa a 7ª posição em 19 países,portanto acima da média de tempo de permanência na Escola.
No mesmo documento poderá verificar, na 56*, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários, e em 15ºlugar de 22 países europeus.
Na 32* poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por
aluno.
E isto, o governo não manda publicar...mas não faz mal, divulgamos nós para que se SAIBA A VERDADE.
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Hoje também fui à reunião do meu miúdo, e fui informado que a professors de Inglês não vem, pois não ficou colocada onde queria, bem ela arrica-se a acabar este ano a carreira, mas para já 4 segmentos por semana ficam entregues aos professores em substituição, é pena é os miudos não estarem a aprender inglês que seria o mais correcto, assim as meninas aproveitam para pintar unhas e colocar conversa em dia, e os meninos, um pouco de Soduku e tentam advinhar os craques dos clubes favoritos que irão marcar os golitos na proxima jornada.
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Sobraram professores? Que estranho?
O meu filho mais velho vai começar as aulas sem disciplina de Português porque não há professor(a). Foi hoje anunciado na aula de apresentação.
Aqui, bem no centro de Lisboa, não se arranjou um professor de Português. Fora os que faltam noutras turmas.
Estranho ...
O meu filho mais velho vai começar as aulas sem disciplina de Português porque não há professor(a). Foi hoje anunciado na aula de apresentação.
Aqui, bem no centro de Lisboa, não se arranjou um professor de Português. Fora os que faltam noutras turmas.
Estranho ...
Qualquer coisa não bate certo como diz o AA
Mesmo que 50% dos professores não dessem aulas, os restantes teriam turmas de 16 alunos. Mas onde é que há isso?
E a ministra consegue dizer aquilo ao José Rodrigues dos Santos sem se desmanchar a a rir...
E a ministra consegue dizer aquilo ao José Rodrigues dos Santos sem se desmanchar a a rir...
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kostta Escreveu:charles, todo o teu conhecimento deve ser aproveitado, mas ha que existir bom senso.
tens visto aquela publicadade a um concurso que vai dar na tv? "onde nasce o rio mondego"? os miudos a responderem e os adultos a nao saberem.
Amigo Kostta, um exemplo simples e directo uma pessoa que saiba inglês falado e escrito de forma fluente, certifica-se essa competência, ou este é mais um que nada sabe?
O know how relativo ao trabalho é muito mais motor da economia do que muita gente com o 12ºano que não sabem fazer nada, dependem muitas vezes da mesada do papá e da mamã, isto não particularizando obviamente, o espirito da coisa é certificar competências, conhecimentos e capacidades e no fundo dar a equivalência, que dá um curso da CEAC ou de outras entidades, aliás não vejo onde está o demérito, é no seguimento do que se vinha fazendo.
Quanto ao concurso não vi ainda.
Cumpt
Cumpt
só existe um lado do mercado, nem é o da subida nem o da descida, é o lado certo
só existe um lado do mercado, nem é o da subida nem o da descida, é o lado certo
Professores
Era importante apresentarem gráficos e tabelas actuais. Ao que parece, TODOS OS MEDIA VÊM A ALERTAR PARA A SITUAÇÃO, essa situação mudou muito desde 2001-2002. rECORDAM-SE. Inclusive, houve um ano em que foram mal colocados 5000 professores, que por erro do Ministério ficaram com horário zero e passaram a contar na estatística como professores com alunos. Uns bons milhares que estão destacados um pouco por toda (no próprio ministério, no ministério da cultura, que são autarcas ou deputados)a parte e que também são contabilizados como professores com alunos. Uma brincadeira que custou aos portugueses uns bons milhões de "contos" (moeda antiga). Uma secretária de estado que em Julho não podia atender ninguém pois estava a preparar a festa de casamento da filha em Setembro - na linha de Cascais.
ASSIM SE ENGANA O EUROSTAT. Ao nos colocarmos de bicos de pés procurando chegar à altura da EU mais civilizada, estamos a dar tiros nos pés e a alimentar uma ilusão.
