Caldeirão da Bolsa

Constatação de facto: Workplace anger -- who wins?

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Pata-Hari » 7/8/2007 7:00

LOL, Afonsinho! tenho um problema sim, um que me persegue. Epá, admito, sou uma chata e até sou capaz de fazer muitas coisas que só os homens deveriam ser capazes de fazer (ler, usar a cabeça de vez em quando entre outras coisas absolutamente inaceitaveis) e nem deixo de ser mulher por isso! Nunca serei perdoada por isso. Essa sina vai perseguir-me para sempre e vai sempre fazer surgir comentários acerca da minha sexualidade.

O que eu disse foi que o resultado não é nada espantoso e que é muito comum as próprias mulheres serem maxistas e/ou sexistas, do mesmo modo que é comum vitimas de outros abusos (porque esse tipo de identificação-automática-de caracteristicas-pessoais é um abuso, não me venham com tretas) não se verem como tal. Sabes bem que é comum, por exemplo, as mulheres serem machistas e acharem que por elas nunca terem podido ser isto ou aquilo que mais nenhuma o deverá ser ou fazer(ainda há 30 anos atrás haviam profissões "de homem" que hoje em dia podem ser de homens ou mulheres, até "bancário" é um exemplo disso). Ou o caso em que vitimas de violencia nem se chegam a identificar como vitimas e chegam a achar que a culpa é delas.
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por afonsinho » 6/8/2007 22:29

Concordo com a parte do mais giras e cheirarem melhor... é uma das grandes vantagens de ser homen :P
 
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por scpnuno » 6/8/2007 22:13

afonsinho Escreveu:Sim... nunca tiveste um preconceito que tivesse a haver com a sexualidade?


Assim do tipo:

"as mulheres fazem tudo o que os homens fazem - e de saltos altos e/ou unhas compridas"

(para não mencionar o facto que são mais giras, cheiram melhor e SÃO MUITO MAIS ESPERTAS - a necessidade aguça o engenho)

Pata !!!!!!!!!!!

Help !!!!!!!!!!!!!!!!!!
Esta é a vantagem da ambição:
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
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por afonsinho » 6/8/2007 22:01

Sim... nunca tiveste um preconceito que tivesse a haver com a sexualidade?
 
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por Pata-Hari » 6/8/2007 18:47

Afonsinho, a pergunta era para mim?
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por MarcoAntonio » 6/8/2007 11:40

Já agora, relativamente às disputas de custódia de filhos, aqui ficam dados estatísticos:

http://www.divorcepeers.com/stats18.htm

Mais dados interessantes para comparar/contrapor:

http://www.deltabravo.net/custody/stats.php
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FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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por MarcoAntonio » 6/8/2007 11:32

O reconhecimento das diferenças não promove por si a descriminação e preconceito.

O reconhecimento das diferenças é fabricar soutiens a pensar nas mulheres. O preconceito é descriminar um homem porque gosta de vestir um soutien...
:mrgreen:
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por MarcoAntonio » 6/8/2007 11:21

afonsinho Escreveu:Então ás vezes classificaste-te como machista? Acho que sexismo seria mais correcto, não machismo. Até porque o artigo que apresentaste está mais de acordo com um preconceito sexista do que propriamente machista.

Até o facto de o machismo ter como definição ser uma forma de descriminação e o feminismo uma forma de luta pela igualdade, demostra bem alguns preconceitos sexistas existentes na nossa sociedade.


Esse depende do conceito de feminismo e de machismo (ou talvez mais correctamente masculinismo) a que estás a recorrer.

A definição de feminismo é bastante abrangente e aí se englobam movimentos de libertação da mulher, de movimentos contra a descriminação, sufragistas mas também outros movimentos mais radicais e que (muito provavelmente para não dizer com toda a certeza) têm tanto de positivo como movimentos ou ideologias machistas.

O mesmo tipo de consideração podem ser invertidos pelo que poderias dizer exactamente o oposto dado que existem movimentos e ideologias que o validam (embora provavelmente não sejam conceitos tão divulgados na nossa cultura mediterranica/latina... mas dado que a discussão começou com um estudo americano, convém recorrer a conceitos mais universais).

O feminismo enquanto odio aos homens ou simplesmente como ideologia da superioridade das mulheres sobre os homens existe e não constitui de forma alguma uma luta pela igualdade e muito menos uma luta contra preconceitos ou descriminações. E também existe machismo (ou mais exactamente masculinismo) enquanto movimento para a igualdade entre homens e mulheres.

As pessoas parecem esquecer-se que as mulheres são positivamente discriminadas face aos homens em diversos contextos...

Já dei o exemplo da luta de custódia de filhos em casos de divórcio onde os números são esmagadores e favorecem para lá de qualquer lógica as mulheres (basta por exemplo comparar com as estatísticas de abusos e maus tratos praticados por pais e mães).

