Crédito Telefónico
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SMS já representa um quarto da captação de novos clientes de crédito ao consumo
O acesso ao crédito está cada vez mais fácil. As instituições financeiras estão a apostar num novo meio de contacto com os consumidores, onde o dinheiro está à distância de apenas três letras: SIM.
O envio de mensagens escritas para o telemóvel (SMS) a apelar à constituição de um empréstimo já representa até 30% da captação de novos créditos.
Crédito Telefónico
Dinheiro fácil, vida difícil
As empresas de crédito telefónico crescem a dois dígitos ao ano, mas há cada vez mais portugueses com dificuldades em pagar as suas dívidas. Os primeiros facilitam e os clientes excedem-se. O retrato de uma balança ainda por equilibrar. Conte-nos o seu caso
Rita Montez / VISÃO nº 739 3 Mai. 2007
O crédito pode ser a melhor, ou pior, coisa do mundo. É como o álcool: um copo sabe bem, uma garrafa pode fazer mal.» Christian Guiraud, administrador-delegado do Cetelem, que controla a Credial, uma das maiores empresas de crédito fácil, em Portugal, sabe do que fala.
E na GE Money, outro dos gigantes do crédito telefónico, o problema sente-se na pele. No departamento de crédito consolidado da multinacional norte-americana, os funcionários enfrentam uma situação nada fácil de resolver: um cliente acumulou 42 créditos, em bancos e instituições financeiras, entre as quais as empresas de crédito telefónico, e, naturalmente, está com dificuldades em pagá-los. Curiosamente, no mesmo edifício, na Quinta da Fonte, em Oeiras, mas num piso diferente, existe um outro departamento que se dedica exclusivamente à concessão de pequenos créditos pessoais, por telefone. «Rápidos, sem burocracias e confidenciais», assim são publicitados. É um ciclo que se completa. Quando surge um problema com o dinheiro que emprestam, têm sempre uma mão pronta para ajudar a resolvê-lo.
A financeira do grupo norte-americano General Electric chegou a Portugal há dez anos para financiar a compra de carros. Agora, tem outros produtos, como o crédito habitação e a consolidação de créditos (uma modalidade que junta vários créditos em apenas um, com prazo maior, mensalidade mais simpática) e, desde o final de 2005, o crédito por telefone. Não é esta a principal fonte de rendimento da empresa. Mas já é um negócio importante, representando um terço da facturação da GE, e permite potenciar os restantes. «Se for um bom cliente, posso vender-lhe os outros produtos», explica Robert Oudmayer, presidente da GE Money em Portugal. Também a Cetelem utiliza a sua larga presença no grande consumo – concede crédito directo em diversas lojas portuguesas – para captar clientes para o seu braço telefónico, a Credial.
Na última década, desde a chegada da primeira empresa do género ao País, a Cofidis (do grupo francês de vendas por catálogo 3 Suisses), assistiu-se a uma progressiva explosão do negócio. Aberto o caminho, seguiram-se outras multinacionais, como a Cetelem, Mediatis e GE Money. O montante de créditos concedidos cresce a taxas anuais de dois dígitos e os gestores defendem que o mercado português tem ainda muito para crescer. «O crédito pessoal pesa cerca de 14% no orçamento das famílias portuguesas, enquanto, no resto da Europa, este valor é de 40%», assegura Thomas DeBourayne, director-geral da Cofidis em Portugal. Em 2006, captaram 90 mil novos clientes e a carteira de empréstimos aumentou 45% face a 2005. Na Credial e na Mediatis, o crescimento foi de 30 por cento. Hoje, existem mais de 600 mil portugueses a pagar as prestações destes créditos fáceis, rápidos e concedidos pelo telefone, que cobram taxas de juro anuais próximas dos 30 por cento.
Quem são, afinal, as pessoas que justificam tamanha aposta publicitária – os quatro principais bancos telefónicos gastaram, em 2006, cerca de 100 milhões de euros?
