Saida dos "carry trades " continua (yen em alta de
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Saida dos "carry trades " continua (yen em alta de
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar encerrou a segunda-feira em ligeira alta, com a atuação de exportadores na venda ajudando a compensar a pressão imposta pelo tom negativo dos mercados globais.
A divisa norte-americana fechou a 2,135 reais, com avanço de 0,14 por cento. Na máxima do dia, a moeda chegou a 2,151 reais.
"O exportador fica de olho, (a cotação) sobe um pouco e eles começam a vender. Quando bateu 2,15 (reais), o pessoal aproveitou", comentou Júlio César Vogeler, operador de câmbio da Corretora Didier Levy.
Outros analistas também relataram presença expressiva de exportadores vendendo dólares no mercado. De acordo com o gerente de câmbio de um banco nacional, que não quis se identificar, o fluxo comercial tem sido positivo nos últimos dias.
"Obviamente se continuar piorando lá fora, aqui piora também, mas como nossos fundamentos são bons, a tendência aqui é piorar um pouco menos que lá fora", avaliou o gerente.
A alta discreta do dólar destoa do tom mais negativo da Bolsa de Valores de São Paulo, que caía quase 2 por cento nesta tarde. As bolsas de valores européias fecharam em baixa pela quinta sessão consecutiva. Nos EUA, as bolsas operavam sem tendência comum.
A forte correção nos mercados globais iniciada na semana passada segue a preocupação com a saúde da economia nos Estados Unidos e o fortalecimento do iene. Os receios fazem com que os investidores reduzam a exposição ao risco e desmontem os carry trades --operações em que se financiam em moeda de baixo custo para aplicar em ativos de alto rendimento.
De acordo com o economista-chefe da Fator Corretora, Vladimir Caramaschi, ainda não é possível prever a intensidade ou a duração do ajuste global.
"A história é basicamente a mesma: preocupação com medidas que o governo chinês pode tomar e também com carry trade com o iene. O que vai definir se vai se tornar algo mais sério ou simplesmente um episódio de correção vai ser a economia americana", explicou o economista.
"Se os indicadores forem positivos, sinalizarem que (os EUA) não estão caminhando para uma desaceleração excessiva ou até uma recessão, acho que o episódio vai ser passageiro."
Segundo Caramaschi, o maior receio vem do fato de que todos os fatores de risco na economia mundial, incluindo também as políticas monetárias e o mercado imobiliário nos EUA, estão interligados e um problema em um deles pode "disparar o gatilho" nos outros.
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