Caldeirão da Bolsa

OFFTópic .. a culpa morre solteira... porque o irresponsável

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por valves » 3/8/2007 19:59

Valves, não é nada pequeno o aumento. Verás que no valor final, tens que para um valor de rendimento per capital de 40 mil dolares já tens 4 crianças por casal (rendimento de 80 mil dolares). A mim parece-me bem significativo


explica lá isso um pouco melhor ... porque o eixo das abcissas só vai até 40 000 usd ... falamos no final da noite que eu tenho que ir apanhar o intercidades para o Porto ... volto lá para 1.00

Bjs
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 2861
Registado: 17/4/2004 15:36

por Pata-Hari » 3/8/2007 17:43

Nuno, tens razão, não tinha reparado que era número de crianças por mulher e não por pessoa.
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 20972
Registado: 25/10/2002 17:02
Localização: Lisboa

por nunofaustino » 3/8/2007 16:06

Pata-Hari Escreveu:
Valves, não é nada pequeno o aumento. Verás que no valor final, tens que para um valor de rendimento per capital de 40 mil dolares já tens 4 crianças por casal (rendimento de 80 mil dolares). A mim parece-me bem significativo.



Pata... penso que terás percebido mal o gráfico (ou então percebi eu mal)... para o rendimento de 80.000 terás 2 crianças (excepto em casais de 2 mulheres que poderão ter, de facto, 4 crianças).

Tirando a Arábia Saudita e Israel, não há nenhum país com um crescimento populacional (acima de 2.1 por mulher, que é o valor do eixo dos Ys). Talvez o último país consiga chegar a esse valor, mas se atingir significa que a população não cresce via o nascimento (pode crescer via emigração).

Este aspecto pode ser considerado como positivo (não sei se é bom continuar a apelar ao aumento da natalidade até ao infinito), mas por outro lado a manutenção da população por via do nascimento de crianças garante as necessidades de um estado social.

Um abr
Nuno
Pluricanal... não obrigado. Serviço péssimo e enganador!!!
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 5157
Registado: 5/11/2002 5:10
Localização: Portugal

por mcarvalho » 3/8/2007 12:48

redhot Escreveu:
mcarvalho Escreveu:
redhot Escreveu:Sou completamente a favor da mistura.

VIVA os ESTADOS UNIDOS DA EUROPA!!!!!!

E já agora: Portugal is the Europe's California. Europe West Coat = Portugal (Surfing in the US...Europe)...

Só nos misturando é que nos tormamos mais fortes, e tomamos consciência do mundo à nossa volta.

Venham os espanhois, alemães, checas, suecas, estudar para cá. Os caloiros tugas que vão estudar para espanha, portugal, alemanha, etc.

Toca a misturar e deixem o mercado universitário funcionar. É um mercado como qualquer outro.

O pessal aqui também faz trading no DAX, no PSI, no IBEX, NASDAQ.

Ou fazem só no PSI?

VIVA O MUNDO GLOBAL!!!!!



Ei caro REDHOT... você não precisa gritar para expor as suas ideias... basta olhar para a fotografia :wink:

abraço
mcarvalho


"Gritei" só para o: "VIVA os ESTADOS UNIDOS DA EUROPA!!!!!!" e "VIVA O MUNDO GLOBAL!!!!!"

:mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:




Caro amigo ... Viva o mundo global, mas que em Portugal haja 1 notícia em português e sobre Portugal

ex BPIONLINE

INTERVIEW-Spain's Vueling says summer load factor looks up
03/08/2007 13:52 [Reuters]

FUTBOL-Sorteo tercera ronda de clasificación de Liga Campeones
03/08/2007 13:52 [Reuters]

Taxa de desemprego sobe nos Estados Unidos
03/08/2007 13:51 [CN]

Vivo estima sinergias de 920 milhões de reais com integração da Telemig
03/08/2007 13:51 [CN]

EURO GOVT-Bond futures leap to session high after U.S. jobs
03/08/2007 13:47 [Reuters]

