Caldeirão da Bolsa

O referendo visto pela CNN

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por mcarvalho » 13/2/2007 0:11

Pata-Hari Escreveu:
o que me chateia é ter que contibuir para o resultado das quecas dos outros!!
.

Eu prefiro pagar as quecas do que pagar os reformatórios, os subsidios de desemprego, a segurança social, o crime, a educação e tudo o que tende a derivar de nascimentos indesejados e não planeados. Parece-me um custo muito maior. De qualquer modo, penso que não se diz que o estado pagará, diz-se que se despenalizará. E sim, acho defensável que os utentes devam pagar o custo da intervenção (afinal de contas já o fazem só que ilegalmente).


Pata .. eu não queria estar .. com isto mas, tem, de ser..

Se preferes pagar as quecas isso é contigo mas, limitar este assunto às mulheres?-- e os homens ?
que, com tanto amor tentaram fazer um filho.. e a mulher não quer porque estraga a barriga? ou a carreira?.. o pai não tem nada a dizer?.. Que MUNDO É ESTE?,,,

E, O Sócrates, o Louçã e o outro ?.. não são homens?
 
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por Dwer » 13/2/2007 0:06

Pata-Hari Escreveu:Eu prefiro pagar as quecas do que pagar os reformatórios, os subsidios de desemprego, a segurança social, o crime, a educação e tudo o que tende a derivar de nascimentos indesejados e não planeados. Parece-me um custo muito maior. De qualquer modo, penso que não se diz que o estado pagará, diz-se que se despenalizará. E sim, acho defensável que os utentes devam pagar o custo da intervenção (afinal de contas já o fazem só que ilegalmente).


Ainda estou para compreender a ligação entre filhos indesejados e 'reformatórios, os subsidios de desemprego, a segurança social, o crime'.
Isso não é um bocado método bola de cristal?
A vida humana é assim tão determinística? E mesmo que estatiscamente seja plausivel, isso determina uma sentença de não existência para os filhos não desejados? Um ser humano só tem direito à existência se for desejado?
Abraço,
Dwer

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por scpnuno » 12/2/2007 23:58

Carago, Carrancho, eu sou lá mulher para desiludir um camaradão como tu!
(isto também serve para aquele "par de jarras", o Ricardo e o Tugas)

1 - Como sabemos, a maior parte dos abortos não é duma relação consistente (embora estes também existam e tenham todo o direito) - a maior parte dos abortos resulta de uma gravidez indesejada, em que o progenitor se pira ...e nem todas as mulheres (ou miudas, em muitos casos) aguentam o peso de uma gravidez solitária, não desejada, solteiras, regeitadas pela familia e em que depois de levarem o rotulo de "duvidosas" ficam 2 anos á espera que o teste de ADN prove quem é o pai. Pai esse que nessa altura já tem familia e é condenado a pagar 10 contos por mês para o sustento...há quem não queira, há quem não possa - é uma decisão tão solitária, como solitária, egoista e ordinária foi a decisão de quem as abandonou (birinbé incluído).

2 - Há os casos em que a gravidez não desejada é fruto de uma relação solida. Nesses casos deve ser uma discussão entre os dois? claro. Mas é uma decisão solitária de um casal, não de "todo o mundo". Mas é um assunto privado, que depende muito das pessoas em causa, do seu relacionamento, de tudo. A palavra final é sempre da mulher.
Em muitas relações solidas, os homens dão escorregadelas - se o assunto é discutido ou não, depende da solidez da relação.

MAS.... MAS... Hipocrisia! Nunca, na lei que ainda está em vigor, ouvi falar de prisão para o homem - quer dizer, ele pode opinar sobre o aborto, mas sendo este realizado, quem "vai dentro" é a mulher??
Palhaçada de lei!!!

Meus amigos, como disse noutro filme, há Homens e homens - as mulheres também sabem (ou devem saber) quem têm por perto... quando fica alguém por perto...

