OPA PT: sim ou nao
Ruffios Escreveu:- O presidente da junta também pode conseguir essa taxa de juro mais favoravel, basta para isso negociar com os bancos.
AGORA VAI ME SALTAR A TAMPA MAS VAO TER DE ME GRAMAR!
NESTA PEQUENA HISTORIA O PRESIDENTE DA JUNTA É O DONO DO BANCO!!!!!!!!!!!!!!!!! LOGO NAO VAI NEGOCIAR COISISSIMA NENHUMA! DAHHHH
E agora algo mais suave :
Jornal de Negocios Escreveu:A Sonaecom diz que não está interessada em continuar "esta escalada de agressividade do BES", em reacção às declarações do banco que acusa a empresa de querer desmembrar a PT. A empresa de Paulo Azevedo refere que "o projecto do BES é manter a influência na PT a todos os níveis" e "com pouco investimento".
O Banco Espírito Santo (BES) [Cot] está contra a Sonaecom, quando esta diz que é a única que pode garantir o controlo nacional da Portugal Telecom (PT).
"Um projecto que para ser viabilizado passa pelo desmembramento da PT e a venda de um dos seus principais activos estratégicos , a Vivo, a grupos estrangeiros, não pode ser considerado um projecto nacional" disse hoje ao Jornal de Negócios Online fonte oficial do grupo liderado por Ricardo Salgado.
Esta posição do BES surge na sequência da Telefónica ter anunciado que vai votar a favor da desblindagem dos estatutos da empresa na assembleia geral marcada para o próximo dia 2 de Março.
Em reacção, a Sonaecom afirma que "não está interessada em continuar esta escalada de agressividade do BES".
"A Sonaecom não quer o desmembramento da PT, muito pelo contrário: ela é mesmo a única entidade que consegue cumprir as determinações da autoridade da concorrência e engrandecer a PT", acrescenta a mesma fonte em declarações ao Jornal de Negócios.
"Por outro lado, não sabíamos realmente que o BES tinha um projecto de telecomunicações , mas agora as coisas estão a ficar mais claras : o projecto do BES é manter a influência na PT, a todos os níveis, com pouco investimento; manter o controlo da PT à custa da maioria dos accionistas, procurando evitar que se possam pronunciar livremente sobre a nossa oferta", acrescenta a empresa liderada por Paulo Azevedo.
A oferta da Sonaecom, segundo a mesma fonte, significa, "ao contrário, assumir o controlo de um verdadeiro projecto nacional, pagando um preço justo a todos os accionistas da PT. Esta é que é a verdadeira alternativa que se encontra em cima da mesa. Tudo o resto são manobras de diversão, que visam distrair os accionistas da PT do carácter decisivo de que se reveste a sua participação na próxima assembleia geral".
Bela História
Convém reforçar que o dono da mercearia vizinha é um gestor por excelencia do melhor que existe. Ele gere e cria valor em qualquer negocio...
A vida é um carrocel e a Bolsa a Feira Popular
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J.Negócios Escreveu:CMVM reafirma prazo de 24 horas para desbloquear acções
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários reiterou hoje que os accionistas da Portugal Telecom têm até às 15h00 de dia 1 de Março para pedir a revogação do prazo para participar na assembleia geral (AG). O presidente da AG entende que esse prazo termina no dia 23 de Fevereiro.
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André Veríssimo
averissimo@mediafin.pt
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários reiterou hoje que os accionistas da Portugal Telecom têm até às 15h00 de dia 1 de Março para pedir a revogação do prazo para participar na assembleia geral (AG). O presidente da AG entende que esse prazo termina no dia 23 de Fevereiro.
O regulador divulgou hoje um aditamento ao comunicado divulgado ontem onde afirma que "a emissão de certificados para exercício de direitos e o consequente bloqueio de valores em conta é matéria respeitante à relação entre o intermediário financeiro e o seu cliente, regida por regras próprias e sujeita à supervisão da CMVM".
A CMVM afirma que o titular do direito pode, por sua exclusiva vontade e em qualquer altura, dar ordem ao intermediário financeiro para a revogação do bloqueio das acções.
E determina que recebida ordem de revogação do certificado, o intermediário deve proceder ao cancelamento do bloqueio das acções em conta. Isto desde que lhe tenha sido entregue o certificado anteriormente passado ou tenha prova da recepção da declaração de revogação pela mesa da Assembleia Geral.
Fonte oficial da CMVM afirmou ainda que o prazo para a revogação é de 24 horas antes da assembleia geral, marcada para o próximo dia 2 de Março, às 15h00, onde será votada a desblindagem de estatutos no âmbito da OPA. Tal como era afirmado na resposta ao requerimento da Sonaecom, divulgada a 19 de Fevereiro.
Estas regras serão válidas não só para a próxima AG da PT, mas também para todas as reuniões magnas de accionistas das cotadas portuguesas.
Este é a quinta comunicação efectuada no âmbito desta matéria pela CMVM e pela PT.
Uma questão: esta guerra entre CMVM e PT não poderá vir a por em causa a decisão da AG? Ou seja, se o presidente da AG não acatar a confirmação da CMVM, o q poderá acontecer?
BN
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De facto tem uma pequena mercearia com 9 anos de existências que nunca conseguiu torna se média mercearia com o Tio Belmiro no comando e o seu Júnior (filho). Como teram unhas para tomar conta de uma grande mercearia?
- Arranjar capital ele o Tio arranja, já que tem um grande banco o Modelo. Não custa nada é só aumentar uma comissões ao seu clientes (nôs) e pagar a +120 dias os seus fornecedores que aparece logo o Dinheirinho.
- Ao despedir o filho, e a nora do presidente da junta que têm de pagar elevadas remunerações já que tem um contrato de 3 anos (ordenados elevadíssimos).
