SOARES DA COSTA: mais uma OPA recusada?
Re
zé povinho Escreveu:a Associação de Investidores não desiste de tentar levar a CMVM a não aceitar o preço oferecido pelas acções ordinárias.
Só que a CMVM não lhes ligou nenhuma e a OPA foi registada e já está a decorrer desde o dia 08 de Janeiro.
Sempre me pareceu que era muito difícil, senão impossível, contestar a questão do preço.
As acções ordinárias estão cotadas em bolsa e o preço oferecido é superior à média ponderada dos últimos 6 meses". Portanto cumpre a lei.
As acções preferenciais não transaccionam em bolsa há uma data de anos. Pode-se dizer que na "ausência de dividendos" elas valem o mesmo que as ordinárias. O oferente não podia era oferecer MENOS por elas... Mas nada o impede de oferecer MAIS.
E até ofereceu o mesmo que tinha pago por elas o que também cumpre a lei pois representa o valor máximo das transacções que efectuou nos últimos 6 meses.
O problema reside em existirem duas espécies de acções.
Mas isso é legal, foi aceite pelos accionistas e não foi contestado judicialmente, foi aceite pela CMVM.
Não pode ser contestado uma data de anos depois...
JAS
Na Bolsa como no Poker há que ter uma boa mão...
preço da OPA 0.8 ?
EH EH o Fino vai ter que aumentar o preço !
Ja no passado um banco citou este facto, sendo que um valor de 0.8 seria plausivel.
o rebentar da resistencia dos 0.70 pode ser uma pista de alguém que sabe um pouco mais sobre o assunto !!!

Ja no passado um banco citou este facto, sendo que um valor de 0.8 seria plausivel.
o rebentar da resistencia dos 0.70 pode ser uma pista de alguém que sabe um pouco mais sobre o assunto !!!
- Mensagens: 493
- Registado: 26/2/2006 10:26
a Associação de Investidores não desiste de tentar levar a CMVM a não aceitar o preço oferecido pelas acções ordinárias.
ler aqui:
http://www.associacaodeinvestidores.com/pdf/ci4.zip
ler aqui:
http://www.associacaodeinvestidores.com/pdf/ci4.zip
Re
lfvc1 Escreveu:A dívida de Angola (aproximadamente 48 M€, estava provisionada a 65 % pois esse era o cenário mais desfavorável que poderia acontecer relativo ao seu recebimento (protocolo com o estado português que previa receber 35% da dívida). Aliás as contas do 1 semestre de 2005 foram sujeitas a uma correcção para contemplar esta provisão.
Assim é que eu gosto de discutir... Com alguém que sabe os números.
O teu número da provisão dos 65% é lógica.
Mas o valor da dívida que indicas para a dívida está errado.
A SCO vai receber 32ME e, portanto, a dívida seria de 64ME.
Provavelmente terás visto apenas os 24ME, a receber já, mas ainda há mais (ME a receber até ao final de Janeiro.
Receber dívidas incobráveis ou muito antigas é sempre bom pois um dos grandes problemas das nossas empresas é a falta de liquidez por os clientes pagarem mal.
Semanário Económico Escreveu:Aveiro, Coimbra, Figueira da Foz, Guarda, Maia e Vila do Conde, são apenas algumas das autarquias que ficam a dever às empresas de construção durante mais de um ano e, em casos-limite, atingem mesmo os dois anos. O total das dívidas ultrapassa já os 550 milhões de euros que somados aos 1500 milhões de dívidas da administração pública atiram a dívida total do sector público às empresas para mais de 2000 milhões de euros. Ainda assim, esta estimativa fica aquém do valor real das dívidas totais da administração central e das autarquias, uma vez que só estão contabilizadas as dívidas das autarquias às empresas de construção. No caso do Estado só estão contabilizadas dívidas superiores a cinco mil euros a 6550 fornecedores.
A dívida de Angola ao conjunto SCO-TDU-Mota era de apenas 140ME.
A dívida de Portugal às empresas de Construção Civil é de 2.000ME.
O nosso Ministro das Finanças devia pensar num esquema semelhante.
O pessoal ficou tão eufórico com o perdão...
Um abeaço,
JAS
Na Bolsa como no Poker há que ter uma boa mão...
Caro JAS:
A dívida de Angola (aproximadamente 48 M€, estava provisionada a 65 % pois esse era o cenário mais desfavorável que poderia acontecer relativo ao seu recebimento (protocolo com o estado português que previa receber 35% da dívida). Aliás as contas do 1 semestre de 2005 foram sujeitas a uma correcção para contemplar esta provisão.
Agora a SC recebeu 24 M€ em vez dos 17 que estava à espera receber. Automaticamente saem de provisões 7 M€ que deverão ser reflectidos nos lucros de 2007. Mas mais importante do que isso é o facto de antes a SC ter como activo 17 M€ a receber do estado angolano (que tem uma “certa” fama de caloteiro) e agora ter 24 M€ fresquinhos que estão na conta bancária da Soares da Costa e que podem ser investidos.
È a diferença entre ter 24 contos na minha conta bancária ou 17 emprestados a um vizinho que tem fama de não pagar a ninguém.
A dívida de Angola (aproximadamente 48 M€, estava provisionada a 65 % pois esse era o cenário mais desfavorável que poderia acontecer relativo ao seu recebimento (protocolo com o estado português que previa receber 35% da dívida). Aliás as contas do 1 semestre de 2005 foram sujeitas a uma correcção para contemplar esta provisão.
