Num país onde politicos se reformam ao fim 10 anos
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Mais um caso, mas desta vez não se trata de um professor:
Obrigada a ir trabalhar e a estar na cama dentro de um gabinete
Joana Bourgard
Maria do Carmo Rocha não entende como é possível terem-na obrigado a trabalhar ainda em recuperação
Uma funcionária pública, Maria do Carmo Rocha, auxiliar de acção educativa na Escola Secundária Augusto Gomes, em Matosinhos, a quem foi diagnosticado quatro tumores foi obrigada a regressar ao trabalho, ou melhor, a permanecer esticada numa cama, durante um mês, dentro de um gabinete na própria escola. E tudo porque a junta médica a que foi submetida recusou-lhe prolongar a baixa, mesmo na altura em que praticamente acabara de ser operada e lhe ter sido extraído um tumor.
Mas acatou a ordem durante um mês; depois, meteu férias e baixa e pede que lhe seja dada a reforma por invalidez, mas parece que a Caixa Geral de Aposentações lhe continua a negar essa vontade e prepara-se então para ser, em breve, submetida a outra junta médica.
Maria do Carmo Rocha não se conforma e garante que não está em condições de voltar a trabalhar, não que não quisesse, "era sinal que estava boa", mas porque, confidenciou ao JN, tem "sucessivas dores que me afectam profundamente e portanto, não posso estar disponível para trabalhar quando, devido aos três tumores que ainda tenho, suporto dores profundas que me deixam de rastos".
A senhora, funcionária da Escola Secundária Augusto Gomes não compreende porque é que a querem obrigar a trabalhar. Aponta o dedo à Caixa Geral de Aposentações e à junta médica que na altura a observou de a "sacrificar".
"Em Outubro do ano passado, repare, quinze dias depois de ter sido operada e onde me extraíram um tumor na medula, fui obrigada a apresentar-me ao serviço, porque a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) informou o meu marido que, se eu não fosse trabalhar, ficaria um ano sem receber o salário. Aconselharam-me a ir, nem que fosse de maca!".
"Sabe Deus, como - prossegue Maria do Carmo Rocha - lá fui, o meu marido ia levar e buscar-me à escola e durante um mês não fiz nada, limitei-me a estar deitada numa cama, no interior de um gabinete. Toda a gente da escola foi muito solidária comigo e ajudou-me muito, mas a situação tornou-se insuportável".
Depois, esta funcionária pública meteu férias (tinha direito a dois meses, porque não tinha gozado as do ano anterior) e esteve 55 dias de baixa. Agora, a seu pedido será submetida uma outra junta, pois requereu, uma vez mais, que lhe seja dada a reforma por invalidez.
"No dia 31 de Janeiro, completo 40 anos de serviço, acho que já trabalhei muito e, portanto, não posso de forma alguma ser obrigada a trabalhar quando toda gente sabe, médicos incluídos, que estou doente. O que tenho a fazer é solicitar a reforma por invalidez. Aguardo que haja bom senso e justiça e que me a conce-dam", acresentou Maria do Carmo Rocha, que promete não desistir da sua luta. E até já escreveu, em Outubro de 2006, a José Sócrates, que através de carta assinada pelo chefe de gabinete, lhe prometeu "prestar a devida atenção".
Obrigada a ir trabalhar e a estar na cama dentro de um gabinete
Joana Bourgard
Maria do Carmo Rocha não entende como é possível terem-na obrigado a trabalhar ainda em recuperação
Uma funcionária pública, Maria do Carmo Rocha, auxiliar de acção educativa na Escola Secundária Augusto Gomes, em Matosinhos, a quem foi diagnosticado quatro tumores foi obrigada a regressar ao trabalho, ou melhor, a permanecer esticada numa cama, durante um mês, dentro de um gabinete na própria escola. E tudo porque a junta médica a que foi submetida recusou-lhe prolongar a baixa, mesmo na altura em que praticamente acabara de ser operada e lhe ter sido extraído um tumor.
Mas acatou a ordem durante um mês; depois, meteu férias e baixa e pede que lhe seja dada a reforma por invalidez, mas parece que a Caixa Geral de Aposentações lhe continua a negar essa vontade e prepara-se então para ser, em breve, submetida a outra junta médica.
Maria do Carmo Rocha não se conforma e garante que não está em condições de voltar a trabalhar, não que não quisesse, "era sinal que estava boa", mas porque, confidenciou ao JN, tem "sucessivas dores que me afectam profundamente e portanto, não posso estar disponível para trabalhar quando, devido aos três tumores que ainda tenho, suporto dores profundas que me deixam de rastos".
A senhora, funcionária da Escola Secundária Augusto Gomes não compreende porque é que a querem obrigar a trabalhar. Aponta o dedo à Caixa Geral de Aposentações e à junta médica que na altura a observou de a "sacrificar".
