Pequenas notas soltas
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Crise chinesa não é o começo do fim, diz mega-investidor Mark Mobius | 02.03.2007
Em entrevista exclusiva a EXAME, o mega-investidor minimizou os efeitos da queda da Bolsa de Xangai sobre os demais mercados
PublicidadePor Cesar Souza
EXAME O mega-investidor Mark Mobius, presidente de fundos voltados para mercados emergentes da gestora de recursos Franklin Templeton, acredita que a atual crise nos mercados mundiais não é indicativa do começo do fim da festa. "É apenas um ajuste técnico. Em maio último houve outro bom ajuste, de cerca de 20%. Isso é bom para o mercado em geral, pois assusta os fracos e lembra a todos que as coisas não duram para sempre", disse Mobius em entrevista a EXAME, no fim da tarde de quinta-feira (1/3), no Rio de Janeiro.
Para Mobius, não há uma relação direta entre o mercado chinês que provocou a crise – a bolsa "A" de Xangai - com os demais mercados ao redor do mundo. "Ele é restrito a investidores domésticos e alguns poucos investidores institucionais estrangeiros que concordam em manter os recursos na China pelo prazo mínimo de um ano. Assim, o que houve foi mais um ajuste interno, embora muito extenso e forte", avaliou, lembrando que a relação preço/lucro média das ações nesta bolsa chinesa está em torno de 40x, contra apenas 14x em mercados mais desenvolvidos. "Só por isso já havia grande possibilidade de que a bolsa chinesa caísse. Ela não é reflexo de outros mercados, que já estão razoavelmente precificados. O efeito dominó que observamos foi mais uma reação dos investidores alavancados, como fundos de hedge, que preocupados com a queda em um mercado iniciam um movimento de venda em outros. Não creio que isso seja indicativo de uma crise maior", acrescentou.
Segundo Mobius, o reflexo da queda chinesa na Bolsa de São Paulo, que teve na terça-feira (27 de fevereiro) o maior recuo desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA, foi mais devido ao histórico de volatilidade do mercado nacional e à correlação e arbitragem que os investidores estrangeiros ainda fazem entre os diferentes mercados emergentes.
Mercado pequeno
"O mercado acionário chinês é relativamente novo e imaturo. O número de investidores é limitado e há muita especulação. Não há no mercado um verdadeiro reflexo da economia chinesa". Além disso, considera o mega-investidor, o mercado chinês que desencadeou a onda de quedas mundo afora "não tem muita importância". Tanto que seus fundos nem investem lá. Segundo Mobius, o que caiu foi o mercado "A". Já o mercado "B" de Xangai "é muito pequeno" para ser levado em consideração. Mobius investe em empresas chinesas na Bolsa de Hong Kong. Nesse território está o chamado mercado "H", de empresas chinesas também listadas no mercado "A", mas sem possibilidade de intercambiar posições, e as "red chips", empresas chinesas registradas e listadas apenas em Hong Kong. "Esses mercados é que são o verdadeiro caminho para a China", afirma Mobius, que tem cerca de 2 bilhões de dólares investidos em papéis de empresas chinesas.
O mega-investidor americano, que, ao lado de George Soros, é um dos maiores players globais (leia reportagem sobre a ascensão de Mobius), diz que o mercado chinês tem suas peculiaridades. Segundo Mobius, a primeira e mais marcante é a grande diferença de preços encontrada para as mesmas ações entre os mercados "A" e "H". Mas, como as posições não são intercambiáveis, não é possível fazer arbitragem entre esses valores. Outra é o já mencionado alto nível de especulação que esses mercados têm, fomentada ainda pelos fundos de hedge e mútuos. Por último, aponta, há o próprio isolamento dos mercados chineses. De qualquer forma, ele procura manter lá a mesma filosofia que usa em outros mercados emergentes: foco em ações de empresas ligadas aos setores de consumo e de commodities. "Já fazemos isso há algum tempo".