Agora a SC recebeu 24 M€ em vez dos 17 que estava à espera receber. Automaticamente saem de provisões 7 M€ que deverão ser reflectidos nos lucros de 2007. Mas mais importante do que isso é o facto de antes a SC ter como activo 17 M€ a receber do estado angolano (que tem uma “certa” fama de caloteiro) e agora ter 24 M€ fresquinhos que estão na conta bancária da Soares da Costa e que podem ser investidos.
È a diferença entre ter 24 contos na minha conta bancária ou 17 emprestados a um vizinho que tem fama de não pagar a ninguém.
- Mensagens: 117
- Registado: 16/7/2006 17:40
JAS
“Se isso fosse bom para as empresas, e/ou aumentasse a sua cotação, por certo que o nosso Ministro das Finanças já se teria lembrado de propor às Farmácias o perdão de 50% da dívida do Estado...”
Touro
“
Quanto às farmácias, é uma falácia considerar que o Estado tem dívidas às mesmas. Considerá-las incobráveis é dupla falácia. O Estado não deve às Farmácias, tem é um empréstimo junto da ANF, que paga às famácias e cobra juros ao Estado com taxas acima do mercado.
O Estado já quis pagar na totalidade, sublinho totalidade, não metade, transferindo o empréstimo para outro banco a taxas mais baixas e a ANF não quis.”
JAS
“Tu acreditas que o Estado queria pagar? E que não pagou porque a Associação não deixou?
Eu não gosto nada do monopólio das Farmácias, não gosto nada daquela Associação, etc, etc, mas essa de dizeres que o Estado anda a reboque deles parece-me um exagero...
O problema do Estado é que se fizesse um empréstimo a um Banco para pagar a dívida isso entrava logo no deficit.
Assim talvez não entre totalmente...”
Acho q estão aqui todas a citações que incluem as Farmácias. Gostava de saber qual é a vossa fonte de informação, e como conseguem falar com tantas certezas de um sector que aparentemente desconhecem totalmente.
Antes um pequeno alerta, se a vossa preocupação é como contribuintes então lembrem-se das dívidas à Industria Farmacêutica. Não sei se sabem mas nos preços dos medicamentos cerca de 70% é da industria, nas farmácias ficam 19,25% ( e vai baixar) e o resto na distribuição. Tlz o governo esteja a atacar na fatia mais pequena…
Qto às dívidas às Farmácias. Todos sabemos que o Estado é um péssimo pagador. Todos, ou pelo menos deviam saber, que as Farmácias Portuguesas são um exemplo na qualidade, acessibilidade e quantidade de serviços prestados às populações. Em termos de inquéritos de qualidade só mm as clínicas privadas conseguem ter níveis de satisfação equivalentes. Estando na Beira Baixa, em Lisboa, no interior Alentejano… temos sempre acesso a uma Farmácia com preços equivalentes e serviços de excelência. Achariam justo uma Farmácia no interior cobrar mais a populações mais pobres porque simplesmente a concorrência será sempre menor qq q seja o enquadramento legal para instalação de Farmácias? As Farmácias têm inúmeros protocolos de colaboração com o MS que permitem níveis de Saúde Pública elevados e que dificilmente seriam possíveis se fossem entregues às instituições públicas… Estes serviços têm custos para as Farmácias mas não são cobrados aos utentes (em alguns casos cobra-se uma parte menor do mm) nem ao Estado.
Não quero tornar o post demasiado extenso mas já olharam para a realidade de países que tinham a mm legislação que em Portugal e entretanto alteraram? Resumidamente o caso da Noruega: menor número de Farmácias, concentração nos centros urbanos e abandono das zonas rurais, 3 proprietários para todas as farmácias excepto 8… A EU está a pressionar o governo espanhol para alterar as leis relativas ao sector e a resposta deste foi negativa pois a situação actual defende os interesses da população e permite manter níveis de Saúde Pública que de outra forma seriam impossíveis.
Uma nota final. No sector da saúde em Portugal existem imensas falhas, os serviços médicos ao público “normal” vão piorar com a saída dos melhores profissionais para estruturas privadas, continuam as queixas na acessibilidade às consultas e cirurgias, a Ind Farmacêutica forma carteis que permitem inflacionar preços de medicamentos fornecidos aos Hospitais… As Farmácias são reconhecidos exemplos de qualidade. A Associação Nacional de Farmácias soube crescer, tornou-se uma instituição respeitada e com voz activa nos problemas da Saúde, soube crescer não só para os seus associados mas também para a população. Então porque começar as medidas na Saúde pelo sector que é exemplar?
Podem passar pelo site da ANF e ver a diversidade de projectos e empresas que foram criadas para fornecimento de serviços ligados à área que até então não existiam em Portugal.
Nota: sou estudante estagiário de Ciências Farmacêuticas e este post apesar de off topic vêm na sequência de diversas situações em que me apercebo que a generalidade das pessoas se encontra mal informada e influenciada por uma comunicação social por vezes pouco isenta ou profissional.
“Se isso fosse bom para as empresas, e/ou aumentasse a sua cotação, por certo que o nosso Ministro das Finanças já se teria lembrado de propor às Farmácias o perdão de 50% da dívida do Estado...”
Touro
“
Quanto às farmácias, é uma falácia considerar que o Estado tem dívidas às mesmas. Considerá-las incobráveis é dupla falácia. O Estado não deve às Farmácias, tem é um empréstimo junto da ANF, que paga às famácias e cobra juros ao Estado com taxas acima do mercado.
