Caldeirão da Bolsa

IMPRESA - Breakout

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

impresa

por paulo godinho » 25/1/2007 17:41

Fecho a 4.75 em cima da media movel dos 14 dias ,amanha pode ser um dia importante para defenir a tendencia no curto prazo pois um fecho semanal acima do anterior tera que ser feito acima de 4.8 , se isso acontecer o caminho sera para norte nas proximas sessoes senao acredito numa ida aos 4.62 onde se encontram as mm50 e 200 dias
 
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por mcarvalho » 24/1/2007 13:53

Shares para 2007-01-23 > > >

27.0 4.2 26.8 28.9 13.1

rtp1 rtp2 sic tvi outros



:!: :!:
 
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por Ulisses Pereira » 24/1/2007 13:40

se a Sic voltar a shares de 50% a Impresa vai subir


Se decidir entrar na Impresa apenas quando tiver um share de 50%, penso que levará uns anos ou - provavelmente face ao novo panorama televisivo da rede Cabo - jamais entrará no papel.

Disclosure: Os meus clientes continuam a possuir posições longas sobre a Impresa.

Um abraço,
Ulisses
"Acreditar é possuir antes de ter..."

Ulisses Pereira

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por Shimazaki » 24/1/2007 1:42

Boas noites,

Economista555
"Isto da Análise Técnica parece-me a astrologia:
se se se se se. Uma coisa eu garanto: se a Sic voltar a shares de 50% a Impresa vai subir, mas se baixar para os 20% vai descer, sem ses nem meios ses."

Econimista penso que se der uma vista de olhos a outros topicos e analisar topicos criados por alguns ilustres forenses deste forum, perceberá que a Análise Tecnica nada têm a ver com a Astrologia!
assim de repente vá consultar tópicos do Midas, The Mechanic,etc... pois há muitos, de qq maneira talvez se guie mais pela AF, discussão bastante acesa á alguns anos, AF versus AT, de qq maneira verá que as cotações comportam-se por ciclos,como tal a possibidade de ser estudada!
Uma boa noite a todos.
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por Economista555 » 24/1/2007 0:23

Isto da Análise Técnica parece-me a astrologia:
se se se se se. Uma coisa eu garanto: se a Sic voltar a shares de 50% a Impresa vai subir, mas se baixar para os 20% vai descer, sem ses nem meios ses.
 
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impresa

por paulo godinho » 23/1/2007 18:23

Concordo em absoluto com o que disse o Ulisses ,e tal como em tudo na vida a bolsa requer paciencia ,nao esquecendo que esta accao se encontra em consolidacao a cerca de 15 dias entre os 4.70 e os 4.8 por isso vamos aguardar pela quebra, que a meu ver sera para cima e nao para baixo ,mas vamos ver pois o mercado tem sempre razao
 
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por Ulisses Pereira » 23/1/2007 13:56

Paulo, pode parecer-te monótono mas a minha útima análise neste tópico permanece inalterada enquanto a acção continuar a consolidar junto a esta importante resistência.

Penso que um dos maiores erros dos investidores é quererem analisar micro-movimentos, quando na maior parte das vezes não alteram a análise já feita.

Disclosure: Os meus clientes continuam a deter posições longas sobre a Impresa

Um abraço,
Ulisses
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ontem as

por mcarvalho » 23/1/2007 9:59

audiencias foram boas

27.1
 
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por paulo godinho » 23/1/2007 9:37

BR estas comprado ou vendido em impresa ? Parece que estavas comprado e que te vendeste para comprares mais barato , mas e o mercado que manda e podemos ou nao acertar eu sinceramente nao acredito que quebre os 4.7 porque se o fizer entao saio mas seria bom que o Ulisses disse-se qualquer coisa pois apesar de nao sermos clientes dele ele percebe mais disto do que nos e bem que nos podia dar uma ajuda
 
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por br@instock » 23/1/2007 2:04

Eu voto no cenário 2. Para mim é o que os indicadores dizem. 8-)
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por Paulo_Alex » 23/1/2007 0:34

Cenário 1: possível. Era bom que fosse já amanhã

Cenário 2: possível. permite entrar mais abaixo

Cenário3: possível, mas menos provável. Mas mesmo que aconteça, para isto é que há stops, não é?
Anexos
Impresa - velas 1d - 22-01-2006 22h27.png
Impresa - velas 1d - 22-01-2006 22h27.png (47.54 KiB) Visualizado 2707 vezes
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por br@instock » 22/1/2007 20:21

