Caldeirão da Bolsa

Taxa de desemprego regista maior subida dos últimos 15 anos

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

Estatísticas

por HappyGuy » 17/5/2007 23:10

Dizia um comentador/analista no telejornal das 21h da RTPn algo interessante devido à comparação de valores de desemprego do INE e do IEFP...

O IEFP utiliza como medida de desemprego os inscritos nos centros de emprego. Adicionalmente, andou recentemente a limpar a base de dados pelo que os dados quando comparados com períodos anteriores devem ser vistos com alguma cautela.

Por outro lado, o INE considera como desempregado todo o cidadão activo sem emprego que responda no inquérito que na quinzena anterior tomou medidas para ter emprego. Esta medida é subjectiva.

Continuava o analista a dizer que há um facto inegável (desconheço a fonte) de que tinham sido criados 40 mil novos postos de trabalho nos últimos 2 anos (ainda que longe dos 150 mil prometidos). No entanto, havia mais desempregados.

Em grande parte tal se devia à população "disponível para trabalhar" ter aumentado mais do que a quantidade de postos de trabalho cresceu. Exemplos de famílias em que um único membro que a sustinha fica no desemprego, fazendo com que um ou mais membros da mesma passem a estar "à procura de emprego" até que um o consiga para garantir novamente o sustento. Este factor parece-me bastante curioso, no sentido em que tal significa que um novo posto de trabalho levaria à redução de 2 ou 3 "desempregados".

Um último aspecto curioso que o analista dizia era que, dado o histórico de falta de produtividade dos trabalhadores, para que Portugal realmente evolua, é necessário que o crescimento económico seja superior a 2% para que comecem a ser criados mais postos de trabalho. Parte do crescimento tem de ter origem na melhoria da produtividade, o que não cria emprego.


Pessoalmente achei toda a análise extremamente interessante. E isto vem reforçar aquela máxima das estatísticas e do frango.

No fundo, os dados têm várias análises. A análise que cada um quiser fazer dependerá em grande parte do peso ou pendor político que lhe quiser dar.
HappyFather
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por Be Cool » 17/5/2007 20:32

CIP diz que dados do INE sobre o desemprego não merecem crédito
17.05.2007 - 19h40 Lusa


O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) afirmou hoje que os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o desemprego, hoje divulgados, não têm crédito e contrariam os sinais de melhoria que se estão a verificar na economia real.

Os dados do primeiro trimestre mostram que a taxa de desemprego portuguesa aumentou 0,7 pontos percentuais, face ao período homólogo, para 8,4 por cento.

Para Francisco Van Zeller, os números do INE "não merecem crédito nem confiança".

"Não existe qualquer sintoma desta subida [na economia real]", sublinhou.

Van Zeller diz que o INE está a usar um método que "não corresponde à realidade" e que "há qualquer coisa de errado com os dados".

Francisco Van Zeller considera que existe ou "estagnação ou melhoria" do mercado de trabalho e nunca uma deterioração.

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por vitor79 » 17/5/2007 18:38

E eu que o diga, sinto-o na pele diariamente, ainda Hoje foi mais uma oportunidade perdida, paciência.
Quanto ao não acitar trabalhar, eu sou licenciado, e até agora apenas conseguiria emprego, nos pedreiros a servir a mesa ou em alguma outra coisa que não puxava minimamente por mim.
Se o aceitasse também tinha outro problema ficava sem disponibilidade para melhorar em cursos ou formações, para procurar emprego e outra questão ficava sem disponibilidade imediata que todos exigem, além de não poder concorrer para uma série de locais ois deixaria de estar desempregado.
As pessoas fazem as contas e tendem a ver o que é melhor para elas.
Certamente existirão algums que preferem ficar em casa, eu por mim estou saturado de cá esar sempre, acreditem.
A Tendência é Nossa Amiga.
 
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por rmachado » 17/5/2007 16:27

Caro macumba

E fica por contabilizar as dezenas de milhares que imigram...

è um mau número, mas é um número e quantos de nós não conhecem casos de desempregados que não aceitou trabalhar ou que vão fazendo biscates?
 
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e

por macumba » 17/5/2007 16:24

ficou por contabilizar as dezenas de milhares que emigraram nos ultimos tempos. :shock:

Têm sido para angola e paises da europa central a maior fatia,mas no geral deu-se para muitos outros destinos,embora em menor numero!

o problema é que muitos não podem sequer emigrar por não possuirem as caracteristicas laborais pretendidas(técnicos altamente especializados,ou então o oposto:mão de obra básica),como são a maioria:estudantes,desempregados de longa duração,etc,isto para alêm dos que apenas pretendem um "emprego"(não trabalho)
 
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Taxa de desemprego regista maior subida dos últimos 15 anos

por luiz22 » 17/5/2007 15:29

INE (ACT.) 2007-05-17 15:01
Taxa de desemprego regista maior subida dos últimos 15 anos
De acordo com os dados hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego estimada para os primeiros três meses do ano foi de 8,4%, representando o valor mais elevado dos últimos quinze anos.

Tiago Silva


Segundo adianta o INE, os resultados do Inquérito ao Emprego relativos ao primeiro trimestre de 2007 indicam que a população activa em Portugal aumentou 0,9% (abrangendo 49,0 mil indivíduos), face ao trimestre homólogo de 2006, e registou um acréscimo pouco expressivo face ao trimestre anterior.


