Caldeirão da Bolsa

O referendo visto pela CNN

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por DM » 13/2/2007 23:27

Mas não existem meios anti-contraceptivos extremamente eficazes, amplamente difundidos e facilmente acessíveis? Uma gravidez indesejada não é inevitável. Quem anda à chuva molha-se, as pessoas têm de ser responsáveis. Mas como somos todos muito socialistas e humanistas, não nos interessa a responsabilidade, interessa é ter lá o Estado amigo para ajudar depois das asneiras já terem sido feitas.

Ainda recentemente um homem idoso e doente passou um dia inteiro numa ambulância a ser recambiado de hospital para hospital, até que acabou por morrer! Todos vimos a notícia no Telejornal, e com certeza todos ficámos indignados. Mas no dia seguinte que nos interessa? Ainda nos lembramos? Não. Queremos lá saber disso. Pq no dia seguinte temos o Louçã na televisão a dizer que finalmente estamos no séc. XXI.

Antes do referendo, li uma reportagem no Correio da Manhã, em que eles entrevistaram várias mulheres que estavam em vias de fazer um aborto. E tal não é o meu espanto quando uma delas afirma ao jornalista que vai fazer o seu 5º (QUINTO!) aborto. E ainda dizem que ninguém faz um aborto de ânimo leve. Esta mulher é uma VÍTIMA! Ajudem-na por favor.
 
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por D1as » 13/2/2007 23:25

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por @rmando » 13/2/2007 21:22

Eu como fiz uma opção de vida de não ter carro nem carta de condução, recuso-me a pagar tratamentos de quem optou por andar de carrinho... :mrgreen: andem a pé como eu! :P
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por scpnuno » 13/2/2007 20:00

Bernese Escreveu:
DM Escreveu:Pois eu fui votar, e se bem me lembro, a pergunta não dizia apenas se eu concordava com a despenalização.

Perguntava também se eu queria que o dinheiro dos meus impostos pudesse ser utilizado para financiar abortos em hospitais públicos. Claro que por outras palavras, para não assustar.


bem nesse caso eu como apreciador de um bom cohiba e de um barca velha (ou se tivesse dinheiro para isso um Chateau Mouton-Rothschild) exigo que o estado faça um referendo onde eu possa dizer, de forma clara que ñ aceito que tratamentos ao cancro, derivados ao tabaco ou à ingestão de bebidas alcoólicas, sejam suportados pelo serviço nacional de saúde.


Pois.. já agora pode haver um referendo a perguntar se queremos continuar a pagar (não sei quanto é, mas pouco não deve ser) os tratamentos ás pessoas que optaram por se drogarem? e que passados uns meses, em grande parte, voltam ao mesmo? e pagamos outro tratamento, e outro, e o subsidio minimo garantido e o carago?

Há tanta coisa que pagamos calados, agora é que nos deu uma crise de zelo com o pagamento dos abortos...
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por Bernese » 13/2/2007 19:35

DM Escreveu:Pois eu fui votar, e se bem me lembro, a pergunta não dizia apenas se eu concordava com a despenalização.

Perguntava também se eu queria que o dinheiro dos meus impostos pudesse ser utilizado para financiar abortos em hospitais públicos. Claro que por outras palavras, para não assustar.


bem nesse caso eu como apreciador de um bom cohiba e de um barca velha (ou se tivesse dinheiro para isso um Chateau Mouton-Rothschild) exigo que o estado faça um referendo onde eu possa dizer, de forma clara que ñ aceito que tratamentos ao cancro, derivados ao tabaco ou à ingestão de bebidas alcoólicas, sejam suportados pelo serviço nacional de saúde.
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por rmachado » 13/2/2007 19:31

Descriminilização é incorrecto, pois a lei vai continuar a criminalizar os abortos feitos após as 10 semanas excepto nos casos já previsto pela lei em que o prazo é maior (não me lembro qual).

Logo se a mulher fizer um aborto as 11 semanas (fora os caso já previstos) pode ir presa.

