Caldeirão da Bolsa

Off-Topic - Quando o lucro está na felicidade

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por rikardo » 25/8/2007 11:23

as pessoas compreendem o conceito de empresário privado, e em sua casa cada um em dono, mas é frustrante as vezes veres pessoas que estão em lugares para os quais não tem qualificação necessária. em relação ao sector publico, não devia haver mas toda a gente sabe que há.
 
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por Camisa Roxa » 25/8/2007 10:08

rikardo Escreveu:Exacto petar, esses estão bem na vida, mas esses são os que tiram o lugar a muita gente qualificada que acaba por não trocar pois vão concorrer contra essas pessoas que tem lugar garantido na empresa do tio, do amigo etc etc..o que já estamos habituados a muito em Portugal..é certo que no resto do mundo também existe este factor, mas em cá abusam..


o único sítio onde não pode haver cunhas é o sector público como é óbvio

quem tem 1 empresa pode meter quem quiser, seja o filho de 1 amigo, 1 sobrinho ou whatever! Mas qual é o problema? O empresário é que vai pesar o trade-off entre meter 1 pessoa conhecida ou meter 1 pessoa com garantias de competência!

Por favor lembrem-se que as empresas são privadas e que as decisões de gestão pertecem aos proprietários!

Estou a ver que para muitos propriedade privada é ainda 1 conceito muito abstracto!
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por rikardo » 25/8/2007 1:18

petar Escreveu:
rikardo Escreveu:e não nos esqueçamos aqui do pormenor que a melhor maneira, e provavelmente a maior parte de emprego em Portugal, é conseguido através do chamado facto "C", o que aumenta a dificuldade de trocar de emprego.


Rikardo,
Quem arranja emprego com o factor "C" em pp nao tem que se preocupar em mudar porque esta bem na vida.

Moz,
Gostei de ler.

Abracos,
P


Exacto petar, esses estão bem na vida, mas esses são os que tiram o lugar a muita gente qualificada que acaba por não trocar pois vão concorrer contra essas pessoas que tem lugar garantido na empresa do tio, do amigo etc etc..o que já estamos habituados a muito em Portugal..é certo que no resto do mundo também existe este factor, mas em cá abusam..
 
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por petar » 24/8/2007 21:13

rikardo Escreveu:e não nos esqueçamos aqui do pormenor que a melhor maneira, e provavelmente a maior parte de emprego em Portugal, é conseguido através do chamado facto "C", o que aumenta a dificuldade de trocar de emprego.


Rikardo,
Quem arranja emprego com o factor "C" em pp nao tem que se preocupar em mudar porque esta bem na vida.

Moz,
Gostei de ler.

Abracos,
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por rikardo » 24/8/2007 19:03

e não nos esqueçamos aqui do pormenor que a melhor maneira, e provavelmente a maior parte de emprego em Portugal, é conseguido através do chamado facto "C", o que aumenta a dificuldade de trocar de emprego.
 
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por Branc0 » 24/8/2007 17:21

MozHawk Escreveu:Branc0,

Estamos a desviar-nos do essencial e não chegaremos a lado nenhum por este caminho.

Não falo de pessoas próximas (familiares, amigos) mas sim do que fui vendo e vivendo ao longo da minha carreira profissional. Nunca foi minha postura, desde o início da mesma, estar completamente alheio ao ambiente envolvente e aperceber-me do que me rodeava. Independentemente dos cargos, qualificações, nível académico. Aprendi, com um excelente tutor, alguns aspectos que foram determinantes para a minha forma de lidar com equipas. Exerço cargos de Direcção há cerca de 10 anos e posso dizer-te que a componente social e humana dos membros da minha equipa e do meu colectivo de trabalhadores sempre foram questões primordiais. Se calhar porque não gosto nem aprecio determinada forma de se estar no mundo dos negócios, se calhar por ter já visto muito de como as pessoas são tratadas, se calhar por entender que lucro e melhores condições "globais" para o colectivo de trabalhadores não são incompatíveis e que, se calhar, os índices de produtividade alteram-se quando as pessoas sentem que, para além de serem tratados como profissionais, também são tratadas como seres humanos em toda a sua plenitude.

