BCP: O que faz correr Teixeira Duarte ?
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continuo a achar que por tudo isso a TDU vai vender a CIMPOR, lá pelos 7 euros onde teima em andar assim que mar acalma.
e isto é se o BCP não for opado, caso em que a TDU a estes valores não é muito arriscada.
E quando isso acontecer, CIMPOR ou BCP...a TDU limpa balanço, dispara em bolsa (claro) e ganham todos, até o Berardo que já tem CIMPOR e BCP também e há-de querer vender..e o próprio BCP também sobe..o que ajuda a TDU a subir também, eheh
Que grande teoria! O que vale é que onde comprei e vendi TDU a conseguir ganhar e hoje hei-de fazer o mesmo. Aliás, já estou positivo
HAJA LIQUIDEZ
e isto é se o BCP não for opado, caso em que a TDU a estes valores não é muito arriscada.
E quando isso acontecer, CIMPOR ou BCP...a TDU limpa balanço, dispara em bolsa (claro) e ganham todos, até o Berardo que já tem CIMPOR e BCP também e há-de querer vender..e o próprio BCP também sobe..o que ajuda a TDU a subir também, eheh
Que grande teoria! O que vale é que onde comprei e vendi TDU a conseguir ganhar e hoje hei-de fazer o mesmo. Aliás, já estou positivo
HAJA LIQUIDEZ
Cumprimentos,
SMALL
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- Registado: 16/5/2007 19:14
Sendo que, segundo as contas consolidadas da Teixeira Duarte, o endiviadamento do grupo atingiu 1,4 mil milhões de euros, em 31.12.2006, quando detinha uma participação de apenas 4,14% no capital social do BCP, não é deficil concluir que, para deter actualmente 10% do referido banco, o endividamento total da Teixeira Duarte rondará presentemente os 2,2 mil milhões de euros, sendo que o maior financiador é o próprio BCP. Uma exposição simplesmente brutal !
Por esta razão reafirmo que, se a "fuga para a frente" que a Teixeira Duarte está a ensaiar no conturbado processo de clarificação de poder no BCP não resultar, e o seu maior financiador porventura for opado, a situação financeira da empresa pode tornar-se insustentável.
Aliás, foi amplamente noticiada a dificuldade que Pedro Teixeira Duarte teve em convencer os restantes accionistas no sentido de o apoiarem no reforço desta sua "aventura financeira" no BCP que, pasme-se, acabou por ditar, em Fevereiro de 2007, a venda da participação de 10% que a "Fundação Berardo" detinha no capital social da própria Teixeira Duarte.
Como vêm, a guerra com o Joe Berardo não é nova e o "novelo" entre a TDU e o BCP é muito longo, enredeado e, sobretudo, bastante perigoso.
Por esta razão reafirmo que, se a "fuga para a frente" que a Teixeira Duarte está a ensaiar no conturbado processo de clarificação de poder no BCP não resultar, e o seu maior financiador porventura for opado, a situação financeira da empresa pode tornar-se insustentável.
Aliás, foi amplamente noticiada a dificuldade que Pedro Teixeira Duarte teve em convencer os restantes accionistas no sentido de o apoiarem no reforço desta sua "aventura financeira" no BCP que, pasme-se, acabou por ditar, em Fevereiro de 2007, a venda da participação de 10% que a "Fundação Berardo" detinha no capital social da própria Teixeira Duarte.
Como vêm, a guerra com o Joe Berardo não é nova e o "novelo" entre a TDU e o BCP é muito longo, enredeado e, sobretudo, bastante perigoso.
- Mensagens: 3
- Registado: 13/8/2007 16:33
Começo a achar que a TDU pode vir a fazer um bonito H&S nos 2,50..com recuperação posterior e formação do 2º ombro. Para depois, nesse cenário de "falência", voltar para perto de 1 euro de onde nunca devia ter saído, eheh.
Ou então falhar o H&S, que neste momento é PURA ESPECULAÇÃO.
entretanto, vai dando para ganhar quado se acerta nos mínimos ou perto, e suar quando se volta a entrar
Ou então falhar o H&S, que neste momento é PURA ESPECULAÇÃO.
entretanto, vai dando para ganhar quado se acerta nos mínimos ou perto, e suar quando se volta a entrar
Cumprimentos,
SMALL
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- Registado: 16/5/2007 19:14
isto leva-me a pensar que a CIMPOR será mesmo vendida.
A TDU alia-se ao Berardo e conseguem vender a CIMPOR para tapar o buraco. Por isso ela continua perto dos 7 euros...que é um valor altíssimo. Ainda ontem com tudo a cair a CIMPOr lá foi a positivos.
Nesse caso e como consequência...as acções da TDU disparam em bolsa.
nota: não tenho acções da CIMPOR, mas acabei de comprar TDU
A TDU alia-se ao Berardo e conseguem vender a CIMPOR para tapar o buraco. Por isso ela continua perto dos 7 euros...que é um valor altíssimo. Ainda ontem com tudo a cair a CIMPOr lá foi a positivos.