"JW"

Vê se vendes enquanto podes, e eu diria que já não vais vender comlucro, para já. Mas sempre podes ficar dentro e refoirçar com os mais 40% quando tiver cá em baixo. :mrgreen: :twisted:

Abraço, just joking
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por James Wheat » 22/1/2007 20:08

"br",
Aceito a aposta :mrgreen: :mrgreen: !!
Aquele fecho em dia fraco nas bolsas em geral, de pouca liquidez no papel e com gap entre 4,75 e 4,79 leva-me a manter o optimismo.
'E certo que venho com excelentes lucros encaixados (qd sai entre 4,71/74) e que tenho agora 40% menos papel do que entao (o que me coloca numa posicao duplamente confortavel), mas dito isto, nao estou seguramente a reentrar para perder. Fyi o meu preco medio actual 'e de 4,78 :twisted: ... Ab.
James Wheat
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por br@instock » 22/1/2007 19:41

Pois para mim parece-me é que a força compradora está a baixar, e poderá haver uma correcçãozita.

Após ter dado sinal de fraqueza há 2 sessões atrás hoje podemos confirmar a perda de força para quebrar a resistência dos 4,80, a LTA de curto prazo não conseguiu segurar o título e os indicadores estão a perder força.

:arrow: RSI a quebrar LTA que desenhava desde meados de outubro, embora ainda estando em terreno bulish parece-me que poderá muito bem visitar os valores de 50 e até quebrá-lo.

:arrow: MACD a dar um claro sinal de venda

:arrow: Em caso de retracção, que me parece o cenário mais lógico, encontrará um suporte a 4,70 que se não segurar o título poderá muito bem cair até aos valores por volta de 4,55€, onde irá encontrar a linha de tendencia ascendente de longo prazo, que poderá suster a sua progressão.

Este cenário não passa para além da minha interpretação, e sendo assim, para mim, a tomada de mais valias será a atitude mais correcta, para deixar o titulo ganhar fôlego para voltar a entrar, mais abaixo :mrgreen:
Anexos
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por James Wheat » 22/1/2007 17:24

Cada vez que joga o Benfica, as audiencias da estacao que o passa explodem... Impressionante :shock: :shock: !!
Reforcei hoje mais um pouquito a 4,77. Aquela falta de liquidez junto 'a barreira dos 4,80 a mim diz-me que nao ha praticamente vendedor, nao creio que seja o contrario (falta de comprador). Para mim o caminho 'e para cima :pray: . Ab.
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por mcarvalho » 22/1/2007 9:39

Shares para 2007-01-20 > > >

22.2 4.8 29.9 28.4 14.7

Rtp1 RTP2 SIC TVI Outros
 
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por paulo godinho » 20/1/2007 19:08

Fecho no maximo do dia e fecho semanal superior ao anterior tem tudo para nos poder alegrar durante a proxima semana ,vamos ver o que acontece , mas muito provavelmente vamos ter a quebra desta forte resistencia que se situa entre os 4.8 e os 4.85 o que nos levara muito rapidamente a zona dos 5.2
 
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click

por Gilfonseca » 20/1/2007 1:21

parece próximo a quebra da resistência 4,85
 
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por paulo godinho » 19/1/2007 12:49

Media movel dos 50 dias quase a cruzar em alta a dos 200 dias o que devera acontecer nos proximos dias, o que torna a accao mais bulish , acredito que para a semana teremos boas novas nesta accao , um fecho hoje a cima de 4.75 e um fecho semanal que continua a indicar que o caminho sera para norte , vamos ver
 
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por tiopatinhas » 19/1/2007 11:19

Há pouco houve um negocio de 100 000 a 4,76 :!:
Seria passagem? Como saber?

Ps.
Parece-me que nesta queda generalizada (consolidação) está a aguentar-se bem... já entrei ontem e pelos vistos bem... a ver vamos ...se cair reforço :wink:
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por James Wheat » 19/1/2007 11:14

Mais um dia de liderança da Sic nas audiências: 4º consecutivo.
Esta semana ainda não perdeu um e mais... a nova novela, Páginas da Vida, está a dar-lhe forte (se consegue fidelizar...).
Bem, se fôr aos €4,72/71, lá irei novamente ao pote, acumular mais 2.000-3.000. Devagarinho, não há pressas, já tenho bom pé-de-meia.

