O cesto da vitória
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É sempre bom ler ( ou no meu caso , reler ) os teus artigos Ulisses . Experiência acumulada é um valor seguro .
Um abraço ,
The Mechanic
Um abraço ,
The Mechanic
" Os que hesitam , são atropelados pela retaguarda" - Stendhal
"É óptimo não se exercer qualquer profissão, pois um homem livre não deve viver para servir outro "
- Aristoteles
http://theflyingmechanic.blogspot.com/
"É óptimo não se exercer qualquer profissão, pois um homem livre não deve viver para servir outro "
- Aristoteles
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A referencia aos arbitros...
está muito bem. Basicamente quando compramos mal e vendemos pior, favor não "atirar" as culpas para os ditos "tubarões" (seja lá o que signifique Tubarão).
Gostei.
Abraço
Gostei.
Abraço
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O cesto da vitória
O Caldeirão está recheado de Artigos didácticos na respectiva secção. Contudo, como há inúmeros novos utilizadores que apenas navegam pelo fórum, tenho vindo a transcrever para aqui alguns desses artigos. Este que escrevi há cerca de 2 anos, compara um "trader" com um jogador de basket.
O cesto da vitória
“Falhei mais de 9000 lançamentos na minha carreira. Perdi quase 300 jogos. Vinte e seis vezes, fui escolhido para fazer o lançamento decisivo e falhei. Falhei vezes atrás de vezes durante a minha vida. E foi por causa disso que eu tive sucesso.”
Michael Jordan
Não foi por acaso que escolhi uma frase do melhor jogador de basket de todos os tempos para iniciar este artigo. Amante do desporto e dos mercados, não resisto a fazer um paralelismo, tal a similitude que encontro entre ambos. Acredito que para se vencer nos mercados e no desporto são necessárias certas atitudes mentais que são bem mais importantes que as capacidades técnicas.
Michael Jordan foi o melhor jogador de basket de sempre, não apenas pelas suas fantásticas qualidades técnicas e físicas. A sua atitude de vencedor e a noção que ele tinha da importância de falhar faziam dele um jogador excepcional. Ele sabia que para marcar os cestos da vitória que iriam ficar para a história, teria que falhar outros. O erro faz parte do jogo e ele, mais do que ninguém, percebia isso.
Um “trader” tem que ter a mesma postura face ao mercado. Muitos investidores fracassam por não admitirem os erros, por não perceberem que ele faz parte da vida normal de qualquer investidor de sucesso. Os maiores “traders” do mundo não erram apenas esporadicamente. Erram regularmente e nem por isso deixam de ter sucesso.
Os investidores que, por uma questão de obsessão com o seu ego, se recusam a aceitar que estão errados acabam por ficar agarrados a posições perdedoras e a verem uma grande parte do seu capital evaporar-se. Além disso, para esses investidores, um erro provoca danos enormes à sua confiança e prejudica o seu desempenho futuro.
Um “trader” de sucesso não fica perturbado com os seus erros pois aceita-os como naturais. E, sobretudo, tem sempre um plano de acção (ou de emergência, como lhe quisermos chamar) para o caso das coisas não correrem como estavam à espera. É isto que os vai proteger de situações aflitivas como alguns investidores vivem quando o mercado está contra eles e reagem apenas emotivamente.
Michael Jordan não era apenas um grande atleta (dele se dizia que podia ter sido campeão olímpico em inúmeras modalidades) com uma extraordinária técnica. Ele tinha uma atitude mental de um verdadeiro campeão, focando-se apenas na vontade de ganhar e na auto-confiança. Eu continuo a insistir que não basta alguém ter óptimos conhecimentos sobre os mercados e ser um óptimo “analista” para ser um investidor de sucesso. Tal como no desporto, é fulcral ter uma mentalidade vencedora, forte e que não se deixe abalar pelos primeiros fracassos.
Há momentos, no basquetebol, em que um jogador está verdadeiramente imparável e que todos os seus lançamentos são cestos. Nestes momentos, costuma-se dizer que o jogador está com a “mão quente”. Nessas alturas, ele deve tentar explorar ao máximo o seu estado de graça, tentando lançar o maior número de vezes possível até falhar e sentir que perdeu o ritmo.
Também nos mercados há momentos em que os investidores estão com a “mão quente”. Nessas alturas, tudo o que tocam parece transformar-se em ouro e o investidor deve aproveitar ao máximo essa sua inspiração. No fundo, é mais do que inspiração - é um momento em que o investidor está a “ler” correctamente o mercado e a perceber exactamente quais os seus movimentos.
“O ataque ganha jogos. A defesa ganha campeonatos”. Esta velha máxima da NBA é mais uma daquelas que penso ser crucial aplicar-se ao “trading”. Por muito espectacular que possam ser os grandes ganhos, é o lado defensivo que permite ao investidor manter-se em jogo e preservar o seu capital.
Não será, com certeza, das pequenas perdas que rezará a História dos grandes negócios nos mercados mas muitas vezes é o assumir dessa postura defensiva que permite a alguns “traders” manterem-se em jogo para poderem depois fazer aquilo que no baseball se designa por “home run”.
