Caldeirão da Bolsa

Entrevista ao Expresso da Associação de analistas de mercado

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

LOL

por joao bravo » 3/9/2007 11:39

Alguém já é associado ?
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Entrevista

por armenio pintanas » 3/9/2007 8:59

Li também a antrevista de Octávio Viana e surprende-me o dinamismo e poder interventivo que esta associação tem vindo a desempenhar nos mercados financeiros.

Para além de outras actividades que pretendem implantar parece-me que devem centrar e aumentar a sua atenção na protecção dos pequenos investidores e a defesa de causas.

Cumprimentos

Arménio
 
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por valves » 2/9/2007 19:32

boas noites realço então as frases que a meu ver serviriam melhor o vosso proposito pegando no proprio texto escrito por si :wink:

dotar o investidor de conhecimentos mínimos que lhe permita avaliar o acto (de investimento) que pretende realizar. Alias, como é intuitivo, a formação terá de vir sempre antes da informação.


.
Uma das nossas propostas,que é um curso de direito mobiliário e societário, vai permitir aos frequentadores, conhecerem os seus direitos relativamente ao acesso à informação, aos contractos de intermediação financeira e até mesmo como participar numa Assembleia Gera


E acrescento ainda que os proprios cursos devem de um modo franco reconhecer as suas limitações teoricas e frisar que só um acompanhamento dos mercados regular nas suas multiplas dimensões poderá suprir os proprios limites da AT pois no fundo trata-se de fazer a ponte entre a " academia" e o mundo real :wink: sempre em constante e dinamica mutação ou seja seria errado pensar que é a formação que resolveria os problemas pois sendo uma condição necessária não é suficiente e deve-se não ter medo de nos finais dos cursos onde se presume que se faça uma avaliação continua encaminhar pessoas para gestão profissional isto para evitar desgraças :wink:

Cumpts
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R: CdB - 11: Entrevista Expresso - OV on behalf of SDI

por ATM - SDI » 1/9/2007 22:58

Meu caro,

Foi muito atento que li os seus comentários e é com muito gosto que lhe respondo cordialmente.

Pela mesma ordem:

1- A única maneira de legitimar uma associação (ou qualquer empresa) é, efectivamente, pelo seu trabalho na persecução dos objectivos que propõe e nos resultados que obtém. No entanto, quando refiro que ninguém na ATM é remunerado, é com o sentido de dar força no comprometimento que todos tem com a Missão da Associação e espírito fundacional. Ou seja, se existe trabalho é porque realmente todos os que com a ATM colaboram gostam, comprometem-se e dão o seu melhor para cumprir aquilo que acreditam ser este projecto e não uma qualquer remuneração. – Fazemos por aquilo que acreditamos e não por aquilo que somos pagos. Tal reforça o nosso lema “Concordia res parvae crescent -Trabalhar juntos para realizar mais”.

2- Não temos a intenção de formar alguém em determinado sentido, comprometendo-o com determinado estilo; pois a multiplicidade de pessoas que actuam no mercado apresentam perfis de investimento (negociação) muito diversos, de acordo, entre outras coisas, com os seus objectivos e necessidades pessoais. No entanto, sabemos que os intervenientes no mercado apresentam níveis distintos de conhecimento e de preparação técnica para o fazer, sendo que vários estudos (nomeadamente da CMVM) mostram que os menos preparados são os pequenos investidores, pelo que se impõe que procuremos superar a ausência de preparação destes. Na verdade, mais do que ensinar uma determinada técnica de negociação (se assim podemos dizer), a formação que nós propomos assenta na necessidade de tornar os investidores conscientes para o acto de negociar, nomeadamente dotar o investidor de conhecimentos mínimos que lhe permita avaliar o acto (de investimento) que pretende realizar. Alias, como é intuitivo, a formação terá de vir sempre antes da informação. De outro modo, é dizer que o investidor para entender a informação que é apresentada sobre determinada empresa (sejam rácios financeiros e económicos, sejam apenas o próprio preço a que é negociada) pressupõe um mínimo de conhecimento para a sua compreensão. Uma das nossas propostas,que é um curso de direito mobiliário e societário, vai permitir aos frequentadores, conhecerem os seus direitos relativamente ao acesso à informação, aos contractos de intermediação financeira e até mesmo como participar numa Assembleia Geral (AG). Não vai ser um curso para especialistas, vai ser um curso para quem realmente não sabe nada do assunto e gostaria de saber como reagir em determinada situação jurídica que acontece regularmente no mercado.