Enfim, está um belo mês de Janeiro, com os mercados a absorver muitissimo bem a queda do petroleo, o ajuste nas commodities, os comentários algo duros dos bancos centrais, etc.

Estou positivamente surpreendido, está tudo muito calmo, bom ambiente para deixar correr os lucros e apenas reforçar posições 'aqui e ali' em dias de alguma fraqueza... Cool 8-) !
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por Keyser Soze » 19/1/2007 10:49

não estou a ver o SOL a ultrapassar o Expresso

"as duas primeiras edições venderam cerca de 130 mil e 180 mil exemplares"

estes números são para ignorar, era novidade toda a gente foi comprar os primeiros números para comparar com o Expresso


e parece que a maioria não gostou pq:

"Actualmente, o semanário tem vendas de cerca de 65 mil exemplares."


a média a que ele re refere é inflacionada pelos primeiros números:

"Vendemos uma média de 80 mil exemplares em 2006,"



"Segundo números que temos, o -Expresso- vende agora cerca de 100 mil exemplares."

Estes números não batem certo com outros dados
Na realidade:

"Até Setembro - mês em que o Sol foi lançado - o semanário Expresso vendeu uma média de 124 mil exemplares ..... entre Setembro e Dezembro do ano passado, uma circulação média paga (assinaturas e vendas em banca) de 145.900 unidades "

"uma média de vendas de quase 130 mil exemplares, graças aos últimos três meses do ano, média que queria manter em 2007"


Temos então que, actualmente, o Expresso vende o dobro do Sol, com a agravante de ter aumentado a tiragem desde o lançamento do Sol.

O projecto do Sol deve falhar, o jornal parece um cópia foleira do Expresso e ainda por cima como tem a Opus Dei por trás ainda temos que gramar com aqueles artigos sobre familias numerosas.


Dito isto convém lembrar que a SIC TV é mais importante que o Expresso para a Impresa




2007-01-14 - 00:00:00

Emídio Rangel
'SIC é uma pálida sombra do que já foi'

Imagem

Em 1992 largou a TSF para mudar a história da televisão portuguesa. Dirigiu o primeiro canal privado, que rápido conseguiu ultrapassar as expectativas. Até ao aparecimento do programa ‘Big Brother’, na TVI, nenhuma estação conseguia ter mais audiências do que a de Carnaxide.


Após uma década a trabalhar na SIC, lado a lado com Francisco Pinto Balsemão, Emídio Rangel, 59 anos, natural de Angola, virgem de signo, olhos verdes, bateu com a porta de coração magoado. Passado pouco tempo, a RTP nomeou-o director, mas, foi sol que pouco durou. O governo de Durão Barroso despediu-o e mandou-o para casa. Rangel nunca foi. Um tumor maligno traiu-lhe o corpo e não o venceu, divorciou-se da jornalista Margarida Marante, mas a vida nem a meio ia. O cancro deu uma curva. Considera-se um homem de afectos. E a Comunicação Social faz parte de si. Cronista de jornais, de rádio, e consultor, neste momento está a finalizar um projecto para uma televisão em Angola. Nesta longa conversa um dos homens que mais sabe de televisão em Portugal abre o livro da sua vida. E como sempre acontece fala sem papas na língua.

Mantém a ideia que a televisão nacional estagnou?

Claro! Os proprietários e os accionistas das estações televisivas, desinvestiram do essencial: o produto – naquilo que oferecem ao público – e portanto, a actual programação é bastante inferior àquela que havia há três anos.

A que nível?

Em tantas coisas! As estações privadas acabaram com programas de informação e de grande entretenimento. Antes, por exemplo, no ‘prime time’, a SIC tinha a novela que era seguida de um programa de divertimento, com a particularidade de ser diferente todos os dias.

Há muita novela?

Demasiada. Desde as quatro da tarde até, pelo menos, à meia-noite e meia! É uma plataforma bastante diferente daquela que eu deixei. Eles lá sabem com que linhas se cosem! Desta maneira estão a afastar os públicos das suas próprias estações. É óbvio que as pessoas sentem dificuldade em suportar todos os dias as duas principais estações com a mesma programação: novelas. E em resultado dessa fragmentação quem ganha são os canais cabo. De vez em quando há um ‘reality show’, mas do ‘Big Brother’ para outros, existem quedas acentuadas.