ASSIM SE ENGANA O EUROSTAT. Ao nos colocarmos de bicos de pés procurando chegar à altura da EU mais civilizada, estamos a dar tiros nos pés e a alimentar uma ilusão.
BOM! BOM PETISCO.
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O que essa tabela diz é que os professores têm bons sindicatos... deve ser das poucas classes que tem ordenados equiparáveis aos dos países mais fortes UE.
Então en final de carreira ultrapassam mesmo países como a Inglaterra, França, Finlandia, Alemanha... impressionante.
Então en final de carreira ultrapassam mesmo países como a Inglaterra, França, Finlandia, Alemanha... impressionante.
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Estamos de volta ao mesmo erro (do meu ponto de vista)
Lá se volta a atacar os professores embora aceitando que o que se está a fazer é só para as estatísticas e, portanto, reconhecendo implicitamente que assim o país não melhora...
O grande (enorme) problema da educação é o gap que existe entre a acção e o recolher dos frutos.
Lá se volta a atacar os professores embora aceitando que o que se está a fazer é só para as estatísticas e, portanto, reconhecendo implicitamente que assim o país não melhora...
O grande (enorme) problema da educação é o gap que existe entre a acção e o recolher dos frutos.
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a maioria dos professores só tem uma desculpa, dizer qua a culpa foi dos seus professores, que estão mal preparados etc e bla bla bla.Mas que para a grande maioria o que lhes interessa é entrar para o FP.
Quem ser dono do saber que lhe cabe nada deve temer.
é muito bom para o País e para os trabalhadores as novas oportunidades , se no meio disso não aparecesse como sempre o oportunismo ocasional.
mas sempre vamos crescendo:
Os professores que não estejam bem que se mudem ,se não aparecerem para a colocação o sistema oferece melhores condições a velha máxima oferta /procura.
Quem ser dono do saber que lhe cabe nada deve temer.
é muito bom para o País e para os trabalhadores as novas oportunidades , se no meio disso não aparecesse como sempre o oportunismo ocasional.
mas sempre vamos crescendo:
Os professores que não estejam bem que se mudem ,se não aparecerem para a colocação o sistema oferece melhores condições a velha máxima oferta /procura.
Bons investimentos
JacSilva
JacSilva
kostta Escreveu:ó cardoso e os cursos das novas oportunidades? para que servem? dar um certificado a quem na da fez. Faz um portofolio sobre a sua vida e depois logo se ve... comm um bocado de sorte essse trabalho da-lhe equivalencia ao 12º ano. Assim sendo, temos mais um aluno com habilitações, mas que nada aprendeu/sabe. São as grandes ideias do ministerio das reformas, desculpa, educação
Kostta para ti o conhecimento empirico não é para ser aproveitado?
Numa reportagem televisica á porta do técnico perguntaram a varios estudantes universitarios, coisas tão basicas como por ex. saber quanto era 8x8 9x7 e perguntas assim deste genero, eu sei que isto vale o que vale, mas nenhum soube fazer contas, e esses já passaram no 12º ano.
Isto para dizer que vejo muitos á minha volta com 12º ano e já lidei com muito doutor acabado de sair da universidade e em termos de capacidade de trabalho competência e conhecimento do que é uma empresa a funcionar em pleno deixam tudo a desejar, como é obvio ao fim de 2, 3 anos já se nota um espirito de equipe e um entrusamento diferente, assim sendo isto só revela que o conhecimento adquirido é muito importante, dito por um Engº (muito competente, com quem trabalhei,,.... "o que se aprende nas universidades em grande parte não está adaptado á realidade empresarial e ao mercado de trabalho, o importante aprende-se cá fora".
Ambos sabemos que esta questão da certificação passa por uma questão politia pois assim consegue-se melhorar as estatisticas no que toca ao nivel da escolarização, não acho de todo mal feito.
cumpt
Cumpt
só existe um lado do mercado, nem é o da subida nem o da descida, é o lado certo
só existe um lado do mercado, nem é o da subida nem o da descida, é o lado certo
Exacto kostta,
a nossa Escola chegou ao que chegou porque assim é mais fácil e ninguém parece interessado em ter mais trabalho. É muito mais fácil dizer mal dos professores do que estudar mais ou ajudar os filhos a estudar. Os políticos sabem isso perfeitamente e vão desviando as atenções e trabalham para as estatísticas em vez de o objectivo ser melhorar as qualificações dos portugueses.