«Os nossos clientes alvo são jovens, muitos deles com filhos na escola, salários baixos e muitos encargos. Normalmente, quando chegam à casa dos 40 anos, deixam de precisar de nós e começam a poupar. Queremos acompanhá-los, durante 20 a 25 anos», revela Christian Guiraud. Por outras palavras, o pequeno crédito rápido, pago num curto espaço de tempo, acaba por se transformar num encargo permanente que, em média, dura 15 a 20 anos. Acontece assim com metade das pessoas que pedem dinheiro emprestado a estas empresas.
A comprovar a tese do gestor estão os gráficos de evolução dos créditos concedidos, com picos no início do ano, no Verão e em Setembro, quando reabrem as escolas.
Apelo (quase) irresistível
A dívida média dos clientes dos créditos telefónicos oscila entre 700 e 720 euros. Na Cofidis, a líder nacional, o perfil é diferente: cada cliente tem entre um e três créditos, entre 2 300 e 2 400 euros. «A maior parte dos nossos clientes moram na região de Lisboa e Vale do Tejo, têm entre 35 e 50 anos e são casados», revela o gestor da Cofidis. Na GE Money, o cliente tipo é homem, casado, tem cerca de 30 anos e o valor médio de cada crédito é de 500 euros.
Os portugueses renderam-se ao crédito fácil, solicitado de forma anónima e sem justificações sobre a sua vida particular.
O facto de não terem de «dar a cara» para pedir dinheiro emprestado, é apontado pela generalidade destas empresas como um trunfo sem igual. Estes pequenos créditos são ainda vistos pelos consumidores como as bengalas ideais para momentos de aflição. Mas muitos deles acabam por não conseguir livrar-se dela, caindo na teia do crédito revolving, o mesmo modelo dos cartões de crédito bancários, em que o montante inicialmente atribuído volta a estar disponível à medida que o cliente amortiza o empréstimo. Uma espécie de conta-corrente que é um perigo à espreita, sobretudo quando não se consegue pôr-lhe um travão. «O crédito é bom, desde que os consumidores saibam calcular o que podem ou não gastar. E, aqui em Portugal, ainda se fazem pouco estas contas», confirma o presidente da GE Money, Robert Oudmayer.
Natália Nunes, do Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, revela que é raro ali aparecer um consumidor em agonia, que não tenha, pelo menos, um crédito telefónico. Na verdade, muitos deles têm não um, mas vários, contratos em empresas diferentes. «Ainda esta semana recebi um caso de uma pessoa com dificuldade de pagar sete créditos, todos por telefone, e pedidos em cinco empresas», conta Natália Nunes.
E os casos de consumidores aflitos continuam a aumentar. «São empresas com campanhas publicitárias muito agressivas, que passam a mensagem de que o recurso ao crédito é fácil e barato quando, na realidade, não é assim», acrescenta. O recurso a estes empréstimos de pequeno montante acontece quando surgem as primeiras dificuldades financeiras. É uma bóia a que é fácil deitar a mão. «Lembro-me de um caso em que a pessoa tinha um empréstimo para habitação, outro para automóvel, mais o pessoal e um cartão de crédito. A dada altura pediu um crédito por telefone, para pagar as outras quatro prestações. Em vez de aliviar as contas, agravou a situação», recorda a jurista do gabinete da DECO.
A mensagem que é passada na publicidade é música para os ouvidos de quem está aflito e, «muitas vezes, as pessoas só olham para o valor da prestação, que é atractivo, mas não fazem contas. Nem se questionam sobre quando irão acabar de pagar a dívida», sublinha Natália Nunes.
(Des)educação financeira
No Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores (GOEC), do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), os casos sucedem-se. Com apenas sete meses de actividade, já receberam mais de 200 portugueses em dificuldades. «Surgem-nos muitos casos de pessoas com vários créditos. Por vezes, tentamos juntá-los num só», conta Sandra Lopes, jurista do gabinete. Depois, há todo um trabalho de orientação, ao nível da gestão dos orçamentos familiares. «Há sempre forma de cortar despesas», assegura.