O Estado já quis pagar na totalidade, sublinho totalidade, não metade, transferindo o empréstimo para outro banco a taxas mais baixas e a ANF não quis.”
JAS
“Tu acreditas que o Estado queria pagar? E que não pagou porque a Associação não deixou?
Eu não gosto nada do monopólio das Farmácias, não gosto nada daquela Associação, etc, etc, mas essa de dizeres que o Estado anda a reboque deles parece-me um exagero...
O problema do Estado é que se fizesse um empréstimo a um Banco para pagar a dívida isso entrava logo no deficit.
Assim talvez não entre totalmente...”
Acho q estão aqui todas a citações que incluem as Farmácias. Gostava de saber qual é a vossa fonte de informação, e como conseguem falar com tantas certezas de um sector que aparentemente desconhecem totalmente.
Antes um pequeno alerta, se a vossa preocupação é como contribuintes então lembrem-se das dívidas à Industria Farmacêutica. Não sei se sabem mas nos preços dos medicamentos cerca de 70% é da industria, nas farmácias ficam 19,25% ( e vai baixar) e o resto na distribuição. Tlz o governo esteja a atacar na fatia mais pequena…
Qto às dívidas às Farmácias. Todos sabemos que o Estado é um péssimo pagador. Todos, ou pelo menos deviam saber, que as Farmácias Portuguesas são um exemplo na qualidade, acessibilidade e quantidade de serviços prestados às populações. Em termos de inquéritos de qualidade só mm as clínicas privadas conseguem ter níveis de satisfação equivalentes. Estando na Beira Baixa, em Lisboa, no interior Alentejano… temos sempre acesso a uma Farmácia com preços equivalentes e serviços de excelência. Achariam justo uma Farmácia no interior cobrar mais a populações mais pobres porque simplesmente a concorrência será sempre menor qq q seja o enquadramento legal para instalação de Farmácias? As Farmácias têm inúmeros protocolos de colaboração com o MS que permitem níveis de Saúde Pública elevados e que dificilmente seriam possíveis se fossem entregues às instituições públicas… Estes serviços têm custos para as Farmácias mas não são cobrados aos utentes (em alguns casos cobra-se uma parte menor do mm) nem ao Estado.
Não quero tornar o post demasiado extenso mas já olharam para a realidade de países que tinham a mm legislação que em Portugal e entretanto alteraram? Resumidamente o caso da Noruega: menor número de Farmácias, concentração nos centros urbanos e abandono das zonas rurais, 3 proprietários para todas as farmácias excepto 8… A EU está a pressionar o governo espanhol para alterar as leis relativas ao sector e a resposta deste foi negativa pois a situação actual defende os interesses da população e permite manter níveis de Saúde Pública que de outra forma seriam impossíveis.
Uma nota final. No sector da saúde em Portugal existem imensas falhas, os serviços médicos ao público “normal” vão piorar com a saída dos melhores profissionais para estruturas privadas, continuam as queixas na acessibilidade às consultas e cirurgias, a Ind Farmacêutica forma carteis que permitem inflacionar preços de medicamentos fornecidos aos Hospitais… As Farmácias são reconhecidos exemplos de qualidade. A Associação Nacional de Farmácias soube crescer, tornou-se uma instituição respeitada e com voz activa nos problemas da Saúde, soube crescer não só para os seus associados mas também para a população. Então porque começar as medidas na Saúde pelo sector que é exemplar?
Podem passar pelo site da ANF e ver a diversidade de projectos e empresas que foram criadas para fornecimento de serviços ligados à área que até então não existiam em Portugal.
Nota: sou estudante estagiário de Ciências Farmacêuticas e este post apesar de off topic vêm na sequência de diversas situações em que me apercebo que a generalidade das pessoas se encontra mal informada e influenciada por uma comunicação social por vezes pouco isenta ou profissional.
Re
Touro Escreveu:A Soares da Costa tem fortes perspectivas de crescimento, 50% ao ano até 2008, o que dá um valor da cotação de cerca de 1 euro para 2007 e 1,44 euros para 2008.
Não sei onde foste buscar essa taxa de crescimento de 50% ao ano.
Se estás a falar de aumento de 50% das vendas estarás certamente enganado pois a esse ritmo ela tornar-se-ia a maior empresa portuguesa e não me parece que a perspectiva seja subir no ranking.
Se estás a falar em aumento de resultados até podem ser 1000% ao ano pois tem dado prejuízos não distribuindo dividendos há muitos, muitos, anos.
Aumento de Resultados não assegura aumento de cotações na mesma proporção.
Touro Escreveu:Se não se quiser ou não se puder ir à assembleia geral há sempre a possibilidade de se fazer representar.
O que tem igulamente custos pois os bancos cobram bem por essas cartinhas a certificar que temos acções.
Touro Escreveu:Na hipótese da Investifino querer 'secar' o título em Bolsa, isso, a meu ver, só iria contribuir para o aumento dos preços. Pois a oferta seria menor para uma procura crescente devido aos bons fundamentais.
Foi isso que aconteceu na MOC?
E não estou de acordo que a SCO tenha assim tão bons fundamentais...
Touro Escreveu:Não podemos pensar em termos Nacionais, elas têm obras no estrangeiro. A economia de Angola, por exemplo, este ano cresceu 25%, e lá as estradas ainda são de terra batida.
O facto da economia de Angola crescer 25% ao ano não assegura que a SCO cresça 50% como tu esperas.
