Caldeirão da Bolsa

A imaginação e competencia dos políticos..

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

in Diatio Económico

por mcarvalho » 11/1/2007 10:12

Produção de energia em Portugal subiu 45% entre 1990 e 2004
A produção de energia em Portugal aumentou 45% entre 1990 e 2004, mas o petróleo continua a ser a principal fonte primária utilizada, segundo dados hoje divulgados pela Comissão Europeia, em Bruxelas.

DE com Lusa

Em Portugal uma das principais fontes primárias de energia é a água, o que faz com que, juntamente com a energia produzida a partir da biomassa, 15% do total da energia consumida seja de origem renovável.

Este valor é mais do dobro da média dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE), que é de 6,0%.

O petróleo continua a ser a principal fonte de energia utilizada - 57%- seguindo-se as renováveis - 15%- e os combustíveis sólidos e o gás, ambos representando 13%.

A quase totalidade da energia consumida (83,6%, contra 50% de média na UE) está dependente da importação e, mais uma vez, o petróleo domina ao representar 69% das aquisições, seguido do gás com 15%, de combustíveis sólidos, (p.ex.carvão) com 14% e a electricidade que representa apenas dois por cento das importações de energia.

Outro dos pontos destacados por Bruxelas é o aumento do consumo final de energia, na ordem dos 80% entre 1990 e 2004.

A principal responsabilidade por esta subida é imputada ao sector dos transportes e da indústria - que representavam em 2004 um total de 72% da quota de energia consumida.

Os indicadores de 2004 mostram que o consumo de energia per capita em Portugal foi de 2.492 quilogramas equivalentes do petróleo (kgoe), enquanto que a média da UE foi de 3.689 kgoe per capita.


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Comentários

Daniel
Estao a ver??? Afinal portugal também tem coisas boas...

Luis
Não sei onde o daniel leu "coisas boas" neste artigo... aumento de produção de energia advem do "boom" de modernização dos ainda 20 anos de atraso (ou mais) que mantemos... Ora importa salientar que o modelo de produção de energia que o nosso país mantem é errado! Baseia-se nos combustiveis fosseis, aumento das importações e ambientalmente é um desastre! Não entendo porque é que acham que temos uma gasolina cara, recheada de uma carga fiscal excessiva... ó amigos... é porque é TODA, repito TODA... IMPORTADA!

vitor gomes
Não sei como o DE não faz acomparação de a EDP desde 1977 no tempo pós 25 abril e Estado português não era e não é, atravez da EDP eram feitos emprestimos para a modernisação da rede eléctrica de portugal norte a sul era necessário 20milhões de escudos(naquele tempo)a EDP tinha de se endividar com mais 40milhões para dar ao estado português e a divida 60milhões ficava na conta da EDP por isso têm de ter a energia mais cara, nem a concorrencia se aguenta pois a energia tem de ser cara
 
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por mcarvalho » 11/1/2007 10:09

UE/Energia 2007-01-10 15:20
Portugal falha objectivo de produção através de renováveis até 2010
A Comissão Europeia (CE) anunciou hoje que Portugal não vai conseguir alcançar o seu objectivo de produzir 39% do consumo bruto de electricidade a partir de energias renováveis em 2010.

Cristina Barreto com Lusa

Segundo os dados divulgados hoje por Bruxelas, a produção portuguesa de energia, que é realizada apenas a partir de fontes primárias renováveis, principalmente a água, tem-se afastado progressivamente do patamar estipulado.

Em relação ao uso de biocombustíveis, menos poluentes do que os combustíveis fósseis, ficou também por cumprir a meta de 1,15% de utilização, que deveria ter sido atingida em 2005.

Em termos de volume, esta percentagem representaria 50 mil toneladas de biodiesel e 15 mil de bioetanol.

A Comissão Europeia verificou ainda que a quota biocombustível representa praticamente zero por cento do total utilizado.