Taxas câmbio referência BCE -
03/08/2007 13:47 [Reuters]

Retirada la prisión atenuada a De Juana Chaos
03/08/2007 13:47 [Reuters]

El Vojvodina serbio, rival del Atlético de Madrid en la UEFA
03/08/2007 13:46 [Reuters]

US STOCKS-Futures turn negative on employment report
03/08/2007 13:42 [Reuters]
 
Mensagens: 7051
Registado: 17/2/2004 1:38
Localização: PORTO

por mcarvalho » 3/8/2007 10:38

Acabada de sair no BPIonline

População residente Portugal sobe 0,28 pct 2006-INE


03/08/2007


LISBOA, 3 Ago (Reuters) - A população residente em Portugal aumentou de forma moderada em 2006 para um valor estimado de 10.599.095 indivíduos, o que representa uma subida de 0,28 pct face ao ano anterior, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Acrescenta que este acréscimo de população compara com o aumento de 0,38 pcr tegistado em 2005, "traduzindo um novo abrandamento no crescimento da população".

Em 2006, verificou-se uma redução da taxa de natalidade para 10,0 pct, o valor mais baixo dos últimos 15 anos, que compara com 10,4 pct em 2005.

O INE adianta que o aumento moderado da população residente em Portugal em 2006 se deveu a um saldo natural positivo superior ao de 2005 e a uma redução do saldo migratório.

"(...) o comportamento demográfico no ano de 2006 é caracterizado por um crescimento moderado da população residente (...), pelo decréscimo da taxa de natalidade em simultâneo com o decréscimo da taxa de mortalidade, pela redução da taxa de mortalidade infantil, e ainda pelo aumento da longevidade", refere o INE nas Estimativas para a População Residente.
 
Mensagens: 7051
Registado: 17/2/2004 1:38
Localização: PORTO

por mcarvalho » 3/8/2007 10:15

Penso que as políticas sociais e os subsídios podem ajudar mas se articulados com edução, princípios, justiça e ...acreditar que vale apena acreditar em alguma coisa...

Por isso estamos aqui a conversar sobre este tema..
porque nos preocupamos .. mas, a seguir temos de pensar .. vou ter filhos...pois eles são o futuro
que nós queremos
um abraço
mcarvalho


Mas as crianças, porque lhes fazeis tanto mal ?