3- A resposta a está questão (3) encontra-a na anterior. Mas não posso deixar de concordar que vivemos tempos de individualismo nas nossa sociedade e é isso que esta Associação pretende romper, até pelo apoio à criação de Clubes de Investidores. Quanto à última parte do ponto 3, e na sua alusão á "mão invisível" de Adam Smith, também não podíamos estar mais de acordo, assim como estamos de acordo relativamente ao facto de que qualquer sistema deixaria de funcionar quando fosse “vulgarizado” (utilizando as suas palavras). No entanto nos não pretendemos ensinar sistemas, apenas dotar os investidores (formandos) de conhecimento para que eles próprios possam criar os seus sistemas de acordo com o seu perfil; isso dará, como entende, a maior diversidade de “sistemas” de negociação, uns superiores e ganhadores, outros nem por isso. Por outras palavras e superando o aforismo popular, não vamos nem dar o peixe, nem ensinar a pescar, vamos apenas facultar as canas de pesca e explicar como funcionam para que cada um aprenda a pescar ao seu estilo (o tamanho do peixei vai depender da capacidade e mérito de cada um - e vai haver sempre quem conclua, a bem ou a mal, que não possui características de “pescador”). Note, até podem optar por pescar com rede, lança ou outro método.

Por fim, quanto aos livros, nenhum deles pretende ensinar um determinado método de investimento. O primeiro a ser editado, possivelmente no final deste ano ou início do próximo, é um escrito por mim e que pretende ser mais uma reflexão. Acredito que a maioria dos investidores se identificará, de algum modo, com o que lá é evidenciado. Mas, e ainda sobre o meu livro, acredito que quem atingir a profundidade do que lá exponho e cumprir as suas regras, terá sucesso no mercado. O segundo livro, que deverá ser editado logo de seguida, na verdade é uma reedição daquele que considero o melhor livro de analise técnica de todos os tempos e, por sorte, escrito em português, por portugueses de elevado sucesso no mercado, e editado em tempos pela ATM. Também não tenta “impingir” um método a ninguém, apenas explica, de forma objectiva e extremamente completa, quase todas (senão todas as mais importantes) técnicas de análise (técnica). Um terceiro, será único em língua portuguesa, e debruça-se sobre o “Peak Oil – Pico Mundial do Petróleo”, quer na óptica do investimento quer na assumpção do problema. Depois é um sobre direito e outros ainda sobre o mercado de capitais, data mining, etc.

Para quem não comprou o “Expresso”, pode encontrar a entrevista no site da ATM (http://www.associacaodeinvestidores.com), onde, para além do apresentado na edição papel, reproduzida tal e qual com a devida vénia ao jornalista, poderá encontrar no anexo que se junta mais detalhes sobre as questões num resumo alargado (conforme respondido na altura ao ilustre jornalista) mas só possível apresentar nesta versão electrónica devido a tecnicidade e extensão das mesmas.

Obrigado pela atenção dispensada na leitura e, principalmente, no comentário ao artigo que muito apreciei.

Com os cordiais cumprimentos,

On behalf of SDI

Octávio Viana
Serviço de Difusäo de Informaçäo (SDI)
A promoçao da difusão da informação electrónica pelos associados atráves da internet (Pesquisa de Informaçäo) ou por e-mail (Difusäo Selectiva de Informaçäo) é uma das componentes básicas do SDI a par com organizaçäo e gestäo de toda informaçäo constante no portal da ATM.