Apesar dessas características únicas, uma recuperação mais lenta do ânimo nas bolsas chinesas pode seguir afetando os mercados ao redor do mundo. "Quando há um movimento rápido de queda assim, a recuperação também costuma ser rápida. Mas, se o mercado chinês continuar a cair, as pessoas serão encorajadas a agir com cautela. Desta forma, recuperação pode demorar um pouco mais. E é preciso lembrar que oscilações de 5% ou 8% não são muito em se falando do mercado chinês, que já teve ganhos de 20% em apenas uma semana".
Para ajudar a discernir e a decidir.
Abraço
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"Carago" digo eu que não reparei no post sumarento e com vitamina C do nosso Sem-papas-na-língua! Cem, ficas agora responsável por vir aqui fazer os updates destes sumos extraídos da tua máquina caseira para o pessoal se ir orientando. É que eu vou meter um post it no meu ecran de computador para me ir recordando deles!!!
Jinhos
Jinhos
iurp Escreveu:S&P500: So far, so good
No momento em que o S&P500, índice de referência do mercado norte-americano, testa os máximos dos últimos seis anos e meio. Decidimos olhar para um conjunto de dados com o objectivo de detectar eventuais desequilíbrios que pudessem indiciar o início do fim do bull market. Felizmente, para quem está positivo no mercado, ainda não surgiram sinais preocupantes.
Começámos por olhar para um clássico da análise financeira - o PER. Dada a importância do nível de risco associado ao mercado accionista, não pudemos deixar de analisar também o “prémio de risco”. Retomamos ainda um tema que abordámos no ano passado: a relação entre a evolução do mercado com os resultados das empresas e a taxa de crescimento desses resultados e o nível de taxas de juro do mercado.
Comecemos pelo PER e pela opinião que os analistas têm das empresas do S&P500. O PER não é mais que o rácio entre o preço e os resultados por acção, ajudando a indicar se o preço está caro ou barato. Conseguimos ver que, até 2003, o mercado accionista evoluiu de forma semelhante aos PER’s. Até aos máximos de 2000, o aumento do PER justificou-se com uma forte subida dos preços e uma aceleração (ou mesmo queda) dos resultados. Foi uma altura em que os PER’s se encontravam a valores historicamente altos, sugerindo que os investidores não estavam a comprar acções por acharem que estavam baratas, estando sim a reagir às perspectivas positivas de crescimento dos resultados. Na segunda metade de 1999, os analistas começaram a rever em baixa as recomendações das empresas (para níveis de Neutral), considerando que as acções estavam já sobrevalorizadas. Porém, com o mercado a manter a tendência positiva, este cenário inverteu-se nos meses seguintes, altura em que se começaram a ver novamente recomendações positivas. Com o mercado cada vez mais caro, a psicologia de massas encarregou-se do resto. Em Maio de 2000, ou seja, três meses antes do crash, as revisões em baixa começaram novamente a ganhar terreno. O que se seguiu foi uma forte correcção, que durou cerca de três anos, acompanhada pela inversão do sentido dos PER’s, que se ficou a dever à forte queda dos preços e à fraca variação dos earnings.
A partir de 2003, assistiu-se a um afastamento das duas séries de forma significativa. A forte aceleração dos resultados provocou uma queda dos PER’s para níveis perto daqueles em que se encontravam na década de 90. Se as próximas épocas de resultados forem mais fracas que o esperado, o facto dos PER’s estarem a níveis historicamente baixos poderá servir como “almofada” para o mercado accionista.
Se juntarmos a esta análise a informação relativa às taxas de juro, conseguimos comparar o prémio de risco que os investidores estiveram dispostos a tomar ao longo dos últimos 10 anos e a evolução do mercado accionista. No gráfico seguinte, vemos que no pico do mercado accionista em 2000, a diferença entre os earnings yield e as taxas de juro das obrigações (10 anos), encontrava-se a níveis, que para além de negativos, eram bastante baixos. Um spread baixo serviu de alerta para um mercado potencialmente caro relativamente a outros activos, tais como as obrigações sem risco. Quando o mercado começou a recuperar das fortes quedas do crash, esta diferença, que corresponde ao prémio de risco, estava nos máximos, sugerindo que um investimento em acções finalmente compensava. No recente bull market , tem-se verificado que este prémio continua a níveis razoáveis, bastante longe dos mínimos de 2000, e a níveis semelhantes aos que se encontravam em 1995, antes da forte subida do mercado, fornecendo mais um sinal de que o mercado accionista ainda tem espaço para subir.