O mais engraçado ( que não tem piada nenhuma ) é como os nossos amigos espanhóis resolveram a questão com uma lei parecidissima com a nossa, mas com uma pequena (grande) adenda, Razões psicólogicas...
E o que pouparam em referendos...
 
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por Paulo_Alex » 13/2/2007 19:16

Isto é um assunto da consciência de cada um. Por isso pode ser discutido até à eternidade.

Curiosamente a discussão (amena claro) começa aqui em casa, onde eu sou partidário do sim e a minha mulher do não.

As razões para o meu sim são basicamente as seguintes:

a) Abortos sempre os houve e sempre os haverá.
b) Qualquer que seja a lei mais retrógada ou progressista, tal não afectará a validade da alínea a).
c) Abortar, será sempre uma questão difícil para a mulher (e companheiro, porque não?), e deverá o estado, enquado prestador público de serviços de saúde prestar o auxilio necessário para que a mulher possa tomar uma decisão da melhor forma.
d) Choca-me que numa situação de fragilidade da mulher, se pense sequer em a penalizar e apontar o dedo. Não deveria ser essa a função do estado. E felizmente, até às 10 semanas, parece que agora vai ser como deveria ter sido sempre.
e) Pensando nos milhares de abortos que anualmente se fazem em Portugal, no "vão de escada", e cujas sequêlas são tantas vezes tratadas à posteriori no serviço público, haja agora a possibilidade de todo esse processo ser devidamente acompanhado clinicamente, o que poderá até, no cômputo geral, diminuir os custos.

Já chega de alíneas! :)

O não, a meu ver, meteu os pés pelas mãos ao baralhar as pessoas com os ideias despenalizar e liberalizar.

Dizia o Professor M. B. Sousa, que o que o PS quer é liberalizar e não despenalizar. E portanto 'Assim não'. Não à liberalização.

Mas depois apareciam argumentos contraditórios complementares ao ideal do não, tais como, ser contra a penalização da mulher. Oh senhores (digo eu)! Então se votam não para 'não liberalizar' mas depois despenalizam para tirarem um peso na consciência e para satisfazerem e captarem o eleitorado do sim!!? Em que ficamos? Ou seja, o não pretendeu a certa altura tornar-se num 'nim'.

Por isto tudo achei o Sim, mais lógico, mais consentâneo com o momento actual, e principalmente mais objectivo do que o não, que, a meu ver, só pretendeu baralhar.

Outra coisa que me faz uma certa impressão (é a minha subjectividade a trabalhar), é que os partidários do não que aparecem na televisão, são todos assim sei lá... Tão bem!... Ó Tita, vocêê, que mora em Cashcaish, não acha que o aborto é um pirusice!? Que hôrrour! - E são as primeiras, se algum dia se descuidarem com o amante, a marcarem um fim de semana no Hilton de Madrid, para irem à clínica. Na segunda-feira dirão apenas que foram às compras a Madrid!!

Um abraço a todos e que tudo corra pelo melhor. Que estejamos todos atentos pra avaliar o seguimento deste assunto!
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por afonsinho » 13/2/2007 18:15

Desculpem lá... mas se não temos o direito de opção se esse filho deve ou não existir, temos a obrigação de pagar o seu sustento? Para os que falam tanto de hipocrisia...

Até sou a favor da despenalização, mas tão entrar em campos que não têm muito a haver com este tópico.

Os homens são uns inconscientes que andam na malandrice e que nalguns casos engravidam as "inocentes" das mulheres, que não gostam de sexo, vão lá enganadas, pois só pensam em amor. E depois quando ha uma desgraça e chega a altura de ter o filho, se for o caso, os homens não devem ter nenhum direito de opção sobre o destino do mesmo, este resume-se à mulher, mas se a mulher optar por ter o filho devem pagar o sustento do mesmo... muito bem.
 