Está a falar da TVI?

Sim. É o que tem vindo a fazer. São ‘reality shows’ uns atrás dos outros, o que na minha opinião representa um erro de estratégia.

Desde que saiu da SIC, a sua relação com o Dr. Balsemão esfriou. Voltaram-se a encontrar?

Uma, duas vezes. Cumprimentámo-nos muito friamente, mas eu não tenho nada contra ele. Estou só certo que ele enveredou por um caminho que está provado não produziu nenhum resultado.

Como vê a estação de Carnaxide?

Uma pálida sombra daquilo que já foi. Deixou de ser uma referência no País. O Dr. Balsemão estragou um dos projectos mais fascinantes do mundo da comunicação.

Criticou a televisão estatal por considerar que a informação era dúbia, e acabou por dirigir a RTP...

Mas eu consegui mudar isso! A RTP estava numa fase em que queria crescer e progredir, e foram nessas circunstâncias que surgiu o convite.

O Dr. Durão Barroso demitiu-o.

Sim, é verdade. Retaliou porque escrevi duas crónicas dizendo que tinha sido um bom ministro dos Negócios Estrangeiros, mas não me parecia com perfil para liderar o PSD.

Olhou para si como alguém ligado ao Partido Socialista?

Não sei. Os políticos conhecem a minha sensibilidade política, mas sabem que não faço parte de nenhum partido, que só sou um homem que tem ideias políticas.

E nas suas crónicas já demonstrou a sua franca simpatia pelo Eng. José Sócrates.

Porque ele faz um trabalho acertado. O engenheiro José Sócrates é, sem dúvida alguma, um excelente primeiro-ministro, um homem de grande coragem e de extraordinária clareza. Gosto de pessoas que olham nos olhos, que têm franqueza, falam com verdade, são corajosas.

Concorda que o governo socialista accionou melhorias nas relações comerciais com Angola?

Penso que o partido que melhor se relacionou com Angola foi o PSD, ainda durante Sá Carneiro. O Dr. Durão Barroso também, quando foi ministro dos Negócios Estrangeiros, teve uma acção de grande aproximação com aquele país. Por razões que se prendiam ao facto de existir pela parte do Dr. Mário Soares e do João Soares uma simpatia pela UNITA, causou uma grande dificuldade de relacionamento com o Governo do MPLA.

O Eng. Sócrates afastou-se disso?

Claro! E colocou em primeiro lugar e acima de tudo um estabelecimento de uma plataforma de interesses entre esses países, com grande pragmatismo e com uma grande objectividade.

Então, as relações melhoraram?

Sim, mas não só na área comercial, como em outras vertentes: amizade, cooperação, cultura, etc. Sou apologista que deve existir um bom relacionamento geral para se propiciarem boas relações.

Que tipo de projecto está a desenvolver para Angola?

Fui convidado por um grupo privado angolano para projectar uma estação televisiva, que também será privada.

Em que fase está?

A formatar, a estabelecer que tipo de estação pode servir um país como Angola. Diria que o projecto está definido na minha cabeça, estou só a escrevê-lo. É um trabalho que já leva cinco meses.

Quando será entregue?

No espaço de dois meses.

Mudar-se-á para Angola?

Não! Mas, é claro, se o projecto se concretizar estou disponível para ir ajudar a pô-lo de pé e a formar os angolanos que irão trabalhar.

Não há portugueses?

Não existem razões para ninguém ser excluído. O mais importante é que esse projecto seja angolano e feito por angolanos, e que tenha essa matriz bem solidificada. Muito bem consolidada.

Que é projectado por um angolano?

Eu sou angolano e português!

É verdade que é afectivo?

Eu sou um homem de afectos. Sou um emocional. Tenho fases em que tenho que ser muito racional, mas a minha componente essencial é emocional. Até na vida profissional. Não acredito na Comunicação Social sem ligação afectiva.

Quando esfriou a relação com o Dr. Balsemão, onde ficaram os afectos?

Nós tínhamos uma relação muito respeitável. Eu diria com algum afecto, mas era uma relação, sobretudo, de muito respeito. O lado mais vincado e mais forte é uma relação de mútuo respeito, de sensibilidade em relação àquilo que cada um fez na área da Comunicação. Até eu ter saído da SIC, as coisas não tinham assumido a proporção que depois tiveram.

Refere-se ao quê?

