Caldeirão da Bolsa

Constâncio acusado de travar OPA sobre BPI

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

in bpi

por mcarvalho » 1/2/2007 15:41

Talvez cá caixa não


01/02/2007


Não é vulgar o Governador do Banco de Portugal dar uma conferência de imprensa sobre assunto avulso. Basta ir ao sítio do Banco para dar conta disso. Lá estão listadas todas as intervenções e as circunstâncias em que aconteceram.

E sendo assim, há-de ser lícito tirar a conclusão que Vítor Constâncio entendeu ser tremendamente importante mudar de registo e dar explicações ao vivo sobre o papel do Banco de Portugal, na luz verde ao reforço da La Caixa no capital do BPI.

Não bastou o primeiro comunicado de esclarecimento.

Não era suficiente dizer em nota de imprensa o que Vítor Constâncio foi ler junto dos jornalistas.

Era preciso responder às questões colocadas pela comunicação social.

E portanto, tratou-se de convocar os media que, despertados pelo inusitado acontecimento, escancararam as orelhas e afiaram os lápis.

Mas antes de mais, convém notar que, perante a suspeita de parcialismo no tratamento da La Caixa, o Banco de Portugal disse o que tinha de esclarecer por escrito e o esclarecimento satisfez os interessados no caso. E isto foi fundamentalmente: "A decisão não podia ser outra à face da lei, o cumprimento estrito da lei é a única forma de não correr, até, riscos de impugnação das nossas decisões".

Então, se Vítor Constâncio convocou a conferência de imprensa só pode ter sido porque tinha mais qualquer coisa a acrescentar.

E eis o que acrescentou.

"Quem define, em primeiro lugar, o interesse nacional é o Governo e a legislação".

Por norma "o supervisor não gosta de operações hostis" devido à importância do sector financeiro para a economia.

"Sou 100% a favor dos centros de decisão nacional", em termos pessoais, para o que se devem verificar duas condições essenciais: "que sejam verdadeiramente nacionais e que respeitem as leis da concorrência". E ainda acrescentou: "Eu acho que as autoridades, na medida do legalmente possível, devem ter esse interesse em conta".

"Na medida do que eu puder, dentro das limitações que a lei me impuser, eu actuarei sempre na procura desse objectivo".

Sobre isto dir-se-á que Vítor Constâncio não disse nada de errado. É verdade.

Mas também se dirá que ao sublinhar a impotência do banco central para avaliar a questão dos interesses nacionais disse demasiado.

E se virmos bem, foi apenas isto que foi acrescentado ao que já havia sido esclarecido.

Portanto, para quem quis ouvir ficou o recado.

Que outra interpretação deveremos tirar das explicações do Governador?

Até porque, se não foi recado, só resta outra interpretação. A típica e recomendada contenção do discurso do Banco Central deixou de ser apanágio de Vítor Constâncio.
 
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por morgante » 28/1/2007 23:56

Boas!

Qual é o valor que o bcp ofereceu por acçao para opar o bpi?
I'M LOVING IT!!
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por bolso vazio » 28/1/2007 19:55

Mais um vendido!
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por Serrano » 28/1/2007 18:53

O Constâncio ainda é escomungado...
para mais que até consta que vai votar na despenalização...
 
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fonte da notícia anterior.. J Noticias

por mcarvalho » 28/1/2007 17:05

!!!!
 
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Constâncio acusado de travar OPA sobre BPI

por mcarvalho » 28/1/2007 17:03

Constâncio acusado de travar OPA sobre BPI
ANDRé KOSTERS/LUSA

Constâncio autorizou La Caixa da Catalunha a aumentar capital


O Millennium BCP vai manter a oferta de aquisiç ão do BPI apesar de entender que "a operação no mercado deixou de ser possível" devido ao reforço da participação do La Caixa no BPI, noticiava ontem o semanário "E xpresso".

Vítor "Constâncio vai ter de explicar a sua benevolência", disse fonte do BCP citada pelo Expresso, numa referência ao facto de o Banco de Portugal ter autorizado o La Caixa da Catalunha a subir a participação no BPI até aos 33 % quando a oferta pública de aquisição já estava a decorrer.

O jornal recorda que desde que a OPA foi lançada, há dez meses, o La Caixa aumentou a posição de 16 para 25%, "mas quer 30% e tornar o BPI o seu braço-armado comercial em Portugal".

Também o semanário "Sol" afirma que o reforço da posição do La Caixa no B PI "inviabiliza oferta lançada pelo BCP" e que a operação está a tornar-se "num caso político" e a gerar a "reabertura da discussão sobre os centros de decisão nacional".

Segundo o jornal, a "OPA está nas mãos do Governo" e a questão deixou de ser uma operação de mercado para passar a ser "jogada no terreno político".

"Ficou esta semana claro para Paulo Teixeira Pinto que a sua luta já não se faz na Autoridade da Concorrência, mas em S. Bento, ou mesmo Belém, onde se espera que as autoridades portuguesas sejam sensíveis ao argumento da defesa do interesse nacional", escreve o "Sol".

O Expresso adianta que o BCP "coloca definitivamente em cima da mesa o argumento nacionalista a OPA é a última grande oportunidade para construir um g rande banco português".
 
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