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por DM » 13/2/2007 17:38

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos admitiu hoje que o Estado poderá ter que contratualizar a realização de abortos em clínicas privadas, na sequência da aprovação da despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas.
Questionado sobre se considera que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem capacidade para responder a todos os pedidos de interrupção voluntária da gravidez legal, o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) reconheceu que, caso seja necessária a realização de uma «opção cirúrgica», poderão existir alguns «problemas».

«Depende muito do número de abortos que se irão realizar, porque tanto se fala de 20 mil como de 80 mil, mas, de qualquer maneira, penso que os serviços, que já de si são limitados, poderão ser afectados», disse o secretário-geral do SIM, Carlos Arroz, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o líder do PSD, Luís Marques Mendes.

Lembrando que, nos últimos meses, alguns blocos de partos foram encerrados por decisão do Governo, Carlos Arroz reconheceu que o «acréscimo de serviço» poderá trazer «alguns problemas e constrangimentos».

«E, não sendo o Estado capaz de assegurar o serviço dentro dos hospitais, é natural que tenha que contratualizar esse mesmo serviço com as clínicas privadas que profusamente irão aparecer», sublinhou.

Menos «drástico» será assegurar as consultas de aconselhamento às mulheres grávidas que querem abortar e que deverão ficar consagradas na legislação, acrescentou Carlos Arroz.

Diário Digital / Lusa
 
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por Pata-Hari » 13/2/2007 8:26

Eu estou convencida que os abortos são, por norma, situações extremamente solitáriase dramáticas. E estou convencida que o são por falta de escolha que as mulheres não o escolhem levianamente e que fazem essa escolha por falta de apoio (familiar, do parceiro, legais, sociais, de estruturas, etc, etc). É pena não haveram números para o provar. Estou profundamente convencida que os abortos levianos serão números muito pequenos apesar de serem os exemplos de que mais falam. Estou também convencida que não se coloca a questão de sponsorizarmos abortos a gente de altos rendimentos. Não estou a ver a tuxinha mello e vasconcellos a ir a santa maria fazer um aborto, estejam descançados. Continuará a ir a Londres.


O fundamental da lei, para mim, também é a despenalização. Sim, aquela que mete a mulher na cadeia e que deixa o homem à solta sem sequer ter sido alguma vez obrigado a assumir a responsabilidade da decisão.

Seria engraçado que os apoiantes do não exigissem melhores apoios às mães, também à altura da europa mais desenvolvida. Os subsidios para se estar em casa com as crianças, um quadro legal para dar direitos de reinserção no trabalho quando se volta depois dos 3 anos de licença parental (vejam a finalndia), um quadro legal que obrigasse os pais a assumirem a responsabilidade (na finlandia, nestes casos, não se iludam, não existe sigilo bancário e garanto-vos que os pais pagam MESMO as pensões de alimentos em função do que ganham), as cresces, as bpas escolas, etc, etc. Existissem as condições e, da minha parte,a questão do aborto seria muito, mas muito grave e a penalização do mesmo seria mais uma questão moral e menos uma questão de direitos humanos da mulher.

(não tive tempo de reler o texto, deve estar uma linda coisa. Mas tenho que ir trabalhar!)
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por PJBM2 » 13/2/2007 1:37

Dwer Escreveu:
pedras11 Escreveu:Muita gente ainda não entendeu que o essencial deste referendo foi a despenalização da mulher...


Descriminalização!
Despenalização seria se continuasse a ser crime, mas não houvesse penalidade.


Penalização teria de haver senão não se chamaria crime. A despenalização seria apenas para a mulher. As parteiras ou os carniceiros, esses sim continuariam a ser penalizados.
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por pedras11 » 13/2/2007 1:25

Obrigado pela correcção caro Dwer. :wink:
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por Dwer » 13/2/2007 1:23

pedras11 Escreveu:Muita gente ainda não entendeu que o essencial deste referendo foi a despenalização da mulher...


