Caldeirão da Bolsa

Portugueses pagam caro para ter maior central solar do mundo

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Camisa Roxa » 2/4/2007 11:07

A notícia fala praticamente por si mesmo. Em nome do tema da moda, o estado prepara-se para dar o patrocínio (para além do "incentivo"), prometendo (num prazo que julgo é de 25 anos) pagar 4 vezes o preço actualmente em vigor por toda a energia que a nova central produzir nesse prazo.

Ou seja, mais uma vez com o alto patrocínio involuntário do contribuinte, vai-se estar a sustentar a viabilidade de um projecto por um quarto de século, pagando preços inflaccionados por energia vinda de uma tecnologia que provavelmente estará obsoleta em 5 anos.

Aliás, para isso, temos o exemplo dos parques eólicos. Existem neste momento em Portugal parques eólicos que foram financiados por períodos semelhantes, também obedecendo a princípios de obrigação de compra da energia a preços pré-definidos. Hoje, são relíquias obsoletas em nome dessas megalomanias e discursos simpáticos do passado, de projectos concebidos para um cliente estado amigo que gosta de aparecer nas notícias a qualquer preço, com prazos de 15, 20 ou 25 anos quando deveriam ter sido de 5 ou 6.

Ocupam alguns dos nossos bons recursos eólicos, que poderiam já hoje, à face dos progressos registados (e previsíveis face ao estado embrionário em que se encontrava a tecnologia), ser já eventualmente rentáveis comercialmente, longe de subsídios e de garantias de terceiros.

Mas, em nome do "ambiente", parece que muitos estão despostos a tudo. Nem que seja a deitar dinheiro e recursos para o lixo.

[url="http://small-brother.blogspot.com/2007/03/idiotas-teis.html"]Fonte[/url][/url]
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por ricardotugas » 30/3/2007 14:34

SirPatrickBateman Escreveu:Hum....

Alguém sabe o que é feito daquela solução desenvolvida por Portugueses, que passava por aproveitar a energia das ondas do mar?

:roll:



O projecto continua na sua fase experimental como está no plano previsto.

BN
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por vitor79 » 30/3/2007 13:46

A central nuclear também não ficaria de bola para o estado se fores ver bem os relatórios.

Ponto II estão a tentar vender-te um reactor nuclear de 3.ºgeração, e neste momento está a er implementado 1 na filandia e 2 na China.

Os da china estão ainda em fase de projecto, o da filandia depois de um ano de construção ia comum ano de atraso. está a ser financiado pela frança e pela U.E. pois a filandia não entrava numa destas sozinha.
Agora há pouo tempo foram descoberto erros no projecto, enfim tem existido muitos problemas.

Isto porque os reactores de 2.º geração estão ultrapassados, mas os de 3.º geração ainda nao estão sufucientemente testados.

Depois em dias de muito calor, onde se consome mais energia as centrais podem ter de parar como aconteceu em 2003 em frança.

Eu sere a favor da instalação de uma central nuclear quando estes novos reactores estiverem mais bem estudados, por agora não.

Mas mais uma vez a solução tem deser um mix de todas.
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por Camisa Roxa » 30/3/2007 11:53

realmente, em que outro negócio o Estado/contribuintes financiam o investimento inicial em capital fixo nas infra-estruturas?

Depois de tudo montadinho com o $ dos contribuintes é só começar a vender kws aos contribuintes a preços previamente negociados!

Repare-se que a GE e muitas empresas do género estão a apostar em Portugal porque é o país que paga mais ao Kw!!!

