Caldeirão da Bolsa

Sargento Luís Gomes

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por longBlackCandle » 27/1/2007 14:34

[quote="Lutav"]um gajo, militar ou nao, que infringe a lei, por 1 bebé, que biologicamente nao é seu, e o faz, pensando no bem estar da mesma, nao me lixem, tem o caracter e o amor, que mtos outros nunca terão!
[quote]

Amazing!!!

Vamos então instituir na nossa Lei o conceito de "rapto por amor".

Foi isso que disse não foi, Lutav?
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por carrancho » 27/1/2007 14:28

pedras11 Escreveu:Pata, mas tu sabes se ela escondeu ou não a gravidez? Faltam aqui muitos dados para uma análise mais precisa. Uma coisa salta-me á vista, esta mulher é extremamente duvidosa...



Pedras,

Está mal informado, é facto aceite pelo proprio pai biológico que a mãe o informou ainda grávida.

A mãe até pode ser "duvidosa" mas que interessa isso meu caro? A criança não é duvidosa, a paternidade tambem já não é duvidosa. E o pai biologico, não é duvidoso? Então ele foi com uma mulher duvidosa sem se proteger e simplesmente optou por dizer que não era dele, baseado apenas no pressuposto que podia não ser? Isso é atitude de homem ou de besta irresponsável? Ela é tão duvidosa que acertou em cheio... foi o euromilhoes, mas ao contrário!!! OMG...
Abraço,
Carrancho
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por lutav » 27/1/2007 14:25

EMENDA:

a seguir a "eu sinceramente, estou-me perfeitamente nas tintas, para a mae (sendo ou nao poota, a mulher até esteve bem; nao abortou, e tentou alegrar uma familia), para o pai biológico, ou para os pais familiares;"

faltou acrescentar " precoupa-me o bem estar emocional da miuda, e a fugir ou nao, parece estar com quem a ama incondicionalmente"


:)
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por lutav » 27/1/2007 14:23

(antes de mais, um disclosure: eu só li a ultima pagina)

mas vou pensar que a informacao que tenho, me permite dizer o seguinte:

eu sinceramente, estou-me perfeitamente nas tintas, para a mae (sendo ou nao poota, a mulher até esteve bem; nao abortou, e tentou alegrar uma familia), para o pai biológico, ou para os pais familiares;

eu nem vou sequer, tentar perceber, se as varias decisoes judiciais foram sendo correctas ou nao (quer per se, quer na sua cronologia), mas ha uma coisa que tenho a dizer (e desculpem se parecer popularista);

um gajo, militar ou nao, que infringe a lei, por 1 bebé, que biologicamente nao é seu, e o faz, pensando no bem estar da mesma, nao me lixem, tem o caracter e o amor, que mtos outros nunca terão!

abraço | bom fim de semana :)
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por carrancho » 27/1/2007 14:19

Mas ele tinha todas as razões para duvidar, poderia muito bem não ser.



Mas podia ser ou não? Ele tinha mais era que procurar ter certezas e enquanto não as tivesse, por defeito, considerar que era mesmo, mais nada. Ele não só não procurou como foi obrigado a fazer o teste ou nunca o teria feito. E aos 8 meses ele não assumiu nada, ele apenas dizia que assumiria caso se provasse ser mesmo sua. E provasse, não por deligencias feitas por ele mas por terceiros. Absurdo!

A partir do momento em que soube assumiu de imediato. Devo notar que neste ponto até, a atitude do Baltasar me parece digna de registo.


Ou seja, se o Homem fosse uma ave e não um mamifero e a gestação fosse portanto num ovo, e se a mãe duvidasse tambem da paternidade da criança, a menina ia viver de ar (como referiu a Pata).

Quantos 'pais' na mesma situação não se prontificariam a entregar a criança para adopção? Estou plenamente convencido que eram bastantes ... e nesse caso nem teriamos tema de discusão.


Ora ai está uma solução que é por mim condenável, mas sempre seria melhor que a que ele optou.


Insisto, não vejo nenhum comportamento errado ou anormal aqui.


Isso é que é pena!