Um abraço e renovados votos de fim-de-semana.
MozHawk


Mas do que disseste aqui não discordo nada.... se calhar estamos a falar de batatas e cebolas...
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por MozHawk » 24/8/2007 16:48

Branc0,

Estamos a desviar-nos do essencial e não chegaremos a lado nenhum por este caminho.

Não falo de pessoas próximas (familiares, amigos) mas sim do que fui vendo e vivendo ao longo da minha carreira profissional. Nunca foi minha postura, desde o início da mesma, estar completamente alheio ao ambiente envolvente e aperceber-me do que me rodeava. Independentemente dos cargos, qualificações, nível académico. Aprendi, com um excelente tutor, alguns aspectos que foram determinantes para a minha forma de lidar com equipas. Exerço cargos de Direcção há cerca de 10 anos e posso dizer-te que a componente social e humana dos membros da minha equipa e do meu colectivo de trabalhadores sempre foram questões primordiais. Se calhar porque não gosto nem aprecio determinada forma de se estar no mundo dos negócios, se calhar por ter já visto muito de como as pessoas são tratadas, se calhar por entender que lucro e melhores condições "globais" para o colectivo de trabalhadores não são incompatíveis e que, se calhar, os índices de produtividade alteram-se quando as pessoas sentem que, para além de serem tratados como profissionais, também são tratadas como seres humanos em toda a sua plenitude.

Um abraço e renovados votos de fim-de-semana.
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por Branc0 » 24/8/2007 16:14

Bom, se eu tou a ganhar 1000 e me oferecem 2000 mas eu não vou porque tenho medo... a culpa é de quem afinal? É do meu patrão que só paga 1000 ?

E já agora também tem que me por a comida na boca que eu não consigo sozinho... :roll:

Casar, comprar casa, ter filhos, etc. é o que um empresário conhecido chama de "custo de oportunidade". Sempre tive a ideia de pegar nos trapinho e ir para Londres fazer carreira, entretanto apaixonei-me e casei-me e quem sabe daqui a um ou dois anos tenho um filho. Sei que o fiz à custa de não cumprir um dos meus desejos mas a vida é assim mesmo, medimos os prós e os contras e tomamos decisões baseado na informação que temos na altura, se essas decisões (pessoais) nos levam a ganhar 1000 em vez de 2000 acho que culpar o "patrão" ou a "sociedade" serve mais como um escape do que outra coisa qualquer.

Falo dos casos que conheço, e conheço vários, desde familiares a ganhar o ordenado mínimo a ex-colegas nas casas dos 40 a tirar 2000 quando acham que valem 4000. Provavelmente até valem, mas preferem ficar e receber 20000 de indemnização se forem despedidos do que ir para o de 4000 e se a coisa não correr bem não recebem nada.

São opções de vida... mas que a "culpa" (se é que se pode chamar culpa a isto) só pode ser do próprio que tomas as decisões.
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por Madeirense » 24/8/2007 16:03

Camisa Roxa,

Se fosse simpatizante do PCP estaria inteiramente de acordo contigo, pois era meio caminho andado para acordar um dia com um PREC na rua.
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por MozHawk » 24/8/2007 16:00

Branc0 Escreveu:Não percebo... tem filhos para sustentar e não pode mudar para melhor porquê? Os filhos comem menos se ele se mudar para melhor?

Ou falta de apetência para o risco? (Nada que ter vergonha, eu desde que me casei não me sinto tão à vontade para tomar certo tipo de posições, imagino que se tivesse filhos ainda menos teria).

Só há duas explicações:
1) As pessoas não conseguem arranjar melhor, e então se calhar o sitio onde estão não é assim tão mau.