"Em Outubro do ano passado, repare, quinze dias depois de ter sido operada e onde me extraíram um tumor na medula, fui obrigada a apresentar-me ao serviço, porque a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) informou o meu marido que, se eu não fosse trabalhar, ficaria um ano sem receber o salário. Aconselharam-me a ir, nem que fosse de maca!".
"Sabe Deus, como - prossegue Maria do Carmo Rocha - lá fui, o meu marido ia levar e buscar-me à escola e durante um mês não fiz nada, limitei-me a estar deitada numa cama, no interior de um gabinete. Toda a gente da escola foi muito solidária comigo e ajudou-me muito, mas a situação tornou-se insuportável".
Depois, esta funcionária pública meteu férias (tinha direito a dois meses, porque não tinha gozado as do ano anterior) e esteve 55 dias de baixa. Agora, a seu pedido será submetida uma outra junta, pois requereu, uma vez mais, que lhe seja dada a reforma por invalidez.
"No dia 31 de Janeiro, completo 40 anos de serviço, acho que já trabalhei muito e, portanto, não posso de forma alguma ser obrigada a trabalhar quando toda gente sabe, médicos incluídos, que estou doente. O que tenho a fazer é solicitar a reforma por invalidez. Aguardo que haja bom senso e justiça e que me a conce-dam", acresentou Maria do Carmo Rocha, que promete não desistir da sua luta. E até já escreveu, em Outubro de 2006, a José Sócrates, que através de carta assinada pelo chefe de gabinete, lhe prometeu "prestar a devida atenção".
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- Registado: 4/11/2002 22:29
Rui Aires
Chamar aos tais senhores ditadores, não está correcto, eles apenas conseguiram uma maioria absoluta legitima (eu sei, conseguida na base de muita mentira / nunca vi tanta gente chamar a um primeiro ministro tão mentiroso) mas que para mim está em contagem decrescente. Quando um presidente de direita foi eleito pela primeira vez depois do 25/04/74 só ele não percebeu o que o povo lhe quis dizer, mas enfim serenamente esta onda (tipo bola de neve) também há-de derreter. Vamos ter que aturar aquela gente até às próximas legislativas, com asneiras atrás de asneiras, com grande desconforto dentro do próprio PS.
Chamar aos tais senhores ditadores, não está correcto, eles apenas conseguiram uma maioria absoluta legitima (eu sei, conseguida na base de muita mentira / nunca vi tanta gente chamar a um primeiro ministro tão mentiroso) mas que para mim está em contagem decrescente. Quando um presidente de direita foi eleito pela primeira vez depois do 25/04/74 só ele não percebeu o que o povo lhe quis dizer, mas enfim serenamente esta onda (tipo bola de neve) também há-de derreter. Vamos ter que aturar aquela gente até às próximas legislativas, com asneiras atrás de asneiras, com grande desconforto dentro do próprio PS.
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As situações descritas nos tópicos, são de facto chocantes, em particular a descrita sobre aquela senhora professora, que até me custa acreditar, e ainda custa mais quando aqui e ali conhecemos situações gritantes de pessoas que se conseguiram aposentar antecipadamente em relação a idade normal só pelo facto de terem dinheiro para comprarem favores aqui e ali, e são dadas como inaptas para as funções quando de facto de nada padecem ou se padecem não são nem de perto nem de longe situação com a gravidade da descrita.
Bem, porquê acontecem estas situações, somos todos culpados é a conclusão a que chego e não me canso de o repetir, a sociedade individualizou-se e só olhamos para o umbigo, assim não dá, temos de agir ser mais participativos, ainda hoje se verificaram eleições em lisboa, em números redondos abstenção se bem ouvi em torno dos 60% e o emgraçado é que nenhum dos candidatos do que vi comenta ou ficou indignado com tal facto e aqui reside a meu ver a chave do problema, só este estado de participação permite as tais reformas dos politicos com uma duzia de anos de mandato, se a participação fosse outra em eleições e não só no dia a dia na viad civica muita coisa seria diferente.
sol
Bem, porquê acontecem estas situações, somos todos culpados é a conclusão a que chego e não me canso de o repetir, a sociedade individualizou-se e só olhamos para o umbigo, assim não dá, temos de agir ser mais participativos, ainda hoje se verificaram eleições em lisboa, em números redondos abstenção se bem ouvi em torno dos 60% e o emgraçado é que nenhum dos candidatos do que vi comenta ou ficou indignado com tal facto e aqui reside a meu ver a chave do problema, só este estado de participação permite as tais reformas dos politicos com uma duzia de anos de mandato, se a participação fosse outra em eleições e não só no dia a dia na viad civica muita coisa seria diferente.
sol
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Rui Aires Escreveu:Desisto, prefiro ir para a provincia colher o que a terra dá e com menos luxos mas mais feliz!!