Eurico Reis
Juiz Desembargador


1. Fala-se muito em Portugal e nos demais países a que chamamos “ocidentais”, na quebra da taxa de natalidade dos casais.
O que é absolutamente verdade; cada vez nascem menos crianças. E a par disso, são cada vez mais os casais inférteis.
Há, portanto, um problema real ao qual não podemos fugir.
Claro que há outras vertentes deste mesmo problema – qual seja: o modelo de sociedade em que queremos viver e que queremos deixar para os nossos filhos e para os filhos dos nossos filhos - que não são tão debatidas.
Por exemplo, o chamado “factor Y” (o cromos­soma que determina se a criança vai ser um rapaz ou uma menina), dizem, está cada vez mais fraco, porque a poluição, que não se resume ao efeito de estufa (já ouviram falar das alergias ?), e este ritmo social cada vez menos de acordo com os nossos ritmos biológicos (os seres humanos também são parte da Natureza e não máquinas), atacam onde menos se espera.
E, claro, há cada vez mais crianças abusadas (e não me refiro apenas em termos sexuais – ou será que o que se passa é que agora sabemos mais o que se passa e que dantes ficava escondido ?).
Mas há também a questão de saber se é mesmo necessário que haja tantas pessoas no Mundo – porque não investir na chamada inteligência artificial e na robótica ?
Que fazer com tantos desempregados, especialmente quando as indústrias do futuro serão cada vez menos dependentes da mão-de-obra ?
Pois é, mas discutir o Futuro a sério, com todas as suas implicações, não é o que está a dar. Realmente, espero que comece a estar – pelo menos, há sinais de que sim.
2. Concentremo-nos, contudo, nas crianças.
Como nunca será demais repetir “o melhor do Mundo são as crianças” (Fernando Pessoa).
Exactamente por causa disso é que a maternidade e a paternidade responsáveis passam, em primeira linha, por os progenitores terem um projecto de vida para os filhos ainda antes de eles serem concebidos – os filhos têm de ser amados mesmo quando são ainda, como nós juristas dizemos, concepturos.
Isso não significa que os progenitores tenham o direito a planificar a vida dos filhos à luz dos seus - dos pais/mães, clarifico - desejos; não é disso que se trata, até porque, na maior parte das vezes, o que pesa mais nesses “sonhos” são as frustrações. O que é exigível dos progenitores é que preparem antecipadamente a “rede” de segurança e protecção que irá permitir aos filhos que cresçam física, intelectual e emocionalmente, de uma forma harmoniosa e equilibrada, de modo a que estes possam desenvolver totalmente as capacidades (“talentos”) com que a Natureza os dotou.
Procriar não é a mais importante faceta de ser progenitor; os pais e as mães têm de merecer o privilégio que é educar uma criança.
3. Para que possa ser feliz – ou melhor, como está escrito na Declaração de Independência dos Estados Unidos da América (EUA), para que possa ter a possibilidade de partir em busca da sua felicidade – uma criança tem que ser desejada muito antes de o embrião se ter começado a desenvolver no útero da mãe e tem que continuar a ser querida e amada, mais não seja pelos seus progenitores e/ou educadores, ao longo de toda a sua vida – e da vida destes, para ser mais exacto.
Não é, diga-se de passagem, um “trabalho” fácil. E, sem prejuízo do muito de improvisado que o mesmo tem (os bebés não nascem acompanhados de um “manual de utilização”, ou talvez exactamente por isso), esse “trabalho” exige alguma preparação prévia.
E é aí que as “coisas” se começam a complicar: um elevadíssimo número de progenitores não faz a mínima ideia do que significa educar os filhos (provavelmente porque os pais/mães deles também já não sabiam); para parafrasear um ditado popular anglo-saxónico, não é só a Caridade que começa em casa.
Ora, porque o improviso é quase sempre insuficiente – dar um jeito não é o mesmo que fazer bem feito – e porque cuidar dos filhos é uma tarefa muito difícil mesmo, quem não está preparado para esse esforço extra, responde mal às dificuldades. E porque o “mundo exterior” (a Sociedade, mas, infelizmente, muitas vezes a própria Família) é cada vez mais violento e agressivo, à falta do cão para levar o pontapé, os pais/mães vingam-se nos filhos - para além, claro, de nos cônjuges ou companheiros(as).
E quando os filhos não são verdadeiramente desejados, não são mais do que uma permanente fonte de “chatices” e, “naturalmente” são agredidos. Ou pior.
Algum dia a Comunidade vai ter que parar para pensar a sério nestas coisas, e, sinceramente, sinto que esse dia já esteve mais longe.