Nesse caso e como consequência...as acções da TDU disparam em bolsa.
nota: não tenho acções da CIMPOR, mas acabei de comprar TDU
Cumprimentos,
SMALL
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- Mensagens: 514
- Registado: 16/5/2007 19:14
Mais um
que acredita que a TDU vai ser a 1ª falência do PSI num futuro cada vez mais próximo...
Já aqui o tinha dito à pouco tempo e reafirmo.
Para já somos 2 a acreditar mas mais se irão juntar.
São os tais 10% em enorme perda mesmo que tenha havido uma tranche a 1% que fará uma média acima de 3 Eur mais os juros e a colossal dívida escondida que a construção só lhes deu alguma coisa por fora, nomeadamente em OEIRAS com as negociaas Isaltinianas...
De resto só desastres incluindo ANGOLA onde também só por fora é que aquilo pode ter dado algma coisa. A pagarem 50% da factura a coisa ou foi super-orçamentada ou houve marosca da grossa.
Já aqui o tinha dito à pouco tempo e reafirmo.
Para já somos 2 a acreditar mas mais se irão juntar.
São os tais 10% em enorme perda mesmo que tenha havido uma tranche a 1% que fará uma média acima de 3 Eur mais os juros e a colossal dívida escondida que a construção só lhes deu alguma coisa por fora, nomeadamente em OEIRAS com as negociaas Isaltinianas...
De resto só desastres incluindo ANGOLA onde também só por fora é que aquilo pode ter dado algma coisa. A pagarem 50% da factura a coisa ou foi super-orçamentada ou houve marosca da grossa.
- Mensagens: 1418
- Registado: 7/3/2007 19:42
- Localização: évora
BCP: O que faz correr Teixeira Duarte ?
Julgo conveniente revelar, publicamente, as razões essenciais que movem Pedro Teixeira Duarte a tentar arranjar um consenso no BCP. A bondade dos seus argumentos conciliatórios não passa, na realidade e apenas, de uma fuga para a frente da própria empresa que dirige. Senão vejamos:
1) A Teixeira Duarte, à semelhança de uma grande maioria de accionistas de referência, actualmente com assento no Conselho Superior do BCP e aliados incondicionais de Jardim Gonçalves, foram aliciados por este a integrar a estrutura accionista do banco, na tristemente célebre "campanha dos 5 euros" realizada em 1999/2000, com financiamento integral do próprio BCP (com um spread inferior a 0,3%, um valor perfeitamente inusitado para a época), garantido pelo penhor das próprias acções então adquiridas. Este tipo de operação também é conhecido na gíria financeira por "pagar com o pelo do próprio cão" ...
2) No entanto, e para se salvaguardar, o BCP incluiu, subtilmente, uma clausula nos contratos de financiamento de aquisição das acções, em que, caso ocorresse uma depreciação no valor global das acções empenhadas superior a 20%, o banco tinha o direito de exigir, alternativamente, o cumprimento imediato das obrigações (vencimento compulsivo do empréstimo), ou a substituição ou reforço do penhor (aumento das garantias).
3) Com o crash bolsista do 11 de Setembro de 2001, todos os grandes accionistas do BCP, incluindo a Teixeira Duarte, ficaram, naturalmente, em situação de incumprimento para com o BCP e com enormes prejuízos nos seus balanços. As acções adquiridas em 1999/2000, a mais de 5 euros, valiam, em 31.12.2002, apenas 2,28 euros, i.e., uma depreciação de cerca de 60%, chegando mesmo a valer apenas 1,77 euros em 31.12.2003 !
4) Como o banco não podia, naturalmente, executar as dívidas milionárias dos seus accionistas de referência, nem tão pouco tinha autoridade moral para exigir o reforço das garantias estabelecidas contratualmente, pelo contrário, voltou a financiá-los aquando do aumento de capital do BCP, realizado em 2003, em que as acções foram vendidas a saldo, por apenas 1 euro, baixando assim fortemente o custo médio da carteira de acções e reduzindo substancialmente os prejuízos dos seus accionistas, aliviando os respectivos balanços, mas aumentando o seu endividamento e dependência para com o próprio banco. Melhor dizendo, desta forma o C.A. do BCP "sossegava" os seu núcleo accionista de referência, mantendo-os cada vez mais dependentes mas "coesos em torno do grande líder Jardim Gonçalves", o que aliás conseguiu com mestria.
5) Como se toda esta "teia de interesses" não fosse suficiente, o BCP, ainda sob a presidência executiva de Jardim Gonçalves, aprovava todos os empréstimos solicitados pelos seus accionistas de referência (sempre com spreads mínimos), como foi o caso da aquisição da participação de 22,5% da Teixeira Duarte na Cimpor em que, curiosamente (?), o fundo pensões do BCP detém, também, 10%.