A relação entre as decisões de política monetária e o crescimento dos resultados das empresas pareceu-nos igualmente relevante (ver gráfico abaixo). No período pós-bolha, verificou-se que a queda nas taxas de crescimento dos EPS foi acompanhada por uma queda das taxas de juro. A decisão de baixar taxas começou a dar os seus frutos e, em meados de 2001, observou-se uma recuperação nos resultados das empresas. No início de 2002 a decisão de fazer uma pausa na descida de taxas parece não ter sido bem recebida, que resultou numa reacção negativa dos earnings. Depois disto, o Fed ainda baixou as taxas dos 1.75% para 1%. Com os Fed Funds a níveis historicamente baixos, os EPS animaram novamente, tendo a taxa de crescimento melhorado de 9% para 19%. Em meados de 2004, a Reserva Federal inicia um novo período de subida de taxas (de 1% para 5.25% no verão do ano passado). Este período coincidiu com mais um arrefecimento da taxa de crescimento dos resultados. A pausa na subida de taxas ocorre numa fase em que se observa uma desaceleração dos EPS. Será interessante observar se o comportamento do Fed irá no sentido de descer novamente as taxas (conforme o mercado espera) de forma a voltar a estimular os resultados das empresas.
Actualmente, o crescimento dos EPS estimados encontra-se nos 11%, abaixo da média dos últimos dois anos e fora da banda de dois desvios-padrão, para além de estar abaixo da sua tendência (12.9%) e abaixo da média dos últimos 10 anos (13.2%).
O eventual estimulo por parte do Fed iria ajudar esta série a voltar para dentro da banda e reverter para a média.
No próximo gráfico constata-se que, quando o EPS está acima da sua tendência, a taxa de referência da Reserva Federal norte-americana (Fed Funds) está igualmente acima da sua linha de tendência. A evolução histórica das duas variáveis sugere que, o fim do ciclo de subida de taxas está estreitamente relacionado com um abrandamento no crescimento dos resultados. De ressalvar, no entanto, que um cenário em que o Fed mantenha as taxas de juro ou se decida por um corte de taxas (corte este que seja em linha com a tendência negativa dos últimos 10 anos dos Fed Funds) é compatível com uma nova aceleração do EPS. Actualmente as séries estão muito próximas uma da outra, não revelando nenhum desequilíbrio que nos faça suspeitar que vá ocorrer uma correcção acentuada nos earnings e, por sua vez, no mercado accionista.
Fonte: Millennium bcp investimento
Abraço
Para recordar...
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Re: Scpnuno
mcarvalho Escreveu:Já agora ... ajuda-me pf
Recebo imensa mensagens no hotmail com anexos..
o que posso fazer para as reencaminhar com esse anexo
(sempre que tento fazê-lo vai só a mensagem)e como posso colocar a mensagem e o anexo no pr'a descontrair do caldeirão?
obrigado
bjs
mcarvalho
Viva,
Depende do programa que usas para veres o email, mas normalmente tens um botão que diz reencaminhar ou forward.
Para colocares anexos tens que fazer o mesmo que fazes com as imagens, anexas ao teu post o ficheiro e escreves o texto que quiseres.
Bons negócios. http://www.arturcarvalho.com
bem visto iurp... nuca ligo aos artigos do millennium, mas esse tá interessante, pena que não se refiram aos PERs das cotadas no PSI20, mas não deve ser difícil perceber que nesse aspecto há muita cotada sobre-avaliada, para não dizer, quase todas...
no "meu" quadro, de 27 empresas cotadas no PSI20 e PSIGeral, apenas 5 ficarão com PERs inferiores a 10 com os resultados de 2006, se considerar os de 2005 foram 6...
no "meu" quadro, de 27 empresas cotadas no PSI20 e PSIGeral, apenas 5 ficarão com PERs inferiores a 10 com os resultados de 2006, se considerar os de 2005 foram 6...