Quanto ao facto de a criança estar 8, 9, 10 ou mais meses sem a presença do pai, também não me parece nada de extraordinário. É óbvio que não é o aconselhável e desejável mas quantos casos semelhantes haverá? Muitos, por certo, pelos mais variados motivos, dou-te alguns exemplos: pais que têm que se ausentar por longos periodos para o estrangeiro por motivos profissionais, pais que estão em missões militares ausentes por longos periodos de tempo, pais que estão presos, etc, etc.
E não se pode concluir que esses pais são maus pais e não amem os filhos e, pior que isso, nem sequer tenham direito a ver os filhos. Pode?


O que tem isto a ver com este caso particular Long? NADA!

Eu penso que já todos entenderam o meu ponto de vista, quem não entende é porque não quer ou não tem capacidade para entender.


Idem!!!!
Abraço,
Carrancho
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por Pata-Hari » 27/1/2007 14:18

Eu acho que alguém que aceite que a criança esteja abandonada durante 8 meses não tem capacidade para entender o que significa ter uma criança e ser responsável por uma.

Não comparem nunca uma situação em que os pais deixam uma criança entregue à mãe durante 8 meses com uma situação de abandono durante 8 meses.

A criança só foi reconhecida quando a lei o obrigou a tal. Ele teve a escolha que a reconhecer quando nasceu e escolheu não a reconhecer. O mal foi feito nessa altura. Não vejo justificação para isso a não ser irresponsabilidade, por muito que ele considerasse que a mãe pudesse ser "dúbia". Aliás, não entendo porque continuam a insistir que a mãe é "dúbia", ainda não apareceram nenhuns dados que possam levar a pensar isso, não apareceu nenhum outro homem a dizer que ela tinha afirmado também que a criança era de outro. O unico a afirmar isso é o pai e já se provou que a opinião dele é muito, mas muito pouco credível.
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por pedras11 » 27/1/2007 14:12

Pata, mas tu sabes se ela escondeu ou não a gravidez? Faltam aqui muitos dados para uma análise mais precisa. Uma coisa salta-me á vista, esta mulher é extremamente duvidosa...
"O desprezo pelo dinheiro é frequente, sobretudo naqueles que não o possuem"

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por longBlackCandle » 27/1/2007 14:04

Pata-Hari Escreveu:A mãe afirmou que ele era o pai e estava certa. O pai foi quem, erradamente, se recusou a aceitar a verdade até a lei o obrigar a tal provando que quem é de palavra duvidosa era o pai.


Sim, de facto veio a provar-se que ele era o pai.

Mas ele tinha todas as razões para duvidar, poderia muito bem não ser. A partir do momento em que soube assumiu de imediato. Devo notar que neste ponto até, a atitude do Baltasar me parece digna de registo. Quantos 'pais' na mesma situação não se prontificariam a entregar a criança para adopção? Estou plenamente convencido que eram bastantes ... e nesse caso nem teriamos tema de discusão.


Insisto, não vejo nenhum comportamento errado ou anormal aqui.

Quanto ao facto de a criança estar 8, 9, 10 ou mais meses sem a presença do pai, também não me parece nada de extraordinário. É óbvio que não é o aconselhável e desejável mas quantos casos semelhantes haverá? Muitos, por certo, pelos mais variados motivos, dou-te alguns exemplos: pais que têm que se ausentar por longos periodos para o estrangeiro por motivos profissionais, pais que estão em missões militares ausentes por longos periodos de tempo, pais que estão presos, etc, etc.
E não se pode concluir que esses pais são maus pais e não amem os filhos e, pior que isso, nem sequer tenham direito a ver os filhos. Pode?

Eu penso que já todos entenderam o meu ponto de vista, quem não entende é porque não quer ou não tem capacidade para entender.