Um processo que se desenvolveu nas minhas costas. Eu era líder daquele projecto, fui eu que formatei a SIC. Nunca pensei que fosse possível desenvolverem jogos nas minhas costas. E isso aconteceu. De certa maneira, o Dr. Balsemão teve participação nisso.

Por que razão afirmou que era saudável o surgimento de um jornal que entrasse em competição com o ‘Expresso’?

Bastava olhar para a realidade, a história do percurso que fizemos desde o 25 de Abril de 1974, para percebermos que havia espaço, lugar e condições. Sempre tivemos semanários: O Jornal, O País, O Tempo, etc. Desapareceu quase tudo! Era óbvio que havia lugar para o aparecimento de um jornal novo.

O que sentiu com o nascimento do semanário ‘Sol’?

Que havia em perspectiva uma hipótese de concorrência com o ‘Expresso’, que vivia uma fase de jornalismo sentado, com gente que estava cansada e farta de trabalhar, ainda que fossem muito jovens. Havia preguiça. O aparecimento do ‘Sol’ podia também ter este mérito: desafiar, estimular e obrigar a melhorar o ‘Expresso’.

Conseguiu?

Sim. Voltou a trazer notícias, que é o mais importante num jornal! Tudo o resto também, mas vem a seguir. Lembro-me de assistir a fases em que o ‘Expresso’ estava em letargia, e, às vezes, trazia acontecimentos já publicados em jornais diários.

O arquitecto José António Saraiva está ressabiado com o Dr. Balsemão?

Não sei, no entanto, um ajuste de contas não é razão para lançar um projecto jornalístico.

Que tipo de jornais lê?

Todos! Tenho que estar informado, e gosto de consultar todos os órgãos de Comunicação Social, mesmo aqueles que são mal feitos.

Quais?

Não digo nomes por uma única razão: há coisas que ferem.

Como caracteriza a leitura do ‘Expresso’ e do ‘Sol’?

O ‘Sol’ tem coisas interessantes. Mostrou um bom trabalho de pesquisa de notícias. Mas a meu ver, a revista ‘Tabu’ é muito fraca. O caderno de Economia parece-me bastante frágil, muito pouco acabado. Anunciou que a Política seria uma coisa secundária, mas a realidade é que passou a ter muitas páginas. A ‘Única’ – a revista do ‘Expresso’ é superior, e é um jornal que faz melhor informação económica. Mas o jornal tem muito que caminhar. A concorrência vai ajudar.

Confirma que, em tempos, o Eng. Pais do Amaral o convidou para dirigir a TVI?

Não! Fui consultor do engenheiro Pais do Amaral e fiz trabalhos que ele me pediu, mas nunca me convidou rigorosamente para nada.

José Eduardo Moniz tem sido um bom director?

Durante uma fase José Eduardo Moniz foi um homem atento à evolução das coisas. Nos últimos dois anos, a TVI parou. Não progride e não marcou distância em relação aos seus concorrentes. Em 2006, o ano em que a SIC esteve no seu pior, ele teve uma péssima performance, um resultado muito mau. Não fez nada de novo. Continuou a dar o mesmo produto: novelas e ‘reality shows’. As pessoas não aguentam.

O que lhe pareceu a recente entrevista a José Eduardo Moniz?

José Eduardo Moniz dá a ideia de alguém que não está em paz com as pessoas que o rodeiam.

Estará a fazer de propósito para se ir embora?

Não faço ideia das suas intenções.

Ou zangado com o afastamento da mulher do ecrã?

Na entrevista que acaba de citar parece-me que fica nítido que não gostou nada que a Prisa tivesse afastado a Manuela Moura Guedes.

Ela era uma mais-valia?

Sim, a nível jornalístico. Era uma repórter atenta e cuidadosa, mas não como pivot.

Porquê?

Enquanto pivot, Manuela Moura Guedes é normalíssima. Não faz a diferença.

Onde é que a TVI falhou?

Na Informação. Não consegue criar credibilidade.

Qual é o canal televisivo português que prefere?

Embora não considere que a RTP seja um projecto inteiramente conseguido, é a melhor das três. Tem uma área de informação muito bem consolidada, e a mais credível. É uma estação televisiva que trabalha todas as disciplinas do jornalismo – entrevista, debate, bons serviços noticiosos, uma imagem modernizada.