Eh eh scpnuno, desculpa nao ter visto anteriormente o teu post, mas hoje VI
Atão mas é só isso!
Acredita que fiz como a generalidade dos tugas fazem: "quando tudo falha, leia o manual". E li-o, mas essa tua dica nao a vi lá. Ok pa proxima então vai.
Obrigado scpnuno
Obrigado scpnuno
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Scpnuno
Já agora ... ajuda-me pf
Recebo imensa mensagens no hotmail com anexos..
o que posso fazer para as reencaminhar com esse anexo
(sempre que tento fazê-lo vai só a mensagem)e como posso colocar a mensagem e o anexo no pr'a descontrair do caldeirão?
obrigado
bjs
mcarvalho
Recebo imensa mensagens no hotmail com anexos..
o que posso fazer para as reencaminhar com esse anexo
(sempre que tento fazê-lo vai só a mensagem)e como posso colocar a mensagem e o anexo no pr'a descontrair do caldeirão?
obrigado
bjs
mcarvalho
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Carago!!
Ainda ontem expliquei isso no post do Dax!!!
Vou pedir subsidio por cada vez que tiver que disser como é que se poe graficos...
Aqui vou eu citar-me a mim própria
Hoje podem apitar alto que o pequenito ainda está acordado
Abraços
Ainda ontem expliquei isso no post do Dax!!!
Vou pedir subsidio por cada vez que tiver que disser como é que se poe graficos...
Aqui vou eu citar-me a mim própria
Gravas o grafico no paint com o nome que quizeres, em formato jpeg
A seguir, escreves o post que entenderes, em baixo clicas em "anexar", em "procurar" localizas o ficheiro do gráfico e já deve estar.
Por uma questão de verificares, podes clicar em prever e ver se ficou bem
Se tiveres algum problema, apita (baixinho, que o miudo está a dormir)
Hoje podem apitar alto que o pequenito ainda está acordado
Abraços
Esta é a vantagem da ambição:
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
S&P500: So far, so good
No momento em que o S&P500, índice de referência do mercado norte-americano, testa os máximos dos últimos seis anos e meio. Decidimos olhar para um conjunto de dados com o objectivo de detectar eventuais desequilíbrios que pudessem indiciar o início do fim do bull market. Felizmente, para quem está positivo no mercado, ainda não surgiram sinais preocupantes.
Começámos por olhar para um clássico da análise financeira - o PER. Dada a importância do nível de risco associado ao mercado accionista, não pudemos deixar de analisar também o “prémio de risco”. Retomamos ainda um tema que abordámos no ano passado: a relação entre a evolução do mercado com os resultados das empresas e a taxa de crescimento desses resultados e o nível de taxas de juro do mercado.
Comecemos pelo PER e pela opinião que os analistas têm das empresas do S&P500. O PER não é mais que o rácio entre o preço e os resultados por acção, ajudando a indicar se o preço está caro ou barato. Conseguimos ver que, até 2003, o mercado accionista evoluiu de forma semelhante aos PER’s. Até aos máximos de 2000, o aumento do PER justificou-se com uma forte subida dos preços e uma aceleração (ou mesmo queda) dos resultados. Foi uma altura em que os PER’s se encontravam a valores historicamente altos, sugerindo que os investidores não estavam a comprar acções por acharem que estavam baratas, estando sim a reagir às perspectivas positivas de crescimento dos resultados. Na segunda metade de 1999, os analistas começaram a rever em baixa as recomendações das empresas (para níveis de Neutral), considerando que as acções estavam já sobrevalorizadas. Porém, com o mercado a manter a tendência positiva, este cenário inverteu-se nos meses seguintes, altura em que se começaram a ver novamente recomendações positivas. Com o mercado cada vez mais caro, a psicologia de massas encarregou-se do resto. Em Maio de 2000, ou seja, três meses antes do crash, as revisões em baixa começaram novamente a ganhar terreno. O que se seguiu foi uma forte correcção, que durou cerca de três anos, acompanhada pela inversão do sentido dos PER’s, que se ficou a dever à forte queda dos preços e à fraca variação dos earnings.