Os custos operacionais também crescerão por lá e, além disso, começa a haver muito mais concorrência.
E como cá não crescemos a esse ritmo, a componente da facturação nacional, contribui muito pouco.
Touro Escreveu:Quanto às farmácias, é uma falácia considerar que o Estado tem dívidas às mesmas. Considerá-las incobráveis é dupla falácia. O Estado não deve às Farmácias, tem é um empréstimo junto da ANF, que paga às famácias e cobra juros ao Estado com taxas acima do mercado.
Quando falei das farmáciais estava a brincar com a questão do perdoar as dívidas.
Mas não é falácia nenhuma considerar que o Estado deve às Farmácias pois o Estado deve à Associação que cobra juros ao Estado.
(o Estado DEVE, não tem um empréstimo)
Touro Escreveu:O Estado já quis pagar na totalidade, sublinho totalidade, não metade, transferindo o empréstimo para outro banco a taxas mais baixas e a ANF não quis.
Tu acreditas que o Estado queria pagar? E que não pagou porque a Associação não deixou?
Eu não gosto nada do monopólio das Farmácias, não gosto nada daquela Associação, etc, etc, mas essa de dizeres que o Estado anda a reboque deles parece-me um exagero...
O problema do Estado é que se fizesse um empréstimo a um Banco para pagar a dívida isso entrava logo no deficit.
Assim talvez não entre totalmente...
Touro Escreveu:Além disso, as empresas conhecendo o governo angolano já incluem esse risco nas propostas.
Que as margens eram grandes não tenho qualquer dúvida.
Mas também sei os elevados custos que por lá havia para se ganharem as obras...
De qualquer forma teriam que ter margens líquidas de 100% para o perdão de 50% da dívida dar resultado nulo (custar 50, vender por 100 e perdoar 50).
E na Construção Civil não há margens líquidas dessas nem em Angola.
Portanto andaram por lá a trabalhar uma data de anos e tiveram prejuízo.
No entanto e, na minha opinião, até podemos considerar isso "um custo de instalação para um negócio com boas perspectivas futuras" e, sob esse ponto de vista, é bastante positivo.
Um abraço,
JAS
Na Bolsa como no Poker há que ter uma boa mão...
Caro Jas, depois de ler atentamente toda a tua opinião e todos os pontos, pois prezo muito a tua opinião, fiquei com a sensação que estás crente que a opa se vai mesmo realizar ao valor de .70€ por acção, certo?
Pergunto ainda, se alguém quizer responder, o que acham das construtoras Teixeira Duarte, Mota Engil Soares da Costa na 2ª feira.
A minha opinião é:
TDU - Sobe na abertura mas recua logo em correcção, pois acho que já subiu o que tinha a subir;
Mota - Subirá uma boa percentagem, pois se a tdu e sco subiram com o dinheiro de angola, tb esta terá o mesmo caminho, outro factor é a C&H que mostra o gráfico;
SCO - Não faço a mínima, pois das 3, é a unica que está sob uma opa e tem sido controladíssima ao valor da mesma e ainda porque tenho em carteira. Eu entrei nesta última ao (agora gora pensar, estúpido) valor de .75, pois acreditei numa boa subida, depois de todas as boas notícias que saíram depois da opa, (eg.bons resultados, price targets, entre outras), fiando-me no que tinha subido a TDU com os dinheiro que vieram de angola, no entanto, a tdu fecha em maximos (intraday e historico) e a sco não(apesar da valorização de 5,8% atingiu os .76 que daria 10.14%), de modo que realmente estou crente que caia logo pro valor da opa, e lá vou eu ficar com o dinheiro empatado uma boa temporada...
Bom, espero opiniões!!
Boa continuação!!
Pergunto ainda, se alguém quizer responder, o que acham das construtoras Teixeira Duarte, Mota Engil Soares da Costa na 2ª feira.
A minha opinião é:
TDU - Sobe na abertura mas recua logo em correcção, pois acho que já subiu o que tinha a subir;
Mota - Subirá uma boa percentagem, pois se a tdu e sco subiram com o dinheiro de angola, tb esta terá o mesmo caminho, outro factor é a C&H que mostra o gráfico;
SCO - Não faço a mínima, pois das 3, é a unica que está sob uma opa e tem sido controladíssima ao valor da mesma e ainda porque tenho em carteira. Eu entrei nesta última ao (agora gora pensar, estúpido) valor de .75, pois acreditei numa boa subida, depois de todas as boas notícias que saíram depois da opa, (eg.bons resultados, price targets, entre outras), fiando-me no que tinha subido a TDU com os dinheiro que vieram de angola, no entanto, a tdu fecha em maximos (intraday e historico) e a sco não(apesar da valorização de 5,8% atingiu os .76 que daria 10.14%), de modo que realmente estou crente que caia logo pro valor da opa, e lá vou eu ficar com o dinheiro empatado uma boa temporada...
Bom, espero opiniões!!
Boa continuação!!
"Na vida nunca se deveria cometer duas vezes o mesmo erro: há bastante por onde escolher..."
(Bertrand Russel)
http://quarto.blog.com/
(Bertrand Russel)
http://quarto.blog.com/
Caro JAS,
A Soares da Costa tem fortes perspectivasa de crescimento, 50% ao ano até 2008, o que dá um valor da cotação de cerca de 1 euro para 2007 e 1,44 euros para 2008.
Se não se quiser ou não se puder ir à assembleia geral há sempre a possibilidade de se fazer representar.