É que é muito mais fácil contar quantos diplomados há do que saber o que eles sabem...
a nossa Escola chegou ao que chegou porque assim é mais fácil e ninguém parece interessado em ter mais trabalho. É muito mais fácil dizer mal dos professores do que estudar mais ou ajudar os filhos a estudar. Os políticos sabem isso perfeitamente e vão desviando as atenções e trabalham para as estatísticas em vez de o objectivo ser melhorar as qualificações dos portugueses.
É que é muito mais fácil contar quantos diplomados há do que saber o que eles sabem...
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ó cardoso e os cursos das novas oportunidades? para que servem? dar um certificado a quem na da fez. Faz um portofolio sobre a sua vida e depois logo se ve... comm um bocado de sorte essse trabalho da-lhe equivalencia ao 12º ano. Assim sendo, temos mais um aluno com habilitações, mas que nada aprendeu/sabe. São as grandes ideias do ministerio das reformas, desculpa, educação
Com mais ou menos professores o que parece que não muda é o grau de exigência nos vários ciclos de ensino (tanto a nível de disciplina como de conteúdos).
Por isso vemos os alunos oriundos de sistemas de ensino diferentes do nosso terem tanto sucesso no nosso sistema (para eles o que lhes pedem aqui é demasiado fácil).
O problema é que daqui a N anos esta gente toda vai chegar ao mercado de trabalho e claramente os nossos futuros trabalhadores (e a maioria de nós) está com preparação inferior à dos nossos concorrentes. Ou seja, apesar de as estatísticas estarem mais compostas (e vão estar, de tão "marteladas" que são) vamos continuar sem o problema resolvido.
Já agora, para a guerra das estatísticas do número de professores, parece-me claro que alguém contou como estando a dar aulas um grande número de professores que desempenham outras tarefas, sejam de direcção sejam outras.
Mas parece-me que o que se devia estar a atacar é o problema da qualidade da formação ministrada o que é outra guerra...
Cumprimentos
Por isso vemos os alunos oriundos de sistemas de ensino diferentes do nosso terem tanto sucesso no nosso sistema (para eles o que lhes pedem aqui é demasiado fácil).
O problema é que daqui a N anos esta gente toda vai chegar ao mercado de trabalho e claramente os nossos futuros trabalhadores (e a maioria de nós) está com preparação inferior à dos nossos concorrentes. Ou seja, apesar de as estatísticas estarem mais compostas (e vão estar, de tão "marteladas" que são) vamos continuar sem o problema resolvido.
Já agora, para a guerra das estatísticas do número de professores, parece-me claro que alguém contou como estando a dar aulas um grande número de professores que desempenham outras tarefas, sejam de direcção sejam outras.
Mas parece-me que o que se devia estar a atacar é o problema da qualidade da formação ministrada o que é outra guerra...
Cumprimentos
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entao ai vai aminha:
turmas especiais, onde se colocassem os alunos com dificuldades de aprendizagem, problemas de integração,varias retenções perigo de abandono escolas - 10 alunos
(fiz um projecto e este ano vai funcionar pela 1ª vez uma turma desse genero na mainha escola. vamos la ver se da resultado)
turmas normais: turmas variando entre 20 e 30 alunos, dependendo das dificuldades dos alunos e dos apoios extra-escola. Numa turma em que os alunos são todos interessados e com muitas fontes de pesquisa, apoio dos pais/outros fora da escola e com bom rendimento a turma poderá ter mais elementos (nunca esquecendo uma coisa: 30 alunos numa sala de 20m2 é diferente de 30 alunos numa sala de 30m2)
Alunos - 34 horas/semana de aulas e fora do tempo das aulas os alunos deveriam ter acesso (de forma facultativa) a outras actividades.