Porque são os portugueses presa fácil para quem quer emprestar dinheiro? Natália Nunes da DECO, avança com uma explicação: «O problema está na falta de educação financeira dos consumidores. Houve uma grande evolução do crédito ao consumo, desde o início dos anos 90, e os consumidores não se adaptaram às novas realidades.»
Isabel (nome fictício), está na casa dos 40 anos e acumula já cinco créditos. Dois por telefone, um pessoal, pedido no banco, mais o cartão de crédito e o empréstimo da casa. Todas juntas, as prestações mensais totalizam €855 e, deste montante, €300 são relativos às dividas dos créditos rápido. Isabel e o marido ganham, em conjunto, €2 400 por mês e as contas são cada vez mais difíceis de fazer. Sempre teve como garantido que nunca iria comprar o que quer que fosse a prestações. Até ao dia em que entrou numa loja de mobiliário e saiu de lá com um móvel novo e... um crédito da Cetelem, «para pagar em suaves prestações». Foi há dez anos. De então para cá, e quase sem perceber porquê, nem como, começou a acumular créditos: para a casa, para consumo e com cartões. O primeiro chegou sem sequer o pedir. «Quando acabei de pagar a mobília, recebi em casa um cartão de crédito para usar quando quisesse», conta. Hoje, Isabel e o marido têm dois cartões, com um limite de € 1 850. Três anos depois da mobília, foi a vez de irem ao banco pedir €58 mil para comprar casa e, mais tarde, contraíram um crédito pessoal de €5 mil. «Comecei a utilizar estes créditos para ter mais dinheiro na conta à ordem. Com ele, tenho pago coisas como roupa, contas do supermercado, propinas ou despesas extra, como a reparação do carro. Como vamos amortizando parte das dívidas e voltamos a ter todo o dinheiro disponível, é fácil cair na tentação», refere Isabel. A facilidade em obter novos créditos tem sido, aliás, o seu grande problema. «Há uns tempos entrei na página da Internet da Cofidis e fiz umas simulações, com duas colegas de trabalho. Cada uma pediu €500. Não precisávamos do dinheiro, mas ficámos com ele, para uma eventualidade. Acabei por gastá-lo mais tarde», confessa. A adesão ao cartão de crédito também aconteceu por acidente: foi abordada num espaço comercial. Ficou com ele para uma eventualidade e acabou por se render ao dinheiro mesmo ali à mão.
Um sabe a pouco
«Estas financeiras têm a máquina tão bem montada que é muito fácil ter crédito», diz Fernando Magalhães, sócio-gerente da Bolso Cheio, consultora financeira especialista na consolidação de créditos. Desde que abriu portas no coração de Almada, no início do ano, não tem mãos a medir. A empresa pega nas dívidas dos clientes e converte-as numa só, diminuindo até 60% do valor das prestações pagas. Por cada consolidado feito, ganha uma comissão do cliente que varia entre 1% e 4% do valor global das dívidas. Em média, cada processo conta com oito a nove empréstimos, mas tem casos perto das duas dezenas. Antes de abrir a empresa, Fernando Magalhães trabalhou noutra da mesma área de negócio e conta que, ao longo dos anos, tem visto de tudo. Desde pais que se endividam para ajudar os filhos, até aos casos mais insólitos, como o de uma pessoa que tinha contraído um crédito para comprar um cão.
Estarão as empresas a emprestar mais do que um crédito ao mesmo cliente? Robert Oudmayer, da GE Money responde com um aceno de cabeça, afirmativo, e um sorriso complacente. Apesar de empresas como a GE disponibilizarem, online, formulários que permitem aos consumidores avaliarem a sua capacidade de financiamento, a verdade é que, na hora de emprestar, todos sabem que, à partida, uma percentagem do crédito concedido ficará por pagar, o que justifica as elevadas taxas de juro cobradas.