A partir de 2003, assistiu-se a um afastamento das duas séries de forma significativa. A forte aceleração dos resultados provocou uma queda dos PER’s para níveis perto daqueles em que se encontravam na década de 90. Se as próximas épocas de resultados forem mais fracas que o esperado, o facto dos PER’s estarem a níveis historicamente baixos poderá servir como “almofada” para o mercado accionista.
Se juntarmos a esta análise a informação relativa às taxas de juro, conseguimos comparar o prémio de risco que os investidores estiveram dispostos a tomar ao longo dos últimos 10 anos e a evolução do mercado accionista. No gráfico seguinte, vemos que no pico do mercado accionista em 2000, a diferença entre os earnings yield e as taxas de juro das obrigações (10 anos), encontrava-se a níveis, que para além de negativos, eram bastante baixos. Um spread baixo serviu de alerta para um mercado potencialmente caro relativamente a outros activos, tais como as obrigações sem risco. Quando o mercado começou a recuperar das fortes quedas do crash, esta diferença, que corresponde ao prémio de risco, estava nos máximos, sugerindo que um investimento em acções finalmente compensava. No recente bull market , tem-se verificado que este prémio continua a níveis razoáveis, bastante longe dos mínimos de 2000, e a níveis semelhantes aos que se encontravam em 1995, antes da forte subida do mercado, fornecendo mais um sinal de que o mercado accionista ainda tem espaço para subir.
A relação entre as decisões de política monetária e o crescimento dos resultados das empresas pareceu-nos igualmente relevante (ver gráfico abaixo). No período pós-bolha, verificou-se que a queda nas taxas de crescimento dos EPS foi acompanhada por uma queda das taxas de juro. A decisão de baixar taxas começou a dar os seus frutos e, em meados de 2001, observou-se uma recuperação nos resultados das empresas. No início de 2002 a decisão de fazer uma pausa na descida de taxas parece não ter sido bem recebida, que resultou numa reacção negativa dos earnings. Depois disto, o Fed ainda baixou as taxas dos 1.75% para 1%. Com os Fed Funds a níveis historicamente baixos, os EPS animaram novamente, tendo a taxa de crescimento melhorado de 9% para 19%. Em meados de 2004, a Reserva Federal inicia um novo período de subida de taxas (de 1% para 5.25% no verão do ano passado). Este período coincidiu com mais um arrefecimento da taxa de crescimento dos resultados. A pausa na subida de taxas ocorre numa fase em que se observa uma desaceleração dos EPS. Será interessante observar se o comportamento do Fed irá no sentido de descer novamente as taxas (conforme o mercado espera) de forma a voltar a estimular os resultados das empresas.
Actualmente, o crescimento dos EPS estimados encontra-se nos 11%, abaixo da média dos últimos dois anos e fora da banda de dois desvios-padrão, para além de estar abaixo da sua tendência (12.9%) e abaixo da média dos últimos 10 anos (13.2%).
O eventual estimulo por parte do Fed iria ajudar esta série a voltar para dentro da banda e reverter para a média.
No próximo gráfico constata-se que, quando o EPS está acima da sua tendência, a taxa de referência da Reserva Federal norte-americana (Fed Funds) está igualmente acima da sua linha de tendência. A evolução histórica das duas variáveis sugere que, o fim do ciclo de subida de taxas está estreitamente relacionado com um abrandamento no crescimento dos resultados. De ressalvar, no entanto, que um cenário em que o Fed mantenha as taxas de juro ou se decida por um corte de taxas (corte este que seja em linha com a tendência negativa dos últimos 10 anos dos Fed Funds) é compatível com uma nova aceleração do EPS. Actualmente as séries estão muito próximas uma da outra, não revelando nenhum desequilíbrio que nos faça suspeitar que vá ocorrer uma correcção acentuada nos earnings e, por sua vez, no mercado accionista.
Fonte: Millennium bcp investimento
Não sei meter os gráficos . Pareceu-me interessante. Se alguém tiver acesso e souber meter, agradecia.