Descriminalização!
Despenalização seria se continuasse a ser crime, mas não houvesse penalidade.
Abraço,
Dwer

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por scpnuno » 13/2/2007 1:23

DM Escreveu:Pois eu fui votar, e se bem me lembro, a pergunta não dizia apenas se eu concordava com a despenalização.

Perguntava também se eu queria que o dinheiro dos meus impostos pudesse ser utilizado para financiar abortos em hospitais públicos. Claro que por outras palavras, para não assustar.


DM, diz-me uma coisa...
Não te pareçe que não fará grande dferença "pagar" o aborto, feito em hospital publico, ou pagar o arranjo dos estragos feitos por habilidosas, que é o que os hospitais publicos têm feito? è com o mesmo dinheiro, mas pareçe mais razoável resolver o problema do que andar a reparar os estragos que alguém (meio criminoso) fez.
Não tenho dados que te possa dar, mas pelo que ouvi durante a campanha, são muitos os casos e dispendiosa a resolução. Ou achas que esses casos não devem ser tratados e se deve deixar morrer a mulher?
O facto é que pagamos sempre, acredita
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por pedras11 » 13/2/2007 1:20

DM Escreveu:Pois eu fui votar, e se bem me lembro, a pergunta não dizia apenas se eu concordava com a despenalização.

Perguntava também se eu queria que o dinheiro dos meus impostos pudesse ser utilizado para financiar abortos em hospitais públicos. Claro que por outras palavras, para não assustar.


Pois é caro colega, eu também fui votar. Mas como referi no post anterior o essencial foi a despenalização...
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por DM » 13/2/2007 1:17

Pois eu fui votar, e se bem me lembro, a pergunta não dizia apenas se eu concordava com a despenalização.

Perguntava também se eu queria que o dinheiro dos meus impostos pudesse ser utilizado para financiar abortos em hospitais públicos. Claro que por outras palavras, para não assustar.
 
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por scpnuno » 13/2/2007 1:15

pedras11 Escreveu:Muita gente ainda não entendeu que o essencial deste referendo foi a despenalização da mulher...


E mais nada..o resto foi para embelezar e porque tinha que se dar "saída" a alguma solução.
As pessoas vão continuar a fazer onde quizerem, claro. Só que não vão ser penalizadas por isso.

Abraços pra voçês, Pedras
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por pedras11 » 13/2/2007 1:12

Muita gente ainda não entendeu que o essencial deste referendo foi a despenalização da mulher...
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por DM » 13/2/2007 1:08

Nas últimas semanas não se tem falado de mais nada a não ser o aborto. Até parece que Portugal não tem problemas mais graves para resolver.

Anda o Governo a fechar maternidades no Alentejo, entre outras regiões interiores, pq não há dinheiro, mandamos as mulheres alentejanas que querem ser mães desenrascarem-se em Badajoz, mas para pagar abortos com dinheiro dos contribuintes já há dinheiro. Exportam-se nascimentos e importam-se abortos. Enfim, prioridades.

Mas alguém acredita que essa chaga do aborto ilegal vai acabar? Alguém acredita que as mulheres estão dispostas a identificarem-se para poder fazer um aborto num hospital público? A única diferença é que as portuguesas com dinheiro, quando quiserem fazer um aborto, já não vão precisar de ir a Badajoz ou Londres, podem ir à clínica espanhola da Av. da Liberdade. Quanto às remediadas, vão continuar a ir à parteira lá do bairro que faz os desmanchos ou a tomar coisas esquisitas.

Toda esta situação me faz lembrar aquelas sábias palavras: "Algo tem que mudar para que tudo fique na mesma".
 
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Desculpem lá colocar aqui isto mas,

por mcarvalho » 13/2/2007 1:06

vale a pena ler este comentário




http://pensar-ansiaes.blogspot.com/2007 ... l#comments



ou seja.. os feridos vão de heli para o campo de jogos de Carrazeda e depois vêm para o hospital de campanha montado no Tua de ambulancia!!!!

ou seja o acidente deu-se próximo do Tua .. montaram a tenda mas o heli tem de ir fazer 20 Km a Carrazeda e depois a ambulancia vem fazer outros 20 .. para trás quando directo seriam 5 minutos andam nisto pelo menos 1 hora e meia??