Álvaro (nome fictício, a pedido do próprio, para não ser reconhecido pela família e amigos) está na casa dos 50 anos e acumulou 17 créditos em sete anos. Dois por telefone, quatro cartões de crédito, empréstimos em que hipotecou os carros, outro para habitação. Um mundo. «Todos me têm financiado», revela. Reformado há dois anos, tinha ainda uma posição militar de destaque quando começou a fazer comida para fora e a ganhar muito dinheiro extra. «Cheguei a tirar €250 por dia com este negócio.» Uma quantia simpática a que se juntavam os €2 300 mensais recebidos pelo casal. O suficiente para suportar os muitos empréstimos que foi contraindo e que, hoje, lhe custam cerca de €6 000 todos os meses. Com tanto dinheiro no bolso,
Álvaro gastou o que tinha e o que ia pedindo emprestado.
Entrou num couto de caça, comprou aos irmãos a parte que estes tinham da casa dos pais e recuperou-a. Do crédito à habitação foi um pulo até começar a utilizar o dinheiro disponível nos cartões de crédito. À medida que as obras avançavam, entusiasmou-se de tal forma que comprou a casa dos tios, colada à dos pais, «para mais tarde abrir um café». E quando não era o banco a emprestar-lhe o dinheiro, bastava telefonar e, no dia seguinte, tinha em casa um estafeta com o contrato para receber um pequeno crédito na conta. No telemóvel surgiam, por vezes, mensagens da Cofidis a oferecer-lhe mais € 500, para utilizar, se quisesse. As dificuldades surgiram quando, há dois anos, lhe bateu à porta uma doença rara que o impediu de trabalhar durante um ano. «Foi o descalabro», assume. Sem o extra que mais que lhe duplicava os rendimentos, começou a pedir créditos por telefone. «Fui ao banco pedir ajuda e um crédito para suportar as despesas, mas não mo deram. Quando vêem a quantidade de empréstimos que tenho, não avançam. A única coisa que fizeram foi, ao fim de uns dias, e sem ter pedido, mandarem-me um cartão de crédito com um limite de €4 000 euros», diz. Álvaro garante que ainda consegue pagar as prestações, mas à conta de muita ginástica, do pé-de-meia (que está praticamente esgotado) e de alguns amigos que o vão socorrendo em momentos de maior aflição. «Tudo para não ter problemas com o Banco de Portugal», assegura. Agora está a tentar consolidar os créditos – que no total chegam perto dos €300 mil.
Os três D
As dores de cabeça dos consumidores surgem quando acontece, como lhe chamam as empresas, «o problema dos três D – divórcio, doença ou desemprego». Quando as taxas de esforço estão muito acima do recomendado, as finanças pessoais dão um tombo. Muitas vezes as pessoas demoram a reagir, a dar a cara e a procurar ajuda para diminuir os encargos. Outras vezes, são as próprias financeiras que começam a pressioná-los, para regularizarem os pagamentos. Para as empresas de crédito por telefone importa que a questão se resolva da forma mais amigável possível, até porque como a maior parte diz respeito a valores tão baixos, as despesas de contencioso são para evitar até ao limite. Todas têm um departamento de controlo de crédito interno, que contacta as pessoas numa primeira fase, quando entram no segundo mês sem cumprimento. Se os artrasos continuam, a maioria entrega as cobranças a empresas especializadas.
