Caldeirão da Bolsa

Intelig Emocional / Intelig Social

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por MarcoAntonio » 9/4/2007 21:25

Já agora, ainda sobre a questão inicial, actualmente em Portugal deverão existir uns 100 a 300 individuos com QI's comparáveis aos de Einstein e Mozart. Mas como é óbvio, praticamente nenhum deles conseguirá atingir os feitos daqueles em vida...

Se partirmos para uma análise a nível mundial passamos a falar de 100 ou 200 mil individuos com um potencial identico (vivos actualmente) mas que na sua maioria não irão conseguir transformar esse potencial num sucesso ou feitos comparáveis, muitos deles acabando por ser suplantados por outros individuos de potencial inferior (quando medido em termos de QI), sublinhando portanto que o QI não é tudo. Não é uma garantia de nada nem tão pouco a maior limitação do ser humano.
Imagem

FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 41946
Registado: 4/11/2002 22:16
Localização: Porto

por MarcoAntonio » 9/4/2007 21:12

Pata-Hari Escreveu:mas o mesmo é verdade para o QI que é muito virado para capacidades lógico-matemáticas que se treinam também...


Só uma ou outra nota adicional, mesmos os testes mais básicos de QI tendem a quantificar o desempenho no conjunto destas 3 areas: linguistica; logico-matematica e espacial.

Muitos dos QI's estimados mais elevados destacaram-se em áreas diferentes da logica-matematica: exemplos como o de Goethe, considerado como um dos individuos mais inteligentes de sempre e com um QI estimado acima de 200 destacou-se essencialmente como escritor. A Mozart por exemplo é atribuido um QI de 165 tendo-se destacado unicamente como compositor.
Imagem

FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 41946
Registado: 4/11/2002 22:16
Localização: Porto

por MarcoAntonio » 9/4/2007 20:55

O QI divide-se em duas componentes, velocidade e profundidade. A velocidade pode-se treinar mas a profundidade é essencialmente inata.

Os testes de QI mais importantes e mais exaustivos dão pouco relevo à componente velocidade (existem inclusivamente testes de QI com tempos de execução muito altos - tipo 1 mês - ou virtualmente sem limite de tempo). Normalmente estão virados para a determinação do QI para a individuos que saiem da gama mais usual (tipo QI's da ordem dos 140 e superior). Os testes para a gama mais frequente é que dão algum relevo à componente velocidade.

Mas repara que eu não disse também que não havia espaço para desenvolvimento pessoal no QI (porque há). Disse antes que havia mais espaço no QE. Isso está de resto bastante patente na profusão de literatura que existe precisamente para explorar, desenvolver e maximizar o QE o que acaba por tornar este índice ao olhos de muita gente, um índice mais fácil de aceitar... Eu chamo-lhe «mais democrático».

De qq das formas, repito que a minha opinião pessoal é que o individuo não se traduz num ou dois índices que quantificam a sua capacidade e o seu desempenho em determinado tipo de situação mas é antes a soma de um todo e que no que diz respeito aos indices (QI's, QE's, etc) todos eles são importantes. Também considero obviamente que o individuo é a soma das caracteristicas inatas (ou devo dizer produto) com as caracterisiicas que na sua vida activa conseguiu explorar, criar, desenvolver, aproveitar.

Ninguém pode ou deve esperar que por nascer com um bom QI e/ou um bom QE vá ter todas as portas abertas no mercado de trabalho ou o sucesso garantido bastando-lhe sentar-se à sombra da bananeira esperando que este lhe caia nos braços por graça divina nem ninguém deve deixar de procurar atingir ou melhor os seus objectivos por, numa atitude derrotista, eventualmente não ter nascido com as melhores aptidões. Aquilo com que nascemos de nada serve se não o soubermos utilizar de forma eficiente e aquilo com que nascemos não nos limita à nascença aquilo que podemos alcançar.

Mas sobre o QI especicamente havia muito mais a dizer. A visão que a generalidade das pessoas tem relativamente ao QI é um pouco superficial. Por exemplo, o QI não é homogeneo em todas as áreas do conhecimento (embora tenda a ser homogeneo na maior parte dos individuos, à excepções e portanto em ultima instancia, pode e deve ser divido em sub-QI's). Há alguns exemplos celebres como por exemplo o de Einstein que tem um QI (geral) estimado em 160 (já por si, excepcional) e no entanto nalgumas áreas é considerado ser provavelmente da ordem dos 200. Também lhe é atribuida uma diferença significativa entre o «brainpower» e o «brainspeed»...