Posto isto, é muito fácil perceber que toda a suposta "bondade" dos argumentos de Pedro Teixeira Duarte mais não é do que uma fuga para a frente. Tem, única e exclusivamente, por objectivo que o BCP não seja opado ou, do mal o menos, encontre uma "terceira via" em que o banco eventualmente se funda com o BPI, mantendo o controle executivo maioritariamente em mãos nacionais (com a ajuda das participações do Estado, é claro!), evitando assim que algum espanhol ou outro estrangeiro se sente na cadeira do poder, execute as avultadas dívidas da Teixeira Duarte para com o BCP (e elimine a excessiva exposição do banco para com este único cliente, em conformidade, aliás, com as regras impostas pelo Banco de Portugal), levando a construtora nacional à bancarrota !
O jogo está todo viciado, mas o mais incrível é que a CMVM e o Banco de Portugal, que certamente têm conhecimento desta situação, e doutras idênticas, nada façam, supostamente "a bem da nação" ... ou será do "sistema" ?
1) A Teixeira Duarte, à semelhança de uma grande maioria de accionistas de referência, actualmente com assento no Conselho Superior do BCP e aliados incondicionais de Jardim Gonçalves, foram aliciados por este a integrar a estrutura accionista do banco, na tristemente célebre "campanha dos 5 euros" realizada em 1999/2000, com financiamento integral do próprio BCP (com um spread inferior a 0,3%, um valor perfeitamente inusitado para a época), garantido pelo penhor das próprias acções então adquiridas. Este tipo de operação também é conhecido na gíria financeira por "pagar com o pelo do próprio cão" ...
2) No entanto, e para se salvaguardar, o BCP incluiu, subtilmente, uma clausula nos contratos de financiamento de aquisição das acções, em que, caso ocorresse uma depreciação no valor global das acções empenhadas superior a 20%, o banco tinha o direito de exigir, alternativamente, o cumprimento imediato das obrigações (vencimento compulsivo do empréstimo), ou a substituição ou reforço do penhor (aumento das garantias).
3) Com o crash bolsista do 11 de Setembro de 2001, todos os grandes accionistas do BCP, incluindo a Teixeira Duarte, ficaram, naturalmente, em situação de incumprimento para com o BCP e com enormes prejuízos nos seus balanços. As acções adquiridas em 1999/2000, a mais de 5 euros, valiam, em 31.12.2002, apenas 2,28 euros, i.e., uma depreciação de cerca de 60%, chegando mesmo a valer apenas 1,77 euros em 31.12.2003 !
4) Como o banco não podia, naturalmente, executar as dívidas milionárias dos seus accionistas de referência, nem tão pouco tinha autoridade moral para exigir o reforço das garantias estabelecidas contratualmente, pelo contrário, voltou a financiá-los aquando do aumento de capital do BCP, realizado em 2003, em que as acções foram vendidas a saldo, por apenas 1 euro, baixando assim fortemente o custo médio da carteira de acções e reduzindo substancialmente os prejuízos dos seus accionistas, aliviando os respectivos balanços, mas aumentando o seu endividamento e dependência para com o próprio banco. Melhor dizendo, desta forma o C.A. do BCP "sossegava" os seu núcleo accionista de referência, mantendo-os cada vez mais dependentes mas "coesos em torno do grande líder Jardim Gonçalves", o que aliás conseguiu com mestria.
5) Como se toda esta "teia de interesses" não fosse suficiente, o BCP, ainda sob a presidência executiva de Jardim Gonçalves, aprovava todos os empréstimos solicitados pelos seus accionistas de referência (sempre com spreads mínimos), como foi o caso da aquisição da participação de 22,5% da Teixeira Duarte na Cimpor em que, curiosamente (?), o fundo pensões do BCP detém, também, 10%.
Posto isto, é muito fácil perceber que toda a suposta "bondade" dos argumentos de Pedro Teixeira Duarte mais não é do que uma fuga para a frente. Tem, única e exclusivamente, por objectivo que o BCP não seja opado ou, do mal o menos, encontre uma "terceira via" em que o banco eventualmente se funda com o BPI, mantendo o controle executivo maioritariamente em mãos nacionais (com a ajuda das participações do Estado, é claro!), evitando assim que algum espanhol ou outro estrangeiro se sente na cadeira do poder, execute as avultadas dívidas da Teixeira Duarte para com o BCP (e elimine a excessiva exposição do banco para com este único cliente, em conformidade, aliás, com as regras impostas pelo Banco de Portugal), levando a construtora nacional à bancarrota !
O jogo está todo viciado, mas o mais incrível é que a CMVM e o Banco de Portugal, que certamente têm conhecimento desta situação, e doutras idênticas, nada façam, supostamente "a bem da nação" ... ou será do "sistema" ?
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