- Se o Sócio espanhol quer tanto a participação no minimercado da coxa situado no Brasil, não será que essa participação têm um elevada possibilidade de crescimento? Ou será o sócio espanhol masoquista? E gosta de perder dinheiro e tempo. Já que têm um acordo que ao a mercearia do presidente de junta ser vendida o comprador tem o direito a compra da parte do espanhol!
- O presidente da junta também pode conseguir essa taxa de juro mais favoravel, basta para isso negociar com os bancos.
- Para quê acabar com o contrato de camionagem se depois tem de fazer pagar a outra empresa de camionagem, basta curtar os custos desnecessários.
- Arranjar fornecedor alternativo de legumes também o presidente pode arranjar se for necessário, já que têm uma grande mercearia e o Tio têm uma pequena mercearia.
- Por que não vender a participação do talho aos seus eleitores, e passar a vender a carne na mercearia? Não merecem mais os seu eleitores que sempre o apoiaram?
- Arranjar capital ele o Tio arranja, já que tem um grande banco o Modelo. Não custa nada é só aumentar uma comissões ao seu clientes (nôs) e pagar a +120 dias os seus fornecedores que aparece logo o Dinheirinho.
- Ao despedir o filho, e a nora do presidente da junta que têm de pagar elevadas remunerações já que tem um contrato de 3 anos (ordenados elevadíssimos).
- Se o Sócio espanhol quer tanto a participação no minimercado da coxa situado no Brasil, não será que essa participação têm um elevada possibilidade de crescimento? Ou será o sócio espanhol masoquista? E gosta de perder dinheiro e tempo. Já que têm um acordo que ao a mercearia do presidente de junta ser vendida o comprador tem o direito a compra da parte do espanhol!
- O presidente da junta também pode conseguir essa taxa de juro mais favoravel, basta para isso negociar com os bancos.
- Para quê acabar com o contrato de camionagem se depois tem de fazer pagar a outra empresa de camionagem, basta curtar os custos desnecessários.
- Arranjar fornecedor alternativo de legumes também o presidente pode arranjar se for necessário, já que têm uma grande mercearia e o Tio têm uma pequena mercearia.
- Por que não vender a participação do talho aos seus eleitores, e passar a vender a carne na mercearia? Não merecem mais os seu eleitores que sempre o apoiaram?
plano para a compra da mercearia
Quem quer comprar o negócio é o Tio Belmiro. Ele já tem uma pequena mercearia numa localidade vizinha e acha que se ficar com as duas consegue fazer mais dinheiro, pois consegue condições mais favoráveis junto dos fornecedores e muitas poupanças na gestão da mercearia, pois na sua opinião esta não está lá muito bem gerida. O seu plano é o seguinte:
- Empenhar a sua própria mercearia junto da banca para arranjar capital para comprar a outra (Se a coisa der para o torto o problema é dele e dos sócios)
- Despedir o filho, e a nora do presidente da junta que têm ordenados elevadíssimos e continuar com os restantes empregados
- Vender a participação de 33 % que a mercearia da aldeia tem no minimercado da coxa situado no Brasil (Os outros 33 % são de um sócio espanhol).
- Pagar as dívidas que a mercearia tem e negociar com a banca um taxa de juro mais favorável do que a que o presidente da junta tinha negociado.
- Acabar com o contrato com a empresa de camionagem do presidente da junta
- Arranjar fornecedor alternativo para os legumes.
- Vender a participação que a mereceria tem no talho da aldeia e começar a vender carne na mercearia
- Empenhar a sua própria mercearia junto da banca para arranjar capital para comprar a outra (Se a coisa der para o torto o problema é dele e dos sócios)
- Despedir o filho, e a nora do presidente da junta que têm ordenados elevadíssimos e continuar com os restantes empregados
- Vender a participação de 33 % que a mercearia da aldeia tem no minimercado da coxa situado no Brasil (Os outros 33 % são de um sócio espanhol).
- Pagar as dívidas que a mercearia tem e negociar com a banca um taxa de juro mais favorável do que a que o presidente da junta tinha negociado.
- Acabar com o contrato com a empresa de camionagem do presidente da junta
- Arranjar fornecedor alternativo para os legumes.
- Vender a participação que a mereceria tem no talho da aldeia e começar a vender carne na mercearia
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- Registado: 16/7/2006 17:40
Esqueces-te de contar que essa pessoa que vai comprar os 10% tem de se individar exponencialmente.
Para conseguir pagar a divida vai ter de destruir a mercearia e vende-la aos bocados, para pagar a divida sem gastar dinheiro seu.
Conseguindo assim apenas a parte que pertende.
Aqui aparece a contradição então a mercearia vale mais aos bocados do que o todo?
Para conseguir pagar a divida vai ter de destruir a mercearia e vende-la aos bocados, para pagar a divida sem gastar dinheiro seu.
Conseguindo assim apenas a parte que pertende.
Aqui aparece a contradição então a mercearia vale mais aos bocados do que o todo?
Uma pequena história
Uma pequena história
Imagine que vive numa aldeia e têm uma quota de 1% na mercearia local. O presidente da junta tem 10% da mercearia e é ele que a administra. Aliás o filho e a nora trabalham lá e é a prima que faz a limpeza da mesma. Todos os vegetais que são vendidos lá são também comprados à quinta do presidente da junta e todos os transportes de mercadorias são contratados à empresa do presidente.