Cumprimentos Pata.
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por Pata-Hari » 27/1/2007 14:00

Pedras, exactamente. Onde andou entre essa data e os 8 meses? onde andou a criança nesse tempo? é conhecido que as crianças crescem do ar... o que aconteceu aos 8 meses? a lei obrigou-o a reconhecer a filha. Como criança, queres ser entregue a um tipo que hoje lhe apetece ser teu pai mas que pode ter uma filoxera e decidir que nos próximos oito meses afinal não o quer ser? eu não consigo ter nenhumas dúvidas, tenho uma opiniao demasiado formada que só com um milagre de novas informações se alterará.
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por carrancho » 27/1/2007 14:00

pedras11 Escreveu:Pata o pai só soube da gravidez no fim da gestação...



E...
Abraço,
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por carrancho » 27/1/2007 13:57

longBlackCandle Escreveu:Carrancho,

É a tuaopinião e eu respeito. Mas como já percebeste eu discordo.


carrancho Escreveu:Aos 8 meses ele não disse que queria a guarda da criança, aos 8 meses ele dizia que queria a guarda se (se) provassem que a filha era mesmo dele.


Pergunto: Poderia ser de outra forma? Diz-me lá o que tu farias na mesma situação ?

Eu faria EXACTAMENTE o mesmo.


Long (é melhor assim que o nick é mesmo "long" lol),

Se acompanhas o tópico como julgo devias ter reparado que já respondi a essa pergunta a um outro colega, aqui vai o copy.

Citação:
Faça um esforço e ponha-se no lugar de alguém que teve uma relação com uma senhora com profissão duvidosa (quer dizer, toda a gente sabe qual é) e que depois afirma que está grávida de si... o que faria nessa situação?


Ora aqui está uma resposta que nem devia dar de tão obvia que me parece.
Já o disse antes, depois de a mae lhe dizer que estava gravida dele, a besta só tinha duas possibilidades, se podia ser filho dele, ou aceita a criança como tal ou faz o teste para tirar duvidas que tivesse. Assobiar para o lado é outra possibilidade, mas para as bestas não para pessoas normais. Isto aplicasse independentemente da profissão da mãe e de quem ela seja, andou... aceita ou testa primeiro, era o que eu faria sem pensar duas vezes. Aliás, se uma qualquer mulher viesse ter comigo dizendo que estava grávida de um filho meu e eu nunca tivesse visto tal pessoa nem tivesse tido qualquer contacto com ela, faria imediatamente o teste como prova do que dizia sem nada a temer. Quem não deve não teme!
Abraço,
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por carrancho » 27/1/2007 13:50

Surfer Escreveu:
carrancho Escreveu:Queria tambem dizer, a quem diz que fazemos parte do povinho Portugues que se deicha influenciar pela comunicação social e noticias bombásticas, que estamos em maioria absoluta sem qualquer margem de duvida. Nessa maioria está muita gente ilustre e de valor reconhecido por todos. As noticias bombásticas e o que os média fazem pelas audiencias sempre foi um cavalo de batalha para mim e é algo que condeno vivamente. Influenciados todos somos por tudo e por nada, há é uns que conseguem pensar por si e não aceitam certas atitudes/posições.

Quando os numeros das sondagens nos são desfavoráveis diz-se que é o povo Portugues é que é burro, não sabe optar pelo que é mais correcto e é facilmente influenciado pelo "diabo". Eu, na brincadeira, digo isso para os Benfiquistas. Mas isso é um desgosto meu por o Boavista ter tão poucos sócios e não gostar nada dos lampiões (clube tá claro, tenho grandes amigos e familia benfiquista(ninguem é perfeito)).

Esse é o tipico argumento de quem não tem argumentos para contrariar tanto desnivel nas opiniões.

Eu orgulho-me de ser Portugues, orgulho-me de ser pai e considero-me um bom pai, com erros, mas um bom pai.


Se este comentário é dirigido a mim, devo lhe dizer não lhe reconheço o minimo de grau intelectual e argumentação acima do meu. e não pretendo nem faço qualquer comentário ás suas declarações relativamente a este tema.

Eu gosto muito de debater/discutir com as pessoas assuntos interessantes ou polémicos, ajuda a crescer e aprendemos sempre algo, mas existe uma condição essencial para isso acontecer, pessoas com mente aberta e livre de preconceitos.

Por ultimo, deixe-me que lhe diga que achei muita piada a esse comentário lá do alto do seu ego, sobre a ficção da maioria estar muita gente ilustre e de valor reconhecido por todos.