Na hipótese da Investifino querer 'secar' o título em Bolsa, isso, a meu ver, só iria contribuir para o aumento dos preços. Pois a oferta seria menor para uma procura crescente devido aos bons fundamentais. Não podemos pensar em termos Nacionais, elas têm obras no estrangeiro. A economia de Angola, por exemplo, este ano cresceu 25%, e lá as estradas ainda são de terra batida.
Julgo que estas dívidas do perdão estejam como provisões, e de facto trata-se de entrada de dinheiro considerado já perdido. Isso é positivo.
Quanto às farmácias, é uma falácia considerar que o Estado tem dívidas às mesmas. Considerá-las incobráveis é dupla falácia. O Estado não deve às Farmácias, tem é um empréstimo junto da ANF, que paga às famácias e cobra juros ao Estado com taxas acima do mercado.
O Estado já quis pagar na totalidade, sublinho totalidade, não metade, transferindo o empréstimo para outro banco a taxas mais baixas e a ANF não quis.
Este caso das farmácias não tem nada a ver com o caso de dívidas incobráveis. No caso das incobráveis considero positivo o que foi feito com Angola. É melhor receber metade agora, do que ter a possibilidade remota de receber tudo não se sabe quando.
Além disso, as empresas conhecendo o governo angolano já incluem esse risco nas propostas.
A Soares da Costa tem fortes perspectivasa de crescimento, 50% ao ano até 2008, o que dá um valor da cotação de cerca de 1 euro para 2007 e 1,44 euros para 2008.
Se não se quiser ou não se puder ir à assembleia geral há sempre a possibilidade de se fazer representar.
Na hipótese da Investifino querer 'secar' o título em Bolsa, isso, a meu ver, só iria contribuir para o aumento dos preços. Pois a oferta seria menor para uma procura crescente devido aos bons fundamentais. Não podemos pensar em termos Nacionais, elas têm obras no estrangeiro. A economia de Angola, por exemplo, este ano cresceu 25%, e lá as estradas ainda são de terra batida.
Julgo que estas dívidas do perdão estejam como provisões, e de facto trata-se de entrada de dinheiro considerado já perdido. Isso é positivo.
Quanto às farmácias, é uma falácia considerar que o Estado tem dívidas às mesmas. Considerá-las incobráveis é dupla falácia. O Estado não deve às Farmácias, tem é um empréstimo junto da ANF, que paga às famácias e cobra juros ao Estado com taxas acima do mercado.
O Estado já quis pagar na totalidade, sublinho totalidade, não metade, transferindo o empréstimo para outro banco a taxas mais baixas e a ANF não quis.
Este caso das farmácias não tem nada a ver com o caso de dívidas incobráveis. No caso das incobráveis considero positivo o que foi feito com Angola. É melhor receber metade agora, do que ter a possibilidade remota de receber tudo não se sabe quando.
Além disso, as empresas conhecendo o governo angolano já incluem esse risco nas propostas.
Cumprimentos,
Touro
Touro
- Mensagens: 1347
- Registado: 5/11/2002 14:09
- Localização: Porto
Re: SOARES DA COSTA: mais uma OPA recusada?
Touro Escreveu:A questão relevante, e que já foi levantada, é se o oferente conseguirá ou não o número de acções necessárias para retirar a empresa de Bolsa. Eu penso que a este preço não conseguirá.
Não me parece que o "retirar da bolsa" seja um facto relevante.
Podemos considerar que esta OPA foi lançada por mera obrigação legal da mesma forma que a SNC foi obrigada a também lançar uma OPA à PTM.
No caso da PTM, a SNC não precisa de mais nenhuma acção pois adquire o seu controle se comprar a PTC e, portanto, oferece um baixo valor.
No caso da SCO a InvestiFino já domina a empresa com as acções que tem, não precisa de comprar mais nenhuma.
Touro Escreveu:Assim sendo, não haverá lugar a OPA potestativa, e as acções irão continuar no mercado. Quem a quiser tirar do mercado terá de pagar mais.
Pois... Mas se não a quiserem tirar da bolsa não terão que pagar mais...
Também tens que pensar que o free-float pode diminuir substancialmente e que é natural que, depois da opa, este vá sendo absorvido aos poucos pelo opante sem elevar a cotação.
Tudo depende da percentagem obtida através da opa.
Touro Escreveu:Prevejo que as acções, uma vez livres da OPA, continuarão o seu caminho ascendente, à semelhança do que se passou com o caso Ibersol.
Acho os casos muito diferentes.
A Ibersol está no ramo da fast-food com uma boa implantação num mercado em expansão.
A Soares da Costa está num ramo de actividade bastante afectado pela falta de obras do Estado e onde não se antevê, nos próximos anos, que volte a haver "os tempos das vacas gordas" com os milhões da CEE que era preciso gastar de qualquer maneira.
scpnuno Escreveu:Mas, para vender patrimonio, são precisos 2/3 (ou 66%) - e aqui é que eu questiono o interesse ou não de manter acções da SCO se a OPA não resultar.
Para vender património basta a decisão do Conselho de Administração.
Essa cláusula dos 2/3 só se aplica enquanto a Empresa está sob um opa e precisa de convocar uma AG para o efeito.
Mas é evidente que quem compra uma empresa não irá vender património ao desbarato pois estaria a desbaratar o seu próprio capital.
E, com certeza, que não entrará em esquemas de "gestão danosa".
