Caldeirão da Bolsa

Fusões e aquisições

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

Fusões e aquisições

por HOSTILE » 13/2/2007 2:02

Fusões e aquisições 2007-02-13 00:05
Portugueses lançaram oito OPA desde Janeiro
Mum mês e meio, são já oito as OPA lançadas por empresas portuguesas, sozinhas ou acompanhadas, cá dentro e lá fora.

Paula Alexandra Cordeiro e Patrícia Henriques

De oferta em oferta, as empresas portuguesas lá têm conseguido marcar a sua presença no mapa mundo. Nos últimos sete anos, aquelas mesmas sociedades estiveram envolvidas em mais de 340 negócios, cujo valor das ofertas de aquisição supera os 46 mil milhões de euros. O início do corrente ano também promete. Em apenas um mês e meio, os portugueses lançaram oito ofertas públicas de aquisição (OPA), mais duas do que no mesmo período do ano passado. Tudo indica que que 2007 vai ser forte neste tipo de operações.

As oito OPA vão custar mais de mil milhões de euros, mas permitem às empresas nacionais reforçar as suas posições em sectores tão variados como media, banca, cimentos. As duas últimas OPA de Fevereiro foram lançadas sobre empresas estrangeiras. A Cimpor prepara-se para comprar a egípcia MISR e a Martifer a alemã Repower. O Banif de Horácio Roque deu o pontapé de saída de 2007, ao anunciar a aquisição do Banco Caboverdiano de Negócios por pouco mais de três milhões de euros. Também Pinto Balsemão figura na lista das aquisições, depois de ter anunciado, em Janeiro, a compra de uma gestora de conteudos por cerca de meio milhão de euros. A Semapa investiu quase 60 milhões na libanesa Sibline.


Bom momento do mercado accionista ajuda
Especialistas contactados pelo Diário Económico afirmaram que os movimentos de fusões e aquisições são naturais dos mercados e Portugal está a seguir a tendência do resto da Europa. Acrescentam que esta tendência mostra que se está a viver num ciclo económico mais favorável, “com as empresas mais disponíveis para dar o seu contributo realizando mais investimento e aumentando o emprego”.

Rui Constantino, economista-chefe do Banco Santander de Negócios, disse que “em termos económicos, este movimento é um reflexo do bom momento que o mercado accionista português está a atravessar e que se destaca dos mercados europeus”.

Para o professor César das Neves “trata-se de um movimento óbvio, com a entrada de Portugal no euro. Nos EUA, há muito que se fazem este tipo de operações, mas na Europa este movimento começou mais tarde, por motivos de ineficiência do próprio mercado”.

Este tipo de operações de compra têm-se intensificado nos últimos anos e mostram bem o desenvolvimento do mercado financeiro.

“Não é uma questão tipicamente portuguesa [operações de compra], mas também europeia, embora tenha muito a ver com o desenvolvimento do nosso mercado financeiro”, revelou João César das Neves.

O economista chefe do Santander recordou, por outro lado, que as empresas andaram a fazer bem o seu “trabalho de casa”, aumentando a sua produtividade mesmo numa conjuntura adversa.
 
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