(A propósito, não estou a achar graça, nenhuma mesmo, às dificuldades que continuam a ser colocadas às mulheres que manifestam a sua vontade de abortar; já há uma Lei, não se esqueçam e, desta vez, assim o Ministério Público faça o seu trabalho de forma competente, não vai custar aos Juízes ter mão dura para os que, especialmente quando trabalharem nos serviços públicos, criem obstáculos ilícitos ao cumprimento dessa vontade merecedora da protecção do Direito).
4. Perante as cada vez mais noticiadas (felizmente, digo eu) situações de crianças e jovens em perigo, o clamor público pela resolução do problema é, também ele - e, novamente, ainda bem – cada vez mais audível; os cidadãos comuns, devendo aqui ser salientado e particularmente louvado e aplaudido, o esforço, em geral, dos profissionais de saúde e o de alguns professores, começaram a tomar consciência da gravidade e danosidade não apenas ética mas social, deste crime (que o é, mesmo em sentido técnico-jurídico).
Uma sociedade que maltrata as crianças – ou, o que é o mesmo, que permite que elas sejam impunemente maltratadas - está a pôr em perigo o seu próprio futuro. O que quer dizer que não tem qualquer respeito por si própria.
Não é assim que quero viver, não é assim que quero que o meu filho e os filhos dele vivam. Nem todos os outros que vivam quando eu já cá não estiver.
Penso que é importante auxiliar (tanto quanto é possível e quanto as mesmas o deixam) as famílias disfuncionais, só que isso não pode ser feito à custa dos filhos que vão sucessivamente pondo no Mundo e que, inevitavelmente, empurram para o circuito da marginalidade em que esses progenitores já vivem; o respeito absurdo pelas famílias biológicas, a meu ver, já há muito atingiu o nível da insanidade, para ser brando com as palavras.
Não consigo ter o mínimo de respeito – até porque não o merecem – com as rotinas burocráticas, ou com aqueles que inumanamente as praticam, que nada mais fazem senão causar dor e infelicidade, às vezes até a morte, a seres humanos tão frágeis e indefesos como as crianças.
Os problemas começam, portanto, a surgir logo quando se trata de retirar os filhos/filhas do domínio perverso dos seus progenitores biológicos.
O pior é que não se ficam por aí. A seguir vem o doloroso calvário do processo de adopção – aliás, dos processos ditos de protecção das crianças e jovens em perigo nos quais tem que ser obtido ou decretado, se o for contra a vontade daqueles, que essas crianças e jovens estão prontos para ser colocados em famílias de acolhimento com vista a uma futura adopção.
Quando chegamos a este ponto, novas perversidades - quer no sentido etimológico do termo, quer de acordo com o significado corrente do termo - surgem no caminho quer do potencial adoptando quer dos que querem ser adoptantes.
No que respeita aos primeiros, os centros de acolhimento funcionam bem e os menores são bem tratados – sendo certo que, sem que ocorram maus-tratos, casos existem em que, e não por acaso se reportam a certas instituições privadas mas que contam com o acordo, mais não seja fruto de negligência, de entidades do sistema judiciário, tenho fortes dúvidas de que o superior interesse dos menores seja o interesse superior atendido.
Já quanto aos segundos, os que querem adoptar, muito há a referir (e, propositadamente, deixo de fora a questão das técnicas de procriação medicamente assistida – matéria que, por si só, vale as muitas linhas que agora ficam por escrever).
5. Independentemente de entender que, entre dois males (uma família biológica objectivamente incapaz de dar amor e carinho a um filho ou filha e uma outra que, não obedecendo aos chamados “padrões comportamentais normais”, é perfeitamente capaz de o fazer), a escolha é límpida e fácil a favor da segunda dessas famílias, não quero agora discutir o problema das adopções por casais homossexuais – que não são, pelo menos por enquanto, permitidas por Lei – ou sequer a que pode ser feita por pessoas singulares (estas regulamentadas no Código Civil).
Novamente, concentremo-nos nas situações que constituem a maioria dos casos – a adopção por casais heterossexuais unidos por casamento ou união de facto.
Nesta matéria a actividade dos Serviços Sociais deixa muito a desejar – uma vez mais, estou a ser brando com as palavras.
Para começar, as pessoas que querem adoptar são sujeitas a uma barreira de testes – de violentas intromissões na sua vida privada mais íntima – que ultrapassam os limites do razoável e do necessário. E há a mesquinhez. E há a prepotência e o abuso de uma situação social de domínio – e mais não digo porque provas não tenho e não sou uma pessoa irresponsável que faz acusações não sustentadas por provas tangíveis e sólidas. E não estou investido de poderes de investigação.
