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BPI aplaude acordo entre Jerónimo Martins e Martifer na área dos combustíveis
12/06/2007
Os analistas do BPI aplaudem hoje o acordo de cooperação na área de combustíveis entre a Jerónimo Martins e a Martifer. Para os especialistas desta casa de investimento, este acordo aumenta a visibilidade do negócio de biocombustíveis da participada da Mota-engil e potencia o crescimento do retalho da JM em Portugal.
A Jerónimo Martins e a Martifer, participada da Mota-Engil chegaram ontem a um acordo de cooperação na área de combustíveis, que prevê a abertura de 70 postos de combustíveis nos próximos três anos.
Através do mesmo, a JM vai colaborar com o Grupo Martifer na prestação de serviços de gestão e fornecimento dos postos de abastecimento de combustível actualmente operados pela sua subsidiária Feira Nova, bem como na instalação de novas unidades de abastecimento em diversas lojas daquela subsidiária e ainda do Pingo Doce.
No Iberian Daily do BPI, os analistas explicam que isto é "potencialmente positivo para o negócio de biocombustíveis da Martifer uma vez que traz visibilidade ao negócio".
Actualmente este negócio perfaz 0,5% das receitas da empresa, Os especialistas relembram que a participação de 50% da Mota-Engil na Martifer representa 23% da avaliação bolsista que têm da ME e que a Martifer inicia a negociação em bolsa dia 27 de Junho.
Relativamente à Jerónimo Martins, o BPI também considera o impacto positivo "uma vez que deverá significar um maior crescimento no negócio de retalho português, com a JM a tirar vantagem da sua rede espalhada pelo país".
A retalhista tem actualmente 194 supermercados Pingo Doce, nove hipermercados e 31 supermercados Feira Nova. Para além disso, planeia abrir 25 supermercados e 7/8 mini-hipermercados por ano até finais de 2009.
"No entanto, precisamos de mais informação para melhor percebermos o potencial impacto deste acordo nas contas da JM", explica a mesma fonte.
Entretanto, os especialistas da casa de investimento já contactaram a JM e chegaram a al gumas conclusões. Em primeiro lugar, este acordo está ainda em fase inicial e há ainda muitos detalhes por acordar. Em segundo, as duas empresas ainda não têm aprovação para abrir os 70 postos de combustíveis. Depois a retalhista precisa de decidir os locais para as estações mas o investimento total não deverá ultrapassar os 30 milhões de euros nos próximos três anos.
Os especialistas explicam ainda que, segundo o prospecto do IPO da Martifer, as estações deverão ter a marca "Prio Express" e estima-se que as mesmas vendam 250 mn/litros por ano o que, tendo em conta o preço de 0,70 euros por litro, "significaria 175 milhões de euros de vendas por ano",conclui a mesma fonte.
Biocombustiveis
Biocombustíveis 2007-06-12 00:05
Jerónimo Martins e Martifer aliam-se contra a Galp
A parceria entre as duas empresas tem por alvo o negócio dos combustíveis verdes.
Ana Maria Gonçalves
A tradição já não é definitivamente o que era. As grandes cadeias de supermercados vão apostar em força na distribuição de biocombustíveis, um negócio actualmente controlado pela Galp. Os hipermercados preparam-se, assim, para manter o braço de ferro com a maior petrolífera nacional, depois de terem conseguido vencer a batalha dos preços da gasolina e do gasóleo.
Primeiro foi o Carrefour. Agora é a vez da Jerónimo Martins fechar um acordo com a Martifer na área do abastecimento de combustíveis verdes, prevendo a abertura de 70 postos, entre 2007 e 2009, nas unidades Feira Nova e Pingo Doce.
O volume estimado de vendas é de 250 milhões de litros por ano. A Martifer tem como objectivo atingir vendas de 400 mil metros cúbicos em quatro anos.
