Caldeirão da Bolsa

O proxímo truque do Orçamento de Estado

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Pata-Hari » 19/6/2007 22:42

disseste bem: "encaputado".
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por sharpyn » 19/6/2007 22:38

Tt truque para o défice continuar lá encaputado...
1ro : Não concordo com a medida.
2do : Apesar de não concordar acho que se outros países fizerem o mm ... Portugal tb o pode fazer.
Deveria de haver mais controlo sobre estas contabilidades criativas.Assim é uma hipocrisia...
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O proxímo truque do Orçamento de Estado

por ricardotugas » 19/6/2007 21:43

Situação actual:

O Governo está a reduzir o défice orçamental à custa do aumento da receita fiscal e do corte no investimento. Os números dos primeiros meses de 2007 mostram que a despesa está a crescer muito acima do previsto. Até Maio, o Estado gastou mais 257 milhões de euros do que estava previsto.
...

É verdade que o défice do subsector Estado sofreu um corte de 45% nos primeiros meses de 2007, mas esse resultado deve-se ao corte em 20% do investimento público e ao bom desempenho dos impostos.

...

O Estado teve também uma grande ajuda, nos primeiros cinco meses do ano, dos dividendos pagos pelas empresas com participação pública, como a Caixa Geral de Depósitos ou a EDP, que tiveram lucros recorde.

Fonte: Jornal de negócios


Ou seja o Estado continua a gastar demais e corta no investimento ( bem estar social ) e continua a aumentar os impostos directamente ou indirectamente.

Situação futura:



Além do expediente dos 300 milhões de euros do imposto sobre o tabaco que voltará a ser utilizado, a novidade deste ano será:



O Governo criou uma nova forma de financiar o sistema rodoviário, através da Contribuição de Serviço Rodoviário, um novo imposto que irá "garantir a afectação ao sector rodoviário nacional de receitas decorrentes da utilização das infra-estruturas existentes", segundo a resolução do Conselho de Ministros de hoje.

O Conselho de Ministros estabeleceu que este imposto tem como contrapartida a redução do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP).

Este novo imposto irá contribuir directamente para as receitas da Estradas de Portugal, sem oneração adicional para os consumidores.

A resolução explica que "o cálculo do valor desta contribuição, a afectar aos serviços rodoviários, terá por referência os quilómetros percorridos com base numa unidade de consumo de combustível, garantindo uma discriminação positiva dos utilizadores de veículos mais eficientes em termos ambientais ou movidos a fontes de energia menos poluentes".



Mais: Socrates disse: “para o consumidor nada muda, porque pagará exactamente o mesmo”.

Ou seja mais um imposto na primeira fase de igual montante, posteriormente com a sua taxa agravada.

Mas então o quê em alterar ?

Porque ao retirar o Instituto das Estradas de Portugal do orçamento de Estado, não terá de transferir 523 ME para este instituto ( orçamento de 2007), abdicando apenas de 272 ME de receitas via ISP.

Pois esta taxa agora criada terá de corresponder a 50% de receitas proprias do Instituto para ser considerado fora do défice, caso o Eurostat aceite este truque.

Enfim um truque que não é inedito:





A tentativa de retirar a Estradas de Portugal do cálculo do défice não é uma novidade em Portugal. Em 2004, o Governo liderado por Santana Lopes, transformou a EP numa entidade pública empresarial e excluiu-a, na proposta de Orçamento para 2005, das contas da Administração Pública. No entanto, logo a seguir, já com o actual Governo em funções, o Banco de Portugal lembrou, no relatório que
realizou sobre a situação orçamental do país, que "as respectivas receitas próprias estão longe dos 50 por cento dos custos indispensáveis para, de acordo com as regras da Contabilidade Nacional, uma entidade pública não ser considerada nas administrações públicas". Por isso, voltou a incluir aquele organismo na estimativa do défice desse ano, o que implicou um agravamento do seu valor em 458,3 milhões de euros, cerca de 0,3 pontos percentuais do PIB.


A criação deste instituto tem a vantagem de criar mais jobs for de boys uma vez que não será necessário concurso publico e excelente avenças mensais e em estudos para empresas como a "ex"-sociedade do Mnistro de Obras Publicas Mario Lino

BN

Nota: Continua em marcha o plano de entregar milhares de certificados com o 12º Ano, se uns conseguem a licenciatura, porque outros não conseguiram o 12º ano sem perceber patavia das materias ?

Só assim teremos estatisticas de pais desenvolvido.
passo a passo se constroi o futuro
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