Caldeirão da Bolsa

off-topic: Venezuela, a Cuba do Séc. XXI?

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Keyser Soze » 10/8/2007 9:50

Venezuela
The rise of the “Boligarchs”

Aug 9th 2007 | CARACAS
From The Economist print edition

Under Hugo Chávez, the right political connections are a passport to wealth, whisky and a Hummer

“PETROLEUM socialism” is how Hugo Chávez, Venezuela's president, recently dubbed the blend of military populism and neo-Marxist statism to which he is subjecting his country. Its prime objective, he insists, is to improve the lot of the country's poor majority. Mr Chávez proclaims that “being rich is bad”. He frequently lashes out at what he calls “the oligarchy”. Strange, then, that the streets of Caracas are clogged with big new 4x4s (Hummers are especially favoured), it is hard to get a table at the best restaurants, and art dealers and whisky importers have never had it so good. A new oligarchy seems to be rising in Venezuela on the back of the “Bolivarian Revolution”, named for the country's independence hero.

“Some of Chávez's speeches are for the gallery,” says Alberto Muller Rojas, a retired army general who was until recently the president's chief of staff. “And I'll give you an example: the attack on the bourgeoisie.” As evidence, General Muller singles out the banks: “the most extreme expression of the bourgeoisie” but “the most favoured sector” of the economy since Mr Chávez came to power in 1999.

Their prosperity owes much to an oil windfall: the price of Venezuela's main export has increased almost eightfold since 1999 and the economy has been growing at 10% a year. But government policies, too, have favoured the bankers and other intermediaries: inflation is close to 20% and the official value of the currency is twice its black-market exchange rate. So the savvy investor looks for access to cheap dollars, import opportunities and government contracts, all of which are largely conditional on political obedience. By contrast, manufacturers and farmers face price controls and risk sporadic official harassment. The result has been the rise of what is known, in obeisance to Bolívar, as the “Boli-bourgeoisie”.

Thanks to economic growth and social programmes, the government claims that only 30% of Venezuelan families now live in poverty, down from 55% at the peak in 2003. But according to a new report by the central bank, income inequality has widened slightly under Mr Chávez: the Gini coefficient—a statistical measure of inequality—has gone from 0.44 in 2000 to 0.48 in 2005.

Typical of the new “Boligarchy” is Wilmer Ruperti, a shipping broker who was once a merchant seaman. His ascent was helped by a two-month strike against Mr Chávez by workers at Petróleos de Venezuela (PDVSA), the state oil company. Mr Ruperti chartered ships to help the government break the strike. Another is Arné Chacón, whose brother Jesse is the communications minister. Arné now owns half of Baninvest, a bank. He acquired it with loans for which his main apparent collateral was his official connections.

Mr Chávez claims to be pursuing economic nationalism and “endogenous development”. But farmers and manufacturers struggle against cheap imports. Though local dairy products are often missing from the supermarket shelves, Gouda and Emmenthal cheeses nestle beside Irish butter. The frozen chickens at Mercal, a government chain of subsidised grocery shops, are Brazilian. The importers who supply Mercal have grown rich. But Venezuela's ranchers are becoming extinct, threatened by expropriations, land invasions and price controls, as well as by extortion and kidnappings by criminal gangs.

Officials stress that two-thirds of the poor have benefited directly from government social policies. As well as Mercal, these include the “missions”, which offer education and health care. Up to 2m people get a small cash stipend. But despite hefty increases in the minimum wage and price controls on basic goods, inflation is eating away at the gains.

For those with connections, however, the rewards are great. The World Bank recently ranked Venezuela as the second-worst country in the Americas for the control of corruption, above only Haiti. Others confirm this perception. “We usually ask for 10%,” a foreign diplomat reports one government official admitting. “But some get greedy and want 15-20%.”

Since his re-election in December, Mr Chávez has frequently suggested capping the salaries of the highest-paid public officials. He also called on those with “excess” wealth to donate part of it to worthy causes. The response has been meagre. If he really tries to make socialism more than a slogan, some of the fiercest resistance may come from the new bourgeoisie his own policies have created.

http://www.economist.com/world/la/displ ... id=9621513
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por sharpyn » 7/6/2007 23:51

Eu não ia para lá de férias nem de graça.Aqui se te assaltarem é mtas vezes sob ameaça e se não resistires vais à tua vidinha.Nesses países primeiro dão-te um tiro e dps é que vêm se tens alguma coisa de valor.
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por kpt » 7/6/2007 20:53

Peço desculpa pela minha sinceridade. Só não vê quem realmente não quer mesmo, ou quem realmente tem na mente valores socialistas(porque não chamar valores comunistas?) tão profundos e utópicos que até custam a ser decifrados de tanto pó(leia-se, inadequados ao séc. XXI) e miséria humana.