Existem outros exemplos famosos como Kasparov que ora é-lhe atribuido um QI de 135 (bom mas «acessível») ora de 180 ou 190 (absolutamente excepcional).


Portanto, o valor do QI depende bastante do teste e que QI ao certo se está a medir.
Imagem

FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 41946
Registado: 4/11/2002 22:16
Localização: Porto

por Pata-Hari » 9/4/2007 20:28

mas o mesmo é verdade para o QI que é muito virado para capacidades lógico-matemáticas que se treinam também...
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 20972
Registado: 25/10/2002 17:02
Localização: Lisboa

por MarcoAntonio » 9/4/2007 20:24

Pata-Hari Escreveu:bem, a inteligencia emocional também é em grande parte inata.


Sim, eu dizia apenas que há mais espaço para desenvolvimento pessoal nessas áreas (com aprendizagem, treino, truques, etc) mas continua a existir uma forte componente inata.
Imagem

FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 41946
Registado: 4/11/2002 22:16
Localização: Porto

por Pata-Hari » 9/4/2007 20:08

bem, a inteligencia emocional também é em grande parte inata. Apesar de se poder aprender truques e melhores formas de socialização, o "talento" emocional é claramente inato. O meu superior hierarquico (sim, eu sou uma anormal, gosto do meu chefe, hehe) é um perfeito exemplo de IE inata. O facto de podermos trabalhar com ele e para ele, por si só, é uma incrivel aprendizagem do que se pode fazer e conseguir usando muitas das competencias que ele tem naturalmente e que tem, por via da profissão que tem, explorado cada vez mais. É impressionante como quando temos um problema ele tem sempre uma excelente sugestão acerca de como abordar o cliente, é algo que naturalmente lhe aparece e que resulta num incrivel e extraordinário talento comercial.
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 20972
Registado: 25/10/2002 17:02
Localização: Lisboa

por MarcoAntonio » 9/4/2007 19:56

Os vários índices são importantes muito embora o QI, basicamente a capacidade de raciocínio em velocidade e profundidade, tenha um caracter fortemente inato e desde logo, só por isso, se torne um tema algo perturbador e sofra alguma contestação (uma mais justificada e outra nem por isso).

«Ninguém» quer ouvir dizer que tem um índice de inteligência menor que o vizinho e muito menos vê-lo quantificado em números por mais evidente que seja que não nascem todos com o mesmo grau de inteligência.

Por outro lado, é igualmente evidente que o QI não vale só por si (representa antes um potencial) e que os desempenhos obtidos no mundo real dependem igualmente de outras componentes, nomeadamente comportamentais, sociais, emocionais, etc.

Houve uma época que tal como refere o Dwer os indices como o QE e afins ganharam bastante ascendente (em grande medida devido a tratarem-se de «indices mais democráticos» por existir um maior peso depositado no desenvolvimento não inato do individuo, muito de acordo com o pensamento da época). Hoje já se nota uma abordagem um pouco diferente a este tipo de questões face há 10 ou 20 anos atrás (um exemplo claro é a enorme exploração das diferenças entre sexos - exploradas quer em livros quer em filmes, séries ou documentários - onde, de certa forma com maior despreocupação se analisam objectivamente as diferenças entre os sexos em contra-posição com a visão que vigorou antes em que falar em diferenças era quase um tabu ou logo catalogado de sexista). Algo de semelhante se passou simultaneamente com o QI com as conotações raciais, comportamentos potencialmente segregacionistas, etc.

Na minha opinião e como disse no inicio, os vários indices são importantes e representam o potencial e o desempenho em áreas diferentes e completamentares, sublinhando o «complementares».
Imagem

FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 41946
Registado: 4/11/2002 22:16
Localização: Porto

por Dwer » 9/4/2007 19:37

Abraço,
Dwer

There is a difference between knowing the path and walking the path
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3414
Registado: 4/11/2002 23:16

por GAB » 9/4/2007 19:35

Lembro-me ter lido o livro O Erro de Descartes, talvez 1998-1999.
Não sabia e não conheço outros livros desse autor que tenham a ver com o tema supracitado.