Financiamos as infraestruturas e ainda pagamos o kw mais caro e porquê? Para podermos usufruir de uma energia limpa enquanto os outros países se riem de tamanha estupidez e continuam simplesmente a usar energia barata proveniente do nuclear...
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O

por macumba » 30/3/2007 11:41

problema da biomassa não é esse(eu tb concordo com essas vantagens).
o problema é que não há matéria para a central trabalhar,porque o que pagam não dá para os custos da recolha e transporte da matéria...preferem subsidiar centrais solares estrangeiras eheh! :evil:
deste modo que é que vai trabalhar nessa recolha se não vai ganhar nada?aliás,há quem vá entregar essa matéria aos espanhóis :shock:

saudações
 
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por vitor79 » 30/3/2007 11:28

Boas, Nuno concordo com tudo o que disseste, por isso é que disse que para mim era preferivel investir este dinheiro em investigação.


Quanto a Biomassa, o que irá produzir também será praticamente insignificante, tal como esta central. Um problema que podrá surgir e já está na calha com as centrais de biomassa é a introduçãom maciça de onoculturas de especies energeticas, pois apresentam um crescimento rápido e serão bem pagas.

Quanto a central para produção de energia das ondas também nos irá ficar muito cara.

Ou seja não a bela sem senão nesta história.
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por jabreu » 30/3/2007 11:24

Tens razão em quase tudo...
Não concordo ctg totalmente nas centrais de biomassa.

Os custos de produção de energia serão mais caros, mas poupara-se mt mais em combate a incendios e até em água que no Verão em tantos sitios é escassa.
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por Rui12ld » 30/3/2007 11:20

O grande lapso é considerar o nuclear como inimigo do ambiente, quando é totalmente ao contrário.

Talvez a solução seja uma parceria com os espanhóis para compra de energia nuclear duma central (ou duas) que estes possam colocar perto da fronteira.

O problema é que em termos tecnológicos ficamos uma vez mais a ver navios.

Nota: Quem apregoa que o impacto das centrais solares é nulo engana-se, pois é terreno agrícola ocupado o que diminui a criação de riqueza agrícola e no combate ao CO2.

Abraço
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Por

por macumba » 30/3/2007 11:11

alguma razão temos as 2 centrais de produção de energia mais cara do mundo:temos o governo mais burro,claro;e os cidadãos mais condescendentes e mal informados...
os outros paises não subsidiam deste modo a produção desta energia,não!preferem investir noutras soluções como a nuclear!
qual é a lógica?somos os mais pobres,mas temos a energia mais cara e subsidiamo-la...enfim...
barragens?não se pode ,os verdes não deixa...
nuclear?não se pode,os verdes e o governo não deixam...
e a biomassa ao contrário do que parece não é solução:os custos de entrega dos residuos são superiores ao que pagam:dai os problemas por ex na central de mortágua(a propósito há um tópico muito bom a este respeito no ******),onde não há matéria para trabalhar!

saudações
 
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por Keyser Soze » 30/3/2007 11:08

e uma outra coisa (alguém que corriga se fiz mal as contas)

a central de Serpa vai produzir 20 Gwh/ano

em 2005 a produção electricidade total em Portugal (todas as fontes) foi de 46575 Gwh

ou seja, a maior central solar do mundo, vai ser apenas responsável por 0,04% da produção de energia electrica em Portugal, a um custo várias vezes superior a outras alternativas renováveis (hidrica, eólica..)
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por nunofaustino » 30/3/2007 9:56

Mas a diferença suportada pelos consumidores de energia é muito menor entre a energia produzida por barragens ou eólica e por centrais solares... é a tal diferença de 3-8x mais cara que se falava aqui neste post.

Relativamente à energia de Biomassa, ela tem a vantagem de servir para a eliminação de resíduos como restos florestais, o que é uma vantagem considerável.

A das ondas, é mais uma que, provavelmente deveria esperar uns anos para ser implementada e o preço do Kw ser mais reduzido...

Continuo a achar que faz pouco sentido investir na produção de energia a 0.3E por Kw/h... e termos as duas maiores centrais de produção de energia cara não é algo para nos sentirmos felizes...

Um abr
Nuno
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por vitor79 » 29/3/2007 17:52

Certo Nuno, mas o mesmo se passa em relação a outras formas de energia, como a Eolica, ou num futuro próximo a das ondas e a Biomassa. Mesmo na Hidrica o governo apoia de uma forma imensa tudo o que seja construção de barragens ou a sua ampliação. Não nos ficando também a 0 centimos.

