Portugueses têm o que merecem
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Relacionamento dos Tugas com a administração fiscal
Rui12ld Escreveu:No relacionamento dos Portugueses com a administração fiscal nota-se que nos ultimos anos se tem assistido a uma taxa de cumprimento dos deveres maior, e que a começa a haver uma certa consciência colectiva nesse cumprimento. Isto está a melhorar e o caminho é mesmo esse.
Ola,
Partilho a tua opiniao Rui12ld. Houve e ha um progresso enorme desde os anos 80 e 90, e concreto e visivel. Mas nao podemos perder de vista a meta que temos - sera que temos? - que e a de ter uma sociedade sem corrupcao.
Abraco
CN
Deveriamos ter o que merecemos...
Concordo com a análise que abriu o post.
Só acrescento o seguinte:
- Eu pago todos os meus impostos, (na altura devida).
- Eu, apesar de ter direitos como contribuinte, em muitas situações não uso os serviços do estado por estes serem de má qualidade e demorados.
- A demora dos serviços reduz a produção que os politicos do meu país querem fazer crescer com mais anos de trabalho de cada um de nós.
- Gostava de ver uma estatistica das receitas fiscais em que os profissionais liberais, médicos, advogados e outros que tais (os mal pagos), pagassem mais IRS que eu.
- Com melhorias nestes pontos que critiquei, (alguns entre mtos), pagaria os impostos com orgulho. Sem as ditas melhorias limito-me a pagar e a dizer mal do desperdicio do meu dinheiro.
Só acrescento o seguinte:
- Eu pago todos os meus impostos, (na altura devida).
- Eu, apesar de ter direitos como contribuinte, em muitas situações não uso os serviços do estado por estes serem de má qualidade e demorados.
- A demora dos serviços reduz a produção que os politicos do meu país querem fazer crescer com mais anos de trabalho de cada um de nós.
- Gostava de ver uma estatistica das receitas fiscais em que os profissionais liberais, médicos, advogados e outros que tais (os mal pagos), pagassem mais IRS que eu.
- Com melhorias nestes pontos que critiquei, (alguns entre mtos), pagaria os impostos com orgulho. Sem as ditas melhorias limito-me a pagar e a dizer mal do desperdicio do meu dinheiro.
MAV8
Carteira 69
Carteira 69
Não gosto das das opiniões do Camilo, mas neste caso ele tem razão quando diz que :mudanças sim , mas... na "quinta" do vizinho, pois... é necessário os "Boys" terem emprego garantido, e sendo assim, mudanças só nos outros. Mas também é verdade que em Portugal cultiva-se o despesismo, e o ultimo que feche a porta se for... capaz. Ou então faça como o Dr. Durão Barroso, que devido "ao grande prestigio" que o cargo na união europeia tinha (para o país , não para ele -obviamente) deu "á sola" e quem ficou que se desemmbru-lhe... se for capaz.
São estas as grandes mudanças no meu querido Portugal
Cumprimentos
São estas as grandes mudanças no meu querido Portugal
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Discutivel ? ....Sim, mas inteligente !
(in JNonline, hoje)..............................................................
"Mário Negreiros
O Poder, o sacrifício e o património
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É curioso que se admita dificuldades – e admito-as perfeitamente – para arranjar quem, com competências comprovadas, aceite as funções de director-geral de Contribuições e Impostos por pouco mais de 5 mil euros ao mês e que, por outro lado, se ache natural a ambição pela cadeira de primeiro-ministro por esse mesmo salário.
Dizia o falecido deputado brasileiro Ulisses Guimarães que o poder é o mais potente afrodisíaco. Isso pode explicar muitas coisas, mas nem tudo.