Joaquim (nome fictício), 50 anos, também entrou numa espiral de dívidas, quando arranjou um trabalho extra. Ele e a mulher ganham cerca de €5 mil por mês, mas os sete empréstimos, dos quais quatro contratados por telefone, levam-lhes €4 mil em prestações. Um encargo que, até há sete meses – altura em que perdeu o segundo trabalho –, era perfeitamente suportável. Onde tem gasto o dinheiro? «Numa mota 4x4, numa autocaravana, num barco e em casa, para receber bem as pessoas. Tenho todos os electrodomésticos e ar condicionado», revela. Tudo somado, deve cerca de €200 mil. Começou a contrair créditos por telefone no dia em que achou que o limite do seu cartão de crédito era muito baixo para as suas posses. «Ouvi a publicidade na rádio e telefonei. Deram-me logo o crédito. Cheguei a pedir três, quatro e cinco créditos no mesmo mês e sei que, num período tão curto, as empresas não têm as listas actualizadas.» Agora, sem o trabalho extra, a situação complicou-se. De tal forma que decidiu socorrer-se «dos particulares que anunciam nos jornais pequenos empréstimos. Fui lá pedir dinheiro para cobrir dívidas que já constavam na lista do Banco de Portugal. Pedia num lado, e pagava no outro, era uma bola de neve. Sabia que ia pagar muito caro, 5% ao mês, mas era a única saída», conta. À semelhança de Álvaro, Joaquim está a tentar reunir todos os créditos num só.
Até ao resto da vida
As taxas de fidelização das quatro maiores empresas presentes neste negócio são um sinal claro desta tendência: na Cofidis é de 50% e na Mediatis é de 60 por cento. Por outras palavras, quem lá vai uma vez, volta ou fica a pagar o crédito durante vários anos. No entanto, as empresas asseguram que este não é um crédito para todos. Ou seja, por um lado, apresentam-se como as ferramentas ideais para emprestar dinheiro a todas as pessoas, sem excepção. Mas recusam o rótulo de «maus da fita» nos problemas de sobreendividamento dos portugueses.
O director-geral da Cofidis defende que, qualquer pessoa que trabalha em Portugal, tem direito ao crédito. «Para alguns dos nossos clientes, com limites de €500, rendimentos muito baixos e perto da exclusão social, o nosso cartão de crédito é a única forma de não se sentirem postos de parte, dramatiza Christian Guiraud, da Credial. O que não significa, necessariamente, que emprestem dinheiro a todos. A Mediatis assegura que é a mais radical: só 20% dos pedidos são aceites. Nas outras empresas, as taxas de recusa são de 50%, nos casos da Cofidis e da Credial.
A GE Money não revela percentagens e diz que só aceita quem tem capacidade para pagar e que se as pessoas não fizerem o crédito de forma responsável, isso não é bom nem para eles nem para a empresa.
Como se faz, então, a triagem? «Temos em conta o rendimento e analisamos a taxa de endividamento de acordo com a informação prestada pelo cliente. Depois, consultamos a lista de créditos divulgada pelo Banco de Portugal e pela Credinformações, para analisar o risco. O sistema de scoring atribui uma nota de risco e é em função dela que atribuímos o valor máximo a emprestar. Mas acredito que, nalguns casos, não conseguimos ter acesso a todas as informações», admite o gestor da Mediatis. Aos candidatos não são pedidos muitos papéis – número de contribuinte e de identidade, recibos de vencimento e água, luz ou telefone, para confirmar a morada, e a declaração de rendimentos.
Enquanto os gabinetes de apoio aos endividados recebem cada vez mais pedidos de apoio, e aumentam os casos de penhoras, estas financeiras asseguram que têm conseguido baixar as taxas de incumprimento nos últimos anos, e que hoje se situam entre 1% e 2,5 por cento. Alguém não está a dizer a verdade.
Como nos conquistam
Estas são as principais armas publicitárias e de marketing das empresas de crédito rápido
>> Argumentos de venda centrados no número de telefone
>> Linguagem simples, que remete para a realização de sonhos, desejos e vontades que não se conseguem concretizar com o salário
>> Facilidade e rapidez de acesso ao crédito, sem burocracias nem deslocações
>> Exploração das emoções, apresentando a solução para obter a forma de concretizar um desejo
>> Grande destaque à entidade financiadora, como forma de credibilizar a escolha
>> Insistência Estas empresas enviarem mensagens de telemóvel a disponibilizar novas linhas de crédito quando o cliente
se aproxima do pagamento total
>> Prazo oculto Salvo a Cofidis, as restantes empresas não divulgam o prazo de amortização. Limitam-se a apresentar uma prestação atractiva
A sua relação com o crédito é...