Tou perdoada?
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por carrancho » 12/2/2007 23:44

carrancho, olha o caso do barlabé ou lá como se chama o pai biológico da esmeralda... Se os pais como um todo querem ter o direito de opinar, deveriam aceitar a serem obrigados também a assumir as suas responsabilidades (coisa que sabes bem, mesmo nos melhores meios, não acontece, né....).


Pata, o que disseste só reforça a minha posição. Eu tento sempre ser coerente, sabes bem qual a minha posição nesse caso do "barlabé".

Por isso mesmo é que não me parece que a afirmação da SCPNUNO e a tua concordância com ela, sejam posições coerentes. Não podem num caso dizer que teem toda a responsabilidade mas por outro nao teem nenhum direito!

Eu como homem, como pai, como humano, não aceito ficar de fora de um assunto que tambem me diz respeito tal como no outro assunto aceito todas as responsabilidades como homem, como pai, como humano!

Deveria poder-se penalizar legalmente os pais que se recusam a assumir e sustentar crianças (são aos milhões, muitos mais dos que os que se queixam que não lhes foi perguntado nada).


Concordo. Mas atenção, nem todos os homens teem opiniões diferentes da tua, nem todas as mulheres teem a tua opinião!

Beijos,

Mário Carrancho

PS- Tão facilmente chamo machista a um homem como feminista a uma mulher, basta darem-me razões para tal pelas suas posições. Ambos teem para mim uma conotação negativa.
Pata, SCPNUNO, por favor, não me desiludam!
Abraço,
Carrancho
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por ricardotugas » 12/2/2007 23:38

Eu votei nulo e porquê ?

1 - Não faz sentido votar cada nove anos sobre a mesma questão.

2 - Não faz sentido uma mulher neste momento não cometer nenhum delito até as 10 semanas e ser criminosa as 11 semanas. ( hipocrisia total ).

3 - Não faz sentido pagar IVG a pessoas de altos rendimentos.

4 - Não faz sentido não existirem apoios a natalidade. Ainda hoje na TV passou o caso de um IVG por falta de condições economicas em suportar o 3 filho.

5 - O Povo votou sim, mas... o novo quadro legar só entra em vigor em 2008 por falta de verba no Ministério da Saude.

Quando a estupidez é tanta o melhor é a indiferença.

BN

Nota: Não concordo que seja uma opcção solitária da mulher. São necessários dois. Que a ultima palavra seja a dela... concordo, mas a única discordo totalmente.
passo a passo se constroi o futuro
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por Pata-Hari » 12/2/2007 22:37

o que me chateia é ter que contibuir para o resultado das quecas dos outros!!
.

Eu prefiro pagar as quecas do que pagar os reformatórios, os subsidios de desemprego, a segurança social, o crime, a educação e tudo o que tende a derivar de nascimentos indesejados e não planeados. Parece-me um custo muito maior. De qualquer modo, penso que não se diz que o estado pagará, diz-se que se despenalizará. E sim, acho defensável que os utentes devam pagar o custo da intervenção (afinal de contas já o fazem só que ilegalmente).
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por PJBM2 » 12/2/2007 22:31

mcarvalho Escreveu:
mcarvalho Escreveu:
Quico Escreveu:Estes referendos são um disparate. Tal como a história do referendo da constituição europeia. Fazem-se referendos até dar o que a classe politica quer que dê!

Se os políticos queriam despenalizar, despenalizassem! Agora, isto é gozar com a democracia. O que está em causa é uma questão jurídica. Por isso legislem. Deixem as questões morais para que cada pessoa aja (ou não) em conformidade com as suas.

P.S. - Já agora: qual é o prazo de validade deste referendo? Cheira-me que é ad-eternum, uma vez que se fez a vontade a suas excelências. :mrgreen:



Eu concordo que seja um problema de consciencia e que cada um faça o que quiser.. o que me chateia é ter que contibuir para o resultado das quecas dos outros!!!!! se calhar com o aumento do preço do pão...