Abraço
No momento em que o S&P500, índice de referência do mercado norte-americano, testa os máximos dos últimos seis anos e meio. Decidimos olhar para um conjunto de dados com o objectivo de detectar eventuais desequilíbrios que pudessem indiciar o início do fim do bull market. Felizmente, para quem está positivo no mercado, ainda não surgiram sinais preocupantes.
Começámos por olhar para um clássico da análise financeira - o PER. Dada a importância do nível de risco associado ao mercado accionista, não pudemos deixar de analisar também o “prémio de risco”. Retomamos ainda um tema que abordámos no ano passado: a relação entre a evolução do mercado com os resultados das empresas e a taxa de crescimento desses resultados e o nível de taxas de juro do mercado.
Comecemos pelo PER e pela opinião que os analistas têm das empresas do S&P500. O PER não é mais que o rácio entre o preço e os resultados por acção, ajudando a indicar se o preço está caro ou barato. Conseguimos ver que, até 2003, o mercado accionista evoluiu de forma semelhante aos PER’s. Até aos máximos de 2000, o aumento do PER justificou-se com uma forte subida dos preços e uma aceleração (ou mesmo queda) dos resultados. Foi uma altura em que os PER’s se encontravam a valores historicamente altos, sugerindo que os investidores não estavam a comprar acções por acharem que estavam baratas, estando sim a reagir às perspectivas positivas de crescimento dos resultados. Na segunda metade de 1999, os analistas começaram a rever em baixa as recomendações das empresas (para níveis de Neutral), considerando que as acções estavam já sobrevalorizadas. Porém, com o mercado a manter a tendência positiva, este cenário inverteu-se nos meses seguintes, altura em que se começaram a ver novamente recomendações positivas. Com o mercado cada vez mais caro, a psicologia de massas encarregou-se do resto. Em Maio de 2000, ou seja, três meses antes do crash, as revisões em baixa começaram novamente a ganhar terreno. O que se seguiu foi uma forte correcção, que durou cerca de três anos, acompanhada pela inversão do sentido dos PER’s, que se ficou a dever à forte queda dos preços e à fraca variação dos earnings.
A partir de 2003, assistiu-se a um afastamento das duas séries de forma significativa. A forte aceleração dos resultados provocou uma queda dos PER’s para níveis perto daqueles em que se encontravam na década de 90. Se as próximas épocas de resultados forem mais fracas que o esperado, o facto dos PER’s estarem a níveis historicamente baixos poderá servir como “almofada” para o mercado accionista.
Se juntarmos a esta análise a informação relativa às taxas de juro, conseguimos comparar o prémio de risco que os investidores estiveram dispostos a tomar ao longo dos últimos 10 anos e a evolução do mercado accionista. No gráfico seguinte, vemos que no pico do mercado accionista em 2000, a diferença entre os earnings yield e as taxas de juro das obrigações (10 anos), encontrava-se a níveis, que para além de negativos, eram bastante baixos. Um spread baixo serviu de alerta para um mercado potencialmente caro relativamente a outros activos, tais como as obrigações sem risco. Quando o mercado começou a recuperar das fortes quedas do crash, esta diferença, que corresponde ao prémio de risco, estava nos máximos, sugerindo que um investimento em acções finalmente compensava. No recente bull market , tem-se verificado que este prémio continua a níveis razoáveis, bastante longe dos mínimos de 2000, e a níveis semelhantes aos que se encontravam em 1995, antes da forte subida do mercado, fornecendo mais um sinal de que o mercado accionista ainda tem espaço para subir.
A relação entre as decisões de política monetária e o crescimento dos resultados das empresas pareceu-nos igualmente relevante (ver gráfico abaixo). No período pós-bolha, verificou-se que a queda nas taxas de crescimento dos EPS foi acompanhada por uma queda das taxas de juro. A decisão de baixar taxas começou a dar os seus frutos e, em meados de 2001, observou-se uma recuperação nos resultados das empresas. No início de 2002 a decisão de fazer uma pausa na descida de taxas parece não ter sido bem recebida, que resultou numa reacção negativa dos earnings. Depois disto, o Fed ainda baixou as taxas dos 1.75% para 1%. Com os Fed Funds a níveis historicamente baixos, os EPS animaram novamente, tendo a taxa de crescimento melhorado de 9% para 19%. Em meados de 2004, a Reserva Federal inicia um novo período de subida de taxas (de 1% para 5.25% no verão do ano passado). Este período coincidiu com mais um arrefecimento da taxa de crescimento dos resultados. A pausa na subida de taxas ocorre numa fase em que se observa uma desaceleração dos EPS. Será interessante observar se o comportamento do Fed irá no sentido de descer novamente as taxas (conforme o mercado espera) de forma a voltar a estimular os resultados das empresas.