Para viabilizar o segmento da comercialização e distribuição de biocombustíveis, a Martifer criou a Prio Advanced Fuels, entidade que juntamente com a Jerónimo Martins irá aproveitar as sinergias neste segmento de negócio. A aliança é simples: a Prio Advanced Fuels utilizará um canal privilegiado para a distribuição dos seus produtos nos postos de abastecimento dos supermercados, ao passo que a Jerónimo Martins aproveitará o conhecimento da Prio Advanced Fuels na construção e gestão dos seus postos de abastecimento.
Os postos terão a marca Prio Express associada à marca da loja e o principal objectivo desta aliança consiste em fornecer um serviço aligeirado, associado a preços mais competitivos nas áreas dos combustíveis tradicionais e na nova geração de biocombustívieis.
Esta é, aliás, uma das cinco áreas estratégicas da Martifer, cuja admissão de 25% do capital à cotação em bolsa está prevista para o próximo dia 27 de Junho.
A empresa tem em marcha a produção de sementes oleaginosas na Roménia, onde estão a ser explorados 10 mil hectares de terrenos agrícolas. Recentemente assegurou o direito de concessão por 35 anos de outra parcela idêntica, por 5,5 milhões de euros.
As previsões da Martifer apontam para a exploração, em 2013, de 60 mil hectares de área cultivada na Roménia e 52 mil hectares, no Brasil.
No segmento de prensagem de sementes e extracção de óleo, a empresa conta com a valência da produção para também tirar partido do valor acrescentado da venda do óleo vegetal para a indústria de biocombustíveis e de farelo (sub-produto resultante da extracção do óleo das sementes) para a produção de rações para animais.
Numa lógica de integração vertical, a Martifer quer explorar igualmente a vertente de ‘trading’ e logística, através do aluguer de tanques de armazenagem em Aveiro e na Roménia.
Na área da produção de biodiesel, a Martifer está prestes a arrancar com duas fábricas, uma em Aveiro e outra na Roménia (Lehliu), cada uma com uma capacidade de produção de 100 mil toneladas/ano. Para o corrente ano estão programadas 50 mil toneladas, em ambas as unidades industriais.
Argelina Sonatrach cobiça eléctricas europeias
A entrada da Sonatrach no capital da EDP, onde pretende reforçar de 2,03% para 5%, é apenas o início do avanço da empresa argelina na Europa, onde está já em “negociações avançadas” com outros potenciais parceiros, afirmou o administrador financeiro da gasista estatal, numa entrevista à agência Lusa, em Argel.
Ali Rezaiguia afirmou que a eléctrica portuguesa foi a primeira empresa europeia na qual a Sonatrach tomou uma participação e disse que se trata “apenas de um início”. Escusou-se, no entanto, a revelar os nomes das empresas europeias em causa. Em Abril, a Sonatrach fechou um acordo de princípio com a EDP na área do gás natural e da produção de electricidade, cujos detalhes serão definidos até ao final deste mês. “A Sonatrach já é accionista no estrangeiro, como no Perú, por exemplo, mas na Europa é efectivamente a primeira vez que entra no capital de uma empresa de energia já constituída”, adiantou, explicando que, em Espanha, a argelina criou, de raiz, uma sociedade com a Cepsa e a Total.
A maior fornecedora de gás natural à Península Ibérica detém actualmente uma quota de 11% no mercado europeu do gás e tem por objectivo aumentar “rapidamente” as vendas para garantir uma “fatia” de 20%.
Jerónimo Martins e Martifer aliam-se contra a Galp
A parceria entre as duas empresas tem por alvo o negócio dos combustíveis verdes.
Ana Maria Gonçalves
A tradição já não é definitivamente o que era. As grandes cadeias de supermercados vão apostar em força na distribuição de biocombustíveis, um negócio actualmente controlado pela Galp. Os hipermercados preparam-se, assim, para manter o braço de ferro com a maior petrolífera nacional, depois de terem conseguido vencer a batalha dos preços da gasolina e do gasóleo.
