Caldeirão da Bolsa

Off -Browning ameaça deslocalizar fábrica de Viana

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Keyser Soze » 18/1/2007 11:29

2007-01-18 - 00:00:00

Forças Armadas - Altas chefias militares também ausentes
Governo faltou à estreia dos novos blindados

É uma compra em que o Estado gasta 340 milhões de euros e tem expectativa de, segundo o contrato com a empresa austríaca Steyr-Daimler-Punch, receber 516 milhões em contrapartidas. Mas ontem, na inauguração da linha de montagem da Fabrequipa, no Barreiro, onde já estão em produção os primeiros quatro Pandur II para o Exército, não esteve nenhum membro do Governo a assistir à concretização do contrato assinado em 2005 pelo então ministro da Defesa, Paulo Portas. A fábrica vai produzir 218 dos 260 blindados comprados.


Francisco Pita, da Fabrequipa, convidou o primeiro-ministro José Sócrates, o ministro da Defesa (Severiano Teixeira) e o ministro da Economia (Manuel Pinho). Nenhum compareceu por estarem no estrangeiro, respectivamente em Estrasburgo, Afeganistão e Índia.

Mas o que causou mais estranheza – e que, soube o CM, incomodou John Ulrich, responsável máximo da General Dynamics Europa (dona da Steyr-Daimler-Punch), que ontem esteve no Barreiro – foi o Governo não se ter feito representar nem sequer por secretários de Estado.

Em causa pode estar a falta de aval da Comissão de Contrapartidas à produção dos blindados Pandur II, devido à alteração do contrato original, assinado em Fevereiro de 2005. É que a GOM, empresa sucedânea da Bombardier, que ganhou a fabricação dos blindados em Portugal, foi posteriormente adquirida pela Fabrequipa por quatro milhões de euros.

Pedro Catarino, o novo presidente da Comissão de Contrapartidas, disse ontem que, na próxima semana, haverá uma reunião para “negociar” o aval. Destacou que se trata de um projecto “muito positivo” e que deve ser “apoiado”, por a fábrica poder continuar a fazer Pandur II para outros mercados, quando a encomenda portuguesa terminar, em 2010. A transferência de tecnologia da Áustria para a Fabrequipa poderá garantir a “sustentabilidade e maximização” dos benefícios do projecto para a economia nacional. A Fabrequipa garante que irá cumprir todas as contrapartidas.

Ausentes da cerimónia estiveram ainda os chefes de Estado Maior do Exército e Armada, a quem se destinam os blindados. Pelo contrário, marcaram presença sete embaixadores em Lisboa (entre eles o dos Estados Unidos) e fizeram-se representar outras quatro embaixadas.

Simões Marques, da equipa do Ministério da Defesa, que acompanhou a compra do substituto da Chaimite, disse ontem que o Pandur II é “o topo de gama em tecnologia dentro das nossas limitações financeiras”.

80% DE MATERIAIS PORTUGUESES

Francisco Pita garantiu ontem que as versões mais ‘básicas’ do Pandur II (como a ambulância ou transporte de tropas simples) vão ter “80% de materiais e tecnologia nacionais”. Comunicações e electrónica, software, bancos e cablagem, por exemplo, vêm de empresas portuguesas. “É quase tudo, menos o armamento, motores diesel, chapas de aço especial e pneus especiais anti-furo, que em Portugal ninguém produz”, referiu Francisco Pita. Segundo o responsável, as contrapartidas acordadas “serão cumpridas”, destacando a transferência a 100% da tecnologia, o que permitirá continuar a fabricar Pandur II depois de 2010. “Iremos apostar nos PALOP e Norte de África. Já temos um acordo com Marrocos para venda de peças para o tanque SK105”. O Pandur II ‘português’ irá ser mostrado em 2008 numa feira militar em Paris. “Queremos fazer da versão anfíbia o nosso trunfo”, assegura Francisco Pita.

PORMENORES

100 TRABALHADORES

O projecto emprega 100 trabalhadores, que passarão a 220 com a mudança de instalações prevista pela fábrica, permanecendo, porém, no Barreiro. Nenhum, no entanto, veio da Bombardier. Em 2004 o então ministro da Defesa, Paulo Portas, garantiu que os 190 trabalhadores da Bombardier iriam construir os blindados para não ficar no desemprego.