Alguém oferece 10.500 Euros por cada quota de 1%. Você está tentado a vender pois o mais que lhe tinham oferecido pela quota até à altura era 8.000 Euros (oferta do primo do presidente da Junta). Além do mais para além de um pequeno dividendo todos o anos não tira mais nenhum proveito da mercearia. Para dizer a verdade até era bom que aquilo tivesse outra administração pois podia ser que o atendessem melhor quando lá vai. O presidente da Junta é claro fica fulo e diz que não vende, para ele a empresa vale muito mais (não é de admirar)
Há no entanto um senão. Para vender a quota tem de ir fazer a escritura presencialmente ao notário que fica na vila vizinha no dia 26. Infelizmente o presidente da junta tem também o poder de impedir que no dia da escritura você e muitos outros sócios saiam da vila pois ele é o dono do táxi e da empresa de camionagem local e já decretou que naquele dia não vai haver transportes. É também o maior empregador e já fez também constar que não ficará nada contente com as pessoas que venderem as acções.
Você tem um activo que vale potencialmente 10.500 Euros mas como o impedem de se deslocar à vila é obrigado a ficar com ele. O presidente não vende nem deixa que ninguém vende. Também não está interessado em comprar a sua parte a 11.500 euros. Para quê? Ele consegue fazer o que quer com os seus 10%.
Imagine que vive numa aldeia e têm uma quota de 1% na mercearia local. O presidente da junta tem 10% da mercearia e é ele que a administra. Aliás o filho e a nora trabalham lá e é a prima que faz a limpeza da mesma. Todos os vegetais que são vendidos lá são também comprados à quinta do presidente da junta e todos os transportes de mercadorias são contratados à empresa do presidente.
Alguém oferece 10.500 Euros por cada quota de 1%. Você está tentado a vender pois o mais que lhe tinham oferecido pela quota até à altura era 8.000 Euros (oferta do primo do presidente da Junta). Além do mais para além de um pequeno dividendo todos o anos não tira mais nenhum proveito da mercearia. Para dizer a verdade até era bom que aquilo tivesse outra administração pois podia ser que o atendessem melhor quando lá vai. O presidente da Junta é claro fica fulo e diz que não vende, para ele a empresa vale muito mais (não é de admirar)
Há no entanto um senão. Para vender a quota tem de ir fazer a escritura presencialmente ao notário que fica na vila vizinha no dia 26. Infelizmente o presidente da junta tem também o poder de impedir que no dia da escritura você e muitos outros sócios saiam da vila pois ele é o dono do táxi e da empresa de camionagem local e já decretou que naquele dia não vai haver transportes. É também o maior empregador e já fez também constar que não ficará nada contente com as pessoas que venderem as acções.
Você tem um activo que vale potencialmente 10.500 Euros mas como o impedem de se deslocar à vila é obrigado a ficar com ele. O presidente não vende nem deixa que ninguém vende. Também não está interessado em comprar a sua parte a 11.500 euros. Para quê? Ele consegue fazer o que quer com os seus 10%.
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A boa estrategia
Eu estou verdadeiramente convencido que verao a cotacao da PT a subir acima dos 10,5 antes da AG. Essa será a estrategia mais economica da parte do nucleo duro de comprar a PT sem ter que a comprar!
Por isso essa é a minha aposta actual. Uns 2 a 3 % em duas semanas.
Por isso essa é a minha aposta actual. Uns 2 a 3 % em duas semanas.
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escolha de dono
Sinceramente a maior parte dos argumentos para dizer que vender à sonae é melhor não são muito convincentes.
Entre os dois nao vejo grandes diferencas. A Sonae para fazer esta aquisicao vai ter de vender coisas depois pois a sonae ficaria muitomuito endividada. A PT optou por uma proposta diferente: o nosso endividadamento é para com todos os accionistas.
E´ certo que o valor da PT diminuira´ quando a PT der parte do seu patrimonio aos accionistas. Apos esse momento a cotacao desce, e nos ficaremos com o nosso (menos todos os que tiverem apostado em sonaes...). O dinheiro não se evapora...
A verdadeira questao é: quem é melhor para administrar a PT? Paulo Azevedo que nao coneguiu transformar a SONEAcom na segunda operadora, o Granadeiro que é um pau mandado?
Essa é a verdadeira questao.
Para mim, o plano sonae peca por duas coisas: é essencialmente bom para o belmiro subir mais posicoes na forbes, e muito potencialmente vendera activos importantes a telefonica e france telecom. A meu ver isso será pior que a actual solucao PT.
Entre os dois nao vejo grandes diferencas. A Sonae para fazer esta aquisicao vai ter de vender coisas depois pois a sonae ficaria muitomuito endividada. A PT optou por uma proposta diferente: o nosso endividadamento é para com todos os accionistas.
E´ certo que o valor da PT diminuira´ quando a PT der parte do seu patrimonio aos accionistas. Apos esse momento a cotacao desce, e nos ficaremos com o nosso (menos todos os que tiverem apostado em sonaes...). O dinheiro não se evapora...
A verdadeira questao é: quem é melhor para administrar a PT? Paulo Azevedo que nao coneguiu transformar a SONEAcom na segunda operadora, o Granadeiro que é um pau mandado?
Essa é a verdadeira questao.
Para mim, o plano sonae peca por duas coisas: é essencialmente bom para o belmiro subir mais posicoes na forbes, e muito potencialmente vendera activos importantes a telefonica e france telecom. A meu ver isso será pior que a actual solucao PT.
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no Dividendo
quem ganha é o Estado
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OPA à PT 2007-02-22 00:05
“Alguma coisa levou a PT a mudar de ideias”
Belmiro de Azevedo reage com dureza à recusa da administração da Portugal Telecom.
Martim Avillez Figueiredo
O mundo não acaba e a Sonaecom continua convencida de que a sua oferta vai passar. Em entrevista ao Diário Económico, Belmiro de Azevedo aponta que que houve uma mudança de posição por parte da PT. E acrescenta que a reacção inicial de euforia aos 10,5 euros foi “influenciada para passar a uma reacção de agressividade”.