Elder Escreveu:há fundos que tinham zero acções antes do anuncio da OPA e que agora já têm mais de 1 milhão de acções em carteira (basta ver nas carteiras detalhadas em www.cmvm.pt). E não deve ser para vender na OPA de certeza...
Para um pequeno investidor pode não haver nenhum interesse em comprar a 0,68 para vender a 0,70 pois os 2 cêntimos multiplicados por um pequeno número de acções não pagam as comissões nem o trabalho.
Mas para um Fundo, com excesso de liquidez, esse negócio faz sentido pois assegura uma retribuição do capital sem qualquer risco.
1M de acções da SCO são uns meros 700.000 euros e não têm grande significado para um Fundo.
Portanto discordo totalmente da tua opinião e acho que esses Fundos compraram especificamente para venderem na opa.
Touro Escreveu:De facto são necessários, como dizes, sempre 90% dos direitos de voto. Não há perigo de se ficar com acções sem ter a quem as vender.
Na teoria será assim mas na prática pode não ser...
Se tu tiveres apenas 2 ou 3000 acções da SCO provavelmente não te darás ao trabalho de ir às Assembleias no Porto e portanto "não votarás desfavoravelmente as deliberações".
E se não votares ninguém fica obrigado a comprá-las.
Já houve muitos casos em Portugal de tipos entalados por não terem vendido nas potestativas.
De qualquer forma esse cenário ainda está muito longínquo, se vier a ocorrer, pelo que nem sequer deve influir numa decisão de venda ou não venda na presente opa.
lfvc1 Escreveu:Faço notar que esta avaliação foi feita antes da negociação da dívida. A empresa tem agora 24 milhões de euros de dinheiro fresco (o que dá mais 15 cêntimos por acção)
A empresa tem agora mais liquidez mas isso pode não significar aumento de valor pois depende de como estava contabilizada a dívida.
1º caso:
A dívida era muito antiga e a empresa já tinha constituído equivalentes provisões para "dívidas de cobrança duvidosa".
Nesse caso o pagamento de 50% da dívida abate essa provisão e vai parar a resultados extraordinários.
A empresa aumenta lucros e deve aumentar de valor.
2º caso
A dívida era mais recente e ainda estava nas normalíssimas "dívidas de clientes".
Nesse caso o perdão de 50% da dívida provoca um prejuízo no corrente exercício de idêntico valor e a empresa perde valor.
3º caso
A dívida tem uma parte antiga abrangida pelo 1º caso e tem uma parte mais recente abrangida pelo 2º caso.
Depende das percentagens mas o resultado final é nulo, ou de pouco interesse, e a empresa não perde nem ganha valor.
Julgo que a dívida de Angola à SCO já é muito antiga mas não tenho elementos para te esclarecer qual o caso aplicável à SCO (nem às outras duas).
Angola sempre foi um mau pagador mas não estou ao corrente da tecnica que usavam.
- Se eles foras usando o método de ir pagando por "antiguidade de facturas", a SCO pode estar no 2ºcaso.
- Se eram umas questões antigas, estilo discussão de trabalhos a mais, pode ser que o acordo esteja contemplado no 1º caso.
De qualquer forma não te convenças, nem convenças ninguém, que o perdão das dívidas por parte das empresas é um negócio da China.
Mesmo quando as dívidas são antigas, e foi constituída uma provisão, essa provisão foi abatida aos lucros e muitas vezes implicou que a empresa apresentasse prejuizos nesse ano.
Se isso fosse bom para as empresas, e/ou aumentasse a sua cotação, por certo que o nosso Ministro das Finanças já se teria lembrado de propor às Farmácias o perdão de 50% da dívida do Estado...
Bom fim de semana,
JAS
Na Bolsa como no Poker há que ter uma boa mão...
Avaliação
.
Na realidade o documento da avaliação da Caixa aponta para um valor de 1.20 € por acção, o que está perto do que eu penso que elas valem (1.40). O valor que transparece nos jornais como price target é de 0.90 devido a um desconto de 25% que lhe aplicaram por ser uma Small Cap.
Faço notar que esta avaliação foi feira antes da negociação da dívida. A empresa tem agora 24 milhões de euros de dinheiro fresco (o que dá mais 15 cêntimos por acção)
.
Na realidade o documento da avaliação da Caixa aponta para um valor de 1.20 € por acção, o que está perto do que eu penso que elas valem (1.40). O valor que transparece nos jornais como price target é de 0.90 devido a um desconto de 25% que lhe aplicaram por ser uma Small Cap.
Faço notar que esta avaliação foi feira antes da negociação da dívida. A empresa tem agora 24 milhões de euros de dinheiro fresco (o que dá mais 15 cêntimos por acção)
.
- Mensagens: 117
- Registado: 16/7/2006 17:40
Scpnuno, quanto à retirada de Bolsa julgo que ninguém se deve assustar. De facto são necessários, como dizes, sempre 90% dos direitos de voto. Não há perigo de se ficar com acções sem ter a quem as vender. Passo a citar o artigo 27.º do CVM:
O neu entendimento do artigo é que serão sempre necessários mais de 90% dos direitos de voto, quer se trata de Opa potestativa ou não. Além disso, há sempre a garantia de se poder vender após a retitrada de Bolsa; quem retira tem de indicar o accionista comprador para quem votou desfavoravelmente. A contrapartida, na pior das hipóteses, é determinada por auditor externo indicado pela CMVM (art. 188.º).
Por isso, julgo que se pode concluir que quem recusar a OPA o pior que lhe pode acontecer é ter que vendê-las ao valor da OPA.
