Lá vão os chaparros e nascerão os campos de golfe...
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Daí a concluir-se que «Lá vão os chaparros e nascerão os campos de golfe...»
@rmando:
Com toda a amizade e respeito, acho que está profundamente errado.
Se bem entendo o que está subjacente à sua afirmação, parece-me, a mim e pelo que conheço da área turística, que só temos que rogar aos santinhos para que o turismo frutifique no Alentejo.
O Alentejo tem tudo de primário para ser um destino turístico de excelência: património, clima, gastronomia, sossego, gentes hospitaleiras e, acima disso, uma necessidade enorme de investimentos.
É mais que óbvio, nos tempos que correm que a agricultura no Alentejo está morta. Só não têm, ainda, a certidão de óbito passada porque a PAC ainda vai disponibilizando em subsidios toneladas de euros.
Teimar em fazer agricultura no Alentejo, tal como se fez e utilizando os chavões do " celeiro de Portugal " é estar a bater com a cabeça contra a parede, aceitar a dor e insistir.
A agricultura alentejana tem futuro em alguns nichos, poucos mais bastantes lucrativos, ( e o vinho é um dos melhores ) sem necessidade de subsidiação e já lá existe. A água do alqueva é importante para estes nichos.
Para lá desta agricultura, o Alentejo é apenas paisagem. Há que rentabilizar outras áreas porque caso contrário todos os que lá vivem não têm lugar na agricultura. O que vão fazer, onde vão trabalhar?
Indústria significativa não há nem vai haver ( não há condições para isso ). Vão trabalhar para as câmaras municipais, como hoje acontece. A realidade é esta: em alguns concelhos alentejanos, a câmara municipal é o maior - senão o único - empregador.
O turismo é uma porta. Uma boa porta.
Já há razoável turismo no Alentejo. Recomenda-se a sua descoberta. O turismo cinegético já tem muita tradição. Importa entrar por esta área, não descurando, óbviamente, outras áreas de desenvolvimento.
No nosso País, o golf é ouro. Quando a rica europa têm gelo até às orelhas aqui joga-se golfe 365 dias. Os golfistas não são turistas pé-descalço. Aproveitam o jogo para relaxar e, em simultâneo, fazer turismo.
Aconselho-lhe que veja o que acontece ao Algarve, de há 7 anos para cá. O tutismo deixou de ser só praia e sol. No verão, alto verão, temperaturas demasiado elevadas há praia e sol, a concorrer com a Tunísia, etç. Nos restantes meses a hotelaria e a indústria turística passaram a explorar outras áreas e o golfe está a ser uma mina. Aliás o sul de Espanha já tinha aberto a exploração deste filão, embora massificando-o.
É óbvio que isto também tem custos. Mas que se podem obviar e, para tal, veja o que o campo dos Salgados, perto de Albufeira, está a fazer: rega a relva, já de si muito resistente e com pouca necessidade de água, com as águas de uma etar. É um excelente campo de golfe.
Só mais um dado: uma área equivalente, em hectares, de agricultura, por exemplo laranjal algarvio, não gera o valor acrescentado, quantidade e qualidade de emprego que um golfe gera. Directamente e a montante e a jusante ( rent-a-car, hotelaria, restauração, artesanato, etç. )
O pouco que peço é que se termine o alqueva, que se explore o que há a explorar em termos agricolas e que se crie desenvolvimento. Como grande amigo do Alentejo - embora não alentejano - é o que mais peço.
Cumprimentos,
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- Registado: 23/8/2006 18:53
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«A garantia de José Sócrates foi dada em Ourique…»
Pois quase tão perto de Lisboa como quase tão longe de Beja. Em Ourique porquê?...
»…ócrates considerou fundamental ligar com vias rodoviárias rápidas a capital do distrito ao porto de Sines e, para o interior, à fronteira com Espanha.»
O Bicho continua a dizer que somos lentos…Porquê vias rápidas? Pensa que vamos acelerar mas engana-se. Quer é multar-nos…De certeza que a mais de 90 não vamos andar!!!
«…dando como exemplo a fileira agrícola do olival.» Quem as apanha, digo as azeitonas, os subsídios só o ministro da agricultura saberá…
RM
Pois quase tão perto de Lisboa como quase tão longe de Beja. Em Ourique porquê?...
»…ócrates considerou fundamental ligar com vias rodoviárias rápidas a capital do distrito ao porto de Sines e, para o interior, à fronteira com Espanha.»
O Bicho continua a dizer que somos lentos…Porquê vias rápidas? Pensa que vamos acelerar mas engana-se. Quer é multar-nos…De certeza que a mais de 90 não vamos andar!!!
«…dando como exemplo a fileira agrícola do olival.» Quem as apanha, digo as azeitonas, os subsídios só o ministro da agricultura saberá…
RM
Quem não conhece o «CALDEIRÃO» não conhece este mundo
- Mensagens: 1611
- Registado: 5/11/2002 9:23
Lá vão os chaparros e nascerão os campos de golfe...
O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que o Governo vai apoiar nos próximos três anos a concretização dos "quatro projectos" de construção de novas infra-estruturas no Baixo Alentejo, casos do Alqueva e do aeroporto civil de Beja.
Lusa
A garantia de José Sócrates foi dada em Ourique, a meio da sua iniciativa "Governo presente" dedicada ao Baixo Alentejo e na qual se fez acompanhar por oito ministros.
Além do projecto do Alqueva e construção até ao final de 2008 do novo aeroporto civil de Beja, Sócrates considerou fundamental ligar com vias rodoviárias rápidas a capital do distrito ao porto de Sines e, para o interior, à fronteira com Espanha.
"Nos próximos três anos, estas serão prioridades" do Executivo socialista, disse, afirmando, depois, ser "essencial que o Baixo Alentejo tenha uma boa rede de infra-estruturas para ser uma região competitiva".
Em relação ao Alqueva, o primeiro-ministro disse que "é fundamental" que as políticas públicas sejam "rápidas na concretização do projecto", porque "há muito investimento privado à espera para avançar", dando como exemplo a fileira agrícola do olival.
Lusa
A garantia de José Sócrates foi dada em Ourique, a meio da sua iniciativa "Governo presente" dedicada ao Baixo Alentejo e na qual se fez acompanhar por oito ministros.
Além do projecto do Alqueva e construção até ao final de 2008 do novo aeroporto civil de Beja, Sócrates considerou fundamental ligar com vias rodoviárias rápidas a capital do distrito ao porto de Sines e, para o interior, à fronteira com Espanha.
"Nos próximos três anos, estas serão prioridades" do Executivo socialista, disse, afirmando, depois, ser "essencial que o Baixo Alentejo tenha uma boa rede de infra-estruturas para ser uma região competitiva".
Em relação ao Alqueva, o primeiro-ministro disse que "é fundamental" que as políticas públicas sejam "rápidas na concretização do projecto", porque "há muito investimento privado à espera para avançar", dando como exemplo a fileira agrícola do olival.
Quem não conhece o «CALDEIRÃO» não conhece este mundo
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