Sabe indicar algum?
Obrigado
Imagem
Toolbar de bolsa com chat, download:
http://gabinforme.ForumToolbar.com
BLOG com detalhes sobre toolbar:
http://gabinforme.blogspot.com/
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3876
Registado: 18/11/2004 16:43

por Dwer » 9/4/2007 19:15

Olha que o 'nosso' António Damásio está anos-luz à frente do Goleman. E todos os livros estão editados em Português. Bom, acho que os do Goleman também. Acho que o Goleman tende mais para a literatura de auto-ajuda, tipo como ser feliz e ter muitos amigos sem mexer uma palha (e ao mesmo tempo ser rico como Creso).
Na minha opinião a IE esteve muito na berra há uns 10 anos ou mais, na área da gestão. Agora já não se fala disso. QI rules again.
Repara que não estou a pôr de parte o conceito, que em si é muito interessante. Só que acho que mais vale ler o António Damásio.
Abraço,
Dwer

There is a difference between knowing the path and walking the path
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3414
Registado: 4/11/2002 23:16

Intelig Emocional / Intelig Social

por GAB » 9/4/2007 18:15

TEXTO Brasileiro:

O psicólogo Daniel Goleman, PhD, com seu livro "Inteligência Emocional", por exemplo, retoma uma nova discussão sobre o assunto. Ele traz o conceito da inteligência emocional como maior responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas. A maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas. Desta forma pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão e gentileza têm mais chances de obter o sucesso.

Goleman procura demonstrar que não só a razão influencia nos nossos atos, mas, a emoção também é responsável por nossas respostas e tem grande poder sobre as pessoas.

Algumas habilidades emocionais são consideradas importantes para que uma pessoa alcance seus objetivos seja feliz e alcance sucesso na vida. Dentre elas são citadas o controle do temperamento, adaptabilidade, persistência, amizade, respeito, amabilidade e empatia. Goleman apresenta os seguintes níveis de Inteligência Emocional:

Auto-conhecimento emocional - Autoconsciência: conhecimento que o ser humano tem de si próprio, de seus sentimentos ou intuição. Esta competência é fundamental para que o homem tenha confiança em si (autoconfiança) e conheça seus pontos fortes e fracos;
Controle emocional - Capacidade de gerenciar os sentimentos: é importante saber lidar com os sentimentos. A pessoa que sabe controlar seus próprios sentimentos se dá bem em qualquer lugar que esteja ou em qualquer ato que realize.
Auto- motivação - Ter vontade de realizar, otimismo: Pôr as emoções a serviço de uma meta. A pessoa otimista consegue realizar tudo que planeja pois tem consciência que todos os problemas são contornáveis e resolvíveis.
Reconhecer emoções nos outros - Empatia: saber se colocar no lugar do outro. Perceber o outro. Captar o sentimento do outro. A calma é fundamental para que isso aconteça. Os problemas devem ser resolvidos através de conversas claras. As explosões devem ser evitadas para que não prejudique o relacionamento com os outros.
Habilidade em relacionamentos inter-pessoais - Aptidão social: a capacidade que a pessoa deve ter para lidar com emoções do grupo. A arte dos relacionamentos deve-se, em grande parte a saber lidar com as emoções do outro. Saber trabalhar em equipe é fundamental no mundo atual.
Os sentimentos mais fortes do homem são a tristeza, a alegria e a raiva. E fundamental saber lidar com eles. As pessoas que sabem controlar suas emoções são aquelas que obtém mais sucesso na vida, em qualquer tipo de medição: provas de vestibular, etc.

Em relação à educação, Goleman, e autores influenciados por ele, fala da importância de "educar" as emoções e fazer com que os alunos também se tornem aptos a lidar com frustrações, negociar com outros, reconhecer as próprias angústias e medos, etc.

Para que os alunos desenvolvam sua inteligência emocional, uma das premissas básicas é a necessidade de que o professor também desenvolva sua própria inteligência emocional, pois, pode-se dizer que aquilo que o professor ensina em sua prática docente está embebido por sua própria personalidade. Desse modo, a inteligência emocional do professor é uma das variáveis que melhor explica a criação de uma aula emocionalmente inteligente.


:arrow: Alguém me consegue arranjar " matéria sobre I.E."?

:arrow: Opiniões sobre este tema serão bem aceites...
Imagem
Toolbar de bolsa com chat, download:
http://gabinforme.ForumToolbar.com
BLOG com detalhes sobre toolbar:
http://gabinforme.blogspot.com/
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3876
Registado: 18/11/2004 16:43


Quem está ligado:
Utilizadores a ver este Fórum: m-m, Phil2014 e 87 visitantes