Como reage à decisão da PT de recomendar aos accionistas que não vendam as acções à Sonaecom?
A administração da PT teve uma reacção eufórica e de grande satisfação depois de anunciarmos o nosso aumento para 10.5 euros por cada acção. Na terça-feira essa reacção de satisfação deu lugar a uma grande agressividade. Ficámos perplexos. Não percebemos que interesses estão a representar com esta mudança de posição...
...Mas houve uma mudança de posição, é isso?
Houve. Tenho a percepção do que se passou, e do que terá contribuído para esta mudança de posição, mas agora não é o momento de falar nisso. A reacção de euforia inicial foi influenciada para passar a reacção de agressividade contra a nossa proposta.
Isso reforça as suas velhas críticas sobre a forma como se fazem negócios em Portugal?
A Sonae tem uma dimensão considerável em muitas áreas de negócio - e foi isso, de resto, o que motivou a Autoridade da Concorrência a estudar 41 mercados nesta OPA que lançámos - e é essa dimensão que nos empurra para fora de Portugal. Queremos competir num ambiente de negócios global, mas há quem não se habitue a essa forma de estar nos negócios e insista em viver à sombra de alvarás e privilégios. Nós não queremos. O que desejamos é criar mais postos de trabalho e gerar novos investimentos.
Para quem olha de fora, parece existir uma guerra entre o sr. Engenheiro e o Dr. Ricardo Salgado, presidente do Grupo Espírito Santo.
Com o BES são assuntos que vêm detrás. O relacionamento institucional que temos com o Banco Espírito Santo é normal, e temos envolvimento na banca comercial. Na banca de investimentos, aí existem de facto outras considerações.
...Portanto não compreende a decisão do BES?
... Sempre disse que o BES tinha conflito de interesses nesta operação, poque é simultaneamente banco e accionista da PT. Na verdade, sabe-se que, directa ou indirectamente, o BES está muito próximo da actual administração da Portugal Telecom.
O BES e outros accionistas, sublinhando a vontade de não desblindar os estatutos nesta OPA, estão a proteger outros interesses?
Eu teria muita dificuldade em sustentar essa posição [de não votar pela desblindagem dos estatutos] se estivesse do lado de lá. É uma enorme responsabilidade estar a bloquear uma operação como esta - estar a impedir que o mercado funcione - quando estão em causa os investimentos de muitos milhares de pessoas. Se esse grupo prevalecer, e não desblindar os estatutos, muita gente será impedida de realizar dinheiro com as suas acções. Estarão a impedir muita gente de ganhar dinheiro.
A sua OPA morreu?
Nós mantemo-nos muito confiantes de que teremos o número de votos suficiente para desblindar os estatutos da companhia no próximo dia 2 de Março. Conhecemos a opinião do mercado e sabemos que muita gente aceita vender as suas acções a 10,5 euros. Reafirmo essa convicção de que a larga maioria dos accionistas estrangeiros da PT - que de acordo com o Dr. Ricardo Salgado é de cerca de 65% - vão votar pela desblindagem no dia 2 de Março. Tal como tenho a certeza de que os 25% de accionistas portugueses da PT estão com a Sonaecom e venderão as suas acções. Será muito difícil aos que dizem não vender sustentar essa posição - é uma grande responsabilidade impedir o mercado de funcionar.
A Sonaecom pode aumentar novamente o preço?
O mercado sabe que isso não é possível. Nós aumentámos o preço porque, não tendo encontrado diamantes e petróleo na PT, decidimos dar valor à paz. E por isso, mesmo sem diamantes, demos valor à informação que retirámos dos investidores e demos valor à criação de um ambiente de paz com a administração. E essa paz foi valorizada no dia em que anunciámos o aumento do preço. Depois disso, algo os fez regressar a um clima de hostilidade a agressividade.
E descobriram valor na operação do Brasil?
A actual administração agora também já assume vender. Nós gostávamos muito de manter a Vivo, mas eles sabem que é muito difícil. A Sonae gostaria muito de ficar no Brasil. Foi muito dolorosa para nós amputar a perna brasileira na distribuição, mas foi isso que equilibrou a operação. Era uma perda de sangue permanente. E nessa operação podíamos sair quando quiséssemos. Na Vivo existe a parceria com a Telefónica.
E as célebres sinergias?
O que posso dizer é que este cenário não se voltará a repetir - este cenário que permitia criar concorrência muito forte entre dois grandes operadores (PT/Sonaecom e Vodafone) e abrir as portas à implantação muito rápida no mercado de um terceiro operador. Nós aceitámos esse cenário - proposto por nós com sugestões fortes da Concorrência - e julgo que será impossível regressar a ele se esta OPA falhar. Não é um cenário que se recrie numa outra OPA.
Acredita que existirá uma outra OPA?
Não é isso: o que não se recria são estas condições de entendimento, estas condições de mercado. O Estado pode até vir dizer que não haverá uma outra OPA enquanto detiver a ‘golden-share’ na PT, mas a verdade é que esses direitos especiais têm os dias contados em Bruxelas. Esse assunto tem estado em silêncio porque Bruxelas sabia que este negócio poderia resolver a situação - seria o mercado a resolvê-la, evitando litigâncias entre o Estado português e a Comissão Europeia. Assim, voltaria tudo atrás.
Perdeu ou não perdeu nesta OPA?
O mundo não acaba. Sabemos que algo se passou para fazer a administração da PT mudar de ideias, mas continuamos convencidos de que dia 2 de Março a grande parte dos accionistas votará pela desblindagem dos estatutos da Portugal Telecom.
Mercados sugerem menos hipóteses para a Sonae
A evolução dos mercados de acções e da dívida na sessão de ontem indiciam que os investidores estão a atribuir uma menor possibilidade de sucesso à oferta da Sonae.