Por mais que concorde consigo, não consigo de parar de rir pela forma como o disse. :mrgreen: [/b]
Paulo Moreira
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por pedras11 » 12/2/2007 21:58

Concordo plenamente Scpnuno.

Um abraço.
"O desprezo pelo dinheiro é frequente, sobretudo naqueles que não o possuem"

Fonte: "La Philosophie de G. C."
Autor: Courteline , Georges

Site porreiro para jogar (carregar em Arcade) : www.gamespt.net
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por Pata-Hari » 12/2/2007 21:56

carrancho, olha o caso do barlabé ou lá como se chama o pai biológico da esmeralda... Se os pais como um todo querem ter o direito de opinar, deveriam aceitar a serem obrigados também a assumir as suas responsabilidades (coisa que sabes bem, mesmo nos melhores meios, não acontece, né....). Deveria poder-se penalizar legalmente os pais que se recusam a assumir e sustentar crianças (são aos milhões, muitos mais dos que os que se queixam que não lhes foi perguntado nada).
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por MarcoAntonio » 12/2/2007 21:52

Pata-Hari Escreveu:Neste referendo, o “Sim” ficou à frente do “Não” com uma diferença de 18,5 pontos percentuais. No entanto, como apenas votaram 43,6% dos eleitores, o resultado não é vinculativo.

...

Façamos um exercício contra-factual: o que aconteceria se houvesse 600 000 eleitores que em vez da abstenção tivessem optado pelo voto “Não”?
O Sim ganharia com 50,3% dos votos e a abstenção seria de apenas 49,6%. Ou seja, teríamos o mesmo número de pessoas a favor do “Sim”, 600 000 pessoas mais a favor do “Não”, mas o resultado seria vinculativo.


Excelente ponto: o mesmo número de votantes SIM teria chegado para o resultado ser vinculativo se... mais NÃOs tivessem ido votar.

De qq das formas a legislação vai avançar o que de resto faz todo o sentido com base nos resultados.
Imagem

FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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por carrancho » 12/2/2007 21:51

SCPNUNO,

Estou totalmente em desacordo com a tua opinião.

Dizer que o homem não tem o direito de opinar nesta questão é o mesmo que aceitar a fuga às responsabilidades de um pai (olha aquele caso do pai que abandonou a filha). Isso só contribuiria para o machiismo reinante neste pais.

O pai tem obrigações... mas tambem tem direitos, retirá-los só serve para os desresponsbilizar das suas obrigações!

Beijos,

Mário Carrancho

PS- eu votei sim
Abraço,
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por Pata-Hari » 12/2/2007 21:48

HAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHH! (bolas, já tive que explicar aos meus filhos porque desatei a rir à gargalhada, que cena !)

SCPNUno à presidência JÁ!!!!!

De longe a mais salutar e melhor intervenção de toda a campanha. O oscar é dela, decididamente!
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por carrancho » 12/2/2007 21:43

Só agora vi este tópico e não percebo o porque de tanta discussão à volta dos 50%...

Os 50% só servem para uma coisa, ser ou não vinculativo.

Uma votação acima de 50% é vinculativa, ou seja, não havia forma de não fazerem o que o povo tinha "ordenado".

Como votaram menos de 50%, não é vinculativo mas de qualquer forma o estado deve seguir a indicação dada pelos Portugueses, é o que vai acontecer.

A unica diferensa relativamente a uma abstenção inferior a 50% é que assim, daqui a mais uns anitos, os defensores do não podem levar este assunto a novo referendo...

O que o PM referiu é que não contrariaria a vontade expressa em voto dos Portugueses se abstenção fosse maior que 50% e ganhasse o não. Poderia contrariar pois não era vinculativo, mas não o faria, tal como não o fará agora.


Um abraço,

Mário Carrancho


PS- votei, e votei sim.
Abraço,
Carrancho
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por scpnuno » 12/2/2007 21:34

Eu evitei sempre pronunciar-me sobre este assunto, porque deve ser dos poucos em que considero que tenho uma posição tão radical que vou por contra mim a maior parte do forum. Desde já espero que ninguém "se zangue comigo", mas tenho que o dizer...