Actualmente, o crescimento dos EPS estimados encontra-se nos 11%, abaixo da média dos últimos dois anos e fora da banda de dois desvios-padrão, para além de estar abaixo da sua tendência (12.9%) e abaixo da média dos últimos 10 anos (13.2%).
O eventual estimulo por parte do Fed iria ajudar esta série a voltar para dentro da banda e reverter para a média.
No próximo gráfico constata-se que, quando o EPS está acima da sua tendência, a taxa de referência da Reserva Federal norte-americana (Fed Funds) está igualmente acima da sua linha de tendência. A evolução histórica das duas variáveis sugere que, o fim do ciclo de subida de taxas está estreitamente relacionado com um abrandamento no crescimento dos resultados. De ressalvar, no entanto, que um cenário em que o Fed mantenha as taxas de juro ou se decida por um corte de taxas (corte este que seja em linha com a tendência negativa dos últimos 10 anos dos Fed Funds) é compatível com uma nova aceleração do EPS. Actualmente as séries estão muito próximas uma da outra, não revelando nenhum desequilíbrio que nos faça suspeitar que vá ocorrer uma correcção acentuada nos earnings e, por sua vez, no mercado accionista.
Fonte: Millennium bcp investimento
Não sei meter os gráficos . Pareceu-me interessante. Se alguém tiver acesso e souber meter, agradecia.
Abraço
- Mensagens: 2819
- Registado: 23/1/2006 23:54
- Localização: Vila do Conde
Os índices accionistas começam de forma mais ou menos velada a perder força e momentum, embora ainda estejam positivos. Para o médio e longo prazo nota-se que há que começar a tomar providências para fechar posições em breve.
em relação á perca de força e momentum parece claro basta olhar para os graficos no entanto parece me que temos os mercados a lateralizar e a lateralizar muito perto da resistencia veja -se o S&P ...
Cumpts
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
Re
Pessoal, não se zanguem com o Smallover porque ele é um dos melhores traders que aparecem por aqui, para quem não sabe!
Conheço-o pessoalmente, é uma pessoa excepcional, sempre bem informado e excelentemente capitalizado, o seu nome verdadeiro já foi citado como um dos grandes accionistas de referência numa empresa do PSI no Jornal de Negócios aqui há uns 2 ou 3 anos atrás.
Em Portugal dou sempre uma grande atenção às dicas do Smallover porque têm muito mais sumo do que possam julgar, sempre com óptimas palpites para quem estiver atento aos foruns de Bolsa!
Pena não ter seguido o ano passado a recomendação dele na Tertir (infelizmente acções nacionais não dão com a minha carteira) com uma rentabilidade fenomenal, fora outros ases de trunfo de anos anteriores.
Enfim, isto de seguir índices e commodities não oferece grandes compatibilidades de portfolios, mas tenho pena!
Um abraço para todos e em especial para o Ulisses e Smallover, prometo desta vez estar atento ao primeiro sinal técnico da Inapa!
Cem
Conheço-o pessoalmente, é uma pessoa excepcional, sempre bem informado e excelentemente capitalizado, o seu nome verdadeiro já foi citado como um dos grandes accionistas de referência numa empresa do PSI no Jornal de Negócios aqui há uns 2 ou 3 anos atrás.
Em Portugal dou sempre uma grande atenção às dicas do Smallover porque têm muito mais sumo do que possam julgar, sempre com óptimas palpites para quem estiver atento aos foruns de Bolsa!
Pena não ter seguido o ano passado a recomendação dele na Tertir (infelizmente acções nacionais não dão com a minha carteira) com uma rentabilidade fenomenal, fora outros ases de trunfo de anos anteriores.
