energia
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Here is a graphical representation of EU energy policy:
Translation:
Lisbon - the EU require energy to keep its industries running; it has to be affordable to keep those energies competitive
Moscow - the EU, thanks to environmental concerns ruling out coal and nuclear, relies on Russia and its President to supply gas
Kyoto - the EU, thanks to international pressure, needs to reduce its industrial activity
In other words, the EU’s energy policy is one where domestic interests are held hostage by international interests. They term this undesirable situation, ‘Fully balanced and integrated.’
http://www.openmarket.org/2007/02/06/no ... /#comments
in Diario Económico
Energia nuclear 2007-02-07 15:36
Energia Nuclear beneficia poder local e tem custo de adaptação baixo
O administrador da empresa ENUPOR - Energia Nuclear de Portugal, Pedro de Sampaio Nunes, defendeu hoje que a construção de uma central nuclear em Portugal pode render à autarquia que acolher o projecto cerca de 100 milhões de euros por ano.
Rita Paz com Lusa
O número tentador é o resultado de um estudo económico realizado pela ENUPOR para aferir "qual a contrapartida para uma autarquia" uma vez que, para o defensor da energia nuclear, "não há hipótese de fazer uma central nuclear se não houver uma aceitação por parte da comunidade que a vai receber".
De acordo com Pedro de Sampaio Nunes, as autarquias têm mostrado "receptividade", apesar de ser uma receptividade "cautelosa e ponderada" e de precisar "de aprofundamento".
A localidade de Mogadouro, trás-os-montes, tem segundo o administrador da ENUPOR, "condições naturais" para a instalação de uma central nuclear, mas a energia nuclear é uma ideia que não agrada à população local.
Sampaio Nunes falava à margem da conferência "Energia Nuclear: Oportunidade Perdida ou Erro Evitável" que teve como objectivo relançar o tema na sociedade portuguesa.
Um outro estudo da empresa revela também que os custos de adaptação da energia nuclear à Rede Eléctrica Nacional (REN) são mais baixos do que o esperado.
"Estava estimado um reforço da rede em 500 milhões de euros e o nosso estudo mostra que custará 80 milhões de euros", afirmou.
Para Sampaio Nunes, é "uma necessidade imperiosa" avançar com a construção de uma central nuclear em Portugal porque "seguramente é a única solução que o país tem para sair da ladeira descendente da competitividade".
"O governo mais cedo ou mais vai tomar consciência disso", disse, destacando as vantagens do nuclear, nomeadamente "a diminuição [de gases com efeitos de estufa] de 11 para seis milhões de toneladas por ano comparativamente com o carvão ou gás e a capacidade de produzir electricidade entre metade e um terço do preço da electricidade produzida pelas energias renováveis".
"Se a decisão de princípio fosse tomada daqui a dois anos, temos dois anos para licenciar e quatro para construir", isto é, "daqui a oito anos teríamos uma central a funcionar", adiantou Sampaio Nunes.
Para tal, é necessário ter "um quadro regulatório estável e uma agência de segurança nuclear que licencie devidamente todos os passos", disse o administrador da ENUPOR.
Em discussão na conferência esteve também a fusão nuclear - a possibilidade de energia nuclear sem radioactividade -, que segundo o investigador Bruno Gonçalves, do Centro de Fusão Nuclear (CFN), é uma solução para daqui a quarenta anos devido ao seu custo elevado, à sua dimensão que necessita de zonas geográficas grandes e à sua potência de 2,5 gigawatts".
No entanto, o investigador defendeu as vantagens da fusão, processo que Portugal só terá capacidade o realizar se o fizer com Espanha.
O processo que ocorre nas actuais centrais nucleares - a cisão (fissão) nuclear - gera energia através da desintegração de um átomo de um elemento pesado, como por exemplo, urânio ou plutónio, enquanto, a fusão nuclear é um produz de energia através da fusão dos núcleos de dois átomos leves, como por exemplo, o hidrogénio, o hélio, o deutério ou o trítio, para formarem elementos mais pesados, com redução da massa dos reagentes.