Primeiro foi o Carrefour. Agora é a vez da Jerónimo Martins fechar um acordo com a Martifer na área do abastecimento de combustíveis verdes, prevendo a abertura de 70 postos, entre 2007 e 2009, nas unidades Feira Nova e Pingo Doce.
O volume estimado de vendas é de 250 milhões de litros por ano. A Martifer tem como objectivo atingir vendas de 400 mil metros cúbicos em quatro anos.
Para viabilizar o segmento da comercialização e distribuição de biocombustíveis, a Martifer criou a Prio Advanced Fuels, entidade que juntamente com a Jerónimo Martins irá aproveitar as sinergias neste segmento de negócio. A aliança é simples: a Prio Advanced Fuels utilizará um canal privilegiado para a distribuição dos seus produtos nos postos de abastecimento dos supermercados, ao passo que a Jerónimo Martins aproveitará o conhecimento da Prio Advanced Fuels na construção e gestão dos seus postos de abastecimento.
Os postos terão a marca Prio Express associada à marca da loja e o principal objectivo desta aliança consiste em fornecer um serviço aligeirado, associado a preços mais competitivos nas áreas dos combustíveis tradicionais e na nova geração de biocombustívieis.
Esta é, aliás, uma das cinco áreas estratégicas da Martifer, cuja admissão de 25% do capital à cotação em bolsa está prevista para o próximo dia 27 de Junho.
A empresa tem em marcha a produção de sementes oleaginosas na Roménia, onde estão a ser explorados 10 mil hectares de terrenos agrícolas. Recentemente assegurou o direito de concessão por 35 anos de outra parcela idêntica, por 5,5 milhões de euros.
As previsões da Martifer apontam para a exploração, em 2013, de 60 mil hectares de área cultivada na Roménia e 52 mil hectares, no Brasil.
No segmento de prensagem de sementes e extracção de óleo, a empresa conta com a valência da produção para também tirar partido do valor acrescentado da venda do óleo vegetal para a indústria de biocombustíveis e de farelo (sub-produto resultante da extracção do óleo das sementes) para a produção de rações para animais.
Numa lógica de integração vertical, a Martifer quer explorar igualmente a vertente de ‘trading’ e logística, através do aluguer de tanques de armazenagem em Aveiro e na Roménia.
Na área da produção de biodiesel, a Martifer está prestes a arrancar com duas fábricas, uma em Aveiro e outra na Roménia (Lehliu), cada uma com uma capacidade de produção de 100 mil toneladas/ano. Para o corrente ano estão programadas 50 mil toneladas, em ambas as unidades industriais.
Argelina Sonatrach cobiça eléctricas europeias
A entrada da Sonatrach no capital da EDP, onde pretende reforçar de 2,03% para 5%, é apenas o início do avanço da empresa argelina na Europa, onde está já em “negociações avançadas” com outros potenciais parceiros, afirmou o administrador financeiro da gasista estatal, numa entrevista à agência Lusa, em Argel.
Ali Rezaiguia afirmou que a eléctrica portuguesa foi a primeira empresa europeia na qual a Sonatrach tomou uma participação e disse que se trata “apenas de um início”. Escusou-se, no entanto, a revelar os nomes das empresas europeias em causa. Em Abril, a Sonatrach fechou um acordo de princípio com a EDP na área do gás natural e da produção de electricidade, cujos detalhes serão definidos até ao final deste mês. “A Sonatrach já é accionista no estrangeiro, como no Perú, por exemplo, mas na Europa é efectivamente a primeira vez que entra no capital de uma empresa de energia já constituída”, adiantou, explicando que, em Espanha, a argelina criou, de raiz, uma sociedade com a Cepsa e a Total.
A maior fornecedora de gás natural à Península Ibérica detém actualmente uma quota de 11% no mercado europeu do gás e tem por objectivo aumentar “rapidamente” as vendas para garantir uma “fatia” de 20%.
Cumpt
só existe um lado do mercado, nem é o da subida nem o da descida, é o lado certo
só existe um lado do mercado, nem é o da subida nem o da descida, é o lado certo
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