Em todo o caso, posso afirmar que quase parece que querer adoptar uma criança é um crime ou, pelo menos, uma maléfica actividade anti-social.
É óbvio que não se pode traumatizar duplamente uma criança colocando-a, uma outra vez, no seio de uma família disfuncional ou desestruturada, tal como é preciso acompanhar esses candidatos a adoptantes, levando-os a compreender que ter uma criança não pode servir para sublimar fantasmas ou frustrações pessoais ou para resolver problemas do casal, ou até para “construir” uma imagem modelar de filho/filha que esse casal tinha na sua cabeça.
É por isso – porque cada criança é um ser humano único e absolutamente distinto de todos os demais e que não é uma coisa de que os adoptantes se possam tornar os donos (aliás, o mesmo acontece com os progenitores que conceberam biologicamente) – que é inaceitável, para além de ética, moral e socialmente reprovável que com a adopção de mude o nome pessoal da criança. Mas uma coisa é investigar outra é espiolhar de forma sórdida à procura de “podres” que, eventualmente, só existem na cabeça do assistente social inquisidor.
Até porque essas “técnicas de interrogatório” acabam por levar as pessoas mais sérias a afastar-se – só ficam as mais desesperadas e que se sujeitam a essa humilhação (é disso que se trata) só para poderem ter consigo um filho ou uma filha.
É indispensável pôr fim a esses tormentos, o que significa que o processo judicial de adopção tem que ser simplificado e agilizado e que os assistentes sociais têm que ser sujeitos a uma formação especializada mais cuidada.
Porque não é possível deter as forças da natureza e porque as crianças e aqueles que as pretendem adoptar merecem mais e melhor do que estão a “receber” actualmente da sociedade e do sistema judiciário.
6. O que nos conduz a um último problema – ou à última faceta do problema sobre a qual hoje me irei debruçar.
Anteriormente, as pessoas conformavam-se quando não conseguiam alcançar os seus objectivos. Actualmente, por boas e más razões, não é isso que acontece.
De facto, por um lado, o negativo, foi criada na comunidade uma mentalidade que se manifesta na ideia de que eu só tenho direitos e quero-os cumpridos já (o refrão de uma cantiga muito conhecida é “I want it and I want it now”), por outro – este é o positivo – as pessoas começaram a exigir explicações para as respostas que lhes eram dadas ou negadas, em especial pelos organismos do Estado, às pretensões que deduziam.
Como resultado de tudo isto, as pessoas deixaram de aceitar essa “solução” que os serviços sociais e o sistema judiciário lhes estavam a oferecer – e que, em boa verdade, não são boas nem aceitáveis.
E por isso surgem os casos “Esmeralda” e as “importações” de crianças vindas ilegalmente de outros países ou de outras já nascidas em Portugal filhas de imigrantes que se encontram mais ou menos ilegalmente em Portugal.
Antes de “oferecer” uma resposta repressiva a essas situações, há que buscar as suas causas – novamente, antes de acusar e espetar o dedo, é melhor fazer uma auto-crítica ou um acto de contrição.
Até para que se separe o trigo do joio e se puna quem realmente (à luz dos valores éticos que servem de fundamento e dão estabilidade e consistência ao tecido social comunitário de que todos fazemos parte) merece ser castigado. E só esses.
Na vida, nada é a preto e branco; não existem só anjos e demónios debaixo do céu.
Mas sem sombra de dúvida, até certa idade – e desde que o ambiente social envolvente o permita – o que no Mundo encontramos de mais parecido com os anjos, são as crianças.
Como já referi, os trabalhadores da saúde e cada vez mais professores, estão conscientes das suas responsabilidades e cada mais denunciam as situações de abuso sobre menores que se lhes deparam – infelizmente, para as crianças de tenra idade (em especial as com menos de quatro anos de idade), dada a escassez de creches (lá estou eu a ser outra vez brando com as palavras), é mais difícil dar conta desses abusos.
É preciso que a Comunidade tome consciência efectiva que este é um problema de todos nós – mais não seja, por razões puramente egoístas (uma criança abusada, vai ser no futuro, com um elevadíssimo grau de probabilidade, um ser adulto delinquente; não é que isso sirva de desculpa, mas puni-los não afasta os efeitos nocivos dos seus actos). E se essa consciência se converter em acções, os representantes institucionais e políticos da sociedade irão atrás - e a Legislação, inevitavelmente, evoluirá.
É, portanto, possível mudar e contribuir para a mudança. Basta que o queiramos e não fiquemos eternamente à espera que outros o façam.