Energia Nuclear beneficia poder local e tem custo de adaptação baixo
O administrador da empresa ENUPOR - Energia Nuclear de Portugal, Pedro de Sampaio Nunes, defendeu hoje que a construção de uma central nuclear em Portugal pode render à autarquia que acolher o projecto cerca de 100 milhões de euros por ano.
Rita Paz com Lusa
O número tentador é o resultado de um estudo económico realizado pela ENUPOR para aferir "qual a contrapartida para uma autarquia" uma vez que, para o defensor da energia nuclear, "não há hipótese de fazer uma central nuclear se não houver uma aceitação por parte da comunidade que a vai receber".
De acordo com Pedro de Sampaio Nunes, as autarquias têm mostrado "receptividade", apesar de ser uma receptividade "cautelosa e ponderada" e de precisar "de aprofundamento".
A localidade de Mogadouro, trás-os-montes, tem segundo o administrador da ENUPOR, "condições naturais" para a instalação de uma central nuclear, mas a energia nuclear é uma ideia que não agrada à população local.
Sampaio Nunes falava à margem da conferência "Energia Nuclear: Oportunidade Perdida ou Erro Evitável" que teve como objectivo relançar o tema na sociedade portuguesa.
Um outro estudo da empresa revela também que os custos de adaptação da energia nuclear à Rede Eléctrica Nacional (REN) são mais baixos do que o esperado.
"Estava estimado um reforço da rede em 500 milhões de euros e o nosso estudo mostra que custará 80 milhões de euros", afirmou.
Para Sampaio Nunes, é "uma necessidade imperiosa" avançar com a construção de uma central nuclear em Portugal porque "seguramente é a única solução que o país tem para sair da ladeira descendente da competitividade".
"O governo mais cedo ou mais vai tomar consciência disso", disse, destacando as vantagens do nuclear, nomeadamente "a diminuição [de gases com efeitos de estufa] de 11 para seis milhões de toneladas por ano comparativamente com o carvão ou gás e a capacidade de produzir electricidade entre metade e um terço do preço da electricidade produzida pelas energias renováveis".
"Se a decisão de princípio fosse tomada daqui a dois anos, temos dois anos para licenciar e quatro para construir", isto é, "daqui a oito anos teríamos uma central a funcionar", adiantou Sampaio Nunes.
Para tal, é necessário ter "um quadro regulatório estável e uma agência de segurança nuclear que licencie devidamente todos os passos", disse o administrador da ENUPOR.
Em discussão na conferência esteve também a fusão nuclear - a possibilidade de energia nuclear sem radioactividade -, que segundo o investigador Bruno Gonçalves, do Centro de Fusão Nuclear (CFN), é uma solução para daqui a quarenta anos devido ao seu custo elevado, à sua dimensão que necessita de zonas geográficas grandes e à sua potência de 2,5 gigawatts".
No entanto, o investigador defendeu as vantagens da fusão, processo que Portugal só terá capacidade o realizar se o fizer com Espanha.
O processo que ocorre nas actuais centrais nucleares - a cisão (fissão) nuclear - gera energia através da desintegração de um átomo de um elemento pesado, como por exemplo, urânio ou plutónio, enquanto, a fusão nuclear é um produz de energia através da fusão dos núcleos de dois átomos leves, como por exemplo, o hidrogénio, o hélio, o deutério ou o trítio, para formarem elementos mais pesados, com redução da massa dos reagentes.
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Keyser Soze Escreveu:a produção de energia terá um custo de 30 a 35 euros MW/hora - entre metade a um terço do custo do programa de renováveis em curso
um assunto polémico, mas que merece discussão
Keyser, tambem acho que é um assunto que merece discussão, e tem que ser olhado de forma séria e isenta por ser uma tecnologia cada vez mais segura.
Mas se me disserem que o nuclear é 2 ou 3 vezes mais barato, eu não queria nuclear. Penso que se justifica 3x mais investimento para descartar o nuclear.