Aqui é mais uma questão de investimento politico, e por isso é que eu defendi que sou contra estes mega projectos e preferiria investir este dinheiro em investigação. A energia solar ainda pode e é de esperar que evolua muitissimo nos proximos anos.
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por nunofaustino » 29/3/2007 16:33

Acho que vocês n perceberam uma coisa...

Nós pagamos à EDP 0.11E por KW/h.

A EDP compra a estes senhores a electricidade a 0.31EKW/h.

A EDP perde 0.2E por cada KW/h que compra a estes senhores.

O governo paga à EDP 0.2XE por cada KW/h que a EDP compra a estes senhores.

O dinheiro dos nosso impostos paga o que o governo gasta (não vem de mais lado nenhum).

Ou seja, nós pagamos 0.2XE por cada KW/h que aquela central produza e venda à EDP.

Ecologicamente pode ser um bom negócio, mas economicamente, para os Portugueses era mais rentável produzir electricidade por outra forma...

Um abraço
Nuno
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por Keyser Soze » 29/3/2007 16:05

OPA Escreveu:Kayser, as hidricas em Portugal tem um grande problema:
- Os locais de maior potencial estao subexplorados (tecnologicamente).
- Os lobbies necessitam de contruir NOVO.

Assim aparecem projectos como Alto e Baixo Coa, Sabor, etc que apresentam aproveitamentos baixissimos com impactos ambientais e sociais altissimos, para ja nao falar na factura.

Ha uns anos tive uma conversa interessantissima com uma alto quadro da EDP Producao onde discutimos os novos projectos e a actualizacao tecnologica e estrutural do Douro, no Picote e em Vendas Novas.
A barragem do Sabor tera uma potencia de 170 MW. Repara que so no Picote e Bemposta se pode aumentar a potencia em 231 e 178 MW, com um investimento quase 3 vezes inferior ao do Sabor.


mas o busilis da questão é, a energia hidrica ainda tem potencial, não está maximizada.......seja por sub-aproveitamento, falta de investimento tecnológico, novas construções

correcto ?

assim sendo, se esta forma de enegia é bastante mais barata que a solar, o investimento nesta energia é que deveria ser prioritário....de acordo ?
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por Keyser Soze » 29/3/2007 16:01

vitor79 Escreveu:Keyser Soze
eu não disse que a energia hidrica potenial era toda aproveitada.

Agora por um lado existe que o que era mais rentavel já está feito. As duas única barragens de grande porte que se admitem fazer em Porugal levantam uma série enorme de problemas, embora esteam a ir parsa a frente. Muita da do potencial em energia hidrica deve ser aproveitada em mini-hidricas. Das barragens já existentes algumas estão ou vão sofrer obras de ampliação de forma a poderem aproveitar mais o seu potencil.

Portanto reafirmo tudo o que disse, e com isso não me parece que te esteja a contrariar fortemente, apenas a alertar para algumas coisas que me parece que numa primeira vista não repars-te bem.

sim....o que quero dizer é que ainda há potencial e portanto este deve ser maximizado em vez de ir para soluções 8x mais caras

O último ponto que queria realçar que nenhum tipo de enrgia por si só será sufuciente num futuro próximo,a solução é mix de todas, sendo que quant ao petroleo apenas se pode sonhar em fazer uma redução significativa.

sim, o futuro será sempre um mix de energias

Com isto quero dizer que não sou a favor de grandes projectos como aquele que apresentas-te, mas sim de muitos pequenos projectos do mesmo tipo.

eu não apresentei, eu coloquei a noticia e referi a minha discordância, portanto tamos de acordo

se é para investir no solar, parece-me mais lógico aplicá-las a nivel residencial individualmente pelos cidadãos


Quanto aos transportes a situação é ainda mais complicada.