Nas acções, a Sonaecom caiu mais de 11%, enquanto a casa-mãe perdeu 6,6%. Para além da tomada de mais-valias, natural depois dos fortes ganhos das sessões anteriores, esta evolução indicia que os investidores estão a descontar uma menor probabilidade de sucesso da OPA sobre a PT. As expectativas de sucesso foram o motivo apontado para a euforia registada pelas acções do grupo Sonae.
A mesma expectativa é apreensível pelo comportamento das acções da PT, que perderam 1,07%, para 10,17 euros. Caso a OPA falhe, o mercado receia que a PT deixe de estar sustentada perto do valor da oferta, o que justifica alguma saída de investidores.
No segmento da dívida, o sentimento é o mesmo. O preço dos ‘credit default swaps’, uma espécie de seguro contra o risco de falha de pagamento da dívida da PT, registou uma queda de 9,5%. Isto mostra que os investidores estão menos receosos quanto ao possível ‘default’ da dívida da operadora. Operadores citados pela Bloomberg explicam que isto se deve ao facto de, se a OPA resultar, a PT vir a ser muito carregada de dívida. Com o sucesso
“Alguma coisa levou a PT a mudar de ideias”
Belmiro de Azevedo reage com dureza à recusa da administração da Portugal Telecom.
Martim Avillez Figueiredo
O mundo não acaba e a Sonaecom continua convencida de que a sua oferta vai passar. Em entrevista ao Diário Económico, Belmiro de Azevedo aponta que que houve uma mudança de posição por parte da PT. E acrescenta que a reacção inicial de euforia aos 10,5 euros foi “influenciada para passar a uma reacção de agressividade”.
Como reage à decisão da PT de recomendar aos accionistas que não vendam as acções à Sonaecom?
A administração da PT teve uma reacção eufórica e de grande satisfação depois de anunciarmos o nosso aumento para 10.5 euros por cada acção. Na terça-feira essa reacção de satisfação deu lugar a uma grande agressividade. Ficámos perplexos. Não percebemos que interesses estão a representar com esta mudança de posição...
...Mas houve uma mudança de posição, é isso?
Houve. Tenho a percepção do que se passou, e do que terá contribuído para esta mudança de posição, mas agora não é o momento de falar nisso. A reacção de euforia inicial foi influenciada para passar a reacção de agressividade contra a nossa proposta.
Isso reforça as suas velhas críticas sobre a forma como se fazem negócios em Portugal?
A Sonae tem uma dimensão considerável em muitas áreas de negócio - e foi isso, de resto, o que motivou a Autoridade da Concorrência a estudar 41 mercados nesta OPA que lançámos - e é essa dimensão que nos empurra para fora de Portugal. Queremos competir num ambiente de negócios global, mas há quem não se habitue a essa forma de estar nos negócios e insista em viver à sombra de alvarás e privilégios. Nós não queremos. O que desejamos é criar mais postos de trabalho e gerar novos investimentos.
Para quem olha de fora, parece existir uma guerra entre o sr. Engenheiro e o Dr. Ricardo Salgado, presidente do Grupo Espírito Santo.
Com o BES são assuntos que vêm detrás. O relacionamento institucional que temos com o Banco Espírito Santo é normal, e temos envolvimento na banca comercial. Na banca de investimentos, aí existem de facto outras considerações.
...Portanto não compreende a decisão do BES?
... Sempre disse que o BES tinha conflito de interesses nesta operação, poque é simultaneamente banco e accionista da PT. Na verdade, sabe-se que, directa ou indirectamente, o BES está muito próximo da actual administração da Portugal Telecom.
O BES e outros accionistas, sublinhando a vontade de não desblindar os estatutos nesta OPA, estão a proteger outros interesses?
Eu teria muita dificuldade em sustentar essa posição [de não votar pela desblindagem dos estatutos] se estivesse do lado de lá. É uma enorme responsabilidade estar a bloquear uma operação como esta - estar a impedir que o mercado funcione - quando estão em causa os investimentos de muitos milhares de pessoas. Se esse grupo prevalecer, e não desblindar os estatutos, muita gente será impedida de realizar dinheiro com as suas acções. Estarão a impedir muita gente de ganhar dinheiro.
A sua OPA morreu?
Nós mantemo-nos muito confiantes de que teremos o número de votos suficiente para desblindar os estatutos da companhia no próximo dia 2 de Março. Conhecemos a opinião do mercado e sabemos que muita gente aceita vender as suas acções a 10,5 euros. Reafirmo essa convicção de que a larga maioria dos accionistas estrangeiros da PT - que de acordo com o Dr. Ricardo Salgado é de cerca de 65% - vão votar pela desblindagem no dia 2 de Março. Tal como tenho a certeza de que os 25% de accionistas portugueses da PT estão com a Sonaecom e venderão as suas acções. Será muito difícil aos que dizem não vender sustentar essa posição - é uma grande responsabilidade impedir o mercado de funcionar.
A Sonaecom pode aumentar novamente o preço?
O mercado sabe que isso não é possível. Nós aumentámos o preço porque, não tendo encontrado diamantes e petróleo na PT, decidimos dar valor à paz. E por isso, mesmo sem diamantes, demos valor à informação que retirámos dos investidores e demos valor à criação de um ambiente de paz com a administração. E essa paz foi valorizada no dia em que anunciámos o aumento do preço. Depois disso, algo os fez regressar a um clima de hostilidade a agressividade.
E descobriram valor na operação do Brasil?
A actual administração agora também já assume vender. Nós gostávamos muito de manter a Vivo, mas eles sabem que é muito difícil. A Sonae gostaria muito de ficar no Brasil. Foi muito dolorosa para nós amputar a perna brasileira na distribuição, mas foi isso que equilibrou a operação. Era uma perda de sangue permanente. E nessa operação podíamos sair quando quiséssemos. Na Vivo existe a parceria com a Telefónica.