O que acha de Nuno Santos, director da RTP, alguém com quem cortou relações, ter sido apontado para a figura do ano?

José António Saraiva já reclamou que devia receber o Nobel da Literatura... agora podemos ter outros como figura do ano. Falta saber a credibilidade de quem o aponta para esse prémio.

QUESTIONÁRIO DOMINGO

- Um País... Itália.

- Uma pessoa... Nelson Mandela.

- Um livro... último livro do Lobo Antunes.

- Uma música... ‘Let it Be’.

- Um lema... Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti.

- Um clube... Benfica.

- Um prato... Moamba.

- Um filme... ‘Rumble Fish’.
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in bpi

por mcarvalho » 19/1/2007 10:27

Sol- quer roubar 20 mil leitores ao -Expresso- e liderar ainda este ano


19/01/2007


José António Saraiva mantém a intenção de ultrapassar o "Expresso" em Setembro deste ano. O director do "Sol" afirma ao Jornal de Negócios que a estratégia passa por roubar entre 15 a 20 mil compradores do jornal do grupo Impresa.

"Vendemos uma média de 80 mil exemplares em 2006, muito acima do previsto que era de 40 a 50 mil", explica Saraiva, que diz que as duas primeiras edições venderam cerca de 130 mil e 180 mil exemplares, respectivamente. Actualmente, o semanário tem vendas de cerca de 65 mil exemplares. "Segundo números que temos, o -Expresso- vende agora cerca de 100 mil exemplares. A nossa intenção é roubar entre 15 a 20 mil compradores ao -Expresso-, o que faria o nosso jornal passar para a liderança, com cerca de 80 a 85 mil exemplares", revela José António Saraiva.
 
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Para o Keiser e todos

por mcarvalho » 18/1/2007 21:01

ECONOMIA Publicado 18 Janeiro 2007 18:34
Semanário Sol com prejuízos de 1,5 milhões no final do ano passado
O semanário Sol obteve resultados negativos de 1,5 milhões de euros no final do ano passado, abaixo dos 2 milhões de prejuízo previstos no lançamento, disse hoje à agência Lusa o director do jornal, José António Saraiva.

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Jornal de Negócios com Lusa



O semanário Sol obteve resultados negativos de 1,5 milhões de euros no final do ano passado, abaixo dos 2 milhões de prejuízo previstos no lançamento, disse hoje à agência Lusa o director do jornal, José António Saraiva.

O estudo financeiro realizado antes do lançamento do jornal apontava para "um resultado negativo de 2 milhões de euros" no final do ano passado, devido aos gastos com a instalação, amortização do edifício, equipamento e os custos de funcionamento da redacção antes de o jornal começar a vender, explicou o responsável.

No entanto, assegurou José António Saraiva, o projecto obteve melhores resultados, conseguindo reduzir o prejuízo esperado em 500 mil euros.

Uma evolução que, segundo o director, se deve ao facto de "a subida das receitas em relação ao previsto ter sido maior do que o crescimento das despesas".

Sem referir valores, José António Saraiva assegurou "terem sido ultrapassadas largamente as receitas publicitárias [estimadas] no estudo financeiro" do jornal, adiantando que o valor arrecadado foi superior "em cerca de 50 por cento" ao previsto.

Admitindo que as despesas também foram além do que era esperado, Saraiva garantiu que a empresa obteve "uma folga financeira que atenuou um bocadinho o investimento inicial".

O administrador-delegado do jornal, José Marquitos, disse na apresentação do Sol, a 4 de Setembro, que o investimento inicial no projecto situava-se entre os 4 e os 5 milhões de euros.

O responsável lembrou, na mesma ocasião, que o semanário só iria publicar 16 edições durante o ano 2006, considerando que, por isso, seria natural "haver muitas despesas e poucas receitas", o que levava a que o equilíbrio financeiro do semanário só pudesse ser esperado em 2007.

O aumento acima do esperado das receitas do Sol não aconteceu só em termos de publicidade, já que o semanário também ultrapassou os objectivos esperados em termos de vendas de exemplares.

Segundo José António Saraiva, a média das "vendas foi muito superior ao previsto, que andava nos 40 a 50 mil e [o semanário] ficou nos 80 mil".

A primeira edição do jornal, publicada a 16 de Setembro passado, vendeu os 128 mil exemplares, levando à decisão de aumentar as tiragens do segundo número para 210 mil, tendo vendido 180 mil, de acordo com os dados divulgados na altura pela administração do Sol.