exacto, foi o ponto de discórdia ente mim e o mech, não há substituto ao oil

Estou em crer que a energia e a água serão os problemas deste século. e de certeza que não existem panaceias para os resolver.
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por Keyser Soze » 29/3/2007 15:56

The Mechanic Escreveu:
que tás a falar?

se é para produzir energia electrica que se maximize a capacidade hidrica/investir em barragens em Portugal pq sai mt mais barato que a solar

os transportes, que não andam a electricidade, é que são os grandes responsáveis pelo consumo de oil

se queres reduzir a dependencia energética é este problema q tens q fazer face


AAAAAAARRRRRRRRRRRRRRRRGGGGGGGGGGHHHHH!!!!!!!!!!
:wall: :wall: :wall: :wall: :wall: :wall:

E a maior parte da electricidade não é produzida com combustiveis fosseis !?


AAAAAAARRRRRRRRRRRRRRRRGGGGGGGGGGHHHHH!!!!!!!!!!



Mech,

cerca de 75% da energia importada é Petróleo

o oil (petróleo, que é o que me refiro no post) é usado para produzir apenas 5% de electricidade em Portugal


qd falas em fósseis ai temos que incluir tb o carvão e o gás natural

o carvão é fácil de arranjar (tem é emissões de CO2, que podem ser "guardadas" em vez de expelidas) - creio rsponsável por 34% electricidade

o gás natural vem da Argélia, razão pelo que fizemos o pipeline em meados dos anos 90 (60% é usado para produzir electricidade) - 15% electricidade


portanto estas plantas solares não resolvem em nada o problema da dependencia do petroleo, ficamos praticamente igual

o problema tem que ser abordado por outro ângulo, via transportes
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por R_Martins » 29/3/2007 15:54

Se os custos são em pesquisa, gente a trabalhar na central, famílias portuguesas beneficiadas com estas instalações então é melhor empregue que pagar desempregados.
Custo zero não existe...
Nos anos 90 existiu, mais antiga naturalmente, uma central deste tipo no Jura bernese, Suiça, creio que teria custado 11 milhões de francos suíços e ardeu totalmente em poucos minutos. Foi um grande prejuízo...
O Alentejo vai ser o ultimo paraíso do mundo!!!
As centrais são actualmente grandes e feias, com o desenvolver das tecnologias um dias destes um painel em cima dum chaparro vai dar para abastecer Lisboa.E depois...
RMartins
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por OPA » 29/3/2007 15:20

Kayser, as hidricas em Portugal tem um grande problema:
- Os locais de maior potencial estao subexplorados (tecnologicamente).
- Os lobbies necessitam de contruir NOVO.

Assim aparecem projectos como Alto e Baixo Coa, Sabor, etc que apresentam aproveitamentos baixissimos com impactos ambientais e sociais altissimos, para ja nao falar na factura.

Ha uns anos tive uma conversa interessantissima com uma alto quadro da EDP Producao onde discutimos os novos projectos e a actualizacao tecnologica e estrutural do Douro, no Picote e em Vendas Novas.
A barragem do Sabor tera uma potencia de 170 MW. Repara que so no Picote e Bemposta se pode aumentar a potencia em 231 e 178 MW, com um investimento quase 3 vezes inferior ao do Sabor.

E barragens nao evitam nem ajudam a resolver cheias!. Isto em um mito! Na maioria das vezes apresentam mesmo um efeito contrario, agravando situacoes.

- Criam falsas areas de inundacao, ja que os caudais se alteram substancialmente durante anos.
- Atrasam o efeitos das cheias, mas concentram-no.
- Aceleram a erosao, piorando as condicoes ambientais de receberem as cheias futuras.
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por vitor79 » 29/3/2007 14:49

Keyser Soze
eu não disse que a energia hidrica potenial era toda aproveitada.