E as célebres sinergias?
O que posso dizer é que este cenário não se voltará a repetir - este cenário que permitia criar concorrência muito forte entre dois grandes operadores (PT/Sonaecom e Vodafone) e abrir as portas à implantação muito rápida no mercado de um terceiro operador. Nós aceitámos esse cenário - proposto por nós com sugestões fortes da Concorrência - e julgo que será impossível regressar a ele se esta OPA falhar. Não é um cenário que se recrie numa outra OPA.
Acredita que existirá uma outra OPA?
Não é isso: o que não se recria são estas condições de entendimento, estas condições de mercado. O Estado pode até vir dizer que não haverá uma outra OPA enquanto detiver a ‘golden-share’ na PT, mas a verdade é que esses direitos especiais têm os dias contados em Bruxelas. Esse assunto tem estado em silêncio porque Bruxelas sabia que este negócio poderia resolver a situação - seria o mercado a resolvê-la, evitando litigâncias entre o Estado português e a Comissão Europeia. Assim, voltaria tudo atrás.
Perdeu ou não perdeu nesta OPA?
O mundo não acaba. Sabemos que algo se passou para fazer a administração da PT mudar de ideias, mas continuamos convencidos de que dia 2 de Março a grande parte dos accionistas votará pela desblindagem dos estatutos da Portugal Telecom.
Mercados sugerem menos hipóteses para a Sonae
A evolução dos mercados de acções e da dívida na sessão de ontem indiciam que os investidores estão a atribuir uma menor possibilidade de sucesso à oferta da Sonae.
Nas acções, a Sonaecom caiu mais de 11%, enquanto a casa-mãe perdeu 6,6%. Para além da tomada de mais-valias, natural depois dos fortes ganhos das sessões anteriores, esta evolução indicia que os investidores estão a descontar uma menor probabilidade de sucesso da OPA sobre a PT. As expectativas de sucesso foram o motivo apontado para a euforia registada pelas acções do grupo Sonae.
A mesma expectativa é apreensível pelo comportamento das acções da PT, que perderam 1,07%, para 10,17 euros. Caso a OPA falhe, o mercado receia que a PT deixe de estar sustentada perto do valor da oferta, o que justifica alguma saída de investidores.
No segmento da dívida, o sentimento é o mesmo. O preço dos ‘credit default swaps’, uma espécie de seguro contra o risco de falha de pagamento da dívida da PT, registou uma queda de 9,5%. Isto mostra que os investidores estão menos receosos quanto ao possível ‘default’ da dívida da operadora. Operadores citados pela Bloomberg explicam que isto se deve ao facto de, se a OPA resultar, a PT vir a ser muito carregada de dívida. Com o sucesso
As decisões fáceis podem fazer-nos parecer bons,mas tomar decisões difíceis e assumi-las faz-nos melhores.
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O que eu vejo...
...è o avião 15 do Valves a inverter a rota no sentido do precepício, com os seus ocupantes a começarem a entrar em pânico e a ligarem para tudo o que faz circular noticías, todos com a mesma mensagem, ACUDAM-NOS, ACEITEM A OPA, se não vão perder muito dinheiro. Estou convencido que depois disto terminar o BA não vai ficar com a PT, mas meteu muito guito ao bolso à custa de muitos fundos que irão ao fundo!
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Estou farto de ver e ouvir as acções "boas" são akelas k dão dividendos. Duma vez por todas: DISTRIBUIR OU NÃO DISTRIBUIR DIVIDENDOS(factor fiscal à parte) É ABSOLUTAMENTE INDIFERENTE! Se distribuirem estão a tirar valor à empresa, logo a cotação desce. Senão distribuirem, mantém o valor da empresa.
Abr
Abr
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- Registado: 3/1/2007 0:43
Imaginemos que eu tinha uma acção a cotar a 10.5 euros e distribuía metade deste valor pelos accionistas o que é que aconteceria no dia seguinte? A cotação passava para 5.25. Alguém não percebe isto?
Não se iludam com os dividendos que a PT vai pagar pois eles serão todos descontados na cotação.
Aliás a única coisa que a Administração da PT conseguiu fazer até agora foi tramar os accionistas que não pertencem ao núcleo duro, pois se a OPA não for para a frente não vão conseguir vender a 10.5 nem a 10 nem vão ser compensados pelos famosos dividendos. Também não vão ganhar de outro modo pois não prestam serviços à PT. No meu entender se a OPA falhar a cotação da PT vai cair e bastante.
A acção só vale mais do que 10.5 para o núcleo de controlo ou para a Sonae mas a Sonae não vai aumentar o preço e o núcleo de controlo e não vai comprar.
EU não tenho PT mas se tivesse preferia vender agora a 10.20 do que esperar pela OPA a 10.5 que pode não acontecer. Mas cada um sabe de si…
Não se iludam com os dividendos que a PT vai pagar pois eles serão todos descontados na cotação.
Aliás a única coisa que a Administração da PT conseguiu fazer até agora foi tramar os accionistas que não pertencem ao núcleo duro, pois se a OPA não for para a frente não vão conseguir vender a 10.5 nem a 10 nem vão ser compensados pelos famosos dividendos. Também não vão ganhar de outro modo pois não prestam serviços à PT. No meu entender se a OPA falhar a cotação da PT vai cair e bastante.
A acção só vale mais do que 10.5 para o núcleo de controlo ou para a Sonae mas a Sonae não vai aumentar o preço e o núcleo de controlo e não vai comprar.