A taxa de actividade da população em idade activa (15 e mais anos) foi de 62,6%, no primeiro trimestre de 2007. Esta taxa subiu 0,4 pontos percentuais (p.p.), face ao trimestre homólogo de 2006, e não se afastou de forma significativa do nível do trimestre anterior. A taxa de actividade das mulheres em idade activa foi de 56,1% e a dos homens foi de 69,6%.


O Instituto sublinha que a população empregada, num total de 5 135,7 mil indivíduos no primeiro trimestre de 2007, registou um crescimento homólogo de 0,2% (abrangendo 8,8 mil indivíduos) e um decréscimo trimestral de 0,1% (7,1 mil).


A taxa de emprego (15 e mais anos) situou-se nos 57,3%, no primeiro trimestre de 2007. Este valor foi inferior, quer ao do trimestre homólogo de 2006, quer ao do trimestre anterior, em 0,1 p.p.. Para o decréscimo homólogo do indicador contribuiu o facto da população empregada ter aumentado, em termos homólogos (0,2%), relativamente menos do que a população em idade activa (0,3%). A taxa de emprego dos homens (64,7%), no trimestre em análise, excedeu a das mulheres (50,5%) em 14,2 p.p..


O INE refere que a população desempregada em Portugal, estimada em 469,9 mil indivíduos no período em análise, registou um acréscimo homólogo de 9,4% (40,2 mil indivíduos) e trimestral de 2,5% (11,3 mil).


A taxa de desemprego foi estimada em 8,4%, no primeiro trimestre de 2007, superior em 0,7 p.p. à do trimestre homólogo de 2006 e em 0,2 p.p. à do trimestre anterior. A taxa de desemprego dos homens foi de 7,1%, nos primeiros três meses de 2007, e a das mulheres de 9,9%.


O aumento trimestral da taxa de desemprego (de 0,2 p.p.) resultou do efeito conjugado do aumento da população desempregada (de 2,5%, abrangendo 11,3 mil indivíduos) acompanhado por um decréscimo da população empregada (0,1%, abrangendo 7,1 mil indivíduos).


O aumento trimestral no desemprego ocorreu pelo terceiro trimestre consecutivo e a diminuição trimestral do emprego ocorreu pela segunda vez. No entanto, as variações trimestrais referidas relativas ao primeiro trimestre de 2007 envolveram um menor número de indivíduos.


O aumento trimestral da população desempregada ocorreu essencialmente nos seguintes grupos populacionais: mulheres; indivíduos com idade dos 25 aos 34 anos; indivíduos com nível de escolaridade correspondente, no máximo, ao 3º ciclo do ensino básico; indivíduos à procura de novo emprego (sobretudo proveniente da indústria, construção, energia e água); indivíduos à procura de emprego há seis meses ou menos.


O Instituto adianta ainda que no primeiro trimestre de 2007, a população inactiva com 15 e mais anos diminuiu 0,6% (19,5 mil indivíduos), face ao trimestre homólogo de 2006, e 0,2% (7,9 mil), face ao trimestre anterior.


A taxa de inactividade (15 e mais anos) fixou-se nos 37,4%, no período em análise, tendo sido de 30,4% a taxa de inactividade dos homens e de 43,9% a das mulheres.



O INE sublinha ainda que entre o quarto trimestre de 2006 e o primeiro trimestre de 2007, 1,2% dos indivíduos que estavam inicialmente empregados transitaram para uma situação de desemprego e uma percentagem ligeiramente inferior (1,1%) transitou para a inactividade, totalizando 2,3% a proporção de empregados que saíram deste estado nos primeiros três meses de 2007 (97,7% permaneceram empregados). Nos fluxos ocorridos entre o terceiro e o quarto trimestre de 2006, a percentagem dos que saíram do emprego tinha sido maior (2,7%).


As saídas do desemprego entre os dois trimestres foram, em termos relativos, mais intensas do que as saídas do emprego, facto que resulta da própria natureza do desemprego (estado transitório, por definição). Do total de indivíduos que se encontravam desempregados no quarto trimestre de 2006, 29,2% saíram dessa situação no trimestre seguinte, sendo que 15,1% se tornaram empregados e 14,1% transitaram para a inactividade. As percentagens dos indivíduos que transitaram do desemprego para o emprego e do desemprego para a inactividade foram um pouco menores do que as que tinham sido observadas nos fluxos do terceiro trimestre para o quarto trimestre de 2006 (16,6% e 15,1%, respectivamente).


Do total de indivíduos com 15 e mais anos que eram considerados inactivos no quarto trimestre de 2006, 1,3% transitaram para o emprego e 2,0% transitaram para o desemprego, no trimestre seguinte. Ambas as percentagens são inferiores às que haviam sido registadas nos fluxos do terceiro para o quarto trimestre de 2006 (2,0% e 2,6%, respectivamente).


O INE acrescenta ainda que nos primeiros três meses de 2007, as taxas de desemprego mais elevadas foram registadas nas regiões Norte (9,5%), Alentejo (9,5%) e de Lisboa (8,8%). Os valores mais baixos para este indicador foram observados na Região Autónoma da Açores (4,7%) e no Centro (6,7%).


Face ao trimestre homólogo, e à semelhança do sucedido globalmente para Portugal, assistiu-se a um acréscimo na taxa de desemprego em todas as regiões, com excepção do Alentejo, onde a taxa diminuiu. Os maiores acréscimos ocorreram na Região Autónoma da Madeira (2,3 p.p.), no Centro (1,2 p.p.) e no Algarve (1,0 p.p.).


Face ao trimestre anterior, à semelhança do que se observou para Portugal, a taxa de desemprego aumentou em todas as regiões, com excepção das regiões Norte e Lisboa. Os maiores acré
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