Enfim... Passe bem!


Surfer,

Se foi o colega que disse o que referi, então a minha mensagem tambem lhe é dirigida. Se reparar bem, eu nem falo em argumentos do caso em si, mas dos argumentos para o desnivel das opiniões. Até referi o caso do Benfica e disse que nesse caso eu tambem usava, na brincadeira está claro, esse tipo de argumentos.

Digo-lhe que tambem não lhe reconheço ou deicho de reconhecer qualquer "grau intelectual ou de argumentos", não o conheço nem o colega me conhece a mim para tomar tal atitude.

Quanto ao achar piada à minha afirmação relativamente a estar na maioria gente muito ilustre e de valor reconhecido não pretendia, mais uma vez, ser argumento para o caso em si, mas para demonstrar que nessa maioria estão pessoas que claramente não são do tipo influenciavel pelos media. Ou seja, é um argumento perfeito para quem usa o argumento por mim referido e que parece que o colega usou. Quanto à maioria ser uma "ficção" só não ve quem não quer. Falo diáriamente com muita gente e devem ser todos uns incultos influenciaveis, pois opiniões identicas às minhas detecto quase 100%.

Enfim... Passe bem!
Abraço,
Carrancho
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por pedras11 » 27/1/2007 13:46

Pata o pai só soube da gravidez no fim da gestação...
"O desprezo pelo dinheiro é frequente, sobretudo naqueles que não o possuem"

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por Pata-Hari » 27/1/2007 13:43

(lol, ele é que começou - como dizem os putos :mrgreen: - ele é que começou a dizer "digam à pata-hari" :mrgreen: )
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por kostta » 27/1/2007 13:42

Pata-Hari Escreveu:Ah, e alguém diga ao incognitus que o pai foi informado da existência da criança durante a gravidez. Ele que é pai deve saber que a criança não viveu certamente do ar nem na santa casa da misericordia até aos 8 meses quando foi exigido ao pai biologico fazer os testes de ADN. Crianças não são pacotes que se reclamam quando nos dá na gana - embora esse seja o comportamento de muitos pais que, ao divorciarem-se das mães, passam a tratar crianças como se fossem pacotes dos quais podem dispor quando lhes apetece, sobretudo quando querem chatear as mães. A nossa lei permite exactamente isso ao proteger o suposto direito biológico do pai e ignorando a violencia que isso pode representar para uma criança. Criança não é pacote e deve ser a primeira preocupação de todas as lei criadas e decisões judiciais.


8-) isto parece um leva e traz :lol:
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por Pata-Hari » 27/1/2007 13:41

O teu argumento, que já conhecemos, é que a mãe era "dúbia" e que isso justifica o acto do pai. Os factos revelam que quem era "dúbio" era o pai. A mãe afirmou que ele era o pai e estava certa. O pai foi quem, erradamente, se recusou a aceitar a verdade até a lei o obrigar a tal provando que quem é de palavra duvidosa era o pai. A mãe foi que afirmou algo verdadeiro desde o inicio.
Editado pela última vez por Pata-Hari em 27/1/2007 13:42, num total de 1 vez.
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por Pata-Hari » 27/1/2007 13:39

Long, estás portanto a dizer que abandonarias uma criança que poderia ser tua durante oito meses (mais os de gestação) acreditanto que, por obra e graça, ela poderia sobreviver sem sequelas de maior?
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por longBlackCandle » 27/1/2007 13:30

Carrancho,

É a tuaopinião e eu respeito. Mas como já percebeste eu discordo.


carrancho Escreveu:Aos 8 meses ele não disse que queria a guarda da criança, aos 8 meses ele dizia que queria a guarda se (se) provassem que a filha era mesmo dele.


Pergunto: Poderia ser de outra forma? Diz-me lá o que tu farias na mesma situação ?

Eu faria EXACTAMENTE o mesmo.
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por carrancho » 27/1/2007 13:20

Para quem têm ainda alguma espécie de dúvida sobre este caso pode ler o seguinte editorial em http://www.verbojuridico.net/inverbis/i ... &Itemid=32

Muito elucidativo e claro. Leiam com atenção.