Se necessitar de aumentar a sua lista de créditos, veja em que perfil de consumo melhor se encaixa e pondere, por antecipação, as consequências do endividamento
Conservadora
Discute, em família, a capacidade de endividamento
Estabelece prazos concretos para o pagamento das dívidas
Faz um plano de despesas mensal
Decide novos investimentos e, ao mesmo tempo, despesas a reduzir
Evita andar com dinheiro na carteira, para escapar às pequenas tentações
Limita os vícios que podem tornar-se hábitos dispendiosos
Se tem cartão de crédito, opta pela modalidade de pagamento a 100%, para fugir aos juros
Moderada
Usa o crédito para satisfazer várias necessidades de consumo
Controla os níveis de endividamento, mês a mês
Permite-se algumas extravagâncias consumistas, mas não perde o equilíbrio
Usa o cartão de crédito, mas de forma controlada
Além dos créditos para compra de casa e de carro e do cartão de crédito, permite-se alargar a lista de empréstimos para adquirir, por exemplo, um televisor. O descoberto da conta-ordenado funciona apenas como reserva de segurança que, provavelmente, nunca foi usada
Arriscada
Funciona por impulsos consumistas e não resiste a uma proposta tentadora
Não discute com ninguém os prós e os contras da compra
Tem mais que um cartão de crédito e não tem problemas em aproveitar, na plenitude, o limite disponível
Tem vários contratos de crédito «vivos»
Não faz um plano de gastos mensal
Por vezes, chega ao fim do mês com a conta bancária na linha de água
Não tem problemas em utilizar as vantagens do descoberto da conta-ordenado
A,B,C do crédito
Estas são as principais palavras-chave para navegar no mundo dos pequenos créditos fáceis
TAEG
Sigla para Taxa Anual Efectiva Global. Ou seja, o juro que realmente lhe é cobrado e onde estão incluídas despesas de cobrança de reembolsos, impostos, selagem, comissões, seguros de vida e, naturalmente,
os juros.
Período de reflexão
São os sete dias que se seguem à assinatura do contrato e durante os quais pode, querendo, anulá-lo. Terá, naturalmente, que devolver a totalidade do dinheiro que lhe foi emprestado
Prestação/prazo
Saiba, sempre, qual é o prazo de amortização do empréstimo. Quanto mais baixa for a prestação, mais tempo ficará preso ao crédito
Taxa de esforço
Saldo entre os encargos mensais com os créditos contratados e o rendimento disponível. Mede a capacidade de cumprimento dos particulares
Crédito ‘revolving’
Ou crédito rotativo. É uma linha de crédito utilizável por período previamente definido e que se renova, automaticamente, à medida que vai sendo amortizado, mantendo as condições do contrato inicial.
Central de Responsabilidades de Crédito (CRC)
Base de dados do Banco de Portugal com as responsabilidades de crédito efectivas, assumidas por pessoas ou entidades colectivas. É alimentada mensalmente por bancos e outras entidades financeiras e inclui informações sobre créditos pedidos e, em caso de tal existir, incumprimento de pagamento. Pode ser consultada pelas entidades financeiras e pelos visados.
Credinformações
Empresa participada pela Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) que possui uma base de dados com o histórico de créditos e casos de incumprimento dos clientes de 32 instituições financeiras, instituições de crédito especializado e pequenos bancos. É actualizada de 15 em 15 dias e atribui uma nota de risco de crédito aos consumidores. Pode ser consultada pelos aderentes e visados.
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