Agora por um lado existe que o que era mais rentavel já está feito. As duas única barragens de grande porte que se admitem fazer em Porugal levantam uma série enorme de problemas, embora esteam a ir parsa a frente. Muita da do potencial em energia hidrica deve ser aproveitada em mini-hidricas. Das barragens já existentes algumas estão ou vão sofrer obras de ampliação de forma a poderem aproveitar mais o seu potencil.

Portanto reafirmo tudo o que disse, e com isso não me parece que te esteja a contrariar fortemente, apenas a alertar para algumas coisas que me parece que numa primeira vista não repars-te bem.

O último ponto que queria realçar que nenhum tipo de enrgia por si só será sufuciente num futuro próximo,a solução é mix de todas, sendo que quant ao petroleo apenas se pode sonhar em fazer uma redução significativa.


Com isto quero dizer que não sou a favor de grandes projectos como aquele que apresentas-te, mas sim de muitos pequenos projectos do mesmo tipo.

Quanto aos transportes a situação é ainda mais complicada.

Estou em crer que a energia e a água serão os problemas deste século. e de certeza que não existem panaceias para os resolver.
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por The Mechanic » 29/3/2007 14:13

que tás a falar?

se é para produzir energia electrica que se maximize a capacidade hidrica/investir em barragens em Portugal pq sai mt mais barato que a solar

os transportes, que não andam a electricidade, é que são os grandes responsáveis pelo consumo de oil

se queres reduzir a dependencia energética é este problema q tens q fazer face


AAAAAAARRRRRRRRRRRRRRRRGGGGGGGGGGHHHHH!!!!!!!!!!
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E a maior parte da electricidade não é produzida com combustiveis fosseis !?


AAAAAAARRRRRRRRRRRRRRRRGGGGGGGGGGHHHHH!!!!!!!!!!

PORTUGAL – Folha de dados de diversificação de energias
Janeiro de 2007

Antecedentes para a política
Uma política energética europeia deve ter por objectivo um abastecimento de energia sustentável, competitivo eseguro. Se a UE continuar a seguir o actual caminho, este objectivo fundamental não será atingido. Em Janeiro de2007, a Comissão Europeia adoptou uma política energética para a Europa. Esta política foi apoiada por diversos documentos relativos a diferentes aspectos da energia e incluiu um plano de acção para dar resposta aos principaisdesafios energéticos com que a Europa se depara. Todos os cidadãos europeus devem ser informados quanto a estasalterações e quanto ao papel que devem desempenhar para a sua implementação.

Uma diversificação das fontes energéticas aumentará a segurança do abastecimento.

Assuntos chave
Um significativo aumento do consumo de energia final provocou uma elevada dependência em termos de importaçãopara Portugal, visto que a produção nacional está limitada às fontes de energia renováveis. O petróleo é a principalfonte de abastecimento energética. O gás natural foi introduzido pela primeira vez em 1997 e ocupa um lugar cada vezmais importante no abastecimento de energia e produção de electricidade. A produção de electricidade depende emgrande medida da energia hidrológica, que apresenta uma significativa variação anual e a hulha também desempenhaum significativo papel na diversificação de energias. A indústria e os transportes são os principais sectores no consumo de energia. A intensidade em termos de energia e CO2encontra-se acima da média europeia, apesar de oconsumo de energia e de CO2per capita ser inferior à média da UE. Grande parte do debate sobre a energia recai sobre a futura diversificação de energias tendo por base a elevada dependência em termos de importações ealterações climáticas.


Abastecimento de energia primária
Em Portugal, o abastecimento de energia primária aumentou substancialmente desde 1990 (em 55%). Este aumento consiste sobretudo num aumento do abastecimento de petróleo (em 29% desde 1990) e de combustíveis sólidos (em31% desde 1990). Em 1997, o gás natural foi introduzido pela primeira vez no abastecimento de energia primária dePortugal e, em 2004, a quota do gás no abastecimento total de energia atingiu os 13% (mantendo-se abaixo da médiada UE-27).

A quota de fontes renováveis (sobretudo hidrológica) no abastecimento total de energia é de 15%, valorsignificativamente mais elevado do que a média de 6% na UE-27.