Espero que seja útil para a última bolsa de resistência, aqueles que não admitem quando erram e nunca ou muito dificilmente dão o braço a torcer ...


Aqui fica o texto


Caro LongBlackCandle,

Esse texto é uma clara tentativa de lavar a cara por parte de quem pretence ao "sistema". É um texto que refere apenas meias verdades (as que lhes interessa) para parecer que teem toda a razão do seu lado.

Aos 8 meses ele não disse que queria a guarda da criança, aos 8 meses ele dizia que queria a guarda se (se) provassem que a filha era mesmo dele.

Mas mesmo que ainda sem prova, mesmo que aos 8 meses ou menos, ele viesse, nestas condições, dizer que queria agora a guarda da criança... JÁ VINHA TARDE A BESTA!

Reafirmo, mesmo que a criança estivesse entregue a uma instituição de acolhimento de menores, mesmo que os pais adoptivos não tivessem caracter para educar a criança, nunca esta deveria ser entregue a um "pai" biologico destes.

Um abraço,

Mário Carrancho
Abraço,
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por Pata-Hari » 27/1/2007 13:10

Long, claro que tem que passar. O ideal para a criança, aliás, é mesmo ganhar mais um pai, sem nunca perder os pais (que eu considero muito bons - minha opinião, claro) que tem. Veremos é que a nossa justiça consegue encontrar uma solução que permita isso mesmo. Nota que até é impossivel com os dados que temos saber se o pai biológico é capaz e tem interesse genuino na criança. Imagina que daqui a uns meses acontece a esta criança o mesmo que à outra que após ter sido entregue à familia biológica aparece morta por maus tratos (porque dizia gostar mais da madrinha do que da avó). Não há responsabilização possível que possa repor o sofriamento e o destino desta outra criança. Por favor, protega-se aquela criança... ela está nas boas mãos que a acolheram e protegeram com todas as suas forças.
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por longBlackCandle » 27/1/2007 13:01

Pata-Hari Escreveu:Long Black Candle, parece que o procurador terá também a capacidade de aceitar que nem sempre a sua justiça toma as decisões mais acertadas.


Sim Pata, tinha acabado agora mesmo de ver essa noticia.

Vamos ver o que vai acontecer, muita água vai correr por baixo da ponte ...

Repara que qualquer que seja a solução encontrada ela passará sempre pelo pai, o Baltazar.
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por Pata-Hari » 27/1/2007 12:53

Ah, e alguém diga ao incognitus que o pai foi informado da existência da criança durante a gravidez. Ele que é pai deve saber que a criança não viveu certamente do ar nem na santa casa da misericordia até aos 8 meses quando foi exigido ao pai biologico fazer os testes de ADN. Crianças não são pacotes que se reclamam quando nos dá na gana - embora esse seja o comportamento de muitos pais que, ao divorciarem-se das mães, passam a tratar crianças como se fossem pacotes dos quais podem dispor quando lhes apetece, sobretudo quando querem chatear as mães. A nossa lei permite exactamente isso ao proteger o suposto direito biológico do pai e ignorando a violencia que isso pode representar para uma criança. Criança não é pacote e deve ser a primeira preocupação de todas as lei criadas e decisões judiciais.
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por Pata-Hari » 27/1/2007 12:36

Long Black Candle, parece que o procurador terá também a capacidade de aceitar que nem sempre a sua justiça toma as decisões mais acertadas.



09:55 27 JAN 07 | País
Reviravolta no caso Esmeralda


Procurador de Torres Novas vai defender que pai adoptivo fique com a menina

O procurador do Ministério Público do Tribunal de Torres Novas vai defender que a criança da Sertã permaneça à guarda do casal que a acolheu aos três meses de idade.

A informação é avançada pelo Diário de Notícias deste sábado, a decisão do procurador do Ministério Público será tomada na próxima segunda-feira. O dia em que irá realizar-se uma conferência entre o casal que adoptou a criança e os pais biológicos, Baltazar Nunes e Aidida Porto.