Para qualquer esclarecimento adicional sobre este serviço pode contactar a área responsavel atraves do email criado para o efeito: sdi@associacaodeinvestidores.com ou então cio@associacaodeinvestidores.com
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"Concordia res parvae crescent" – Trabalhar juntos para realizar mais

www.associacaodeinvestidores.com
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por Elder » 1/9/2007 17:40

Alguem pode disponibilizar o texto da entrevista?
The 3 Ms for success: Mind (psychology), Method (technical analysis), and Money (risk control)
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Re: Entrevista ao Expresso da Associação de analistas de mer

por valves » 1/9/2007 15:04

valves Escreveu:Boas tardes,

li surpreso uma entrevista dado por Octavio Viana onde importa aqui fazer uma serie de correcções e comentarios ao que foi escrito :

1 - As associações não se legitimam pelo facto dos seus elementos nada auferirem em remuneração, mas pelo facto de promoveram e criarem o enquadramento que melhor favoreça os investidores no mercado.

2 - É evidente que uma forma de se protegerem os investidores é formando-os. Em todo o caso a experiençia mostra que quanto maior é o nivel de disseminação das formações e dos seminarios em todas as areas do saber menos elas serviriam o proposito inicial e legitimo de proteger os investidores . Nunca é demais referir que a propria AT vai evoluindo no tempo adaptando -se e modulando-se aos seus players resta então criar e ir gerindo sistemas dinamicos inovadores que permitam aos investdores mais atentos e dedicados se manterem nos mercados e encaminhar os outros que se especializam em outras áreas do saber para a gestão profissional
3 - Vivemos hoje tempos de individualismo nas nossas sociedades que em vez de reflectirem força competitiva dos players denotam na verdade uma fraqueza muito propria e uma crise muito propria das nossas instituições. Compete pois aos players mais fortes de cada mercado e mais concretamente aos varios tipos de players grandes e pequenos no nosso mercado de capitais assegurarem atraves de plataformas de entendimento e organização que o maximo numero de investidores possiveis possam ganhar com os mercados nunca esquecendo que só a assumpção do risco merece ser premiado, deve se pois apontar mais para este rumo do que para o desenvolvimento de um sector de ensino que rapidamente serviria o interesse de poucos em detrimento do interesse de muitos há medida que o que lá fosse ensinado ficasse vulgarizado.

Concluindo - deve -se apostar sobretudo em aproximações inovadoras ao problema. os cursos superiores e os livros editados já são mais do que suficientes para a resolução do problema da formação

Tenho Dito
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Entrevista ao Expresso da Associação de analistas de mercado

por valves » 1/9/2007 14:58

Boas tardes,

li surpreso uma entrevista dado por Octavio Viana onde importa aqui fazer uma serie de correcções e comentarios ao que foi escrito :

1 - As associações não se legitimam pelo facto dos seus elementos nada auferirem como remuneração, mas pelo facto de promoveram e criarem o enquadramento que melhor favoreça os investidores no mercado.

2 - É evidente que uma forma de se protegerem os investidores é formando-os. Em todo o caso a experiençia mostra que quanto maior é o nivel de disseminação das formações e dos seminarios em todas as areas do saber menos elas serviriam o proposito inicial e legitimo de proteger os investidores . Nunca é demais referir que a propria AT vai evoluindo no tempo adaptando -se e modulando-se aos seus players resta então criar e ir gerindo sistemas dinamicos inovadores que permitam aos investdores mais atentos e dedicados se manterem nos mercados e encaminhar os outros que se especializam em outras áreas do saber para a gestão profissional.

3 - Vivemos hoje tempos de individualismo nas nossas sociedades que em vez de reflectirem força competitiva dos players denotam na verdade uma fraqueza muito propria e uma crise muito propria das nossas instituições. Compete pois aos players mais fortes de cada mercado e mais concretamente aos varios tipos de players grandes e pequenos no nosso mercado de capitais assegurarem atraves de plataformas de entendimento e organização que o maximo numero de investidores possiveis possam ganhar com os mercados nunca esquecendo que só a assumpção do risco merece ser premiado deve se pois apontar mais para este rumo do que para o desenvolvimento de um sector de ensino que rapidamente serviria o interesse de poucos em detrimento do interesse de muitos há medida que o que lá fosse ensinado ficasse vulgarizado.

Concluindo - deve -se apostar sobretudo em aproximações inovadoras ao problema os cursos superiores e os livros editados já são mais do que suficientes para a resolução do problema da formação

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