EU não tenho PT mas se tivesse preferia vender agora a 10.20 do que esperar pela OPA a 10.5 que pode não acontecer. Mas cada um sabe de si…
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- Registado: 16/7/2006 17:40
Caro Herói Grego
O que de subliminar existirá por detrás dessa tua afirmação de não acreditar em tudo o que se vê ou pode ler nos média?
Consegues ver nas entrelinhas dos silêncios?...e se assim sucede serás capaz de adiantar sobre os possíveis modos de interpretar os últimos cenários da evolução?
Se calhar és capaz de ter alguns pudores para tal...mas gostava de confirmar e gostava de reflectir sobre as tuas alegações.....mas presumo que não gostarás de fazer futurismo sobre matéria aparentemente tão semovente.
Era um desafio.
cumps.
O que de subliminar existirá por detrás dessa tua afirmação de não acreditar em tudo o que se vê ou pode ler nos média?
Consegues ver nas entrelinhas dos silêncios?...e se assim sucede serás capaz de adiantar sobre os possíveis modos de interpretar os últimos cenários da evolução?
Se calhar és capaz de ter alguns pudores para tal...mas gostava de confirmar e gostava de reflectir sobre as tuas alegações.....mas presumo que não gostarás de fazer futurismo sobre matéria aparentemente tão semovente.
Era um desafio.
cumps.
Se naufragares no meio do mar,toma desde logo, duas resoluções:- Uma primeira é manteres-te à tona; - Uma segunda é nadar para terra;
Sun Tzu
Sun Tzu
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- Registado: 7/11/2002 0:00
- Localização: vila nova de gaia
Bem a meu ver é é de vender na OPA por dois motivos :
Se eu tiver uma posição em PT de 1000 acções tenho uma promessa firme :
- 47 centimos por acção em 2007 e 57 centimos por acção em 2008 e 2009
- e depois tenho uma vaga promessa de as minhas acções puderem ser compradas até 11,5 Euros por acção o que eu sinceramente não contaria muito já que se descontarmos as participações sentimentais na PT o capital candidato á venda no Share Buyback deve ser superior a 80%
Proposta Sonae
10,5 Euros por acção em Cash e a possibilidade de apanhar um avião com destino aos 15 Euros na SNC ou para proximo dos 3 Euros na Sonae isto dentro do mesmo período a que se reportam as promessas da Administração da PT.
Cumpts
Se eu tiver uma posição em PT de 1000 acções tenho uma promessa firme :
- 47 centimos por acção em 2007 e 57 centimos por acção em 2008 e 2009
- e depois tenho uma vaga promessa de as minhas acções puderem ser compradas até 11,5 Euros por acção o que eu sinceramente não contaria muito já que se descontarmos as participações sentimentais na PT o capital candidato á venda no Share Buyback deve ser superior a 80%
Proposta Sonae
10,5 Euros por acção em Cash e a possibilidade de apanhar um avião com destino aos 15 Euros na SNC ou para proximo dos 3 Euros na Sonae isto dentro do mesmo período a que se reportam as promessas da Administração da PT.
Cumpts
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
com esta descida a OPA é mais provavel!
Esta descida da PT pode indiciar duas coisas:
1) que o mercado deixou de acreditar na OPA, e em particular todos os perfilados pelos azevedos (nao sei se estes podem ter comecado a vender; se o puderem fazer, poderão estar a fazer pois assim conseguem vender accoes que compraram a menos que 9,5! Duvido que isso seja permitido, pois seria inside trading ou qq coisa muito parecida; mas os que estao aliados poderão muito bem estar a fazer, ver, bancos de investimento que conhecem melhor que ninguem o que vai na alma dos azevedos...).
2) pode tb dar mais chances a que ela se concretize, pois se as accoes cairem para 10euros, os indecisos pensarao que sera melhor um passaro na mao que dois a voar.
Nao deixa de ser interessante isto...
1) que o mercado deixou de acreditar na OPA, e em particular todos os perfilados pelos azevedos (nao sei se estes podem ter comecado a vender; se o puderem fazer, poderão estar a fazer pois assim conseguem vender accoes que compraram a menos que 9,5! Duvido que isso seja permitido, pois seria inside trading ou qq coisa muito parecida; mas os que estao aliados poderão muito bem estar a fazer, ver, bancos de investimento que conhecem melhor que ninguem o que vai na alma dos azevedos...).
2) pode tb dar mais chances a que ela se concretize, pois se as accoes cairem para 10euros, os indecisos pensarao que sera melhor um passaro na mao que dois a voar.
Nao deixa de ser interessante isto...
- Mensagens: 560
- Registado: 31/8/2005 10:51
- Localização: ilhavo
ja agora
A ser verdade, acredito que quando o mercado colectivamente tiver consciencia dessa possibilidade, a PT acabara´ acima dos 10,5. Afinal de contas, se a SONAE subiiu tanto com a proposta a 10,5 ... ainda da para mias um pouco...
- Mensagens: 560
- Registado: 31/8/2005 10:51
- Localização: ilhavo
Dresdner diz “accionistas da PT devem aceitar a OPA”
Analistas reagem ao novo plano de defesa
Dresdner diz “accionistas da PT devem aceitar a OPA”
Os bancos de investimento acreditam que mesmo com o novo plano de defesa à OPA da Sonaecom, apresentado ontem pela PT, a oferta da empresa liderada por Paulo Azevedo continua a ser mais apelativa, pelo menos a curto prazo. O Dresdner diz que os "accionistas da PT devem aceitar a OPA".
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Paulo Moutinho
paulomoutinho@mediafin.pt
Os bancos de investimento acreditam que mesmo com o novo plano de defesa à OPA da Sonaecom, apresentado ontem pela PT, a oferta da empresa liderada por Paulo Azevedo continua a ser mais apelativa, pelo menos a curto prazo. O Dresdner diz que os "accionistas da PT devem aceitar a OPA".