Actualmente, o Sol "vende 65 mil" jornais todos os sábados, garantiu José António Saraiva, acrescentando "manter- se o objectivo de ultrapassar [as vendas do] Expresso e tomar a liderança [entre os semanários] em um ano", ou seja, até Setembro deste ano.

"Quero chegar ao final deste ano com vendas na ordem dos 80 mil" exemplares por edição, avançou, explicando que isso implica não só aumentar as vendas do Sol como provocar um decréscimo nas do Expresso.

"O que tínhamos a conquistar de público indiferenciado, já conquistámos; agora o crescimento vai ser feito à custa de 'roubar' [compradores] do Expresso", explicou.

De acordo com os dados mais recentes da Associação Portuguesa para o Controlo das Tiragens, a circulação média paga (assinaturas e vendas em banca) do Expresso diminuiu 3,1 por cento nos nove primeiros meses do ano passado face ao mesmo período de 2005.

Até Setembro - mês em que o Sol foi lançado - o semanário Expresso vendeu uma média de 124 mil exemplares por edição, sendo que no ano anterior vendia cerca de 128 mil unidades a cada sábado.

O director do jornal disse, no entanto, à Lusa que o Expresso contabilizou, no total do ano, uma média de vendas de quase 130 mil exemplares, graças aos últimos três meses do ano, média que queria manter em 2007.

Este valor foi também avançado à Lusa no início deste mês pelo director de circulação da Imprejornal, Luís Ferreira, segundo quem o Expresso conseguiu, entre Setembro e Dezembro do ano passado, uma circulação média paga (assinaturas e vendas em banca) de 145.900 unidades
 
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Re: impresa

por James Wheat » 18/1/2007 17:49

oráculo de belinho Escreveu:
paulo godinho Escreveu:Veio bater na linha inferior da zona de resistencia apontada pelo Ulisses podera agora começar a ganhar força para na proxima ida aos 4.8 os quebrar de vez .


Ao bater na linha inferior não está na terra de ninguém??? É que parece que tanto pode quebrar os 4,80 como voltar para a sua base habitual nos 4,30.
Como não consegue quebrar os 4,80 e os resultados na IMPRESA tem sido os mais fracos do PSI-20 não é de achar que pode estar a inverter e a voltar a fraquejar???
Fica a questão, tenho estado à espera que quebre os 4,80 convincentemente mas parece com dificuldades.
Em termos fundamentais o que está melhor na SIC para além de ter recuperado 2% em audiências médias.
E o fenómeno floribella não é a causa das más audiências em prime time???


Festival de dia - segui esta e a PTI 'que nem um perro', já que a SOI e o BPI estiveram 'controlados' (e a Cin é de outro campeonato).
Para mim este papel está cada vez melhor e hoje mesmo reforçei a €4.72. No momento de fraqueza não houve despejo e fez mesmo pouco volume. Pânico ? Não vi nenhum. Depois veem-se ali 90.000 acções na venda a €4.80... Tá certo :roll: !

Vamos agora às questão dos fundamentais.

Os resultados teem andado mal, porque as audiências, nos ultimos 2-3 anos, teem estado em baixo e teem gerado um problema de receitas. A nível de custos não há mt mais a cortar, pq aquilo já está quase fixo.
(Nota: quando neste forum se fala da saída deste de daquele... andava lá muita gente principescamente paga e que pouco sangue já tinha na guelra - viviam à sombra da bananeira !)

Para inverter a situação das contas - e logo o fraco estado dos fundamentais - só há um caminho: crescer o top line, ou seja, as vendas (publicidade). Como ? Há que primeiro corrigir as audiências, para depois ganhar mais anunciantes. E é isso que a empresa está a tentar fazer.

Pergunta-se: vai conseguir ? De forma conjuntural já está a conseguir (estagnou a perda de share e começa mesmo a ganhar terreno mês-a-mês), a duvida coloca-se a nível estrutural (se vai conseguir consistentemente bater a concorrência, cada trimestre, cada semestre e depois cada ano).

Cabe acrescentar que mesmo em termos de AF actual este papel está barato. Desde logo quem quer IPR compra essencialmente 'Value' (good value), não aposta em 'growth' (pq o mercado publicitário em Portugal está estável e é um sector maduro).

Espero ter ajudado. Abraço e bons negócios.
James Wheat
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