Supondo então que ele não consegue tirá-la da Bolsa, vamos à questão da venda de património. Penso que se for vendido património, esse dinheiro terá de entrar na empresa, e não estou a ver no que isso afecte o valor da empresa. Trata-se de substituir património por capital.
Não estou a ver também a Investifino a fazer gestão danosa, para fazer cair as cotações, tendo mais de 66% do capital da empresa
Perda da qualidade de sociedade aberta
Artigo 27º
Requisitos
1 — A sociedade aberta pode perder essa qualidade quando:
a) Um accionista passe a deter, em consequência de oferta pública de aquisição, mais de 90 % dos direitos de voto calculados nos termos do nº 1 do artigo 20º;
b) A perda da referida qualidade seja deliberada em assembleia geral da sociedade por uma maioria não inferior a 90 % do capital social e em assembleias dos titulares de acções especiais e de outros valores mobiliários que confiram direito à subscrição ou aquisição de acções por maioria não inferior a 90 % dos valores mobiliários em causa;
c) Tenha decorrido um ano sobre a exclusão da negociação das acções em mercado regulamentado, fundada na falta de dispersão pelo público.
2 — A perda de qualidade de sociedade aberta pode ser requerida à CMVM pela sociedade e, no caso da alínea a) do número anterior, também pelo oferente.
3 — No caso da alínea b) do nº 1, a sociedade deve indicar um accionista que se obrigue:
a) A adquirir, no prazo de três meses após o deferimento pela CMVM, os valores mobiliários pertencentes, nesta data, às pessoas que não tenham votado favoravelmente alguma das deliberações em assembleia;
b) A caucionar a obrigação referida na alínea anterior por garantia bancária ou depósito em dinheiro efectuado em instituição de crédito.
4 — A contrapartida da aquisição referida no nº 3 calcula-se nos termos do artigo 188º.
O neu entendimento do artigo é que serão sempre necessários mais de 90% dos direitos de voto, quer se trata de Opa potestativa ou não. Além disso, há sempre a garantia de se poder vender após a retitrada de Bolsa; quem retira tem de indicar o accionista comprador para quem votou desfavoravelmente. A contrapartida, na pior das hipóteses, é determinada por auditor externo indicado pela CMVM (art. 188.º).
Por isso, julgo que se pode concluir que quem recusar a OPA o pior que lhe pode acontecer é ter que vendê-las ao valor da OPA.
Supondo então que ele não consegue tirá-la da Bolsa, vamos à questão da venda de património. Penso que se for vendido património, esse dinheiro terá de entrar na empresa, e não estou a ver no que isso afecte o valor da empresa. Trata-se de substituir património por capital.
Não estou a ver também a Investifino a fazer gestão danosa, para fazer cair as cotações, tendo mais de 66% do capital da empresa
Cumprimentos,
Touro
Touro
- Mensagens: 1347
- Registado: 5/11/2002 14:09
- Localização: Porto
Eu não vendo de certeza.
E mais acrescento: há fundos que tinham zero acções antes do anuncio da OPA e que agora já têm mais de 1 milhão de acções em carteira (basta ver nas carteiras detalhadas em www.cmvm.pt). E não deve ser para vender na OPA de certeza...
E mais acrescento: há fundos que tinham zero acções antes do anuncio da OPA e que agora já têm mais de 1 milhão de acções em carteira (basta ver nas carteiras detalhadas em www.cmvm.pt). E não deve ser para vender na OPA de certeza...
The 3 Ms for success: Mind (psychology), Method (technical analysis), and Money (risk control)
Pois eu não estou totalmente de acordo, Touro.
Vamos por partes:
Para retirar a empresa de bolsa são precisos 90%, isso é ponto assente.
Mas, para vender patrimonio, são precisos 2/3 (ou 66%) - e aqui é que eu questiono o interesse ou não de manter acções da SCO se a OPA não resultar.
Porque, sabendo que Manuel Fino detem neste momento cerca de 50%, os 66% não serão muito dificeis de alcançar. E a partir dessa altura, poderá começar a vender.
A SCO não é só a empresa de construções - é uma Holding com sub holdings, participadas, etc,etc, nas mais diversas areas. É esse todo que faz o valor da empresa.
Ora, se se mantiver acções, e partindo da hipotese que os 66% são atingidos e são efectuadas vendas, aquelas acções desvalorizam - ou pelo menos perdem valor intrinseco, porque a empresa que representam está a ser esvaziada.
Por muito que custe aos accionistas, Manuel Fino ganhou e os accionistas perderam - aconteça o que acontecer. A não ser que aconteça uma OPA concorrente diferente daquela que, imagino, já está "combinada". Algum perfeito outsider disposto a enfrentar o bloco Fino / Pedro Teixeira Duarte / Jardim Gonçalves - ou, se preferirem SCO/ TDU / BCP / CIMPOR.
Abraços
Vamos por partes:
Para retirar a empresa de bolsa são precisos 90%, isso é ponto assente.
Mas, para vender patrimonio, são precisos 2/3 (ou 66%) - e aqui é que eu questiono o interesse ou não de manter acções da SCO se a OPA não resultar.
Porque, sabendo que Manuel Fino detem neste momento cerca de 50%, os 66% não serão muito dificeis de alcançar. E a partir dessa altura, poderá começar a vender.
A SCO não é só a empresa de construções - é uma Holding com sub holdings, participadas, etc,etc, nas mais diversas areas. É esse todo que faz o valor da empresa.