"Ainda que partilhemos da opinião da administração da operadora de que os 10,50 euros transferem valor para a Sonaecom, acreditamos que os accionistas da PT devem aceitar a oferta, uma vez que vemos pouco margem para que a operadora consiga registar uma performance superior à do mercado", afirma o banco alemão.
O Dresdner Kleinwort, que tem um "target" de 10,50 euros para a PT e que reiterou a recomendação de "manter", afirma que vê suporte para os títulos da PT nos 9,00 euros por acção, cerca de 14% abaixo da actual cotação da operadora (de 10,24 euros), "com um eventual potencial de subida resultante de uma reavaliação das associadas e da TMN", reconhecendo "que a médio prazo a operadora permanece um alvo de aquisição".
A reacção do banco de investimento alemão surge depois de ontem a Portugal Telecom ter aumentado a remuneração em dinheiro ao accionistas para 4,2 mil milhões de euros, através de dividendos e de recompra de acções, mantendo a proposta do "spin off"da PTM, responsável por uma remuneração adicional de 2 mil milhões.
O BPI afirma que este novo plano da PT é "potencialmente negativo para ambas" as empresas, recordando, no entanto, que "para os investidores que pretendem ter um retorno a curto prazo, a oferta da Sonaecom é ainda mais apelativa já que é 100% em dinheiro, no imediato".
A casa de investimento Execution considera que mesmo com a revisão do pacote remuneratório para os accionistas, caso a OPA da Sonaecom falhe, "acreditamos que [a proposta da PT] ainda não será suficiente" para convencer os investidores a não venderem na oferta de Paulo Azevedo.
Já a Bear Sterns é mais cautelosa na análise ao plano apresentado ontem, afirmando que o futuro da OPA depende da assembleia geral da PT, a 2 de Março, sendo que não identifica, de momento, "um líder claro nesta fase" da operação.
O Millennium bcp investimento mantém a recomendação "de não vender na OPA da Sonaecom", dado que "pensamos que o valor dos activos da PT é superior ao preço oferecido" pela empresa liderada por Paulo Azevedo.
O analista Nuno Vieira acrescenta que acredita "que uma nova oferta da Sonaecom poderá ser aceite mesmo no caso de não aceitação da oferta actual". "Apesar da Sonaecom reiterar que não o pretende fazer, acreditamos que é possível à Sonaecom aumentar a oferta actual", conclui.
As acções da PT negociavam em queda de 0,39% para os 10,24 euros.
Dresdner diz “accionistas da PT devem aceitar a OPA”
Os bancos de investimento acreditam que mesmo com o novo plano de defesa à OPA da Sonaecom, apresentado ontem pela PT, a oferta da empresa liderada por Paulo Azevedo continua a ser mais apelativa, pelo menos a curto prazo. O Dresdner diz que os "accionistas da PT devem aceitar a OPA".
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Paulo Moutinho
paulomoutinho@mediafin.pt
Os bancos de investimento acreditam que mesmo com o novo plano de defesa à OPA da Sonaecom, apresentado ontem pela PT, a oferta da empresa liderada por Paulo Azevedo continua a ser mais apelativa, pelo menos a curto prazo. O Dresdner diz que os "accionistas da PT devem aceitar a OPA".
"Ainda que partilhemos da opinião da administração da operadora de que os 10,50 euros transferem valor para a Sonaecom, acreditamos que os accionistas da PT devem aceitar a oferta, uma vez que vemos pouco margem para que a operadora consiga registar uma performance superior à do mercado", afirma o banco alemão.
O Dresdner Kleinwort, que tem um "target" de 10,50 euros para a PT e que reiterou a recomendação de "manter", afirma que vê suporte para os títulos da PT nos 9,00 euros por acção, cerca de 14% abaixo da actual cotação da operadora (de 10,24 euros), "com um eventual potencial de subida resultante de uma reavaliação das associadas e da TMN", reconhecendo "que a médio prazo a operadora permanece um alvo de aquisição".
A reacção do banco de investimento alemão surge depois de ontem a Portugal Telecom ter aumentado a remuneração em dinheiro ao accionistas para 4,2 mil milhões de euros, através de dividendos e de recompra de acções, mantendo a proposta do "spin off"da PTM, responsável por uma remuneração adicional de 2 mil milhões.
O BPI afirma que este novo plano da PT é "potencialmente negativo para ambas" as empresas, recordando, no entanto, que "para os investidores que pretendem ter um retorno a curto prazo, a oferta da Sonaecom é ainda mais apelativa já que é 100% em dinheiro, no imediato".
A casa de investimento Execution considera que mesmo com a revisão do pacote remuneratório para os accionistas, caso a OPA da Sonaecom falhe, "acreditamos que [a proposta da PT] ainda não será suficiente" para convencer os investidores a não venderem na oferta de Paulo Azevedo.
Já a Bear Sterns é mais cautelosa na análise ao plano apresentado ontem, afirmando que o futuro da OPA depende da assembleia geral da PT, a 2 de Março, sendo que não identifica, de momento, "um líder claro nesta fase" da operação.
O Millennium bcp investimento mantém a recomendação "de não vender na OPA da Sonaecom", dado que "pensamos que o valor dos activos da PT é superior ao preço oferecido" pela empresa liderada por Paulo Azevedo.
O analista Nuno Vieira acrescenta que acredita "que uma nova oferta da Sonaecom poderá ser aceite mesmo no caso de não aceitação da oferta actual". "Apesar da Sonaecom reiterar que não o pretende fazer, acreditamos que é possível à Sonaecom aumentar a oferta actual", conclui.
As acções da PT negociavam em queda de 0,39% para os 10,24 euros.
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