Depois temos que ver que Portugal tem problemas de falta de água e barragens, alem de produzirem electricidade vão ajudar tambem nesse ponto. Penso que se deveria ter uma estratégia para apostar nas hidroelectricas por isso, num cenário de aquecimento global vamos sofrer com falta de agua, e temos muita capacidade para construir barragens de media dimensão. É mais rentavel a longo prazo do que 1 gerador eólico em cada monte meia-leca como estão a fazer em algumas partes do pais.
Um Abraço
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energia
Município que acolher central nuclear recebe 100 milhões por ano
A construção de uma central nuclear em Portugal poderá render cerca de 100 milhões de euros por ano, por via de impostos, ao município que vier a acolher o projecto. Pedro Sampaio Nunes, sócio de Patrick Monteiro de Barros, diz haver receptividade por parte dos autarcas contactados.
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Jornal de Negócios Online
negocios@mediafin.pt
A construção de uma central nuclear em Portugal poderá render cerca de 100 milhões de euros por ano, por via de impostos, ao município que vier a acolher o projecto. Pedro Sampaio Nunes, sócio de Patrick Monteiro de Barros, diz haver receptividade por parte dos autarcas contactados.
Segundo o "Jornal de Notícias", Pedro Sampaio Nunes, sócio de Patrick Monteiro de Barros na empresa que quer fazer a central (Enupor), garante haver "receptividade" da maioria dos autarcas sondados, mas explica ser preciso "aceitação pública" e política da tecnologia antes de serem divulgadas as localizações possíveis, já estudadas de forma aprofundada.
E alerta quando os espanhóis decidirem construir mais centrais, o projecto para Portugal deixa de existir, estando a Enupor em contacto com outros países com vista à construção de centrais nucleares.
A confirmação de que o projecto é viável técnica, financeira e economicamente em "pelo menos três localizações", depois de afastada a hipótese de Mogadouro pelo próprio autarca da região, é atestada por um estudo encomendado pela Enupor. Sampaio Nunes admite que o projecto não pode avançar nesta legislatura por imposição do Governo, mas, logo que surja uma oportunidade, este estudo - que "oportunamente" será entregue ao Executivo - mostra haver todas as condições.
Segundo o responsável, o estudo (desenvolvido desde Setembro por três dezenas de académicos, engenheiros e técnicos ligados à indústria) indica que nas minas de Nisa há urânio para abastecer os reactores ao longo dos 60 anos de vida do projecto. O reactor da central, com 1600 megawatts (MW) de potência, poderá ser arrefecido por duas torres húmidas (ou seja, recorrendo a água de rios ou do mar) ou uma seca e a produção de energia terá um custo de 30 a 35 euros MW/hora - entre metade a um terço do custo do programa de renováveis em curso.
De acordo com Sampaio Nunes, ficou demonstrado que o investimento necessário no reforço da rede eléctrica não é de 500 milhões, mas de 80 milhões a 100 milhões, que o promotor "está disposto" a suportar. Também os custos do desmantelamento da central, afirma, serão suportados por um fundo alimentado pela energia vendida ao longo da vida da central que poderá evitar a emissão de 6 milhões a 11 milhões de toneladas/ano de CO2, consoante substitua produção a gás ou carvão. Outra das novidades é o "custo muito reduzido" da instalação de uma agência independente para os assuntos de segurança radiológica, que deverá monitorizar a central.
Com base na experiência finlandesa, diz, este organismo teria de ter cerca de 80 pessoas e um orçamento anual de dois milhões, suportado preferencialmente pelo Estado. Sampaio Nunes garante que o investimento na central - de 3 mil milhões a 3,5 mil milhões - não carece de apoios públicos e que há "muitos interessados" no projecto que não dão a cara por recearem ser afectados pela forma como o debate tem sido conduzido. O responsável lembra que a Agência Internacional de Energia e Bruxelas já alertaram para a necessidade de o nuclear ser recolocado na agenda, por ser a melhor forma de reduzir a dependência face ao exterior e de combater as emissões poluentes. Também os EUA e o Reino Unido, além da França, Finlândia e China, estão a avançar com projectos. Já hoje, o assunto volta a ser discutido em Lisboa, num debate promovido pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento, ligado ao PS, mas não está prevista a presença de nenhum membro do Governo.