Em Portugal, uma das principais fontes primárias de energia é a água, o que implica que 15% do total da energia consumida seja de origem renovável.

Em 2004, de acordo com os dados de Bruxelas, 9869 gigawhatts por hora (GWh) de electricidade, num total de 12 214 GWh foram produzidos a partir de barragens, enquanto 1264 GWh foram produzidos através da biomassa.

Por outro lado, o uso de energia solar para aquecimento tem vindo a diminuir em Portugal, tendo registado uma redução na ordem dos 9% entre 1997 e 2004, de 11 quilotoneladas de equivalente de petróleo (ktep) para 6 ktep.

No entanto, a CE espera que as recentes alterações aos regulamentos de construção, que prevêem a introdução de sistemas de aquecimento por energia solar em determinados casos, invertam esta situação.

A utilização de energia geotérmica, como acontece na ilha de São Miguel, nos Açores, cresceu 37% no mesmo período de tempo, de 1 ktep para 9 ktep.

Como um bom exemplo do uso de fontes renováveis de energia, o Executivo comunitário destaca o programa Restart, no Porto, que prevê a reabilitação de edifícios degradados no centro histórico da cidade. A recuperação dos imóveis tem por base a utilização eficiente e sustentável de energias renováveis.
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Comentários

fr
A culpa é do............................advinhem..........BUSH

vitor gomes
Mas será que é a primeira vez que Portugal falha alguma coisa temos que ir há bruxa
 
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por mcarvalho » 11/1/2007 10:08

Energia 2007-01-10 15:45
Electricidade em Portugal é a quarta mais cara da UE
Os consumidores domésticos portugueses pagam as quartas tarifas de electricidade mais altas da União Europeia (UE), que ainda estão 24% acima da média, segundo dados revelados esta quarta-feira em Bruxelas pela Comissão Europeia.

Pedro Latoeiro com Lusa

Segundo a mesma fonte, também os preços da electricidade industrial estão acima da média europeia, mas apenas 8%.

O preço médio da electricidade para clientes domésticos foi de 0,13 euros por quilowatt por hora (kwh), em 2006, enquanto que a média europeia se registou em 0,10 euros kwh.

Em relação à abertura dos mercados, Bruxelas constata que os consumidores de electricidade puderam optar entre o mercado regulado ou o livre desde Setembro do ano passado.

Segundo os dados da Comissão Europeia, apenas 11% dos consumidores mudaram para o mercado competitivo, que continua a ser dominado pela EDP, com uma quota de 49,6%.

Em relação ao gás natural, só este ano a liberalização do mercado entra em vigor.

Esta liberalização será feita gradualmente, pelo que só no dia 1 de Janeiro de 2010 a totalidade de consumidores portugueses de gás natural poderá escolher o fornecedor.


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U.S.A
E o que e que e mais barato em Portugal em relacao aos outros paises da UE, respirar?
 
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por mcarvalho » 11/1/2007 9:41

Governo à procura de "solução" para manter director-geral impostos


11/01/2007


O Ministério das Finanças está à procura de uma "solução" para reconduzir o director-geral dos impostos, cujo mandato termina em Maio, sem criar "excepções legais", nomeadamente em relação ao seu vencimento, afirmou o ministro Teixeira dos Santos.

"A vontade é com certeza que ele se possa manter em funções, e farei todos os possíveis para que assim seja, mas obviamente não criando quaisquer entorses ou situações legais excepcionais para que isso seja possível", afirmou o ministro das Finanças, após a cerimónia de assinatura do contrato da concessão rodoviária da Grande Lisboa.

O principal obstáculo à recondução do actual director-geral, Paulo Macedo, tem sido o seu salário, significativamente acima do habitual para o cargo.

"Será dentro do quadro legal vigente que teremos que encontrar uma solução para este assunto, e não depende só do governo, dependerá da pessoa envolvida e da sua vontade", disse Teixeira dos Santos.