2) As pessoas não querem arranjar melhor com "medo" que a coisa corra mal. Ora, temos muita pena mas ninguém tem culpa disso a não ser o proprio.


Branc0,

Quem não percebe sou eu. Aposto que ele não mudou para melhor porque era masoquista.

Quanto às explicações, eu não posso deixar de manifestar perplexidade com o que vou lendo. Como não se arranja melhor então onde se está não é assim tão mau. Mal por mal sempre se vai ganhando algum, não é verdade? É, sem dúvida, uma argumentação lapidar. E quanto ao "medo", é óbvio que ninguém tem culpa disso a não ser o próprio. Quem é que o manda a ele ter medo de se despedir e procurar uma alternativa melhor? Ou quem é que o mandou a ele não ter estudado mais e assim ter melhores alternativas? Ou, melhor ainda, quem é que o mandou a ele casar, ter filhos, comprar uma casa com empréstimo e ter arranjado um emprego, naquela empresa, naquela cidade?! Alguém tem alguma coisa a ver com as opções de cada um? Claro que não. Ninguém tem culpa disso. Só o próprio.

Um abraço e bom fim-de-semana.
MozHawk
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por MozHawk » 24/8/2007 15:53

Camisa Roxa Escreveu:exacto, quem se queixa de ganhar o salário mínimo não vê a realidade: se ganha o salário mínimo é porque as suas competências não lhe permitem empregar-se noutro lado com melhores condições

sendo assim, se não fosse este patrão a pagar-lhe o salário mínimo provavelmente essa pessoa estaria desempregada!


Camisa Roxa,

Posso rir-me às gargalhadas ou estás mesmo a falar a sério? Falas tu de ver a realidade então?

Um abraço,
MozHawk
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por Camisa Roxa » 24/8/2007 14:10

exacto, quem se queixa de ganhar o salário mínimo não vê a realidade: se ganha o salário mínimo é porque as suas competências não lhe permitem empregar-se noutro lado com melhores condições

sendo assim, se não fosse este patrão a pagar-lhe o salário mínimo provavelmente essa pessoa estaria desempregada!
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por Branc0 » 24/8/2007 14:06

Não percebo... tem filhos para sustentar e não pode mudar para melhor porquê? Os filhos comem menos se ele se mudar para melhor?

Ou falta de apetência para o risco? (Nada que ter vergonha, eu desde que me casei não me sinto tão à vontade para tomar certo tipo de posições, imagino que se tivesse filhos ainda menos teria).

Só há duas explicações:
1) As pessoas não conseguem arranjar melhor, e então se calhar o sitio onde estão não é assim tão mau.

2) As pessoas não querem arranjar melhor com "medo" que a coisa corra mal. Ora, temos muita pena mas ninguém tem culpa disso a não ser o proprio.
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por nunofaustino » 24/8/2007 13:58

MozHawk Escreveu:Se é assim tão mau porque é que não vai embora ao que ouvi, como resposta, que se não tivesse um empréstimo da casa para pagar, dois filhos para sustentar e sei lá mais o quê era o que faria.

Enfim, é muito fácil, quando se está do lado de cá.



Se para além disso juntares ao facto de haver muitas pessoas desempregadas, faz com que a relação patrão/trabalhador tenda mais a favorecer o patrão do que o trabalhador... (mas se concordarem comigo neste ponto, então mudem e tornem-se vossos próprios patrões...)

Um abr
Nuno
Pluricanal... não obrigado. Serviço péssimo e enganador!!!
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por MozHawk » 24/8/2007 13:53

HappyGuy,

Os extremos devem ser igualmente revelados e não vale a pena estar a citar nomes. De qualquer maneira, serviu apenas de exemplo bem real para contrabalancear as opiniões de que os empresários não têm nada a ver com "preocupações sociais". Pois não. Ao focar-se um exemplo, como deverão existir muitos mais, estarei a generalizar? Ou não se pode falar dos maus exemplos que há em Portugal? Ou o empresário, porque o é e porque arriscou sê-lo, deve ser protegido até ao tutano? Fico perplexo com algumas sensibilidades...