Se o salazarismo se manifesta com alguma pujança em Portugal não é tanto no ideário explícito do Estado Novo quanto na ideia implícita de que o poder só é livre de pecado quando exercido às custas do sacrifício pessoal dos governantes. O governante deve ser modesto e infeliz. Não deve ter gozo no cargo, e terá que convencer o eleitorado de que se candidata por sentido de responsabilidade ou missão e apesar dos apelos em contrário da mulher e/ou dos filhos (que, além de boa esposa e de bons filhos, são bons patriotas e acabarão por se resignar com o sacrifício do marido ou pai em nome da felicidade da Nação).
E o que esperar desse homem, que abdica do gozo da família em nome da felicidade da Nação, senão que abdique também de um salário condizente com o peso das suas responsabilidades? O sacrifício – tanto da vida pessoal quanto da situação patrimonial – é parte integrante do ofício da governação, segundo o ideário implícito que nos legou Salazar (com raízes, reconheça-se, muito anteriores a ele).
Ora, se assim é, manda a lógica que, quanto maiores as responsabilidades do governante, maior deverá ser a sua disposição de sacrifício. A do primeiro-ministro deve ser, portanto, maior do que a do director-geral de Contribuições e Impostos. E, para sermos coerentes, esse princípio não pode deixar de ter uma tradução salarial e de se aplicar a toda a função pública. A maneira de adequar a Lei a essa noção do exercício do Poder seria, portanto, mais simples do que parece. Bastaria trocar uma palavra: onde se lê "superior", leia-se "inferior", de maneira a que nenhum funcionário da administração pública possa receber remuneração inferior à do primeiro-ministro. É uma questão de hierarquia.
Pareceria bizarro mas mais bizarra será sempre a nossa relação com o Poder e com os homens que o exercem. São, ao mesmo tempo, objectos preferenciais das nossas ofensas e das nossas reverências; da nossa inveja e do nosso desprezo; da nossa admiração e do nosso escárnio. O que não conseguimos é ver os homens do Poder como semelhantes – no que se inclui alguma legítima ambição por segurança patrimonial. Esperamos que os políticos sejam bons, dedicados, honestos e competentes por amor a nós, tal como esperamos que os músicos, os escritores e os pintores componham escrevam e pintem por amor à arte. Preocupações com o próprio património são coisas de mercenários ou de corruptos. Os políticos, como os artistas, devem ser amadores (de nós e das artes).
E assim damos licença à pequena corrupção ("ganha tão pouco, coitado") e a pequena corrupção dá licença à grande.
PS: A corrupção no serviço público acaba por ser sempre uma variação do princípio geral de apropriação do bem público como se privado fosse. O que é, se não corrupto, o cidadão que usa o passeio público como estacionamento privado?"
"Mário Negreiros
O Poder, o sacrifício e o património
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É curioso que se admita dificuldades – e admito-as perfeitamente – para arranjar quem, com competências comprovadas, aceite as funções de director-geral de Contribuições e Impostos por pouco mais de 5 mil euros ao mês e que, por outro lado, se ache natural a ambição pela cadeira de primeiro-ministro por esse mesmo salário.
Dizia o falecido deputado brasileiro Ulisses Guimarães que o poder é o mais potente afrodisíaco. Isso pode explicar muitas coisas, mas nem tudo.
Se o salazarismo se manifesta com alguma pujança em Portugal não é tanto no ideário explícito do Estado Novo quanto na ideia implícita de que o poder só é livre de pecado quando exercido às custas do sacrifício pessoal dos governantes. O governante deve ser modesto e infeliz. Não deve ter gozo no cargo, e terá que convencer o eleitorado de que se candidata por sentido de responsabilidade ou missão e apesar dos apelos em contrário da mulher e/ou dos filhos (que, além de boa esposa e de bons filhos, são bons patriotas e acabarão por se resignar com o sacrifício do marido ou pai em nome da felicidade da Nação).
E o que esperar desse homem, que abdica do gozo da família em nome da felicidade da Nação, senão que abdique também de um salário condizente com o peso das suas responsabilidades? O sacrifício – tanto da vida pessoal quanto da situação patrimonial – é parte integrante do ofício da governação, segundo o ideário implícito que nos legou Salazar (com raízes, reconheça-se, muito anteriores a ele).