professores - 35 horas, sendo 22 lectivas. e num sistema em que o prof nao tivesse que trazer trabalho para caso e com condições dignas para trabalhar na escola
Implementar exigência e rigor, acabar coms as "passagens automáticas"
exigencia, sempre. se o aluno nao consegue atingir as competencias num sitema normal, há que arranjar cursos diferentes para eles. não é deixa-los reprovar ate aos 15 anos e ai manda-los para os cursos de educação e formação. isso tem que começar a ser feito logo no 1º ciclo, no maximo na transição para o 2º
concordo a 100% , mas os pais ja nao devem concordar tanto: "coitadinho... é uma criança".
quanto aos alunos NEE ve-se que eles estão a diminui, nao pq eles estejam a diminuir mas pq os criterios de classificação estão mais apertados
Turmas especiais - 10 alunos
a pop. geral estaria distribuida em Turmas de 25 alunos
turmas especiais, onde se colocassem os alunos com dificuldades de aprendizagem, problemas de integração,varias retenções perigo de abandono escolas - 10 alunos
(fiz um projecto e este ano vai funcionar pela 1ª vez uma turma desse genero na mainha escola. vamos la ver se da resultado)
turmas normais: turmas variando entre 20 e 30 alunos, dependendo das dificuldades dos alunos e dos apoios extra-escola. Numa turma em que os alunos são todos interessados e com muitas fontes de pesquisa, apoio dos pais/outros fora da escola e com bom rendimento a turma poderá ter mais elementos (nunca esquecendo uma coisa: 30 alunos numa sala de 20m2 é diferente de 30 alunos numa sala de 30m2)
Carga horária
Alunos - 40 horas/semana (8 dia)
Professores - 40 horas/semana, apenas 20 a dar aulas (4 dia)
Alunos - 34 horas/semana de aulas e fora do tempo das aulas os alunos deveriam ter acesso (de forma facultativa) a outras actividades.
professores - 35 horas, sendo 22 lectivas. e num sistema em que o prof nao tivesse que trazer trabalho para caso e com condições dignas para trabalhar na escola
Implementar exigência e rigor, acabar coms as "passagens automáticas"
exigencia, sempre. se o aluno nao consegue atingir as competencias num sitema normal, há que arranjar cursos diferentes para eles. não é deixa-los reprovar ate aos 15 anos e ai manda-los para os cursos de educação e formação. isso tem que começar a ser feito logo no 1º ciclo, no maximo na transição para o 2º
Permitir implementar disciplina e acções punitivas ( responsabilidade do Ministério )
concordo a 100% , mas os pais ja nao devem concordar tanto: "coitadinho... é uma criança".
Re: ...
MAV8 Escreveu:É a chamada Integração
Digam lá ao Paulo Bento ou outro treinador qualquer que o Paulinho a partir de agora é jogador e tem de treinar e jogar de forma a ter uma integração total no grupo.
E depois vão ver os resultados obtidos pela equipa em termos de assimilação e de consolidação dos principios de jogo, táctica, etc...
É obvio que para inserir estes alunos no sistema vamos precisar de mais professores e que os resultados vão ser sempre piores que os dos países de sistemas diferentes.
Os sistemas diferentes têm sido abandonados nos países ditos desenvolvidos, se um dia viver com crianças com necessidades especiais perceberá que se desenvolvem incomparavelmente melhor integrados em turmas normais.
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Keyser só duas correcções no que disse lá atrás.
O professor têm um horário de 35 horas semanais e no máximo 22 horas lectivas.
Outra aspecto que referi no "deixar entrar na universidade" prende-se com não se fechar as entradas em certos cursos ou diminuir as vagas de entrada.. ou pasme-se subir as exigência... (ui....).
Mais uma vez dá-me a ideia que se querem resolver as causas e não o problema...
Existe um estatismo nesta matéria que assusta, desde a falta de mobilidade, a falta de condições, a falta de programas decentes, a falta de alternativa em cursos e saidas vocacionais, a desleixo da classe, a falta de rigor, aos sindicatos, ao governo, aos pais.. enfim... Tenho 4 anos para começar esta luta..
