Caldeirão da Bolsa

João Talone tem 600 milhões em ‘Private equity’

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João Talone tem 600 milhões em ‘Private equity’

por sharpyn » 29/6/2007 12:22

João Talone já tem 600 milhões para investir
Maior ‘Private equity’ Ibérico está pronto para começar a investir. Capital captado pode subir em breve para 750 milhões.

Tiago Freire

A próxima aventura de João Talone está prestes a começar. O fundo de ‘private equity’ que criou, em conjunto com três sócios espanhóis, já terminou a fase inicial de captação de capital, dispondo actualmente de 600 milhões de euros que podem começar, de imediato, a serem investidos.

O seu “projecto pessoal”, como Talone lhe havia chamado após sair da presidência da EDP, deverá começar a investir nas próximas semanas, uma vez que o estudo dos “alvos” vinha já sendo feito nos últimos meses. O objectivo é investir em empresas ibéricas, com predominância em Espanha, numa lógica teórica de dois terços destinados ao país vizinho. Em termos de sectores, a energia será uma área a que o fundo dedicará particular atenção, fundo esse que exclui, à partida, a aposta nos sectores financeiro e imobiliário. Outros alvos apetecíveis são empresas com projectos de internacionalização ou em fase de mudança geracional dos seus dirigentes. O investimento pretende, como em qualquer ‘private equity’ comprar uma posição de influência numa companhia, melhorar a sua gestão e valorizá-la, saindo depois com uma mais-valia.

Ao que o DE apurou, aos 600 milhões de euros já garantidos podem juntar-se mais 150 milhões até ao início de Agosto. A título de exemplo, estes 750 milhões de euros seriam suficientes para comprar empresas como a Altri, a Impresa, a Cofina ou a Novabase.

Com estes montantes, o Magnum Capital será o maior ‘private equity’ da Península Ibérica, estando entre os maiores fundos originais dedicados aos ‘buyout’, ou seja, fundos com esta finalidade que não têm por base um fundo anterior. No caso específico deste fundo, as apostas tanto podem recair sobre empresas cotadas ou detidas particularmente.

João Talone não faz comentários, mas informações anteriores apontavam o intervalo 50-150 milhões de euros como o investimento pretendido em cada operação, valor que poderá ser alavancado com recurso a dívida.

Com instalações em Lisboa e Madrid, a Magnum Capital, empresa detida a 25% por Talone e que detém o fundo Mangum Industrial, conta com uma equipa de 15 especialistas em investimento. Para compor este grupo, foram recrutados vários profissionais com experiência nas praças financeiras de Londres e Nova Iorque.

O capital da Magnum Capital está dividido pelos quatro sócios, depois de Talone ter comprado, em Outubro de 2006, um quarto da empresa. Os fundadores Angel Corcóstegui e Baldomero Falcones, antigos administradores do Banco Santander, e Enrique Leyva, que estava anteriormente na consultora McKinsey, completam os administradores da empresa.


Perfil: João Talone
Mesmo depois de passar pela presidência da EDP, o percurso de João Talone está marcado pela passagem pelo BCP, em que chegou a ser falado como possível sucessor de Jardim Gonçalves. Licenciado em 1974 em Engenharia Civil, com um MBA conseguido 10 anos depois, João Talone tem um longo currículo académico. Progressivamente entrou no mundo empresarial, destacando-se os nove anos - de 1993 a 2002 - na administração do BCP. Acabou por sair em divergência com o rumo do banco e, graças ao prestígio acumulado, desenhou o plano de reconversão do sistema energético português. Posteriormente, lidera a EDP até ao ano passado, actuando agora como empresário, na área do ‘private equity’ a nível ibérico.


Dados-chave

- Cerca de 600 milhões de euros de capital captado, devendo chegar aos 750 milhões nos próximos meses

- Maior equipa ibérica do sector, composta por 15 profissionais de investimento, recrutados em Londres e Nova Iorque e distribuídos pelos escritórios de Lisboa e Madrid

- Maior private equity a nível ibérico e um dos dez maiores fundos originais de buyout do mundo

- Foco especial sobre empresas da área energética, ficando excluída a aposta em companhias das áreas imobiliária e financeira

Fonte Diário Economico
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