Produção interna

A produção interna de Portugal baseia-se exclusivamente em fontes de energia renováveis, sobretudo hidrológica e biomassa. O crescimento apresentou valores consideráveis (45% desde 1990).

Importações líquidas por produto energético 2004
Importações

A dependência de Portugal em termos de importação de energia (83,6%) apresenta valores muito maiselevados do que a média da UE-27. A maior parte da energia importada baseia-se no petróleo, mas inclui também significativas quantidades de importações de gás e combustível sólido. O petróleo bruto é importadode países africanos (Argélia, Nigéria, Líbia) e da ArábiaSaudita. A Nigéria e a Argélia também são importantesfornecedores de gás natural. Os combustíveis sólidos(hulha) são originários sobretudo da Colômbia e daÁfrica do Sul.

Produção de electricidade
A produção de energia aumentou significativamentedesde 1990 (aumento de 58%), apesar de se termantido relativamente constante durante os últimos 4 a 5 anos.

Tradicionalmente, a estrutura de combustíveispara a produção de energia eléctrica dependia docarvão, petróleo e do sector hidroeléctrico.

O aumentoda disponibilidade do gás natural graças às importaçõeslevou a um aumento da quota do gás natural naestrutura de combustíveis para a produção deelectricidade, substituindo sobretudo o petróleo.Enquanto que a produção de carvão tem vindo aaumentar de forma constante, a produção hidrológicaapresenta uma enorme variação devido à suadependência da pluviosidade e das condiçõesclimatéricas.

Consumo de energia final por sector 2004

Consumo de energia final

Em Portugal, o consumo de energia final aumentouconsideravelmente desde 1990 (aumento de 80% noperíodo de 1990-2004), sobretudo graças aos aumentosdo consumo no sector dos transportes, indústria ecomércio. O transporte e a indústria representam ossectores mais importantes em termos de consumo deenergia (ambos com quotas acima da média europeia),apresentando uma quota acumulada de 72% em termosde consumo de energia final total em 2004. 61% daenergia consumida é proveniente do petróleo, enquantoque 20% é electricidade e 12% energia renovável(sobretudo biomassa).Comb. sólidos14%Petróleo69%Gás15%Electricidade2%05101520253035404550199019911992199319941995199619971998199920002001200220032004TWhCarvãooalPetrlilGásNuclearRenováveisOutrasTransportes36%Indústria36%Comércio, etc.13%Doméstico15%Produção eléctrica bruta por tipo decombustível
--------------------------------------------------------------------------------


Dependência da Importação de Energia indica a medida em que um país depende das importações para dar resposta às suasnecessidades em termos de enrgia.

Calcula-se utilizando a seguinte fórmula: importações líquidas / (abastecimento de energiaprimária + “bunkers”)Intensidade Energética dá uma indicação da eficácia com que a energia está a ser utilizada para produzir um valor acrescentado.

É definida como a relação do Abastecimento de Energia Primária com o Produto Interno BrutoConsumo de Energia Final é a energia final consumida nos sectores dos transportes, indústria, comércio, agricultura, público edoméstico. Exclui o abastecimento para o sector da transformação de energias e para as próprias indústrias energéticasAbastecimento de Energia Primária. A quantidade de energia consumida dentro das fronteiras de determinado país: produçãoprimária + produtos recuperados + importações + mudanças de stock - exportações - “bunkers” (i.e., quantidades fornecidas paraembarcações de alto-mar)Renúncia de responsabilidadeAs opiniões expressas neste documento não foram adoptadas nem de qualquer forma aprovadas pela Comissão Europeia e nãodevem ser consideradas como uma declaração da opinião da Comissão.A Comissão não garante o rigor dos dados incluídos neste documento, nem aceita qualquer responsabilidade por qualquerutilização a que sejam sujeitos.