(eurico.reis@trl.mj.pt)
 
Mensagens: 7051
Registado: 17/2/2004 1:38
Localização: PORTO

por mcarvalho » 3/8/2007 9:59

 
Mensagens: 7051
Registado: 17/2/2004 1:38
Localização: PORTO

por mcarvalho » 3/8/2007 9:52

Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o orgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.

NATÁLIA CORREIA

Diário de Lisboa, 5 de Abril de 1982.
 
Mensagens: 7051
Registado: 17/2/2004 1:38
Localização: PORTO

por redhot » 3/8/2007 9:46

mcarvalho Escreveu:
redhot Escreveu:Sou completamente a favor da mistura.

VIVA os ESTADOS UNIDOS DA EUROPA!!!!!!

E já agora: Portugal is the Europe's California. Europe West Coat = Portugal (Surfing in the US...Europe)...

Só nos misturando é que nos tormamos mais fortes, e tomamos consciência do mundo à nossa volta.

Venham os espanhois, alemães, checas, suecas, estudar para cá. Os caloiros tugas que vão estudar para espanha, portugal, alemanha, etc.

Toca a misturar e deixem o mercado universitário funcionar. É um mercado como qualquer outro.

O pessal aqui também faz trading no DAX, no PSI, no IBEX, NASDAQ.

Ou fazem só no PSI?

VIVA O MUNDO GLOBAL!!!!!



Ei caro REDHOT... você não precisa gritar para expor as suas ideias... basta olhar para a fotografia :wink:

abraço
mcarvalho


"Gritei" só para o: "VIVA os ESTADOS UNIDOS DA EUROPA!!!!!!" e "VIVA O MUNDO GLOBAL!!!!!"

:mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:
Monkey Trader

"Mais vale estar mais ou menos certo do que exactamente errado." [Warren Buffett]
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 1075
Registado: 20/3/2007 18:26
Localização: Zoo de Lisboa, Jaula 4

por Dwer » 3/8/2007 9:46

Pata-Hari Escreveu:Dwer, o marco tem razão, é a essa parte do gráfico que me refiro. Estavas a referir-te ao inicio do gráfico ou aos dois paises que causam os valores "anormais" na distribuição?


Não me estava a dirigir a ti, mas ao forista seguinte que se admirou com o que escreveste. Eu disse-lhe para olhar melhor para o gráfico que percebia logo o que tu querias dizer. Ou antes, insinuei.

Mas, helás, já vi que há crenças que são praticamente inabalaveis. O desenvolvimento económico leva à baixa fertilidade. Pim. Há pessoas que mesmo que lhes entornem 100 litros de gráficos pelos olhos abaixo só veêm aquilo em que acreditam, sendo cegos para qualquer outra coisa.

Tu que viveste na Finlândia sabes que os escandinavos (os Finlandeses não são escandinavos pois não?) conseguiram aumentar a taxa de fertilidade com polítícas sociais e agora estão muito bem nessa área.
Abraço,
Dwer

There is a difference between knowing the path and walking the path
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3414
Registado: 4/11/2002 23:16

por mcarvalho » 3/8/2007 7:21

redhot Escreveu:Sou completamente a favor da mistura.

VIVA os ESTADOS UNIDOS DA EUROPA!!!!!!

E já agora: Portugal is the Europe's California. Europe West Coat = Portugal (Surfing in the US...Europe)...

Só nos misturando é que nos tormamos mais fortes, e tomamos consciência do mundo à nossa volta.