É óbvio que há bons exemplos em Portugal (e não só). Mal seria se assim não fosse. E o artigo que aqui foi deixada cita várias. E muitas mais haverá, sejam elas nacionais ou multinacionais como é sabido e publicado nos media. Mas é igualmente bom ter-se os pés na terra. Nem tudo são rosas, senhor.

Para vocês que dizem quem está mal muda-se, concordo plenamente convosco. Aliás, quando tinha 23 anos e acabadinho de acabar de sair da universidade foi o que fiz. E até hoje, uns bons anos mais tarde, posso fazê-lo quando e bem me apetecer como tenho feito ao longo da minha carreira. O mesmo muitos não o podem dizer. Nessa experiência, os mais velhos que lá estavam, falavam tão mal daquilo que uma pessoa até ficava mal disposta com a conversa até que um dia, farto de ouvir falar mal, perguntei o que aqui escreveste. Se é assim tão mau porque é que não vai embora ao que ouvi, como resposta, que se não tivesse um empréstimo da casa para pagar, dois filhos para sustentar e sei lá mais o quê era o que faria.

Enfim, é muito fácil, quando se está do lado de cá.

Um abraço,
MozHawk
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Re: Cuidado com generalizações

por Branc0 » 24/8/2007 13:49

HappyGuy Escreveu:Mas o ponto a manter realçado é, lá porque uma empresa em Portugal é má, não significa que todas sejam. Há muitas que são boas e não se fala disso. Se calhar nem estamos tão longe dos outros países europeus em tópicos de responsabilidade social...


Concordo plenamente. Mas isto também devido à filosofia europeia em que o Estado é que tem de tratar de tudo.

Tenho uma visão mais corporativista da coisa... mas pronto, pelos vistos é só a minha.
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Re: Cuidado com generalizações

por Camisa Roxa » 24/8/2007 13:45

HappyGuy Escreveu:Se os trabalhadores estão mal, porque as condições são más, saiam das empresas. Vão trabalhar para outro lado. As empresas "piores" ou melhorarão, ou terão de pagar mais ou terão de fechar. É a lei de mercado a trabalhar...


exactamente!
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Cuidado com generalizações

por HappyGuy » 24/8/2007 13:39

MozHawk, desconheço que empresa falas que trata tão mal os funcionários. Mas não generalizes para todo o Portugal.

Como é costume, o que é positivo raramente se fala. Mas se virem as empresas em Portugal que estão no top das "Melhores empresas para trabalhar em PT" vêem muitas dessas regalias.

Exemplos... Aquela onde eu e a minha mulher trabalhavamos (eu saí entretanto) tem médico no escritório, paga a diferença de 80% para 100% às grávidas para ficarem os 5 meses em casa, tem actividades subsidiadas, acordos com ginásio, etc. E paga bons salários.

Outros exemplos há. Que têm creche para funcionários ou acordos com creche privada perto do escritório. Acordos com ginásios. Que dão presentes no Natal a todos os funcionários.

Só que como bem dito foi anteriormente, esta melhoria de condições não-financeira não deve ser uma obrigatoriedade. A principal obrigatoriedade da empresa é dar lucro para garantir a remuneração dos investidores e os empregos dos trabalhadores.

Se os trabalhadores estão mal, porque as condições são más, saiam das empresas. Vão trabalhar para outro lado. As empresas "piores" ou melhorarão, ou terão de pagar mais ou terão de fechar. É a lei de mercado a trabalhar...

