Grupo Espírito Santo inaugura aeroporto
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Pikas,
Dos de cá, são outros mambos... Daria pano para mangas. Contudo, como português que sou, conhecendo algumas coisas que se vão passando por cá, com os nossos e outros, independentemente da honestidade e legitimidade das doações, são de um cinismo execrável. É só ver o wide picture...
Quanto à TAAG, não é a leitura que faço apesar de tentadora. Nada mais é do que incompetência pura.
Bom fim-de-semana para si também.
MozHawk
Dos de cá, são outros mambos... Daria pano para mangas. Contudo, como português que sou, conhecendo algumas coisas que se vão passando por cá, com os nossos e outros, independentemente da honestidade e legitimidade das doações, são de um cinismo execrável. É só ver o wide picture...
Quanto à TAAG, não é a leitura que faço apesar de tentadora. Nada mais é do que incompetência pura.
Bom fim-de-semana para si também.
MozHawk
Destes anos todos de África ficou sempre bem fazer umas "coisitas" para dar uma de nos preocuparmos mesmo com aquilo e de fazer boa figura junto do poder político no sentido de se ganhar [mais] alguma coisa e querer mascarar que não se está apenas numa de ganhar dinheiro.
Ganhar mais alguma coisa de forma honesta e seguindo as regras não é problema, aqui ou em qualquer outro lugar, tanto quanto julgo.
A questão é que para se " ganhar mais alguma coisa " no país em questão há que dar muitas mais coisas a generais, senhores, camaradas, etç. etç... As regras são deles.
O problema não está em quem oferece. Porque senão oferecer lá virá outro que oferecerá, seja europeu, americano ou chinês. O problema está em quem recebe ( e creio que são tantos... ) e estes proporcionam tudo e mais alguma coisa. Desde a fome de muitos até ao excesso de alguns poucos.
O problema não está nos daqui. Está nos de lá.
O paradigma é a história da TAAG. Sabiam que ia acontecer. Foram avisados. Brincaram porque estão habituados a comprarem e a venderem-se. Só que o mundo em causa não é dominado pelo " esquema " e lixaram-se. Agora está o 747 do " in. " South African Arways a aterrar na europa e isso custa-lhes uma pipa de massa. Vamos lá a ver se daqui a dois meses a medida será revogada, o que não acredito, e a massa continua a ir.
Raio de mentalidade.
Cumprimentos e bom fim de semana.
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- Registado: 23/8/2006 18:53
- Localização: Alcabideche
Isto está realmente bem montado. O presidente vai a Cabinda e, logo por acaso, sai uma notícia sobre a Escom. A parte mais fantástica da notícia é esta:
"Além disso, o grupo tem apostado numa estratégia de conquistar as mentes e corações das populações, investindo em diversos projectos sociais, de que é exemplo o Colégio de Santa Madalena, em Cabinda."
Esta é de uma pessoa ir às lágrimas de tanto rir... Destes anos todos de África ficou sempre bem fazer umas "coisitas" para dar uma de nos preocuparmos mesmo com aquilo e de fazer boa figura junto do poder político no sentido de se ganhar [mais] alguma coisa e querer mascarar que não se está apenas numa de ganhar dinheiro. Nada mais falso. Até porque muitas destas "doações" nada mais são do que "sugestões" ou contrapartidas por conta de algo. Escusavam era de ser tão cínicos. Quantos Cabindas (ou cabindianos ou cabindenses dependendo de quem o diz lol) é que sabem que existe uma empresa chamada Escom?!...
De qualquer forma, é interessante ter em Angola uma Air Gemini e um prédio fantástico que está a ser feito na rua que vai do Kinaxixi para o Cemitério do Alto das Cruzes com uma vista descomunal sobre a baixa da cidade e a baía. E parece que estão igualmente metidos noutros negócios interessantes.
Um abraço,
MozHawk
"Além disso, o grupo tem apostado numa estratégia de conquistar as mentes e corações das populações, investindo em diversos projectos sociais, de que é exemplo o Colégio de Santa Madalena, em Cabinda."
Esta é de uma pessoa ir às lágrimas de tanto rir... Destes anos todos de África ficou sempre bem fazer umas "coisitas" para dar uma de nos preocuparmos mesmo com aquilo e de fazer boa figura junto do poder político no sentido de se ganhar [mais] alguma coisa e querer mascarar que não se está apenas numa de ganhar dinheiro. Nada mais falso. Até porque muitas destas "doações" nada mais são do que "sugestões" ou contrapartidas por conta de algo. Escusavam era de ser tão cínicos. Quantos Cabindas (ou cabindianos ou cabindenses dependendo de quem o diz lol) é que sabem que existe uma empresa chamada Escom?!...
De qualquer forma, é interessante ter em Angola uma Air Gemini e um prédio fantástico que está a ser feito na rua que vai do Kinaxixi para o Cemitério do Alto das Cruzes com uma vista descomunal sobre a baixa da cidade e a baía. E parece que estão igualmente metidos noutros negócios interessantes.
Um abraço,
MozHawk
Grupo Espírito Santo inaugura aeroporto
Grupo Espírito Santo inaugura aeroporto na República do Congo
Escom entrega no Domingo um aeroporto por estrear. A empresa quer alargar a presença muito forte que tem no mercado angolano aos países vizinhos.
A Escom inaugura este domingo um aeroporto que construiu de raíz no norte da República do Congo, na cidade de Ollombo. O investimento, que totaliza 120 milhões de euros, reforça a presença do “braço” africano do Grupo Espírito Santo fora do seu terreno natural - o mercado angolano, onde é o principal investidor português.
O aeroporto, com capacidade para receber qualquer tipo de avião comercial, demorou seis anos a ser construído desde a data de assinatura do contrato, e é a obra mais visível do grupo naquele território, onde emprega cerca de 350 pessoas e actua através de três empresas de direito local. Os festejos de inauguração da pista deverão contar com a presença do Presidente da República, Denis Sassou Nguesso.
O aeroporto de Ollombo é o terceiro aeroporto internacional do Congo, depois da capital, Brazzaville, e de Ponta Negra, no sul. Com esta obra, o grupo espera dar um impulso às suas outras áreas de negócio no Congo, que se centram sobretudo na construção de estradas e outras infra-estruturas, como sistemas de drenagem de águas, energia e construção civil.
A empreitada do aeroporto, cuja operação ficará a cargo das autoridades aeroportuárias congolesas, envolveu a limpeza de terrenos, terraplanagens, construção dos edifícios e a instalação de toda a estrutura de tubagens de abastecimento dos aviões.
Durante o período de construção, a obra envolveu a criação de 600 postos de trabalho. Foram consumidas 30 mil toneladas de cimento, 240 mil metros cúbicos de gravilhas e pó de pedra, mais de 16 mil litros de tinta e 4,6 milhões de litros de gasóleo.
A empresa liderada por Hélder Bataglia aproveitou a inauguração do aeroporto para mostrar a um grupo de jornalistas convidados a dimensão e áreas de actividade do grupo, que vão da construção e imobiliário à mineração, detendo igualmente uma companhia aérea, a Air Gemini. Além disso, o grupo tem apostado numa estratégia de conquistar as mentes e corações das populações, investindo em diversos projectos sociais, de que é exemplo o Colégio de Santa Madalena, em Cabinda.
O grupo Escom fechou o ano de 2006 com resultados líquidos de 6,8 milhões de dólares, invertendo um prejuízo de 17,4 milhões no ano anterior. As receitas dispararam cerca de 35%, para os 136 milhões de dólares.
[10-08-2007] [ Pedro Marques Pereira em Cabinda, Diário Económico ]
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