Não há nenhum exemplo de sucesso do socialismo/comunismo, olhe-se para Cuba, China(está a começar a abrir aos poucos) e Coreia do Norte. Eu só vejo um sistema realmente funcional, democracia, mais à esquerda ou mais à direita mas DEMOCRACIA, que foi o que fez desenvolver o nosso mundo até aos dias de hoje, não é com comunismo e ditaduras que se melhora as condições de vida de ninguém.
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por Keyser Soze » 7/6/2007 20:42

Venezuela: «alerta patriota» contra portugueses
2007/06/07 | 20:18
Organizações falam de «nova conspiração» imperialista e apelam a uma «resposta contundente» contra as grandes redes de supermercados

Duas organizações venezuelanas colocaram cartazes em várias zonas de Caracas com um «alerta patriota» aos simpatizantes do Presidente Hugo Chávez contra uma «nova conspiração» imperialista e para organizarem comités de controlo de abastecimento de alimentos nas redes de supermercados, noticia a Lusa.

O cartaz, de um tamanho considerável e colocado em zonas com muito trânsito, inclui, na parte superior, a expressão «Plano oligarcas tremei» em letras vermelhas com fundo amarelo, seguido pela mensagem «Alerta patriotas!».

O cartaz adverte que «uma nova conspiração está em marcha» e precisa que, desta vez, «não é a RCTV», o canal de televisão que deixou de emitir há 11 dias porque não lhe foi renovada a concessão, mas sim «o imperialismo», apelando a uma «resposta contundente...»

«Ante a falta de abastecimento e açambarcamento, organiza os Comités Populares de Controlo de Alimentos, nos Centros de Abastecimento», lê-se ainda no cartaz que explica, entre parêntesis, que esses centros de abastecimento são «(grandes redes de supermercados)».

Na Venezuela, as grandes redes de supermercados e de distribuidoras de alimentos são, na sua quase totalidade, propriedade de empresários portugueses.

O alerta, assinado pela Frente Nacional Camponês Ezequiel Zamora e pela Frente Nacional Comunal Simón Bolívar, insta à defesa territorial de cada comunidade. O cartaz apela ainda ao combate à «guarimba», palavra usada pelos afectos ao actual regime para se referirem a acções de instabilidade e vandalismo, e pelos opositores para se referirem a acções de resistência e dissidência.

http://www.portugaldiario.iol.pt/notici ... div_id=291
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por tunes » 5/6/2007 21:22

afonsinho Escreveu:Conheço luso-venezuelanos que ainda têm lá posses e eles andam assustados com o homen... não é só a maquina capitalista que se lixa com o Chavez, o pequenito também e muito português ainda anda por lá.


Tenho recebido curriculuns de luso-descendentes oriundos da Venezuela. Cheguei a entrevistar um e a ideia com que fiquei é que a violência gratuita é equivalente ao Brasil e Africa do Sul. Simplesmente a vida não tem muito valor.
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por afonsinho » 5/6/2007 21:17

Conheço luso-venezuelanos que ainda têm lá posses e eles andam assustados com o homen... não é só a maquina capitalista que se lixa com o Chavez, o pequenito também e muito português ainda anda por lá.
 
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por charles » 5/6/2007 14:12

Economista555 Escreveu:Antes Cuba que a Arábia Saudita :)

Abr


Ou Argélia...lá se iam os banhos de agua quente.
Cumpt

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por Keyser Soze » 5/6/2007 11:19

fiquei supreendido com esta noticia

afinal, o Chavez não estava a melhorar as condições de vida dos mais pobres?


Onda de crime varre o país

A Venezuela é um dos países mais violentos do mundo. A dimensão do fenómeno é tal que o Estado deixou de publicar estatísticas

Quando Américo Pita Marques deixou a sua Madeira natal e veio para a Venezuela aos 20 anos, procurava uma vida nova, não uma morte prematura. Mas, no dia 23 de Fevereiro, o corpo de Marques, envolvido num lençol ensanguentado, foi levado da cave da pequena empresa que dirigia com um primo no centro de Caracas.

Este homem de 42 anos levou 19 facadas e ficou com o crânio esmagado por um objecto pesado. “Não houve motivo aparente”, disse a ex-mulher, Janeth León. “Ninguém esperava”.