Mas lembrem-se que os números são sempre enganadores.
Um exemplo tipico é o número de acidentes/mortos/feridos nas estradas...
dão os números brutos mas esquecem-se de referir quantos carros existem a circular... se o número de acidentes se mantiver e aumentar o número de carros a circular então até melhor o rácio...
(de qq maneira seja qual for o número é mau...)
O professor têm um horário de 35 horas semanais e no máximo 22 horas lectivas.
Outra aspecto que referi no "deixar entrar na universidade" prende-se com não se fechar as entradas em certos cursos ou diminuir as vagas de entrada.. ou pasme-se subir as exigência... (ui....).
Mais uma vez dá-me a ideia que se querem resolver as causas e não o problema...
Existe um estatismo nesta matéria que assusta, desde a falta de mobilidade, a falta de condições, a falta de programas decentes, a falta de alternativa em cursos e saidas vocacionais, a desleixo da classe, a falta de rigor, aos sindicatos, ao governo, aos pais.. enfim... Tenho 4 anos para começar esta luta..
Mas lembrem-se que os números são sempre enganadores.
Um exemplo tipico é o número de acidentes/mortos/feridos nas estradas...
dão os números brutos mas esquecem-se de referir quantos carros existem a circular... se o número de acidentes se mantiver e aumentar o número de carros a circular então até melhor o rácio...
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minha visão simplistas de como as coisas deveriam ser:
Pressupostos:
aluno NEE não devem estar integrados em turmas regulares, devem ter a suas prórias turmas
(vai contra a legislação e prática actual)
Turmas especiais - 10 alunos
a pop. geral estaria distribuida em Turmas de 25 alunos
Carga horária
Alunos - 40 horas/semana (8 dia)
Professores - 40 horas/semana, apenas 20 a dar aulas (4 dia)
Implementar exigência e rigor, acabar coms as "passagens automáticas" ( responsabilidade do Ministério )
Permitir implementar disciplina e acções punitivas ( responsabilidade do Ministério )
Dados oficiais NEE:
Sistema ideal:
Nota: actualmente existem cerca de 145 mil professores colocados pelo Ministério da Educação
Pressupostos:
aluno NEE não devem estar integrados em turmas regulares, devem ter a suas prórias turmas
(vai contra a legislação e prática actual)
Turmas especiais - 10 alunos
a pop. geral estaria distribuida em Turmas de 25 alunos
1.ª - Muitos estudos têm demonstrado que um reduzido número de alunos por turma não é sinónimo de melhores aprendizagens e melhores performances dos alunos. Obviamente que, a partir de um determinado n.º (ex.: >30) é natural que comecem a sentir-se alguns efeitos negativos.
Carga horária
Alunos - 40 horas/semana (8 dia)
Professores - 40 horas/semana, apenas 20 a dar aulas (4 dia)
Implementar exigência e rigor, acabar coms as "passagens automáticas" ( responsabilidade do Ministério )
- O sistema educativo: está centrado na mediocridade. Os alunos “não podem” reprovar. Não interessa os conhecimentos/competências que eles têm, não devem é reprovar. Não há exigência, o aluno tem de passar porque já reprovou muitas vezes, porque o pai é alcoólico, porque a família tem poucos rendimentos ou rendimentos a mais, porque tem um trauma do irmão estar a trabalhar em França, porque tem problemas de concentração quando está a estudar e a ver os Morangos com Açúcar, o conselho de turma se “quer” reprovar o aluno porque não estuda, não se empenha, não cumpre as suas obrigações, tem de pedir pareces aos gabinetes de psicologia, pareces aos encarregados de educação, preencher planos de acompanhamento e mais uma infinidade de papeis. Mas se for para passar com 5, 6, 7 ou mais negativas ninguém exige nada. O Ministério todos os anos consegue inventar mais documentos para serem preenchidos pelos conselhos de turma para reprovar um aluno. Só por curiosidade, existe um programa do ministério onde é registada a evolução de um aluno com planos de recuperação (para alunos que podem reprovar), no local onde se selecciona as causas para o insucesso do aluno não existe a opção – falta de estudo.