A UNICA pessoa das que por aqui participaram que o fez com pleno direito, foi a Pata. Ás outras não reconheço qualquer direito de opinar, quanto mais de votar.
Que tencionam opinar / referendar a seguir? Os implantes de silicone nos seios? A depilação a cera? Ou o uso de tampões?

Se eu e a Pata estivessemos aqui entretidas a opinar sobre as consequencias fisicas e psicologicas das operações á prostata, seria o quê? Ridiculo, não?

Se forem referendar as vasectomias, a venda livre de Viagra ou a despenalização de pontapés nos .. nos ..tin-tins, não tenciono opinar e/ou votar. É um assunto que NÃO ME DIZ RESPEITO.

A unica discussão que deve haver sobre a execução ou não de uma IVG ou um aborto, como preferirem, é entre a mulher e ela própria. Mais nada.

Abstenção? o que eu acho é que votou gente a mais. Todos quanto podem e devem votar nas vasectomias, nunca deveriam ter votado neste referendo. Nem sequer deveria ser referendado o que EU faço ou deixo de fazer com o MEU corpo. No minimo, é invasão de privacidade.

Peço desculpa aos colegas "machos", não se sintam ofendidos - só acho que voçês não têm nada a ver com isto.
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por Pata-Hari » 12/2/2007 21:25

E um comentário aos números, tirado daqui:


http://aguiarconraria.blogsome.com/


Sobre o carácter (não) vinculativo do referendo
Filed under: Economia
Já por duas vezes aqui escrevi sobre a perversão de exigir mais de 50% de participação eleitoral para que os referendos sejam vinculativos. Pedro Magalhães também já escreveu sobre o assunto, em artigos no Público. Penso que a perspectiva dele não era exactamente igual à minha.

Neste referendo, o “Sim” ficou à frente do “Não” com uma diferença de 18,5 pontos percentuais. No entanto, como apenas votaram 43,6% dos eleitores, o resultado não é vinculativo.

Façamos um exercício contra-factual: o que aconteceria se houvesse 600 000 eleitores que em vez da abstenção tivessem optado pelo voto “Não”?
O Sim ganharia com 50,3% dos votos e a abstenção seria de apenas 49,6%. Ou seja, teríamos o mesmo número de pessoas a favor do “Sim”, 600 000 pessoas mais a favor do “Não”, mas o resultado seria vinculativo. Quem acredita que vai votar vencido pode, racionalmente, optar pela abstenção. A abstenção é um voto estrategicamente útil.

Este critério parece-me absurdo. Para evitar paradoxos como o descrito, a regra deveria mudar. Em vez de se exigir 50% de participação, o que se deveria exigir era que o resultado vencedor tivesse sido votado por pelo menos 25% dos eleitores. Com isto, garantia-se que a abstenção estratégica seria inócua, incentivando-se assim a participação eleitoral.


[/quote]
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por Pata-Hari » 12/2/2007 21:22

Muito a propósito também deste tópico:

Fernando Sobral
O paradoxo de Buridan
fsobral@mediafin.pt
--------------------------------------------------------------------------------


Há um curioso paradoxo que parece simbolizar Portugal: o de Buridan. Diz ele que um asno, colocado num sítio, à mesma distância de dois fardos de palha, morreria de fome porque não conseguia decidir-se sobre qual deveria comer primeiro. É verdade: o país vive com esse terrível dilema. Veja-se o exemplo do Alqueva.
Veja-se o exemplo do Alqueva. Quando não havia água, a zona não se desenvolvia devido a essa fragilidade. Agora que há, os que têm terra ou fizeram reservas de caça ou venderam-na aos espanhóis que vão produzir azeite para vender aos portugueses.

Portugal continua indeciso: entre dois quadrados de açúcar, não se decide sobre qual há-de comer. E espera, de preferência, que eles avancem sozinhos e cheguem à sua boca. Este é um país resignado e rezingão. Quando não se zanga com quem está à volta, reúne-se defronte de um espelho e grita consigo próprio.