Enfim, isto de seguir índices e commodities não oferece grandes compatibilidades de portfolios, mas tenho pena!
Um abraço para todos e em especial para o Ulisses e Smallover, prometo desta vez estar atento ao primeiro sinal técnico da Inapa!
Cem
- Mensagens: 715
- Registado: 18/4/2003 1:58
Ulisses, tem toda a razão
é claro que é a Inapa, e o Cem sabe disso, mas tb não pensei que isto fosse influenciar alguém, nem essa era a minha intenção, e quem estiver atento bem sabia de quem estava a falar.As minhas desculpas.
- Mensagens: 166
- Registado: 7/9/2006 14:06
Deve ser a Inapa porque mais de 70% dos seus posts são sobre essa acção.
Small, pedia-te que evitasses este género de posts. Se queres dizer algo pessoal ao Cem (sem que fique a comunidade toda a tentar perceber o que queres dizer) , o Caldeirão tem um excelente sistema de mensagens privadas que são óptimas para estes casos.
Um abraço,
Ulisses
Small, pedia-te que evitasses este género de posts. Se queres dizer algo pessoal ao Cem (sem que fique a comunidade toda a tentar perceber o que queres dizer) , o Caldeirão tem um excelente sistema de mensagens privadas que são óptimas para estes casos.
Um abraço,
Ulisses
Caro amigo Cem
o ano de 2007 vai ser todo para aquela " small cap " que o meu amigo bem sabe qual é, ehehehehehehe.Vai uma aposta?
- Mensagens: 166
- Registado: 7/9/2006 14:06
Pequenas notas soltas
Os índices accionistas começam de forma mais ou menos velada a perder força e momentum, embora ainda estejam positivos. Para o médio e longo prazo nota-se que há que começar a tomar providências para fechar posições em breve.
Nos câmbios creio que é de apostar em posições longas no EuroYene que está muito estável na sua tendência dominante, já vem com sinal de compra de há vários meses para cá.
Idem para o EuroDollar que parece querer arrancar novamente. Duas possíveis estratégias neste activo: neste caso comprando não só Calls baratos do strike 1,35 para uma maturidade entre Junho a Agosto deste ano como tomar posições longas directas com vários meses de duração.
Nas commodities o Ouro ainda está algo neutral mas tem um sinal de compra se vier a cotar acima dos 647,5 $USD, parece querer ir lá brevemente.
Quanto ao Petróleo Brent o sinal predominante continua a ser de queda e portanto creio que as posições curtas continuam a ser a melhor aposta em position trading, mas...se subirem acima dos 55 $USD o melhor é ficar quieto, fechar as posições curtas e deixar correr o marfim até se definir outro padrão estável.
Em resumo, 2007 não me parece que vá ser um ano fácil para os lucros, acho que vai dar muita luta aos sistemas de trading conseguir uma performance semelhante a 2006, vamos a ver!
Abraço a todos e boa sorte.
Cem
Nos câmbios creio que é de apostar em posições longas no EuroYene que está muito estável na sua tendência dominante, já vem com sinal de compra de há vários meses para cá.
Idem para o EuroDollar que parece querer arrancar novamente. Duas possíveis estratégias neste activo: neste caso comprando não só Calls baratos do strike 1,35 para uma maturidade entre Junho a Agosto deste ano como tomar posições longas directas com vários meses de duração.
Nas commodities o Ouro ainda está algo neutral mas tem um sinal de compra se vier a cotar acima dos 647,5 $USD, parece querer ir lá brevemente.
Quanto ao Petróleo Brent o sinal predominante continua a ser de queda e portanto creio que as posições curtas continuam a ser a melhor aposta em position trading, mas...se subirem acima dos 55 $USD o melhor é ficar quieto, fechar as posições curtas e deixar correr o marfim até se definir outro padrão estável.
Em resumo, 2007 não me parece que vá ser um ano fácil para os lucros, acho que vai dar muita luta aos sistemas de trading conseguir uma performance semelhante a 2006, vamos a ver!
Abraço a todos e boa sorte.
Cem
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