A construção de uma central nuclear em Portugal poderá render cerca de 100 milhões de euros por ano, por via de impostos, ao município que vier a acolher o projecto. Pedro Sampaio Nunes, sócio de Patrick Monteiro de Barros, diz haver receptividade por parte dos autarcas contactados.
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Jornal de Negócios Online
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A construção de uma central nuclear em Portugal poderá render cerca de 100 milhões de euros por ano, por via de impostos, ao município que vier a acolher o projecto. Pedro Sampaio Nunes, sócio de Patrick Monteiro de Barros, diz haver receptividade por parte dos autarcas contactados.
Segundo o "Jornal de Notícias", Pedro Sampaio Nunes, sócio de Patrick Monteiro de Barros na empresa que quer fazer a central (Enupor), garante haver "receptividade" da maioria dos autarcas sondados, mas explica ser preciso "aceitação pública" e política da tecnologia antes de serem divulgadas as localizações possíveis, já estudadas de forma aprofundada.
E alerta quando os espanhóis decidirem construir mais centrais, o projecto para Portugal deixa de existir, estando a Enupor em contacto com outros países com vista à construção de centrais nucleares.
A confirmação de que o projecto é viável técnica, financeira e economicamente em "pelo menos três localizações", depois de afastada a hipótese de Mogadouro pelo próprio autarca da região, é atestada por um estudo encomendado pela Enupor. Sampaio Nunes admite que o projecto não pode avançar nesta legislatura por imposição do Governo, mas, logo que surja uma oportunidade, este estudo - que "oportunamente" será entregue ao Executivo - mostra haver todas as condições.
Segundo o responsável, o estudo (desenvolvido desde Setembro por três dezenas de académicos, engenheiros e técnicos ligados à indústria) indica que nas minas de Nisa há urânio para abastecer os reactores ao longo dos 60 anos de vida do projecto. O reactor da central, com 1600 megawatts (MW) de potência, poderá ser arrefecido por duas torres húmidas (ou seja, recorrendo a água de rios ou do mar) ou uma seca e a produção de energia terá um custo de 30 a 35 euros MW/hora - entre metade a um terço do custo do programa de renováveis em curso.
De acordo com Sampaio Nunes, ficou demonstrado que o investimento necessário no reforço da rede eléctrica não é de 500 milhões, mas de 80 milhões a 100 milhões, que o promotor "está disposto" a suportar. Também os custos do desmantelamento da central, afirma, serão suportados por um fundo alimentado pela energia vendida ao longo da vida da central que poderá evitar a emissão de 6 milhões a 11 milhões de toneladas/ano de CO2, consoante substitua produção a gás ou carvão. Outra das novidades é o "custo muito reduzido" da instalação de uma agência independente para os assuntos de segurança radiológica, que deverá monitorizar a central.
Com base na experiência finlandesa, diz, este organismo teria de ter cerca de 80 pessoas e um orçamento anual de dois milhões, suportado preferencialmente pelo Estado. Sampaio Nunes garante que o investimento na central - de 3 mil milhões a 3,5 mil milhões - não carece de apoios públicos e que há "muitos interessados" no projecto que não dão a cara por recearem ser afectados pela forma como o debate tem sido conduzido. O responsável lembra que a Agência Internacional de Energia e Bruxelas já alertaram para a necessidade de o nuclear ser recolocado na agenda, por ser a melhor forma de reduzir a dependência face ao exterior e de combater as emissões poluentes. Também os EUA e o Reino Unido, além da França, Finlândia e China, estão a avançar com projectos. Já hoje, o assunto volta a ser discutido em Lisboa, num debate promovido pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento, ligado ao PS, mas não está prevista a presença de nenhum membro do Governo.
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