Venham os espanhois, alemães, checas, suecas, estudar para cá. Os caloiros tugas que vão estudar para espanha, portugal, alemanha, etc.

Toca a misturar e deixem o mercado universitário funcionar. É um mercado como qualquer outro.

O pessal aqui também faz trading no DAX, no PSI, no IBEX, NASDAQ.

Ou fazem só no PSI?

VIVA O MUNDO GLOBAL!!!!!



Ei caro REDHOT... você não precisa gritar para expor as suas ideias... basta olhar para a fotografia :wink:

abraço
mcarvalho
 
Mensagens: 7051
Registado: 17/2/2004 1:38
Localização: PORTO

por mcarvalho » 3/8/2007 7:19

Os nascimentos decrescem abruptamente nos países ditos ricos. As excepções são Israel e a Arábia Saudita.
Duas conclusões para além de outras: 1.ª O desenvolvimento económico levará à extinção da espécie humana; 2.ª A religião pode ajudar.
Uma pergunta: será que que a baixa natalidade no nosso país deriva de um grande rendimento per capita?
 
Mensagens: 7051
Registado: 17/2/2004 1:38
Localização: PORTO

por Pata-Hari » 3/8/2007 7:06

Dwer, o marco tem razão, é a essa parte do gráfico que me refiro. Estavas a referir-te ao inicio do gráfico ou aos dois paises que causam os valores "anormais" na distribuição?

Valves, não é nada pequeno o aumento. Verás que no valor final, tens que para um valor de rendimento per capital de 40 mil dolares já tens 4 crianças por casal (rendimento de 80 mil dolares). A mim parece-me bem significativo.

Oeiras, também não percebo a desilusão, lol. Se ele o colocou era porque esperava que alguém lhe desse atenção (não era para decorar, senão ele teria metido uma pinup :P)
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 20972
Registado: 25/10/2002 17:02
Localização: Lisboa

por Baco » 3/8/2007 1:36

Vai acima e bot'abaixo
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 134
Registado: 17/1/2003 16:54
Localização: Portugal

por MarcoAntonio » 2/8/2007 22:46

Oeiras Escreveu:De certeza que o MCarvalho, está desiludido com este tópico, pois certamente não era de um gráfico que ele gostaria que falassem, como por uns tempos não me "apetece" falar, ficarei por aqui.

Abraços


:?: :shock:

:roll:
Imagem

FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 41946
Registado: 4/11/2002 22:16
Localização: Porto

por Oeiras » 2/8/2007 22:37

De certeza que o MCarvalho, está desiludido com este tópico, pois certamente não era de um gráfico que ele gostaria que falassem, como por uns tempos não me "apetece" falar, ficarei por aqui.

Abraços
 
Mensagens: 2385
Registado: 4/11/2002 22:29

por valves » 2/8/2007 22:29

sim Marco nota-se de facto um ligeiro acrescimo mas a elasticidade da taxa de fertilidade em relação ao rendimento é tão baixa que não é suficiente relevante para considerarmos que o acrescimo de rendimento vá inverter a curva de natalidade nos países mais ricos nota-se ali uma influenciazinha mas pouca ...
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 2861
Registado: 17/4/2004 15:36

por Cardoso » 2/8/2007 22:16

Interessante seria um gráfico do género a nível nacional (seja referente a Portugal ou a qualquer outro país).

Sendo a amostra mais homogénea seria possível tirar outras conclusões. Assim há muita coisa que pode facilmente ser atribuída a outras causas que não o PIB...
 
Mensagens: 181
Registado: 19/12/2002 14:11
Localização: Leiria

por MarcoAntonio » 2/8/2007 22:04

Qualquer coisa como isto...
Anexos
Fertility_rate_b.jpg
Fertility_rate_b.jpg (0 Bytes) Visualizado 2241 vezes
Imagem

FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 41946
Registado: 4/11/2002 22:16
Localização: Porto

por MarcoAntonio » 2/8/2007 21:49

Dwer Escreveu:
ifoliveira Escreveu:
Pata-Hari Escreveu:engraçado este ultimo gráfico. Curioso como a partir de um determinado rendimento per capita (elevado), a taxa de fertilidade começa a aumentar. Enfim, curioso mas auto-explicativo.