"O governo já exprimiu o apreço e reconhecimento pelo bom trabalho desenvolvido pelo director-geral e fará tudo o que estiver ao seu alcance, dentro do quadro legal vigente para poder permitir que possa continuar a desempenhar as mesmas funções, assim ele o queira também", frisou.
 
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por mcarvalho » 11/1/2007 9:38

Governo estuda novo imposto para evitar falência do SNS


11/01/2007


A comissão que estuda o actual modelo de financiamento do Serviço Nacional de Saúde vai propor ao Governo a criação de um novo imposto para garantir que o sistema não vá à falência.

De acordo com as informações recolhidas pelo "Diário Económico", esta é uma das principais novidades relativamente ao Relatório Intercalar de Progresso, apresentado aos ministros da Saúde e das Finanças no final de Agosto.

As propostas foram ontem discutidas numa reunião do grupo de peritos - onde estão três assessores dos ministros da Saúde e das Finanças, que voltará a reunir-se para acertar, em definitivo, as recomendações que irá fazer ao Governo, e que podem ainda ser alteradas.

No documento ontem debatido afirma-se que "caso venha a ocorrer uma insustentabilidade das contas públicas, o financiamento do SNS será garantido pelo Orçamento do Estado e por contribuições compulsórias definidas com base no rendimento, para a instituição que tem a seu cargo o seguro público complementar".

Este Fundo, no entanto, não tem ainda os contornos definidos. Certo é que, numa primeira fase, a intenção da comissão é que ele seja de adesão voluntária. A ideia é criar "um seguro complementar público, em que coberturas adicionais são garantidas contra o pagamento de contribuições, eventualmente ligadas ao rendimento, dos beneficiários que escolham esta cobertura complementar". No entanto, se a situação das contas da Saúde se mantiver no vermelho é que a comissão recomenda ao Governo que lance um novo imposto dedicado exclusivamente à Saúde.
 
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por mcarvalho » 11/1/2007 9:35

Reformas descongeladas nas carreiras acima de 40 anos


11/01/2007


As reformas antecipadas foram descongeladas para quem tenha mais de 40 anos de descontos, mesmo que não tenha os 65 anos de idade previstos na lei. O Governo inscreveu na lei do Orçamento do Estado para 2007 um artigo, que retira do congelamento todos aqueles que já reúnam condições para a pensão sem penalizações.

Segundo o "Diário de Notícias", a nova disposição está em vigor desde Janeiro e visa acudir à situação daqueles que, apesar de já reunirem condições para se reformarem antes dos 65 anos - porque começaram a trabalhar muito cedo - não o podiam fazer, uma vez que a possibilidade de antecipação da reforma estava congelada desde Agosto de 2005.

Todos os restantes casos de reforma antecipada continuarão suspensos até que o Governo aprove os novos regimes da flexibilidade na idade de acesso à pensão, que só deverão entrar em vigor em Abril, disse ao DN fonte oficial do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social.

Este "descongelamento" não representa, no entanto, uma benesse, na medida em que o saldo entre a idade e os anos de descontos ou é neutro ou mesmo desfavorável a quem se reforma com carreiras muito longas.

Quem se pode então reformar já, sem penalizações? Em informação prestada ao DN, o Ministério esclarece que quem tiver 64 anos de idade pode aposentar-se, antecipadamente, desde que reuna uma carreira contributiva de 42 anos. Se o quiser fazer aos 63 anos deverá contar com 44 anos de carreira e se planear a reforma para os 62 anos, primeiro terá de completar 46 anos de contribuições. A lógica é a de que quanto menor a idade de aposentação, maior terá de ser a carreira para no âmbito deste regime se conseguir eliminar a penalização.

O regime aplicável é o que está previsto no Decreto-lei 9/99, que prevê uma taxa de penalização de 4,5% por cada ano de antecipação face à idade legal, mas que limita essa possibilidade a um mínimo de 55 anos de idade e de 30 anos de contribuições. Mas no seu artigo 38º, o Decreto-l ei estipula que quando o beneficiário tiver mais de 30 anos de descontos, a penalização é reduzida em 1 ano por cada grupo de três anos de descontos acima dos 30 anos de descontos.
 