O problema é que, conforme referia ontem um estudo europeu, divulgado pelo "Público", os portugueses estão bem com a vida que levam. Que importa se, na saúde, são tratados como números e não como pessoas, se depois têm dois telemóveis por habitante? Portugal chora mas, na sua pacatez, os que por aqui cirandam, vão sobrevivendo, com biscates e manhosas fugas ao fisco.

O Governo diz que moderniza, que quer a qualificação, mas depois são estes que estão desempregados e quem tem emprego são os que ficam mais barato.

Alguém fica arrepiado com isto? Portugal é o paradoxo de Buridan. E fica feliz com isso.

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por jabreu » 12/2/2007 11:44

Menos uma hipocrisia neste país....
:clap:


Só faltam acabar com mais 999 999 999... uma já está.

Mãos a obra...acabar com o resto
"Herói não aquele que não cai, Herói é aquele que cai e se levanta" - Confúcio
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qualquer dia não há portugueses.. o s

por mcarvalho » 12/2/2007 11:38

Espanhóis tomam conta de tudo
e acabam com os portugueses antes que eles nasçam


Aborto 2007-02-12 10:12
Clínica espanhola dos Arcos abre em Março no centro de Lisboa
A clínica espanhola dos Arcos, que se dedica à interrupção voluntária da gravidez (IVG), abre em Março uma unidade no centro de Lisboa, próximo da Avenida da Liberdade, disse hoje a directora da clínica.

Rita Paz com Lusa

Yolanda Hernandez Dominguez explicou que a clínica "está na última fase de construção", em simultâneo com a instalação do equipamento.

"É uma clínica com profissionais portugueses para mulheres portuguesas", garantiu Yolanda Dominguez, escusando-se a especificar, de momento, o local concreto em Lisboa onde a unidade espanhola vai abrir portas.

Nas clínicas dos Arcos, em Badajoz e Mérida (Espanha), foram atendidas no último ano cerca de quatro
 
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por afonsinho » 12/2/2007 3:35

A abstenção foi uma realidade e não devem tentar fazê-la desaparecer. A realidade é esta, mais de metade da população portuguesa não sentiu que este tema fosse o suficientemente importante para desviarem 15 minutos do seu tempo para ir votar.

Interpretações? Isso depende de cada um. A minha:

Visto as sondagens darem vantagem ao sim, os que se abstiveram lavaram as mãos do assunto e muitos embora não sejam a favor do aborto não querem impor a sua opinião sobre os outros.
Fosse a pergunta "És a favor da despenalização do aborto e que esses abortos sejam financiados com dinheiro dos contribuintes?", tenho poucas duvidas que os resultados fossem outros.
Ainda estou para ver onde vamos buscar dinheiro para isto tudo. É TGV, OTA e agora mais um peso para o sistema nacional de saúde que já por si está falido e funciona mal e porcamente.
 
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Re: Re

por Dwer » 12/2/2007 3:20

JAS Escreveu:Estes são os resultados oficiais do STAPE:

RESULTADOS: Total do País
Freguesias apuradas 4260
Freguesias por apurar 0
Inscritos 8832628
Votantes 3851613 43.61%
Em Branco 48185 1.25%
Nulos 26297 0.68%

Opções Votos %
Sim 2238053 59.25
Não 1539078 40.75
Percentagem calculada sobre votos validamente expressos (brancos e nulos excluídos)


O teu número de Inscritos está errado.
E, como é evidente, os Votantes incluem já os Votos Brancos e Nulos, não podes somar outra vez para tentares que dê "quase 50%".

Não dá e pronto...


(Se entre 1998 e 2007 foram adiccionados cerca de 550.000 portugueses aos cadernos eleitorais não me parece que entretanto tenha desaparecido 1 milhão.
Subtrair 10% parece-me um verdadeiro exagero...)

um abraço,
JAS


Aos inscritos retirei 10%. A diferença entre o teu número e o meu não é grande. Se utilizar os teus dados o resultado não vai ser muito diferente.