Se não houver acordo entre as partes, o Ministério Público vai então propor que a criança fique com o casal adoptivo, mas com algumas condições que passam por dar conhecimento à menina da existência dos pais biológicos e, à medida que for crescendo, de toda a situação que a envolveu.

Entretanto, no final da próxima semana, deverá ser conhecida a decisão do Supremo Tribunal de Justiça sobre o pedido de libertação do militar do Exército, que foi condenado a seis anos de cadeia por não revelar o paradeiro da menina.


SIC
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por Pata-Hari » 27/1/2007 12:30

Surfer, o comentário nem parece meu porque parece demagógico quando não se tem conhecimento de causa. É que quando se é pai e mãe, aprendem-se coisas infinitas que nunca nos tinham ocorrido. Aprende-se que as crianças dependem exclusivamente de nós e que o seu bem estar é uma função só e apenas do nosso bom senso em todos os momentos. Aprende-se que basta um instante de distracção, um meio instante em que se larga uma mão pequenina para que a vida de alguém seja posta em causa. Aprende-se que a responsabilidade é um acto de continuidade e de permanencia. As crianças precisam de nós sempre, num sempre infinito e continuo. A ideia de que alguém pode abandonar uma criança oito meses e depois achar que é normalissimo vir buscar "o pacote" como se nada fosse, é absurda e chocante. Esta é uma daquelas situações em que nos tornamos como os nossos pais quando diziam "quando tiveres filhos, logo falamos". A realidade é tão longe dessa teoria que se torna absurdo discutir a realidade das crianças com alguém que desconhece o trabalho, a atenção, a responsabilidade, o esforço e tudo o que implica ter crianças. Desculpa lá eu soar como uma "velha jarreta" mas para mim isso é algo de muito óbvio. Oito meses não é um periodo temporal aceitável para se "recolher" o pacote "criança". Pai e mãe é quem garante que em instante nenhum falta o que quer que seja a uma criança, não é mais ninguém. O que aquela familia fez por aquela criança não tem preço. A criança deve a vida aquela familia.
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por charles » 27/1/2007 0:17

longBlackCandle Escreveu:Para quem têm ainda alguma espécie de dúvida sobre este caso pode ler o seguinte editorial em http://www.verbojuridico.net/inverbis/i ... &Itemid=32

Muito elucidativo e claro. Leiam com atenção.

Espero que seja útil para a última bolsa de resistência, aqueles que não admitem quando erram e nunca ou muito dificilmente dão o braço a torcer ...


Aqui fica o texto
Caso Esmeralda: A discussão errada
25-Jan-2007

Não ha nada mais reconfortante do que ter certezas morais e participar num movimento de massas de defesa de valores contra uma instituição fria como a Justiça. Por isso, milhares de pessoas indignaram-se esta semana com a sentença do tribunal de Torres Novas que levou à cadeia o sargento Luís Gomes, o homem que queria adoptar a menor Esmeralda e foi condenado por a ter sequestrado. O problema das certezas morais é que por vezes esbarram de frente com os factos.


Editorial da Revista Sábado | 25.01.2007
O casal que quer adoptar Esmeralda e a tem escondida sabe que o pai biológico a quer de volta desde que ela tem 8 meses 8 meses e não 5 anos

«Não ha nada mais reconfortante do que ter certezas morais e participar num movimento de massas de defesa de valores contra uma instituição fria como a Justiça. Por isso, milhares de pessoas indignaram-se esta semana com a sentença do tribunal de Torres Novas que levou à cadeia o sargento Luís Gomes, o homem que queria adoptar a menor Esmeralda e foi condenado por a ter sequestrado.

O problema das certezas morais é que por vezes esbarram de frente com os factos. Por isso, para perceber do que estamos a falar, é bom reler a sentença (está em http://www.verbojuridico.net/jurisp/1in ... omenor.pdf).

Esmeralda foi entregue ao sargento e à sua mulher a 28 de Maio de 2002., tinha a criança 3 meses. "Entregue" é a expressão certa: não foi iniciado nenhum processo de adopção, eles simplesmente ficaram com a menina. Em Outubro de 2002, quando fez um exame de paternidade, o pai biológico disse imediatamente que queria ficar com a filha, numa altura em que uma mudança náo seria traumática - tinha ela apenas 8 meses e estava com o casal só há 5 meses.