Mas o ponto a manter realçado é, lá porque uma empresa em Portugal é má, não significa que todas sejam. Há muitas que são boas e não se fala disso. Se calhar nem estamos tão longe dos outros países europeus em tópicos de responsabilidade social...
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por MozHawk » 24/8/2007 13:24

Penso que o artigo em questão não obrigou ninguém a nada. De igual modo, entendo que muitos não passam de teóricos em que, de facto, é muito mais fácil dissertar do ponto de vista teórico sobre estes temas sem se saber o que é a realidade.

Mas também acredito que haja empresários que gostam de ter a alcunha de Saddam Hussein e ter a sua sede, da SGPS, conhecida como Tarrafal... A produtividade deve ser altíssima...

Um abraço,
MozHawk
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por Camisa Roxa » 24/8/2007 13:02

petar Escreveu:Eu ficaria muito mais feliz em ser gestor/dono/empresário/oquequerqueseja de uma empresa que me desse o dinheiro suficiente para viver folgadamente e ajudar os meus empregados, a sociedade onde estivesse inserido ou aqueles que necessitam mais (cfr. Alfredo da Silva e outros - bem sei, bem sei, os tempos eram outros) do que acumular fortunas excepcionais que não usarei a não ser para fazer mais e mais dinheiro.

Mas isto é a minha maneira de ver as coisas e respeito a vossa.

Abraços,
P

PS: vejam o caso de muitas multinacionais que cada vez mais investem na RSE e incentivam os seus próprios empregados a fazer o mesmo.


petar, mas quem te disse que eu não partilho da tua opinião? Eu também gostaria de oferecer algumas regalias se tivesse uma empresa de forma a incentivar os trabalhadores!

Agora eu respeito e compreendo quem não o faça! E acho um absurdo alguém vir defender a obrigatoriedade de as empresas terem infantários ou massagens ou o que quer que seja! Quem quer implementar essas facilidades pode fazê-lo a seu bel prazer na sua empresa, agora deixem os empresários decidir!
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por Branc0 » 24/8/2007 12:10

Eu tenho outra forma de ver as coisas. Gosto de pouco estado e gostaria de o ver reduzido. Ora uma das formas de o reduzir é passar para as empresas privadas a tal responsabilidade social que o Estado continua a suportar.

Por isso defendo que para empresas grandes (com número de trabalhadores superiores a X) deveria ser obrigatório prestar um mínimo de condições aos trabalhadores que incluiam:

Infantário
Cresce
Seguro de Saude
E outras coisas que tais

Obviamente as empresas teriam de ser beneficiadas a nível de tributação por prestarem estes serviços. Ganhamos todos, menos despesa do estado, maior satisfação no local de trabalho e maior rentabilidade das empresas (vinda do acrescimo de produção através do trabalhador contente e da redução de contribuições para IRC/SS).

Penso que é para aí que caminhamos (não como portugueses mas como civilização ocidental) o Estado será cada vez mais o ultimo recurso, para aqueles que não terão a sorte de trabalhar para uma multinacional por exemplo. Quando o meu sonho se concretizar todos vão querer trabalhar para a IBM e ninguém vai querer ser funcionário publico... demasiado revolucionário não é? :lol:
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por petar » 24/8/2007 12:03

Camisa Roxa Escreveu:para variar concordo em absoluto com o Keyser

a única responsabilidade social das empresas é aumentar os lucros

é evidente que empregados mais felizes produzem mais e melhor mas cabe ao empresário avaliar se o aumento de produtividade compensa os custos acrescidos

são sempre decisões que cabem aos empresários de acordo com o que eles acham ser a melhor forma de gerir o seu negócio...

se o empresário acha que pagar o salário mínimo a todos os empregados sem quaisquer regalias extra é a solução que maximiza o seu lucro, qual é o problema?


Camisa,
Claro que isso é uma maneira possível de ver as coisas.

A diferença prende-se com o nosso lugar na sociedade e com as responsabilidades que alguns de nós achamos que cada um tem de ter consoante a sua posição, as suas possibilidades, etc.