NÚMEROS

Portugal adquiriu 260 Pandur II (20 deles anfíbios para a Marinha) em 15 versões. A 16.ª (com uma peça de 105 mm) será um protótipo entregue ao Exército para testes – há uma opção no contrato para aquisição de 33 dessas unidades. O primeiro Pandur II será entregue em Agosto e 24 estarão no Exército até fim do ano. Em 2008 serão 112; no ano seguinte 213 e, em 2010, todos os 260 blindados estarão ao serviço.

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por Jiboia Cega » 15/1/2007 18:58

Epá, isto não pode ser! Então e depois como é que um gajo vai às perdizes, aos tordos, aos coelhos, etc?!

Não é com estas bazucas aqui do Keyser... :lol:
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por Resina » 15/1/2007 15:28

Hum muito bonitas..
Eu imagino quantas não desviam os tugas que lá trabalham para venderem por fora... :lol: :lol: :lol: :lol:
Se não podes vencê-los, o melhor mesmo é juntares-te a eles!
Porquê ir contra o mercado? Perdemos sempre!
És fraco, junta-te aos fortes!
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por Keyser Soze » 15/1/2007 15:23

A FN faz uma cenas curiosas:


FN P90 ( usada pelos GOE em Portugal....os Serviços Secretos americanos tb a usam )
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F2000 ( o Ministério do Interior de Timor Leste chegou a comprar algumas...como se o pais não tivesse melhor onde gastar o dinheiro)
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FN SCAR ( produzida para as Forças Especiais Norte Americanas, várias versões: capaz de disparar munições 5.56 mm ou 7.62 bem como 7.62 da AK 47 )
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Off -Browning ameaça deslocalizar fábrica de Viana

por mcarvalho » 15/1/2007 14:30

Se a moda "pega"... qualquer dia "ameaço" ir embora
se ...
um abraço
mcarvalho

in Jornal de Negócios


Browning ameaça deslocalizar fábrica de Viana do Castelo (act.)
A multinacional belga FN Hersatal, que produz as armas norte-americanas Browning e Winchester, adverte que se o projecto de ampliação da área fabril de Viana do Castelo não for aprovado, poderá deixar aquela unidade – onde emprega 380 trabalhadores – por falta de competitividade.

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Ana Torres Pereira
atp@mediafin.pt


(Actualiza com informação do sindicato)

A multinacional belga FN Hersatal, que produz as armas norte-americanas Browning e Winchester, adverte que se o projecto de ampliação da área fabril de Viana do Castelo não for aprovado, poderá deixar aquela unidade – onde emprega 380 trabalhadores – por falta de competitividade.

Em causa está um investimento de 10 milhões de euros, a aplicar até 2008 na modernização e adaptação da fábrica, de forma a reforçar a competitividade da fabrica de Viana no grupo, noticiou o "Diário de Noticias".

O estudo de impacte ambiental deste projecto está em consulta publica desde Dezembro, com a empresa a deixar bem clara a sua posição: "A não execução do projecto não permitiria a adaptação do tratamento de metais da Browning Viana às melhores técnicas disponíveis no mercado podendo, em ultimo caso, levar á deslocalização da empresa pelo grupo FN Herstal", refere o documento que o DN teve acesso.

Fonte da subsidiária nacional disse ao Jornal de Negócios Online que "a direcção está neste momento reunida" e que "reserva para mais tarde qualquer esclarecimento sobre a matéria".

O investimento prevê a construção de três pavilhões produtivos e a instalação de ujma nova linha de cromagem.

De acordo com o sindicato, a fábrica de armas, numa reunião com a comissão de trabalhadores da unidade da FN Herstal, negou o encerramento.

"A comissão de trabalhadores da fábrica reuniu-se hoje mesmo com a administração da empresa e o que lhe foi dito, categoricamente, é que não existe qualquer ameaça de deslocalização e que a ideia é a unidade continuar ali por muitos e longos anos", disse à Lusa Branco Viana, coordenador da União de Sindicatos de Viana do Castelo.
 
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