Permitir implementar disciplina e acções punitivas ( responsabilidade do Ministério )
para quem não compreenda as diferenças entre os alunos nos anos 70 e 80 (onde me incluo) e os actuais, sem ofensa, não sei em que país vivem. Quantas vezes ouviram falar de agressões físicas e verbais a professores e funcionários, quantas vezes mandaram o vossos professores à m**** ou para o c*******? Eu pessoalmente nunca tive situações destas, tirando o caso de uma aluna com problemas psiquiátricos, mas já lá voltarei a esta história. A culpa é, principalmente, dos pais/sociedade que não sabe ou não pode dar educação aos filhos, o porquê dava para uma imensa reflexão. Se eu no meu tempo fizesse algo parecido não sei o que me acontecia em casa.
Dados oficiais NEE:
Sistema ideal:
Nota: actualmente existem cerca de 145 mil professores colocados pelo Ministério da Educação
yosemite Escreveu:Não sei, penso que isso de ideal não existe retirado do contexto da escola/turma/alunos.
Numa turma de 30 alunos em que os pais são maioritariamente licenciados, tens melhor aproveitamento do que numa turma de 15 ou 20 em que pais têm a instrução primária.
e?...não é o trabalho dos prof. ensinarem...os alunos pobres não são NEE !
Tal como disse antes, não se pode reduzir tudo a números, apesar de estes serem importantes. Não percebo a insistência em números, porque comparar a realidade de um país com outro não pode ser feita sem ver toda a realidade
social desse mesmo país.
tu para analisares a realidade convém partir de premissas e modelos simples, e a partir dai acrescentar niveis adicionais de complexidade
e comparámos-nos aos outros para termos um valor de referência...se os outros são capazes de resultados melhor pq q não nós ? o q está a falhar ?
Cá estamos a caminhar para a Inglaterra dos anos 80, em que a classe docente foi culpada por tudo que havia de mau na escola inglesa que agora ninguém quer ser professor. Agora andam a recrutar professores em paíse da commonwealth e até já em Portugal e mesmo pagando ordenados brutos diários de 100 libras conseguem professores.
100 libras são 30 contos dia...é uma excelente opção para os professores portugueses no UK..qt é q já foram ?
Mas é a lei da oferta e da procura, este ministério e faz isto porque sabe que pode substituir facilmente
que não estiver para o aturar.
não é para aturar..mas sim quem faz e quem não faz falta....e é exactamente assim que deve ser !
milhares de pessoas licenciaram em areas via de ensino que não fazem falta
Quando isso não acontecer, quando não houver mão-de-obra interessada, somos como a Inglaterra do séc. XXI em que as escolas para além do ordenado oferecem casa com rendas comparticipadas e outras regalias.
além de 30 contos dia ainda têm renda comparticipada ?
pq q não se está a ssistir a êxodo português para o UK ?...ainda para mais qd as coisas parecem estar aqui tão mal
Abraços
kostta Escreveu:espera mais um ano ou dois e veras uma media superior à ocde. No entanto, actualmente, ha professores em ministerios, assembleia, difecções regionais, comissões executivas, apoios educativos, .... Profs esses que contam para a media e nao dao aulas.
Para os valores do primeiro gráfico apresentado pelo Keyser, apenas foram contados os professores realmente a dar aulas... pelos menos é o que diz a nota que aqui transcrevo...
"The pupil/teacher ratio is obtained by dividing the number of pupils (expressed in full-time equivalents) at a given level of education by the number of full-time equivalent teachers working at the same level. With very few exceptions, only teachers in service are taken into account. Staff who are assigned tasks other than teaching (inspectors, school heads who do not teach, teachers on secondment, etc.) and prospective teachers doing teaching practice in schools are not included. 'Support teachers or other teachers working with an entire class in a single classroom, with small groups in a library or providing individual tuition within or outside a conventional classroom are included."
Um abr
Nuno
Pluricanal... não obrigado. Serviço péssimo e enganador!!!
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