Eu ficaria muito mais feliz em ser gestor/dono/empresário/oquequerqueseja de uma empresa que me desse o dinheiro suficiente para viver folgadamente e ajudar os meus empregados, a sociedade onde estivesse inserido ou aqueles que necessitam mais (cfr. Alfredo da Silva e outros - bem sei, bem sei, os tempos eram outros) do que acumular fortunas excepcionais que não usarei a não ser para fazer mais e mais dinheiro.

Mas isto é a minha maneira de ver as coisas e respeito a vossa.

Abraços,
P

PS: vejam o caso de muitas multinacionais que cada vez mais investem na RSE e incentivam os seus próprios empregados a fazer o mesmo.
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por Camisa Roxa » 24/8/2007 11:35

para variar concordo em absoluto com o Keyser

a única responsabilidade social das empresas é aumentar os lucros

é evidente que empregados mais felizes produzem mais e melhor mas cabe ao empresário avaliar se o aumento de produtividade compensa os custos acrescidos

são sempre decisões que cabem aos empresários de acordo com o que eles acham ser a melhor forma de gerir o seu negócio...

se o empresário acha que pagar o salário mínimo a todos os empregados sem quaisquer regalias extra é a solução que maximiza o seu lucro, qual é o problema?
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Bem

por aos_pouquinhos » 24/8/2007 10:48

Uma das grandes questões que me atravessa o cérebro é de como uma empresa poderá contribuir de forma essencial para a chamada economia social, ou socializante.

Existem empresas que tem tudo para contribuir de modo inequívoco para uma melhor socialização do seu negócio, dando “regalias não financeiras” aos seus funcionários, sem que isso prejudique o “labor empresarial”.

O eterno problema do empresário, chama-se lucro e trabalhadores. Por vezes luta sempre contra os segundos lembrando-se só do primeiro. Mas não tem consciência que necessita dos segundo para atingir o primeiro.

Os empresários em Portugal, a chamada velha guarda, tem uma grande falta de visão social, dado que a sua maioria nunca foi “trabalhadora assalariada”.

Uma pessoa só pode sertir na realidade os problemas de outras quando lhes veste a pele. O problema é que ninguém quer vestir a pele.
Por vezes o contrário também acontece, quando o trabalhador está lá para se servir a ele próprio e não o desígnio pelo que foi contratado.

Na escola aprendi uma coisa muito simples que se chama contrato social e eficiência de trabalho.
A criação de regalias sociais não monetárias dentro do local de trabalho, pode-se tornar num motor de desenvolvimento das empresas, pois ambas as partes usufruem com isso.

É evidente que nem em todas as empresas isto será possível, mas existem sempre formas alternativas para o melhoramento das condições sociais.

Deixo aqui o meu exemplo:
Trabalho numa IPSS que detém algumas valências sociais, nomeadamente clínica médica, Creche/Atl, centro de Convívio de Idosos, Futuramente infantário e Lar de idosos.

O trade-off é ter regalias não monetárias, isto é, a minha filha frequenta a creche e tem acesso a cuidados médicos pelo preço simbólico. Ganho menos, mas não tenho preocupações educacionais e de saúde comigo e com ela.
O grau de satisfação é total, tanto para mim como para a Instituição, pois está sabe que eu ando contente.

Eu sempre pensei que o caminho do desenvolvimento passasse por este tipo de questões. Eu sinto-me satisfeito, mas compreendo que isto é uma gota no Oceano.
Mas é um começo para a não derrocada das questões sociais.

Cumps
Vai onde te leva o sonho, mas cuidado, não vá ele tornar-se um pesadelo....
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por letal » 24/8/2007 10:08

aos_pouquinhos Escreveu:ehehe, eu sou vizinho dessa tão grande e famosa fábica.


Se conseguires meter a cunha - avisa. ehehe :mrgreen:
Bruno Soares
 
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