??? :shock:


não queres olhar um bocadinho melhor para o gráfico?


Por certo, a Pata refere-se ao aumento a partir dos $20.000, sensivelmente...

Ele passa despercebido por questões de escala, não sendo um aumento da mesma ordem grandeza do decrescimento entre 0 e $15.000 e isso ilude um pouco e faz passar esse crescimento praticamente despercebido, muito embora ele não seja tão pequeno quanto isso.

Valia a pena ver um gráfico com uma escala adequada focando apenas valores acima dos $15.000...
Imagem

FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 41946
Registado: 4/11/2002 22:16
Localização: Porto

por redhot » 2/8/2007 21:46

Sou completamente a favor da mistura.

VIVA os ESTADOS UNIDOS DA EUROPA!!!!!!

E já agora: Portugal is the Europe's California. Europe West Coat = Portugal (Surfing in the US...Europe)...

Só nos misturando é que nos tormamos mais fortes, e tomamos consciência do mundo à nossa volta.

Venham os espanhois, alemães, checas, suecas, estudar para cá. Os caloiros tugas que vão estudar para espanha, portugal, alemanha, etc.

Toca a misturar e deixem o mercado universitário funcionar. É um mercado como qualquer outro.

O pessal aqui também faz trading no DAX, no PSI, no IBEX, NASDAQ.

Ou fazem só no PSI?

VIVA O MUNDO GLOBAL!!!!!
Monkey Trader

"Mais vale estar mais ou menos certo do que exactamente errado." [Warren Buffett]
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 1075
Registado: 20/3/2007 18:26
Localização: Zoo de Lisboa, Jaula 4

por mcarvalho » 2/8/2007 21:41

jp3 Escreveu:
Neste, como em muitos outros assuntos, é necessária clarividência e algum arrojo. Seria bom que aquilo que infelizmente não foi dado à UTAD pelo Engº Guterres pudesse agora ser compensado pelo primeiro-ministro Sócrates, que até é transmontano de nascimento.

Tás enganado nasceu no Porto..! :lol:



Nasceu em Vilar de Maçada como podes comprovar em


http://josesocrates.blogs.sapo.pt/biografia.html
 
Mensagens: 7051
Registado: 17/2/2004 1:38
Localização: PORTO

por jp3 » 2/8/2007 21:30

Neste, como em muitos outros assuntos, é necessária clarividência e algum arrojo. Seria bom que aquilo que infelizmente não foi dado à UTAD pelo Engº Guterres pudesse agora ser compensado pelo primeiro-ministro Sócrates, que até é transmontano de nascimento.

Tás enganado nasceu no Porto..! :lol:
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 86
Registado: 8/11/2005 23:46

por Dwer » 2/8/2007 21:07

ifoliveira Escreveu:
Pata-Hari Escreveu:engraçado este ultimo gráfico. Curioso como a partir de um determinado rendimento per capita (elevado), a taxa de fertilidade começa a aumentar. Enfim, curioso mas auto-explicativo.

??? :shock:


não queres olhar um bocadinho melhor para o gráfico?
Abraço,
Dwer

There is a difference between knowing the path and walking the path
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3414
Registado: 4/11/2002 23:16

por ifoliveira » 2/8/2007 21:02

Pata-Hari Escreveu:engraçado este ultimo gráfico. Curioso como a partir de um determinado rendimento per capita (elevado), a taxa de fertilidade começa a aumentar. Enfim, curioso mas auto-explicativo.

??? :shock:
 
Mensagens: 112
Registado: 30/6/2007 12:56
Localização: Lisboa

Próximo

Quem está ligado:
Utilizadores a ver este Fórum: m-m, paulopereira.pp36.pp, rg7803 e 32 visitantes