Outros exemplos, em casos de conflitos militares e catástrofes, os homens sistematicamente protegem as mulheres quando estão no comando/controlo desses cenários. Os homens não enviam as mulheres para a frente de guerra, pelo contrário tendem a protege-las e atribuir-lhes lugares mais seguros, desde tempos imemoriais. O mesmo tipo de comportamento se aplica em situações de catástrofe onde vale sempre a máxima «mulheres e crianças primeiro» sendo que efectiva e estatisticamente, sobrevivem mais mulheres a períodos de guerra e catástrofe numa atitude que é promovida pelos homens em geral.

Muito provavelmente por razões ancestrais muito identicas às quais as próprias mulheres tendem a avaliar a agressividade no homem como um sinal mais positivo do que a agressividade nas mulheres.


Estou em crer que a maior parte das pessoas (homens e mulheres) não é nem machista nem feminista, apenas reconhece algo tão natural, evidente e cientificamente demonstrado como o facto de homens e mulheres serem diferentes fisica e psicologicamente.

Logo, é natural que na natureza/sociedade tendam a desempenhar papéis ligeiramente diferentes e complementares entre si e que, até num plano inconsciente, tendemos a avaliar uns e outros segundo escalas e padrões que não são exactamente os mesmos.
Editado pela última vez por MarcoAntonio em 6/8/2007 11:43, num total de 1 vez.
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
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por afonsinho » 6/8/2007 10:32

Então ás vezes classificaste-te como machista? Acho que sexismo seria mais correcto, não machismo. Até porque o artigo que apresentaste está mais de acordo com um preconceito sexista do que propriamente machista.

Até o facto de o machismo ter como definição ser uma forma de descriminação e o feminismo uma forma de luta pela igualdade, demostra bem alguns preconceitos sexistas existentes na nossa sociedade.
 
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por Buzzzo » 6/8/2007 10:18

Se não é machismo, é o quê ...?


É mais do mesmo: a especie humana a responder a situaçoes de frustraçao!
- O homem , altamente "testerona_o_ dependente" reage com um comportamento mais do tipo "muscular".
-A mulher, bastante menos influenciada por essa hormona, reage mais do tipo " a vingança é um prato que se serve frio".
è obvio que estou a falar de situaçoes em que as pessoas "perdem a cabeça"...ou a razao!

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por Pata-Hari » 6/8/2007 6:35

(falhou-me a piada, o meu espanhol é inexistente).

Eu sei que a reacção é partilhada pelos homens e pelas mulheres. Mas isso não a deixa de fazer machista. É mais que conhecido que muitas vezes a discriminação começa pelos próprios afectados. Se não é machismo, é o quê, na tua opinião?
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por Dwer » 6/8/2007 2:20

Pata-Hari Escreveu:
Dwer Escreveu:Vá-se lá perceber porquê.


Machismo?


Está usted distraída? Ora veja lá bem o que consta na notícia que a menina transcreveu;

She conducted three tests in which men and women


A atitude é partilhada por homens e mulheres. E é praticamente inconsciente. Ao contrário do machismo que é bem consciente e racional.

PS: desculpa o espanholismo mas estive a ver umas frase célebres do Camilo José Cela e houve uma que me deixou a rir perdidamente. Quando o O senhor era deputado deixou-se dormir na bancada durante a sessão plenária. O presidente interpelou-o:
'D. Camilo, está usted dormido?'
'No sr. presidente, estoy dormiendo.'
'Tan diferente como estar jodido o estar jodiendo.'[/quote]
Abraço,
Dwer

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por MarcoAntonio » 5/8/2007 22:49

afonsinho Escreveu:Também ha muitos exemplos de sexismo invertido na nossa sociedade.


Como o Feminismo que sistematicamente confunde desigualdade com descriminação.

dwer Escreveu:Vá-se lá perceber porquê.


Muito provavelmente pela mesma razão que a sensibilidade é vista por norma como uma virtude no sexo feminino e um sinal de fraqueza no sexo masculino, a título de exemplo.

Este tipo de situação tem paralelo em ambos os sexos em função das aptidões psicologicas e físicas típicas de cada sexo. A sociedade criou também um arquétipo de cada um dos sexos em função destas diferenças e como estas se reflectem no quotidiano e no papel social de cada um dos sexos.

Pata-Hari Escreveu:Machismo?


Parece-me bem dificil catalogar hoje a sociedade nos países evoluídos de generalisticamente sexista (machista ou feminista) muito embora possam existir discriminações pontuais a favor de um ou outro sexo ou simplesmente organizações sociais que favorecem um ou outro sexo.

E mais ainda, parece-me muito difícil perceber até que ponto são uma coisa ou outra e em que medida é que essas situações não concorrem para o sucesso/eficácia das sociedades. Afinal, a generalidade das espécies apresenta o mesmo tipo de padrão/diferenciação dos papéis a nível organizacional.