A Venezuela é hoje um dos países mais violentos do mundo. Tão violento que as autoridades deixaram de publicar as estatísticas referentes a homicídios. As sondagens de opinião mostram que o crime está no topo das preocupações dos cidadãos e é uma das principais razões que levam ao êxodo crescente da classe média, especialmente da primeira e segunda geração de imigrantes europeus. “Já partiram uma meia dúzia de amigos meus”, diz o proprietário português de uma joalharia perto do pequeno snack-bar que Marques dirigia, no distrito de El Silencio.

O joalheiro, que pediu o anonimato, disse que ia mudar de negócio. “Vender relógios e jóias aqui é demasiado perigoso”, explicou. Cinco lojas semelhantes no mesmo quarteirão já encerraram - em dois casos, depois de os proprietários terem sido sequestrados.

“Trinta e cinco por cento dos que responderam a um inquérito recente feito por nós disseram que sairiam do país se tivessem recursos para tal”, diz Roberto Briceño-León, coordenador do Observatorio Venezuelano de Violencia, um organismo académico. “Uma das principais razões é o crime”. A vaga de crime não se confina a Caracas. Humberto Rodrigues, presidente da Câmara Portuguesa-Venezuelana, com sede na terceira cidade do país, Valencia, refere que a situação aí é “insuportável”. Tanto ele como a sua filha foram imobilizados sob a ameaça de armas, em ocasiões diferentes, por bandidos que lhes roubaram os carros. O seu restaurante já foi assaltado nove vezes.

Entretanto, o presidente da Câmara de Caracas, Juan Barreto, reconhece que a sua força metropolitana, a maior do país, é “ineficaz e corrupta”.

P.G.



NÚMERO

12.200 pessoas foram assassinadas no ano passado, três vezes mais do que em 1998. Criminalistas independentes estimam que só na capital houve 2200 homicídios em 2006 - tantos como em todo o território em 1990. Este cálculo não inclui um número ainda maior de vítimas de disparos da Polícia por alegada “resistência à prisão”


http://semanal.expresso.clix.pt/1cadern ... d=ES257293
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por Economista555 » 5/6/2007 11:09

Antes Cuba que a Arábia Saudita :)

Abr
 
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por charles » 5/6/2007 9:53

só agora me apercebi do seguimento da conversa, noralis podes explicar onde está a demagogia :shock: na verdade indesmentivel que eu disse, ou aquelas manisfestações por causa do fecho dos media privados tambem são demagogia :!:
Cumpt

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por noralis » 29/5/2007 12:23

"quem quiser entrar para um emprego estatal se não aparecer na lista do partido não entra, no entanto tem sempre a solução de se inscrever na altura como militante do partido para ter acesso ao emprego que se candidata, ditadores á forca."

Parece que há mais demagogos sem ser o Chavez!
 
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por charles » 29/5/2007 8:38

quem quiser entrar para um emprego estatal se não aparecer na lista do partido não entra, no entanto tem sempre a solução de se inscrever na altura como militante do partido para ter acesso ao emprego que se candidata, ditadores á forca.
Cumpt

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por Camisa Roxa » 29/5/2007 8:22

enfim, há povos que não aprendem, se querem tentar pela n-ésima vez a via do socialismo força nisso

mas depois não se queixem da falta de liberdade de expressão, das perseguições políticas, da falta de bens de consumo nos supermercados, na degradação do nível de vida etc.

enfim, para alguns são um preço menor a pagar pela revolución!
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Re: Chavez

por afonsinho » 28/5/2007 23:44

jarc Escreveu:Será preocupante se a estratégia de ficar com o frango e dar as penas aos Iraquianos falhar. Até saber ao certo o que isso dá, o melhor é acreditar nas estatísticas.



Esse argumento é espectacular... é isso e o apito dourado!
 
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Chavez

por jarc » 28/5/2007 20:36

Será preocupante se a estratégia de ficar com o frango e dar as penas aos Iraquianos falhar. Até saber ao certo o que isso dá, o melhor é acreditar nas estatísticas.
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off-topic: Venezuela, a Cuba do Séc. XXI?

por kpt » 28/5/2007 20:12

A Venezuela depois das nacionalizações, fecho de canais de TV, repressão e anti-americanismo será a nova "Cuba"?

A situação está a chegar a níveis cada vez mais preocupantes e o pior é que o povo vai sentir-se enganado mas quando se aperceber disso já será tarde demais. Já Chavez dominará o aparelho estatal e terá criado uma rede de domínio e poder que só mesmo uma revolução poderá deitar abaixo.

Enfim... mais um pais em regressão em pleno ano de 2007
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