Ora, se se mantiver acções, e partindo da hipotese que os 66% são atingidos e são efectuadas vendas, aquelas acções desvalorizam - ou pelo menos perdem valor intrinseco, porque a empresa que representam está a ser esvaziada.
Por muito que custe aos accionistas, Manuel Fino ganhou e os accionistas perderam - aconteça o que acontecer. A não ser que aconteça uma OPA concorrente diferente daquela que, imagino, já está "combinada". Algum perfeito outsider disposto a enfrentar o bloco Fino / Pedro Teixeira Duarte / Jardim Gonçalves - ou, se preferirem SCO/ TDU / BCP / CIMPOR.
Abraços
Esta é a vantagem da ambição:
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
SOARES DA COSTA: mais uma OPA recusada?
Este assunto já está a ser discutido noutro tópico, mas achei conveniente separá-lo.
A questão da OPA falhar não se coloca, pois não há condições impostas pelo oferente. Quem quiser vender vende, quem não quiser não vende.
A questão relevante, e que já foi levantada, é se o oferente conseguirá ou não o número de acções necessárias para retirar a empresa de Bolsa. Eu penso que a este preço não conseguirá.
É importante sublinhar que no prospecto da oferta apenas é dito que a acção será retiradaa se for atingido os 90% de capital.
Não sendo atingido este valor, apenas é colocada a hipótese de convocar uma assembleia geral para o fazer; considero isto apenas uma claúsula ameaçadora. Repare-se que não é dito que será convocada a Assembeleia Geral, apenas é dito que poderá ser.
Motivos para recusa da OPA
A oferta tem um prémio de menos de 5% relativamente ao preço de mercado à data da oferta.
O CaixaBI tem preço-alvo de 0,9 euros; cerca de 30% acima do valor oferecido na OPA. Se a UBS sobe o 'target' da TDU e a acção sobe 17%, por que razão a Soares da Costa não há-de subir com a subida do 'target' pela CaixaBI?
Há a lembrança do que se passou com a Ibersol. Oferta de 6 euros considerada baixa, OPA recusada, e a acção actualmente a cotar no mercado cerca de 70% acima do valor oferecido!
Considero que o facto de estar a decorrer a OPA levou à estagnação do preço da acção desde Outubro de 2006. Com as perspectivas de recuperação e forte crescimento do resultados, a empresa estaria a cotar a valores superiores caso não estivesse sujeita à OPA. A acção está com PER de 16, que compara com 31 da Mota-Engil. A estimativa para 2008 é de um PER de 7,5.
Conclusão
Considero uma forte probablidade de a OPA ser recusada por grande parte dos accionistas; não estarão dispostos a vender a um preço tão baixo.
Assim sendo, não haverá lugar a OPA potestativa, e as acções irão continuar no mercado. Quem a quiser tirar do mercado terá de pagar mais.
Prevejo que as acções, uma vez livres da OPA, continuarão o seu caminho ascendente, à semelhança do que se passou com o caso Ibersol.
A questão da OPA falhar não se coloca, pois não há condições impostas pelo oferente. Quem quiser vender vende, quem não quiser não vende.
A questão relevante, e que já foi levantada, é se o oferente conseguirá ou não o número de acções necessárias para retirar a empresa de Bolsa. Eu penso que a este preço não conseguirá.
É importante sublinhar que no prospecto da oferta apenas é dito que a acção será retiradaa se for atingido os 90% de capital.
Não sendo atingido este valor, apenas é colocada a hipótese de convocar uma assembleia geral para o fazer; considero isto apenas uma claúsula ameaçadora. Repare-se que não é dito que será convocada a Assembeleia Geral, apenas é dito que poderá ser.
o Oferente considerará a possibilidade
de propor a deliberação, em Assembleia Geral da Sociedade Visada, da perda da qualidade de
sociedade aberta
Motivos para recusa da OPA
A oferta tem um prémio de menos de 5% relativamente ao preço de mercado à data da oferta.
O CaixaBI tem preço-alvo de 0,9 euros; cerca de 30% acima do valor oferecido na OPA. Se a UBS sobe o 'target' da TDU e a acção sobe 17%, por que razão a Soares da Costa não há-de subir com a subida do 'target' pela CaixaBI?
Há a lembrança do que se passou com a Ibersol. Oferta de 6 euros considerada baixa, OPA recusada, e a acção actualmente a cotar no mercado cerca de 70% acima do valor oferecido!
Considero que o facto de estar a decorrer a OPA levou à estagnação do preço da acção desde Outubro de 2006. Com as perspectivas de recuperação e forte crescimento do resultados, a empresa estaria a cotar a valores superiores caso não estivesse sujeita à OPA. A acção está com PER de 16, que compara com 31 da Mota-Engil. A estimativa para 2008 é de um PER de 7,5.
Conclusão
Considero uma forte probablidade de a OPA ser recusada por grande parte dos accionistas; não estarão dispostos a vender a um preço tão baixo.
Assim sendo, não haverá lugar a OPA potestativa, e as acções irão continuar no mercado. Quem a quiser tirar do mercado terá de pagar mais.
Prevejo que as acções, uma vez livres da OPA, continuarão o seu caminho ascendente, à semelhança do que se passou com o caso Ibersol.
Cumprimentos,
Touro
Touro
- Mensagens: 1347
- Registado: 5/11/2002 14:09
- Localização: Porto
Quem está ligado:
Utilizadores a ver este Fórum: Google [Bot], Phil2014 e 56 visitantes