Ora, se assim é, manda a lógica que, quanto maiores as responsabilidades do governante, maior deverá ser a sua disposição de sacrifício. A do primeiro-ministro deve ser, portanto, maior do que a do director-geral de Contribuições e Impostos. E, para sermos coerentes, esse princípio não pode deixar de ter uma tradução salarial e de se aplicar a toda a função pública. A maneira de adequar a Lei a essa noção do exercício do Poder seria, portanto, mais simples do que parece. Bastaria trocar uma palavra: onde se lê "superior", leia-se "inferior", de maneira a que nenhum funcionário da administração pública possa receber remuneração inferior à do primeiro-ministro. É uma questão de hierarquia.
Pareceria bizarro mas mais bizarra será sempre a nossa relação com o Poder e com os homens que o exercem. São, ao mesmo tempo, objectos preferenciais das nossas ofensas e das nossas reverências; da nossa inveja e do nosso desprezo; da nossa admiração e do nosso escárnio. O que não conseguimos é ver os homens do Poder como semelhantes – no que se inclui alguma legítima ambição por segurança patrimonial. Esperamos que os políticos sejam bons, dedicados, honestos e competentes por amor a nós, tal como esperamos que os músicos, os escritores e os pintores componham escrevam e pintem por amor à arte. Preocupações com o próprio património são coisas de mercenários ou de corruptos. Os políticos, como os artistas, devem ser amadores (de nós e das artes).
E assim damos licença à pequena corrupção ("ganha tão pouco, coitado") e a pequena corrupção dá licença à grande.
PS: A corrupção no serviço público acaba por ser sempre uma variação do princípio geral de apropriação do bem público como se privado fosse. O que é, se não corrupto, o cidadão que usa o passeio público como estacionamento privado?"
Quem não sabe o que quer, obtém o que não deseja, OU MELHOR, para barco sem rumo não há vento favorável.
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Rui12ld Escreveu:Talvez o caminho seja um mundo mais justo (logo com menos impostos e onde a riqueza fique onde ela se crie) mas com maiores desigualdades.
eu acho que é exactamente esse o caminho
"mais justo" porque "a riqueza fique onde ela se crie"
"com maiores desigualdades" porque as pessoas não são iguais, logo têm diferentes capacidade de gerar riqueza
o que se deve garantir é uma rede de segurança minima
eu não vejo mal nenhum na desigualdade, acho isso normal
há que analisar a pobreza em termos absolutos, e não em termos relativos (eu sou pobre pq o vizinho tem mais do que eu)
os paises comunistas encontraramum boa forma de eliminar a desigualdade...tornaram toda a gente pobre
Será assim para os que estão encostados e habituados a ter um emprego em vez de trabalhar.
Está na hora de mudar a mentalidade e apresentar soluções. Apresentou algumas esse senhor?
Porque é que tenho de descontar para a Segurança Social e ter um seguro de saúde particular?
Porque é que na Alemanha considerado o motor da economia da Europa está quase aprovado a reforma aos 67 anos e em Portugal que é um País dependente de tudo todos refilam?
E porque é que se endividam até aos cabelos, sabendo de antemão que não podem pagar? Mas é melhor mostrar o carro novo, do que andar no antigo e ter dinheiro suficiente para viver.
Não se vê ninguem a apresentar soluções, basta ver os telejornais e todos se queixam mas ninguem puxa para cima.
Mentalidade negativa não ajuda em nada! Mas é a que abunda no nosso País, infelizmente.
Está na hora de mudar a mentalidade e apresentar soluções. Apresentou algumas esse senhor?
Porque é que tenho de descontar para a Segurança Social e ter um seguro de saúde particular?