Alguns exemplos, envoltos em controvérsia e discutidos/apontados nos dias de hoje:


> As quotas das mulheres na política: quando as mulheres não conseguem sequer preencher quotas de 25% parece-me bastante claro que se não há mais mulheres na política não é porque os homens as impedem (até promovem leis para aumentar o número de mulheres na política) mas sim porque de uma forma geral as mulheres não ambicionam exercer política na mesma proporção dos homens. Isso não impede que existam excepções e mulheres notáveis e proeminentes na política...


> Um exemplo de que existem discriminações positivas a favor da mulher: em sociedades política e judicialmente dominada por homens, isso não impede que as mulheres ganhem a maior parte dos casos de disputa de custódia dos filhos.

Por isso, como dizia atrás, é muito difícil perceber se se tratam de facto de discriminações ou de diferenciações organizacionais com vista a uma maior eficácia social.

Os sexos são diferentes entre si e portanto a sociedade organiza-se e avalia de forma diferente cada um dos sexos naquilo que é provavelmente uma adaptação natural possivelmente até inserida num contexto mais abrangente no evolucionismo darwinista.



Afinal, na hora de escolher face a um ataque hostil escolhiam o quê para a primeira linha defensiva? As mulheres? Ou os homens?

Machismo, feminismo ou sabedoria ancestral?
Editado pela última vez por MarcoAntonio em 6/8/2007 2:44, num total de 1 vez.
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2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
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por afonsinho » 5/8/2007 21:30

Também ha muitos exemplos de sexismo invertido na nossa sociedade.
 
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por Pata-Hari » 5/8/2007 20:25

Dwer Escreveu:Vá-se lá perceber porquê.


Machismo?
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por Dwer » 5/8/2007 20:02

Curioso que depois de ler o artigo cheguei à conclusão que é assim que eu também vejo as coisas. Não é grande causa de espanto um homem 'passar-se' mas é um sinal de fraqueza uma mulher fazê-lo.
Vá-se lá perceber porquê.
De qualquer forma é mais um handicap organizacional para o sexo feminino.
Abraço,
Dwer

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por Tcarvalho » 5/8/2007 17:25

Só gostava de saber o nome da pessoa que escreveu isso :wink:
 
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Constatação de facto: Workplace anger -- who wins?

por Pata-Hari » 4/8/2007 22:06

Fonte: reuters

NEW YORK (Reuters) -- A man who gets angry at work may well be admired for it but a woman who shows anger in the workplace is liable to be seen as "out of control" and incompetent, according to a new study presented Friday.

What's more, the finding may have implications for Hillary Clinton as she attempts to become the first female U.S. president, according to its author Victoria Brescoll, a post-doctoral scholar at Yale University.

Her research paper "When Can Angry Women Get Ahead?" noted that Clinton was described last year by a leading Republican as "too angry to be elected president."

Previous research has indicated that anger can communicate that an individual feels entitled to dominate others, and therefore perhaps is. But Brescoll said such studies focused on men.

"As Senator Clinton's experience suggests, however, for a professional woman anger expression may lead to a decrease rather than an increase in her status," Brescoll wrote.

She conducted three tests in which men and women recruited randomly watched videos of a job interview and were asked to rate the applicant's status and assign them a salary.

In the first, the scripts were identical except where the candidate described feeling either angry or sad about losing an account due to a colleague's late arrival at a meeting.

Participants conferred the most status on the man who said he was angry, the second most on the woman who said she was sad, slightly less on the man who said he was sad, and least of all by a sizable margin on the woman who said she was angry.

Salary gap

The average salary assigned to the angry man was almost $38,000 compared to about $23,500 for the angry woman and in the region of $30,000 for the other two candidates.

In a second experiment, the script was similar except that the job applicant also described his or her current occupation as a trainee or a senior executive.

"Participants rated the angry female CEO as significantly less competent than all of the other targets, including even the angry female trainee," Brescoll wrote. She said they viewed angry females as significantly more "out of control."

That impacted salaries. Unemotional women were assigned on average $55,384 compared to $32,902 for the angry ones. Male executive candidates were assigned more than trainees, regardless of anger, with an average $73,643.

A third experiment tested whether a good reason for anger made any difference. The script was changed so that some angry candidates explained that the co-worker who arrived late had lied beforehand, indicating he had directions to the meeting.

Sure enough, the angry woman with a good reason to be angry was awarded a much higher salary than the angry woman who provided no excuse, though it was still less than the men.

The study, to be presented this weekend at the annual meeting of the Academy of Management, a research and teaching organization with nearly 17,000 members, found similar attitudes to anger among male and female participants.

"It's an attitude that is not conscious," Brescoll said. "People are hardly aware of it."

Brescoll said the findings revealed a "difficult paradox" for professional women -- while anger can serve as a powerful tool to achieve status at work, women may have to behave calmly in order to be seen as rational.
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