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A imaginação e competencia dos políticos..

por mcarvalho » 11/1/2007 9:33

in BPI
Temos o gás mais caro da União e a luz está 24% acima da média


11/01/2007


Na apresentação de um pacote de 12 documentos com as premissas de uma futura política para o sector energético 100% comunitária, a Comissão Europeia passou ontem em revista o estado dos mercados nacionais do gás e electricidade.

No caso português, refere hoje o "Jornal de Notícias", o balanço é mitigado se nas energias renováveis, sobretudo hidrológica e biomassa, há a registar progressos consideráveis traduzidos num crescimento de 45% desde 1990, ao nível da estrutura dos mercados constatam-se problemas de concorrência entre antigos e novos operadores.

À luz do grande objectivo de criação do Mercado Único Europeu, cuja efectivação está dependente do acolhimento que lhe dispensarem os chefes de Estado ou de governos dos Vinte e Sete já em Março próximo, Bruxelas levou a cabo um inquérito aprofundado ao longo do último ano e meio. Com base no qual conclui que os preços da electricidade para o sector doméstico em Portugal estão cerca de 24% acima da média comunitária, sendo actualmente os quartos mais elevados na União Europeia (UE).

Da mesma forma, os preços para a indústria encontram-se aproximadamente 8% acima das médias da UE-15 e UE-25, embora sejam inferiores, em termos absolutos, aos preços para o sector doméstico.

Temos o gás mais caro

Já os preços do gás para o sector doméstico são os mais elevados entre os estados-membros - cerca de 38% acima da média europeia. Por sua vez, os preços do gás para a indústria encontram-se aproximadamente 7% abaixo das médias da UE-15 e UE-25. As tarifas para os industriais também são inferiores em termos absolutos aos aplicados aos domésticos. Um sector do gás "dominado pela Galp", que a Comissão classifica como "uma empresa monopolista, integrada verticalmente".

Bruxelas também constata que o país "tem-se afastado cada vez mais dos objectivos" em matéria de energias renováveis (que deveriam representar, em 2010, 39% do consumo bruto de electricidade). "Em part e não totalmente realistas", como comprova o facto de a parte dessas energias na satisfação das necessidades energéticas ter diminuído em 38,5%, em 1997, e em 23,84%, em 2004.

No sector da electricidade, a EDP continua a deter 49,6% da quota de mercado com a agravante, para a Comissão, de ter também a maior quota de mercado de abastecimento a retalho. No total, existem 31 empresas abastecedoras em Portugal, mas a maioria detém quotas de mercado irrelevantes, lamenta.

A Rede Eléctrica Nacional tem um estatuto de comprador único ao abrigo de um regime de contratos de longa-duração celebrados com os produtores domésticos, sendo a energia predominantemente vendida a clientes ligados à rede de distribuição do grupo EDP. Uma situação que, segundo Bruxelas, "limita muito" uma concorrência sã.

O grau de interconexão em Portugal permanece inferior ao limite de pelo menos 10% (em 2005) fixado em 2002 pelo Conselho Europeu de Barcelona. Por outro lado, coexistem aqui dois sistemas de preços. Um de valores livremente negociados entre fornecedores e clientes, outro de tarifas ao consumidor que são reguladas. Mas quando os estados, o que sucedeu recentemente em Portugal, cedem à tentação das tarifas baixas fixadas artificialmente, então estas "têm efeitos adversos para a concorrência no imediato, e para os próprios consumidores a longo prazo".

Tudo isto constitui, para Bruxelas, a prova de que o mercado português está, tal como outros mercados da UE, excessivamente concentrado, investindo pouco na modernização e expansão das capacidades de produção. O que afugenta potenciais novos investidores.
 
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