Porque é que na Alemanha considerado o motor da economia da Europa está quase aprovado a reforma aos 67 anos e em Portugal que é um País dependente de tudo todos refilam?
E porque é que se endividam até aos cabelos, sabendo de antemão que não podem pagar? Mas é melhor mostrar o carro novo, do que andar no antigo e ter dinheiro suficiente para viver.
Não se vê ninguem a apresentar soluções, basta ver os telejornais e todos se queixam mas ninguem puxa para cima.
Mentalidade negativa não ajuda em nada! Mas é a que abunda no nosso País, infelizmente.
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Rui12ld Escreveu:Talvez o caminho seja um mundo mais justo (logo com menos impostos e onde a riqueza fique onde ela se crie) mas com maiores desigualdades.
Rui, como vês então paises onde impostos são mais elevados e há menos desigualdades? Não serão impostos uma forma de re-distribuição de riquesa? Se bem feita, claro, o que portugal e muitos paises nao tem sabido fazer!
Abraço
Drivingsouth
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No relacionamento dos Portugueses com a administração fiscal nota-se que nos ultimos anos se tem assistido a uma taxa de cumprimento dos deveres maior, e que a começa a haver uma certa consciência colectiva nesse cumprimento.
Isto está a melhorar e o caminho é mesmo esse.
No entanto a carga fiscal deverá diminuír? Talvez.
O facto é que se tal acontecer fará com que as desigualdades possam aumentar.
Talvez o caminho seja um mundo mais justo (logo com menos impostos e onde a riqueza fique onde ela se crie) mas com maiores desigualdades.
Abraço
Isto está a melhorar e o caminho é mesmo esse.
No entanto a carga fiscal deverá diminuír? Talvez.
O facto é que se tal acontecer fará com que as desigualdades possam aumentar.
Talvez o caminho seja um mundo mais justo (logo com menos impostos e onde a riqueza fique onde ela se crie) mas com maiores desigualdades.
Abraço
sim, "os portugueses têm o que merecem" pq o Sr Camilo não é português.
Mais um que acha alguma coisa e partilha com a comunidade, mas acha que a culpa não é dele. Isto de dizer q "tá mal tá mal mas fazer..." já devia ter passado de moda, não acrescenta nada!!!
é a life
Mais um que acha alguma coisa e partilha com a comunidade, mas acha que a culpa não é dele. Isto de dizer q "tá mal tá mal mas fazer..." já devia ter passado de moda, não acrescenta nada!!!
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- Registado: 17/10/2005 11:04
Portugueses têm o que merecem
in negocios
Camilo Lourenço
Têm o que merecem
camilolourenco@gmail.com
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Não há português que não ache que desconta demais para o Estado (Impostos e Segurança Social). Até mesmo os mais empedernidos defensores do Estado social, whatever that means...
No entanto a análise fria dos números (comparação da carga fiscal portuguesa, peso dos impostos no PIB, com a de outros países da União europeia) sugere tratar-se de um exagero. Isto devia ser suficiente para sossegar o português médio: afinal o Estado apropria-se de menos riqueza do que parece. Mas não sossega. Porquê? Talvez porque sinta que as contrapartidas que o Estado lhe dá não justificam a riqueza que lhe subtrai.
É bem provável que tenha razão: a qualidade da esmagadora maioria dos serviços do Estado é má para o preço que custa. Na Saúde, na Segurança Social, na Educação... A solução é óbvia: para cobrar menos, o Estado tem de gastar menos. Só que isso implica fechar ou racionalizar serviços, ou seja "convidar" gente que trabalha para o Estado a mudar-se para o sector privado. E aqui é que a porca torce o rabo: os visados não estão pelos ajustes.
É um problema tipicamente português: Mudanças? "Sim, claro. Na minha área? Não, que horror". No dia em que os portugueses perceberem que em Economia não existe o equivalente ao "milagre dos pães", passarão a pagar menos ao Estado. Até lá... têm o que merecem.
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