Calculei a abstenção sobre o produto. inscritos * .9
Abraço,
Dwer

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Re

por JAS » 12/2/2007 2:28

Estes são os resultados oficiais do STAPE:

RESULTADOS: Total do País
Freguesias apuradas 4260
Freguesias por apurar 0
Inscritos 8832628
Votantes 3851613 43.61%
Em Branco 48185 1.25%
Nulos 26297 0.68%

Opções Votos %
Sim 2238053 59.25
Não 1539078 40.75
Percentagem calculada sobre votos validamente expressos (brancos e nulos excluídos)


O teu número de Inscritos está errado.
E, como é evidente, os Votantes incluem já os Votos Brancos e Nulos, não podes somar outra vez para tentares que dê "quase 50%".

Não dá e pronto...


(Se entre 1998 e 2007 foram adiccionados cerca de 550.000 portugueses aos cadernos eleitorais não me parece que entretanto tenha desaparecido 1 milhão.
Subtrair 10% parece-me um verdadeiro exagero...)

um abraço,
JAS
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por Dwer » 12/2/2007 1:45

onde está 44.46% deve ler-se 49.40%
Abraço,
Dwer

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por Dwer » 12/2/2007 1:43

Inscritos 8826300
Eleitores 7943670
Votantes 3924029 44.46%
Abstenção 4019641 50.60%

Estas são as contas que fiz. Realmente a abstenção não baixa dos 50%. Mas não é nada mau.

Quanto aos 10% - São falecidos e ausentes do país permanentemente.
Abraço,
Dwer

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Re: Re

por atomez » 12/2/2007 1:34

JAS Escreveu:Invocar que os Cadernos estão desactualizados já por si é mau.
Mas em 10%??????????
Isso daria quase 1 milhão de portugueses mortos!!!

não são só os mortos, os que entretanto emigraram e já não são residentes também

1 milhão de "desaparecidos" desde que há recenseamento não é improvável


JAS Escreveu:P.S. - A mim interessa-me a matemática e a estatísca, do aborto já estou farto.

Quanto aos que não votam:

- há os que não votam porque estão doentes ou em viagem, e tb os votos nulos de quem preencheu mal o voto, isso pode acontecer a qualquer um independentemente se iria votar "sim" ou "não", portanto estatisticamente é de prever que a divisão percentual dentro desse grupo será igual à geral, e portanto o seu voto não iria alterar as %s globais no sim e não

- os que não votam porque não querem ou não estão para isso, seja lá porque razão for, e tb os que votam em branco estão tacitamente a aceitar o resultado que os outros decidirem
As pessoas são tão ingénuas e tão agarradas aos seus interesses imediatos que um vigarista hábil consegue sempre que um grande número delas se deixe enganar.
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Re

por JAS » 12/2/2007 0:54

Dwer Escreveu:A participação foi grande. Em termos internacionais foi invejável. Já disse que descontando os 10% da desactualização dos cadernos seria menor que 50%.


Se achas que a participação foi grande tudo bem, mas olha que a abstenção foi maior.

Invocar que os Cadernos estão desactualizados já por si é mau.
Mas em 10%??????????
Isso daria quase 1 milhão de portugueses mortos!!!

10% será certamente um exagero de quem quer "melhorar resultados".
(Se tivessem morrido tantos a Segurança Social estaria bem de saúde...)


Também já ouvi falar na justificação do "mau tempo" mas lembro-me de votações com muito pior tempo e menor abstenção.


Cada um lê os os números como quer.
Mas eles são os mesmos para toda a gente.

Matematicamente a tua afirmação está errada pois se dividirmos os 43,61% por 0,90 dará apenas 48,45% e continua a não chegar aos 50%.


Um abraço,
JAS

P.S. - A mim interessa-me a matemática e a estatísca, do aborto já estou farto.
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