Por isso, por muito que sejam propensos ao risco e às emoções fortes, mantenham sempre um lado defensivo. É que a maioria dos investidores só pensa no pontapé de bicicleta que, caso resulte, irá resultar num golo fantástico e que passará dezenas de vezes nas estações de televisão. Contudo, esquecem-se que toda a equipa está no ataque e, caso falhe o pontapé, o adversário pode acabar com o jogo num contra ataque fatal.
Por muito que os jogadores pareçam diferentes dos “traders”, a verdade é que na questão psicológica para alcançarem o sucesso têm que ter posturas muito semelhantes, sobretudo na forma de encarar aquilo que fazem. E, por favor, nunca se lembre de culpar os árbitros. Esse é o género de atitudes que só os derrotados têm.
Um abraço,
Ulisses
O cesto da vitória
“Falhei mais de 9000 lançamentos na minha carreira. Perdi quase 300 jogos. Vinte e seis vezes, fui escolhido para fazer o lançamento decisivo e falhei. Falhei vezes atrás de vezes durante a minha vida. E foi por causa disso que eu tive sucesso.”
Michael Jordan
Não foi por acaso que escolhi uma frase do melhor jogador de basket de todos os tempos para iniciar este artigo. Amante do desporto e dos mercados, não resisto a fazer um paralelismo, tal a similitude que encontro entre ambos. Acredito que para se vencer nos mercados e no desporto são necessárias certas atitudes mentais que são bem mais importantes que as capacidades técnicas.
Michael Jordan foi o melhor jogador de basket de sempre, não apenas pelas suas fantásticas qualidades técnicas e físicas. A sua atitude de vencedor e a noção que ele tinha da importância de falhar faziam dele um jogador excepcional. Ele sabia que para marcar os cestos da vitória que iriam ficar para a história, teria que falhar outros. O erro faz parte do jogo e ele, mais do que ninguém, percebia isso.
Um “trader” tem que ter a mesma postura face ao mercado. Muitos investidores fracassam por não admitirem os erros, por não perceberem que ele faz parte da vida normal de qualquer investidor de sucesso. Os maiores “traders” do mundo não erram apenas esporadicamente. Erram regularmente e nem por isso deixam de ter sucesso.
Os investidores que, por uma questão de obsessão com o seu ego, se recusam a aceitar que estão errados acabam por ficar agarrados a posições perdedoras e a verem uma grande parte do seu capital evaporar-se. Além disso, para esses investidores, um erro provoca danos enormes à sua confiança e prejudica o seu desempenho futuro.
Um “trader” de sucesso não fica perturbado com os seus erros pois aceita-os como naturais. E, sobretudo, tem sempre um plano de acção (ou de emergência, como lhe quisermos chamar) para o caso das coisas não correrem como estavam à espera. É isto que os vai proteger de situações aflitivas como alguns investidores vivem quando o mercado está contra eles e reagem apenas emotivamente.
Michael Jordan não era apenas um grande atleta (dele se dizia que podia ter sido campeão olímpico em inúmeras modalidades) com uma extraordinária técnica. Ele tinha uma atitude mental de um verdadeiro campeão, focando-se apenas na vontade de ganhar e na auto-confiança. Eu continuo a insistir que não basta alguém ter óptimos conhecimentos sobre os mercados e ser um óptimo “analista” para ser um investidor de sucesso. Tal como no desporto, é fulcral ter uma mentalidade vencedora, forte e que não se deixe abalar pelos primeiros fracassos.
Há momentos, no basquetebol, em que um jogador está verdadeiramente imparável e que todos os seus lançamentos são cestos. Nestes momentos, costuma-se dizer que o jogador está com a “mão quente”. Nessas alturas, ele deve tentar explorar ao máximo o seu estado de graça, tentando lançar o maior número de vezes possível até falhar e sentir que perdeu o ritmo.
Também nos mercados há momentos em que os investidores estão com a “mão quente”. Nessas alturas, tudo o que tocam parece transformar-se em ouro e o investidor deve aproveitar ao máximo essa sua inspiração. No fundo, é mais do que inspiração - é um momento em que o investidor está a “ler” correctamente o mercado e a perceber exactamente quais os seus movimentos.
“O ataque ganha jogos. A defesa ganha campeonatos”. Esta velha máxima da NBA é mais uma daquelas que penso ser crucial aplicar-se ao “trading”. Por muito espectacular que possam ser os grandes ganhos, é o lado defensivo que permite ao investidor manter-se em jogo e preservar o seu capital.
Não será, com certeza, das pequenas perdas que rezará a História dos grandes negócios nos mercados mas muitas vezes é o assumir dessa postura defensiva que permite a alguns “traders” manterem-se em jogo para poderem depois fazer aquilo que no baseball se designa por “home run”.
Por isso, por muito que sejam propensos ao risco e às emoções fortes, mantenham sempre um lado defensivo. É que a maioria dos investidores só pensa no pontapé de bicicleta que, caso resulte, irá resultar num golo fantástico e que passará dezenas de vezes nas estações de televisão. Contudo, esquecem-se que toda a equipa está no ataque e, caso falhe o pontapé, o adversário pode acabar com o jogo num contra ataque fatal.
Por muito que os jogadores pareçam diferentes dos “traders”, a verdade é que na questão psicológica para alcançarem o sucesso têm que ter posturas muito semelhantes, sobretudo na forma de encarar aquilo que fazem. E, por favor, nunca se lembre de culpar os árbitros. Esse é o género de atitudes que só os derrotados têm.
Um abraço,
Ulisses
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