Só em laneiro de 2003, oito meses depois de a terem consigo sem qualquer sustentação jurídica e contra a vontade do pai biológico, e quando perceberam que o resultado do exame estava para breve (conhecer-se-ia em Fevereiro), é que requereram a adopção em tribunal.

Em Fevereiro de 2003, quando se soube o resultado do ADN, o pai biológico voltou a afirmar que queria ficar com a filha - tinha ela apenas 1 ano. Tentou falar com Esmeralda várias vezes mas o sargento e a sua mulher nunca deixaram. Ele sabia que era o pai biológico, percorreu centenas de quilómetros para tentar ver a filha e nunca conseguiu apesar disso, manteve a cabeça fria e esperou pela decisáo do tribunal. Passou-se um ano e meio. A atribuição definitiva do poder paternal a Baltazar foi finalmente decidida a 13 de Julho de 2004, tinha Esmeralda z anos e 5 meses.

O casal que tinha a criança mudou várias vezes de residência, tornando quase impossível o contacto por parte do Instituto de Reinserção Social e do tribunal,que marcou varias datas para entrega da menor ao pai biológico o que o casal nunca fez.

Vamos resumir. A menor está há quatro anos em fuga, mudando repetidamente de casa para não ser encontrada o que não é, seguramente, a forma mais saudável de educar uma criança. O casal que a quer adoptar sabe que o pai biológico a quer educar desde que ela tem 8 meses atenção, 8 meses e não 5 anos. O pai biológico, que vive há anos com a mesma mulher e o seu filho, esperou todo este tempo por uma decisão legal que não podia ser outra.

Depois de percebermos que não temos um anjo de um lado e um demónio do outro, podemos falar sobre tudo o resto. Primeiro: agora que a criança tem 5 anos, qual a melhor forma de proteger os seus interesses? Depois: a pena de 6 anos por sequestro e subtracção de menor aplicada ao sargento Luis Gomes é excessiva? Mas isso é outra discussão. E deve ser feita sem certezas morais.

Nem confusões. A sentença do tribunal náo decidiu quem fica coma criança- isso já foi decidido há dois anos, a favor do pai biológico. A sentença do tribunal também não decidiu como seria feita a mudança - isso também já foi decidido e, aliás, o pai biológico aceitou, sem ser obrigado a isso, que existisse um período de transição. A sentença tem a ver apenas com um facto: há vários anos que uma criança está em fuga e o casal que a tem recusa-se a apresentá-la às autoridades. Pior: não é um facto que já aconteceu, mas um facto que ainda está a acontecer.

Os jornais e as televisões caíram no erro de misturar tudo - a tentação de arranjar uma "causa" popular, emocional e mobilizadora foi demasiado forte. Se os leitores tinham certezas, se até Maria Barroso e Manuela Eanes tinham certezas e, milagre, estavam do mesmo lado, para quê ser desmancha-prazeres? Ler efectivamente a sentença do tribunal era simples para qualquer jornalista. Mas, como se vê, havia coisas mais simples ainda».


se tinha algumas duvidas perante este relato dos factos estou perfeitamente esclarecido, e fico de consciência tranquila pela opinião que emiti anteriormente em 2 posts, opinião essa que julgo ser a mais adequada e justa, perante os factos e perante a razão que assiste o pai biologico que me parece no meio desta confusão ter agido correctamente, o senhor militar tinha a obrigação pela profissão que tem de ter agido de acordo com a lei, ele mais de que qq outro cidadão, neste caso o melhor exemplo veio daquele que querem fazer passar pelo mau da fita mas nestas coisas as pessoas comem o que lhe metem no prato neste caso na tv, a minha opinião não é contra ninguem que participou, é em consciência a que julgo ser mais adequada,mas devo ressalvar que que por vezes parece que a sociedade está virada do avesso.

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só existe um lado do mercado, nem é o da subida nem o da descida, é o lado certo
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