Começa a aumentar o número de pessoas que toma essa decisão. O exagero a que a sociedade actual está a chegar está a aumentar de forma insuportavel o fosso entre os que tudo podem fazer e os que nada podem.
As injustiças aumentam cada dia que passa e pior do que noutros tempos é que elas são publicitadas mas sem que isso sirva para que acabem mas apenas para que se tornem banais.
É assustador pensar em que mundo, leia-se sociedade, os nossos filhos viverão se isto continuar a este ritmo.
Caros forenses, só vos garanto uma coisa, o clima que se vive na função publica é de terror e medo à conta destes ressabiados e ditadores! Inclusivé passam-se coisas tão graves que nem no sector privado se passa, como é o caso de uma mulher que queira ser mãe não progride na carreira pq faltou mais que 5 dias no ano á escola(claro que á dois anos que está congelada e provavelmente a ultima vez que progrediu foi em 2001/2002!! Quem pede antecipação de mais que 5 dias de férias não progride na carreira(aqui é gritante a injustiça pq estão a considerar falta a uma antecipação que mais tarde não é gozada!!!!! Chamo a atenção que muitos dias de férias são meros 4 tempos que perfazem um dia e , são metidos devido a um atraso no transito, um furo, um acidente, um filho que se sente mal de manhã e vomita, etc, etc, etc e o funcionário não pode dizer á campainha: O querida tocas-te e os alunos tiveram furo mas logo saio mais tarde! não pode pq a campainha não é o chefe que diz ok, logo compensas! agora já se pode ir a um funeral do pai, mãe, filhos ou mulher mas na 1ª,2ª..revisões do estatuto NÃO HAVIA DIREITO DE IR A FUNERAIS FAMILIARES!Inclusivé, quem tiver filhos maiores que 12 anos não pode faltar para lhes prestar assistencia!! Incrivel, eu não deixava a minha filha ir para a porta do hospital com 12 anos, mas ELES consideram que já é adulta!Muito mais existe, bateram palmas e no agora vejam os resultados. Era bom até que alguem colocasse aqui o que era, e o que é ou seja, como se passou do 8 para o 80. Assim não vamos lá, este ano no algarve longe da familia 3 anos, daqui a 3 anos em braga e o ordenado sempre o mesmo desde 2001!! Desisto, prefiro ir para a provincia colher o que a terra dá e com menos luxos mas mais feliz!!
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- Registado: 31/8/2005 14:07
Pena é que um problema idêntico não lhe entre pela casa dentro. Esse senhor...porque não lhe explodir uma bomba no cérebro,já que não parece que sirva para pensar.
O que se está a passar com as juntas médicas não é novidade. Muita gente maltratada...coisas horríveis...só que agora começaram a vir na comunicação social.
Não digamos que este é o país que temos, mas sim o é o mundo em que vivemos.
Abraço
O que se está a passar com as juntas médicas não é novidade. Muita gente maltratada...coisas horríveis...só que agora começaram a vir na comunicação social.
Não digamos que este é o país que temos, mas sim o é o mundo em que vivemos.
Abraço
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- Registado: 23/1/2006 23:54
- Localização: Vila do Conde
Num país onde politicos se reformam ao fim 10 anos
Decisão da chefia contrariou parecer da junta médica
Reforma recusada a professora com três cancros
14.07.2007 - 20h18 PUBLICO.PT
Uma professora com três cancros, um deles na língua, viu ser-lhe negado um pedido de aposentação e foi-lhe ordenado que se apresente ao serviço em Setembro.
A professora, Conceição Marques, começou por ter um cancro na mama, a que se seguiu logo um outro no útero, em 1997. Iniciou tratamentos e não deixou de trabalhar.
Mas em 2003 foi-lhe diagnosticado um cancro na língua e a situação complicou-se. Num depoimento à RTP1, explicou que chegava a sair durante as aulas por começar a sangrar da língua, o que perturbava os alunos.
Entrou de baixa e, esgotados os prazos legais para esta situação, pediu uma junta médica da Caixa Geral de Aposentações (o serviço do Estado que gere as reformas dos funcionários públicos) com vista com vista a uma reforma antecipada devido ao acumular de problemas de saúde.
O pedido foi-lhe negado, tendo-lhe sido dito que se apresentasse ao serviço na escola no próximo mês de Setembro.
Consultado o processo, apercebeu-se de que a decisão inicial foi de lhe conceder a reforma, mas que depois o médico chefe do serviço alterou a decisão e a considerou apta para trabalhar.
No seu depoimento, Conceição Marques disse que não será capaz de dar aulas e terá de voltar a recorrer a baixas.
http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... id=1299481
"O desprezo pelo dinheiro é frequente, sobretudo naqueles que não o possuem"
Fonte: "La Philosophie de G. C."
Autor: Courteline , Georges
Site porreiro para jogar (carregar em Arcade) : www.gamespt.net
Fonte: "La Philosophie de G. C."
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