Toma o link . VÊ , SENHOR !!!
http://66.102.9.104/search?q=cache:uuqO4umnZiQJ:ec.europa.eu/energy/energy_policy/doc/factsheets/country/pt/mix_pt_pt.pdf+produ%C3%A7%C3%A3o+electrica+portugal&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=6&gl=pt


Um abraço ,

The Mechanic
" Os que hesitam , são atropelados pela retaguarda" - Stendhal
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por Keyser Soze » 29/3/2007 13:20

The Mechanic Escreveu:Keyser
Eolica, Solar , Hidrica produzem energia electrica

o teu carro anda a electricidade ? não, pois não ?

o problema da dependência energética está em grande nos transportes, que anda a "petroleo"

uma coisa não substiui a outra


Ou não entendes ou estás-te a fazer dentendido e eu não me apetece explicar-te mais.


Um abraço ,

The Mechanic



que tás a falar?

se é para produzir energia electrica que se maximize a capacidade hidrica/investir em barragens em Portugal pq sai mt mais barato que a solar

os transportes, que não andam a electricidade, é que são os grandes responsáveis pelo consumo de oil


se queres reduzir a dependencia energética é este problema q tens q fazer face
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por The Mechanic » 29/3/2007 13:13

Keyser
Eolica, Solar , Hidrica produzem energia electrica

o teu carro anda a electricidade ? não, pois não ?

o problema da dependência energética está em grande nos transportes, que anda a "petroleo"

uma coisa não substiui a outra


Ou não entendes ou estás-te a fazer dentendido e eu não me apetece explicar-te mais.


Um abraço ,

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por Keyser Soze » 29/3/2007 13:11

vitor79 Escreveu:Para o Keyser Soze.

O problema das barragens é que já estão quase todas feitas ou a fazerem-se.
Agora fala-se em duas, amas extremamente polemicas, uma no Sabor e outra em Coa.

O que se pode fazer neste campo é mais o reforço das já construidas e incentivar a construção das micro barragens (nomeadamente atravez da diminuição do tempo de licenciamento (10 a 15 anos)).


tu és da area e deve saber melhor q ninguém estes números

mas creio que actualmente Portugal aproveita apenas 48% da capacidade hídrica existente
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por vitor79 » 29/3/2007 13:02

Para o Keyser Soze.

O problema das barragens é que já estão quase todas feitas ou a fazerem-se.
Agora fala-se em duas, amas extremamente polemicas, uma no Sabor e outra em Coa.

O que se pode fazer neste campo é mais o reforço das já construidas e incentivar a construção das micro barragens (nomeadamente atravez da diminuição do tempo de licenciamento (10 a 15 anos)).

Para todos:

Quanto os transportes estão neste momento a ser utilizados os biocombustiveis e a estudar-se fortemente a nível europeu as celulas de hidrogenio.

Entretanto o govern prometeu rever o sistema de ´micro produção de energia este ano. Vamos ver.

E voltei a esquecer-me de algo.
A Tendência é Nossa Amiga.
 
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por Keyser Soze » 29/3/2007 12:44

The Mechanic Escreveu:Keyser
e electricida é uns 25% da energia consumida...todos estes projectos é para produzir electricidade...
o nosso problema é o PETRóLEO, o que faz de nós o pais com a maior dependencia energética da Europa
...e tb o grande responsável pelas emissões CO2 (tranportes)

estas "energias" não resolvem problema nenhum


...mas é claro que não resolvem o problema ! Mas ajudam . Qualquer produção nacional de energia ajuda . Essencialmente porque nós vamos consumi-la de qualquer maneira e se não for produzida em Eolica, Solar , Hidrica vamos ter de compra-la em Petroleo ! Que nos saí sempre mais caro...

Um abraço ,

The Mechanic

ps _ Bom filme !



Eolica, Solar , Hidrica produzem energia electrica

o teu carro anda a electricidade ? não, pois não ?

o problema da dependência energética está em grande nos transportes, que anda a "petroleo"

uma coisa não substiui a outra
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