Agora imaginem alguém de Carrazeda que queira fazer aquilo que conversávamos ... quando chegar à clinica espanhola próxima do Palácio de S Bento.. Já o feto tem para aí 18 anos e um rico corpinho!!!
um abraço
mcarvalho

E, a coragem scpnuno é para todos :wink:
 
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Re

por JAS » 13/2/2007 0:44

Anda-se a gastar milhões no Referendo do Aborto e depois, pasme-se, quem no outro dia assinou o pedido de Habeas Corpus, ao sargento, vai pagar, nada mais nada menos, do que 480 euros.

Tudo porque o pedido não foi diferido e, tendo perdido a causa, têm que pagar individualmente custas de justiça...

Engraçada esta justiça.

JAS
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Scpnuno

por mcarvalho » 13/2/2007 0:39

Cara amiga

de ti não esperava outra resposta... que fique registada

mcarvalho
 
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por scpnuno » 13/2/2007 0:36

mcarvalho Escreveu:Se preferes pagar as quecas isso é contigo mas, limitar este assunto às mulheres?-- e os homens ?
que, com tanto amor tentaram fazer um filho.. e a mulher não quer porque estraga a barriga? ou a carreira?.. o pai não tem nada a dizer?.. Que MUNDO É ESTE?,,,?


Mcarvalho
Uma mulher que opta por um aborto para não estragar a barriga ou a carreira, não mereçe ser mãe. Se calhar, até é melhor que não o seja...
Quanto ao pai que faz o filho com amor, há, sim. Felizmente. Mas também há aqueles que só se lembram que tal acto pode dar um filho, quando têm que fugir do facto...


mcarvalho Escreveu:E, O Sócrates, o Louçã e o outro ?.. não são homens?


Caro amigo, isto é mesmo para responder? (é que não sei se anda alguém a ler o caldeirão, e ainda vou dentro por causa do aborto, na altura em que ele é despenalizado...vou morder os deditos e não responder)
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por carrancho » 13/2/2007 0:29

MAS.... MAS... Hipocrisia! Nunca, na lei que ainda está em vigor, ouvi falar de prisão para o homem - quer dizer, ele pode opinar sobre o aborto, mas sendo este realizado, quem "vai dentro" é a mulher??
Palhaçada de lei!!!


scpnuno,

Olha que estás equivocada, na lei actual deviam ir dentro todos os responsáveis pelo aborto ilegal, Mãe, médico, parteira, carniceiro, abilidosa...e, pai (se envolvido no mesmo). Como referiste, em muitos casos acontece é que o pai é "ausente" e não tomou essa decisão (pode estar a cometer outro crime a meu ver), ou se é parte interessada e envolvida é, em caso de acusação, defendido pela mulher que diz ter sido opçaõ exclusiva dela para defender o pai, já que ela não pode dizer que foi obrigada ou não seria culpada.

Meus amigos, como disse noutro filme, há Homens e homens - as mulheres também sabem (ou devem saber) quem têm por perto... quando fica alguém por perto...


Insisto, há "homens e homens" mas tambem há mulheres e mulheres!

Tou perdoada?


Claro, nem acredito que haja que perdoar! Acredito que fiz má interpretação! :wink:
Depois como não te perdoaria fosse o que fosse, quando é a 1ª vez que não te esqueces do Nno Carrancho?!?!?! 8-)

Beijos,

Carrancho
Abraço,
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por @rmando » 13/2/2007 0:12

scpnuno, desculpa lá mas não concordo contigo... quando houver um referendo sobre a despenalização dos pontapés nos tin-tins espero ter o teu voto (e de outras mulheres) pelo NÂO! :P


Haja solidariedade...
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