Caldeirão da Bolsa

Timing de venda

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

Eu já estou de sabático.... tambem faz falta.

por Powerman » 20/3/2007 10:58

Pois é , eu antecipei-me e já estou naquilo a que chamo periodo sabático, pois estudar e reflectir faz muita falta, e "educa" o ego.

Cumprimentos
 
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Timing de venda

por Keyser Soze » 20/3/2007 10:43

José Santos Teixeira
privada Gestão
TIMING DE VENDA

Desde o final do ano passado que tenho assumido uma
postura bastante prudente quanto ao investimento emacções.
Inflectindo assim uma postura mais optimista, que
mantinha desde o inicio destas crónicas em 2004.
Antes da baixa de terça-feira 27 deMarço no artigo sobre
o mercado português “Carnaval do PSI 20” pronunciei-
me claramente pela venda das acções portuguesas.
Considero que o timing é hoje de correcção de alguns
excessos dos mercados e nomeadamente os de acções e
de imobiliário.
Como é habitual, o “sinal de alarme” vem de algumas
pequenas instituições como o banco americano de crédito
imobiliário New Century Financial cujas acções
perderam 90% do seu valor em virtude da sua situação
de falência.
Esta não émais do que a ponta do iceberg dos excessos
cometidos no imobiliário americano cujos preços saíram
largamente da sua tendência de evolução a longo prazo.
Como é igualmente o caso da Grã-Bretanha, da França, da
Holanda e da Espanha. E mesmo de Portugal.
A relação com os mercados accionistas faz-se pela diminuição
do chamado “efeito de riqueza”: os proprietários
sentem-se mais pobres,
diminuem o seu endividamento
e os seus consumos (a
crédito), os lucros das empresas
baixam e as cotações
acompanham, exagerando,
essa baixa.
Alguns efeitos secundários:
● A exigência demaior taxa de
juro para os empréstimos de
maior risco, aumentando os
seus “spreads”;
● A baixa das importações dos países fornecedores dos Estados
Unidos e da Europa (Singapura, Tawain,Malásia por
exemplo) com a baixa dos resultados das exportadoras;
Note-se que a China e a Índia, com uma maior dinâmica
de mercado interno poderão sofrer menos;
● Uma baixa do consumo e da valorização das matériasprimas;
● Finalmente a saída de todos estes mercados mais especulativos
(taxas de juro, cambio, matérias-primas e acções
emergentes) dos hedge-funds e dos Fundos de “private
equity” que representam hoje um volume de capitais de 3
milhões de USD.
Estes e outros argumentos levam o Chief Economist
da Morgan Stanley, Stephen Roach a afirmar, mais uma
vez, que “o copo está cheio e vai transbordar; não faz
sentidomanter prognósticos optimistas sobre os mercados
mundiais”
Pessoalmente faço duas afirmações:
● De momento e até haver uma correcção, não vale a pena
ter uma elevada ponderação de acções nas carteiras. Deve
ser dada preferência às obrigações e mesmo à Tesouraria;
● Se ainda não vendeu as acções e/ou o imobiliário chegou
o momento de realizar mais-valias.
As quais por exemplo podem ser “investidas” numas
longas férias de Páscoa nasMaldivas ounumCentro deTalassoterapia
na Córsega.
O“timing” é de “ir a banhos”… Ficar nos mercados vai
originar excesso de “stress”. ■

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion_ ... io0316.pdf

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